sexta-feira, 31 de julho de 2015

Piada do Trimestre

O anão chega no banheiro e pede pra um cara bem alto, que está urinando:
- Moço... Me bota em pé nesse banquinho, pra eu fazer xixi também?
Quando o grandão coloca ele no banquinho, imediatamente o anão agarra no sa*co dele e diz:
- Isto é um assalto. Ou você me dá a carteira, ou eu pulo do banquinho!

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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Plex Cloud

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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Speedtest

Verificar o meu resultado do Ookla Speedtest. Qual é a sua velocidade? http://www.speedtest.net/my-result/a/1419211883

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terça-feira, 28 de julho de 2015

Cinema

As sessões e os horários do cinema Moviecom Vale do Aço http://www.adorocinema.com/programacao/cinema-A0337/

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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Jovem Pan AM

Folha traz matéria espantosa sobre SP by Jovem Pan AM - Comentaristas https://player.fm/1UdwQW #nowplaying

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domingo, 26 de julho de 2015

Luma 640/XL

https://youtu.be/8fPJx2KR5A8

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sábado, 25 de julho de 2015

podcast

Inovação²: transporte do futuro, remédios impressos, pets clonados (#3) by Canaltech Podcast https://player.fm/1UVBdY #nowplaying

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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Speedtest

Verificar o meu resultado do Ookla Speedtest. Qual é a sua velocidade? http://www.speedtest.net/my-result/a/1407590876

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quinta-feira, 23 de julho de 2015

CAOS E EFEITO BORBOLETA | Nerdologia 15

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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Entrevista Bimestral Carlos Henrique Schroder

Como vocês avaliam o que houve com “Babilônia”?
A gente fez muitas reuniões de avaliação. Tem dois fatores: um, claro, a novela em si. Alguma coisa da trama não funcionou, óbvio.
Mas, ao mesmo tempo, teve uma mudança com a estreia de “Os Dez Mandamentos” [Record] e a novela infantil que o SBT colocou. Algum público já tinha saído ali também. Não vou tirar o mérito de um lado e talvez a fragilidade do outro, mas as duas combinações aconteceram.
Mas isso vai continuar… Vem outra novela bíblica, SBT faz outra infantil.
Vai. Mas acho que sempre que você tem um produto forte, você derruba isso. Por isso acho que tem uma fragilidade do que aconteceu e aí propicia um terreno fértil para o outro crescer. Quando você tem um produto forte não tem jeito, é vencedor.A [próxima] novela do João Emanuel Carneiro [“A Regra do Jogo”] está muito forte, boa.
Estão pisando em ovos após “Babilônia”?
Conversamos muito internamente sobre isso. O país é mais conservador do que você imagina. É mais ou menos essa a resposta.
O Ministério da Justiça diz que a Globo poderia mudar a classificação da novela das 21h para 14 anos, mas vocês querem manter em 12 anos.
Sabe por quê? Eles esquecem que o Brasil tem fuso. Quando aqui [no Rio] são 21h, em Manaus são 20h. E o fuso do verão? Aí você mata a programação.
No Nordeste já é complicado. Lá, invertemos inclusive a novela das 19h. A gente bota o “Jornal Nacional” ao vivo e depois a novela das 19h e a das 21h.
Se você tiver que manter a classificação, mata a estratégia.
Com o aumento da classificação indicativa às vezes acontece o seguinte: a novela acaba e reclassificam. Aí o que isso nos causa como punição? Você não pode usar no “Vale a Pena Ver de Novo”. Aí tiramos histórias de alguns personagens [que não podem ser mostradas mais cedo]. Acabamos de fazer isso agora para “Caminho das Índias”. É um prejuízo para nós, a novela das 21h é a de maior sucesso.
É interessante que o processo para viabilizar uma novela.
Agora se tivesse esse modelo de orientação apenas e não determinação, acaba esse problema.
A Globo anda promovendo muitas mudanças de grade, está mais flexível. Nesta semana tirou a “Sessão da Tarde” para o “Video Show” tratar da morte do cantor Cristiano Araújo.
Quando a gente mudou a programação, combinamos com o Amauri Soares,  é diretor de programação, de ter uma atuação mais atenta, acompanhar melhor  o que está acontecendo. Então, por exemplo,  há um temporal na Bahia, caso concreto. A Fátima [Bernardes] entra, faz dez minutos em rede nacional e aí a  TV Bahia fica local. E  o programa [“Encontro com Fátima Bernardes”] continua para o resto do Brasil. Santos (SP) teve problema com a chuva outro dia. Aí Santos fica local também.
A gente tem  usado espaço local quando aquilo interessa.
Tem dado resultado?
Muito bom resultado. Quando é nacional, a gente avalia o interesse do público. Hoje temos oito capitais no Ibope no ‘real time’ [medição minuto a minuto de audiência].  Porto Alegre, Curitiba, Rio, SP, BH, Recife, Salvador e Brasília.
O que representa 80% [da audiência], dá uma noção melhor. Outra coisa, a gente consegue ver a avaliação de cada programa por essa média, e você começa a ter opção de horário. Por exemplo, no sábado, mexe no horário, puxa um programa, experimenta outro.
A experiência de inverter a “Sessão da Tarde” com a novela [“Vale a Pena Ver De Novo] começou em Brasília e depois em BH. Viu que deu cert,o muda para o Brasil inteiro. Tem mais lógica .A novela entrega para “Malhação”, “Malhação” entrega para a novela [das 18h].
E no caso de “Verdades Secretas” [novela das 23h que foi exibida na faixa das 22h na primeira semana]?
A gente queria fazer experiência de uma semana. A novela não poderia ficar naquele horário [das 22h]. Como a primeira semana era mais leve do ponto de vista da classificação, dava [para testar]. Agora não dá, vai entrar mais fundo na questão da droga. Ela se propõe a isso, entrar numa discussão mais pesada.
A alteração foi de uma semana para implantar melhor a novela. Em vez de deixar um dia mais cedo, colocamos uma semana. E funcionou.
Mas vocês poderiam mudar “Verdades” para ela ir ao ar mais cedo?
Poderíamos. Mas olha só, “Felizes para Sempre? [minissérie exibida em janeiro] eu tinha encomendado para o primeiro horário[de shows, após a novela das 2h]. Quando veio o texto, o desenho do Fernando Meirelles, eu falei: vamos tentar limpar isso aqui, aquilo ali para ver se segura [coma classificação indicativa]  o primeiro horário. Chega uma hora que você começa a mexer na obra. Aí liguei pro Euclydes Marinho e falei para deixar no segundo horário, senão começa a perder. Ali era classificação indicativa na veia.
É que o primeiro horário é mais importante como estratégia, você alavanca melhor. Mas nem sempre.
Como vê a chegada da GFK  [empresa alemã que irá concorrer com o Ibope na medição de audiência]?
Estamos acompanhando. A gente só não quis fazer um contrato antecipado.  Nunca dissemos que não vamos [assinar o contrato].
Existe mercado para duas medições?
Difícil, né. Imagina todas as agências, TV, comprando isso. O que será estranho é se aparecer um número muito diferente, seja para que lado for. Aí alguém vai ficar sob suspeita.

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terça-feira, 21 de julho de 2015

Nacionalismo

Nacionalismo
1 INTRODUÇÃO
Nacionalismo, durante a história moderna, movimento que considera a criação do Estado nacional como indispensável para realizar as aspirações sociais, econômicas e culturais de um povo. O nacionalismo se caracteriza pelo sentimento de comunidade baseado em uma origem, um idioma e uma religião comuns. Antes do século XVIII, momento no qual o nacionalismo começou a ganhar as características de um movimento específico, os estados eram baseados em vínculos religiosos ou dinásticos. Imersas no âmbito do clã, da tribo, do povo ou da província, as pessoas estendiam em raras ocasiões seus interesses pelo espaço que compreendiam as fronteiras estatais.

2 ORIGENS
O início do nacionalismo moderno remonta à desintegração, no final da Idade Média, da ordem social feudal e da unidade cultural (em especial, a religiosa) de vários Estados europeus.
O momento decisivo na história do nacionalismo na Europa foi a Revolução Francesa. Até aquele momento, os sentimentos nacionais franceses emanavam da figura de seu rei. Com a revolução, a lealdade ao monarca foi substituída pela lealdade à pátria.

O surgimento do nacionalismo coincidiu em sua maior parte com a expansão da Revolução Industrial, que favorecia o desenvolvimento econômico nacional, a formação de uma classe média e o anseio popular de um governo representativo.

Antes da onda nacionalista na Europa, houve, nos primeiros 30 anos do século XIX, um assombroso e múltiplo nascimento de uma série de nações no continente americano, do Mississipi (fronteira entre os domínios da Espanha e os Estados da União), até a Terra do Fogo na Argentina. As revoluções de 1848 marcaram o despertar de vários povos europeus para a consciência nacional.

A I Guerra Mundial instigou as aspirações nacionais dos povos da Europa Central. Quando os Estados Unidos entraram na guerra, o presidente Woodrow Wilson proclamou o princípio da autodeterminação nacional como um dos aspectos a ser solucionado no final do conflito. As reclamações contrapostas do nacionalismo alemão e polonês se converteram na causa direta do começo da II Guerra Mundial. Outra conseqüência decisiva da I Guerra Mundial foi o surgimento do nacionalismo em países da Ásia e da África.

No pós-guerra, os movimentos nacionalistas cresceram e conseguiram muitos êxitos, sobretudo na África e Oriente Médio. No início da década de 1990, o nacionalismo continua sendo uma força muito poderosa nos assuntos mundiais. As aspirações nacionalistas opostas dos judeus, árabes e palestinos são a causa da instabilidade política no Oriente Médio. No leste europeu, onde os anseios nacionalistas permaneceram adormecidos pela pressão dos sistemas comunistas desde a II Guerra Mundial, o enfraquecimento da autoridade comunista provocou a aparição de grupos que contribuíram para a dissolução da União Soviética e da antiga Iugoslávia e puseram em perigo a integridade de outros países. Colaboraram também para o desmantelamento pacífico de alguns Estados, como foi o caso da antiga Tchecoslováquia ou das antigas repúblicas socialistas integradas na extinta União Soviética, como a Estônia, Letônia, Lituânia, Bielo-Rússia, Ucrânia ou Moldávia.


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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Bélgica

Bélgica
1 INTRODUÇÃO
Bélgica,  monarquia constitucional a noroeste da Europa. Limita-se ao norte com a Holanda e o mar do Norte, a leste com a Alemanha e Luxemburgo e ao sul e sudoeste com a França. Tem uma extensão de 30.528  km2. Bruxelas é a capital e a cidade mais importante.

2 TERRITÓRIO E RECURSOS
O país tem três regiões fisiográficas principais: a planície costeira formada por dunas e pôlderes, o planalto central atravessado por inúmeros rios e as terras altas das Ardenas. Ao longo da costa do Norte existe uma área de terrenos protegidos por diques, construídos entre os séculos XIII e XV. Os rios principais são o Schelde e o Meuse, que nascem na França e são navegáveis na passagem pela Bélgica.

O clima perto do mar é úmido e temperado. No interior, longe do mar, é mais rigoroso. As chuvas atingem por ano a média de 699 mm e a temperatura média é de 8,3 ºC. Os bosques mais importantes são os de carvalho, faia e olmo. A área foi reflorestada com pinheirais.

3 POPULAÇÃO E GOVERNO
A população é composta por dois grupos étnicos. Os flamengos, de origem germânica, que habitam a metade norte da Bélgica, denominada Flandres e que falam flamengo ou holandês, e os valões, de origem celta, que falam francês e habitam a metade sul, denominada Valônia. Há uma minoria de alemães que habitam o leste do país.

Em 2001, a Bélgica tinha uma população de 10.258.762 habitantes e uma densidade de 336 hab/km2, sendo uma das mais altas da Europa. As principais cidades são: Bruxelas, com uma população de 949.070 habitantes em 1993, Antuérpia com 462.880 habitantes e Gand com 228.490 habitantes.
Cerca de 90% da população é católica, apesar do culto estar em declínio. Outras religiões são o protestantismo e o judaísmo.

Em 1963, uma lei estabeleceu três línguas oficiais: o flamengo no norte, o francês no sul e o alemão na zona oriental. Na cidade e nos arredores de Bruxelas, o francês e o flamengo são reconhecidos oficialmente. Ver Língua flamenga; Literatura flamenga.

A Bélgica é uma monarquia constitucional. O atual soberano é o rei Alberto II. A Constituição belga foi proclamada em 1831, com posteriores modificações visando a formação de um Estado federal. O monarca designa os ministros e os juizes. O parlamento é composto pelo Senado e pela Câmara dos Representantes.

4 ECONOMIA
A Bélgica é uma das nações européias mais industrializadas. Seu produto interno bruto, em 1994, era de 248,4 bilhões de dólares, equivalente a 24.290 dólares de renda per capita.

A Bélgica não é totalmente auto-suficiente em produtos agrícolas, entretanto o é na pecuária. A terra é explorada de forma intensiva. O gado e os cultivos de consumo diário são as principais atividades.
A Bélgica é um dos países mais industrializados da Europa. Historicamente foi o carvão o principal recurso do país, mas atualmente suas reservas se esgotaram e a produção caiu a partir de 1980. Muitas minas fecharam. A Bélgica está entre os maiores produtores de ferro e de aço. A indústria pesada baseia-se na produção de aço, carvão, produtos químicos e petróleo, controladas por seis trustes. A indústria têxtil, que data da Idade Média, produz algodão, lã, linho, e tecidos sintéticos e sua indústria química é líder mundial. Outras indústrias importantes são a naval e a de construção de equipamentos ferroviários. A lapidação de diamantes é uma das mais importantes do mundo.
A moeda nacional é o franco belga.

5 HISTÓRIA
Os belgas eram uma antiga tribo celta. A região romana da Gália Bélgica abrangia a atual Bélgica, o norte da França, Holanda e parte da Suíça. Após a queda do Império Romano, a Europa ocidental foi dominada pelos francos, que atingiram o maior poderio durante o reinado de Carlos Magno (768-814). Quando o reino dos francos dividiu-se em 843, a Bélgica se incorporou à Lotaríngia (Alemanha) e no ocidente se formou o condado de Flandres, feudo dos reis da França.

Através do casamento de Maria de Borgonha com o futuro imperador alemão Maximiliano I, os domínios de Borgonha, exceto o ducado, passaram para os Habsburgo. Carlos, o filho mais velho de Maximiliano, herdou os Países Baixos (que incluía a Bélgica) em 1506 e subiu ao trono da Espanha dez anos mais tarde. Posteriormente, foi eleito imperador do Sacro Império Romano-Germânico com o nome de Carlos V. Em 1549, decretou que os Países Baixos se unissem formalmente a seus domínios espanhóis.

Seu filho, Felipe II da Espanha, tentou suprimir o protestantismo e estabelecer maior controle comercial nos Países Baixos. As sete províncias do norte se rebelaram e, em 1581, se declararam independentes; as províncias do sul, por sua vez, permaneceram leais à Espanha. Felipe II tentou reconquistar o norte sem sucesso. Em 1609, Felipe III assinou uma trégua de 12 anos, mas perto do fim, explodiu a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648). Em 1635, forças da Holanda e da França uniram-se para dividir os Países Baixos espanhóis. Uma série de vitórias franco-holandesas forçaram o monarca espanhol a firmar uma paz separada com a Holanda em 1648. O sul (atuais Bélgica e Luxemburgo), permaneceu sob domínio espanhol. Luis XIV da França não quis abandonar suas pretensões para com os Países Baixos holandeses; o Tratado dos Pireneus de 1659 concedeu-lhe áreas fronteiriças e depois ele mesmo ocupou várias cidades. Os Países Baixos espanhóis foram um fator importante no contexto do posterior conflito europeu, a Guerra de Sucessão Espanhola. O Tratado de Utrecht (1713-1715) deu à França uma parte de Flandres e a maior parte do território constituiu-se nos Países Baixos austríacos.

Excetuando a Guerra de Sucessão Austríaca, em 1744, o período de dominação austríaco na Bélgica foi pacífico. Em 1787, José II terminou com a autonomia provincial nos Países Baixos austríacos, o que gerou um levante. Em 1790, a República Belga foi proclamada. Leopoldo II, restaurou o controle e revogou os direitos do seu antecessor. Com Francisco II, começou a guerra entre a Áustria e o governo revolucionário da França. A Bélgica foi cedida à França pelo Tratado de Campoformio, em 1797.

O regime instaurado pelos franceses não agradou, mas a Bélgica se expandiu com a conquista de Liège.

Em 1814, o país foi ocupado pelos exércitos aliados que enfrentavam Napoleão Bonaparte. A última das Guerras Napoleônicas, a decisiva Batalha de Waterloo, ocorreu em solo belga.

Pelos acordos de paz do Congresso de Viena, em 1815, a Bélgica e a Holanda se uniram no reino dos Países Baixos, onde foi nomeado rei o holandês Guilherme I. Mas os católicos belgas não queriam um soberano protestante e exigiam uma autonomia maior. A revolução de 1830, na França, incentivou o levante belga. A independência da Bélgica foi proclamada e aceita na Conferência de Londres em 1831 pelas grandes potências.

Os belgas redigiram uma Constituição com um poder legislativo bicameral, elegendo como monarca Leopoldo I.

No reinado de Leopoldo II, a Bélgica enfrentou inúmeros conflitos internos por diferenças educacionais, por problemas sociais decorrentes da rápida industrialização e da falta de um idioma comum. Leopoldo II financiou uma expedição ao rio Congo e, na Conferência de Berlim de 1885, foi reconhecido como soberano do Estado Livre do Congo, cuja administração passou para o Estado Belga em 1908.

Uma semana após ter sido deflagrada a Primeira Guerra Mundial, as tropas alemãs atravessaram a fronteira da Bélgica, ignorando sua neutralidade. O governo resistiu à invasão e solicitou ajuda da França, Grã-Bretanha e Rússia. Um milhão de belgas fugiram do país e mais de 80 mil morreram. A ofensiva dos aliados de setembro de 1918 libertou a costa do país. Pelo Tratado de Versalhes de 1919, a Bélgica incorporou 989,3 km2 de território e 64.500 habitantes.

Apesar dos enormes prejuízos causados pela guerra, a Bélgica alcançou uma notável recuperação. O voto para os homens foi introduzido no país, a neutralidade foi abandonada e, em 1920, foi assinada uma aliança militar com a França.

Em 1936, a Bélgica voltou à neutralidade, sendo atacada uma segunda vez pela Alemanha, em maio de 1940. As tropas francesas e britânicas ajudaram-na mas foram derrotadas devido à superioridade das forças invasoras. Leopoldo III rendeu-se e foi preso. O gabinete belga, exilado em Paris, se negou a reconhecer a derrota, destituindo o rei dos seus direitos de governo. Após a queda da França, o governo belga que estava no exílio transferiu-se para Londres. Em 1944, retornou à Bélgica após a desocupação alemã e o Parlamento elegeu o príncipe Carlos como presidente.

A Bélgica ficou politicamente desorganizada por causa do enfrentamento entre o partido Social Cristão (católicos) e a coalizão de liberais, socialistas e comunistas, e a questão do regresso do rei Leopoldo. Em 1945, o Parlamento concordou em deixar Leopoldo fora do poder. A Bélgica voltou a recuperar sua anterior posição entre as grandes nações mercantis do mundo.

Em 1950, foi convocado um plebiscito sobre o retorno do rei Leopoldo. Após obter a resposta afirmativa de 57,6% dos votantes, vários conflitos ocorreram, organizados pela oposição. Leopoldo concordou então em passar o poder para seu filho, o príncipe Balduíno.

A Bélgica foi membro constituinte, em 1952, da Comunidade Européia do Carvão e do Aço e contribuiu para a fundação, em 1957, da Comunidade Econômica Européia (hoje União Européia).
Em 1960, a Bélgica proclamou a independência da colônia do Congo Belga (ex-Zaire, atual República Democrática do Congo). Em 1962, os administradores belgas da ONU, encarregados do território de Ruanda-Urundi, conseguiram a independência de Ruanda e Burundi.

A rivalidade entre flamengos e valões gerou freqüentes distúrbios durante a década de 1960, provocando a queda de vários governos nos anos seguintes. Na década de 1980, os social-cristãos formaram governos e, em 1989, o Parlamento aprovou um programa para transferir o poder às três regiões etnolingüísticas. A Bélgica ratificou o Tratado de Maastricht sobre a União Européia em 1992. Em maio de 1993, a Bélgica tornou-se um país federal. Quando o rei Balduíno morreu sem deixar descendentes, sucedeu-lhe seu irmão Alberto II, em 1993.


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domingo, 19 de julho de 2015

Judeus


1 INTRODUÇÃO
Judeus, termo utilizado, hoje em dia, como sinônimo de hebreus e israelitas. Contudo, no plano histórico e étnico, estas duas palavras têm significado diferente. Na história judaica, hebreu aplica-se de às tribos que aceitavam Javé como único Deus. O termo israelita faz menção a um grupo específico, descendente dos hebreus. O vocábulo judeu refere-se a um terceiro grupo (tribo de Judá) que descende dos anteriores.

2 OS HEBREUS EM CANAÃ
É correto identificar os antepassados dos hebreus como arameus nômades. Durante os primeiros anos do segundo milênio a.C., um grupo de tribos araméias migrou para os arredores de Carra, uma antiga colônia babilônica. Séculos mais tarde, grupos familiares destas tribos emigraram para oeste e para o sul, estabelecendo-se nos arredores do rio Jordão. Estas comunidades transformaram-se nas tribos hebréias, dentro das quais se incluem os amonitas, moabitas, edomitas e os hebreus, que rendiam culto a Javé.

Algumas das tribos nômades chegaram ao Egito entre 1694 e 1600 a.C., período em que os hicsos dominaram Egito e alcançaram um importante desenvolvimento até serem derrotados em 1570 a.C. Este fato determinou, para os hebreus, a perseguição, a escravidão e o exílio.
Para a história judaica, o êxodo significou um feito de grandes proporções. O povo foi guiado por Moisés, o primeiro grande profeta, até Canaã, conquistada durante o segundo milênio a.C. Sob o comando de Josué, sucessor de Moisés, as tribos de Javé cruzaram o rio Jordão, conquistaram Jericó e estabeleceram-se no oeste de Palestina.

3 A MONARQUIA
Com a ascensão ao trono de Saul, o primeiro rei israelita em 1020 a.C., criou-se uma verdadeira entidade política. Mais tarde, com Davi, o reino engrandeceu-se. Salomão, filho e sucessor de Davi, é conhecido por ter mandado construir o Templo de Jerusalém, símbolo da glória israelita. Salomão foi um dirigente poderoso mas, após sua morte (922 a.C.), o reino se dividiu. Jeroboão, seu filho, reinou sobre a parte sul conhecida, mais tarde, como o reino de Judá.

Durante os dois séculos seguintes, a história judaica reduz-se a uma série de lutas entre pequenos estados que, constantemente, brigavam entre si. No século VIII a.C., o poder dos assírios cresceu e eles dominaram o Oriente Médio. Em 721 a.C., o reino de Israel foi destruído e muitos de seus habitantes partiram para o desterro. O reino de Judá, apesar de ter passado a tributário da Assíria, manteve sua independência nominal.

Em 598 a.C., Nabucodonosor II, soberano da Caldéia, declarou guerra ao reino de Judá, conquistou Jerusalém e os judeus foram deportados para a Babilônia, fato que marcou o fim da independência política do antigo Israel.

4 O EXÍLIO
Na Babilônia, os exilados formaram uma florescente colônia. Em 539 a.C., o fundador do Império persa, Ciro II, o Grande, conquistou a cidade. No ano seguinte, publicou um édito outorgando liberdade aos judeus. Aproximadamente 42.000 membros da comunidade babilônica prepararam seu regresso à Palestina. A expedição dirigiu-se a Jerusalém e concentrou-se na reconstrução do Templo, meta atingida no ano 516 a.C. Esta data é considerada o verdadeiro fim do exílio babilônico. No final do século IV a.C. — sendo imperador Alexandre, o Grande — a Macedônia transformou-se na força dominante do mundo.

Depois que os macedônios dominaram os persas, em 331 a.C., a Judéia passou a ser uma província do Império Alexandrino. Alexandre mostrou-se especialmente benévolo com os judeus e centenas deles emigraram para o Egito depois da fundação de Alexandria (Al-Iskandariya).

Em 198 a.C., o rei Antíoco III, da Síria, venceu os egípcios e incluiu a Judéia em seus domínios. Durante o reinado de Antíoco IV a religião judaica foi declarada ilegal. A rebelião dos judeus não demorou e, no mesmo ano, iniciou-se uma revolta liderada pelos Macabeus (família composta por cinco irmãos). As forças judaicas derrotaram os sírios. A dinastia dos Asmoneus, ou Macabeus, conquistou a liderança e seus membros foram reis de um estado judeu independente.

O exército romano entrou em Jerusalém em 62 a.C. e, em 47 a.C., o Reino da Judéia estava sob o controle do Procurador Antípatas. Seu filho — Herodes, o Grande —, tornou-se rei em 37 a.C. O último século do antigo estado judeu foi marcado por desordens políticas e religiosas. Do judaísmo surgiu um segundo movimento, o cristianismo. No princípio, o cristianismo foi considerado uma seita judaica que via no judeu Yoshua (Jesus), filho de Yussef (José) e Míriam (Maria), o tão esperado Messias. Em torno da pessoa e da pregação de Yoshua, o cristianismo cresceu com a mobilidade dos discípulos de Jesus, levando sua crença a outras regiões.

Durante o século I d.C., os conflitos religiosos provocaram sangrentas batalhas. No ano 70, Tito, enviado por Vespasiano, destruiu o Templo e arrasou Jerusalém. A Judéia continuou existindo, embora só nominalmente. Durante a geração seguinte — e sob estrito controle romano —, manteve-se em relativa paz. De 132 até 135 d.C., os judeus fizeram um enorme esforço para se defender, mas a Judéia acabou devastada. Este fato ajudou a aumentar o abismo entre judeus e cristãos. Durante os três primeiros séculos da nova era, o cristianismo aumentou seu poder. Depois do ano 313, quando o imperador romano Constantino I aceitou a nova religião, generalizou-se a expansão cristã e a conseqüente perseguição aos judeus.

5 OS JUDEUS DEPOIS DA DIÁSPORA
Apesar da destruição do segundo estado, os judeus mantiveram sua identidade e tradições. Reagiram perante a fragmentação do início da era cristã, desenvolvendo uma religião própria no exílio: o judaísmo.

Durante os primeiros seis séculos de exílio, os mestres e os rabinos estabeleceram na Mishná e Guemará— ambas integrantes do Talmude, as bases da lei oral e da interpretação religiosa.
Em 637, os exércitos árabes conquistaram a Mesopotâmia e a religião islâmica tornou-se oficial. Na época, existia importante cooperação entre muçulmanos e judeus, desenvolvendo-se uma cultura baseada na combinação de ensinamentos gregos, persas e indianos. Muçulmanos e judeus desenvolveram a arte e a cultura da Espanha medieval, enquanto, no resto de Europa, predominava o obscurantismo.

6 OS JUDEUS NA ESPANHA MEDIEVAL
Em meados do século X, o centro do saber deslocou-se da Mesopotâmia para a Andaluzia, na Espanha. Ali existiam colônias judaicas anteriores à chegada das legiões romanas. Durante um longo período, os judeus tinham sido perseguidos, sobretudo após a conversão dos visigodos ao catolicismo, no século VI. A invasão muçulmana trouxe a tranqüilidade para os judeus espanhóis.
Com a decadência do domínio muçulmano na península Ibérica, em meados do século XIII, terminou a pacífica Era Espanhola. Sob a monarquia católica, os judeus foram degradados e sofreram perseguições periódicas. A Inquisição, criada em 1478, perseguiu também os conversos e, em 1492, todos os judeus que não aceitaram o batismo foram expulsos da Espanha.

7 OS JUDEUS NO MUNDO MODERNO
A emigração dos judeus para as Américas começou imediatamente após a fundação das primeiras colônias no novo continente. Inúmeros judeus sefaraditas — descendentes dos chamados marranos (nome injurioso dado aos conversos que mantinham ocultamente a prática de sua religião) que haviam fugido para a Holanda — assentaram-se no Brasil. Quando da invasão holandesa de 1630, fundaram, na cidade do Recife, estado de Pernambuco (nordeste brasileiro), a primeira sinagoga das Américas. Após a expulsão dos holandeses do Brasil — e a subseqüente perseguição pelos Tribunais da Inquisição —, estes judeus brasileiros fugiram do Recife para fundar, em 1654, a primeira comunidade judaica da América do Norte: a colônia holandesa de Nova Amsterdam (hoje Nova York).

Até o final do século XVI, na Europa ocidental só restavam pequenos guetos das antigas comunidades. Com o aumento da liberdade política e social criada pela Reforma protestante, restabeleceu-se a tolerância para com os judeus. Na França, em 1791, a Assembléia Nacional concedeu-lhes o direito a voto. Na Europa Ocidental, em 1860, sua liberdade era total.

Na Europa Oriental, no último terço do século XVIII, mudou a política de tolerância para com os judeus. Ao se produzir a divisão da Polônia, a maior parte dos judeus poloneses ficou em território russo em uma época em que ambos os países, Polônia e Rússia, institucionalizaram políticas de perseguição. Até o fim do regime czarista, em 1917, cerca de 2 milhões de judeus emigraram das regiões sob domínio russo para os Estados Unidos, entre 1890 e o fim da I Guerra Mundial. Outros grupos emigraram da Europa Oriental e se estabeleceram no Canadá, América do sul (especialmente na Argentina), África do sul e Palestina. Uma nova onda de emigração para o continente americano aconteceu até 1941, com o intuito de escapar da perseguição nazista.

Durante o século XIX, em todos os países da Europa Ocidental e nos Estados Unidos, a comunidade judaica experimentou um renascimento cultural conhecido como Haskalá (em hebraico, iluminação). O Haskalá foi importante para o ressurgimento da esperança de um retorno à sua própria terra: a Palestina. Em 1896, Theodore Herzl converteu-se no fundador do Sionismo Político. Durante os 50 anos seguintes, a organização sionista lutou para alcançar seu objetivo que, finalmente, concretizou-se com a criação do Estado de Israel, em 1948.

Durante a primeira metade do século XX, o anti-semitismo (tradicional movimento de oposição aos judeus) converteu-se numa força importante na política européia, especialmente na Alemanha. Na década de 1930, o desenvolvimento do nacional-socialismo (nazismo) ameaçou todos os indivíduos de origem judaica. Sob o poder nazista na Europa ocidental, estima-se que tenham sido mortos 6 milhões de judeus europeus. Este período de perseguições e extermínio recebeu o nome de Holocausto.


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sábado, 18 de julho de 2015

Energia eólica

Energia eólica
1 INTRODUÇÃO
Energia eólica, energia contida na força dos ventos que sopram sobre a superfície da Terra. Quando captada, a energia eólica pode ser convertida em energia mecânica, para a realização de tarefas como bombear água, moer grãos e serrar madeira. Conectando um rotor giratório (um conjunto de pás ligadas a um eixo) a um gerador elétrico, as modernas turbinas eólicas convertem a energia eólica, que gira o rotor, em energia elétrica.

O vento é criado quando o ar quente sobre a terra aquecida pelo sol se eleva, deixando um vácuo no espaço que antes ocupava. O ar frio circundante corre para preencher esse vácuo. Esse movimento impetuoso do ar é o que conhecemos como vento.

É possível que os egípcios tenham sido os primeiros a captar a energia eólica, ao subirem em barcos o rio Nilo, a partir do século IV a.C. Durante os séculos posteriores, embarcações à vela movidas pelo vento percorreram os mares e oceanos do mundo, funcionando como a principal forma de transporte comercial. A energia eólica vem sendo utilizada em terra, desde o desenvolvimento do primeiro moinho pelos antigos persas no século VII. A partir dessa época, os moinhos vêm sendo empregados para moer grãos, bombear água, serrar madeira e fornecer outras formas de energia mecânica.
Dado que o vento constitui uma fonte limpa e renovável de energia, modernas turbinas eólicas vêm sendo instaladas na Alemanha, Dinamarca, Índia, China e nos Estados Unidos, como complemento para as fontes mais tradicionais de energia elétrica: o carvão, por exemplo. Melhorias no projeto, como pás de rotor mais eficazes, combinadas a um crescimento no número de turbinas eólicas instaladas, ajudaram a aumentar a capacidade mundial de geração de energia eólica em quase 150% desde 1990. Em 1997, o mercado mundial de energia eólica atingiu 3 bilhões de dólares.

2 EVOLUÇÃO DOS MOINHOS
Os antigos moinhos persas eram dispositivos toscos, consistindo em uma torre simples, que sustentava um conjunto de pás, feitas com um feixe de juncos. As pás giravam em torno de um eixo vertical, com uma parede que as protegia, quando rodavam de volta na direção do vento. Esses moinhos primitivos eram empregados na moagem de grãos.

Durante séculos, os moinhos europeus tradicionais foram utilizados nas terras baixas do norte da Europa. Na verdade, a expressão moinho de vento origina-se do uso dessas máquinas para moer grãos. Os primeiros moinhos europeus foram construídos no século XII, no noroeste da França e no sul da Inglaterra. Em seguida, seu uso difundiu-se na Bélgica setentrional, Alemanha e, para o norte, até a Dinamarca, durante o final do século XII e o século XIII.

Foi o uso da energia eólica que permitiu que Jan Leegwater e os engenheiros holandeses seguintes pudessem drenar as terras úmidas da Holanda, tornando-as habitáveis. Os moinhos europeus foram empregados ainda para serrar madeira, rasgar tabaco em tiras, fabricar papel, espremer linhaça para obter óleo e triturar pedras para conseguir tinta. Os 700 moinhos construídos no distrito de Zaan, ao norte de Amsterdã, formaram o núcleo do que se tornou o centro da manufatura holandesa, uma área que acabou colaborando na deflagração da Revolução Industrial.

Ao contrário dos persas, os europeus desenvolveram moinhos com rotores que giravam em torno de um eixo horizontal. Os moinhos europeus típicos empregavam quatro pás, embora alguns usassem cinco e, às vezes, seis. Os primeiros moinhos europeus colocavam a torre que sustentava o rotor em um poste vertical. Isso permitia que todo o moinho girasse e encarasse o vento. Muitos destes pequenos engenhos, chamados moinhos de poste, ainda são encontrados no norte da Europa.

Ao final do século XIV, esses equipamentos evoluíram para os tradicionais moinhos de torre europeus, alguns com torres de até três andares. Os rotores destes moinhos são presos a uma cobertura giratória, permitindo que o moleiro aponte as pás do rotor para a direção do vento, ao girar a cobertura. Muitos dos moinhos de torre europeus continham dois ou três pavimentos interiores, onde era possível armazenar os produtos processados, como grãos, madeira, corantes e tabaco.

Durante os 500 anos seguintes, o desempenho dos moinhos europeus passou por grandes melhorias. O moinho típico evoluiu para uma torre construída em madeira, pedra e tijolos, que sustentava um rotor com quatro pás, revestidas de tecido, que agiam como velas. O rotor, com um diâmetro de 25 m, era capaz de fornecer de 25 a 30 kW de energia mecânica. Entre as inovações técnicas do moinho europeu, figuram propulsores de pás múltiplas projetando-se atrás do rotor, para mantê-lo automaticamente apontado na direção do vento; freios aerodinâmicos; ripas ajustáveis automaticamente nas pás (ao invés de tecido); e pás com bordas anteriores em forma de aerofólio, que antecipavam as asas das modernas aeronaves. Durante o apogeu do moinho europeu (que entrou em declínio no final do século XIX, quando o motor a vapor começou a ser amplamente utilizado), produziam-se cerca de 1.500 MW de potência, um nível que só voltou a ser alcançado em 1988.

Enquanto a utilização dos moinhos de vento começava a declinar na Europa durante o século XIX, do outro lado do Oceano Atlântico, o moinho rural vinha sendo usado por colonos que se estabeleciam na fronteira norte-americana. Perfeitamente adequado para bombear a água do subsolo profundo, o moinho de vento rural norte-americano tornou-se parte integrante das comunidades agrícolas do Oeste dos Estados Unidos. Segundo um historiador, foi o moinho rural, junto com o revólver Colt 45 e a cerca de arame farpado, que permitiu a ocupação das Grandes Planícies norte-americanas.

Nos 100 anos de reinado do moinho norte-americano para bombeamento de água, diversas melhorias foram introduzidas. Os primeiros moinhos rurais usavam pás feitas de ripas de madeira. No final do século XIX, o engenheiro norte-americano Thomas Perry aperfeiçoou essas pás. Utilizando um modelo movido a vapor, Perry realizou testes científicos que levaram à invenção das pás de metal laminado, as quais praticamente duplicaram a eficiência do rotor. Com base nas melhorias do projeto do rotor de Perry, o empresário norte-americano LaVerne Noyes construiu o moinho rural mais bem sucedido, o Aermotor. Embora não tenham sido as primeiras pás de moinho em metal, as pás do Aermotor se mostraram tão eficazes que revolucionaram os moinhos rurais e ainda são empregadas atualmente.

O moinho rural norte-americano produzia apenas um décimo da energia de uma turbina eólica moderna com o mesmo tamanho. Essa pouca eficiência impediu o uso do moinho rural de pás múltiplas para a geração de eletricidade. Embora a indústria de moinhos agrícolas norte-americana tenha alcançado seu ápice no início do século XX, mais de um milhão desses equipamentos ainda estão em uso em todo o mundo.

3 TURBINA EÓLICA MODERNA
Durante a década de 1930, o interesse no fornecimento de iluminação e de aparelhos elétricos para as propriedades rurais nas Grandes Planícies levou ao desenvolvimento de pequenas turbinas eólicas carregadas à bateria. Estas foram as precursoras das pequenas turbinas eólicas de duas ou três pás, usadas atualmente no fornecimento de energia para residências em locais remotos ou para povoados em países em desenvolvimento.

A crise do petróleo na década de 1970 estimulou os esforços para o desenvolvimento da energia eólica como uma fonte alternativa de energia elétrica. Muitos países lançaram programas para o desenvolvimento das modernas turbinas eólicas. Embora a maioria desses programas tenha fracassado, a Dinamarca teve sucesso no desenvolvimento das turbinas. Países como os Estados Unidos adotaram essa tecnologia para aproveitar os recursos da energia eólica.

A moderna turbina eólica é o resultado de avanços no desenho e nos materiais feitos durante as décadas de 1980 e 1990, que aumentaram a eficiência desse equipamento. Hoje, turbinas eólicas do mesmo tamanho dos moinhos de vento europeus tradicionais podem gerar de 250 a 300 kW de energia, um aumento de quase 10 vezes em eficiência.

4 COMPONENTES DOS SISTEMAS DE ENERGIA EÓLICA
Os modernos sistemas de energia eólica consistem de três componentes básicos: uma torre na qual se monta a turbina; um rotor movido pelo vento; e a nacela, abrigo para o equipamento, inclusive o gerador, que converte a energia mecânica de um rotor giratório em eletricidade. A torre que sustenta o rotor e o gerador deve ser resistente. As pás do rotor precisam ser leves e fortes, a fim de se mostrarem eficientes em termos aerodinâmicos e resistirem ao uso prolongado sob ventos intensos.
Melhorias no desenho estrutural e nos materiais levaram à construção de torres mais altas,
possibilitando que os rotores fossem instalados mais longe do solo, onde os ventos são mais fortes. Pequenas turbinas eólicas (menos de um quilowatt) são montadas em postes simples, ancorados por cabos, com uma altura de 10 a 20 metros. Turbinas de 1 a 30 kW são instaladas em torres tubulares ou em treliça, com uma altura de 20 a 40 metros. Turbinas eólicas de tamanho médio geralmente são montadas em torres tubulares de aço, de 25 a 50 m de altura. As torres das turbinas eólicas, que abrigam os cabos que conduzem a eletricidade do gerador até a base da torre, podem ser construídas em metal, plástico reforçado e concreto.

O rotor, que gira movido pelo vento, sustenta pás projetadas para capturar a energia cinética do vento. Quase todas as turbinas eólicas modernas contam com rotores que giram em torno de um eixo paralelo ao solo. O rotor gira um eixo que converte a energia do vento em energia mecânica. Por sua vez, o eixo move o gerador, que converte a energia mecânica em eletricidade. Embora algumas turbinas eólicas modernas tenham pás de rotor feitas de madeira composta, grande parte dessas peças é fabricada em fibra de vidro, material leve e resistente, geralmente composto de resinas de poliéster e fibras de vidro. Ao contrário do moinho de vento rural norte-americano, as turbinas eólicas modernas não usam pás de alumínio ou aço; o alumínio é incapaz de resistir ao esforço contínuo de ser envergado por ventos fortes e o aço é muito pesado.

Pequenas turbinas eólicas geralmente usam um leme para manter o rotor na direção do vento. A maior parte das turbinas de tamanho médio utiliza um motor elétrico para direcionar mecanicamente o rotor para o vento.

O gerador converte a energia mecânica de um rotor giratório em eletricidade (ver Motores e geradores elétricos). A maioria das turbinas eólicas utiliza um gerador com transmissão combinada. Muitas usam dois geradores, um pequeno para ventos leves e um maior para ventos fortes. Outras empregam um único gerador com bobinas elétricas duais. Estas desempenham a mesma tarefa da combinação de geradores pequeno e grande. Algumas turbinas eólicas utilizam um outro tipo de gerador, especialmente projetado, movido diretamente pelo rotor, sem uma transmissão.

5 TAMANHO DAS TURBINAS EÓLICAS
Turbinas eólicas podem ser arbitrariamente divididas em três categorias: pequenas, médias e grandes. Pequenas turbinas eólicas conseguem gerar entre 50 W e 60 kW de energia e usam rotores com diâmetro que varia de menos de 1 até 15 metros. Estão geralmente instaladas em áreas remotas, onde é necessária energia mas o acesso a fontes convencionais de eletricidade ou é muito caro ou pouco confiável. Alguns tipos, chamados de microturbinas, são tão pequenos que podem ser transportados a cavalo.

A maioria dos equipamentos eólicos comerciais é de turbinas de tamanho médio. Utilizam rotores com diâmetros entre 15 e 60 m e têm capacidade geradora de 50 a 1.500 kW. A maioria dessas turbinas comerciais gera entre 500 a 750 quilowatts.

As grandes turbinas eólicas são enormes, com rotores entre 60 e 100 m de diâmetro, e são capazes de gerar de 2 a 3 MW de energia. Como o rendimento de usinas de energia convencional à carvão ou petróleo aumenta com o tamanho da instalação, acreditava-se originalmente que as turbinas eólicas gigantes seriam mais econômicas do que equipamentos menores. Diversos países tentaram desenvolver turbinas eólicas comerciais de grande porte, mas elas se mostraram menos econômicas e confiáveis do que os equipamentos de tamanho médio.

6 INDÚSTRIA MODERNA DE ENERGIA EÓLICA
Muitos países começaram a pesquisar fontes alternativas de energia durante as crises de escassez de petróleo da década de 1970. À medida em que se registravam melhorias na tecnologia, surgia a moderna indústria de energia eólica. Cada vez mais, turbinas eólicas modernas produzem eletricidade de forma tão eficiente quanto outras tecnologias de geração de energia. Um dos maiores obstáculos para o desenvolvimento da energia eólica é encontrar o terreno e as condições de vento adequadas.
A quantidade de energia cinética disponível no vento é uma função cúbica da velocidade do vento, isto é, cada vez que a velocidade dobra, há um aumento correspondente de oito vezes na energia disponível. Essa relação exponencial entre velocidade e energia do vento torna a localização extremamente importante. Uma área com altas velocidades médias de vento pode proporcionar muito mais energia do que um local cuja velocidade do vento seja um pouco menor.

Na maioria das localizações continentais, os ventos são mais fortes no inverno e na primavera e mais fracos durante o verão e o outono. Padrões regionais de tempo e condições topográficas locais podem provocar alterações nos padrões de vento. Por exemplo, a velocidade dos vento no Passo de Altamont, na Califórnia, é maior durante os meses de verão, quando aumentam as diferenças de temperatura entre o quente Central Valley e o frio Oceano Pacífico. Esses ventos fortes são provocados pelo ar frio do Oceano Pacífico precipitando-se para preencher o vácuo criado pelo ar ascendente no Central Valley.

7 USINAS DE ENERGIA EÓLICA
Turbinas eólicas podem ser instaladas individualmente, em grupos de duas a dez unidades, ou em grandes conjuntos, chamados usinas de energia eólica ou fazendas eólicas. Estas usinas abrigam uma enorme quantidade de turbinas eólicas. O passo Tehachapi, na Califórnia, contém várias usinas desse tipo, cada uma com mais de mil turbinas.

Acredita-se que turbinas eólicas reunidas em usinas apresentam maior economia na geração de eletricidade do que turbinas individuais ou em pequenos grupos. A rentabilidade pode ser maior ao se operar e manter grandes quantidades de turbinas. Contudo, esta concentração pode diminuir a produção individual, quando turbinas contra o vento interrompem o fluxo de ar das turbinas a favor do vento.

Com freqüência, a disposição das turbinas eólicas em uma usina é determinada pela geografia local. Usinas em terreno plano muitas vezes apresentam longas fileiras paralelas de turbinas. Uma das usinas visualmente mais interessantes do mundo é a Tændpibe-Velling Mærsk, na Dinamarca, um conjunto geométrico disposto como uma banda em marcha na península da Jutlândia.

Em terrenos ondulados ou montanhosos correndo perpendiculares aos ventos prevalecentes, os projetistas geralmente alinham o topo da serra com longas fileiras de turbinas eólicas. Esta é a formação utilizada em várias usinas do passo de Altamont, na Califórnia. É possível ainda dispor as turbinas em longas fileiras únicas junto a pontos do terreno expostos ao vento. Em toda a Holanda, conjuntos lineares são dispostos paralelamente aos muitos diques e canais de drenagem do país. Compridas fileiras de turbinas eólicas são encontradas ao longo dos quebra-mares do porto em Ebeltoft na Dinamarca, Zeebrugge na Bélgica e Blyth Harbor na Inglaterra.

Como nas usinas convencionais de energia, as usinas eólicas são uma reunião de múltiplos geradores independentes; no caso, turbinas eólicas. Embora cada uma das turbinas em uma usina opere de forma independente, geralmente estão conectadas a um sistema central de controle. Seja produzida por duas ou por duas mil turbinas, a energia é reunida e enviada a uma rede de fornecimento elétrica.
A Califórnia abriga alguns dos maiores conjuntos de turbinas eólicas do mundo. Usinas no passo de Altamont compreendem um total de 6 mil turbinas e no passo de Tehachapi quase 5 mil. Perto de Palm Springs, as usinas abrangem cerca de 3 mil turbinas eólicas.

8 CONFIABILIDADE DA ENERGIA EÓLICA
Por ser um recurso não poluente e renovável, a energia eólica é uma fonte promissora de eletricidade. Contudo, como as velocidades dos ventos variam com a hora do dia, estação e mesmo de um ano para outro, a energia eólica é um recurso intermitente. Em locais com muito vento, é comum as usinas operarem 60% do ano. Mesmo assim, o vento pode não ser forte o suficiente para permitir que utilizem toda a sua capacidade. No geral, turbinas instaladas em áreas com muito vento operam com uma média de 25% a 35% de sua capacidade total. Em comparação, usinas de energia a carvão geralmente funcionam com uma média de 75% a 85% de sua capacidade total.

A natureza intermitente da energia eólica não afeta os consumidores, quando as turbinas eólicas estão ligadas a uma rede elétrica. Na América do Norte, Europa e partes da Ásia, muitas turbinas eólicas estão conectadas a grandes redes de eletricidade. Assim, é possível compensar o efeito dos dias sem vento pela produção de outras fontes de geração de energia, como usinas termelétricas e usinas hidrelétricas, ligadas à rede elétrica. Este tipo de sistema ajuda a proporcionar aos consumidores um suprimento confiável de energia. Geralmente, pessoas que vivem em áreas remotas e dependem da eletricidade das turbinas eólicas utilizam baterias ou um gerador de reserva para conseguir energia auxiliar, durante períodos longos sem quantidade suficiente de vento.

Operacionalmente, as turbinas eólicas modernas são tão confiáveis quanto as usinas de energia convencional. É de menos de 3% o tempo em que a maioria das turbinas comerciais fica parada para manutenção ou reparos. Turbinas eólicas são conhecidas ainda por sua longevidade: muitas vêm gerando eletricidade desde o início dos anos 1980. Muitos dos moinhos rurais norte-americanos estão em uso contínuo há gerações, e alguns dos moinhos de vento europeus tradicionais vêm funcionando há quase 300 anos.

9 QUESTÕES ATUAIS E O FUTURO
Com a crescente demanda mundial por energia elétrica e o aumento da preocupação com o aquecimento global (ver Efeito estufa), muitos especialistas acreditam que o uso da energia eólica vai continuar a crescer. À medida em que melhorar seu rendimento como fonte de eletricidade, seu mercado deve continuar a se expandir. Contudo, alguns fatores políticos e ambientais vão influenciar este crescimento.

Embora a energia eólica seja um meio relativamente não poluente de gerar eletricidade, há impactos associados. Um deles é a alteração da qualidade visual do terreno pela reunião de grande número de turbinas, especialmente quando localizadas em áreas de expressiva beleza natural. Além das preocupações estéticas, o ruído dos rotores das turbinas vem gerando reclamações. Outra preocupação ambiental refere-se ao impacto na vida selvagem. Em alguns locais, turbinas eólicas são responsáveis pela morte de pássaros, inclusive espécies protegidas, acidentalmente apanhadas pelas pás do rotor.

Algumas destas preocupações ambientais estão sendo solucionadas com uma escolha mais cuidadosa da localização das turbinas eólicas. Outras, como o barulho dos rotores, poderão ser parcialmente resolvidas com aperfeiçoamentos nos projetos.

10 POLÍTICA DE ENERGIA EÓLICA
A Califórnia já liderou o mundo no desenvolvimento da energia eólica. Contudo, políticas energéticas estadual e federal inconsistentes e, com freqüência, conflitantes, contribuíram para o declínio do papel da indústria norte-americana de energia eólica. Alguns especialistas prevêem que o crescimento desse tipo de energia na América do Norte continuará a ser inferior ao da Europa no início do século XXI. Preocupações e compromissos recentes dos Estados Unidos e do Canadá em reduzir a emissão de gases relacionados ao aquecimento global poderão revitalizar a indústria de energia eólica. Países europeus também estão empenhando esforços no desenvolvimento de recursos energéticos não poluentes: Dinamarca, França, Alemanha, Grécia, Itália, Holanda, Espanha e Grã-Bretanha estão deflagrando programas agressivos de energia eólica.

Durante o final da década de 90, estavam sendo instalados anualmente quase 1.500 MW de capacidade de geração de energia eólica, principalmente na Europa e Ásia. Calcula-se que um total de 40 mil turbinas eólicas, representando 12 mil MW de capacidade, estarão instalados em todo o mundo no começo do século XXI. Essas turbinas vão produzir 20 bilhões de kWh anualmente, uma quantidade de energia equivalente à gerada por três a quatro grandes usinas nucleares.


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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Fantasmas

Fantasmas
1 INTRODUÇÃO
Fantasmas, espíritos de pessoas mortas que, com seu antigo aspecto, assombram os vivos. Normalmente, os fantasmas assustam em casas, teatros, escolas e outros locais de sua existência anterior. Há quem, por convicções religiosas, creia e respeite a presença de espíritos ou fantasmas (ver Espiritismo). Mas a idéia mais aceita é que estas estranhas aparições ligam-se aos medos, desejos e conflitos da psicologia humana. Assombrar é uma palavra de muitos significados, usada em vários contextos. Sua conotação é de admiração, abalo, estarrecimento, como quando uma lembrança ou uma idéia fascina a mente. Segundo a corrente espírita, os fantasmas se apegam aos seres vivos, objetos de seu amor na vida acabada, e se materializam para prestar auxílio — caso dos espíritos muito evoluídos — ou porque a morte inesperada os faz sofrer. As almas-penadas são vítimas do deslocamento, inviáveis em seu antigo mundo. Espíritos ou fantasmas ainda ligados a vidas passadas não podem afetar os eventos, exceto através de sua influência sobre as mentes dos vivos. O que os traz de volta é alguma situação injusta, ou ainda não resolvida, que devem remediar antes de irem para o seu local do repouso definitivo.
Portanto, os fantasmas, em termos metafísicos, ocupam um tipo de meio estágio entre a vida e a vida após a morte. Relutam em aceitar a forma com que sua vida foi encerrada. Na doutrina espírita, e em várias outras religiões, eles não aceitam a brevidade de seu tempo na Terra. Assim, os fantasmas representam um tipo de vida após a morte, permitindo alívio para a aflição humana de, um dia, deixar de existir. Para aqueles que temem a morte de amigos e entes queridos, a aparição de fantasmas serve de consolo já que prova a sobrevivência da alma e, de certa forma, deixa aberta a possibilidade de um futuro reencontro.
Assim sendo, além de qualquer crença na sua existência sobrenatural, a função original dos fantasmas diz muito sobre a natureza humana. Não conseguem abandonar as antigas lembranças, pois sua característica mais famosa é a memória — uma projeção do papel obsessivo que a memória representa na vida humana. Os fantasmas são projeções temidas, porém desejadas, do próprio indivíduo após a morte, recusando a separação dos familiares, ansiosos para retificar pecados ou vingar o sofrimento imposto pelos pecados de outros. Fantasmas representam a segunda chance que todos desejam.
A aparência da materialização — sem a substância na qual as aparências são normalmente constituídas — reflete a própria fantasia que cada ser humano tem de como seria se pudesse sobreviver à morte. A aparência híbrida dos fantasmas pode ter suas origens na contradição entre o desejo e a impossibilidade de sobreviver. Os fantasmas são lembranças do passado, mas também invasores do presente. Não há espaço para eles aqui. Ter saudades de uma pessoa é lembrar dela e desejar vê-la — nem que seja como um fantasma. Embora as pessoas identifiquem suas esperanças e medos sobre a morte, têm medo de se perder no espaço misterioso entre a vida e a vida após a morte. Receiam os fantasmas por não alcançar a consciência de que eles projetam o medo: são espelho da própria mente que os cria.
2 HISTÓRIAS DE FANTASMAS
Como em Ghost, os complexos efeitos especiais dos filmes dos anos 1970 e 1980 são tentativas de tornar o invisível, visível. A enorme popularidade dos filmes de fantasmas atestam a necessidade humana de algum tipo de sobrevivência após a morte. Os filmes, como veículo, sempre foram associados com fantasmas. Em seus primórdios, os filmes e fotografias eram considerados fantasmagóricos em si, como um meio de reprodução interminável de duplicatas e aparições de espectros. A invenção da fotografia, como diz um personagem de Balzac, demonstra que uma pessoa ou objeto é “incessantemente e continuamente representado por uma imagem na atmosfera, que todos os objetos existentes projetam em um tipo de espectro que pode ser capturado e percebido”. No século XIX e no início do século XX, as sociedades ocultas usavam fotografias e filmes para evidenciar a existência de um mundo espiritual, ou ao menos provar que uma imagem de fantasma pode viver após a morte de um ente querido. Não é uma coincidência o fato das imagens fantasmagóricas terem um papel importante na literatura do sobrenatural, desde o livro de Edgar Allan Poe, O retrato oval até os de Nathaniel Hawthorne, Retrato de Edward Randolph, A meia-tinta de M. R. James e O retrato de Dorian Gray, de Oscar Wilde.
Os fantasmas dos exemplos acima têm a intenção de inspirar terror. Embora em teoria sejam um contraponto para o medo da morte, são também aterrorizadores na tradição literária e na transmissão oral. A palavra inglesa da Idade Média goste significava assustador, antes de significar a coisa que assusta. A morte é singularmente desconcertante e os mortos-vivos, ou zumbis, inspiram pavor. Apesar da literatura espírita ser consoladora, os fantasmas da ficção parecem mais demoníacos que as almas-penadas. De fato, nas literaturas elisabetana e japonesa os fantasmas podem ser demônios disfarçados.
A literatura fantástica teve o seu auge máximo no século XVIII, uma era de ceticismo, quando Horace Walpole e outros inventaram o conto gótico de terror (ver Romance gótico). O colapso moderno da crença religiosa, incluindo a vida após a morte, tem sido vantajosa para os fantasmas pois os tornaram assustadores na medida em que sua estranha existência é desacreditada. Se a morte é considerada meramente um trânsito para outra vida melhor, os fantasmas deixam de ser misteriosos e ameaçadores, reduzidos a prosaicos retificadores das injustiças ou amigáveis guias de uma jornada iminente. Mas se a morte é final, os fantasmas se tornam sobrenaturais e, portanto, terríveis.
Não é surpreendente que os conjuradores literários dos fantasmas, como Sheridan Le Fanu, Edgar Allan Poe, M. R. James, Henry James, Ambrose Bierce, H. P. Lovecraft, Shirley Jackson e outros tenham se inclinado ao ceticismo, ao pensamento liberal místico (ver Misticismo) ou agnóstico. De acordo com Edith Wharton, mestre em contos de fantasmas, a crença não é um requisito. Na realidade, pode ser uma limitação: "Não, eu não acredito em fantasmas, mas ter medo deles é muito mais que um paradoxo barato, como pode parecer a muitos. É melhor para um fantasma ser imaginado vivamente que ser ‘vivenciado’ sobriamente.”
Um paradoxo similar se aplica à técnica literária. O leitor necessita ser seduzido e levado momentaneamente a acreditar no que deve ser rejeitado racionalmente. Introduzida pelo escritor irlandês do século XIX, Sheridan Le Fanu, os escritores iniciaram a substituição do que o escritor de histórias de fantasmas Oliver Onions chamava de "gemidos e tinidos do fantasma mais grosseiro" por dúvidas e ambigüidades, criadas para deixar a maior parte possível da cena à imaginação do leitor. Os fantasmas de Le Fanu e de seus colegas tendem a ser visões e imagens difusas; são genuinamente fantasmagóricos, ao invés de “fantasmas grosseiros” arrastando correntes e fazendo discursos.
Os novos fantasmas também não precisavam habitar somente castelos góticos esquecidos ou aparecer somente no escuro. Após Le Fanu e Charles Dickens, os escritores perceberam que os fantasmas mais assustadores aterrorizavam a vida moderna normal. No livro de Dickens To be Taken With a Grain of Salt, de 1865, o narrador tem sua “ilusão espectral " em "um lugar nada romântico": uma esquina turbulenta da rua Saint James em uma "manhã fresca e alegre", sugerindo que uma visão fantasmagórica desse tipo poderia acontecer a qualquer um de nós.
Mas a assombração mais sinistra tornou-se a mente dos assombrados. Como o título do conto de Dickens sugere, os fantasmas tornaram-se mais ambíguos e psicológicos, sendo o seu local preferido a psique humana, associada com visões de culpa, terror e desejo. Isso não significa que o interesse na psicologia dos fantasmas tenha se iniciado no século XIX. Desde o fantasma de Banquo, na peça de Shakespeare, Macbeth, os fantasmas têm se tornado a incorporação do medo, da culpa e outros estados psicológicos obscuros. Em contraste com o fantasma tradicional de Hamlet, que geme e discursa sobre as injustiças que deseja retificar, o fantasma mais assustador de Macbeth somente observa, maligna e silenciosamente. Uma incorporação da culpa e do pânico de Macbeth: ele não é visto por ninguém, só por nosso protagonista assombrado. Macbeth, entretanto, é o vilão da peça, longe de nossas simpatias. Restou a Poe, James, e outros a criação de situações onde personagens mais simpáticos, com seus medos, desejos e neuroses diárias, fossem objetos de assombrações.
Assim como o declínio religioso (ver Religião) é algo que pode parecer debilitar os fantasmas, o surgimento da psicologia moderna expandiu o seu domínio e sua capacidade de aterrorizar. Freud, um grande admirador de histórias de fantasmas, sustentava que as memórias ou experiências reprimidas invariavelmente voltam para nos assombrar, assumindo uma forma fantasmagórica que ele chamava de incomum ou sinistro: "a classe do terrível que nos leva de volta a algo que conhecíamos há muito, e que foi muito familiar". Um fantasma pode portanto representar qualquer tipo de medo primitivo, desde a morte e o abandono ao simples medo do escuro.
Isso não significa que os escritores de histórias de fantasmas tenham abandonado totalmente a idéia dos fantasmas serem os espíritos dos mortos. Os historiadores de fantasmas mais hábeis sempre dissiparam os limites entre o psicológico e o sobrenatural, criando cenas de fantasmas ambíguas que são tão convincentes que a materialidade ou imaterialidade da aparição é irrelevante. Em An Account of Some Strange Disturbances in Aungier Street (1853), de Le Fanu, o herói assombrado submete-se ao “materialismo dos medicamentos”, tomando um tipo de droga antipsicótica vitoriana para banir sua “ilusão infernal”. Será que isso significa que a aparição era apenas “subjetiva”? Não necessariamente. Durante os momentos calmos, o espírito pode estar “tão ativo e maligno quanto antes, embora eu não o tenha visto”.
De qualquer forma, o elemento psicológico aumenta o poder de uma história de fantasmas, se o fantasma for visto como real ou não. Os fantasmas interiores também têm uma vantagem pragmática, pois ajudam a deixar de lado os problemas metafísicos e estéticos referentes a como fazer os fantasmas parecerem convincentes ao observador. Afinal de contas, uma manifestação da psique pode aparecer com qualquer forma imaginada por um observador.
Uma vez que os fantasmas psicológicos tornaram-se populares, especialmente em clássicos como A volta do parafuso, de Henry James, os fantasmas começaram a incorporar uma variedade de significados simbólicos e metafóricos. De James Joyce a Gabriel García Márquez, passando pelas “presenças” invasoras nos contos de Julio Cortázar ou os heróis que reaparecem como traidores nos textos de Jorge Luis Borges, várias obras da literatura moderna descrevem uma realidade assombrada, na qual a ausência ou o fantasma de uma pessoa ou coisa é muito mais poderosa que o ser em si. A renascença surpreendente do idealismo platônico (ver Platão) é vista em vários aspectos da vida moderna. Na psicoterapia, ao paciente é dito que o “fantasma” de um parente falecido pode ser tão real como o original, permanecendo na mente como uma presença assombrada. Os sonhos são muitas vezes semelhantes a fantasmas que continuam a assustar durante a vigília. Os artistas modernos usam fantasmas como metáforas, assim como Claude Debussy escreveu que estava assombrado por A sagração da primavera, de Stravinski, como "um belo pesadelo". O crítico literário Jacques Derrida proclamou, em 1994, que o fantasma da teoria que ele chamava de desconstrução — que é, em si, uma ideologia fantasmagórica por definir a realidade como uma série de relatividades fantasmagóricas — vive em teorias literárias mais modernas, assim como qualquer idéia ultrapassada torna-se um fantasma (ver Crítica literária).
A psicologia moderna, assim como as idéias sobre a fragmentação e a relatividade, forneceram novos tipos de fantasmas. Mas por que os leitores modernos e os cinéfilos procuram os fantasmas, se em todas as suas manifestações eles inspiram ansiedade e terror? Talvez a resposta seja porque as histórias de fantasmas têm sempre uma qualidade comunitária confortadora. Cada pessoa está sozinha com seus medos, parece indicar o bom senso. Por mais inquietantes que sejam, as histórias de fantasmas resistem ao esquecimento e, aparentemente, sobreviverão à morte de todos os seres humanos.

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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Escolas de Samba


1 INTRODUÇÃO
Escolas de samba, grêmios recreativos formados originalmente nas comunidades negras do Rio de Janeiro no final da década de 1920. A primeira escola de que se tem notícia, a Deixa Falar, era na verdade um bloco carnavalesco do Estácio de Sá, que, por ter sido fundado pelos sambistas considerados professores do novo tipo de música, ganhou o título de escola de samba.
A Deixa Falar, cujas cores eram vermelha e branca em homenagem ao América Futebol Clube e ao bloco A União Faz a Força, desfilou todos os dias do Carnaval de 1929, saindo do Largo do Estácio em direção à Praça Onze, alegre reduto dessa festa popular no Rio de Janeiro da época. Nesse desfile, já se faziam ouvir as batidas do surdo e do tamborim — ambos instrumentos de criação de Mestre Bide —, bem como do ronco da cuíca — cuja invenção é atribuída a João da Mina. A Deixa Falar fundiu-se em 1933 com a União das Cores, tornando-se a partir de então o bloco União do Estácio de Sá.
2 O PATROCÍNIO
O primeiro desfile de escolas de samba foi patrocinado pelo jornal Mundo Sportivo, de propriedade de Mário Filho. Segundo depoimento do dublê de compositor e desenhista Antônio Nássara — na época paginador do jornal —, Mário Filho teve a idéia de patrocinar os desfiles para dispor de assunto sobre o qual falar, já que, na época, o mundo esportivo carioca estava restrito ao futebol e ao remo. Além disso, resolveu criar um regulamento, como convinha a qualquer concurso. O jornalista Carlos Pimentel, grande conhecedor do assunto, determinou o número de pontos para cada quesito e, em 1932, 19 escolas de samba desfilaram na “África em miniatura” — nome dado por Heitor dos Prazeres à Praça Onze —, diante de numeroso público e de uma comissão julgadora formada por Orestes Barbosa, Eugênia e Álvaro Moreira, Raimundo Magalhães Jr., José Lira e Fernando Costa.
A campeã do primeiro desfile foi a Estação Primeira de Mangueira, que levou para a praça os sambas Pudesse meu ideal, de Cartola e Carlos Cachaça, e Sorri, de Gradim — na época, cada escola podia apresentar até três sambas durante o desfile. Fez também muito sucesso o samba Dinheiro não há (ou Lá vem ela chorando), de Ernâni Alvarenga, cantado pela Vai Como Pode (futura Portela), segunda colocada no desfile ao lado da Para o Ano a Gente Sai Melhor. Outro samba que se destacou foi Mulher de malandro, de Heitor dos Prazeres, premiado pela Prefeitura do então Distrito Federal, Rio de Janeiro, com um conto de réis e, posteriormente, gravado por Francisco Alves.
3 A REPRESSÃO
Em 1934, com 28 associadas, foi criada a União das Escolas de Samba, que tinha como objetivo “entender-se diretamente com as autoridades federais e municipais”. Na prática, a UES filtrava a repressão policial então bastante comum ao samba, mas, por outro lado, compactuou com a absurda imposição do delegado de polícia Dulcídio Gonçalves, que condicionou a renovação da licença apenas às que antepusessem a seus nomes a expressão “Grêmio Recreativo”, além de obrigar a Vai Como Pode a trocar o nome para Portela.
Depois dessa concessão, a UES acreditou-se com o cacife necessário para reivindicar da prefeitura a oficialização do desfile das escolas de samba, o que garantiria a elas a mesma subvenção destinada às grandes sociedades, aos ranchos e aos blocos. O prefeito Pedro Ernesto achou justa a reclamação e alocou para elas uma verba de 40 contos de réis, dos quais dois contos e quinhentos seriam destinados aos prêmios dos vencedores e às despesas administrativas da UES.
4 A GRANDE CAMPEÃ
O primeiro Carnaval oficial, realizado em 1935, teve a Portela como campeã, com o enredo O samba conquistando o mundo, de Paulo da Portela. Começava ali a série de títulos que faria da escola a maior vencedora de carnavais do Rio de Janeiro no século XX — títulos, aliás, que na maioria das vezes, a começar por esse de estréia, iriam ser contestados por seus rivais, particularmente pelos integrantes da Mangueira. Foram nada menos do que 20 ao longo do século XX, oito dos quais antes da virada da década de 1940.
Nas décadas seguintes, a paixão pelo desfile arraigou-se na população, e as escolas deram início a um processo de crescimento acelerado. Assim, seus componentes, que antes eram cerca de 400 no máximo, na década de 1970 passaram a algo em torno dos 4 a 5 mil. Outro dado que revolucionou o Carnaval durante esse período foi a transferência do desfile da Praça Onze para várias avenidas do Centro do Rio de Janeiro, em torno das quais foram sendo levantadas arquibancadas cada vez maiores.
5 REVOLUÇÃO ESTÉTICA
Para Joãosinho Trinta, que, em 1974, iniciou sua vitoriosa trajetória pela Acadêmicos de Salgueiro com o enredo Rei de França na ilha da assombração, havia chegado a hora de levar o Carnaval para o alto e de criar fantasias suntuosas, que pudessem chamar a atenção das massas ali reunidas e, o mais importante, destacar-se na tela pequena da televisão, que começava a levar as imagens do evento para as casas de todo o mundo.
Essa nova estética custava caro e foi para financiá-la que os bicheiros (ver Jogo-do-bicho) foram aos poucos entrando nas escolas, tornando-se os seus grandes patronos. Primeiro foi Castor de Andrade, que estendeu seu poder de influência do Bangu para a Mocidade Independente de Padre Miguel, tirando-a do segundo grupo e transformando-a em uma das escolas de ponta da cidade, com cinco títulos conquistados. Depois veio Carlinhos Maracanã, que mudou de tal forma as diretrizes da Portela que, indignado, Candeia resolveu abandonar a escola em 1974, criando, em seguida, o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Samba Quilombo.
Outro bicheiro que marcou época em uma escola de samba foi Aniz Abraão David, o Anísio, que contratou Joãosinho Trinta a peso de ouro para transformar a então modesta Beija-Flor de Nilópolis em uma das potências do Carnaval carioca. A tática também deu certo e a Beija-Flor ganhou vários carnavais.
6 O SAMBÓDROMO
Em 1984, durante o governo de Leonel Brizola no estado, uma das mais antigas reivindicações da comunidade do samba foi atendida: a criação de um espaço definitivo para o desfile. No entanto, a obra que uniu a ousadia de Darcy Ribeiro ao modernismo arquitetônico de Oscar Niemeyer, batizada de Sambódromo, recebeu inúmeras críticas, bem como a divisão do desfile em dois dias. Por outro lado, a criação da Praça da Apoteose serviu como pretexto para que a Mangueira, que participou da inauguração do Sambódromo com o enredo Yes, nós temos Braguinha, promovesse um dos desfiles mais contagiantes da história dos carnavais cariocas, refazendo o trajeto na passarela e trazendo atrás de si uma multidão ensandecida.
Junto com o Sambódromo, surgiu a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), por meio da qual a administração do Carnaval carioca foi sendo paulatinamente privatizada. O resultado não poderia ter sido melhor para as escolas, que, dessa forma, conseguiram sobreviver até mesmo à prisão dos bicheiros no início da década de 1990. É verdade que o espetáculo que elas promovem em nada, ou quase nada, se assemelha à festa que animava a velha Praça Onze. Mas, como diria Paulinho da Viola, o samba não acabou — só se foi quando o dia clareou.

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quarta-feira, 15 de julho de 2015

Manuscrito, o que é?


Manuscrito é qualquer documento que contenha caracteres escritos à mão, com estilete, buril, pluma, lápis ou qualquer outro instrumento que o distingua daquele que se imprime por meios mecânicos. Ver Livro; Iluminuras; Paleografia; Palimpsesto.


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terça-feira, 14 de julho de 2015

2013 SRT Viper GTS Press Release 01


2013 SRT Viper GTS.
Southern California.
Photographed for SRT for the world unveiling of the vehicle three days ago.

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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Looking forward


Themed shoot with my friend Tim Hayes

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domingo, 12 de julho de 2015

Under and Across


This shot was captured on one of the many bridges that cross the Han River in Seoul, South Korea.

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sábado, 11 de julho de 2015

rhythm of light


KoesterArt.com

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Where did i put my book?


Have you seen it? =) The Library in Stuttgart, Germany Facebook |||| Instagram |||| Twitter -----------------------------------------------------

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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Unconventional


©Carla DLM Website | Twitter | Instagram

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

stairs




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terça-feira, 7 de julho de 2015

*Squiz*


PRESS M TO MAXIMIZE OR BETTER ON BLACK... Thank you all....:)

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Fog in the square*




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domingo, 5 de julho de 2015

Oxygen




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sábado, 4 de julho de 2015

Lightning over St. Peter's




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sexta-feira, 3 de julho de 2015

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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Squared


Looking up at the columns of a vast housing estate in North Point, Hong Kong. Part of an ongoing series Stacked - Urban Architecture of Hong Kong http://ift.tt/18bzc0l Come and join me on: Facebook | Google+ | Instagram | Twitter

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Goldengate at dusk.




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