domingo, 30 de junho de 2013

150 Anos do nascimento de Henry Ford

NASCE HENRY FORD, INDUSTRIAL E FABRICANTE DE AUTOMÓVEIS

30 de junho de 1863
No dia 30 de junho de 1863 nascia, em uma fazenda próxima a um município rural a oeste de Detroit, nos EUA, Henry Ford, fundador da Ford Motor Company e o primeiro empresário a iniciar a montagem em massa automóveis. A introdução de seu modelo Ford T revolucionou os transportes e a indústria dos Estados Unidos. Como único dono da Ford Company, ele se tornou um dos homens mais ricos e conhecidos do mundo.

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sábado, 29 de junho de 2013

Os Últimos 03 Desejos de Alexandre, o Grande

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus três últimos desejos:
1 - que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época; 
2 - que fossem espalhados no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e 
3 - que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos. 

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões.

Alexandre explicou: 
1 - Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;
2 - Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3 - Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.

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sexta-feira, 28 de junho de 2013

Há 770 anos passados

SINIBALDO FIESCHI FOI ELEITO PAPA DA IGREJA CATÓLICA

28 de junho de 1243
Inocencio IV, cujo nome verdadeiro era Sinibaldo Fieschi, foi eleito Papa da Igreja Católica em 28 de Junho de 1243. Foi considerado como quem fez valer o domínio universal do papado ao ordenar a destituição do seu principal oponente, o imperador do Sacro Império Romano Federico II. Nasceu em Genova e estudou direito em Parma e Bolonha. Era um homem convencido de que o poder da Igreja, e em concreto da figura papal, devia estar acima dos governantes e dos reis. Seu confronto com o imperador do Sacro Império Romano, constituiu um importante capítulo no conflito entre o papado e o império. Recém eleito pontífice, foi pressionado por Federico II para que revogasse sua excomunhão, mas Inocencio interrompeu as negociações, fugiu de Roma e se refugiou na França no ano 1244.

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quinta-feira, 27 de junho de 2013

Aborto


interrupção da gravidez antes que o feto possa desenvolver vida independente. Pode ser espontâneo ou provocado. O feto expulso com menos de 0,5 kg de peso ou 20 semanas de gestação é considerado abortado. Calcula-se que 25% de todas as gestações humanas terminam em aborto espontâneo, sendo que 3/4 ocorrem nos três primeiros meses de gravidez.

O aborto provocado é a interrupção deliberada da gravidez, pela extração do feto da cavidade uterina. Em função do período gestacional em que é realizado, emprega-se uma das quatro intervenções cirúrgicas seguintes: a sucção ou aspiração, a dilatação e curetagem, a dilatação e expulsão ou a injeção de soluções salinas.

Durante o século XX, a legislação liberou a interrupção da gravidez não desejada em diversas situações médicas, sociais ou privadas. Desde então, o movimento pela discriminação para certos casos vem crescendo em todo o mundo. No Brasil, a legislação só permite o aborto nos casos de estupro ou de risco de vida para a mãe.


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quarta-feira, 26 de junho de 2013

Humor do Semestre

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terça-feira, 25 de junho de 2013

Hoje na História: 25 de Junho de 2003

Há 10 anos atrás:

Nova Zelândia legaliza e regulamenta prostituição.

SAIBA MAIS:

Prostituição
1 INTRODUÇÃO
Prostituição, venda de serviços sexuais específicos, por um preço pré-combinado. A prostituição pode ser feminina ou masculina e os clientes, homens ou mulheres. O padrão mais comum é de prostitutas com freguesia masculina. Muitas vezes, chamada de “profissão mais antiga do mundo”, a prostituição tem dimensões religiosas, econômicas e sociais.

2 A PROSTITUIÇÃO NA MESOPOTÂMIA
A prostituição sagrada — comum nas civilizações da Antigüidade como as do Egito, Babilônia, Assíria e Índia — provavelmente surgiu da adoração da grande deusa pré-histórica da fertilidade e da maternidade. Essa deusa era adorada em ritos de expressão sexual. Sua religião existiu por tempo suficiente para que fosse preservada no poema épico Gilgamesh, escrito em aproximadamente 2000 a.C., onde uma personagem prostituta cuida da grande deusa. Um dos nomes antigos da deusa era Inana, que mais tarde tornou-se identificada com a Ishtar mesopotâmica, protetora das prostitutas, e suas formas posteriores: Astarte, Afrodite e Diana.

O historiador grego Heródoto relatou que, na antiga Babilônia, toda mulher tinha a obrigação de ir ao templo de Ishtar ao menos uma vez na vida e manter relações sexuais com um estranho. Os historiadores modernos discordam sobre a extensão desta obrigatoriedade. Entretanto, reconhecem que a prostituição nos templos existia na Fenícia, Síria, Lídia, Chipre e Egito, assim como na Babilônia. Os primeiros hebreus condenavam a prostituição nos templos e tentaram erradicá-la. Ainda assim, a Bíblia nos conta que os filhos de Eli empregaram seus ofícios sacerdotais nos ritos de prostituição sagrada, deitando-se com “mulheres que prestavam o serviço divino à porta” do tabernáculo (Samuel; 1, 2:22). Roboão, filho de Salomão, introduziu a prática da prostituição no templo de Jerusalém sob a influência de sua mãe amonita (Livro dos Reis; 1, 14:24). A prostituição continuou existindo até o reinado do rei Josias (Livro dos Reis; 1, 23:7). O termo hebraico (ver Língua hebraica) para designar os profissionais da prostituição sagrada era kedeshah (para a mulher) e kadesh (para o homem). Mesmo após a prostituição sagrada ser abolida, as mulheres continuaram a doar aos templos fundos obtidos com a prostituição.

3 GRÉCIA ANTIGA
Sólon, o legislador de Atenas, enchia os prostíbulos de escravas, taxava os lucros e, com parte eles, construiu um oratório para Afrodite, a deusa do amor. Acima das prostitutas dos bordéis, estavam as meretrizes das ruas, as músicas e dançarinas (aulétrides) e as tocadoras de flauta. As que tinham mais status eram as heteras ou hetairas. Diferindo das prostitutas comuns e das donas de casa — as mulheres casadas na Grécia antiga estavam destinadas aos trabalhos de casa e não participavam da vida pública — as heteras eram educadas, treinadas em escolas administradas por outras heteras e, em muitos casos, alcançavam grande destaque e influência. Os gregos tinham tanto interesse na prostituição que desenvolveram um tipo especial de literatura: a pornografia, obras sobre prostitutas. Sabemos mais sobre as meretrizes gregas do que qualquer outra classe de mulheres. Além disto, o homossexualismo era aceito na cultura grega, existindo, portanto, prostitutos com freguesia masculina.

4 PROSTITUIÇÃO NA ROMA IMPERIAL
A prostituição no Império de Roma caracterizou-se por uma legislação férrea. Apesar de a atividade ser legal, era preciso que as prostitutas registrassem seu comércio, vestissem determinadas roupas, usassem somente certos tipos de transporte, além de outras obrigações. Muitas vezes, os escravos eram forçados a se prostituir (ver Escravidão). Afrodite mudou seu nome e transformou-se em Vênus, dando origem, pelo menos sob o ponto de vista etimológico, às chamadas doenças venéreas, ou seja, doenças sexualmente transmissíveis.

5 A PROSTITUIÇÃO E O CRISTIANISMO
Os filósofos ascéticos do início do cristianismo — em particular São Paulo e Santo Agostinho — condenavam a sexualidade e identificavam as mulheres com a tentação. Entretanto, Agostinho descreveu a prostituição como um mal necessário, da mesma forma que os esgotos eram necessários para levar embora excrementos e líquidos. A atitude cristã diante das prostitutas era simbolizada por Maria Madalena, apresentada — embora não haja registros nas Escrituras — como uma prostituta salva pelo exemplo de Cristo. Portanto, a igreja cristã encarou a prostituição como pecado, mas também frisou a possibilidade de redenção das prostitutas. Como os romanos, os governantes medievais (ver Idade Média) freqüentemente taxavam as meretrizes e vários prostíbulos da Roma medieval contribuíram para os cofres papais.

6 RENASCIMENTO E REFORMA
Durante o Renascimento e a Reforma, apesar de bem estabelecida, a prostituição tornou-se marginalizada. A Reforma protestante (ver Protestantismo) exaltou a dedicação à pureza moral, enfatizou o casamento para a procriação e reforçou a importância do celibato. Os bordéis foram fechados e as mulheres que dependiam da prostituição tornaram-se mais pobres. Entretanto, algumas cortesãs das classes mais abastadas continuaram a viver bem e a gozar de prestígio social.

Na tradição ocidental, por mais que as prostitutas bem sucedidas lucrassem com seu trabalho, as que serviam aos níveis mais baixos da escala social, esbarraram, muitas vezes, em condições desesperadas de sobrevivência. Durante o século XV, na Inglaterra, foram criados os bordéis infantis, locais onde os parentes pobres enviavam suas filhas com idades entre 7 a 14 anos. O número de mulheres que recorreram à prostituição como um meio de sobrevivência aumentou depois da revolução urbana e industrial dos séculos XVIII e século XX.

7 ESFORÇOS SOCIAIS
Os esforços para controlar a prostituição tenderam a se concentrar em torno de dois objetivos contraditórios: a tentativa de confinar a prostituta em uma atividade legal mas socialmente condenada, e o esforço de eliminar a prostituição totalmente, baseada na moral ou na saúde. No final do século XVII, a Sociedade para a Reforma dos Costumes tentou reprimir a prostituição na Inglaterra. No código napoleônico posterior à Revolução Francesa, as prostitutas só podiam trabalhar em bordéis licenciados.
As tentativas de regular e taxar a prostituição ligam-se, muitas vezes, às preocupações com a saúde pública. No século XIX, o esforço de controlar a prostituição através de regras governamentais e de inspeções médicas uniu-se às tentativas de controlar a sífilis. O empenho para regular a prostituição em centros navais da Inglaterra levou a reformadora Josephine Butler (1828-1906) a iniciar um movimento que execrava a prostituição tolerada e legalmente inspecionada. Butler liderou a campanha de sua abolição no âmbito da política internacional, identificando movimentos ilícitos que levavam mulheres e meninas à prostituição indesejada e clamando pela eliminação destas práticas. Até a Liga das Nações e a Organização das Nações Unidas (ONU) envolveram-se nestes esforços.

8 ESTADOS UNIDOS
Nos Estados Unidos, foi também intensa a campanha pela erradicação da prostituição que, durante a última parte do século XIX, havia tornado-se uma grande indústria, tanto nas cidades fronteiriças como nas em desenvolvimento. A virada do século foi a era do bordel, quando foram famosas cafetinas como as irmãs Everleigh, de Chicago, e mais tarde Polly Adler, em Nova York. O movimento feminista emergente nos Estados Unidos apoiou sua abolição. Em 1910, o Governo Federal criou a Lei Mann que proíbe o transporte de mulheres para fins de prostituição através das fronteiras dos estados.

9 A PROSTITUIÇÃO EM CULTURAS NÃO OCIDENTAIS
Na cultura hindu, especialmente na Índia do norte, uma forma de prostituição sagrada existia até recentemente. Uma casta conhecida como devadasi ("as criadas do deus") surgiu nos séculos IX e X. Estas mulheres praticavam a prostituição nos templos de uma forma similar às da antiga Mesopotâmia.
1 Mundo islâmico
As prostitutas muçulmanas (ver Islã) são vistas como portadoras de desgraças para suas famílias. Por isso, muitas prostitutas são órfãs, filhas de prostitutas ou mulheres e meninas que foram deserdadas ou fugiram de suas famílias.
2 Japão
O Japão desenvolveu a instituição da gueixa, uma garota de programas treinada de maneira semelhante à hetaira grega, incluindo às vezes serviços sexuais entre suas habilidades. As gueixas ingressam em sua profissão ainda crianças e são educadas nas artes de agradar os homens.
3 China e o sudoeste da Ásia
Na China e no sudoeste asiático a situação está ligada à pobreza entre os camponeses. Isto levou à aceitação tanto da venda de uma filha para a prostituição para sustentar a família, como o costume de jovens engajarem-se na profissão para acumular um dote. Estas normas sociais, combinadas com uma cultura que é menos puritana que a ocidental, aumentaram o ramo da sexualidade comercial. Durante as guerras da Coréia e do Vietnã, a prostituição ao redor das bases militares norte-americanas da Tailândia e das Filipinas cresceu tanto que, hoje, Bangkok e Manila são consideradas a capital da indústria do turismo sexual. Na era da Aids existe um enorme perigo para mulheres e homens que se dedicam à prostituição. Outro aspecto do problema é o número crescente de meninas entre 8 e 13 anos que trabalham como prostitutas em países do terceiro mundo. A virgindade, que as faz teoricamente livres da Aids, atraem clientes que pagam fortunas. Este fenômeno acontece hoje na Ásia, no Oriente Médio, na África e na América Latina.

10 MOVIMENTO PELOS DIREITOS DAS PROSTITUTAS
Em meados do século XX, as atitudes das mulheres e da sociedade em relação às prostitutas começaram a mudar. A disponibilidade crescente de preservativos, o aumento e diversificação das opções de emprego femininos e a revolução sexual dos anos 1960 tiveram um grande impacto na indústria do sexo. Nos países desenvolvidos, um número proporcionalmente menor de homens usava os serviços de prostitutas, em comparação com as eras anteriores, e aqueles que o faziam tinham um menor número de contatos. As tentativas de policiar a prostituição e reforçar os regulamentos tornaram-se esporádicas, criminalizando somente as mulheres e não os seus clientes.

Nos anos 1970, foi iniciado um movimento pelos direitos das prostitutas. Paralelo a este desenvolvimento, houve da parte das prostitutas um reconhecimento da importância social de sua ocupação e da responsabilidade das mesmas em relação à propagação de doenças. Os grupos de prostitutas da França e da Inglaterra e o Coyote (da frase "Call Off Your Old, Tired Ethics", ou seja, “Acabe com sua ética velha e cansada”) nos Estados Unidos, fundado por Margo St. James e pela advogada Florynce Kennedy em 1972, são uniões que buscam assegurar a proteção legal de trabalhadores do sexo. Outro objetivo é inverter a imagem das prostitutas como autodestrutivas, viciadas e moralmente corruptas. Embora a possibilidade de abusos sexuais na família figure entre os fatores de peso na avaliação de muitos psicólogos (ver Psicologia) como um dos importantes motivos da prostituição, os movimentos modernos estão conseguindo reverter esta imagem e enfatizando que a prostituição é, em muitos casos, uma opção consciente.


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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Reflexão Semestral

Sou movido por lembrancas(Roger).

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domingo, 23 de junho de 2013

Reflexão Quadrimestral

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sábado, 22 de junho de 2013

Roland Barthes


Barthes, Roland (1915-1980), ensaísta e semiólogo francês, nascido em Cherbourg. A originalidade de seu pensamento – cujo percurso atípico sempre o manteve de certo modo à margem das instituições universitárias tradicionais na França – irradiou-se muito além dos seminários que ele dirigia em Paris e do círculo de seus discípulos. Sociólogo, ele foi também, nos anos 50, uma das figuras maiores da “nova crítica”.

Roland Barthes foi uma criança frágil, ameaçado, segundo seus próprios termos, pelo “tédio, a vulnerabilidade e a aptidão ao desespero”. Órfão de pai, foi criado por sua mãe em Bayonne, onde começou seu curso primário. Mudou-se para Paris com oito anos, ali continuou seus estudos no Liceu Montaigne, depois no Louis-le-Grand. Atingido por uma primeira crise de tuberculose, internou-se numa clínica de repouso nos Pireneus em 1935, ingressando, em seguida, na Faculdade de Letras onde fez a licenciatura. Várias recaídas da tuberculose o obrigaram, no entanto, a interromper seus estudos para internar-se em clínicas de repouso, de 1941 a 1946. Depois de ter ensinado em Bucareste e Alexandria, como leitor na universidade, Roland Barthes entrou para o Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), na França, primeiramente como estagiário de pesquisa em lexicologia, depois como pesquisador em sociologia. Em 1962, a qualidade de seus trabalhos fez com que fosse nomeado diretor de estudos na École Pratique des Hautes Études, em Paris. Em 1967, defendeu sua tese de doutorado, intitulada “Sistema da moda”.

Sua primeira obra importante, O grau zero da escritura (1953), formula um dos conceitos–chave de seu pensamento, que reside numa definição original do termo “escritura”: “a escritura é uma função; ela é a relação entre a criação e a sociedade, é a linguagem literária transformada por sua destinação social, é a forma apreendida na sua intenção humana e relacionada às grandes crises da História”. Com Michelet (1954), Sur Racine (1966), Essais critiques (1964) e Critique et Vérité (1966), Barthes inaugurou um método crítico que se valia de conceitos da psicanálise, da lingüística e do estruturalismo. Com isso, desencadeou polêmicas envolvendo os defensores da crítica universitária tradicional, em particular Raymond Picard, professor da Sorbonne e especialista em Racine, que atacou Barthes em “Nouvelle Critique ou Nouvelle Imposture”(“Nova Crítica ou Nova Impostura”, 1965). Picard acusava Barthes de imprecisão e generalizações abusivas, mas, para além dessa querela, o que causava problema era a própria concepção do texto.

Os anos 60 foram, apesar das resistências, os da renovação da crítica: o desenvolvimento das ciências humanas trouxe um novo instrumental para os problemas da literatura. Paralelamente ao Nouveau roman, a nova crítica buscou abordagens inéditas, propondo, por exemplo, uma nova concepção do fenômeno literário, que se prendia menos às noções de obra e autor do que às de texto. Como semiólogo, Barthes contribuiu para que fosse aceita uma concepção de texto como sistema de signos sempre por interpretar, decifrar, de acordo com um método empregado em Mitologias (1957), obra em que ele se detém na análise dos conteúdos latentes dos objetos e fenômenos cotidianos. Roland Barthes tornou-se a principal figura da semiologia francesa e foi eleito, em 1976, para o Collège de France, onde foi criada para ele a cátedra de semiologia literária. Ele a ocupou por quatro anos, mas morreu prematuramente em 1980, atropelado por um caminhão, em Paris.

Referência maior da intelligentsia francesa dos anos 60-70, Roland Barthes mostrou de uma maneira original o continuum que existe entre literatura e a crítica, chamando a atenção para o que o ensaio teórico ou crítico podia ter de profundamente “romanesco” ou até mesmo de “autobiográfico”. Uma prova disso é a advertência ao leitor que abre o livro Roland Barthes por Roland Barthes (1975): “Tudo isso deve ser considerado como dito por um personagem de romance”. É também o que demonstra o princípio de composição dos Fragmentos de um discurso amoroso (obra de reflexão sobre o amor, à moda de Stendhal, em De l’amour): “É, pois, um apaixonado que fala e diz...”


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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ortega y Gasset


Ortega y Gasset, José (1883-1955), filósofo e ensaísta espanhol. Sua primeira obra, As meditações do Quixote (1914), reflete a influência de Immanuel Kant. Até 1920 seus textos se orientavam para a análise dos comportamentos sociais das massas. Nesta fase destacam-se as obras Espanha invertebrada (1921), O tema de nosso tempo (1923) e sobretudo, A rebelião das massas (1930). Posteriormente, Ortega y Gasset iniciou uma nova etapa refletida nas obras Reflexões em torno de um centenário (1929), Em torno de Galileu (1933), Idéias e crenças (1940) e História como sistema (1941). Fundou o jornal El Sol e as publicações España (1915) e Revista de Occidente (1923).


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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Entrevista do Bimestre: Steve Crocker

O sr. estava no grupo que fez a primeira conexão da Arpanet. Como foi isso?
A Arpanet começou com quatro lugares. O primeiro deles foi a UCLA e eu fazia parte do grupo na UCLA. Com outros colegas, trabalhamos no primeiro conjunto de protocolos e em todo processo de criar protocolos.
Por que a Arpanet foi criada?
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tinha muitos computadores de uso militar e eles tinham a necessidade de transferir informações de um para outro. Experimentos anteriores, com dois ou três computadores, não foram muito bem. Eles sabiam que tinham de continuar tentando para conseguir algo que funcionasse razoavelmente bem. A Arpanet foi um esforço para conectar tipos diferentes de computadores. Uma coisa importante é que os computadores eram fabricados por empresas diferentes e tinham sistemas operacionais diferentes. Os computadores estavam em lugares diferentes e eram gerenciados por organizações diferentes. Sabíamos que era importante conectar esses computadores e havia vários motivos para haver troca de dados entre os projetos. Havia um propósito geral de ser usado por diferentes projetos. Eles pegaram essa ideia geral de conectar os computadores e deixaram em aberto, para quem fosse usar, a maneira como a rede seria usada.
Por que era difícil conectar esses computadores e como vocês resolveram o problema?
Era difícil de conectar esses computadores por dois motivos. Do ponto de vista de hardware, os computadores naquela época não vinham com nenhum tipo de conexão. Hoje, quando você compra um computador, existe todo tipo de conexão, conexões para internet, USB e assim por diante. É fácil fazer os computadores trabalharem juntos. Eles estão todos prontos para ser conectados em rede. Naquela época, não havia uma maneira fácil de conectá-los, mesmo que eles fossem do mesmo fabricante. É como se cada um deles fosse uma ilha. Esse era o problema de hardware. O problema de software era que não havia programas para transferir informações de um computador para outro. Tivemos de começar de uma folha em branco. O problema de hardware foi resolvido de uma maneira relativamente fácil, mas o problema de software era complexo, porque os computadores falavam linguagens diferentes, tinham maneiras diferentes de codificar a informação. Tivemos de fazer alguma tradução de um para outro.
Em um texto publicado no ano passado, o sr. destacou a importância do governo na criação da internet. Poderia falar mais a respeito?
Era um ambiente muito especial. A parte do governo que criou a Arpanet era a Darpa, originalmente chamada Arpa, que quer dizer Agência de Projetos de Pesquisa Avançados (Advanced Research Projects Agency, em inglês). É uma pequena parte do governo que financia pesquisa, em uma variedade de diferentes áreas. Já havia bastante pesquisa em ciência da computação. Como construir computadores melhores e mais rápidos. Como torná-los mais inteligentes. Havia trabalhos em inteligência artificial, em compreensão da fala, em grandes bancos de dados, em gráficos avançados, em arquiteturas de multicomputadores, para construir supercomputadores. E esses trabalhos estavam acontecendo em diversos laboratórios, ao redor dos Estados Unidos, em universidades e em companhias sem fins lucrativos ou de pesquisa. Nesse ambiente, a Arpa decidiu criar essa rede experimental, chamada Arpanet, que iria conectar os laboratórios já existentes. A parte importante é que eles financiavam pesquisa em todos esses laboratórios e diziam: você será conectado, isso não se discute, mas não terá de pagar nada por isso e não haverá competição. Diferentemente de um empreendimento comercial, ninguém precisava se preocupar com a maneira de se fazer dinheiro a partir daquilo. Ninguém precisava se preocupar se outras pessoas estavam saindo na frente. Foi uma experiência muito colaborativa, no lugar de ser uma experiência competitiva. Nesse caso, o ponto essencial foi o financiamento governamental.
Como o sr. vê a situação da internet hoje? Conseguiria imaginar, alguns anos atrás, como ela se tornaria importante?
Respondo bastante essa pergunta, como você pode imaginar. Às vezes eu brinco que tudo está acontecendo exatamente como foi planejado. Mas deixe-me dar uma resposta mais séria. Como a rede foi criada para conectar lugares em que se pesquisava o futuro da ciência da computação, podíamos enxergar bastante à frente. Você deve ter visto que Douglas Engelbart, o inventor do mouse, morreu há alguns dias. Ele era o responsável pelo segundo ponto conectado à Arpanet, na SRI (sigla em inglês de Instituto de Pesquisa de Stanford), e eu estava na UCLA, o primeiro ponto. No laboratório dele, vimos o mouse e todos os trabalhos que ele estava fazendo, e isso foi em 1968. Conseguíamos ver o que ainda não estava comercialmente disponível para todo mundo. Víamos a direção futura e a única grande questão era quanto tempo ia levar.
O sr. pode falar mais sobre a importância de Engelbart?
Muitos de nós que o conhecemos, e que fizemos parte da comunidade de que ele participou, estivemos pensando na sua morte nos últimos dias. Na época, na comunidade de pesquisadores, houve várias pessoas que receberam muito mais atenção, porque estavam fazendo computadores maiores ou o que parecia ser pesquisa mais profunda. O impacto do trabalho de Engelbart pode ser comparado ao de qualquer outro. Seu trabalho levou ao que foi desenvolvido no Parc (Centro de Pesquisas de Palo Alto, na sigla em inglês), da Xerox, e depois à criação do Macintosh, e se tornou a principal forma de interagir com o computador para todo mundo.
O Macintosh é de 1984. Na sua opinião, por que demorou tanto tempo?
O tempo foi surpreendentemente longo das ideias iniciais até um uso bem difundido. Dependendo da tecnologia, de 20 a 30 anos é um ciclo típico. Isso pode parecer estranho, porque tudo parece acontecer de repente na internet, mas de fato existe um período de tempo em que as ideias são trabalhadas nos laboratórios até se transformarem em produtos, tipicamente é um longo tempo até se tornarem comuns.
O sr. poderia contar como foi a criação do Request For Comments?
Naquele período inicial, quando reunimos pessoas de diferentes laboratórios, primeiro nos encontramos várias vezes, durante um período de vários meses, de agosto de 1968 até março de 1969. Tivemos muitas discussões sobre como a rede funcionaria e sobre como faríamos isso. Em março de 1969, decidimos que seria melhor começar a escrever quais eram nossas ideias, e me ofereci como voluntário para escrever e organizar as ideias. Fiquei preocupado que, se escrevesse essas anotações de maneira errada, poderia parecer que estava querendo assumir uma autoridade, e parecer mais importante do que era. Porque era um estudante de pós-graduação e ninguém me havia tornado responsável por nada. Quis deixar claro que as anotações procuravam refletir nossas ideias, mas que não estava dizendo que essa era a única maneira que poderia ser feita. Foi um truque, de certa forma, de classificar tudo como pedido de comentários, para acertar o tom e deixar claro que todos estavam convidados a aceitar as ideias ou não, a escrever respostas para elas, acrescentar coisas novas ou modificá-las. O primeiro RFC foi impresso em papel e enviado por correio convencional.
Como o sr. vê o futuro da internet?
Eu diria duas coisas. Hoje, existem cerca de 2,5 bilhões de usuários, um pouco menos de metade da população do mundo. Uma das coisas que eu espero que aconteça é o aumento do uso da internet até que praticamente todo mundo no planeta seja usuário. Outra coisa seria o seguinte: atualmente, somos bem cientes do uso da internet, de quando estamos conectados à internet. Acho que, no futuro, todos estarão conectados, mas sem pensar sobre ela. A visibilidade ou a percepção da internet vai ficar em segundo plano. Todo mundo usa a eletricidade, mas ninguém fala muito a respeito.

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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Coincidências?

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terça-feira, 18 de junho de 2013

Entrevista do Mês: Pedro Bial

UOL - Você vai estrear a segunda temporada do "Na Moral" com um tema bastante difícil, que é o debate sobre drogas. Como mediador, você costuma se posicionar sobre os temas no ar?
Pedro Bial - O tema é controverso e o debate foi muito intenso e rico. Recebemos pessoas de posições e opiniões bem diferentes e é essa a proposta maior do Na Moral: discutir um assunto apresentando o máximos de pontos de vista diferentes sobre ele. Nunca deixei de apresentar o meu ponto de vista sobre os assuntos do programa e desta vez não será diferente.
Você mora no Rio de Janeiro e vê mais de perto a violência originada pelo tráfico: é a favor da legalização das drogas? Por quê?
É inevitável concluir que o combate às drogas como existe hoje é uma guerra sem fim, que gera inúmeras vítimas, dos dois lados do combate. É necessário repensar a política de drogas e isso já está acontecendo não só no Brasil como em diferentes países. Mais do que isso, você precisa assistir ao programa para saber.
Hoje há um debate muito importante acontecendo no Brasil sobre política e religião. Muitos criticam a mídia por dar espaço a líderes religiosos com posições conservadoras e polêmicas. Você concorda com isso?
Quanto mais transparência, melhor. Há que se respeitar quem acha [a homossexualidade] uma patologia, há que se respeitar a ignorância dos outros. Mas dentro da esfera a que ela pertence. É um ponto de vista religioso. A moral social está acima das morais religiosas
Como as manifestações populares ocorridas ultimamente vão pautar essa nova temporada?
Não fazemos um programa de atualidades. Tratamos de temas contemporâneos, que se refletem mais ou menos, no noticiário. Assim como na primeira temporada, nosso interesse é tratar os temas relacionados a micropolítica, questionar as decisões que tomamos no cotidiano e que, somadas, fazem diferença. Vários valores e questões morais que abordamos na primeira temporada estão presentes nas manifestações, estampados nos cartazes. Há, claramente, uma motivação moral nos protestos, sintomática da crise de valores que vivemos.
Como jornalista, você deve ter percebido como as redes sociais pautaram a cobertura da mídia tradicional em relação às manifestações. Como você avalia esse fenômeno?
Não observei apenas dissonância. Houve também consonância e ressonância. É um diálogo: as "redes sociais" não teriam como apurar informações sem a "mídia tradicional" e nas "redes sociais" a "mídia convencional" pode medir a temperatura de certas esferas da sociedade. No entanto, a maioria silenciosa continua silenciosa, e continua sendo a maioria, decidindo eleições e a audiência dos programas de TV.
Qual o retorno que você tem recebido do público em relação a sua atuação na TV? Eles preferem o Bial do "BBB" ou Pedro Bial do "Na Moral"?
Eu gostaria muito que esses públicos coincidissem, mas acho que no geral o "BBB" tem um público diferente do que assiste ao "Na Moral". Dentro de seus universos, posso dizer que recebo muito carinho dos telespectadores.

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Entrevista da Quinzena

Folha - A que o sr. atribui as manifestações das últimas semanas no Brasil?
Manuel Castells - Eu não interpreto os movimentos, e sim observo o que os movimentos dizem sobre suas motivações. Começou contra o aumento das tarifas, e depois a tarifa zero, porque a mobilidade é um direito universal. A isso se somam as demandas sobre educação e saúde, bens essenciais para a vida das pessoas e que não são são atendidos nem pelo mercado nem pelo Estado, na proporção do crescimento econômico que tem tido o Brasil. Eles dizem "não são os centavos, são nossos direitos". Ou seja, os jovens sentem que as instituições e os políticos não respeitam seus direitos nem oferecem canais de participação. Por isso têm que sair à rua, e a presidenta Dilma Roussef está de acordo. Além disso, a corrupção política é um insulto à dignidade cidadã.
O sr. acredita que as manifestações poderiam ter acontecido se não existissem as redes sociais?
Não. As redes sociais são o espaço público no qual, no nosso tipo de sociedade, a sociedade rede, se formam os movimentos sociais, para a partir dali ocupar o espaço público urbano e penetrar depois no espaço público institucional. Mas isso não quer dizer que são as redes que causam o movimento. O movimento é uma revolta contra a injustiça e a humilhação cotidiana que sofrem muitos jovens. Mas as redes são a plataforma indispensável para que eles se encontrem, debatam, coordenem-se e expressem-se fora do sistema político e das formas tradicionais, hoje em dia burocratizadas.
Faz tempo que as redes sociais têm força no Brasil. Por que demorou tanto em acontecer algo como agora?
Exatamente porque a causa não são as redes, mas sim a indignação contra as condições de vida das pessoas imposta por um crescimento econômico e urbano especulativo e sem controle. O Brasil chegou a um ponto não sustentável na deterioração ecológica e urbana, assim como os níveis de corrupção e arrogância da classe política.
Como o sr. compara o que passou no Brasil com os processos da Primavera Árabe, dos indignados espanhóis, do Cinco Estrelas na Itália e com o que acontece agora na Turquia?
Em todos os casos, os movimentos são espontâneos, sem líderes, sem ideologia comum. Surgem da indignação e da defesa da dignidade. São gestados nas redes sociais, se expressam no espaço urbano e recusam as formas de governo que não consideram democráticas. São essencialmente movimentos contra a corrupção da classe política e por uma nova forma de representação. E surgem na ditadura e na democracia, em períodos de crescimento e em períodos de crise econômico, e em diferentes contextos culturais. Ou seja, o contexto é diferente, mas os movimentos se parecem porque têm a forma dos movimentos sociais na era da internet.
O Executivo e o Legislativo brasileiros estão reagindo às manifestações. Como vê essa relação entre as redes e a vida institucional? Como isso vai acontecer a partir de agora?
A presidenta Dilma Rousseff reagiu como democrata. Escutou as ruas e tratou de atuar imediatamente, investindo no transporte, na educação e na saúde e propondo uma reforma política por plebiscito para superar o bloqueio da classe política brasileira que em sua maior parte é corrupta, não só pelo dinheiro, mas também pelo poder, porque acreditam que o poder é dela e não dos cidadãos.
O grande problema do Brasil não é econômico, mas político. Os partidos políticos brasileiros representam a si mesmos e se fecham a qualquer reforma real que limite seus privilégios. Esse é o ponto chave. Se não for alterado o sistema político, a esperança de mudança hoje representada pelo movimento se converterá em raiva coletiva e cinismo individual.
O Congresso atual não pode se autorreformar. Deveria ser dissolvido para que se inicie um processo constituinte de reforma da democracia. O Brasil poderia ser um exemplo para o mundo. A presidenta, líderes como Marina Silva e talvez o presidente Lula e o presidente [Fernando Henrique] Cardoso poderiam liderar a mudança com sua autoridade moral. Mas muitos políticos profissionais deveriam se aposentar e montar empresas para criar empregos com o dinheiro que ganharam na política.

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domingo, 16 de junho de 2013

Definição de "convecção"

Olá,

Consulte a definição de "convecção" que encontrei no Dicionário da Priberam: www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=convecção


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sábado, 15 de junho de 2013

Flávio Gikovate

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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Humor da Semana

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quinta-feira, 13 de junho de 2013

Veja este versículo no YouVersion.com

1 Samuel 30:13 NTLH
"Então Davi perguntou: — Quem é o seu dono? De onde você é? — Eu sou egípcio e sou escravo de um amalequita! — respondeu ele. — O meu dono me deixou aqui há três dias porque fiquei doente."
Veja isso no YouVersion.com:
http://bible.us/211/1sa.30.13.ntlh


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quarta-feira, 12 de junho de 2013

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terça-feira, 11 de junho de 2013

Papel de Parede

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segunda-feira, 10 de junho de 2013

Calamidade econômica americana vaticinada em 1857


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Escrito por Jeffrey Nyquist | 19 Junho 2013
Artigos – Cultura
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Eis o processo psicológico operante em todas as revoluções comunistas. O movimento do oprimido contra o rico torna-se um surto patológico que desencadeia consequências terríveis.
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Como salientou Jung, “basta um pequeno distúrbio do equilíbrio na cabeça de alguns chefes para que o mundo se transforme em sangue, fogo e radioatividade.”
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O grande historiador britânico, Lord Macaulay, previu a futura derrocada da economia americana em uma carta escrita em maio de 1857. A previsão de Macaulay foi baseada na análise que ele fez das instituições americanas. Discutindo a vida de Thomas Jefferson com um autor americano, Macaulay escreveu: “Estás surpreso em saber que eu não tenho o Sr. Jefferson em alta estima; Estou surpreso com a sua surpresa. Estou certo de jamais ter escrito [...] ou proferido uma palavra sugerindo que a suprema autoridade de um estado deva ser confiada à maioria numeral dos cidadãos; em outras palavras, a parte mais ignorante e miserável da sociedade.”
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De acordo com Macaulay, os Estados Unidos estavam se tornando cada vez mais democráticos ao longo do século XIX. E essa tendência, segundo ele, era perigosa à liberdade e ao bem estar econômico do país. Conforme Macaulay explicou, “Há muito estou convencido de que as instituições puramente democráticas deverão, cedo ou tarde, destruir a liberdade ou a civilização, ou mesmo ambas.”
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Macaulay destacou a Revolução Francesa e a tendência que os movimentos democráticos têm a despojar os ricos. “Você pode pensar que seu país desfruta isenção desses males”, escreveu Macaulay ao seu correspondente americano. “Serei franco em dizer a você que eu tenho uma opinião bem diferente. Acredito que o destino de vocês está certo, embora ele possa ser adiado por uma causa material. Enquanto vocês tiverem uma extensão ilimitada de terra fértil e desocupada, a população trabalhadora estará bem mais mansa que a população trabalhadora do Velho Mundo e, enquanto continuar assim, as políticas de Jefferson poderão continuar a existir sem causar qualquer calamidade fatal.”
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Eventualmente, é claro, os Estados Unidos encher-se-ão de pessoas. Isso fará com que ele perca suas vantagens econômicas. “Virá um tempo”, comenta Macaulay, “em que a Nova Inglaterra será tão populosa quanto a velha Inglaterra. Os salários serão igualmente baixos e flutuarão tanto quanto os nossos.” A América então será urbanizada, com uma vasta população de “artesãos”. Então essa grande quantidade de artesãos eventualmente se verão desempregados. “Então suas instituições passarão por um considerável teste”, escreveu Macaulay. “A aflição generalizada trará motins e descontentamento entre os trabalhadores, de modo que eles ficarão extremamente ansiosos e suscetíveis a agitadores que os dizem ser uma monstruosa iniquidade um homem ter um milhão enquanto o outro não pode sequer ter uma refeição.”
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Com o supremo poder nas mãos da multidão descontente, que tipo de governo eles estão dispostos a eleger? Um governo comprometido com a “segurança das propriedades e manutenção da ordem”? Ou seria um governo que passa por tempos difíceis roubando os ricos para “aliviar os pobres”? Para Macaulay, a inclinação jeffersoniana dos Estados Unidos resultará na destruição da propriedade e na pilhagem das classes abastadas. “Está claro que seu governo jamais será capaz de conter uma maioria aflita e descontente. Pois, como a maioria é o governo e os ricos são sempre a minoria, estes sempre ficarão à mercê daqueles.”
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Como podemos constatar nos dias de hoje, todas as instâncias governamentais dos EUA estão preocupadas em abrandar a angústia dos pobres e desempregados, além de também vermos que isso acontece por meio da tributação dos ricos e com o aumento das suas próprias dívidas. Atualmente, os Estados Unidos tem o sistema de cobrança de impostos mais progressivo dentre os países desenvolvidos,com os ricos pagando mais da metade do que ganham emimpostos. Quanto ao aumento da dívida, a dívida pública bruta dos Estados Unidos ultrapassa os 160% do PIB; e esse cenário representa necessariamente o futuro despojo dos ricos por meio de inflação e futuras taxas.
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O processo ao qual Macaulay escreveu, portanto, está bem encaminhado. “Eu penso seriamente que vocês irão, em alguma época de adversidade conforme eu descrevi, fazer coisas que impedirão o retorno da prosperidade”, escreveu Macaulay para o seu correspondente americano; “que vocês agirão como pessoas que, em um ano de escassez, devorarão todas as sementes de milho, sendo que farão do ano seguinte não um ano de escassez, mas de absoluta fome. Haverá então, temo eu, espoliação. Essa espoliação aumentará a angústia, e a angústia produzirá mais espoliação. Não há nada que poderá impedi-los. Sua constituição terá ido embora há muito e nada poderá trazê-la de volta”. Conforme a derrocada avança, ele acrescentou que “Ou algum César ou Napoleão tomará com pulso firme as rédeas do governo ou sua república será tão pavorosamente pilhada e avassalada pelos bárbaros quanto foi o Império Romano…”
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Nos dias de hoje os bárbaros não são representados por tribos externas. Os bárbaros são um problema interno. Na obra Presente e Futuro, o psiquiatra Carl Jung escreveu: “A separação de sua natureza instintiva leva o homem civilizado ao conflito inevitável entre consciência e inconsciente, entre espírito e natureza, fé e saber, ou seja, à cisão de sua própria natureza que, num dado momento, se toma patológica, uma vez que a consciência não é mais capaz de negligenciar ou reprimir a natureza instintiva.” Como Jung explicou mais adiante, “O aumento do número de indivíduos que chegaram a esse estado crítico coloca em ação um movimento de massas que se apresenta como defensor dos oprimidos. Assim como a tendência predominante da consciência é procurar a fonte de todas as suas necessidades no mundo exterior, pressupõe-se acriticamente que as modificações externas, de ordem política e social, hão de solucionar os graves problemas da cisão da personalidade.” E o que acontece logo em seguida, segundo Jung? “O que está embaixo [na sociedade] vai para cima, a escuridão ocupa o lugar da luz…”
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Eis o processo psicológico operante em todas as revoluções comunistas. O movimento do oprimido contra o rico torna-se um surto patológico que desencadeia consequências terríveis. Uma classe política criminosa ganha posição de vantagem; A pilhagem se instala em escala sem precedentes. “A revolução comunista tirou a dignidade do homem numa escala bem superior do que a psicologia coletiva democrática o fez, pois retirou dele a liberdade tanto no sentido social como moral e espiritual”, escreveu Jung. Não é apenas a economia que é destruída, mas toda espécie humana se afunda na imoralidade. Esse aviltamento, disse Jung, poderia trazer mais que colapso econômico. Como salientou Jung, “basta um pequeno distúrbio do equilíbrio na cabeça de alguns chefes para que o mundo se transforme em sangue, fogo e radioatividade.”
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Parece perfeitamente claro que atualmente estamos rumo à espoliação como descrito por Macaulay. Já estamos agindo como pessoas que respondem à escassez devorando nossas sementes, “sendo que o ano seguinte não será um ano de escassez, mas de absoluta fome.” E como explicou Jung, a aviltação que se segue não é meramente econômica, mas também espiritual. Estamos vendo todos os sinais a nossa volta. Vemos a situação política se desenvolvendo rapidamente. O que Macaulay escreveu se adequa perfeitamente aos dias de hoje, especialmente enquanto vemos sua predição se desenrolar perante os nossos olhos.

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domingo, 9 de junho de 2013

Entrevista da Semana: Silvio Caccia Bava

 sociólogo, diretor e editor-chefe do Le Monde Diplomatique Brasil e ex-diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos, falou à coluna sobre a onda de manifestações no País.
Por que está tão difícil traçar um perfil desse movimento social?
Eu também estou tentando compreender até agora. E não é nada fácil. Acontece que as manifestações foram agregando pautas. Em um primeiro momento, era o Movimento Passe Livre. Quando a polícia foi extremamente violenta, houve uma sensação de indignação geral. Começam a surgir indícios de que existe um grande desabafo.
Como assim?
É uma espécie de grito da sociedade, rebelada contra as condições de vida nas cidades. Não se trata apenas de transporte, mas, também, de violência, educação, saúde, dívidas a pagar… E uma juventude que não consegue se empregar e não enxerga um futuro.
O movimento é difuso?
Está apontando para uma ideia de luta pelo direito à cidade, de reapropriação do espaço público. E com toda a variedade de grupos: direita, esquerda, radicais. É um momento de radicalização. Agora, nas manifestações, aparecem gritos de “sem violência” se contrapondo aos de “sem burguesia”. É muito difuso. Eu fico preocupado com os desdobramentos, porque isso pode dar em nada.
E a questão do apartidarismo?Muitos defendem manifestações apartidárias; já outros acham isso antidemocrático. 
O movimento não é de esquerda nem de direita. Deveria poder contemplar e aceitar todas as manifestações. Mas uma parte dos que estão na rua não tem visão de democracia. E não quer se misturar com outra que repudia, não quer ver o movimento ganhar uma coloração partidária. Considero isso natural. Passaria a ser um problema se eles não pudessem se expressar. Mas as bandeiras continuam lá.

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sábado, 8 de junho de 2013

Humor do Dia

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Cálculos com MaxiCalc:


2.013

- 1.992

= 21



2.013
- 1.992
= 21
MaxiCalc


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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Reflexão do Ano

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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Hoje na Historia: NASCEU FEDERICO GARCÍA LORCA 05 de junho de 1898

O afamado poeta, dramaturgo e prosista espanhol Federico García Lorca, também conhecido por sua destreza em muitas outras artes, nasceu em 5 de Junho de 1898. Fez parte da chamada Geração de 27, um grupo de autores que surgiu no panorama cultural espanhol ao redor do ano 1927, no qual se comemorou o tricentenário da morte do poeta barroco Luis de Góngora. 

Estes autores aproveitaram esta data para reivindicar a poesia que este autor compôs na última época de sua vida. García Lorca foi o poeta de maior influência e popularidade da literatura espanhola do século XX. Como dramaturgo, considera-se-lhe um dos cumes do teatro espanhol do século XX, junto com Vale-Inclán e Buero Vallejo. Morreu executado em 18 de Agosto de 1936, depois da guerra militar Civil Espanhola, por sua afinidade à Frente Popular e por ser abertamente homossexual. Entre suas obras destacaram: Impressões e paisagens (1918), Livros de poemas (1921), Oda a Salvador Dalí (1926), Romancero gitano (1928), Poeta em Nova York (1930), Poema do Cante Jondo (1931), Pranto por Ignácio Sánchez Mejías (1935), Seis Poemas Galegos (1935), Divã do Tamarit (1936) e Sonetos do Amor Escuro (1936).

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terça-feira, 4 de junho de 2013

Telhado de Zinco Quente - Wallpaper

Telhado de Zinco Quente by Rogsil
Telhado de Zinco Quente, a photo by Rogsil on Flickr.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Thomas Mann

Mann, Thomas (1875-1955), romancista e crítico alemão, uma das figuras mais importantes da literatura da primeira metade do século XX e Prêmio Nobel de Literatura (1929).

Além de notável crítico e contista, seus romances analisam e exploram a decadência da sociedade européia e a psicologia do artista criativo.

Destacam-se: Os Buddenbrook (1901), A Morte em Veneza (1912), A montanha mágica (1924), José e seus irmãos (1934-1944), Doutor Fausto (1947), O eleito (1951) e Confissões do vigarista Felix Krull (1954).



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domingo, 2 de junho de 2013

Luigi Pirandello

Pirandello, Luigi (1867-1936), escritor e Prêmio Nobel italiano, considerado como o mais importante autor teatral de seu país no período entre guerras.

Nasceu em 28 de junho de 1867 em Agrigento, Sicília, e estudou nas universidades de Roma e Bonn. Foi professor de Literatura italiana na Escola Normal Feminina de Roma, entre os anos 1897 e 1921, quando sua crescente reputação como escritor lhe permitiu dedicar-se por completo à carreira literária. Tornou-se mundialmente conhecido em 1921, com a publicação de Seis personagens à procura de autor, e obteve o Prêmio Nobel de Literatura em 1934. Faleceu dois anos mais tarde, em 10 de dezembro de 1936, em Roma.

As obras mais surpreendentes de Pirandello, as teatrais, incluem, entre seus protagonistas, membros da classe média baixa como professores, proprietários de pensões e padres. Estas peças refletem as idéias filosóficas do autor: a existência de um forte conflito entre os instintos e a razão, que empurra as pessoas a uma vida cheia de incoerências; a idéia de que as ações concretas não são nem boas nem más em si mesmas, mas segundo o modo como as pessoas as vêem; e, por último, a crença de que um indivíduo não tem uma personalidade definida, e sim muitas, dependendo de como é julgado pelos que entram em contato com ele. Sem fé em nenhum dos sistemas morais, políticos ou religiosos estabelecidos, os personagens do autor encontram a realidade somente por si mesmos e, ao fazê-lo, descobrem que eles próprios são fenômenos instáveis e inexplicáveis.

Pirandello expressou seu profundo pessimismo e seu pesar pela condição confusa e sofredora da humanidade através de um humor singularmente macabro e desconcertante. O sorriso que desperta vem mais do embaraço, muitas vezes amargo, que resulta do reconhecimento dos aspectos absurdos da existência. Foi um importante inovador da técnica cênica e, ignorando os cânones do realismo, preferiu usar livremente a fantasia com a finalidade de criar o efeito que desejava. Exerceu uma grande influência ao liberar o teatro contemporâneo das desgastadas convenções que o regiam, e preparar o caminho ao pessimismo existencialista de Anouilh e Sartre, às absurdas comédias de Ionesco e Beckett e o teatro em verso, de caráter religioso, de Eliot.

Entre suas peças, destacam-se ainda O prazer da honestidade (1917), Assim é, se lhe parece (1917), Henrique IV (1922) e Esta noite se improvisa (1930). Também escreveu romances (A expulsa, 1901; O falecido Matias Pascal, 1904) e breves histórias posteriormente reunidas sob o título Novelas para um ano (1933). Três destes relatos foram adaptados para o cinema pelos irmãos Taviani, no filme Kaos (1984).


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sábado, 1 de junho de 2013

Demônios


Demônios, espíritos que tentam os seres humanos.

Idéia que se identifica com a maldade, o vício, o comportamento sedutor e apavorante. O imaginário popular descreve o demônio em sua representação clássica: magro, com chifres e um rabo terminado em forma de seta. Sua presença é anunciada pelo cheiro de enxofre. Às vezes, aparecem como cães, bodes, porcos, moscas ou morcegos. Porém, não podem tomar a forma dos animais ligados ao presépio: boi, jumento, galo, ovelha. Presença constante na cultura popular, nas cantigas, nos cordéis e na linguagem onde, entre outros epítetos, é chamado de o "avesso do direito", Pedro Botelho, cambito, pé-preto, capeta, maioral, demo e excomungado.

Os demônios fazem contratos de riqueza em troca da alma do contratante. Fogem dos cruzeiros, do sinal da cruz e da água benta. Conversam com seus devotos nas encruzilhadas à meia noite e são ligados às bruxas e feiticeiras. Na literatura oral são sempre derrotados. No conto popular há o ciclo do demônio logrado.


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