domingo, 30 de setembro de 2012

Texticulo

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sábado, 29 de setembro de 2012

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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PressTVGlobalNews

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Zen





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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Dica de Filme




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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Speed King

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Zé Fini

Zé Fini by Rogsil
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domingo, 23 de setembro de 2012

Rainbow - Eyes of The World

I see the innocent victims
Fighting to get to his door
No chain of events
Can shackle him down
He's not man anymore
Evil moves, evil ways
With his back to the wall
Evil mind looking down
Without seeing at all

You ain't got a lot to say
Judging by the things you do
If only you could feel the tears and pain
In the eyes of the world

Dust to dust by the million
Broken dreams in the ground
Aching hearts in the high streets of whore
Where spirits are gone
Evil takes, evil kills
With no shame or concern
Killing me, killing you
Watch the end of the burn

Maybe you don't understand
We don't need you anymore
If only you could see the tears and pain
In the eyes of the world

And in the name of religion
For we gave him our soul
Hold on tight every second, my whore
For he’s taking his toll
Evil moves, evil ways
With his back to the wall
Evil mind looking down
Without seeing at all
Eyes of the world
Don't wanna, don't wanna cry no more
Eyes of the world
In the eyes
Eyes of the world
You ain't got a lot to say
Eyes of the world
But he’s got to feel his way
Eyes of the world
Oh oh oh
Eyes of the world
We don't need you anymore
Eyes of the world
If only you could feel the tears and pain
In the eyes of the world

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sábado, 22 de setembro de 2012

Teoria quântica



Teoria quântica, teoria física baseada na utilização do conceito de unidade quântica para descrever as propriedades dinâmicas das partículas subatômicas e as interações entre a matéria e a radiação. As bases da teoria foram assentadas pelo físico alemão Max Planck, o qual, em 1900, postulou que a matéria só pode emitir ou absorver energia em pequenas unidades discretas, chamadas quanta. Outra contribuição fundamental ao desenvolvimento da teoria foi o princípio da incerteza, formulado por Werner Heisenberg em 1927.

Planck desenvolveu o conceito de quantum como resultado dos estudos da radiação do corpo negro (corpo negro refere-se a um corpo ou superfície ideal que absorve toda a energia radiante, sem nenhuma reflexão). Sua hipótese afirmava que a energia só é irradiada em quanta, cuja energia é hu, onde u é a freqüência da radiação e h é o “quanta de ação”, fórmula agora conhecida como constante de Planck.

O físico francês Louis Victor de Broglie sugeriu, em 1924, que uma vez que as ondas eletromagnéticas apresentam características corpusculares, as partículas também deveriam ter características ondulatórias. O conceito ondulatório das partículas levou Erwin Schrödinger a desenvolver uma equação de onda para descrever as propriedades ondulatórias de uma partícula e, mais concretamente, o comportamento ondulatório do elétron no átomo de hidrogênio.

Ainda que a mecânica quântica descreva o átomo exclusivamente por meio de interpretações matemáticas dos fenômenos observados, pode-se dizer que o átomo é formado por um núcleo rodeado por uma série de ondas estacionárias; essas ondas têm máximos em pontos determinados e cada onda estacionária representa uma órbita. O quadrado da amplitude da onda em cada ponto, em um momento dado, é uma medida da probabilidade de que um elétron se encontre ali. Já é possível dizer que um elétron é um ponto determinado em um momento dado.

A compreensão das ligações químicas foi radicalmente alterada pela mecânica quântica e passou a basear-se nas equações de onda de Schrödinger. Os novos campos da física — como a física do estado sólido, a física da matéria condensada, a supercondutividade, a física nuclear ou a física das partículas elementares — apoiaram-se firmemente na mecânica quântica. Essa teoria é na base de todas as tentativas atuais de explicar a interação nuclear forte (ver Cromodinâmica quântica) e desenvolver uma teoria do campo unificado. Os físicos teóricos, como o britânico Stephen Hawking, continuam esforçando-se para desenvolver um sistema que englobe tanto a relatividade como a mecânica quântica.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Metafísica



Metafísica, ramo da filosofia que trata da natureza da realidade última. Está dividida em ontologia, que trata dos inúmeros tipos fundamentais de entidades que compõem o universo, e a metafísica propriamente dita, que se preocupa com a apreensão dos traços mais gerais da realidade. Esta última pode atingir um alto grau de abstração. A ontologia, ao contrário, está mais relacionada com o plano físico da experiência humana.
Acredita-se que o termo metafísica tenha sido utilizado pela primeira vez por Andrônico de Rodes. Na adaptação que fez das obras de Aristóteles, ao tratado chamado Filosofia primeira ou Teologia seguia-se o tratado de Física. Segundo ele, a referida Filosofia ficou conhecida como met(ta)-physica, ou seja, ‘além da física’. Os temas tratados na Metafísica de Aristóteles (substância, causalidade, natureza do ser e existência de Deus) estabeleceram o conteúdo da especulação metafísica ao longo de séculos.

Bem antes da época de Kant, esta disciplina se caracterizava por uma tendência a elaborar teorias fundamentadas do conhecimento a priori, o saber que vem apenas da razão. Esta corrente é conhecida como racionalismo e pode ser subdividida em monismo e dualismo. Entre os representantes do primeiro, encontram-se George Berkeley, Thomas Hobbes e Baruch Spinoza. O representante mais conhecido do dualismo é René Descartes. Outros filósofos têm afirmado que o conhecimento da realidade só pode ser obtido a partir da experiência. Este tipo de metafísica chama-se empirismo. A crença de que o conhecimento é apenas um reflexo das percepções humanas denomina-se ceticismo ou agnosticismo em relação à alma humana e à realidade de Deus.

Immanuel Kant elaborou uma filosofia crítica diferente, chamada transcendentalismo. Seu pensamento é agnóstico, porque nega a possibilidade de um conhecimento exato da realidade última; é empírico, na medida em que afirma que todo conhecimento surge da experiência e é objeto de uma experiência real e possível; e é racionalista enquanto mantém o caráter apriorístico dos princípios estruturais deste conhecimento empírico.

Alguns dos seguidores mais importantes de Kant, especialmente Johann Gottlieb Fichte, Friedrich Schelling e Georg Wilhelm Friedrich Hegel, desenvolveram um idealismo absoluto, a partir do qual surgiriam múltiplas teorias metafísicas. Entre elas, cabe ressaltar o empirismo radical ou pragmatismo; o voluntarismo, representado por Arthur Schopenhauer e por Josiah Royce; o positivismo da obra de Auguste Comte e de Herbert Spencer; a evolução emergente, proposta por Henri Bergson; e a filosofia do organicismo, elaborada por Alfred North Whitehead.

No século XX, a validade do pensamento metafísico foi discutida pelos positivistas lógicos  e pelo chamado materialismo dialético dos marxistas. O existencialismo deu um novo impulso à reflexão sobre o ser.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Transferência (psicanálise)



Transferência (psicanálise), termo utilizado em psicoterapia para descrever a reação emocional de um paciente com relação ao terapeuta. O termo engloba dois aspectos: a projeção (deslocamento), no terapeuta, de pensamentos e sentimentos experimentados inicialmente pelo paciente com relação às pessoas que desempenharam um papel fundamental em sua infância; e a reação emocional do paciente aos pensamentos e sentimentos que ele atribui ao terapeuta. A maior parte do tempo, o paciente experimenta primeiramente o estado afetivo transferido por seus pais ou pessoas que lhe são próximas, que pertencem geralmente, mas nem sempre, à sua infância.

A transferência não ocorre apenas durante a psicoterapia. Trata-se de um fenômeno particularmente difundido nos primeiros estágios de uma relação, e que vai diminuindo à medida que a personalidade do outro aparece mais claramente. O exemplo mais marcante da transferência é a paixão amorosa. A pessoa amada é então idealizada e lhe são atribuídas qualidades de uma pessoa, muitas vezes um parente, que teve muita importância na vida daquele que está apaixonado. Com o tempo emerge uma imagem mais objetiva da verdadeira natureza do ser amado.

Na psicanálise, dá-se ênfase à compreensão da origem dos problemas de um indivíduo; graças à análise da experiência transferida o paciente consegue resolver conflitos nascidos de traumatismos que têm origem na primeira infância. Nas outras formas de psicoterapia, dá-se ênfase sobretudo ao sentimento de bem-estar do paciente e sua capacidade de mudar. O objetivo é ajudar o paciente a adquirir uma maior independência e meios para enfrentar situações geradoras de angústia.

O termo "transferência" foi usado pela primeira vez por Sigmund Freud, no começo da história da psicanálise. Segundo ele, o processo impedia a emergência de lembranças recalcadas e se limitava à objetividade. Mais tarde considerou a transferência como um elemento central para as interpretações e a objetividade do analista; afirmou que o paciente chegava a compreender a significação de seu comportamento neurótico transferindo para o analista emoções experimentadas anteriormente. Freud descreveu esse fenômeno como a interpretação da transferência. A relação do paciente com o analista, assim com o pai ou a mãe, por exemplo, é chamada relação de transferência, e a experiência emocional dessa relação, vivida pelo paciente, chama-se neurose de transferência. A psicoterapia humanista e comportamental reconhece a transferência mas não busca utilizá-la.

A contratransferência faz referência à reação emocional do terapeuta para com o paciente. Pode ser considerada como um obstáculo ao processo terapêutico, uma vez que os conflitos não resolvidos do terapeuta são introduzidos na relação com o paciente, o que conduz a uma redução da capacidade de objetividade do terapeuta. Fala-se então de contratransferência "anormal" ou "ativa". As emoções suscitadas em um terapeuta que manteve uma certa objetividade podem ser consideradas como tendo sido induzidas pelo paciente. Esse tipo de ligação, que muitas vezes tem origem no passado do paciente, pode então servir de base de interpretação e ser posta a serviço do processo terapêutico. Esse tipo de transferência é considerada "reativa".

A contratransferência reativa pode em seguida ser dividida em dois tipos complementares e concordantes. No primeiro caso, os sentimentos são complementares; por exemplo, o paciente experimenta medo ao passo que o terapeuta se sente protetor. No tipo concordante, o terapeuta sente a mesma coisa que o paciente: por exemplo, o terapeuta sente medo quando o paciente sente medo. Nesse último exemplo, os sentimentos de contratransferência são devidos à identificação ou a empatia do terapeuta para com o paciente.

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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Entrevista: Min. Ayres Brito


Folha - Quando foi sua iniciação no campo da meditação?
Carlos Ayres Britto - De uns 20 anos para cá, tanto a meditação quanto o cardápio vegetariano. Eu tinha em torno de 50 anos, um pouco antes, até.

Como o sr. se converteu?
Eu recebi influências positivas, de, por exemplo, [Jiddu] Krishnamurti [1895-1986, guru indiano], Osho [Rajneesh, 1931-90, místico indiano], Eva Pierrakos [1915-79, médium austríaca], Eckhart Tolle [pseudônimo de Urich Leonard Tolle, escritor espiritualista nascido em 1948], autor do livro "O Poder do Agora", e a pessoa que mais me influenciou, Heráclito [de Éfeso, c. 540--c. 480 a.C., pré-socrático que elegeu o fogo e a permanente transformação como princípio da ordem universal].
Depois, de uns 12 anos para cá, comecei a me interessar por física quântica, e ela me pareceu uma confirmação de tudo o que os espiritualistas afirmam. A física quântica, sobretudo os escritos de Dannah Zohar [especializada em aconselhamento espiritual e profissional]. Venho lendo os livros dessa mulher, uma americana que escreveu uma trilogia maravilhosa: "O Ser Quântico", "A Sociedade Quântica" e "QS -- Inteligência Espiritual". Também passei a me interessar muito por neurociência.

O sr. tinha religião?
Católica, só que, de 20 anos para cá, me tornei um espiritualista.

Houve um momento de transformação?
Foi meio gradativo. Fui abolindo carne, depois abolindo frango, depois aboli peixe.

Há países que reconhecem em suas leis os direitos dos animais de forma mais abrangente. Podemos chegar a isso?
É possível que haja uma consciência maior. Pelo menos nas técnicas de abate, mais humanizadas, isso já se observa hoje em dia. Por exemplo, vocês sabem que os frangos são criados sobre um tratamento hormonal intenso e sem possibilidade de dormir? Uma luz acesa em cima dele para ele ficar acordado, o frango de granja? Isso é de uma violência...

O sr. condena a forma como o gado é abatido?
Condeno. Tudo. Vou dizer uma coisa, é uma observação minha, não falei em lugar nenhum. Sou contemplativo. Não confundir atenção com contemplação. Atenção é um foco, uma centralização do sentido tão intensa, que o mais das vezes resvala para a tensão. A tensão está muito próxima da atenção. Eu sou um contemplativo, porque na contemplação você concilia atenção e descontração. Isso é fato. Quando você é contemplativo, você contempla essa água, o copo antes de beber. O toque da sua mão no cristal. Eu estou acordado, como quem está atento. Mas estou descontraído, como quem está dormindo.
Então, contemplação é isso, é a conciliação entre a atenção e a distração. É impressionante. É um descarrego, um êxtase. Como vivo em estado contemplativo, eu observo coisas interessantíssimas. Uma dessas coisas é que nenhum pássaro carnívoro canta. Nunca vi ninguém dizer isso.
Os pássaros carnívoros, corujas, águias, falcões, ou crocitam ou piam, ou grasnam, nenhum canta, como se a natureza dissesse: só tem direito de cantar se for herbívoro. E todos os animais herbívoros, mesmo os mastodontes, elefantes, por exemplo, nenhum agride. Eles não são ativos nem pró-ativos na agressão, são reativos. No olhar de um herbívoro não tem chispa, não tem estresse. Todos os carnívoros são estressados no olhar, todos.

Assim se dá com o ser humano?
Assim se dá com o ser humano.

Por que houve tamanha tensão entre o relator Joaquim Barbosa e o revisor Ricardo Lewandowski?
[Se responder] eu vou dar uma de psicólogo, prefiro ficar na objetividade. Eu quero deixar claro: fui presidente, mantive a taxa de cordialidade.

O ego prevaleceu no julgamento?
Não subscrevo suas palavras, de que foi o ego que deu as cartas.

Não digo que pautou, mas que se manifestou em vários momentos.
Os ministros do Supremo são seres humanos, suscetíveis a influências, a percalços existenciais. Ora sabemos administrar esses percalços com o consciente emocional no ponto, ora ele baixa um pouco de patamar.
Mas não houve impasse, não houve pane. Tudo foi administrável. E não precisei, em nenhum momento, suspender a sessão para ver os ânimos refluírem. Quanto à questão de ego, ele prejudica a atuação não só de ministros do Supremo, mas de todo ser humano.
Quando Sartre disse que o inferno é o outro, ele quis dizer que o outro, com sua diversidade, a sua mundividência, seu peculiar modo de conceber e praticar a vida, afeta o nosso ego. Então, podemos traduzir as palavras dele como "o inferno é outro" ou como "o inferno é o ego". Tenho dito para mim mesmo que, sem o eclipse do ego, ninguém se ilumina.

Como o sr. definiria a atuação do Ministério Público e a do relator Joaquim Barbosa no julgamento?
Acho que a história vai registrar que [Roberto] Gurgel e Joaquim Barbosa foram médicos-legistas na autópsia dos fatos delituosos. Eles tiveram merecimento extraordinário para reconstituir com fidedignidade os fatos em sua materialidade. E o "link" entre esses fatos e respectivos autores e partícipes.
Eu só vejo por esse prisma técnico. Joaquim Barbosa, transido de dor [nas costas], um homem "baleado", em linguagem coloquial, a tantos meses, conseguiu levar a termo um processo com quase 600 mil páginas, 600 testemunhas, 40 réus no ponto de partida, sete crimes teoricamente graves e imbricados no mais das vezes.

O sr. chegou a pensar em suspender as sessões?
Pensei, houve um momento em que pensei.

Chegamos a ter ofensas pessoais.
Mas no limite palatável.

Mas nunca houve um julgamento com clima tão tenso, às vezes com atritos tão fortes.
É que esse julgamento é peculiaríssimo. Quando dizem que o Supremo está tomando decisões novas, eu digo que os fatos é que são novos, o imbricamento é que novo, o gigantismo da causa é que é novo, é inédito. O Supremo Tribunal Federal está produzindo decisões afeiçoadas ao ineditismo da causa.

Advogados reclamam da introdução de novos conceitos como a teoria do domínio do fato [segundo a qual autor de um crime não é só quem o executa, mas também quem detém o poder de decidir e planejar a sua realização].
Assim como o dançarino, que se disponibiliza de corpo e alma para a dança --chega o momento em que se funde com ela, e você já não sabe quem é o dançarino e quem é a dança, é uma coisa só--, o intérprete do dispositivo jurídico pode, também, numa relação de profunda identidade e empatia, se fundir com esse dispositivo. Aí você compõe uma unidade. Você é um com o dispositivo, e o dispositivo é um com você.
E isso não é invencionice, decola de um juízo de Einstein, que em 1905, físico quântico que era, cunhou uma expressão célebre: "efeito do observador". Ele percebeu que o observador desencadeava reações no objeto observado.
Ele disse que o sujeito cognoscente, em alguma medida, faz o objeto cognoscível, a depender do grau da intensidade interacional entre eles. Claro que quando você joga teoria quântica para a teoria jurídica, se expõe a uma crítica mordaz. O sujeito diz: "Mas isso não é ciência jurídica".

O julgamento também é inédito pelo desfecho, com políticos condenados à prisão em regime fechado?
Sabe por que está sendo inédito? Porque vocês esquecem, a sociedade esquece, [mas] nós, ministros, não esquecemos. Isso vem num crescendo, só que agora é no campo penal. No campo científico, liberamos o uso das células tronco embrionárias. No dos costumes, decidimos em prol da homoafetividade, da interrupção da gravidez de feto anencéfalo, no ético cortamos na própria carne proibindo o nepotismo no Judiciário.
No campo político, afirmamos a Lei da Ficha Limpa. Isso é um crescendo, o Supremo vem tomando decisões que infletem sobre a cultura do povo brasileiro. E agora chegou o campo penal.

O Brasil muda?
Não se pode dizer que muda, sinaliza mudanças. Há um vislumbre de mudanças. Ninguém pode garantir nada. Agora, há uma sinalização. Mas a decisão não tem nada a ver com reverência à opinião pública, com submissão à opinião pública, com uma postura de cortejamento à opinião pública.

Os políticos terão mais cuidado, com o risco de irem para a prisão?
Se respondesse sim, estaria fazendo um corte abrupto, radical, de que essa decisão é, sim, um divisor de águas. Não quero ser categórico. Eu digo que essa decisão do Supremo vem num crescendo, que agora alcança o plano criminal. Sinaliza uma nova época, de mais qualidade na vida política.
Eu não posso dizer que a impunidade está com os dias contados, eu estaria dourando a pílula, sendo ufanista, não posso dizer isso. Agora, eu diria que a impunidade sofreu um duro revés, um tranco, por efeito dessa decisão.

Este é o julgamento de um partido?
Na minha opinião, não tem nada a ver com julgamento de um partido. Não é o julgamento do PT, são réus, que alguns ocuparam cargos de direção no PT.

O sr. foi um dos fundadores do PT?
Sabe que não fui? Fazia conferências em aulas e congressos, em seminários, e advogava para coletividades. Só entrei mesmo no PT acho que em 1988, não fui fundador. Passei lá quase 18 anos.

O sr. costuma dizer que é página virada, mas, olhando no que o PT se transformou ao chegar ao poder, isso de certa forma o entristece?
É interessante. A resposta não seria "me entristece". Vou dizer por quê. Eu vejo a vida por um prisma muito do dinamismo, heracliticamente, meu filósofo preferido.
Veja o que aconteceu: qual dos dois partidos que encarnaram a resistência ao regime de exceção [1964-85]? São, hoje, o PSDB e o PT. Esses dois, que encarnaram a resistência, foram premiados, chegaram ao poder. O primeiro, por intermédio de Fernando Henrique. O que aconteceu com esse partido, que teve origem no MDB, no PMDB? Foi perdendo um pouquinho do elã, do entusiasmo na sua militância de esquerda.
Aí, a sociedade disse: está na hora do outro. Qual foi o outro que encarnou a resistência? O PT. Então, vejo por um prisma do exaurimento de fases. A fase ideológica do PSDB se exauriu, a do PT também se exauriu. Não de todo, não podemos ser injustos, porque o PT continua com quadros muito bons. Um desses quadros chegou a escrever um artigo a favor do Supremo, o Tarso Genro [governador do RS]. Vejo isso como parte de um processo histórico previsível.

Os dois partidos se contaminaram?
Não vejo por esse prisma negativista. Eles perderam o que os gregos chamam de "Deus dentro da gente", entusiasmo. Aquele ímpeto depurador das instituições, aquela ânsia de voltar à democracia. Com o retorno à democracia, você chega à conclusão: foi mais fácil alcançar o objetivo do que preservá-lo. Às vezes você conquista uma mulher dos seus sonhos e não sabe manter o amor dela. Isso é um processo histórico.

Alguns ministros me disseram, reservadamente, terem recebido reclamações, cobranças, de que, indicados pelo ex-presidente Lula, acabaram traindo-o. O sr. acha que traiu Lula, que o indicou?
Em nenhum momento me senti assim. Ninguém nunca me cobrou, menos ainda o presidente Lula, ele nunca se acercou de mim, se aproximou de mim para cobrar, fazer queixa. Até porque, vamos convir, cargo de ministro não é cargo de confiança. Não é.
Você não pode ser grato a quem nomeia com a toga. O modo de você, pelo contrário, de honrar a indicação é sendo independente, é transformar os pré-requisitos de investidura no cargo em requisitos de desempenho no cargo. Fui nomeado a partir de dois pré-requisitos, reputação ilibada e notável saber jurídico. Eu transformei isso, como me cabia, em requisitos de desempenho. Então, eu honrei minha nomeação.

Dos dez ministros no julgamento, sete foram nomeados por Lula ou por Dilma. Essa independência conta a favor deles? Os presidentes petistas erraram nas nomeações?
Isso honra os nomeantes. A nossa postura técnica, independente, isenta, desassombrada, é uma postura que honra os nomeantes. Não só os nomeados.

Apesar de membros do PT afirmarem que o julgamento foi político?
Sim, a despeito disso. Isso faz parte da liberdade de expressão. Esse tipo de queixa eu recebo como pura liberdade de expressão, aceito sem maiores queixas.

Como foram os três meses de julgamento? Sua rotina mudou?
Não mudou em nada. Continuei meditando todos os dias, tocando violão quase todos os dias. Eu apenas diminuí muito, o que foi ruim para mim, minhas saídas de casa para me deleitar com espetáculos públicos, teatro, música.

O vegetarianismo é um passo para a iluminação?
Não chegaria a isso, não. Agora, tudo tem uma lógica elementar. É claro que não vou explicar tudo pela lógica, porque o mundo do mistério existe e o mistério está fora da lógica convencional. Quando você olha para você e diz: "Não há ninguém dentro de mim, o meu corpo não está abrigando ninguém", quando você diz "eu sou um vazio", você enxota o ego.
Mas não há vácuo na natureza. O que acontece? O vácuo vai ser preenchido pelo universo, pelo Cosmos, pela existência, outros preferem dizer por Deus. Expulse de si o ego que o espaço deixado por ele vai ser instantaneamente ocupado pela existência. Aí você dialoga com a existência, isso é elementar. Aí você tem um vislumbre do eterno, do definitivo, mais clarividente, você abre os poros da lógica, do seu cartesianismo, você vê o direito por um prisma novo.
Agora, você paga um preço por isso. Qual é? Quando vê as coisas por um prisma totalmente novo, a sociedade não tem parâmetro para avaliar seu prisma diante do inédito para ela. Você é um antecipado, viu antes dela. O que ela faz, lhe desanca, lhe derruba, se não ela vai se sentir menor, inferiorizada, aturdida. O que ela faz, ela lhe desanca, você está errado, ou então você não é um cientista, você é um mistificador.
A sociedade não tem parâmetro para analisar os antecipados no tempo. Veja a lógica das coisas, o tempo só pode se guiar por quem anda adiante dele. São os espiritualistas, os artistas, porque eles não têm preconceitos, pré-interpretações, pré-compreensões.

Como definiria os sete meses no comando do Supremo?
Uma honra muito grande, pela oportunidade de, a partir do Supremo, servir à sociedade brasileira. Só faz sentido exaltar a figura da presidência nessa perspectiva, do serviço da coletividade. Fora disso, não é viagem de alma, é viagem de ego.

E como resumiria os nove anos que passou no Supremo?
Diria o seguinte: Em tudo o que faço, já não faço questão de ser reconhecido. O que faço questão é de me reconhecer. Fui eu mesmo nessas questões. Não perdi minha essência, minha mundividência.
Eu gravitei em torno dos valores que dão sentido, dão grandeza, dão propósito à existência individual e coletiva. Eu não perdi a viagem. A frase é essa.

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

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segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O Que Significa Blasé?


1. que exprime completa indiferença pela novidade, pelo que deve comover, chocar etc.Ex.: [ar b.] [atitude b.]

 

adjetivo e substantivo masculino

2. que ou aquele que está embotado pelo excesso de estímulos (sensoriais, afetivos, intelectuais etc.) ou de prazeres, e que se tornou insensível ou indiferente a eles

 

3. que ou aquele que tem ou demonstra apatia ou desinteresse em relação a tudo, por sentir ou crer ter esgotado todas as possibilidades de experiências ou sensações

4. Derivação: por extensão de sentido.

que ou aquele que se mostra entediado (sinceramente ou por afetação) com relação a coisas pelas quais a maioria das pessoas demonstra interesse

 

Etimologia

fr. blasé (1837) "indiferente, apático, que não demonstra emoção", part.pas. de blaser (sXVII-XVIII) "embotar o sentido do gosto, por excesso de comida e bebida, tornar-se indiferente ou insensível"

 

Gramática

fem.: blasée; pl.: blasés/blasées (fr.)

Um exemplo de blasé... é não ser blasé

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domingo, 16 de setembro de 2012

Sexta-Feira

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sábado, 15 de setembro de 2012

Samsung Note

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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Climb Attack Brazil - Drift Serra do Rio do Rastro

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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Suicídio



1 INTRODUÇÃO
Suicídio, ato intencional de encerrar a própria vida. O termo “gestos suicidas” é usado para descrever os comportamentos pelos quais os indivíduos agridem a si mesmos, freqüentemente com alguma gravidade, mas não necessariamente com a intenção de se matar. Em geral, os suicidas não conseguem tirar a vida na primeira tentativa e não é raro que algumas pessoas que cometem agressão contra si mesmas, com a finalidade de chamar atenção, acabem se matando sem querer. Todas as tentativas de suicídio e auto-agressão devem ser levadas a sério. É importante também procurar ajuda profissional para as pessoas que têm freqüentes fantasias suicidas.

2 DETERMINANTES HISTÓRICOS E CULTURAIS
Ocorreram suicídios em todos os períodos da história. Houve uma época em que se acreditou que esta era uma doença moderna, desconhecida nas culturas primitivas, generalização que jamais foi provada. Em algumas civilizações antigas, as taxas de suicídio eram relativamente altas, mas em outras desconhecia-se tal possibilidade. O diálogo de um homem com sua alma é um texto da literatura egípcia, aproximadamente do século XX a.C., escrito em um sarcófago, em que é debatida a possibilidade do suicídio.

Em geral, o suicídio não era condenado na antiga cultura grega. Platão foi uma exceção e reprovou o ato. Algumas escolas da filosofia grega, como os estóicos (ver Estoicismo) e os cínicos, estimulavam o suicídio em certas situações. Na Roma Antiga, o suicídio era uma prática relativamente comum, particularmente entre os escravos gregos e durante o período imperial (ver Império de Roma). A religião judaica, com sua ênfase na essência sagrada da vida humana, era contrária ao suicídio (ver Judaísmo). Há, no entanto, diversos episódios de suicídio na história judaica, entre os quais o mais famoso foi o suicídio coletivo de Massada, em 73 d.C., quando 960 judeus preferiram a morte a serem escravizados pelos romanos. A lei talmúdica (ver Talmude) proíbe a celebração de homenagens fúnebres às vítimas de suicídio, mas conforta os membros da família. Provavelmente, o suicídio era relativamente comum no início do cristianismo, durante o período do império romano. O primeiro cristão a condenar o suicídio foi Santo Agostinho, no livro Cidade de Deus. No século XIII, Tomás de Aquino condenou o suicídio com base em três postulados: era uma violação contra a autopreservação do indivíduo, contra a comunidade e contra os desígnios de Deus.
Certas culturas asiáticas tinham uma atitude complacente em relação ao suicídio. Em partes da Índia e da China, por exemplo, era comum uma viúva se matar depois de perder o marido. Também aceitava-se o suicídio quando um soldado era feito prisioneiro, em gesto de lealdade a um chefe morto ou, no caso de pessoas mais velhas, pelo desejo de não se tornar um estorvo para a família. No Japão, os guerreiros e os nobres utilizavam o suicídio como uma alternativa para se punirem depois de um crime e para evitar que a vergonha caísse sobre eles ou suas famílias. Um exemplo é o suicídio ritual ou haraquiri do escritor Yukio Mishima, insatisfeito pelo abandono dos valores da sociedade tradicional japonesa. Por outro lado, as sociedades muçulmanas (ver Islã) apresentam taxas de suicídio historicamente baixas. O Alcorão faz explícitas restrições ao ato e as taxas de suicídio continuam baixas entre os muçulmanos ainda hoje. Entre os deuses próprios da religião e da mitologia maia, existe Ixtab, a deusa dos suicídios.

Variam as leis sobre o suicídio. A Inglaterra proíbe o suicídio e pune com rigor as pessoas que tentam cometê-lo. Na maioria das culturas contemporâneas, o ato suicida é desestimulado por proibições legais ou por tabus religiosos. Na maior parte dos Estados Unidos, por exemplo, existem leis que proíbem ajuda a quem quer se suicidar. O ”suicídio” assistido por médicos — ou seja, o uso de drogas letais de efeito rápido que tem como finalidade interromper o sofrimento de uma pessoa com doença terminal — é legal em países como, por exemplo, a Holanda. Também chamado de eutanásia, esta opção pela morte tornou-se tema de debates devido aos avanços na medicina que podem aumentar a esperança e melhorar o padrão de vida de pessoas cujo quadro clínico seja desesperador. Um dos fundamentos da eutanásia é que o paciente tem direito de decidir sobre sua vida, sobretudo quando sua situação é irreversível.

Os sociólogos  tentaram explicar o suicídio a partir de fatores sociais e culturais. Émile Durkheim, por exemplo, viu o suicídio no contexto da degeneração dos vínculos sociais e no aumento do isolamento dos indivíduos. Outros sociólogos atribuíram o suicídio à urbanização, à desintegração da família nuclear e à tendência à secularização da sociedade.

3 CONSEQÜÊNCIAS
Invariavelmente, o suicídio de uma pessoa amada deixa os amigos e parentes devastados. Além da família, a vizinhança, a escola e o grupo profissional, todos sentem o impacto de um suicídio. Um suicídio pode destruir uma família e privar a sociedade de anos da capacidade produtiva e reprodutiva de um indivíduo. Em muitos casos, os suicídios podem ser impedidos. Uma compreensão mais abrangente dos fatores que levam alguém a este ato, e da doença psicológica relacionada a ele, podem ser importantes para impedir sua consumação. Além disto, o fácil acesso ao tratamento de doenças mentais e a melhoria nos serviços sociais para romper o isolamento de indivíduos vulneráveis são de fundamental importância para a prevenção do suicídio.

4 FATORES DE RISCO
Alguns estudos detectaram que certos grupos apresentam taxas de suicídio mais altas. A taxa entre os homens é três vezes maior do que entre as mulheres, embora entre elas o número de tentativas seja superior. Historicamente, as taxas são mais altas entre os idosos, embora no final do século XX tenha havido um significativo crescimento nas taxas de suicídio na faixa etária de 15 a 24 anos. O desemprego e a marginalidade aumentam o risco. Toda estatística feita a partir das amostragens de um grupo humano determinado (sexo, idade, condições de trabalho etc.), entretanto, deve ser conferida com aspectos tão complexos como a situação histórica e econômica do momento escolhido, os graus de avanço nos costumes e nas liberdades individuais, as possibilidades de acesso dos indivíduos as terapias psicanalíticas e não só psiquiátricas. Qualquer generalização é excessiva e pode cair no seu contrário, a parcialidade.

1 Fatores cognitivos e psicológicos
Entre os fatores psicológicos  que aumentam a possibilidade de suicídio, estão o desespero, a aparente impossibilidade de encontrar alternativas para a situação presente, excesso de ansiedade e uma idéia de que a morte pode ser uma saída para intensas dores emocionais. Autodesprezo, culpa e a perda no prazer de viver podem reforçar inclinações suicidas. A obsessão com a morte é um fator de risco. A existência de um plano suicida e os meios para colocá-lo em prática devem ser vistos com seriedade. Uma história pessoal marcada pela violência, a exclusão, tentativas de suicídio frustradas e homicídios aumentam o risco de um indivíduo se suicidar.

2 Fatores sociais
A ausência de apoio social é um importante fator de risco, já que os vínculos com a família e as instituições sociais podem diminuir a probabilidade de que alguém com tendências suicidas siga seus impulsos. Pessoas responsáveis pelo cuidado de pessoas jovens reduziram as taxas de suicídio.

3 Fatores econômicos e culturais
Os períodos de instabilidade econômica — como a Grande Depressão (ver Crise de 1929) — podem ser marcados por taxas de suicídio mais altas. Na chamada “década infame” (década de 1930) da história argentina, subiu a porcentagem de suicídios: foi o caso dos escritores Leopoldo Lugones e Alfonsina Storni, entre outros menos conhecidos ou anônimos. A sensibilidade extrema de muitos escritores tem conduzido em muitas ocasiões ao suicídio: Florbela Espanca e Alejandra Pizarnik, por exemplo. No século XIX, o suicídio costumava ser o desfecho da vida atormentada de muitos escritores românticos. As motivações políticas seriam a manifestação exterior dos suicídios de Joaquim Mouzinho de Albuquerque ou de Getúlio Vargas.

4 Fatores psiquiátricos e médicos
Geralmente, o suicídio ocorre no contexto de uma doença psiquiátrica. A doença mental mais comum associada ao suicídio é a depressão. Os pacientes com psicose maníaco-depressiva — doença caracterizada por súbitas alternâncias do humor —, com quadros de ansiedade (incluindo a síndrome do pânico e o estresse pós-traumático) e esquizofrenia também apresentam altas taxas de suicídio. A dependência química — consumo compulsivo de álcool ou drogas — também está relacionada a um grande risco de suicídio.

Alguns quadros médicos — especialmente câncer, Aids, doenças endocrinológicas, apoplexias e doenças neurológicas degenerativas — podem colocar um ser humano em grande risco de suicídio. Deve-se levar em consideração, no entanto, que a maioria das pessoas com graves problemas clínicos não se tornam suicidas, mas se alguma delas tem a fantasia da autodestruição, seu comportamento deve ser avaliado por um psiquiatra. Deve-se observar, no entanto, que, a despeito do amplo conhecimento sobre os grupos de pessoas que apresentam altas taxas de suicídio, não é possível prever com precisão quem tentará ou consumará o ato. Os esforços de se prever padrões de suicídio usando modelos baseados nos fatores de risco conhecidos não foram bem-sucedidos.

5 TRATAMENTO
Uma pessoa que fale em suicídio ou tente consumá-lo deve ser levada a sério. É necessária uma avaliação médica imediata. A avaliação da tendência de uma pessoa para o suicídio inclui a determinação de doenças psiquiátricas e médicas, a presença ou ausência de serviços sociais, perdas recentes, história pessoal de tentativas de suicídio ou atos de violência, história familiar, existência de um plano de suicídio e disponibilidade de meios para consumar o ato, e a possível influência de substâncias tóxicas.
O tratamento de pessoas suicidas é dividido em duas etapas. O primeiro passo é garantir a segurança da pessoa. Em muitos casos, há a necessidade de hospitalização, algumas vezes com acompanhamento 24 horas por dia. Deve-se eliminar o acesso a meios de autodestruição, escondendo armas, medicamentos e outras drogas existentes na casa. As pessoas suicidas devem ser mantidas em ambiente livre de riscos. Se o paciente não for hospitalizado, a presença de um membro da família ou amigo responsável pode ser suficiente, desde que o tratamento se inicie imediatamente.

O próximo estágio de intervenção é tratar qualquer doença subjacente. Pessoas com quadro de depressão e psicose maníaco-depressiva são geralmente tratadas com uma combinação de medicações e psicoterapia. Quadros de ansiedade podem responder a medicamentos, psicoterapia ou ambos. Dependentes químicos são aconselhados a se manter sóbrios, já que a intoxicação aumenta o risco de auto-agressões. Os grupos de mútua ajuda, terapias individuais e em grupo e medicamentos são indicados. Qualquer pessoa pensando em suicídio deve ser avaliada por um médico e um aumento no apoio social é de grande valia.
Depois da avaliação e do início do tratamento, o possível suicida poderá aproveitar-se dos tratamentos para doenças psiquiátricas. O uso ininterrupto de medicamentos é necessário e, geralmente, pacientes se beneficiarão na psicoterapia, que os ajudará a entender as origens de seus impulsos autodestrutivos, além de desenvolver meios mais eficazes de resolver problemas e se relacionar com outras pessoas. Tratamentos em grupo e envolvendo a família são usados com freqüência nesse tipo de paciente.

6 PREVENÇÃO
Embora as doenças psiquiátricas sejam conhecidas há décadas e seja cada vez maior o leque de tratamentos, as taxas de suicídio continuam a crescer. Em última instância, a prevenção do suicídio envolve intervenções em muitos níveis da sociedade. Já existem muitos programas de grande eficácia, como linhas telefônicas com conselheiros treinados para falar com pessoas em crise e programas que educam a comunidade sobre doenças mentais, ensinando a sociedade a reconhecer aqueles propensos à depressão e a outras desordens mentais. A conscientização das pessoas sobre o suicídio é de fundamental importância para que se possa identificar os grupos de risco.

A maioria das comunidades oferece alguns serviços para as doenças mentais, mas a disponibilidade de tratamento varia de modo significativo. Pode haver longos períodos de espera entre as consultas e freqüentemente a continuidade do tratamento é interrompida. As pessoas que sofrem de doença mental freqüentemente não percebem que podem se beneficiar de auxílio médico. Além disso, relutam em pedir ajuda e têm dificuldade de se ver no meio de uma rede de serviços comunitários. É fundamental que os recursos e serviços sejam acessíveis de modo que uma pessoa em crise possa ser imediatamente examinada por um profissional e um tratamento apropriado possa ser iniciado.

É importante também falar sobre o suicídio sem preconceitos. Manter o tabu não afasta sua possibilidade. Lygia Bojunga Nunes, autora de livros para crianças e jovens, escreveu sobre o tema no livro 7 cartas e 2 sonhos, em 1983.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Entrevista de Bill Gates a Globo em 1995

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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Pudim de Leite Moça

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

O Tempo Passa.....




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domingo, 9 de setembro de 2012

Pré-Modernismo - Literatura - Vestibulando Digital

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sábado, 8 de setembro de 2012

Reumatismo



Reumatismo, termo de uso popular aplicado a diversas afecções caracterizadas por rigidez, dor e hipersensibilidade das articulações e dos músculos.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

John Locke



Locke, John (1632-1704), filósofo inglês, fundador da escola do empirismo. Seu pensamento filosófico, desenvolvido em Ensaio sobre o entendimento humano (1690), destacou o papel dos sentidos na busca do conhecimento. Locke afirmava que a mente, no momento do nascimento, é como uma folha em branco sobre a qual a experiência imprime o conhecimento. Não acreditava na intuição, nem nas idéias inatas.

Em seus dois Tratados sobre o governo civil (1690), John Locke criticou a teoria do direito divino dos reis e afirmou que a soberania não reside no estado, mas no povo. Também escreveu Pensamentos sobre a educação (1693) e Racionalidade do cristianismo (1695).

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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Museu



Museu, instituição que abriga coleções de objetos de valor artístico, histórico ou científico, conservados e expostos para educação ou entretenimento do público.

Museum é uma palavra latina, derivada do grego mouseion, que, inicialmente, referia-se a um templo dedicado às nove Musas. Até o Renascimento, este termo não era aplicado em relação a uma coleção de objetos belos e valiosos. Os templos da Grécia antiga eram ricos em estátuas, vasos, pinturas e adornos em bronze, ouro e prata dedicados aos deuses; algumas destas obras eram expostas para o público. Da mesma forma, nos templos da antiga Roma (assim como nos espaços abertos, jardins, banhos e teatros) podiam ser contempladas obras de arte. Na Idade Média, as igrejas e os mosteiros da Europa guardavam jóias valiosas, esculturas, manuscritos e relíquias dos santos.

No século XVII, era freqüente a exibição de esculturas e pinturas sobre cavaletes nos salões ou galerias dos palácios e residências dos poderosos. Esta é a razão pela qual o termo galeria começou a ser utilizado para fazer referência ao local onde as obras encontravam-se expostas, para apreciação por seus proprietários ou pelo público em geral. As coleções de objetos artísticos ou curiosidades naturais de menor tamanho eram guardadas em gabinetes. Às vezes, a visitação era permitida para visitantes ilustres e, a partir dos séculos XVII e XVIII, foram abertas ao público em geral.

Alguns museus da atualidade foram constituídos na Europa do século XVIII, com acervos provenientes de coleções particulares ou reais. (Museu do Louvre, Museu Britânico, Museu do Prado).

Posteriormente começaram a surgir os museus modernos especializados em determinados temas ou áreas: museus universitários; de história; ou de ciências (Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, Museu Nacional de Antropologia da Cidade de México, Museu Americano de História Natural de Nova York, Museu Goeldi de Belém de Pará).

Os museus têm como função colecionar, conservar, estudar e interpretar diferentes objetos e seus acervos são formados de acordo com objetivos e normas de qualidade bem definidas. Os objetos escolhidos devem ser obras originais e adequadas para exibição, para o estudo ou ambos e documentados com informações precisas e acessíveis. É necessário que os museus cuidem da segurança, a conservação e a preservação das peças. Os profissionais que trabalham nos museus são museólogos, bibliotecários, arquitetos, iluminadores, restauradores e pesquisadores. Alguns museus contam com profissionais especializados em educação. Entre as atividades educativas, destacam-se a interpretação das coleções por meio de exposições permanentes, temporárias ou especiais; visitas guiadas; conferências e roteiros; programas de televisão e rádio; projeção de filmes e representações artísticas. Os museus costumam publicar catálogos sobre suas coleções e exposições contendo ilustrações e informações sobre os objetos, sua origem e história e a função desempenhada. Os mais importantes contam com bibliotecas especializadas para a pesquisa, o estudo e a documentação das peças.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Pessoas e identidade pessoal



1 INTRODUÇÃO
Pessoas e identidade pessoal, as palavras pessoa e humano são usadas em permuta: as pessoas são humanas e os humanos são pessoas. Entretanto, em certos contextos, o uso desses termos pode ser separado. Assim, os anjos são tradicionalmente considerados pessoas (sobre-humanas). O Pato Donald, mesmo não sendo tem uma personalidade — o que pode classificá-lo como humano (ver História em quadrinhos). A controvérsia gerada por algumas fantasias sobre computadores serem, um dia, considerados pessoas parece impossível. Mas, se essas fantasias os imaginassem já humanos, a controvérsia não faria sentido. A palavra humano, abreviação da expressão ser humano, parece ser mais identificada com a espécie Homo sapiens do que com pessoa. Essa última tem características psicológicas (ver Psicologia), embora também sugira aspectos biológicos.

Nos contextos morais, a palavra pessoa é, freqüentemente, usada para sustentar um status moral especial. Sendo assim, os debates sobre a permissividade do aborto enfatizam a questão de um feto ser ou não uma pessoa. E é mais provável que uma pessoa reclame que não está sendo tratada como pessoa do que como ser humano. Talvez seja possível explicar o peso moral associado à palavra pessoa através do pensamento que faz com que a participação em uma dada espécie biológica seja menos importante que a posse de certas características psicológicas (por exemplo, a racionalidade, ou capacidade de escolha por si). Ainda assim, o fato de geralmente considerarmos as pessoas anormais, ou não totalmente desenvolvidas, merecedoras de ao menos algumas formas de tratamento especial, sugere que o peso do significado moral é grande.

2 O CONCEITO DE PESSOA
Embora o conceito de pessoa possa ser distinguido da definição biológica ser humano, ele continua sendo problematicamente vago. Sabemos que certos acidentes e doenças envolvendo o sistema nervoso central podem reduzir as pessoas a um estágio primitivo, chamado animal. Mas quais tipos de atitudes e julgamentos são apropriados às pessoas? Que características um indivíduo deve ter para se encaixar nessa classificação? Nenhuma resposta satisfaz. Porém, um retorno possível à primeira pergunta é sugerida pelo filósofo inglês P. F. Strawson e se chama atitude reativa. Nesta classificação, estão incluídos vergonha, admiração, indignação, gratidão, ressentimento, respeito e desprezo. Eles expressam julgamentos de valor positivo ou negativo que parecem ser meritórios de acordo com o que os indivíduos em questão são ou fizeram. Poderemos gostar ou não de um cão ou um cavalo, ou até uma música ou uma comida, mas não seria apropriado, ou até compreensível, sentir respeito ou gratidão por essas coisas. Não faz sentido ter respeito ou gratidão por esse tipo de coisas. O tipo de ser por quem faria sentido ter esses sentimentos é identificado pelo termo pessoa.

Fixar o termo pessoa levanta uma questão: quais qualidades físicas e psicológicas qualificariam um indivíduo como pessoa? Todos concordam que a inteligência tem papel importante. Mas apenas a inteligência não é suficiente. Um indivíduo pode executar espontaneamente operações matemáticas extremamente complexas, mas que faz nada além, não seria uma pessoa. Em muitos casos, a capacidade da consciência de si mesmo, assim como a capacidade de utilizar a linguagem, são proeminentes. Elas sugerem que as pessoas devem ao menos ter o potencial de reconhecerem-se como pessoas, interagindo com outras. A capacidade de se motivar de algumas formas pode também ser essencial para o conceito de pessoa, como por exemplo, a tendência de formar desejos sobre o que se deseja ser. Uma idéia relacionada, mas diferente, é que as pessoas são caracterizadas por seus desejos e valores. De acordo com essa idéia, a habilidade de ser movido não só pelos apetites e desejos, mas também pelos julgamentos sobre o que seria bom desejar, pode ser essencial para qualificar o que é uma pessoa.

3 IDENTIDADE PESSOAL
A forma com que as pessoas são distinguidas das não pessoas é um problema filosófico: como uma pessoa é distinguível da outra e como uma pessoa única é identificada no tempo. Esses últimos itens definem o tópico filosófico da identidade pessoal. Na prática, é um problema distinguir pessoas diferentes ou identificar a mesma pessoa com o passar do tempo e, menos ainda, um problema intelectualmente enigmático (casos dramáticos de personalidade múltipla constituem uma exceção importante à regra). Porém, a investigação filosófica, originalmente motivada por um interesse na possibilidade de vida após a morte, traz à tona algumas questões: é possível que a nossa facilidade prática de distinguir e identificar as pessoas possa sustentar ilusões metafísicas ou até mascarar suposições incoerentes sobre o que as pessoas são.
No dia a dia, identificamos ou distinguimos as pessoas pelas suas características físicas, ou seja, por sua aparência. Porém, quando separamos os conceitos de pessoa e de ser humano, a associação de um corpo com uma só pessoa parece apenas uma casualidade feliz. Além disso, quando as pessoas pensam sobre suas identidades, raramente pensam sobre os seus corpos. Eles não têm nenhuma dificuldade em se imaginarem vivendo em tempos diferentes, tendo parentes diferentes, ou até pertencendo a uma espécie diferente.

John Locke, o filósofo inglês do século XVIII, utilizou o exemplo “a alma de um príncipe, carregando consigo a consciência da vida passada do príncipe, entrando e materializando-se na forma de um sapateiro, logo após ser abandonado pela sua própria alma”. Se, assim como Locke acreditava, imaginarmos que “a mesma pessoa com o príncipe” vem para habitar o corpo do sapateiro morto, isso parece afirmar que uma pessoa não é necessariamente idêntica ou está ligada ao seu corpo original.
Essa conclusão pode parecer feliz e não muito surpreendente, particularmente para aqueles preocupados com a imortalidade da alma. Afinal, a alternativa mais natural à hipótese de uma pessoa ser idêntica ao seu corpo é a pessoa ser idêntica à sua alma. Locke, entretanto, também levantou questões turbulentas sobre essa hipótese.

A existência das almas, ou de substâncias individuais não materiais que são as formas não físicas análogas aos corpos, é um assunto controvertido. A dificuldade de Locke surge mesmo se deixarmos esse assunto de lado. No exemplo de Locke, imaginamos que a alma do príncipe levava consigo a consciência da vida passada do príncipe. Mas a conexão entre uma substância não material em particular e a consciência de certas experiências passadas não é menos contingente que a conexão entre essas experiências e um corpo em particular. Contanto que o julgamento do “príncipe no sapateiro” seja baseado na imaginação de seus pensamentos — talvez, o seu despertar, para encontrar-se em um lugar não familiar, rodeado de sapatos velhos e pedaços de couro, procurando onde colocou sua coroa e quais eram as providências a tomar para o banquete da semana seguinte — ele apoiará a visão de que a atribuição da identidade pessoal está ligada não à persistência da alma, mas à continuidade da consciência. De acordo com essa visão, a pessoa que se é constitui-se ou é determinada por seus pensamentos e experiências, e não pelo invólucro ou sujeito dessas experiências. A identidade pessoal, portanto, seria uma questão da psicologia de um indivíduo, e não de algum substrato físico ou metafísico que fundamenta essa psicologia.

De uma certa perspectiva, essa visão parece ser a mais natural de todas, pois sugere ligações próximas entre pessoas e personalidades, e entre a identidade pessoal e as tendências pessoais das pessoas. Por outro lado, estamos acostumados a pensar a “mesma” pessoa passando por mudanças em sua personalidade: o gerente de uma loja de produtos naturais costumava comer somente hambúrgueres e bolos de chocolate; o presidente do banco costumava defender a revolução e a abolição da propriedade privada. Até mesmo as mudanças radicais no caráter e a perda de memória, sem mencionar o desenvolvimento da infância até a maturidade, não são interpretados tipicamente como uma substituição literal de uma pessoa pela outra. Se a identidade pessoal é uma questão de psicologia, então ela não é uma questão de psicologia estática: um grupo estático de pensamentos, interesses e traços de caráter que são mantidos com o passar do tempo. Ao invés disso, a identidade pessoal deveria consistir na existência de uma corrente psicológica causal contínua, na qual os pensamentos e experiências de uma época levam aos pensamentos e experiências da próxima, sem que eles sejam naturalmente preservados. Estritamente, isso significaria que a identidade pessoal não busca a identidade de alguma coisa contínua. De fato, de acordo com Locke, o conceito de “pessoa” deveria ser compreendido somente como um aparato retórico para associar os indivíduos atuais com as ações do passado, para que se possa atribuir responsabilidade aos mesmos.

Como tendemos a pensar em nós mesmos e nos outros como pessoas em continuidade, a conclusão de que, na realidade, elas são inexistentes pode parecer bastante alarmante pois parece afirmar que os indivíduos mais queridos de uma pessoa, incluindo a si próprio, não existem. Além disso, a sugestão pode parecer incoerente porque as pessoas parecem não ter escapatória da consciência de si mesmas. Uma pessoa se lembra de ter plantado um carvalho anos atrás, ou de uma viagem para a Itália há dez anos. Realmente, alguns filósofos argumentaram que a própria noção da persistência no tempo é derivada da consciência da própria existência continuada. Portanto, a identidade pessoal constitui o paradigma da persistência, em analogia ao qual a identidade de todas as coisas no passar do tempo podem ser atribuídas.

As intuições fortes de um ser substancial contínuo não podem garantir a sua veracidade. David Hume, reconhecendo essas fortes intuições, discutiu ainda assim que a idéia de um tal ser é uma ficção criada inconscientemente pela mente que, por ser preguiçosa, confunde uma série conectada por causas de estados conscientes assemelhados entre si com uma única consciência que persiste no tempo. A reconsideração de alguns pensamentos anteriores pode suscitar simpatia às idéias de Hume. Quando me imagino como membro da corte de Luís XIV, o que estou realmente imaginando? Se é alguma essência psicológica, algum conjunto especial de traços do caráter que são essenciais a mim, de onde vem esse conjunto de traços do caráter? Se, por outro lado, não existem características psicológicas que necessariamente compartilhamos, em que sentido sou eu mesmo que estou imaginando como cortesão?

Parece possível que Locke e Hume estejam corretos e que as pessoas não sejam nada mais que correntes contínuas de estados conscientes. Além disso, essa visão é atraente, à medida que apóia a crença de que a introspecção é normalmente a base mais segura para os julgamentos da identidade através do tempo, além de oferecer uma base plausível para explicar porque os indivíduos significam algo para nós. Porém, ela também gera conseqüências que chocam-se com crenças profundamente arraigadas, a grau tal, que várias pessoas a consideram inaceitável. Essa visão significa que se houvesse um método confiável para transferir todo o conteúdo psicológico de uma mente individual para outra, a fantasia de Locke (do príncipe entrando no corpo do sapateiro) poderia ser realizada. Uma pessoa poderia ir dormir de manhã, antes de uma operação de transferência psicológica, e acordar aquela noite dentro ou conectada a um organismo físico inteiramente diferente. Isso pode parecer surpreendente, mas se tentarmos imaginar uma transferência desse tipo a dois corpos, os resultados podem ser ainda mais impressionantes. A pessoa original não pode ser literalmente identificada com nenhuma das duas recentemente operadas, mas não teríamos meios tampouco de identificar o original com um ao invés do outro. Esse experimento mental adicional apenas expõe a dificuldade básica da definição de uma identidade pessoal como matéria mental, separável de qualquer personificação em particular e transferível de um corpo para outro.

A visão da continuidade psicológica também se encaixa às visões gerais sobre a responsabilidade moral. Normalmente se acredita que, se todas as coisas são iguais, as pessoas devem ser punidas pelos crimes que cometeram. Seria, por outro lado, terrivelmente impróprio punir as pessoas por crimes que não cometeram, mesmo que acreditem que os tenham cometido ou talvez até pensem se lembrar deles e, além disso, tenham uma personalidade que se assemelhe muito àquela do criminoso. De acordo com a visão da pessoa como uma corrente contínua de estados conscientes, porém, a diferença entre a realização real do crime e a mera crença de tê-lo cometido reduz-se a um patamar muito ínfimo no qual basear a justificativa da punição de um indivíduo.

Esses questionamentos levam muitos a rejeitar a visão da continuidade psicológica em favor da visão de que uma pessoa é, afinal, o motivo persistente de experiências, ao invés de uma corrente consistindo de experiências em si. O ceticismo sobre a existência das almas apóia as propostas que identificariam as pessoas, compreendidas como objetos de experiências, como seres físicos. Aqui, a controvérsia surge sobre quais seres físicos seriam apropriados como candidatos para a identificação. A conexão direta entre o conteúdo psicológico e a mente sugere que a identidade pessoal está fortemente aliada à identidade mental. Mas a obscuridade mental relativa com respeito aos meios pelos quais identificamos a nós mesmos e aos outros no dia-a-dia, e o papel menor que eles representam em nossas preocupações patentes, sugerem que a identidade pessoal está mais proximamente conectada aos corpos humanos como um todo.

Normalmente, simplesmente reconhecemos nossos colegas, vizinhos e amigos como as mesmas pessoas com quem lidamos ontem ou na semana passada. Se os cortes de cabelo, as plásticas e até o desfiguramento radical fazem ocasionalmente com que a identificação seja difícil, ao menos podemos imaginar que poderíamos ter seguido as pessoas em questão de antes para depois. As questões sobre se um homem ou mulher que sofreu mudanças físicas dramáticas é ou não a mesma pessoa poderão continuar, mas da mesma forma, permanecerão as questões sobre se uma escultura quebrada por bombas é realmente a mesma estátua, ou se um carro que teve suas partes gradualmente trocadas continua sendo o mesmo carro. Consistentes com a visão segundo a qual as pessoas são organismos físicos distintos, os problemas remanescentes sobre a identidade pessoal são análogos aos problemas envolvendo a identidade de objetos inanimados através do tempo.

Ocasionalmente, as realizações científicas cristalizam as questões filosóficas. Em 1993, biólogos pesquisadores anunciaram um procedimento que clonava embriões humanos. O material genético de um único embrião podia ser desencaroçado de uma forma tal que forneceria uma base para uma ou mais cópias. O embrião original ainda reteria todas as informações genéticas necessárias para o seu próprio desenvolvimento. Será a clonagem, portanto, uma ameaça à unicidade preciosa do indivíduo? A identidade de uma pessoa é uma mistura de disposições geneticamente baseadas: a maquiagem genética predispõe certos traços e capacidades comportamentais e as influências ambientais que podem distorcer, alimentar ou modificar de outra forma essas disposições. A clonagem afetaria a primeira parte desse composto, mas não a segunda. Se a identidade pessoal é trama integral da memória, do pensamento, da emoção e da personalidade, como expressados e gerados por um aparato físico inteiramente desenvolvido, então não há uma forma conhecida pela ciência para clonar um sistema tão complexo. Mas suponhamos que ela existisse. Estaríamos então sob risco de perdermos a nossa unicidade? Poderemos nos encontrar cara a cara com indivíduos que se parecem e se comportam como nós, mas tais ecos de nós mesmos nunca estariam na posição de conhecerem como é sermos nós mesmos. Ou seja, a clonagem do ponto de vista subjetivo — através da qual a identidade pessoal se experimenta a si mesma — ou algo semelhante não poderia existir.
O sentido limitado no qual a clonagem poderia ser reconhecida como duplicação da identidade pessoal mostra a complexidade das pessoas. Por mais física que nossa aparência possa ser, ela tem propriedades subjetivas e essas não podem ser copiadas. A identidade pessoal permanece um assunto metafísico, além do puramente biológico.

Existirá uma solução para o problema metafísico da identidade pessoal, e qual é a diferença que ela fará? As respostas a essas questões variam de acordo com as perspectivas dos indivíduos. Para alguns, o interesse contínuo sobre a possibilidade da vida após a morte garante a importância duradoura do assunto, pois a crença na imortalidade parece requerer a identificação das pessoas com almas não materiais. Compreender as pessoas como seres essencialmente físicos, sendo mentes ou corpos, abala essa crença e apóia as nossas preocupações com a distinção fisicamente identificável entre indivíduos, mesmo passando por modificações psicológicas dramáticas. No mínimo, a persistência da controvérsia nesse campo prova a incrível flexibilidade dos poderes da auto-identificação imaginativa.


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terça-feira, 4 de setembro de 2012

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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

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domingo, 2 de setembro de 2012

Storify: Caetano Veloso

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sábado, 1 de setembro de 2012

Hoje na História: 01 de Setembro de '1972

O americano Bobby Fischer conquista o título de campeão mundial de xadrez, após derrotar o soviético Boris Spasski.

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