terça-feira, 31 de julho de 2012

15 Anos de South Park

Na metade de 2011, o personagem Stan, do desenho "South Park", estava com um dilema. Não sentia mais alegria na vida, tudo parecia chato, nem mesmo os amigos prestavam. Tudo estava tão ruim que o garoto de 10 anos só tinha uma sensação durante as 24 horas do dia: estar comendo, cheirando e vivendo com cocô.


Os espectadores, aflitos por chegarem ao fim de um episódio sem rir, foram levados a pensar que o momento desiludido de Stan era um sinal do cansaço dos criadores Trey Parker e Matt Stone com a série. Fãs esperam o pior: o fim da animação mais malcriada da televisão nos últimos 15 anos – o primeiro episódio foi ao ar em 13 de agosto de 1997.
Mas, para alívio de quem não consegue passar o dia sem uma ofensa absurda de Cartman ou as falas abafadas pelo gorro laranja de Kenny, a emissora Comedy Central anunciou a prorrogação da série até o final de 2016.
Dados da consultoria Nielsen, que mede os índices de audiência nos Estados Unidos, mostram que “South Park” continua a atrair de 2,5 milhões a 3 milhões de espectadores por episódio – base sólida de fãs, ainda que menor do que as 6 milhões de pessoas que assistiam à série durante a segunda temporada no país.
Somente no Brasil, de 2011 a 2012, houve um crescimento de 100% no número de pessoas entre 18 a 34 anos assistindo à série pelo canal VH1 – emissora que, assim como a Comedy Central, faz parte do conglomerado Viacom.
Reconhecimento nos EUA
A série é focada no cotidiano da cidade de South Park, um reduto de preconceito no interior dos Estados Unidos, onde quatro crianças se vêem tanto em situações absurdas como brincar de pirata em mares somalianos e masturbar cães, ou vivendo crises comuns da pré-adolescência na escola como bullying, lista de meninos mais bonitos e visitas à diretoria.
O segredo está no formato das histórias: cada uma com uma lição de moral no final, que é antecedida por uma série de críticas ao comportamento e à sociedade norte-americana.
Mesmo sem a força do final da década de 1990, South Park continuou a receber elogios da imprensa norte-americana. Em 2007, a série foi incluída na lista da revista "Time" como um dos 100 melhores programas de televisão de todos os tempos.
No ano seguinte, o site Entertainment Weekly pôs a criação de Trey Parker e Matt Stone em 12º lugar entre os melhores programas de TV nos últimos 25 anos.
Durante os 15 anos no ar, a série recebeu quatro prêmios Emmy -- o que não impediu que Trey Parker e Matt Stone mirassem seus canhões até mesmo contra a própria premiação, ao mostrar cenas do pai de Stan defecando em "More Crap", episódio da 11ª temporada, como se fossem momentos dignos de receberem uma estatueta.
“Muito americano”
No Brasil, a chegada do desenho aconteceu apenas em maio de 1998, com a estreia no canal de TV a cabo Multishow. Seis meses depois, as aventuras de Stan, Kyle, Kenny e chegavam à rede aberta brasileira pela primeira vez na MTV.
"Lembro que o Mantovanai, meu chefe à época, não gostou, achou muito americano e vetou a compra", conta Zico Góes, diretor de programação da emissora e responsável por trazer a animação para o canal de música – tida como uma espécie de sucessora de “Beavis & Butthead”.
"Deixei a poeira baixar e voltei à carga um mês depois. Acho que peguei o cara no contrapé, ele já não se lembrava mais", brinca Góes, que teve a permissão para adquirir a série por quase US$ 3 mil a cada episódio. Caro para os padrões da MTV Brasil, o desenho se tornou em um sucesso absoluto durante o final da década de 1990 no país.
Alvo favorito: religiões
Parker e Stone eram dois alunos do curso de cinema da Universidade do Colorado -- mesmo estado que serve como lar para a "pacata" cidade interiorana apresentada no desenho – quando se conheceram.
Em 1992, eles criaram um vídeo sobre quatro garotos que mais tarde se tornariam conhecidos no mundo inteiro. Nas imagens, um tema que mais tarde seria recorrente para os dois criadores: a zombaria com o espírito natalino (veja o vídeo abaixo).

Veja animação de 1992 que deu origem a "South Park"

Desde então, mexer com religião tornou-se uma forma de viver o sonho da imparcialidade. “Democráticos”, os episódios de “South Park” já mostraram: padres católicos pedófilos, Buda cheirando cocaína, muçulmanos terroristas e judeus perseguidos por uma legião de fanáticos por Mel Gibson.
Mas nada que se compare aos ataques frontais à Cientologia – religião defendida fervorosamente por famosos como Tom Cruise e John Travolta. As críticas às teorias do culto criado por L. Ron Hubbard no século 20 começaram no episódio “Trapped in the Closet” -- quando Stan é eleito como a nova encarnação do líder religioso.
Já na política, preocupados em não serem taxados nem como conservadores e muito menos como liberais, os dois criadores conseguiram irritar os dois lados. O episódio “I’m a Little Bit Country” é uma verdadeira tese da dupla sobre a capacidade dos cidadãos dos EUA em defenderem liberdades individuais dentro casa e, ao mesmo tempo, serem entusiastas de guerras no exterior.
Mas a criatividade – e sordidez – do desenho vai muito além: bichinhos fofos da floresta fazendo sexo entre si e louvando o diabo, bebês disputando pedrinhas de crack, e a genitália da apresentadora Oprah Winfrey carregando uma arma são apenas alguns exemplos do que as mentes de Parker e Stone são capazes.
Rivalidade com “Uma Família da Pesada”
Nos últimos anos, o estilo de humor de "South Park" é constantemente comparado ao de outra atração conhecida pelo escracho: “Uma Família da Pesada”, desenho da Fox idealizado por Seth MacFarlane.
Parker e Stone deixaram clara a aversão à série criada por Seth MacFarlane e usaram "South Park" para deixar a crítica mais clara: o especial de dois episódios “Cartoon Wars” retrata “Family Guy” como um programa com piadas descartáveis, que não ajudam na construção do roteiro.
Na trama, a cidade de South Park entra na mira de fundamentalistas islâmicos, que não se conformam com o fato da série da Fox exibir a imagem de Maomé, o profeta da fé muçulmana. Durante a corrida para salvar a cidade, Cartman acaba descobrindo que as piadas da série são criadas por marmotas.
A segunda parte do especial ainda contou com o personagem Bart, grande rosto de “Os Simpsons”, cedido pela equipe do criador Matt Groening – que também compartilha da mesma opinião de Parker e Stone sobre “Uma Família da Pesada". Em resposta ao ataque, Seth MacFarlane ironizou o fato de “South Park” gastar dois episódios inteiros para zombar de sua série.
Broadway, Hollywood e E3
Mas, de volta a 2011, a crise de Stan não foi o único motivo para que fãs temessem a falta de interesse de Parker e Stone em South Park. Na mesma época em que se especulava o fim, a peça “The Book of Mormon”, projeto da dupla com o compositor Robert Gomez, vencia nove prêmios Tony – entre elas a estatueta de melhor musical.
Rivalidade com “Uma Família da Pesada”
Nos últimos anos, o estilo de humor de "South Park" é constantemente comparado ao de outra atração conhecida pelo escracho: “Uma Família da Pesada”, desenho da Fox idealizado por Seth MacFarlane.
Parker e Stone deixaram clara a aversão à série criada por Seth MacFarlane e usaram "South Park" para deixar a crítica mais clara: o especial de dois episódios “Cartoon Wars” retrata “Family Guy” como um programa com piadas descartáveis, que não ajudam na construção do roteiro.
Na trama, a cidade de South Park entra na mira de fundamentalistas islâmicos, que não se conformam com o fato da série da Fox exibir a imagem de Maomé, o profeta da fé muçulmana. Durante a corrida para salvar a cidade, Cartman acaba descobrindo que as piadas da série são criadas por marmotas.
A segunda parte do especial ainda contou com o personagem Bart, grande rosto de “Os Simpsons”, cedido pela equipe do criador Matt Groening – que também compartilha da mesma opinião de Parker e Stone sobre “Uma Família da Pesada". Em resposta ao ataque, Seth MacFarlane ironizou o fato de “South Park” gastar dois episódios inteiros para zombar de sua série.






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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Reflexão

‎"A maturidade me permite olhar com menos ilusões,
Aceitar com menos sofrimento...Entender com mais tranquilidade...
E querer com mais doçura..."
Lya Luft

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domingo, 29 de julho de 2012

Óculos de grau


Óculos de grau, lentes ou prismas colocados na frente dos olhos para compensar diversos defeitos da visão. A forma mais comum consiste num par de lentes de vidro, sujeitas por uma moldura de metal ou plástico, que se adapta à ponte do nariz.

As lentes dos óculos de grau são polidas em forma esférica côncava para a miopia, convexas para a hipermetropia, lentes cilíndricas para o astigmatismo (curvatura não uniforme do cristalino) e prismáticas para defeitos de convergência. As lentes bifocais são utilizadas para proporcionar um grau de correção diferente de acordo com a distância da visão.

Além de corrigir os defeitos da visão, os óculos são usados ainda para proteger os olhos. Um exemplo conhecido são os óculos de sol, usados para proteger os olhos dos raios solares. Para evitar a exposição dos olhos aos raios actínicos das chamas de soldas, os trabalhadores utilizam óculos com um matiz mais intenso. Os óculos de mergulho permitem a visão debaixo d'água.

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sábado, 28 de julho de 2012

Vida Dura da Goleira da Sel. Bras. de Handeball

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Em Caso de Desencontros

Em Caso de Desencontros by Rogsil
Em Caso de Desencontros, a photo by Rogsil on Flickr.

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Naturalismo (filosofia)


Naturalismo (filosofia), na filosofia ocidental, movimento segundo o qual a natureza constitui o conjunto da realidade e pode ser compreendida apenas através da pesquisa científica. Nega a existência do sobrenatural e diminui a importância da metafísica. Está relacionado com o Empirismo britânico e o Positivismo europeu.

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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Hedonismo



Hedonismo, doutrina segundo a qual o prazer é o único ou o principal bem da vida e sua busca a finalidade ideal da conduta. Na antiga Grécia existiram duas importantes escolas hedonistas: os Cirineus, ou Hedonismo Egoísta, e os Epicuristas, ou Hedonistas Racionais. Nos séculos XVIII e XIX, Jeremy Bentham e outros filósofos britânicos propuseram o Hedonismo Universal, conhecido como Utilitarismo.

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terça-feira, 24 de julho de 2012

Louis Althusser


Althusser, Louis (1918-1990), filósofo francês, o mais influente teórico marxista  durante a década de 1970. Nasceu em Birmandreis, Argélia, e desenvolveu uma brilhante carreira acadêmica em Paris, o que lhe permitiu ascender à uma cátedra no Collège de France. Os últimos anos de sua vida foram dominados pela instabilidade mental que o levou, em 1980, a assassinar sua esposa.

Althusser tornou-se mundialmente conhecido em 1965, após a publicação de A revolução teórica de Marx, seguida no mesmo ano de Para ler O Capital. Estes dois trabalhos desafiaram a interpretação dominante do marxismo, marcada por temas humanistas e hegelianos  herdados em grande parte dos primeiros escritos de Karl Marx. A esta concepção, Althusser propôs uma leitura do marxismo em termos estruturalistas. Althusser defendia que a sociedade era formada por uma hierarquia de estruturas, diferentes umas das outras, que gozavam de relativa autonomia embora, em última instância, condicionada por considerações econômicas. Desta forma, a História era um processo sem sujeito: os seres humanos não passavam de meros suportes ou efeitos das estruturas sociais. Esta perspectiva implicava uma leitura anti-humanista de Marx pois recusava a idéia de uma natureza humana universal.

O pensamento de Althusser — apesar da sofisticação, fecundidade e de não oferecer uma versão reducionista do materialismo histórico marxista — foi criticado pela excessiva carga teórica e carência de bases científicas.

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

Joelho



Articulação da coxa com a perna.

É formado por três ossos. O extremo inferior do fêmur forma os côndilos femurais, que têm a forma de duas rodas largas, unidas pelo seu centro e pela sua face anterior; entre ambos, aparece o espaço intercondiliano. O extremo superior da tíbia, os platôs tibiais externo e interno, apresentam a forma de bandejas plano-côncavas, unidas pelo centro na zona das espinhas tibiais (ântero-interna e pôstero-externa). Sobre os platôs tibiais, apóiam-se (com a interposição dos meniscos), giram, deslizam e giram os côndilos femurais, estendendo ou flexionando o joelho. A rótula é um osso com forma de disco biconvexo, incluso no tendão do quadríceps, que se apóia sobre a face anterior dos côndilos femurais, e desliza para cima e para baixo ao se estender e se flexionar o joelho.

Fêmur e tíbia estão unidos por uma cápsula articular e potentes ligamentos laterais (externo e interno) e cruzados (anterior e posterior, que unem o espaço intercondiliano com as espinhas tibiais). O músculo quadríceps estende o joelho e os isquiotibiais (bíceps femural, semitendinoso, semimembranoso) o flexionam.

Na face posterior do joelho encontra-se o oco poplíteo, entre os músculos isquiotibiais da coxa e os gêmeos da perna. Por essa região poplítea passam os vasos e os nervos. A artéria e a veia poplíteas procedem da femural superficial e acabam por se dividir em três: a tibial anterior, a tibial posterior e a peronial. O nervo ciático divide-se em tibial posterior e ciático poplíteo externo (este, depois, vai se bifurcar em perônio profundo e superficial).

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domingo, 22 de julho de 2012

Depressão severa paralisa a vida da pessoa

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sábado, 21 de julho de 2012

Psicopatia é sintoma do século que começa

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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Ombro



Ombro, região súpero-lateral do tronco dos primatas, na qual nascem as extremidades superiores (os braços).

Seu esqueleto inclui a omoplata, a extremidade externa da clavícula e a extremidade superior do úmero. A clavícula, pela parte da frente, e a omoplata, pela parte de trás, formam a cintura escapular. Esses ossos articulam-se entre si na articulação acromioclavicular, que é reforçada por ligamentos acromioclaviculares e coracoclaviculares. O úmero se articula com a omoplata na articulação glenoumeral.

A luxação de ombro é a luxação glenoumeral. Essa articulação é reforçada pela roda glenóidea e a cápsula articular. Quando esses reforços sofrem um rompimento ou cicatrizam frouxamente, produz-se uma luxação recidivante (ou seja, que se repete, inclusive com traumatismos mínimos), para a qual é necessário tratamento cirúrgico.

A articulação glenoumeral é rodeada pelo manguito dos rotadores do úmero, conjunto de tendões dos músculos subescapular (anterior), supra-espinhoso (superior), infra-espinhoso e redondos menor e maior (posteriores), que são muito sujeitos a inflamações crônicas (tais como tendinites, síndrome de ombro doloroso e ombro bloqueado ou gelado), e também a rupturas espontâneas e traumáticas. O úmero, além disso, é movido pelos potentes músculos deltóides (elevador), dorsal largo e peitoral maior (aproximadores, que elevam o tronco quando está imóvel o membro superior). A omoplata é controlada pelo trapézio (elevador), rombóide e elevador da escápula.

Abaixo da articulação glenoumeral encontra-se o oco da axila, região de passagem dos vasos (artéria e veia axilares) e nervos da extremidade superior.

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quinta-feira, 19 de julho de 2012

Imagens em Reflexão

Rogsil - View my most interesting photos on Flickriver

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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Epicondilite


Epicondilite, afecção musculo-esquelética dolorosa do cotovelo, também chamada de cotovelo de tenista. Localiza-se sobre o epicôndilo lateral do cotovelo, na área do úmero em que os músculos extensores do antebraço se inserem no osso. É uma patologia por sobrecarga.

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terça-feira, 17 de julho de 2012

On the road - Jack Kerouac

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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Luciana Saddi: A Felcidade


A sociedade de consumo transformou o significado da felicidade. Comprar virou sinônimo de completude. A afirmação é da blogueira Luciana Saddi.

“Acreditamos merecer tudo e um pouco mais, como se fossemos as vítimas a esperar ressarcimento pelos direitos negados”, afirma a psicanalista.

A especialista observa que a “posição de coitado” é marca dos nossos dias. “São vítimas passivas que reclamam e não se responsabilizam pelos próprios atos”.

Esse desejo de felicidade instantânea gera compulsões, adições a drogas e infantilismo em adultos. “Dá próxima vez que assistir alguém propagar com pompa o direito a ser feliz, desconfie”, alerta a blogueira. 

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domingo, 15 de julho de 2012

Eu Quero Tchu, Eu Quero Tcha - Homer Simpson

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sábado, 14 de julho de 2012

Play The Game

Play The Game by Rogsil
Play The Game, a photo by Rogsil on Flickr.

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Wheels Steel

Wheels Steel by Rogsil
Wheels Steel, a photo by Rogsil on Flickr.

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Ipanema Park

Ipanema Park by Rogsil
Ipanema Park, a photo by Rogsil on Flickr.

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

E Dia de Feira!

E Dia de Feira! by Rogsil
E Dia de Feira!, a photo by Rogsil on Flickr.

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Somewhere in The Present

Somewhere in The Present by Rogsil
Somewhere in The Present, a photo by Rogsil on Flickr.

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Acreditar que filmes substituem livros é um erro gigantesco, diz escritor espanhol. Para Javier Cercas, cinema não significa necessariamente um prejuízo para a literatura


Opera Mundi - O que significa Jorge Luis Borges em sua vida?
Javier Cercas  -
 Muito. A Wikipédia diz que me tornei escritor depois de ler Borges. Isso não é verdade. Na realidade, comecei a ler Borges com 15 anos e achei tão bom que não consegui fazer mais nada a não ser continuar a lê-lo. O resultado foi que comecei a escrever muito mais tarde do que imaginava. É um escritor importantíssimo, talvez ainda mais importante para nós que escrevemos em espanhol. Não se pode escrever em espanhol sem ler, ou melhor, sem ter assimilado Borges.

OM - Susan Sontag e Mario Vargas Llosa elogiaram muito seu Soldados de Salamina. De todos os romances que produziu, esse é também o que você mais gosta?
JC -
 Essa é uma pergunta muito difícil. Soldados de Salamina não me parece ruim. Eu deveria odiá-lo, porque todos só falam dele. Mas não o odeio. Continuo me sentindo confortável com ele, não me incomoda. Às vezes um escritor consegue muito sucesso com um livro, todos começam a falar só dele e aí acaba o odiando. É um livro raro, mas tudo o que escrevo é raro. Estou bem feliz com ele.
Um pouco do êxito de Soldados de Salamina foi reabrir a história da Espanha. Lá a história é muito fechada. Em seu êxito brutal e inesperado, o livro contribuiu ao menos para reabri-la. Certamente.
OM - Estive certa vez em uma livraria e uma senhora deixou de comprar um dos livros do sueco Stieg Laarson somente porque a mesma história estava sendo exibida nos cinemas. A transformação de livros em filmes representa um prejuízo para a literatura?
JC -
 Um filme é um filme e um livro é um livro. São coisas totalmente distintas. É um erro gigantesco e evidente acreditar que um filme substitui um livro. O filme de Soldados de Salamina, por exemplo, é totalmente diferente do livro. Trata-se de uma interpretação do livro. Cada leitor interpreta a obra de um maneira e o diretor faz o mesmo. Obviamente não pode substituir o livro porque o livro acontece na cabeça de cada pessoa.
Também não penso que seja um prejuízo para a literatura [transformar livros em filmes]. Pode ser inclusive um benefício. Traduzir um livro em imagens é uma leitura e essa leitura pode ser boa ou má.
OM - Você menciona várias vezes as narrativas reais em seus livros. Qual a diferença entre narrativa real e jornalismo?
JC -
 O momento real é mais uma espécie de crônica do que de jornalismo. Mas Soldados de Salamina não é uma narrativa real. Seu narrador diz que é, mas jamais podemos acreditar no narrador, essa é a primeira regra da literatura.
Ainda que a crônica e o jornalismo persigam a verdade, temos de ter a consciência de que não é possível alcançá-la. Só se pode tentar alcançá-la. Quem pensa que fazendo jornalismo está dizendo a verdade ou é louco, ou é um fanático, ou é um tonto, ou é um canalha, o que é mais provável.
OM - Em seu livro, há uma personagem chamada Aguirre que diz que “escrever em jornais não é escrever”. Você concorda com isso?
JC -
 Não. Isso quem disse foi o Javier Cercas do romance. Na realidade eu acredito que pode-se escrever tão bem ou tão mal em jornais quanto em romances. Não acredito que há gêneros literários melhores ou piores. Há, sim, melhores ou piores formas de se usar os gêneros literários. Há opções e capacidades. Boa parte da melhor literatura que já se escreveu em espanhol no século XX é a literatura que está nos jornais. As coisas que digo no livro têm sentido dentro do livro. Não sempre para toda a minha vida.
OM - Há um momento no qual o narrador de Soldados de Salamina diz não saber ao certo diferenciar um bom escritor de um grande escritor. Você consegue estabelecer essa diferença?
JC - 
Essa é uma boa questão. Sei apenas que há poucos grandes escritores no mundo. Cervantes, Kafka, Proust, Conrad são grandes escritores. Borges, como estávamos falando. Gosto muito de Hemingway.

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domingo, 8 de julho de 2012

Reflexão Dominical

O erotismo é o grande triângulo entre o homem, a mulher e Deus. -- Olga Savary 

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sábado, 7 de julho de 2012

ladrilhado

ladrilhado by Rogsil
ladrilhado, a photo by Rogsil on Flickr.

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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Confira Free As A Bird de Supertramp! Acabei de encontrar usando o TrackID da Sony. http://www.trackid.info/track/SUx4d1dzdUZDbndhNXNvZ2lXbDBSMEJVTVRJ

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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Acabei de usar o Shazam para descobrir a Constant Craving de k.d. lang. http://shz.am/t20099886

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

Apenas usei #SoundHound para encontrar Show Me do(s) Pretenders http://www.soundhound.com/?t=b28fcd872140744b73e1c8b59150ff47 #agora a tocar

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terça-feira, 3 de julho de 2012

Rua Topazio

Rua Topazio by Rogsil
Rua Topazio, a photo by Rogsil on Flickr.

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segunda-feira, 2 de julho de 2012

O Corpo Fala


A língua dos bebês

Quando nascemos, só podemos falar com o nosso corpo, de modo que aprendemos a conduta humana muito antes de ir à escola. Logo que passamos para a vida adulta, reprimimos esse conhecimento, com o objetivo de nos conduzir como criaturas sofisticadas. Não é difícil dar um passo para trás e aprender a ler o corpo das outras pessoas, para depois usar o nosso e dizer o que realmente queremos!
Algumas pessoas são, por instinto, melhores no uso e interpretação da linguagem corporal, mas todos nós podemos aprender sobre este assunto. Se você conseguir trasmitir que é uma pessoa segura, amistosa, atraente e, o mais importante, que se sente atraída pela outra pessoa, conseguirá que ela se sinta relaxada quando estiverem juntos.

Lendo os sinais

Quando você estiver no meio de um grupo, observe os que estão à sua volta: “eles te olham fixamente enquanto conversam com você ou estão buscando “algo mais” com o olhar” Seus corpos estão inclinados ao seu com uma posição aberta, ou estão de costas, com os braços cruzados ou com as pernas cruzadas” Há muitos sinais que lhe dirão se estas pessoas estão realmente interessadas: os olhares de “reconhecimento” de curta duração, seguidos de contato visual prolongado são sempre um bom sinal. Se as pessoas sorriem quando te olham, mesmo que não estejam conversando com você, isso é um bom sinal.

Respondendo os sinais

A coisa mais sexy que você pode fazer é se mostrar segura e feliz, ainda que não esteja se sentindo assim. Sorria e você estará convidando os outros para sorrir também. Olhe diretamente ao seu objeto de desejo durante um tempo. Se a sua “presa” finalmente se aproxima, vire o seu rosto para ela, com as mãos sobre a saia ou flancos. Nunca cruze os braços na altura do peito, como se fosse uma barreira.
Agora você pode começar a sedução verbal. Relaxe e comece perguntando sobre as coisas da pessoa, e escute com bastante atenção. Não há nada mais adulador e atraente do que alguém interessado no que você pensa e quer da vida.

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domingo, 1 de julho de 2012

No Way

No Way by Rogsil
No Way, a photo by Rogsil on Flickr.

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