segunda-feira, 30 de abril de 2012

Mulher engorda como forma inconsciente de punir parceiro


Quando o sobrepeso começa a te incomodar ou você já fez tantas dietas, exercícios, tomou tantos remédios e nada efetivamente mudou; não será o momento de começar a pensar nas outras causas que podem estar interferindo na manutenção do peso desejado?

O excesso de peso pode ter muitos significados simbólicos e inconscientes. Pode representar proteção, atrair atenção, castigo, culpa, punição, dificuldade em lidar com emoções... Enfim, todos de alguma forma afetam os relacionamentos.

Durante todos os processos de tentativa de manutenção do peso que deseja, já parou para analisar o seu relacionamento com seu parceiro?

Um exemplo muito comum é quando a esposa descobre uma traição do marido e mesmo não querendo o divórcio e ele tendo terminado o relacionamento com a outra pessoa, ela não consegue superar o acontecido. Sente que ainda o ama, mas está furiosa, magoada, e não consegue sequer pensar em ter uma relação sexual com ele. Começa a comer muito e em pouco tempo aumenta seu peso, não se cuida mais e todo tempo livre, só pensa em comer. Ele se sente incomodado, mas também não fala sobre o assunto e começa a perder o interesse em ter relações com ela. Ainda que inconscientemente ela consegue distanciar-se do marido e agora fica mais zangada e se sente completamente rejeitada e traída.
A compulsão para comer ficou fora de controle criando um círculo vicioso, quanto mais come, mais aumenta seu peso, mais distante fica do marido, ficando assim cada vez mais insatisfeita. Mas no fundo, o que ela deseja mesmo é punir seu parceiro inconscientemente. Começa a comer, engordar como forma de justificar que não quer manter relações por estar acima do peso, quando na verdade, a  causa real é sua dificuldade em assumir seus próprios sentimentos, o quanto está magoada pela traição.
O excesso de peso afeta meu relacionamento?
Agora examine seu relacionamento e perceba se seu excesso de peso afetou algo. Faça a si mesma as seguintes perguntas e pense sinceramente sobre as respostas:
- Quando comecei a ficar com o peso acima da minha média?
- O que estava acontecendo em minha vida?
- O meu excesso de peso me torna capaz de encaminhar as coisas como desejo?
- Mantenho relações sexuais satisfatórias apesar de meu peso atual?
- Eu e meu marido estamos afastados? Desde quando?
- Eu me livrei de ter de fazer algo que não quero fazer? O quê?
- Fico mais ocupada comendo do que com meu marido?
- Comecei a comer de forma descontrolada depois que meu marido fez algo que não gostei?
- Fiquei com o peso acima da minha média como justificativa para me afastar de meu marido?
Essas são apenas algumas questões para que você comece a fazer alguma relação entre seu excesso de peso e seu relacionamento. Isso vale tanto para as mulheres como para os homens. Se quiser, poderá fazer outras perguntas, o importante é buscar as causas. Ainda que tudo começou por algum motivo diferente do exemplo citado, ele serve como base para seu raciocínio.

É possível perceber ainda o quanto a falta de comunicação verbalizada faz com que o corpo demonstre que algo não está bem internamente. Se o casal tivesse conversado mais, se a esposa tivesse se sentido livre para falar de seus sentimentos ou se ele tivesse tido mais sensibilidade para perceber que teria que reconquistá-la e não se afastar, talvez pudessem resolver esse conflito sem barreiras criadas inconscientemente.
A falta de percepção dos próprios sentimentos e a necessidade de entrar em contato com eles pode fazer com que o inconsciente busque outras formas de se expressar, fazendo com que a pessoa comece a comer compulsivamente e assim eleve seu peso. A pessoa não sabe exatamente o que a motivou a isso, pois a 'gordura' pode ser considerada simbolicamente uma proteção para a pessoa, ao permitir que ela justifique para si mesma uma distância da qual na verdade tem outro motivo e que precisa ser identificado. Por isso é importante buscar a origem pelo qual começou a comer em excesso.
Se estiver usando seu excesso de peso para punir seu parceiro, decida acabar com isso e procure maneiras de lidar com o conflito sem prejudicar ninguém, inclusive você mesma. Para evitar isso o indicado sempre é manter contato com o que sente. Ainda que a machuque, não fuja, não reprima, não bloqueie. Permita-se sentir seus sentimentos para que não se expressem através de seu corpo, de maneira que você não os compreenda, criando assim mais conflitos para serem resolvidos. Depois converse com seu parceiro sobre o que está sentindo, esclareça as dúvidas e esgote o assunto. Assim, poderá libertar-se do que está te machucando sem ter que engolir, se sentir culpada ou se punir com mais um prato de comida ou uma barra de chocolate.

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domingo, 29 de abril de 2012

Garden?

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sábado, 28 de abril de 2012

Tráfego

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Rotatoria

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

What's up?

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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Av. Macapá

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Spider Man

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Efeitos

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domingo, 22 de abril de 2012

iPad 2 sobrevive a atropelamento em estrada! / iPad 2 survives running o...

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sábado, 21 de abril de 2012

Zé Trindade



Zé Trindade (1915-1990), nome artístico do ator, poeta e compositor brasileiro Milton da Silva Bittencourt, nascido em Salvador, Bahia. De infância pobre, despontou para o sucesso em 1935, como ator cômico no rádio e letrista de música. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1945, onde comandou programas radiofônicos de humor durante 20 anos.

No cinema desde 1947, criou o tipo inconfundível do baixinho mulherengo, de bigode fino e voz melíflua, autor de bordões duradouros como “é lamentável!”, “o que é a natureza!” e, o mais famoso, “meu negócio é mulher!”. Estrelou quase 40 chanchadas (ver Cinema brasileiro) de 1947 a 1961, com destaque para Genival é de morte (1956), O camelô da rua Larga (1958), Massagista de madame (1959) e Mulheres, cheguei (1961). Foi roteirista de vários filmes em que atuou.

Assinou o livro O poeta Zé Trindade (1965) e dois volumes de humor, gravou 26 discos de música nordestina e teve mais de 200 composições gravadas. Na televisão, fez inúmeros programas humorísticos, como o célebre Balança mas não cai
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sexta-feira, 20 de abril de 2012

20 de Abril de 1992- Hoje na História

Há 20 anos atrás aconteceu  um Show em Londres que homenageou  Freddie Mercury, ex-vocalista do grupo Queen, que morreu vítima da AIDS em novembro de 1991.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Cry From The Street

Céu From The Street by Rogsil
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quarta-feira, 18 de abril de 2012

O cadastro de reserva pode estar perto do fim. Isso é bom ou ruim?


O cadastro de reserva, isto é, o concurso feito sem um número determinado de candidatos, sempre foi um das maiores polêmicas envolvendo as seleções públicas. Agora, ele pode acabar. De um lado, seus detratores alegam que o cadastro traz insegurança ao concurseiro. Na outra ponta do debate, há quem não veja problema nesse tipo de seleção e até o defenda por conta da morosidade do processo licitatório.
O projeto de Lei do Senado 369, aprovado na semana passada pela Comissão de Cidadania e Justiça (CCJ) do Senado, prevê que esse tipo de seleção seja permitido apenas para empresas públicas ou de economia mista. Nesses casos, contudo, as companhias não poderão cobrar taxa de inscrição. Pela regra atual, os órgãos da administração pública – direta ou indireta – ainda podem abrir concurso exclusivo para cadastro de reserva.
Para os candidatos aprovados em número excedente ao de cargos a serem providos, contudo, a formação de cadastro de reserva nos concursos ainda será permitida se o projeto for aprovado. O texto ainda precisa ser votado pela Câmara dos Deputados.
“Ninguém deve ser chamado para um concurso sem saber a quantas vagas está concorrendo”, afirmou em carta, na semana passada, o presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), Ernani Pimentel. Ele defende, contudo, que o projeto vete totalmente a realização de concurso exclusivo para cadastro de reserva.
O posicionamento é compartilhado por Carlos Alberto De Lucca, coordenador do Siga Concursos. “Os candidatos realmente ficam inseguros, pela legislação atual, sobre o momento em que o órgao público vai precisar contratar funcionários”, afirma.
Já Adalberto Pinto, professor de informática e  técnicas de estudo da Central dos Concursos, minimiza o efeito psicológico do cadastro de reserva. Ele argumenta que os concurseiros são, em geral, pessoas que optaram pela carreira pública como um maneira de mudar o rumo da carreira. Assim, ele diz, esse perfil não está pensando no curto  prazo e nem é afetado pela expectativa de ser convocado ou não numa seleção desse tipo. “Durante essa empreitada, alguns concursos aparecem,  então o candidato resolve aproveitar para testar seus conhecimentos. Acaba sendo válido para o concursando ter outras provas para prestar, mesmo que não vá ser chamado”, diz.
Pinto argumenta também que o cadastro de reserva é uma forma de simplificar o processo licitatório, que na opinião dele ainda é muito demorado. Assim, uma empresa pública, por exemplo, pode convocar os candidatos de acordo com sua necessidade, de maneira mais ágil.

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Quem é Javé?



Javé é o nome do Deus do povo hebreu. A palavra original (que se pronuncia Yahvé ou Yawé) é formada pelas consoantes YHVH ou YHWH, com as vogais incorporadas no texto massorético de uma palavra distinta, Adonai (meu Senhor). Em seu sentido etimológico, é a terceira pessoa do singular imperfeito do verbo havá (ou hayá), que significa "ser". Os antigos intérpretes explicam o verbo de forma abstrata e metafísica, significando algo que aproximadamente afirmaria: "Eu sou o que sou" ou "Eu sou aquele que é", quer dizer, o que existe de uma forma absoluta.

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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Bem (filosofia)



Noção ética essencial e normativa, que serve para designar o que possui um valor moral.
George Edward Moore pensa ser impossível definir o bem. Trata-se, efetivamente, de um termo genérico para uma pluralidade de conteúdos: a noção de bem é variável conforme as pessoas e as sociedades, sendo evolutiva ao longo do tempo.

O bem, valor moral (ou melhor, conjunto de valores morais), resulta de uma apreciação da atividade humana (ou, antes, das representações internas que o homem faz a esse respeito). Ele é relativo ao que é próprio para favorecer, gratificar ou nos ser útil na vida. A idéia de bem está ligada à da satisfação proporcionada por uma ação, pensamento ou objeto. O bem será, portanto, procurado por ele mesmo ou por outros bens, podendo mostrar-se a nós como motor e fim de nossas ações (causa final). Segundo Sidgwick, ele é “o objeto do desejo racional informado”, o que pressupõe que é oriundo de raciocínios, não é inato, podendo ser adquirido e ensinado.

O bem parece ser aquilo para o qual tendem todas as ações. Essa formulação desperta suspeitas, pois muitos são capazes de reconhecer que inúmeras ações humanas tendem, aparentemente, mais para o mal. Convém, então, constatar que o que pode ser um bem para nós não o é obrigatoriamente para uma outra pessoa. Da mesma maneira, um bem pode, com o tempo, revelar-se um mal e vice-versa. As conseqüências de uma ação aparentemente boa podem, muitas vezes, ser desastrosas para a própria pessoa ou para o outro. Tudo depende do ponto de vista que se adota para emitir o julgamento do bem quanto às suas próprias ações ou às dos outros. Nosso julgamento deve levar em conta algumas escalas, a partir das quais efetuamos nossas observações (escala de população, espaço físico ou determinado período de tempo, ou ainda, o nível lógico no qual situamos nosso raciocínio).

O bem aparece como um conceito eminentemente relativo, o qual só pode ser fixado, em um sentido determinado, pela vontade (escorada por um forte desejo ou uma necessidade oportuna) ou pela obrigação social. Como conjunto de valores, os bens podem ser classificados segundo uma hierarquia própria ao indivíduo: pode-se, assim, considerar um bem maior, ou o “soberano bem”, do qual poderemos fazer a finalidade de nossa existência (o fim).

Concebe-se também que sendo o bem um valor, a idéia que o indivíduo faz a esse respeito contrapõe-se a dos outros: por viver em sociedade, o homem é forçado a levar em consideração o bem comum. Este pode ser definido como um conjunto de valores necessariamente repartidos entre os indivíduos de uma comunidade, a fim de que ela subsista e possa proporcionar a todos vantagens das quais o homem não se beneficiaria se estivesse isolado. Esses bens comunitários convencionais são normativos para a expressão do bem e a ação da pessoa no seio da sociedade.

Em vez de contrapor o bem ao mal, os quais, como vimos, podem muitas vezes ser induzidos, alguns filósofos procuraram fazer com que eles coincidissem, fossem igualados ou se unissem, como todos os contrários, sob um mesmo padrão lógico, proposto sob diferentes denominações (o vazio, a igualdade, Deus, o único, o nada…). Esses pensadores pertenciam, geralmente, a uma corrente mística: sufismo islâmico, elevados ensinamentos do budismo Mahayana etc.

A teologia mística cristã originada do Pseudo-Denys, que retoma o neoplatonismo “unitarista” de Proclo, segue no mesmo sentido. Na concepção de Proclo, o mal não existe: é uma forma degradada do bem, um bem carente de “tônus”, uma fraqueza do bem. Isso é justificado por Pseudo-Denys pelo fato de “Deus-o Único”, o “Incognoscível”, o bem absoluto, não poder ter criado o mal: ele pôde criar somente o bem. Há, pois, uma única escala de valor possível: o mal sendo um valor baixo ou extremamente baixo do bem.
Um outro ponto de vista sobre o bem e o mal pode ser encontrado na continuidade do pensamento de Aristóteles: na reciclagem dinâmica da vida, a geração e a subsistência só existem da corrupção e da degradação daquilo que nasce e subsiste temporariamente. A infelicidade de uns pode fazer a felicidade de outros; e tanto o bem como o mal aparecem uma vez mais como conceitos relativos, quando não relativistas e fugidios.

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domingo, 15 de abril de 2012

Reforço (psicologia)



Reforço (psicologia), processo pelo qual a associação continuada de uma certa resposta é aumentada ante um determinado estímulo para que o indivíduo obtenha um prêmio ou recompensa (reforço positivo). B. F. Skinner definiu este fenômeno como a indução de um modelo de comportamento através da apresentação reiterada de conseqüências positivas ou negativas (prêmios e castigos).

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sábado, 14 de abril de 2012

Sound Machine

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Rua Campinas

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Cruzamento

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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pastelaria de Feira

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terça-feira, 10 de abril de 2012

Há 40 Anos Passados - 10 de abril de 1972

A fragata portuguesa Funchal traz para o Brasil os restos mortais de D. Pedro I.


No sesquicentenário da Independência do Brasil (1972), os restos mortais de D. Pedro I foram trazidos para a cripta do monumento do Ipiranga, em São Paulo.

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

O QUE É BELO EM TERMOS FILOSÓFICOS?


termo traduzido do latim bellu(m) (“bonito”, “encantador”, “agradável”, etc) e não de pulcher ou de formosus. O fato de o próprio Hesíodo ter qualificado Pandora de kalon kakon (belo mal) acentua a extrema versatilidade dessa noção. Normativo ou categórico, aplicável tanto aos objetos naturais quanto aos produtos artificiais, a filosofia só pôde empregar esse conceito ao custo de sua redução estética (sensível), ética (bem) e alética (verdadeiro).

Do ponto de vista estético, o belo se refere, de preferência, às artes plásticas (arquitetura, pintura e escultura), isto é, ao sentido da visão (admitindo-se que a visão é um contato a distância e o tato, uma percepção sem distância). Essa determinação ótica, à qual está ligada a noção de prazer, remonta, pelo menos, a Platão, como o atesta o Hippias majeur (Do belo), sem dúvida, o primeiro tratado de estética conhecido. Indo de encontro à língua grega que não hesita em identificar o belo com o bem (kalonkagathon), Platão subsume — principalmente em O banquete — o primeiro ao segundo termo, embora admitindo que as belezas corporais são suscetíveis, sucessivamente, e em ordem crescente de generalidade, de inspirar belas ocupações (cidadão), belas leis (política), belas ciências (discursos); a menos que esse belo sensível não desperte, nesse mundo, a lembrança da beleza essencial que nos foi dada a contemplar, quando ainda fazíamos parte do cortejo das almas aladas, arrastadas no ciclo da alma universal, como sugere, mais tarde, o mito do Filebo.

Seja como for, esse belo ainda não é o belo da ciência, em especial; apenas ela permitiria contemplar o belo em si, despojado "de carnes e cores humanas", uma vez que é não engendrado, supra-sensível e atemporal. Em Filebo, particularmente, o belo é identificado à proporção, que é o grau intermediário entre a medida (ou a moderação) e a sabedoria, pois, em relação às belezas empíricas ― sejam elas exemplares, fruto de uma reunião fortuita e, portanto, perecível, ― o verdadeiro belo é regulado pelas proporções que constituem a boa “mistura” (essência). Por isso, ele é apenas uma modalidade do bem absoluto, cuja beleza não depende nem dos sentidos nem da inteligibilidade sofística. O esplendor do verdadeiro belo se situa para além do prazer e da dor, uma vez que ele é unilateralmente intrínseco à sua Idéia.

Ainda que Platão tenha tido pouca estima pelos artistas e, por conseguinte, pelas suas produções materiais, o belo vai perseguir uma carreira teórica, indo ora bem ora mal, graças, principalmente, a Cícero, que opera uma verdadeira “reviravolta das concepções platônicas” (Panofsky). A consideração crescente de que gozam os artistas nas épocas helenística e depois romana, autorizando a promoção da pintura à categoria de arte liberal, contribui, da mesma forma, para a autonomia da arte, que não é mais reduzida ao simples jogo das aparências ou da “idolatria”. Atestam-no as Enéadas de Plotino, que, distinguindo concepção e realização, reconhece uma realidade na arte, à medida que o artista submete a matéria à forma (ou ao espírito). Nesse sentido, o artista não imita um objeto qualquer ao produzir sua aparência extrínseca, mas identifica-se com a força universal do Uno — aquela que está em todas as coisas sem ser nenhuma delas — reproduzindo-a intrinsecamente em uma obra que a deixa apenas entrever; em outras palavras, o Uno só pode ser visto em transparência ou velado, pois a obra produzida pela mão humana não é senão a expressão exterior — logo, inferior — de uma realidade interior superior.

De Platão até o século XVIII, o belo foi o conceito mais importante da estética. Ora, se “não pode haver nenhuma regra objetiva do gosto que determinaria, por meio de conceitos, o que é belo”, compreende-se que, de ciência do belo que era, a estética tenha se tornado e permanecido, desde Kant, uma teoria da “experiência” estética. O conceito caiu em desuso, pois “a beleza, fora da relação com o sentimento do sujeito, não é nada mais por si mesma”. Para o filósofo crítico, a primeira faculdade exigida para todo e qualquer conhecimento é a sensibilidade; ora, há duas formas de conhecimentos possíveis, as quais dependem de dois tipos de juízos: o juízo lógico ou “determinante” (cujo “fim” é o conhecimento objetivo) e o juízo estético ou “reflexivo”, do qual procede, precisamente, o juízo de gosto; o primeiro refere-se aos objetos por conceitos; o segundo, privado de conceito, “não designa outra coisa no objeto” senão, uma finalidade sem fim, isto é, a simples “possibilidade” ou representação de um objeto em geral; esta deve satisfazer três condições para ensejar um juízo de gosto: ser desprovida de qualquer “interesse” (de toda função ou resultado teórico ou prático), não depender de nenhum “conceito” (do belo, entre outros) e não visar a nenhum “fim” (normativo ou ideal). É por isso que uma simples flor (natural) corresponde mais ao juízo estético do que uma obra (artística), pois, nessa última, a estética, como Idéia, condiciona a obra e induz um prazer intelectual, ao passo que, no primeiro caso, é o inverso: o prazer é a ocasião da Idéia, como sentimento desinteressado, isto é, “livre jogo das faculdades representativas”. Nesse sentido, a preponderância do sujeito sobre o objeto (do belo) e do sentimento (estético) sobre o artístico está afirmada; nesse sentido, as obras dos grandes artistas não anulam essa regra, pois os “gênios” são identificados por Kant à espontaneidade da natureza: de qualidade antes aplicada aos objetos, o belo passa a ser a partir daí apenas um atributo do sujeito reflexivo.

Se “a arte permanece para nós, quanto à sua suprema destinação, uma coisa do passado” segundo Hegel; se, para Nietzsche, “o homem não é mais artista, mas é, ele próprio, obra de arte” e, enfim, “se a arte ainda existe, ou se não existe mais”, continua sendo uma questão aberta para e por Heidegger. Então, é o próprio sentido do belo, de acordo com a inteligibilidade, que constitui hoje o problema.

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domingo, 8 de abril de 2012

Cemig Junho de 2012

Cemig Junho de 2012 by Rogsil
Cemig Junho de 2012, a photo by Rogsil on Flickr.

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sábado, 7 de abril de 2012

Copasa Jun.12

Copasa Jun.12 by Rogsil
Copasa Jun.12, a photo by Rogsil on Flickr.

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sexta-feira, 6 de abril de 2012

As 5 habilidades da vida digital

As 5 habilidades da vida digital

Há uma farta literatura na praça discutindo os efeitos da internet. Uns garantem que a web está nos piorando de vários jeitos: ficamos mais burros, nossa vida privada escoa, quiçá web vicia. Outros seguem o caminho contrário.

A internet democratiza, derruba ditaduras, vai reconstruir a sociedade, criar utopia. “Net Smart”, de Howard Rheingold, acaba de sair nos EUA e não se encaixa bem em nenhum grupo. Ele simplesmente parte do princípio de que a internet não vai embora e sugere que ainda não aprendemos a nos adaptar a ela. Net Smart, inteligência de rede, é algo que se aprende. E que mesmo gente que já está no mundo digital há um tempo, às vezes, não dominou o pacote completo.

Para Rheingold, o que ele chama de inteligência de rede inclui cinco habilidades A primeira é atenção.

É a mais óbvia e também uma das mais difíceis.

A web é vasta e baseada em links. Saia em busca dum assunto e é fácil se perder. Cruzou algo interessante, seguiu dali para outro canto. Os estímulos são muitos: o e-mail, o Twitter, o vídeo, tudo pisca pedindo um naco de tempo.

Atenção é ter consciência contínua de qual a intenção. Fazer algo até o fim, reservar momentos para cada função. Disciplina para organizar a vida.

Atenção é a capacidade de dizer não.

A segunda habilidade é participação. A internet é uma ferramenta útil de cidadania. mas exige que um grupo grande de pessoas decida agir em conjunto. Uma ditadura pode ser derrubada, mesmo que tenha décadas de vida. Tudo começa, no entanto, com a capacidade de um grupo grande de pessoas de se mexer. Um escreve um post em blog, outro vai para o Twitter e colabora para trazer o tema aos tópicos mais populares. É o conjunto que tem poder para ganhos que vão da defesa do consumidor à política. E tudo nasce de uma consciência do cidadão digital: ele tem de participar, senão a tecnologia serve de pouco.

Daí para colaboração. Segundo o raciocínio de Rheingold, o que faz da rede útil não são as inúmeras partículas de conteúdo espalhadas em inúmeros sites e redes. É a capacidade de compartilhar o que há de interessante. Na rede, quem lê algo de bom compartilha. Pode ser um e-mail, um blog, jogar no Facebook ou no Twitter. Num ambiente onde todos colaboram para levar um link, separando o joio do trigo, a vida em rede fica mais rica.

Atenção leva à participação que leva à colaboração. São todos inúteis sem um bom detector de bobagem. É a quarta (e talvez mais rara)

habilidade. A internet permite que todos publiquem. É uma ferramenta de democratização. O resultado é também que muita bobagem é publicada. De golpes financeiros a teorias da conspiração, a rede é boa de paranoia e intermináveis deques de slide com bichos simpáticos ou lugares comuns. Perceber de imediato quando o que está à frente é uma bobagem é uma habilidade nova e nada trivial. A informação antes era filtrada. Para a vida on-line, precisamos de novos filtros. O primeiro começa na capacidade de cada um de selecionar o que repassa e pular para o site ou mensagem seguinte quando cabe.

O conjunto de cinco habilidades se encerra com aquela que dá título ao livro. Inteligência de rede. Entender como pessoas funcionam em rede. Ter noção de que pequenos favores on-line criam elos fortes. Que pequenas gentilezas e gestos de atenção fazem o mesmo. Que a capacidade de gerar mais e mais contatos nesta rede é coisa que nos traz inúmeras vantagens ao passo que também cria comunidades mais fortes.

Nos anos 1980, quando Rheingold escreveu seu primeiro livro, ele propunha que computadores se tornariam ferramentas fundamentais. Na década de 90, sugeriu que um novo tipo de comunidade, virtual, estava se formando. Inventou, aliás, o termo comunidade virtual. A virada do século trouxe seu terceiro livro, sugerindo que a tecnologia de comunicação móvel, ancorada em celulares, ia mexer em nossos cotidianos e ter impacto político. Raros intelectuais têm tido a capacidade de enxergar o futuro como ele.

E é uma figura. Hippie da Califórnia, pinta com cores berrantes seus paletós e sapatos. O bigode muito branco é como o de um caubói. Professor de Stanford e Berkeley, as mais influentes universidades do Vale do Silício, não permite que seus alunos naveguem na web durante as aulas. Distrai.






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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Presidente uruguaio vive em chácara e doa 90% do salário


BUENOS AIRES — A presidente Cristina Kirchner anunciou esta semana a decisão de transferir para pesos um depósito bancário de US$ 3 milhões, na tentativa de convencer os argentinos a pouparem em moeda nacional. Com um patrimônio estimado em US$ 15 milhões, ela é uma das mulheres mais ricas do país e integra a lista de presidentes milionários da região, como o chileno Sebastián Piñera. Do outro lado do Rio da Prata, o uruguaio José “Pepe” Mujica, o chefe de Estado mais pobre do continente, vive em condições de austeridade e conserva o mesmo patrimônio que possuía quando chegou ao poder, em 2010: uma humilde chácara a 20 quilômetros de Montevidéu e um fusca modelo 1987, avaliado em US$ 1.925. Mujica doa 90% dos US$ 12.500 que recebe mensalmente a programas sociais.

Quando o Uruguai recuperou sua democracia, em 1985, Mujica, um ex-guerrilheiro tupamaro, saiu da prisão e disse que todos em seu país deviam aprender a “viver como pobres”. E foi o que ele fez. Junto com sua companheira, a senadora e também ex-tupamara LuciaTopolansky — que, ao contrário do presidente, pertencia a uma família de classe alta — mudou-se para a chácara e construiu uma vida simples.
Na semana passada, Mujica, de 77 anos, foi notícia no Uruguai por ter saído sozinho para comprar uma tampa de privada. Na volta para casa, o presidente foi visto pelos jogadores do Huracán del Paso de la Arena, um time local, que o chamaram para comer um churrasco e conversar. E lá foi Mujica, com a tampa de privada debaixo do braço.
— A simplicidade do presidente não é pose — contou o jornalista do “El País” Eduardo Delgado. — Participei de várias viagens presidenciais, e todos fomos com Mujica em aviões de companhias comerciais e em classe econômica.
Em entrevista ao semanário “Búsqueda”, realizada durante a campanha eleitoral de 2009, o presidente explicou sua teoria. Para ele, viver como pobre é a única maneira de libertar-se das pressões da sociedade de consumo.
“Temos de escapar da escravidão que impõe a dependência material, que é uma das coisas que mais roubam tempo na sociedade contemporânea”, filosofou então Mujica. “Se você se deixa arrastar pelas pressões da sociedade de consumo, não existe dinheiro que alcance, não tem fim, é infinito”.
Além de doar seu salário, Mujica destina parte do dinheiro restante a pagar tratamentos de saúde para uma de suas irmãs, que sofre de esquizofrenia, segundo confirmaram pessoas que há muitos anos convivem com o presidente. Em sua chácara, a única mudança desde que se tornou presidente foi a construção de uma casinha para os seguranças. Com certa aversão ao protocolo, Mujica teve de aceitar, também, roupas novas. Mas sempre preservando seu estilo informal, que não inclui, até hoje, o uso de gravata.
— Já jantei na casa do presidente, e até a comida é muito simples: é uma típica família de classe média baixa — contou um jornalista uruguaio, que pediu para não ser identificado.
O jeito Mujica de ser é bem visto por muitos uruguaios, mas questionado pelas classes mais altas, que têm certa dificuldade em aceitar um presidente que fala e vive como um homem do campo. Ainda com dois anos e meio de governo pela frente, Mujica tem 52% de aprovação popular, segundo pesquisa do instituto Data Medida. Já seu vice, Danilo Astori, um economista moderado e com um estilo bem mais sofisticado, obteve 60% de avaliação positiva.



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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Indiretas Já - MTV Comédia - Marcelo Adnet

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terça-feira, 3 de abril de 2012

Hoje na História no Twitter!

Hoje na História no Twitter!

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

IPad - Tela de Leitura

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domingo, 1 de abril de 2012

Abemus Lula


O ponto de partida é uma frase de Lula: “Não deixarei que um tucano assuma de novo a Presidência”. Lembro, no entanto, que não sou de pegar no pé de Lula por suas frases. Cheguei a propor um “habeas língua” para o então presidente na sua fase mais punk, quando disse que a mãe nasceu analfabeta e que se a Terra fosse quadrada a poluição não circularia pelo mundo. Lembro também que hoje concordo com o filósofo americano Richard Rorty: não há nada de particular que os intelectuais saibam e todo mundo não saiba. Refiro-me à ilusão de conhecer as leis da História, deter segredos profundos sobre o que dinamiza seu curso e dominar em detalhes os cenários futuros da humanidade.
Nesse sentido, a eleição de Lula, um homem do povo, sem educação formal superior, não correspondeu a essa constatação moderna de Rorty. Isso porque, apesar de sua simplicidade, Lula encarnava a classe salvadora no sonho dos intelectuais, via luta de classes como dínamo da História humana, e traçava o mesmo futuro paradisíaco para o socialismo. Na verdade, Lula falava a linguagem dos intelectuais. Seus comentários que despertaram risos e ironias no passado eram defendidos pelos intelectuais com o argumento de que, apesar de pequenos enganos, Lula era rigorosamente fundamentado na questão essencial: o rumo da História humana.
A verdade é que a chegada do PT ao poder o consagrou como um partido social-democrata e, ironicamente, a social-democracia foi o mais poderoso instrumento do capitalismo para neutralizar os comunistas no movimento operário. São mudanças de rumo que não incomodam muito quando se chega ao poder. O capitalismo é substituído pelas elites e o proletariado salvador, pelos consumidores das classes C e D. Os sindicalistas vão ao paraíso de acordo com os critérios da cultura nacional, consagrados pela canção: É necessário uma viração pro Nestor,/ que está vivendo em grande dificuldade.
Se usarmos a fórmula tradicional para atenuar o discurso de Lula, diremos que o ex-presidente queria expressar, com sua frase sobre um tucano na Presidência, que faria todo o esforço para a vitória do seu partido e para esclarecer os eleitores sobre a inconveniência de eleger o adversário. Lula sabe que ninguém manda no processo eleitoral. São os eleitores que decidem se alguém ocupará a Presidência. Foi só um rápido surto autoritário, talvez estimulado pelo tom de programa de TV, luzes e uma plateia receptiva.
Se o candidato tucano for, como tudo indica, o senador Aécio Neves, também eu, em trincheira diferente da de Lula, farei todo o esforço para que o tucano não chegue à Presidência. Aécio foi um dos artífices na batalha para poupar Sérgio Cabral da CPI e confirmou, com essa manobra, a suspeita de que não é muito diferente do PT no que diz respeito aos critérios de alianças e ao uso da corrupção dos aliados para fortalecer seu projeto de poder. Tudo o que se pode fazer, porém, é tornar clara a situação para o eleitor, pois só ele, em sua soberania, vai decidir quem será o eleito.
Na verdade, essa batalha será travada também na esfera da economia. Vivemos um momento singular na História do mundo. A crise mundial opõe defensores da austeridade, como Angela Merkel, e os que defendem mais gastos e investimentos, dentro da visão keynesiana de que a austeridade deve ser implantada no auge do crescimento, e não durante o período depressivo. O PT dirigiu o País num período de crescimento e muitos gastos, não tanto no investimento, mas no consumo. É possível que esse modelo de estímulo à economia tenha alcançado seus limites.
Muito possivelmente, ainda, o curso dos acontecimentos não dependerá tanto da vontade de Lula nem dos nossos esforços individuais. A democracia prevê alternância no poder. E a análise de como essa alternância se dá na prática revela, em muitos casos, uma gangorra entre austeridade e gastança. De modo geral, a crise derrota um governo austero e coloca seu oposto no poder, como na França. Mas às vezes derrota um governo social-democrata e elege seu adversário direto, como na Espanha.
Pode ser que o esgotamento do modelo de estímulo ao consumo abra espaço para discurso de reformas fiscal e trabalhista, de foco em educação e infraestrutura, enfim, de uma fase de austeridade. E não é totalmente impossível que um partido de oposição chegue ao governo. Restaria ao PT, nesse caso, um grande consolo: ao cabo de um período de austeridade, o partido teria grandes chances de voltar ao poder com seu discurso do “conosco ninguém pode”, do “vamos que vamos”, “nunca antes neste país”… Não estou afirmando que esse mecanismo vai prevalecer, é uma das possibilidades no horizonte. A outra é o próprio PT assumir algumas das diretivas de austeridade e conduzir o processo sem necessariamente deixar o poder.
Por mais que a crise seja aguda, o apelo ao consumo e à manutenção de intensas políticas sociais é muito forte na imaginação popular. O discurso de austeridade só tem espaço eleitoral quando as coisas parecem ter degringolado.
O futuro está aberto e não será definido pela exclusiva vontade de Lula. Com todo o respeito ao Ratinho e sua plateia, o povo brasileiro é mais diverso e complexo. Se é verdade que a História não se define nas academias intelectuais, isso não significa que ela tenha passado a ser resolvida nos programas de auditório.
No script do socialismo real o proletariado foi substituído pelo partido, o partido pelo comitê central e o comitê central por um só homem. No script da social-democracia tropical Lula substituiu o proletariado, o partido, o comitê central e o próprio povo brasileiro ao dizer que não deixará um tucano voltar à Presidência. Se avaliar com tranquilidade o que disse, Lula vai perceber que sua frase não passa de uma bravata.
O que faz um homem tão popular e bem-sucedido bravatear no Programa do Ratinho é um mistério da mente humana que não tenho condições de decifrar. A única pista que me vem à cabeça está na sabedoria grega: os deuses primeiro enlouquecem aqueles a quem querem destruir.
Por Reinaldo Azevedo

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