quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Psicopatologia



Psicopatologia, termo usado, a partir do fim do século XIX, pela medicina, pela psicologia, pela psiquiatria e pela psicanálise (Psicopatologia da vida quotidiana, 1901, Sigmund Freud) para designar o sofrimento psicológico e os distúrbios psíquicos que vão do normal ao patológico.

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Farmácia



Farmácia, prática da preparação e administração de fármacos; também o local onde se preparam os produtos medicinais. Ocupa-se da procedência, natureza, propriedades e preparação de medicamentos. Os farmacêuticos compartilham com os químicos e os médicos a responsabilidade de desenvolver novos fármacos e de sintetizar compostos orgânicos com valor terapêutico.

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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

IPad - Home Screen

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Movimento mórmon



Grupo cristão fundado em 1830 por Joseph Smith, em Utah, Estados Unidos. Seu nome oficial é Igreja Cristã dos Santos dos Últimos Dias. Os mórmons apoiam e praticam a tolerância religiosa e sustentam que todas as religiões contêm elementos de verdade. Entretanto, acreditam que somente eles possuem a autoridade verdadeira e o total consentimento divino. Esta prerrogativa faz com que percorram o mundo disseminando suas crenças. A doutrina mórmon desenvolve-se a partir de quatro livros básicos: Bíblia, Livro do mórmon, Doutrina e Assembléias e Pérola de Grande Valor.

Algumas doutrinas do movimento mórmon diferem do cristianismo ortodoxo: a crença de que a alma humana já existe antes do nascimento, a definição da Trindade como três seres individuais - Deus, o Pai e Jesus Cristo -, e a certeza de que, se os homens vivessem plenamente os mandamentos de Deus, poderiam alcançar um nível divino nas futuras transubstanciações. Da mesma forma que os Anabatistas e outros grupos restauracionistas, os mórmons sustentam que, inclusive declarações básicas como o Credo de Nicéia (325), desviam-se da pureza dos ensinamentos originais de Cristo. Como resultado, esta igreja não têm participado do movimento ecumênico ou do Conselho Mundial das Igrejas.

O culto mórmon é composto de hinos, orações, o sacramento da Ceia do Senhor (celebrado com pão e água) e sermões pronunciados por membros da comunidade leiga da congregação. Os casamentos entre mórmons devotos são consagrados “no tempo e para toda a eternidade”.

Além de seu forte sistema de missões, são muito conhecidos pelos programas de ajuda social. Destacam-se também por sua Palavra de Sabedoria, um código de saúde que os proíbe de tomar chá, café, álcool e consumir tabaco. A igreja apoia o Coro Mórmon, famoso mundialmente, e a universidade de Brigham, ambos estabelecidos nos Estados Unidos. Em geral considerados como uma igreja cristã conservadora, são contra o aborto, o controle da natalidade e o sacerdócio feminino.

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Rua Jundiaí

Rua Jundiaí by Rogsil
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Turma da Mônica

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Peças

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Revista Veja Entrevista: Silas Malafaia


A que o senhor atribui o crescimento do número de evangélicos no Brasil?O Evangelho não é algo litúrgico, para ser dissecado em um culto de duas horas. A grandeza do Evangelho está no fato de ser algo que pode ser praticado. A Bíblia é o melhor manual de comportamento humano do mundo. As igrejas evangélicas têm pregado uma mensagem de grande utilidade para a vida das pessoas também depois do culto. Esse é o grande segredo. De que adianta eu fazer o meu fiel ficar duas horas dentro de um templo se, quando aquilo acaba, nada muda nas relações dele com a família, com o trabalho e na vida social? Nós pregamos uma mensagem que condiciona a prática da pessoa no seu dia a dia. Jesus disse: “Eu vim para que tenham vida, e vida em abundância”. Ele fala da vida terrena nessa passagem.
(…)
A ênfase dos pastores em arrecadar dinheiro dos fiéis não é muito suspeita?Existe um preconceito miserável em relação aos evangélicos, que costumam ser descritos como bandos de idiotas, tapados, semianalfabetos, manipulados por espertalhões dedicados a arrancar tudo o que querem deles. Engana-se quem os enxerga assim. Manipulação e exploração existem em todo lugar. Tem muito bandido por aí. Mas esses malandros não conseguem segurar o povo. A distância que me separa de um Edir Macedo, por exemplo, vai do Brasil à China, mas é um erro achar que todo mundo que dá dinheiro à igreja dele, a Universal, é imbecil ou idiota. Claro que não é. A pessoa doa porque se sente abençoada, porque se libertou da bebida, vício que consumia todas as economias dela e que a deixava sem condições até de pagar a conta de luz. Ninguém é obrigado a ofertar. Mas, se quer ser membro, se quer pertencer ao grupo, tem de ajudar. Estou construindo uma igreja linda, com ar-condicionado central, ao custo de 4 milhões de reais. Ela será paga com ofertas dos fiéis, pois, obviamente, não vai descer um anjo do céu e dizer “Malafaia, está aqui um cheque de Jeová, preencha e deposite”. Quem critica os pastores deveria mesmo é agradecer às igrejas evangélicas. Desafio qualquer um a me apresentar uma entidade que recupere mais pessoas do que as igrejas evangélicas.
(…)
Tem muita gente pragmática que já chega à igreja acreditando que vai aprender como subir na vida?Tem, mas, se o objetivo fosse apenas subir na vida, não teria rico na igreja. Na minha tem gente pobre, mas também tem desembargadores, membros do Ministério Público, doutores, empresários. Mas dinheiro não é tudo. Se fosse, rico não daria tiro na cabeça, não tomaria remédio de tarja preta. Mesmo que muita gente pense que não deu certo na vida porque Deus não quis, a lógica de buscar amparo em uma igreja não é essa. A pessoa que transfere suas incompetências para Deus está equivocada. Quando um fiel me procura e pede “pastor, ore por mim porque o diabo está roubando as minhas finanças”, eu mando parar com conversa fiada. Se uma pessoa sempre gasta mais do que ganha, a culpa é dela mesma. Não pensem que Deus vai ficar cuidando das pessoas como se elas fossem bebês.
(…)
A sua atuação contra o projeto que criminaliza a homofobia em debate no Congresso foi contundente. Mas influir em leis é papel de um religioso?Se não fosse assim, a casa tinha caído. Essa lei é a lei do privilégio. O Brasil não é homofóbico. Eu separo muito bem os homossexuais dos ativistas gays. Esses últimos querem que o Brasil seja homofóbico para mamar verba de governo, de estatais, é o joguinho deles. Homofobia é uma doença. Ódio aos homossexuais, querer matá-los ou agredi-los é uma doença. Agora, opinião não é homofobia.  (…). A lei que estão propondo é uma lei da mordaça. Se não aprendermos a respeitar a liberdade de expressão, será melhor mandar fechar a conta para balanço.
(…)
Qual a sua posição sobre o projeto que propõe a descriminação do uso de drogas e que deve chegar ao Congresso ainda neste mês?Espero que o Senado e a Câmara joguem no lixo essa porcaria. Perderam o juízo. Não existe lógica em liberar o consumo de drogas e penalizar o traficante. Então eu estou desconfiado de que vai vir um marciano vender drogas aqui, um intergaláctico. Olhe a hipocrisia!

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

O Que é o Sono?


Sono
1 INTRODUÇÃO
Sono, estado de repouso uniforme de um organismo. Em contraposição ao estado de vigília, o sono carateriza-se pelos baixos níveis de atividades fisiológicas (pressão sangüínea, respiração, batimentos cardíacos) e por uma resposta menor a estímulos externos. As descobertas mais recentes demonstram que o controle que o sistema nervoso exerce sobre as funções do organismo varia se o estado for de vigília ou de sono.
2 ETAPAS DO SONO
Durante o ciclo do sono, as ondas cerebrais sofrem certas variações rítmicas regulares que se classificam em quatro etapas ou fases. O eletroencefalograma (EEG) próprio do estado de vigília caracteriza-se pela presença de ondas alfa (de 8 a 12 cps ou ciclos por segundo) e por uma atividade de baixa voltagem e freqüência variável, enquanto o início do sono influi no desaparecimento desta atividade alfa. A fase 1 do sono é mais rápida e caracteriza-se pela baixa voltagem, pela atividade dessincronizada e também, ocasionalmente, pela combinação de baixa voltagem e atividade constantes (de 4 a 6 cps). Passados alguns segundos ou minutos, começa a fase 2 e no EEG aparece um gráfico com ondas de forma característica, chamadas fusos do sono (de 13 a 15 cps) e alguns picos de alta voltagem, chamados complexos K. Em seguida, começa a fase 3, com o início das ondas delta (atividade de alta voltagem e de 0,5 a 2,5 cps). O ciclo termina com a fase 4, na qual, algumas vezes, as ondas delta ocupam a maior parte do registro do EEG. Estas quatro fases são chamadas, em conjunto, de sono leve ou sono NREM (non-rapid-eye-movement, ou movimento lento dos olhos). Durante o sono, alternam-se períodos de sono leve com outros de sono profundo, ou sono REM (rapid-eye-movement, ou movimento rápido dos olhos).
3 ALTERAÇÕES DO SONO
Os problemas do sono dividem-se em três tipos: a insônia, a hiper-sonolência, que consiste numa demanda muito grande de sono ou sonolência durante o estado de vigília; e episódios noturnos, como o sonambulismo, os pesadelos e os terrores noturnos.
Ver também Sonhos.

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Móvel Decorativo

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domingo, 19 de fevereiro de 2012

Sit Down

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Holiday in the sun

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Coifa

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cozinhando

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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Entrevista do mês: Ana Moser


Fale um pouco do fato de ter sido eleita para presidente da Atletas pela Cidadania esta semana?O Raí é o grande mobilizador inicial desse movimento, poderia continuar presidente, mas ele quis dar o exemplo democrático da rotatividade na liderança. Assim, trocamos de papel na presidência, mas mantemos nossa força de grupo de atletas para democratizar o acesso ao esporte no País e que a oportunidade para isso é melhor do que nunca com a realização dos megaeventos no País.
Você tem acompanhado de perto a questão do legado e a gente sabe que, pelo menos no caso do Pan do Rio, ele foi muito menor do que o previsto em seu projeto inicial. O que dizer da Copa e da Olimpíada? Quais são as questões que precisam ser resolvidas de uma forma mais rápida?A prioridade do Brasil hoje é construir os equipamentos para receber os Jogos. Todos colocam grande energia nisso, mas qual é a preocupação, qual é o movimento para construir um legado no dia a dia das pessoas? A gente está começando a se articular para que não sejam repetidos os erros do passado. Queremos que os governantes assumam a questão do legado como prioridade. Temos conversado com pessoas (dos comitês locais) responsáveis nas cidades-sede (da Copa), por exemplo. Estamos, inclusive, pleiteando audiência com a presidenta (Dilma), mas ainda não fomos atendidos.
Efetivamente, na prática, que tipo de legado a Olimpíada e a Copa podem deixar? E quando falo em legado, digo o legado possível e não o ideal.Temos, atualmente, a grande chance de priorizar a questão do esporte. Nunca se falou e nunca vai se falar tanto de esporte quanto nesta década. Precisamos conseguir a mobilização da sociedade, do governo, da mídia, das empresas em torno do esporte... É uma oportunidade de ouro que não vai voltar. Mas a pergunta é: então vamos aproveitar isso só para construir estádios? Ok, mas quem vai usar depois? Se não for estabelecida uma cultura de prática esportiva para a população, vai ser tudo uma grande ilusão. Acho que, de prático, podemos atacar a questão de ampliar a prática e o acesso ao esporte, além de qualificar esse acesso. Na escola, por exemplo, significa estabelecer uma orientação mais adequada nos municípios e Estados... Se você fizer uma orientação nacional, fomentar uma estruturação (da atividade esportiva nas escolas) nos Estados e municípios, como se faz hoje para melhorar as notas do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), você ataca a questão da prática motora nas escolas públicas. Também é importante estimular a prática do esporte em geral... Esta é uma questão que não vai ser resolvida a curto prazo, mas é possível investir em melhoria dos espaços públicos (para prática de esportes) além de fazer programas de atividade física para adultos e terceira idade.
Há exemplos concretos dignos de nota?Aqui em São Paulo você vê as mudanças proporcionadas pela ciclofaixa. Quantas pessoas não passaram a ter um lazer ativo no fim de semana por causa dessa medida? São atitudes que podem aumentar a prática de esporte pela população.
Por que você defende a constituição de um sistema nacional de esportes?Precisamos, efetivamente, construir o sistema nacional de esporte. Esta semana, por exemplo, foi aprovado o sistema da cultura. Também temos o sistema da saúde, existe um sistema educacional, assim como um de assistência social. É isso que faz as coisas acontecerem no Brasil inteiro. Você tem as responsabilidades de cada ente federativo (município, Estado, governo federal), da sociedade, das instituições, mais as linhas de financiamento definidas. A gente quer a ordenação... Hoje você tem manifestações (de programas de fomento ao esporte) no Brasil, mas elas não acontecem em todos os lugares. É tudo meio eventual. Se isso não mudar, vai ser como já acontece no Brasil: quem berra mais, pode mais... Ainda está na mão de poucos o esporte nacional. Essas são as nossas três metas principais. 

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dallas, TX



Dallas é uma cidade do estado do Texas, Estados Unidos. É um dos principais centros comerciais, financeiros e de distribuição do sudoeste do país, além de ser um núcleo industrial regional. Entre seus produtos industriais mais importantes destacam-se os equipamentos elétricos, alimentos processados, material tipográfico e editorial. A cidade é também sede central de numerosas companhias de petróleo, de escritórios regionais e de um grande número de agências federais. Dallas presta serviços como centro naval e distribuidor de petróleo e gás natural. É também um mercado de produtos agrícolas e minerais da região, entre os quais incluem-se o algodão, cereais, gado e frutas.

Os museus mais importantes são o Museu de Arte de Dallas e o Museu de História Natural de Dallas. As instituições de ensino superior mais destacadas são a Universidade Metodista do Sul, a Universidade Batista de Dallas e o Centro Médico do Sudoeste, da Universidade do Texas.

Até 1890, era a maior cidade do Texas e principal mercado agrícola, baseado principalmente no algodão. Durante a primeira metade do século XX as finanças e os seguros passaram a ser atividades cruciais para o desenvolvimento da cidade. Em 1930 foi descoberto na região, um enorme depósito de petróleo, o East Texas. Em novembro de 1963, a cidade foi cenário do assassinato de John F. Kennedy, presidente dos Estados Unidos.

População (1990): 1 milhão de habitantes.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Entrevista da Quinzena: Henrique Meirelles


Os comentários de que o investidor estrangeiro começa a manifestar um mal-estar com as intervenções do governo no setor privado estão aumentando. O sr. já ouviu algo assim?
O nível de preocupação geral do investidor estrangeiro aumentou muito. A situação da economia mudou bastante e os investidores estão muito mais cautelosos no mundo todo. Não há dúvida de que aquela euforia com o Brasil e mesmo com outros países não existe mais hoje. O que, de certa maneira, acho saudável.
Mas o sr. tem percebido nos investidores apreensão com a interferência do governo na vida das empresas ou não?
Existe, sim, essa preocupação. Me perguntam de fato muito sobre isso nas minhas palestras para investidores internacionais. Procuro chamar a atenção desses investidores para as questões institucionais básicas do Brasil. O País tem a mesma estrutura institucional, pratica uma economia de mercado, existem garantias de contrato. Pode haver questões pontuais e aí a história vai dizer até que ponto são reações conjunturais à crise ou uma tendência no futuro. Prefiro acreditar que são reações à crise e que a tendência é voltar à normalidade.
O PIB do primeiro trimestre cresceu só 0,2%. Por que o Brasil está crescendo tão pouco?
Estamos vivendo uma situação de retração econômica global importante. E não há dúvida de que isso impactou a economia brasileira. O governo está adotando uma série de medidas contracíclicas e vamos aguardar os desdobramentos para ver a reação da economia nos próximos meses. Estamos crescendo bem abaixo do potencial. Há espaço para aumentar o crescimento sem pressões que gerem desequilíbrio.
Desequilíbrio é inflação?
Exatamente. Minha expectativa é que a economia tenda a reagir nos próximos semestres. Não será algo muito rápido. Será uma reação gradativa.
O estímulo ao crédito, como o governo fez na crise de 2008 e tenta repetir agora, é o melhor caminho?
É um caminho, mas não é suficiente. Em 2008, estávamos numa situação específica, houve uma queda muito rápida da demanda em função do colapso do crédito internacional, com reflexo no Brasil. Agora houve um pouco disso, só que estamos enfrentando também questões de oferta. Acho que entramos na fase de estimular o investimento e elevar a oferta.
Alguns analistas entendem que no governo Dilma o Banco Central perdeu autonomia. O sr. concorda?
Eu tenho uma decisão autoimposta de, durante pelo menos dois anos depois de sair do Banco Central, não fazer comentários sobre meus sucessores.
A relação do governo com os bancos está quente por causa dos juros. Eles foram criticados pela presidente Dilma e pressionados pelo ministro Guido Mantega. É o modo mais eficiente para lidar com os bancos? 
Prefiro não entrar nessa questão pontual. Os spreads brasileiros de fato são muito altos. Toda estratégia de se baixar os spreads no devido tempo é positiva. Como fazer isso é uma questão de tática de atuação, prefiro não comentar.
Os oito anos como presidente do BC valorizaram o seu passe?
Não senti muita diferença entre a fase em que deixei o BankBoston e hoje. Naquela época tive muitas propostas. Talvez agora tenha recebido um ou outro convite para instituições multilaterais ou para assessorar algum governo, mas não aceitei.
Quantos convites o sr. recebeu agora?
Recebi algo como 25. Para participar ou presidir conselhos de administração, assumir cargos executivos e até ser sócio de fundos de investimento.
A Lazard será seu terceiro conselho de administração. O sr. está virando conselheiro profissional?
É diferente ser membro de conselho e ser chairman ou presidente de conselho. O primeiro participa de uma reunião a cada um, dois meses, vota, dá algum palpite. Chairman tem função decisória, participa das decisões importantes, lida com estratégia, governança e relacionamento com o mercado. Eu sou chairman do Lazard e presidente do conselho do J&F, além de conselheiro da Azul.
Como sua rotina mudou após a saída do BC?
Hoje minha rotina é mais intensa do que era no Banco Central. O setor privado é diferente do setor público. Trabalho todos os dias das 8 da manhã às 8 da noite no J&F e agora no Lazard.
O grupo J&F começou com um açougue e virou uma potência. É difícil imaginar como seria a convivência com empresários que construíram isso a partir do zero, do jeito deles, delegando agora poder para alguém de fora...
O grupo está cada vez mais num processo de profissionalização. A Eldorado (empresa de celulose em fase de construção), a Flora (higiene e limpeza), a Vigor, são todas profissionais. A JBS, nos Estados Unidos, tem executivos americanos, experientes. Estou muito confortável lá.
O sr. participou da negociação com a Delta (envolvida em escândalos de corrupção)?
Não. Da negociação direta, não.
Por que a J&F desistiu de comprar a Delta?
Quando o grupo decidiu avaliar a Delta, o fez baseado numa série de premissas, como fluxo de caixa, ativos e perspectivas futuras. De lá para cá, essas premissas mudaram e o grupo resolveu desistir do negócio.
O negócio com a Delta era consequência de um interesse do grupo em entrar na área de infraestrutura. Esse plano está mantido?
Está. Há três alternativas em análise, mas nenhuma delas envolve empreiteiras de obras públicas. Mas não posso dizer quais são.
Seu contrato com o J&F prevê uma opção de compra de ações do grupo?
Isso não está previsto em contrato, mas nada impede que venha a ser discutido no futuro.
O sr. tem intenção de se tornar empresário?
É uma possibilidade. Dirigi um banco no Brasil por muitos anos. Depois, um banco em Boston (EUA). Esse foi o maior desafio que já enfrentei. Na época, não era comum para um estrangeiro, latino, comandar um banco americano. Voltei para o Brasil e me elegi deputado federal por Goiás. De Boston para Goiânia foi outra mudança radical. Assumi a presidência do BC e agora voltei ao setor privado. Nada impede que o próximo passo seja empresariar.

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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Entrevista da semana: Roberto Lavagna


Folha - O modelo da presidente Cristina Kirchner chegou a um limite?
Roberto Lavagna - Sim, ela está se beneficiando de uma época de crescimento econômico e de superávits, usando os frutos para construir uma política populista. Houve um desvio do modelo adotado em 2002. A partir de 2007, não houve mais investimento em produção e concentrou-se muito dinheiro em subsídios. Enquanto isso, a alta inflação corrói a economia. Está tudo muito integrado, e tudo muito mal.
A política de restrições para conter a fuga de capitais é correta?
Não, porque é ineficiente e porque está afetando a produção industrial. Há setores que estão muito interligados, se falta algum componente, a produção toda se suspende. Os carros, a construção, os laboratórios estão sofrendo uma queda na produtividade que faz com que seja mais grave o problema cambiário.
A Argentina vem caindo nos rankings de investimento estrangeiro. Isso é grave?
Os investimentos estrangeiros são importantes por fazer um aporte à tecnologia e em termos de abertura de mercado para ajudar o país a se integrar à economia mundial. Porém, não são o mais importante. O mais grave problema da Argentina hoje é a fuga de capitais. Para isso mudar, apenas fazendo com que o nível de confiança interno cresça. As pessoas precisam sentir confiança no país e não procurarem refúgio no dólar.
A presidente ganhou a eleição com 54% dos votos. Ainda assim, as pessoas seguiram apostando no dólar. Não é contraditório?
Sim, mas é dessas clássicas dicotomias que existem na Argentina. Por outro lado, não havia oferta na oposição, então muitos votaram em Cristina sem acreditar que o governo manteria a economia nos eixos.
Como o sr. vê o protecionismo adotado por países do Cone Sul? Está afetando o Mercosul?
O Mercosul já não existe mais do ponto de vista da política. Cada país está preocupado consigo mesmo. Estão colocando restrições uns aos outros. Talvez a Argentina esteja fazendo isso de maneira mais radical, mas o Brasil também está.
Em seus últimos discursos sobre política externa, Dilma não menciona o Mercosul. Fala da Europa, dos Brics, da China, mas não pronuncia a palavra "Mercosul". Do lado de cá também não vejo debate sobre o bloco.
O Mercosul não forma parte das preocupações, das agendas prioritárias dos países. Seguem os rituais, mas as reuniões são cada vez menos relevantes. Tudo o que não avança, retrocede. É o que está acontecendo com o Mercosul.
Com relação às travas à importação, o governo brasileiro age com a tal ªpaciência estratégicaº, não reclama das medidas argentinas. Enquanto isso, caminha para um outro lado, se afasta.
Como o sr. avalia a expropriação da YPF?
O princípio não é errado, mas deveria ter sido atingido com um método diferente, negociado, e buscando uma fórmula como a da Petrobras.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

FHC

Como faz todo primeiro domingo do mês, Fernando Henrique Cardoso levou às páginas um novo artigo. Trata de “política e meios de comunicação”. No texto, o autor revela uma ponta de enfado com a mesmice do noticiário. Acha que a mídia, qual um parafuso espanado, gira ao redor dos mesmos temas.

De viagem marcada para o Japão e a China, FHC passará duas semanas no estrangeiro. Faz uma aposta: “O marasmo é tão grande que possivelmente ao voltar e reler os jornais encontrarei os mesmos temas” –CPI e corrupção, candidaturas e alianças, PIB miúdo e inadimplência, etc e tal.

FHC anota: “Dá até preguiça passar os olhos pelas colunas e notícias da mídia, sem falar das tevês que repetem tudo isso com sabor de press release , emitido seja pelo governo, seja por empresas.” Só não abandona o hábito porque “não há política sem comunicação”. Logo, “é melhor tomar coragem para ler e ouvir tudo que se diz, mesmo quando partindo de fontes suspeitas.”

Para FHC, as notícias reproduzem um “pensamento único”. Quando ocupava a presidência, seus antagonistas diziam a mesma coisa. PT e Cia. acusavam-no de render-se, sob aplausos da mídia, à cartilha neoliberal. Agora, ele dá o troco. Escreve que vigora o monopólio do pensamento “de esquerda desenvolvimentista-autoritária.”

Insinua que os “grupos dominantes” –econômicos e políticos— exercem um “controle ideológico da opinião”. Prevalecem nos meios de comunicação sem o inconveniente do contraponto. Tudo isso azeitado pelo abuso de “verbas publicitárias” governamentais. Tão fartas que convertem em notícia o que não passa de “propaganda disfarçada.” Curioso. O ex-PT dizia o mesmo de FHC.

Na opinião do ex-presidente tucano, o “efeito deletério” do fenômeno “não é tão sentido na grande mídia.” Acha que, submetidos à concorrência de mercado, os veículos maiores terminam por levar em conta “o interesse e mesmo a voz do consumidor e do cidadão eleitor.” É nas “mídias locais e regionais”, anota FHC, que “o pensamento único impera sem contraponto.”

Embora critique o “marasmo” das manchetes, FHC sustenta que não há senão a alternativa de “manter a liberdade de expressão.” Refuga, “por inaceitável”, a tese petista do “controle social da mídia.” O que não o impede de defender a “luta constante” contra o que chama de “distorções” das notícias. “Não para censurá-las”, ele esclarece, “mas para confrontá-las com outras versões.”

Reconhece que é “pela voz crítica dos setores da mídia independente” que as informações escapam “das deformações advindas da influência das forças estatais.” Vem daí, acredita FHC, a aversão do petismo e dos seus agregados à imprensa que imprensa. “Não por acaso, é contra estes que os donos do poder político e os partidos que os sustentam se movem: denunciam que é a imprensa quem faz o papel da oposição.”

Sintomaticamente, FHC reconhece: “Até certo ponto isso é verdade.” Na sua avaliação, repórteres e articulistas fazem as vezes de algozes dos governos “mais por deficiência dos partidos de oposição, cujas vozes se perdem nos corredores dos parlamentos, do que por desejo de protagonismo da mídia crítica.” Ele acrescenta:

“Obviamente, não basta haver uma mudança na oferta de espaço pela mídia, é preciso que haja vozes de oposição com peso suficiente para serem ouvidas e se fazerem respeitar. Sem esquecer que nas democracias a voz que pesa politicamente é a de quem busca o voto para se tornar poder.”

Quem consegue atravessar todo o artigo chega ao ponto final com a impressão de que há um quê de autocrítica na peça. No fim das contas, é a oposição quem rodopia feito parafuso. Sem rosca e sem assunto. No mais, FHC reembrulha as críticas que os rivais faziam à sua presidência. A tentativa de controle sobre a agenda, a derrama de verbas publicitárias…

Quanto à falta de contraponto, a própria presença do artigo nas páginas deste domingo constitui uma evidência de que, havendo o que dizer, espaço não vai faltar. A propósito, a íntegra do texto de FHC está disponível aqui .


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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Reflexão do Dia

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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

O Que é Antroplogia?



1 INTRODUÇÃO
Antropologia, estudo dos seres humanos de uma perspectiva biológica, social e humanista. Esta ciência divide-se geralmente em dois grandes campos: a antropologia física, que trata da evolução biológica e a adaptação fisiológica dos seres humanos, e a antropologia social ou cultural, que se ocupa das formas em que as pessoas vivem em sociedade, ou seja, as formas de evolução de sua língua, cultura e costumes.
A antropologia é fundamentalmente multicultural. Os primeiros estudos antropológicos analisavam povos e culturas não ocidentais, porém seu trabalho atual concentra-se, em grande parte, nas modernas culturas ocidentais (as aglomerações urbanas e a sociedade industrial). Os antropólogos consideram primordial realizar trabalhos de campo e dão especial importância às experiências de primeira mão e, por isso, participam de atividades, costumes e tradições da sociedade.
A antropologia surgiu como campo diferenciado de estudo em meados do século XIX. Nos Estados Unidos, o fundador desta disciplina foi Lewis Henry Morgan, que pesquisou em profundidade a organização social da confederação iroquesa. Na Europa, seu fundador foi Sir Edward Burnett Tylor, que construiu uma teoria sobre a evolução humana que atribuía especial atenção às origens da religião. Tylor, Morgan e seus contemporâneos ressaltaram a racionalidade das culturas humanas e argumentaram que, em todas as partes, a cultura humana evoluía para formas mais complexas e desenvolvidas. Bronislaw Kasper Malinowski, fundador da escola funcionalista de antropologia, afirmava que as organizações humanas deviam ser examinadas no contexto de sua cultura.
2 ANTROPOLOGIA FÍSICA
A antropologia física ocupa-se principalmente da evolução humana, da biologia humana e do estudo de outros primatas, aplicando métodos de trabalho utilizados nas ciências naturais.
No campo da evolução humana, destacam-se os trabalhos dos paleontólogos Louis Seymour Bazett Leakey, sua esposa Mary Douglas Leakey e seu filho Richard Erskine Leakey, os quais descobriram fósseis, utensílios de pedra e ossos dos primeiros hominídeos.
Outros ramo importante da antropologia física é o estudo dos povos contemporâneos e de seus diferentes traços biológicos e genéticos, em relação com o ambiente cultural e social.
O estudo dos primatas, seu comportamento, hábitos e costumes, constitui uma dimensão comparativa essencial da antropologia para conhecer os antepassados do ser humano. A antropóloga britânica Jane Goodall dedicou anos à observação dos chimpanzés no parque nacional da Tanzânia, descobrindo uma relação de comportamentos e habilidades surpreendentes.
3 ANTROPOLOGIA SOCIAL E CULTURAL
Grande parte da investigação antropológica baseia-se em trabalhos de campo levados a efeito nas diferentes culturas. Entre 1900 e 1950, aproximadamente, estes estudos eram orientados a registrar cada um dos diferentes estilos de vida antes que determinadas culturas primitivas sofressem a influência dos processos de modernização e europeização. Tais trabalhos de campo que descrevem a produção de alimentos, as organizações sociais, a religião, a vestimenta, a cultura material, a linguagem e demais aspectos das diversas culturas, é o que se conhece por etnografia. A análise comparativa destas descrições etnográficas, que buscam generalizações mais amplas dos esquemas culturais, as dinâmicas e os princípios universais, é o objeto de estudo da etnologia. No campo da antropologia social e cultural são importantes as abordagens de Margaret Mead, Franz Boas, Alfred Louis Kroeber e Claude Lévi-Strauss.
4 MÉTODOS E APLICAÇÕES
Existem tantos métodos de pesquisa quanto temas de estudo. Na arqueologia, a técnica do carbono radioativo é talvez a mais utilizada. Na antropologia social e cultural, os estudos baseiam-se nos métodos de observação participante dentro de uma comunidade ou sistema social. Sem dúvida, hoje a investigação exige outras ferramentas metodológicas como as entrevistas estruturadas e as provas psicológicas.
5 TENDÊNCIAS ATUAIS
A antropologia moderna está se convertendo pouco a pouco em uma ciência aplicada, já que os pesquisadores estão se concentrando em aspectos sociais como saúde, educação, proteção do ambiente e desenvolvimento urbano. São muitos os antropólogos contratados por organismos públicos, instituições de pesquisa, grupos independentes de pressão, organizações indigenistas e agências sanitárias para realizar trabalhos de campo em ambientes culturais, como projetos educativos, sanitários ou programas de desenvolvimento agrícola em regiões rurais.
O deslocamento para o estudo de sistemas mais heterogêneos e diversificados, assim como o auge dos métodos quantitativos de pesquisa, hoje necessitam do apoio de diferentes profissionais, incluídos os assessores estatísticos, biólogos, socióólogos e demais colaboradores.

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

O Globo Mobile

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Afecção

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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

O Que é Guerra?



No âmbito jurídico, define-se como conflito armado entre dois ou mais Estados, denominados beligerantes, que tem por finalidade fazer valer determinado objetivo, utilizando meios que o Direito internacional público reconhece e regula (Direito de guerra). Também engloba aqueles conflitos que afetam grupos distintos dentro de um mesmo país.

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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Hoje na História: há 40 Anos Atrás

O Vietnam do Norte rejeita o plano dos EUA, de junho de 1971, para terminar a guerra.

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sábado, 4 de fevereiro de 2012

Rua Laguna

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Rua Laguna, a photo by Rogsil on Flickr.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

DVD Metal - Dica




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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Estadão - Caderno Paladar

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Estadão - Caderno Paladar, a photo by Rogsil on Flickr.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Usei o Shazam para descobrir I've Been Losing You por A-ha


Olá,
Usei o Shazam para descobrir I've Been Losing You por A-ha e queria partilhar contigo.
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