segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

31 de Dezembro de 2012

Ultimo dia do Ano.
Feliz Ano Novo a Todos!

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domingo, 30 de dezembro de 2012

Gilberto Gil



Gil, Gilberto (1942- ), um dos mais destacados cantores e compositores do Brasil contemporâneo.
Nasceu em Salvador, Bahia, em 29 de junho de 1942. Em Ituaçu, um povoado do interior, começou a compor música. Elis Regina cantou algumas de suas canções e, em 1966, gravou Louvação. Mas foi sua colaboração com Caetano Veloso e outros músicos do movimento tropicalista que o colocou no primeiro plano da vanguarda musical brasileira. A guinada em sua carreira começou no Festival da Canção da TV Record de 1967, quando lançou Domingo no parque, acompanhado pelo grupo de rock Os Mutantes. Perseguido pela ditadura militar, exilou-se em Londres em 1969, tendo antes gravado o samba que foi uma espécie de hino dos brasileiros que fugiam do país: Aquele abraço.

Em 1975, uniu misticismo, ecologia e uma busca de equilíbrio no disco Refazenda. Em 1977, exaltou a negritude em seu disco Refavela. Em 1988, foi eleito vereador de Salvador e, mais tarde, foi secretário de Cultura da cidade. Em 1993, homenageou o movimento tropicalista com o LP Tropicália 2, que gravou com Caetano Veloso. Em 1999, seu álbum Quanta gente veio ver, gravado ao vivo e batizado nos Estados Unidos de Quanta Live, recebeu o Grammy na categoria World Music.

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sábado, 29 de dezembro de 2012

Adjetivo



Adjetivo, palavra que funciona como complemento ou determinante de um substantivo. Os adjetivos podem ser simples (gramática histórica) e compostos (literatura luso-brasileira). A significação de um adjetivo pode receber intensidade maior ou menor. Daí, a existência de dois graus: comparativos (terra tão boa quanto a nossa) e superlativos. Os adjetivos superlativos classificam-se como sintéticos (cidade antiqüíssima) e analíticos, quando acompanhado por um advérbio de intensidade (mulher extraordinariamente elegante).
Epíteto, do grego epitheton, é uma palavra ou frase que qualifica pessoas ou coisas. Seu uso é muito comum na epopéia: “o peito ilustre lusitano” (Os Lusíadas, de Luís de Camões).

Um adjetivo precedido pelo artigo neutro o se nominaliza e equivale a um substantivo abstrato: o irreal.

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Cadê Todos?

Cadê Todos? by Rogsil
Cadê Todos?, a photo by Rogsil on Flickr.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

25 Anos de Armazenamento

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

UniPAC Vale do Aço - Ipatinga MG

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Social Screen

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Amazon Kindle 4th Generation 2012 Unboxing

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domingo, 23 de dezembro de 2012

Câmera 3

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sábado, 22 de dezembro de 2012

TV Cultura Vale do Aço

TV Cultura Vale do Aço by Rogsil
TV Cultura Vale do Aço, a photo by Rogsil on Flickr.

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Telecine Play SKY no Android - Tela de Logon

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Santander Brasil

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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Ladrilhos

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Ladrilhos, a photo by Rogsil on Flickr.

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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Entrevista: Fausto Silva


Por que mostrar quadros de artistas clássicos no telão?
O Domingão foi o primeiro programa a ter um vídeo wall (telão). Já houve a tentativa de exibirmos imagens do Brasil para resgatar a autoestima do País. O lema aqui é renovação constante e satisfação permanente. Se você não tem isso, não consegue durar tanto tempo, principalmente com o retorno publicitário que tem o programa. Em uma conversa com o (ex-diretor) Ulysses Cruz, resolvemos mostrar livros. Com isso, conseguimos despertar nas pessoas o interesse pela literatura em um programa popular. Falamos que precisávamos fazer algo de arte no telão.
Você precisa ser didático?
Claro que não vou fazer dissertação sobre impressionismo nem os estilos e as fases. Isso você joga em doses homeopáticas para despertar o interesse. No site, há mais informações. Sempre puxamos alguma coisa da história de cada um. Estamos vendo como fazer com esculturas.
Você também já fez número de música clássica. Vai retomar?
Fizemos um número do Tchaikovsky com os meninos de Paraisópolis. Nós nos baseamos na história (do artista), pois, geralmente, é um cara de origem humilde ou alguém que consegue superar uma adversidade.
Como é a escolha das obras?
Há um crivo para não virar ação entre amigos. Os herdeiros têm interesse em mostrar a arte para o maior número de pessoas. O (diretor) Adriano Ricco tem a humildade de pedir ajuda a críticos de arte. Se conseguirmos 10% do público com interesse de ir a uma exposição ou a um museu, já valeu.
Já ouviu bons comentários após o projeto?
Existe preconceito. Eu já fui cult no Perdidos (na Noite). Agora, eu sou gerente de supermercado.
Os artistas que cantam no programa comentam?
Eu não tenho contato com eles fora. Até hoje, não teve um que olhou para trás e falou.
No momento da arte, a audiência importa?
Meu estilo não tem a ver com o dos concorrentes. Não tenho por que ver o concorrente, pois não devo, não quero e não posso fazer o que o concorrente faz.
O fato de você ter boa audiência o deixa acomodado?
Não. Essa história de que em time que está ganhando não se mexe é errada. Você tem de se mexer, tem de atender todas as classes e idades, ainda mais no domingo, um dia complicado. A TV é chata no domingo, é para quem não tem dinheiro nem o que fazer. Eu trabalho no domingo por isso. O domingo é chato. Para quem pode viajar e passear, o domingo é maravilhoso.
Nas férias, você vê televisão aos domingos?
De jeito nenhum. Faço 52 domingos, sendo 12 gravados. É a chance que tenho para viajar. Eu ando também para ficar com este corpinho, só a operação (de redução do estômago) não dá.
Está com restrições?
Não. Como nunca bebi nem fumei, para mim foi menos difícil. Quem gosta de comer mesmo e bebe tem de pensar muito. Tem muito garoto de 25 anos indo para a cirurgia. Ela é para pessoas com mais de 50 anos que já tentaram (emagrecer). Tem gente que acha que vai emagrecer e ficar lindo. O médico faz operação no estômago. Milagre, não. Para a minha saúde foi ótimo, fiquei com mais disposição. Eu como de tudo.
Seus amigos são das classes mais altas. Eles te assistem?
Todo mundo assiste e comenta. O preconceito é geral. A Globo é voltada para a dramaturgia. A linha de shows segue porque dá muito faturamento, além de audiência. Mas é o primo pobre. Quando saí do Perdidos, sabia que iria enfrentar isso. O Perdidos era cult, meio marginal.
Você gosta dos artistas que cantam no Domingão?
Meu gosto musical não é o que apresento. Eu faço programas para eles (público), não faço para mim. Esse é o segredo. Tem gente que faz programa em função do próprio ego. Eu sou o intermediário.
As camisas que você usa no ar geram muitos comentários. É você que escolhe?
Só uso camisas que vão chegar aqui daqui a anos. Tem um tal de Angelo Galasso, o maior nome da moda masculina, mas ninguém sabe. Já usei camisa xadrez, listrada, polo, jeans, florida... Eu uso e acabou. Se você não tiver um mínimo de segurança para isso, não vai se expor em um programa de TV. Não estou nem aí. Antes, eu usava calça 58, hoje uso 44. Uso o que gosto. Eu trago moda de Londres, por exemplo. Os caras daqui têm preconceito, é só cinza e preto, moda funerária. Eu passei a vida inteira sonhando em usar roupas assim, mas não serviam. Todo gordinho sabe do que estou falando.
Você traz as suas roupas?
Falo o que vem à cabeça e não uso ponto eletrônico. A roupa é minha e o sapato é meu. A Globo não gasta nada. O bom ou mau gosto, para quem achar, é meu. Tem amigo da alta (sociedade) que pergunta onde comprei.
Com 62 anos você não tem nenhum fio branco na cabeça.
Não foi a natureza, foram os laboratórios. Hormônio eu não tomo, depois engorda. É uma tintura para não ficar aquela graúna preta nem aquele acaju de mico-leão dourado.
Agora, suas bailarinas não dançam apenas.
Elas não só falam, mas participam de ações comerciais e cantam. Elas dão opinião. Quase 90% têm curso superior. Temos algumas de nível internacional, que passaram pelo Bolshoi. Para minha surpresa, algumas já dançaram no Teatro Municipal e outras em Viena.

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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Sorveteria

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domingo, 16 de dezembro de 2012

Cover IPad 2

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sábado, 15 de dezembro de 2012

Reflexão Mensal

"Dor....na sua intensidade torna-se intima dos meus segredos."' - Roger

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Caravelas

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Across. The Street

Across. The  Street by Rogsil
Across. The Street, a photo by Rogsil on Flickr.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Av. Getúlio Vargas

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Av. Getúlio Vargas, a photo by Rogsil on Flickr.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Surface vs IPad vs Nexus 10

Assista a "Surface vs. iPad. vs. Nexus 10" no YouTube

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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Edifício

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Edifício, a photo by Rogsil on Flickr.

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domingo, 9 de dezembro de 2012

Social Screen

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sábado, 8 de dezembro de 2012

Reds

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

DIRECTV Genie - The Most Advanced Whole Home HD DVR

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Arquitetura

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Lady in Red

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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

traseira SKYHDTV Decoder

traseira SKYHDTV Decoder by Rogsil
traseira SKYHDTV Decoder, a photo by Rogsil on Flickr.

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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ribimboca da Parafuzeta II

Ribimboca da Parafuzeta II by Rogsil
Ribimboca da Parafuzeta II, a photo by Rogsil on Flickr.

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domingo, 2 de dezembro de 2012

Uma Rosa Com Carinho

Uma Rosa Com Carinho by Rogsil
Uma Rosa Com Carinho, a photo by Rogsil on Flickr.

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sábado, 1 de dezembro de 2012

Samsung Galaxy Note Ii

Samsung Galaxy  Note Ii by Rogsil
Samsung Galaxy Note Ii, a photo by Rogsil on Flickr.

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Artrite



Artrite, inflamação de uma ou mais articulações. Quando se prolonga por muito tempo, acaba provocando destruição articular com a conseqüente incapacidade funcional.

Artrite reumatóide: é a mais freqüente, grave, dolorosa e potencialmente incapacitante. Trata-se de uma poliartrite (afeta habitualmente múltiplas articulações) crônica, que evolui com exacerbações e remissões.
É necessário distingui-la da artrose. Esta consiste no desgaste (tecnicamente degeneração) de uma articulação e, só mais tarde, ocorrem fenômenos inflamatórios leves, com o intuito de reparar as lesões.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Pirataria de EBook

Batendo um PrtScr de cada pagina do eBook, pode-se passar cada JPeg para o formato PDF ou mesmo ePub.

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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O MITO LULA, A ERA DO FASCISMO NO BRASIL

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Anatomia



1 INTRODUÇÃO
Anatomia, ramo das ciências naturais relativo à organização estrutural dos seres vivos. É um estudo científico muito antigo, cujas origens remontam à pré-história.

2 HISTÓRIA DA ANATOMIA
Durante séculos, os conhecimentos anatômicos basearam-se na morfologia descritiva, isto é, na observação de plantas e animais dissecados. A invenção do microscópio no século XVII deu lugar ao desenvolvimento da anatomia microscópica, que se dividiu em histologia e citologia.
A anatomia patológica foi considerada um ramo da ciência pelo médico italiano Giambattista Morgagni e, no final do século XVIII, o naturalista francês Georges Cuvier sistematizou a anatomia comparada.
A anatomia microscópica fez grandes progressos durante os séculos XIX e XX, graças a microscópios com maior poder de resolução. A descoberta dos raios X pelo físico alemão Wilhelm Roentgen possibilitou que os anatomistas estudassem os tecidos e os sistemas dos órgãos nos animais vivos.
No século XX, desenvolveu-se outro procedimento para a investigação anatômica: a cultura de tecidos, que implica na cultura de células e tecidos de organismos complexos fora do corpo.

3 ANATOMIA HUMANA
O funcionamento do corpo humano baseia-se nos seguintes sistemas:

Esqueleto e musculatura: o esqueleto humano é formado por mais de 200 ossos, unidos por faixas de tecido conjuntivo resistente e pouco elástico, denominadas ligamentos. Os movimentos dos ossos do esqueleto ocorrem graças às contrações dos músculos esqueléticos, ligados aos ossos por tendões.
Sistema nervoso: divide-se em somático, que exerce o controle sobre os músculos esqueléticos, e autônomo, que é involuntário e controla os músculos liso, cardíaco e as glândulas. O sistema nervoso autônomo divide-se em dois: simpático e parassimpático. A maioria dos músculos e glândulas possui uma dupla inervação; nestes casos, as duas divisões podem exercer efeitos opostos.

Aparelho circulatório: em sua circulação pelo organismo, o sangue, bombeado pelo coração, percorre um trajeto complexo. Atravessa as cavidades direitas do coração, passando para os pulmões (onde capta o oxigênio) e, depois, regressando às cavidades esquerdas do coração. Em seguida, é bombeado para a artéria principal, a aorta, ramificando-se em artérias cada vez menores até alcançar as arteríolas. Além das arteríolas, o sangue passa através de um grande número de estruturas de paredes delgadas, chamadas vasos capilares.

Sistema imunológico: o organismo defende-se contra proteínas estranhas e microorganismos infecciosos com um sistema complexo duplo, que depende do reconhecimento de uma área na estrutura da superfície ou do padrão de superfície do invasor. As duas partes do sistema são a imunidade celular, em que os mediadores são os linfócitos, e a imunidade humoral, baseada na ação de moléculas de anticorpos.

Aparelho respiratório: a respiração realiza-se graças à expansão e contração dos pulmões; o processo e a freqüência com que ela ocorre são controlados por um centro nervoso cerebral.

Aparelho digestivo e excretor: a energia necessária à manutenção e funcionamento adequado do organismo é fornecida pelos alimentos. A digestão dos alimentos começa na boca. O alimento percorre depois o esôfago até o estômago, onde o processo digestivo continua. Em seguida, a mistura de comida e secreções, denominada quimo, desce pelo tubo digestivo. A absorção dos nutrientes ocorre, principalmente, no intestino delgado. O alimento não absorvido e as secreções e substâncias residuais do fígado passam para o intestino grosso e são expulsas sob a forma de fezes. A água e as substâncias hidrossolúveis passam do sangue para os túbulos renais, que devolvem a maior parte da água e dos sais ao organismo e recolhem outros sais e produtos de degradação do sangue. A urina, o líquido resultante, é armazenada na bexiga urinária até ser eliminada para o exterior.

Sistema endócrino: além da ação integradora do sistema nervoso, as glândulas endócrinas controlam várias funções do organismo. Uma parte importante deste sistema, a hipófise, localiza-se na base do cérebro.
Outras glândulas do sistema endócrino são o pâncreas, que secreta insulina e glucagon e a glândula paratireóide, que secreta um hormônio que regula a concentração de cálcio e fósforo do sangue.

Aparelho reprodutor: a reprodução ocorre pela união de um espermatozóide e um óvulo. Durante o coito, o homem ejacula, através do pênis, mais de 250 milhões de espermatozóides na vagina da mulher. A partir dali, alguns alcançam o útero e as trompas de Falópio, onde ocorre a fecundação.

Pele: é um orgão formado por duas camadas de tecidos, que se estende sobre a superfície corporal, protegendo-a da desidratação ou perda de líquidos, de substâncias externas danosas e de temperaturas extremas.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Há 25 anos atrás

26 de Novembro de 1987:

A passagem do furacão Nina pelas Filipinas deixa 380 mortos.


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domingo, 25 de novembro de 2012

Raio X



Raios X, radiação eletromagnética penetrante, com um comprimento de onda menor que a luz visível, produzida bombardeando-se um alvo, geralmente de tungstênio, com elétrons de alta velocidade. O comprimento da onda vai de 10 nm até 0,001 nm. Quanto menor é seu comprimento de onda, maiores são sua energia e poder de penetração.

Tanto a luz visível como os raios X se produzem por causa das transições dos elétrons de uma órbita para outra. A luz visível corresponde a transições de elétrons exteriores e os raios X a transições de elétrons interiores. Os raios X se produzem sempre que um material é bombardeado com elétrons de alta velocidade. Grande parte da energia dos elétrons se perde sob a forma de calor; o resto produz raios X ao provocar mudanças nos átomos do alvo como resultado do impacto. Quando um elétron de alta velocidade se choca contra um alvo, pode produzir duas coisas: induzir a emissão de raios X, com uma energia menor que sua energia cinética, ou provocar a emissão de raios X de energias determinadas, que dependem da natureza dos átomos do alvo.

Os raios X afetam uma emulsão fotográfica do mesmo modo que a luz o faz (ver Fotografia). A absorção de raios X por uma substancia depende da densidade e massa atômica dessa substância. Quanto menor for a massa atômica do material, mais transparente ele será aos raios X de um determinado comprimento de onda. Quando se irradia o corpo humano, os ossos — compostos de elementos com maior massa atômica que os tecidos circundante — absorvem a radiação com mais eficácia, porque produzem sombras mais claras sobre a placa fotográfica. Os raios X também produzem fluorescência em determinados materiais. Quando se substitui a película fotográfica por materiais fluorescentes, pode-se observar diretamente a estrutura interna de objetos opacos. Essa técnica é conhecida como fluoroscopia.

Outra característica importante dos raios X é seu poder de ionização, que depende de seu comprimento de onda. Essa propriedade permite a detecção e medição dos raios X.

O estudo dos raios X desempenhou um papel primordial na física teórica, especialmente no desenvolvimento da mecânica quântica. Como ferramenta de pesquisa, os raios X permitiram confirmar experimentalmente as teorias cristalográficas. Também são empregados na indústria como ferramenta de pesquisa e para realizar numerosos processos de testes e ensaios. Muitos produtos industriais são rotineiramente inspecionados mediante raios X, para que as peças defeituosas possam ser eliminadas ainda no local de produção. Entre outras aplicações, estão ainda a identificação de gemas falsas e a detecção de mercadorias de contrabando nas aduanas.

As fotografias de raios X, ou radiografias, e a fluoroscopia, são muito empregadas em medicina como ferramentas de diagnóstico. Já a radioterapia consiste no uso de raios X para tratar determinadas enfermidades, em particular o câncer. Um aparelho de raios X de invenção recente proporciona visões claras de qualquer parte da anatomia, incluídos os tecidos moles. Trata-se do aparelho de tomografia axial computadorizada. Com a mesma dose de radiação que um aparelho de raios X convencional, pode-se ver toda uma parte determinada do corpo, com definição aproximadamente 100 vezes maior.

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sábado, 24 de novembro de 2012

Entrevista Com Nando Reis


NANDO REIS - Por que resolveu lançar um disco na internet?
Porque eu faço discos e essa é uma ideia que está perdendo o lugar dentro do mercado. Cabe a mim proteger o que eu tenho a oferecer. E as lojas de discos estão fechando, a galope, porque não se compram mais discos. E, se estão fechando, as pessoas não têm onde comprar meus discos. Por isso, abri minha loja na internet – algo que só se tornou possível porque estou sem gravadora.
NANDO REIS - E os internautas pagam o que quiserem pelas músicas?
O problema é que, depois de 30 anos em gravadoras, eu realmente não sei quanto cobrar. Fiquei muito tempo assistindo à filosofia das gravadoras – do "lucro muito alto e muito rápido". Taí uma coisa que nunca entendi: por que uma gravadora prefere vender dez por trinta a vender trinta por dez. Agora, tenho a chance de descobrir quanto meu público está disposto a pagar.
NANDO REIS - E como está sendo?
Tem dias em que está mais alto, outros em que cai... Quando aumenta muito, vendo menos. É mercado puro.
NANDO REIS - É um modelo a ser seguido por outros artistas?
Não sei se serve para os outros. Mas serve pra mim.
NANDO REIS - Preferiu ficar sem gravadora já pensando em iniciar esse processo na internet?
Nunca foi minha intenção ser independente, não era um sonho. E, hoje, vejo como eu era acomodado... Só quando você sai é que percebe algumas coisas, tudo que você perde. Porque as gravadoras são muito ortodoxas, pouco flexíveis. Mas a verdade é que, matematicamente, eu era prejudicial, era vermelho...
NANDO REIS - O "ruivão" era vermelho? Nando Reis dava prejuízo?
Pois é, dava! (risos) Mas foi ótimo, porque percebi o seguinte: eu é que deveria ter saído antes, sabe? Não acho que a música que eu faço seja tão inviável assim. Mas foram 30 anos de bons relacionamentos na Warner. Tanto que, quando fui renovar o contrato e eles me disseram "olha, Nando, não dá", admito que fiquei um tanto chocado, tomei um susto.
NANDO REIS - Trinta anos enganando o público não deve ser fácil...
(risos) Pensei: "O que vou fazer agora?" Mas fui sondado por outras gravadoras e tive tempo de ver que a independência, neste momento, podia ser bastante interessante. Até porque o modelo começava a ficar insustentável, mordendo fatia de lucro dos shows – que é algo que eu não posso aceitar.
NANDO REIS - Aí você aproveitou a liberdade e foi gravar em Seattle, com o Jack Endino, que já produziu Nirvana e Soundgarden. Por que?
Porque ele mora lá, eu queria um produtor como ele, na cidade dele, no estúdio dele. E foi caro, viu? Mas um ponto importante é que eu preciso estar muito concentrado para iniciar um processo de gravação. Como a minha banda, Os Infernais, fica no Rio, para mim é ótimo, porque tenho a chance de sair de casa, de cidade... Só que, desta vez, eu queria tirar também a banda do ambiente dela.
NANDO REIS - E como é o seu relacionamento com Os Infernais?
Nossa, eu amo essa banda! Ela está com sua formação mais vibrante, a que mais me empolga. Pela relação que temos uns com os outros, pelo som no palco, pela revelação que foi ver como cada um deles tocou na gravação desse novo trabalho.
NANDO REIS - Depois de 30 anos de estrada, está onde imaginava estar?
Nunca fiz esse tipo de projeção. Embora sempre tivesse desejo de fazer o que faço. Desde pequeno. Como todo desejo, a gente nunca sabe o que vai acontecer. Gosto, sim, do lugar que ocupo hoje. Mas penso também na qualidade do que eu faço. E estou entre os dez que mais arrecadam direitos autorais no País. Acho isso tão bizarro...
NANDO REIS - Por que?
Acho realmente intrigante. Claro, as pessoas me gravam. Mas... não sei. Talvez tenha a ver com a colcha que eu costurei durante esses anos todos. Nessa conta tem muita participação do meu trabalho com o Skank, por exemplo. Sou parceiro do Samuel (Rosa), e o Skank é muito mais constante nas paradas de sucessos, com músicas que eu compus, do que as minhas próprias canções. Às vezes, acho espantoso. Em outras, concluo que tenho qualidade, estou onde estou porque trabalhei muito, sou um cara dedicado, gosto do que faço.
NANDO REIS - Foi a tranquilidade financeira de ser um top ten do Ecad que permitiu investir no projeto atual?
Estou dando um destino perfeito para o que arrecado com os direitos autorais: meu trabalho. Porque, como eu disse, meu negócio é fazer discos, gravar as músicas que fiz e apresentá-las ao público – que é quem faz essa roda girar. Este disco que está na internet tem 15 composições inéditas e uma delas, Sei, está fazendo muito sucesso nas rádios. Não há nada melhor do que investir no próprio negócio.
NANDO REIS - Como vê a atual discussão sobre direitos autorais na internet?
Não entendo como alguém pode achar que direito autoral não deve ser pago na internet, só porque o conteúdo tem de circular livremente. Existem bilionários na rede que se fizeram graças às ferramentas de circulação de conteúdo. Mas, minha música faz parte desse tal conteúdo. Então, não me venham com essa, de que tenho de ceder meus direitos em prol da democracia. Democracia é o c...! Democracia não é nada disso!
NANDO REIS - E como acha que deveria ser?
Olha, na era digital, as músicas tinham de ter um código de barras, e cada rádio devia ter um decodificador, e cada vez que um sujeito tocasse a música, deveria pingar dinheiro em algum lugar. Então, aquele autor, que tem uma canção só, que toca uma vez no sertão, deveria ganhar de forma proporcional. Porque, hoje, é por amostragem, um negócio complicadíssimo, que tende mesmo à distorção. É muito injusto. É preciso investir em tecnologia para resolver esse problema.
NANDO REIS - O que é sucesso pra você?
Putz, eu penso em sucesso de uma forma diferente do que as pessoas pensam. Por exemplo, há músicas que eu compus e que simplesmente não aconteceu nada com elas, embora eu achasse que fossem ser grandes sucessos. Claro que, na maioria das vezes, tenho noção do que vai se tornar hit – por causa do ritmo, do refrão. Embora eu adore quando essas fórmulas são transgredidas. Legião Urbana é um excelente exemplo do que eu estou falando: imagina uma música de nove minutos, como Faroeste Caboclo, tocando em todas as rádios! O sucesso é misterioso.
NANDO REIS - Trabalha contra a fórmula?
Tento, mas nem sempre dá certo. Porque, às vezes, a música pede um formato consagrado. Essa canção da qual eu falei, Sei, é interessante. Tem três minutos e meio, que é um tamanho-padrão do mercado. Porém, não tem refrão. Mas eu não pensei em fazê-la sem refrão, não foi algo intencional. Acho que todas as músicas deveriam ter a chance de tocar as pessoas. E é isso que eu tento fazer nos meus shows. Há hits que eu toco para o público e que não foram grandes sucessos de rádio. Como Relicário, All Star e Pra Você Guardei o Amor, músicas com letras complexas. Pois são cantadas a plenos pulmões nos shows. Isso é o que eu chamo de sucesso.
NANDO REIS - Tem ídolos?
Ídolos porque, quando eu era jovem, os idolatrei: Gil, Caetano e os Novos Baianos. Hoje, não os idolatro, mas os coloco na posição de formadores da estrutura do meu gosto.
NANDO REIS - Então, deve ter sido emocionante ter um texto do Gil apresentando seu novo CD.
Fiquei honradíssimo, foi um elogio. Achei graça da forma como ele escreveu, das coisas que revelou, incluindo o desconhecimento do meu trabalho. Achei lindo o fato de ele ter ouvido meu disco, sabe? Fiquei extremamente lisonjeado. Porque o Gil é fenomenal, um cara brilhante.
NANDO REIS - Você é perfeccionista?
Em algumas coisas, sou muito empenhado, tenho rigor. Em outras, tenho uma intencional displicência, para manter um grau de humanidade, de precariedade, que me interessa. Sou perfeccionista e imperfeccionista.
NANDO REIS - Continua fazendo análise?
Parei, temporariamente.
NANDO REIS - Resolveu se dar alta?
Não... pulei o muro do hospício (risos). Tô refugiado. Fiz análise durante muitos anos. Minha mulher é psicanalista, meus filhos fazem análise. Acredito na ideia de que é melhor saber do que não saber.
NANDO REIS - Com cinco filhos, sua casa é do tipo que vive cheia?
Pois é... estou casado outra vez com Vânia, que é mãe de meus quatro filhos mais velhos. Theodoro tem 26 anos e uma filha, Luzia. Sophia tem 24 anos e está morando, temporariamente, comigo. Sebastião, de 17, e Zoe, de 13, moram comigo e também com a Vânia... É que, embora casados, a gente vive em casas separadas. Eu viajo muito. Às vezes, a casa fica vazia; outras, está cheia, todo mundo aqui. O importante é que eu tenho uma família e convivo muito bem com ela. Meu quinto filho é o Ismael, que mora no RS, com a mãe, a Nani. Tem 6 anos e viaja muito comigo e com a banda. É todo mundo muito amigo – algo muito singular, uma fórmula que funciona pra gente.
NANDO REIS - Apesar de passar muito tempo longe, por causa dos shows, e de ter essa família fora dos padrões, você se considera um bom pai?
Acho que sou um ótimo pai. Pelo princípio que define pai e mãe: a relação amorosa de admiração e respeito pelos filhos. Tenho interesse por eles, gosto deles. Quando o Theo nasceu, em 1986, eu tinha 23 anos, era muito jovem. Hoje, estou entrando na minha quarta adolescência, a da Zoe. Assim como indivíduo, como pai eu também me desenvolvi. Acho que fui um bom pai até quando agi mal, como um pai real. Ser um bom pai é ser um pai verdadeiro, uma pessoa verdadeira. E isso eu sou.
NANDO REIS - É melhor ser adolescente hoje ou na época em que você era adolescente?
Se é melhor hoje do que nos anos 80? Não. Quer dizer, tem muita coisa igual, que pertence ao fato de você ser adolescente. Mas, hoje... é muito mais violento. Na minha época não era assim. Não estou glamurizando os anos 80, não! Mas hoje está muito pior. Tem muita gente no mundo e, como o mundo não sabe o que fazer com tanta gente, as pessoas vivem mal e ficam tentando tomar as coisas umas das outras. Claro que hoje existem milhares de coisas que essa garotada adora... Imagina se eles conseguem viver num mundo sem computadores.
NANDO REIS - Não curte computador?
Não é isso. É que gostava muito também do mundo sem computadores (risos).

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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Entrevistando o sociólogo Bernardo Sorj


O escândalo revelado pela Operação Porto Seguro é um caso clássico de confusão entre público e privado?
É um caso extremo, vergonhoso, triste. E a pergunta que deveria ser feita é: como chegamos a esse tipo de situação? Casos de condutas erradas por parte de funcionários públicos existem em qualquer parte do mundo. A diferença é que no Brasil isso ocorre de forma quase sistemática. E mostra que precisamos enfrentar a situação minimizando as possibilidades desse tipo de conduta. É um processo lento, gradual, que começa na vida familiar, passa pela escola e pelo respeito ao outro e ao espaço público, que são premissas básicas da democracia.
A incidência de casos de corrupção no Estado brasileiro aumentou ou diminuiu?
Se pensarmos em termos de longo prazo, obviamente a corrupção do Estado - e também das empresas em suas relações carnais com ele - aumentou muito. Mas aumentou na medida em que o Estado tem maior capacidade fiscal e porcentagem do PIB - há 50 anos o Estado tinha só 10% do PIB (em 2005, já passava de 36%, segundo o Ipea). Ao mesmo tempo, naquela época a corrupção estava em outro lugar. Era local, o coronel fazia o que queria em sua fazenda e a ilegalidade rondava cada pedaço de terra pelo Brasil. O cenário mudou muito com a urbanização do País. E gerou o que chamo de “individualismo transgressor”.
O que é ‘individualismo transgressor’?
Por um lado, nossa sociedade se modernizou. Temos indivíduos mais conscientes de seus direitos, com mais autonomia, mais acesso à informação, que participam de alguma forma da sociedade de consumo e recebem, em maior ou menor grau, benefícios de políticas públicas. Ao mesmo tempo, esse indivíduo moderno brasileiro é transgressor, pois continua mantendo uma cultura política que não respeita a separação entre o público e o privado. Ele não reconhece a universalidade das regras quando essas se aplicam a ele próprio, se utiliza das benesses do poder, do favoritismo e do nepotismo, desconhece nas ações práticas a lei e o próprio espaço público.
Então não é um problema apenas da classe política...
Exato. Vou dar um exemplo que pode parecer ingênuo. Quando eu dava aula, meus alunos ficavam falando sobre a corrupção no Estado. Aí eu dizia: “Muito bem, mas o que é a corrupção? É a apropriação indevida de recursos públicos. E a maioria de vocês nunca vem à aula. Vocês custam para o Estado R$ 15 mil, 20 mil ao ano, no mínimo. E jogam pela janela. Esse desprezo pelo público, certamente em escala muito maior nas esferas do poder, está na prática cotidiana de praticamente todo cidadão, quando não respeitamos o farol de trânsito, tentamos corromper um policial para não sermos multados, em toda uma sociabilidade de desrespeito à norma, que começa lá embaixo e termina lá em cima.
Mas é nas altas esferas do poder que essa cultura traz piores consequências, não?
Qual a tragédia brasileira? É que o Estado passou a estar a serviço do sistema político, e temos de separá-los totalmente. Porque é um ciclo que se repete: o que acontece com os partidos de oposição assim que chegam ao poder? Passam a considerar também que o Estado é um bem que lhes pertence e o utilizam em sua ação privada. A tragédia vale para todos os partidos.
É possível mudar essa cultura?
Não se muda nada por milagre. Cada passo é um passo. A decisão do Supremo Tribunal Federal de punir políticos que têm posições de poder estabelecidas foi um passo importante. Temos que criar um sistema de educação pública que introduza nas crianças valores cívicos. Passa por um sistema econômico em que não mais exista um setor informal que não paga impostos nem responde às leis trabalhistas e do comércio. Passa por separar e fazer o mais transparente possível a relação entre o Estado e as empresas, de forma que todos os anéis de corrupção sejam cortados. E por diminuir drasticamente os cargos de confiança. Todo o sistema do serviço público tem de estar, majoritariamente, nas mãos de funcionários de carreira, não de pessoas que chegam de paraquedas por indicação política.
O PT está completando uma década no poder federal, acompanhado por uma sucessão de escândalos. A que o sr. os atribui? À cultura sindical do corporativismo? A uma certa ortodoxia de esquerda que vê as instituições como moldáveis ao sabor do projeto político?
A questão não é entre esquerda ou direita. Tivemos direita corrupta no Brasil e, no momento, essa esquerda também mostra sinais amplos de corrupção. Nossa direita era elitista, mandonista, tinha desprezo pelo povo e achava que o Estado lhe pertencia. Já as esquerdas brasileira e latino-americana têm um problema de fundo. É acreditar que alguém, por ser de esquerda em termos de declarações ideológicas, está acima da lei e representa, por definição, o bem. Ou que, sendo de esquerda, representa os interesses do povo e, portanto, pode fazer o que bem lhe parece. O que implica um profundo desprezo pelas instituições democráticas. O PT carrega essa ideologia, de pensar que, pelo simples fato de ser PT e se autodeclarar representante do povo, está acima das instituições da norma democrática, pode fazer o que quiser e o Estado lhe pertence. Parte da nossa esquerda ainda não entendeu que tem que diferenciar governo e Estado. O último é um bem público que pertence aos cidadãos e não a um grupo específico, seja povo ou elite. Não temos uma situação tão grave como na Venezuela, que beira o autoritarismo. Mas o problema ocorre também no Brasil, embora haja setores dentro da esquerda que procuram lutar contra ele.
Quando o presidente do PT, Rui Falcão, afirma que a oposição no País não é feita por DEM ou PSDB, mas pela mídia e o Poder Judiciário, trata-se de um ataque às instituições?
Alguns porta-vozes do PT têm feito declarações profundamente antidemocráticas. Primeiro tentando estigmatizar a imprensa e os meios de comunicação por fazer oposição ao governo - quando o papel da imprensa é esse mesmo, seja o governo de esquerda ou de direita. Essa dificuldade de aceitar críticas vem da crença de se acharem representantes do povo e, portanto, do bem. É o que eu chamo de religião secularizada. Antigamente tudo o que a Igreja fazia era, por definição, pelo bem e pela salvação da alma. Em nome disso, fez até a Inquisição, torturou e matou. A esquerda se considera a salvação do povo e, em nome disso, está acima da lei, o que é uma profunda incompreensão da democracia. Sobre o Judiciário, acho interessante: o PT poderia ter festejado o fato de que foi um relator negro, de origem pobre, que teve a coragem de enfrentar políticos que inclusive o indicaram. O partido poderia ter transformado a conduta do ministro Barbosa em um elemento de autocelebração. Mas, em lugar disso, demonizam o relator e um Supremo majoritariamente indicado por Lula e Dilma.
E a atuação de Dilma diante dos escândalos, tem sido satisfatória?
Primeiro, não podemos mistificar o poder da presidente Dilma: ela depende de uma maioria para governar e, num país como o Brasil, onde no Congresso prevalecem interesses pequenos e pessoais dos políticos, é preciso fazer acordos que nem sempre agradam. Apesar disso, embora ainda seja cedo para avaliar seu governo, creio que a presidente tem procurado enfrentar os problemas de corrupção e utilização privada da máquina pública dentro dos limites que lhe dá sua base de poder. O que ela ainda não enfrentou são as reformas necessárias para a gente realmente modificar o quadro estrutural.
Quais seriam essas reformas?
Uma reforma política, a diminuição radical do número de cargos de confiança e a utilização de técnicos de alta qualidade para dirigir as empresas públicas e agências de regulação. Precisamos separar a máquina de Estado dos interesses políticos. No caso da reforma política, o elemento central é fortalecer o poder dos partidos em contraposição ao poder dos políticos que exercem mandatos. O mandato tem de estar mais associado ao partido, sua bancada e seu programa. Um segundo ponto é que pelo menos parte dos mandatos sejam distritais, de forma que as pessoas possam acompanhar mais de perto a atuação desses políticos. Em terceiro lugar, como já disse, precisamos de mais leis que punam ações ilegais de qualquer funcionário público - e aqui seria preciso também fazer uma mudança nos chamados fundos eleitorais, que hoje são uma caixa-preta em nome da qual praticamente tudo é permitido.
O que se pode fazer em relação ao financiamento eleitoral?
É preciso mais rigor na punição. Só para dar um exemplo, na Alemanha o ex-chanceler Helmut Kohl, pego num escândalo de uso indevido de fundos eleitorais, teve de renunciar e sair da vida pública. E lembre que Kohl foi possivelmente um dos grandes estadistas alemães do século, dirigiu a reunificação do país. A questão não é entre financiamento público ou privado, mas de transparência no uso dos recursos.
A PF e o Ministério Público são instituições que têm se fortalecido, em sua opinião?
No caso do MP, acho vergonhosos os intentos de diminuir seu poder. O MP é um dos grandes avanços da Constituição de 1988 e se alguma coisa tem de ser feita é no sentido de seu fortalecimento. Ele é o único instrumento que a cidadania tem para enfrentar o poder estabelecido, pois a gente não tem, como em outros países, a opção de “ligar para o meu representante no Congresso para que tome providências”. Em relação à Polícia Federal, muitas das últimas operações têm sido exemplares. Mas a verdade é que a PF ainda é muito fraca em termos de recursos humanos e materiais, levando-se em conta a enormidade de suas atribuições, desde a fiscalização de fronteiras até o combate ao crime organizado e à corrupção.
E atores da sociedade civil, como as ONGs, podem suprir deficiências do Estado?
Uma das avaliações erradas que fizemos em determinado momento foi pensar que as ONGs poderiam substituir parte das funções do sistema político. Elas não conseguem. Por duas razões: a primeira é que o mandato delas é fundamentalmente de denúncia e de disseminação de valores. Elas não entram nas questões estritamente de governo. A segunda razão é que parte dessas ONGs foram cooptadas pelo sistema político. Um tempo atrás, nas eleições anteriores na Câmara Municipal do Rio, um quarto dos políticos eleitos tinha suas próprias ONGs. Ou seja, a ONG muitas vezes é utilizada para desviar recursos públicos ou é cooptada com recursos públicos para defender o governo. O sistema político não pode ser substituído, ele tem que ser melhorado e fortalecido.
O sr. escreveu certa vez que hoje o mundo da política ‘se bifurca entre um Estado que administra sem utopias, e utopias que se afastam dos problemas de administração do Estado’. Podemos sair dessa encruzilhada?
É uma encruzilhada universal. O fim das grandes utopias revolucionárias teve um elemento positivo: acabou com a ideia de que um grupo representa o bem de uma sociedade e pode impor à maioria a sua vontade. Na medida em que elas acabaram, no entanto, isso também afetou a conduta das pessoas associadas ao sistema político. Se antes havia muitas pessoas generosas, ao menos nas intenções, que entravam na política em nome de ideias, hoje as ideias ocupam um papel cada vez menos relevante. Passou-se a atrair para a política pessoas, no melhor dos casos, ambiciosas - para as quais os ideais de sociedade são menores. Já as que tinham grandes ideais para a sociedade saíram dos partidos políticos para se localizarem em movimentos sociais, ONGs de direitos humanos, ONGs que se dedicam ao meio ambiente, e assim por diante. O resultado é que a maioria das pessoas que tem ideais e procura defender uma visão mais moral da vida política não está no sistema político - visto como um ambiente que perdeu suas motivações mais altas. Aí está a bifurcação: as pessoas que querem mudar sentem que não há lugar para elas no sistema político, no qual predominam a negociação e os interesses. Já na sociedade civil elas podem manter a pureza de suas crenças, mas com influência quase nula na vida política. Essa separação entre uma militância de sociedade civil com ideais, mas sem poder político, e um poder político que está perdendo seus ideais termina se expressando em fenômenos como temos visto no PT hoje.





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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Reflexão da Semana

"Há Sol e Chuva na Sua Estrada.' - Milton Nascimento

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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Agnosticismo



Agnosticismo, doutrina que afirma que a existência de Deus e de outros seres espirituais não é nem certa nem impossível. A postura agnóstica se diferencia tanto do teísmo, que afirma a existência de tais seres, como do ateísmo, que a nega.

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Ateísmo



Ateísmo, doutrina que nega a existência de Deus ou qualquer outra divindade. É diferente do agnosticismo.
Com o desenvolvimento do conhecimento científico, o ateísmo transformou-se em uma tendência filosófica mais natural e aceita.

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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Teísmo



Teísmo, crença religiosa num ser supremo, fonte e sustento do Universo e que é ao mesmo tempo diferente deste. Esta doutrina opõe-se ao ateísmo.

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domingo, 18 de novembro de 2012

Deísmo



Deísmo, filosofia religiosa racionalista que floresceu nos séculos XVII e XVIII, principalmente na Inglaterra. Os deístas negavam as afirmações baseadas na revelação ou ensinamentos de qualquer credo. O deísmo desempenhou importante papel ao fomentar o desenvolvimento da filosofia racionalista e colaborou na configuração do clima intelectual europeu do século XVIII. Também influenciou filósofos e políticos britânicos, franceses e americanos, como John Locke, Voltaire e Benjamin Franklin. Suas figuras de mais destaque foram Edward Herbert e John Toland.

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sábado, 17 de novembro de 2012

Esteróide



Esteróide, grupo extenso de lipídios naturais ou sintéticos, ou compostos químicos lipossolúveis, com uma ampla diversidade de atividade fisiológica. Entre os esteróides, figuram determinados álcoois, ácidos biliares e muitos hormônios (como a cortisona, os estrogênios e a testosterona).

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Reflexão do Dia

"A dor nos faz lembrar que somos  mortais."

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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

afpbr

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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Reflexão Semanal

É tênue o limite entre a coragem e o suicídio.


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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Trevo Jd. Panorama x Veneza

Trevo Jd. Panorama x Veneza by Rogsil
Trevo Jd. Panorama x Veneza, a photo by Rogsil on Flickr.

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Hipermercado Bretas Ceconsud

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Hipermercado Bretas Ceconsud, a photo by Rogsil on Flickr.

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domingo, 11 de novembro de 2012

Vista Parcial do Arranjo Floral

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Vista Parcial do Arranjo Floral, a photo by Rogsil on Flickr.

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sábado, 10 de novembro de 2012

Bretas Ceconsud

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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Check Out

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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Chá de Espera

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Balas

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

Storify: Kindle

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Politica de Uso Justo do Skype

Política de uso justo Na Skype, queremos que todos os nossos clientes tenham os melhores planos de chamadas, chamados de "assinaturas", ao preço mais baixo possível. A Política de uso justo ("PUJ") visa prevenir fraudes e abusos de nossas assinaturas por parte de um pequeno grupo de usuários. Sujeito a esta PUJ, as assinaturas ilimitadas do Skype permitem chamadas ilimitadas para telefones fixos nos países com assinaturas aplicáveis (excluindo números especiais, premium, de serviços e números não geográficos). As chamadas ilimitadas para celulares também podem ser incluídas nos casos declarados no ato da compra. Todas as chamadas serão desconectadas e necessitam de rediscagem após um período de 2 horas. As assinaturas do Skype são somente para uso pessoal (comunicações pessoais ou comerciais), de acordo com nossos Termos de Uso e esta PUJ (“Uso legítimo”). A seguir apresentamos uma lista não exaustiva de práticas que não seriam consideradas Uso legítimo: Uso de assinaturas para operações de telemarketing ou central de chamadas; Revenda de minutos da assinatura; Compartilhamento de assinaturas entre usuários, seja por PBX, central de chamadas, computador ou qualquer outro meio; Realização de chamadas para números (de maneira isolada, sequencial ou automática) para gerar renda para si mesmo ou terceiros por meio dessas chamadas, em vez de para suas comunicações comerciais individuais (e sujeito à seção 4.1 dos Termos de Uso); e Padrões de chamada incomuns, inconsistentes com o uso normal individual da assinatura, por exemplo, chamadas regulares de curta duração ou chamadas para vários números em um curto período. Outras práticas podem ser relevantes para determinar o Uso legítimo, e a Skype reserva-se o direito de levar em consideração quaisquer atividades ilícitas, proibidas, anormais ou incomuns para essa determinação. A Skype, poderá, a seu critério, encerrar seu relacionamento com você, ou poderá suspender sua assinatura imediatamente se constatar que você está usando sua assinatura contrariamente a esta PUJ ou Termos de Uso do Skype. Nos casos razoáveis, a Skype irá enviar a você um aviso de uso indevido antes da suspensão ou encerramento de sua assinatura e, se cabível, a Skype poderá oferecer a você outra assinatura.

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domingo, 4 de novembro de 2012

Estante de Livros - Papel de Parede

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sábado, 3 de novembro de 2012

Prefeitura Municipal de Nova Era - MG

Nova Era - MG

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

UniPAC Vale do Aço - Ipatinga MG

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

01 de Novembro de 1967

Há 45 anos passados.....

A artilharia do Vietnam do Norte bombardeia um acantonamento de fuzileiros navais em Con Thien, no momento em que o vice-presidente dos EUA, Hubert Humprey, sobrevoava o local.

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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Whitesnake Unlock

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Blagh!

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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Rock Collection

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domingo, 28 de outubro de 2012

Salada

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sábado, 27 de outubro de 2012

Confucio

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

My Name is Bond...James Bond.

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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Há 100 Anos Atrás

Inaugurado o primeiro trecho do caminho aéreo do Pão de Açúcar, entre os morros da Babilônia e daUrca, no Rio de Janeiro.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

007 GoldenEye

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Dica: Guia Folha

Guia Folha

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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Prostituição



1 INTRODUÇÃO
Prostituição, venda de serviços sexuais específicos, por um preço pré-combinado. A prostituição pode ser feminina ou masculina e os clientes, homens ou mulheres. O padrão mais comum é de prostitutas com freguesia masculina. Muitas vezes, chamada de “profissão mais antiga do mundo”, a prostituição tem dimensões religiosas, econômicas e sociais.

2 A PROSTITUIÇÃO NA MESOPOTÂMIA
A prostituição sagrada — comum nas civilizações da Antigüidade como as do Egito, Babilônia, Assíria e Índia — provavelmente surgiu da adoração da grande deusa pré-histórica da fertilidade e da maternidade. Essa deusa era adorada em ritos de expressão sexual. Sua religião existiu por tempo suficiente para que fosse preservada no poema épico Gilgamesh, escrito em aproximadamente 2000 a.C., onde uma personagem prostituta cuida da grande deusa. Um dos nomes antigos da deusa era Inana, que mais tarde tornou-se identificada com a Ishtar mesopotâmica, protetora das prostitutas, e suas formas posteriores: Astarte, Afrodite e Diana.

O historiador grego Heródoto relatou que, na antiga Babilônia, toda mulher tinha a obrigação de ir ao templo de Ishtar ao menos uma vez na vida e manter relações sexuais com um estranho. Os historiadores modernos discordam sobre a extensão desta obrigatoriedade. Entretanto, reconhecem que a prostituição nos templos existia na Fenícia, Síria, Lídia, Chipre e Egito, assim como na Babilônia. Os primeiros hebreus condenavam a prostituição nos templos e tentaram erradicá-la. Ainda assim, a Bíblia nos conta que os filhos de Eli empregaram seus ofícios sacerdotais nos ritos de prostituição sagrada, deitando-se com “mulheres que prestavam o serviço divino à porta” do tabernáculo (Samuel; 1, 2:22). Roboão, filho de Salomão, introduziu a prática da prostituição no templo de Jerusalém sob a influência de sua mãe amonita (Livro dos Reis; 1, 14:24). A prostituição continuou existindo até o reinado do rei Josias (Livro dos Reis; 1, 23:7). O termo hebraico (ver Língua hebraica) para designar os profissionais da prostituição sagrada era kedeshah (para a mulher) e kadesh (para o homem). Mesmo após a prostituição sagrada ser abolida, as mulheres continuaram a doar aos templos fundos obtidos com a prostituição.

3 GRÉCIA ANTIGA
Sólon, o legislador de Atenas, enchia os prostíbulos de escravas, taxava os lucros e, com parte eles, construiu um oratório para Afrodite, a deusa do amor. Acima das prostitutas dos bordéis, estavam as meretrizes das ruas, as músicas e dançarinas (aulétrides) e as tocadoras de flauta. As que tinham mais status eram as heteras ou hetairas. Diferindo das prostitutas comuns e das donas de casa — as mulheres casadas na Grécia antiga estavam destinadas aos trabalhos de casa e não participavam da vida pública — as heteras eram educadas, treinadas em escolas administradas por outras heteras e, em muitos casos, alcançavam grande destaque e influência. Os gregos tinham tanto interesse na prostituição que desenvolveram um tipo especial de literatura: a pornografia, obras sobre prostitutas. Sabemos mais sobre as meretrizes gregas do que qualquer outra classe de mulheres. Além disto, o homossexualismo era aceito na cultura grega, existindo, portanto, prostitutos com freguesia masculina.

4 PROSTITUIÇÃO NA ROMA IMPERIAL
A prostituição no Império de Roma caracterizou-se por uma legislação férrea. Apesar de a atividade ser legal, era preciso que as prostitutas registrassem seu comércio, vestissem determinadas roupas, usassem somente certos tipos de transporte, além de outras obrigações. Muitas vezes, os escravos eram forçados a se prostituir (ver Escravidão). Afrodite mudou seu nome e transformou-se em Vênus, dando origem, pelo menos sob o ponto de vista etimológico, às chamadas doenças venéreas, ou seja, doenças sexualmente transmissíveis.

5 A PROSTITUIÇÃO E O CRISTIANISMO
Os filósofos ascéticos do início do cristianismo — em particular São Paulo e Santo Agostinho — condenavam a sexualidade e identificavam as mulheres com a tentação. Entretanto, Agostinho descreveu a prostituição como um mal necessário, da mesma forma que os esgotos eram necessários para levar embora excrementos e líquidos. A atitude cristã diante das prostitutas era simbolizada por Maria Madalena, apresentada — embora não haja registros nas Escrituras — como uma prostituta salva pelo exemplo de Cristo. Portanto, a igreja cristã encarou a prostituição como pecado, mas também frisou a possibilidade de redenção das prostitutas. Como os romanos, os governantes medievais (ver Idade Média) freqüentemente taxavam as meretrizes e vários prostíbulos da Roma medieval contribuíram para os cofres papais.

6 RENASCIMENTO E REFORMA
Durante o Renascimento e a Reforma, apesar de bem estabelecida, a prostituição tornou-se marginalizada. A Reforma protestante (ver Protestantismo) exaltou a dedicação à pureza moral, enfatizou o casamento para a procriação e reforçou a importância do celibato. Os bordéis foram fechados e as mulheres que dependiam da prostituição tornaram-se mais pobres. Entretanto, algumas cortesãs das classes mais abastadas continuaram a viver bem e a gozar de prestígio social.

Na tradição ocidental, por mais que as prostitutas bem sucedidas lucrassem com seu trabalho, as que serviam aos níveis mais baixos da escala social, esbarraram, muitas vezes, em condições desesperadas de sobrevivência. Durante o século XV, na Inglaterra, foram criados os bordéis infantis, locais onde os parentes pobres enviavam suas filhas com idades entre 7 a 14 anos. O número de mulheres que recorreram à prostituição como um meio de sobrevivência aumentou depois da revolução urbana e industrial dos séculos XVIII e século XX.

7 ESFORÇOS SOCIAIS
Os esforços para controlar a prostituição tenderam a se concentrar em torno de dois objetivos contraditórios: a tentativa de confinar a prostituta em uma atividade legal mas socialmente condenada, e o esforço de eliminar a prostituição totalmente, baseada na moral ou na saúde. No final do século XVII, a Sociedade para a Reforma dos Costumes tentou reprimir a prostituição na Inglaterra. No código napoleônico posterior à Revolução Francesa, as prostitutas só podiam trabalhar em bordéis licenciados.
As tentativas de regular e taxar a prostituição ligam-se, muitas vezes, às preocupações com a saúde pública. No século XIX, o esforço de controlar a prostituição através de regras governamentais e de inspeções médicas uniu-se às tentativas de controlar a sífilis. O empenho para regular a prostituição em centros navais da Inglaterra levou a reformadora Josephine Butler (1828-1906) a iniciar um movimento que execrava a prostituição tolerada e legalmente inspecionada. Butler liderou a campanha de sua abolição no âmbito da política internacional, identificando movimentos ilícitos que levavam mulheres e meninas à prostituição indesejada e clamando pela eliminação destas práticas. Até a Liga das Nações e a Organização das Nações Unidas (ONU) envolveram-se nestes esforços.

8 ESTADOS UNIDOS
Nos Estados Unidos, foi também intensa a campanha pela erradicação da prostituição que, durante a última parte do século XIX, havia tornado-se uma grande indústria, tanto nas cidades fronteiriças como nas em desenvolvimento. A virada do século foi a era do bordel, quando foram famosas cafetinas como as irmãs Everleigh, de Chicago, e mais tarde Polly Adler, em Nova York. O movimento feminista emergente nos Estados Unidos apoiou sua abolição. Em 1910, o Governo Federal criou a Lei Mann que proíbe o transporte de mulheres para fins de prostituição através das fronteiras dos estados.

9 A PROSTITUIÇÃO EM CULTURAS NÃO OCIDENTAIS
Na cultura hindu, especialmente na Índia do norte, uma forma de prostituição sagrada existia até recentemente. Uma casta conhecida como devadasi ("as criadas do deus") surgiu nos séculos IX e X. Estas mulheres praticavam a prostituição nos templos de uma forma similar às da antiga Mesopotâmia.

1 Mundo islâmico
As prostitutas muçulmanas (ver Islã) são vistas como portadoras de desgraças para suas famílias. Por isso, muitas prostitutas são órfãs, filhas de prostitutas ou mulheres e meninas que foram deserdadas ou fugiram de suas famílias.

2 Japão
O Japão desenvolveu a instituição da gueixa, uma garota de programas treinada de maneira semelhante à hetaira grega, incluindo às vezes serviços sexuais entre suas habilidades. As gueixas ingressam em sua profissão ainda crianças e são educadas nas artes de agradar os homens.

3 China e o sudoeste da Ásia
Na China e no sudoeste asiático a situação está ligada à pobreza entre os camponeses. Isto levou à aceitação tanto da venda de uma filha para a prostituição para sustentar a família, como o costume de jovens engajarem-se na profissão para acumular um dote. Estas normas sociais, combinadas com uma cultura que é menos puritana que a ocidental, aumentaram o ramo da sexualidade comercial. Durante as guerras da Coréia e do Vietnã, a prostituição ao redor das bases militares norte-americanas da Tailândia e das Filipinas cresceu tanto que, hoje, Bangkok e Manila são consideradas a capital da indústria do turismo sexual. Na era da Aids existe um enorme perigo para mulheres e homens que se dedicam à prostituição. Outro aspecto do problema é o número crescente de meninas entre 8 e 13 anos que trabalham como prostitutas em países do terceiro mundo. A virgindade, que as faz teoricamente livres da Aids, atraem clientes que pagam fortunas. Este fenômeno acontece hoje na Ásia, no Oriente Médio, na África e na América Latina.

10 MOVIMENTO PELOS DIREITOS DAS PROSTITUTAS
Em meados do século XX, as atitudes das mulheres e da sociedade em relação às prostitutas começaram a mudar. A disponibilidade crescente de preservativos, o aumento e diversificação das opções de emprego femininos e a revolução sexual dos anos 1960 tiveram um grande impacto na indústria do sexo. Nos países desenvolvidos, um número proporcionalmente menor de homens usava os serviços de prostitutas, em comparação com as eras anteriores, e aqueles que o faziam tinham um menor número de contatos. As tentativas de policiar a prostituição e reforçar os regulamentos tornaram-se esporádicas, criminalizando somente as mulheres e não os seus clientes.

Nos anos 1970, foi iniciado um movimento pelos direitos das prostitutas. Paralelo a este desenvolvimento, houve da parte das prostitutas um reconhecimento da importância social de sua ocupação e da responsabilidade das mesmas em relação à propagação de doenças. Os grupos de prostitutas da França e da Inglaterra e o Coyote (da frase "Call Off Your Old, Tired Ethics", ou seja, “Acabe com sua ética velha e cansada”) nos Estados Unidos, fundado por Margo St. James e pela advogada Florynce Kennedy em 1972, são uniões que buscam assegurar a proteção legal de trabalhadores do sexo. Outro objetivo é inverter a imagem das prostitutas como autodestrutivas, viciadas e moralmente corruptas. Embora a possibilidade de abusos sexuais na família figure entre os fatores de peso na avaliação de muitos psicólogos (ver Psicologia) como um dos importantes motivos da prostituição, os movimentos modernos estão conseguindo reverter esta imagem e enfatizando que a prostituição é, em muitos casos, uma opção consciente.

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