sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Conheça as dez perguntas mais bizarras feitas em entrevistas de emprego — noticias.uol.com.br — Readability

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Definição de Budismo no Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa


n substantivo masculino
Rubrica: filosofia, religião.
sistema filosófico e religioso indiano fundado por Siddarta Gautama (563-483 a.C.), o Buda, que parte da constatação do sofrimento como a condição fundamental de toda existência e afirma a possibilidade de superá-lo através da obtenção de um estado de bem-aventurança integral, o nirvana [O budismo é uma religião que não professa a existência de qualquer deus.]
 Obs.: cf. dársana

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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Japan Connection

Japan Connection by Rogsil
Japan Connection, a photo by Rogsil on Flickr.
Japan Connection

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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Somewhere Over The Rainbow - Wallpaper

Somewhere Over The Rainbow by Rogsil
Somewhere Over The Rainbow, a photo by Rogsil on Flickr.

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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Vergonha alheia no AllTV

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domingo, 25 de setembro de 2011

Hoje na História - 25 de Setembro - Dia do Rádio

Rádio

1 INTRODUÇÃO

Rádio, sistema de comunicação através de ondas eletromagnéticas que se propagam pelo espaço. Devido às suas características variáveis, as ondas radiofônicas de diferentes comprimentos são utilizadas para fins distintos; em geral, identificam-se por sua freqüência. As ondas mais curtas têm uma freqüência (número de ciclos por segundo) mais alta; as ondas mais longas têm freqüência mais baixa (menos ciclos por segundo). No vácuo, toda radiação eletromagnética se desloca em forma de ondas, a uma velocidade uniforme de 300.000 km por segundo.

Os sistemas normais de radiocomunicação constam de dois componentes básicos: o transmissor e o receptor. Os elementos fundamentais de um transmissor são um gerador de oscilações para converter a corrente elétrica em oscilações de uma determinada freqüência de rádio; um transdutor para converter a informação a ser transmitida numa voltagem elétrica variável e proporcional a cada valor instantâneo da intensidade e o modulador, que aproveita as voltagens proporcionais para controlar as variações na intensidade de oscilação ou na freqüência da onda portadora. Essa modulação da onda pode ser efetuada em níveis baixo ou alto. Se, para modular a onda portadora, se variar a amplitude desta segundo as variações da freqüência e da intensidade de um sinal sonoro, pode-se falar de modulação AM. Na FM, a freqüência da onda portadora é variada dentro de um nível estabelecido a um ritmo equivalente à freqüência de um sinal sonoro.

Os componentes fundamentais de um receptor de rádio são: (1) uma antena para receber as ondas eletromagnéticas e convertê-las em oscilações elétricas; (2) amplificadores para aumentar a intensidade dessas oscilações; (3) equipamentos para a desmodulação; (4) um alto-falante para converter os impulsos em ondas sonoras perceptíveis pelo ouvido humano e (5), na maioria dos receptores, osciladores para gerar ondas de radiofreqüência que possam “misturar-se” com as ondas recebidas.

2 HISTÓRIA

Embora tenham sido necessárias muitas descobertas no campo da eletricidade até se chegar ao rádio, na verdade seu aparecimento data de 1873, ano em que James Clerk Maxwell publicou sua teoria sobre as ondas eletromagnéticas. A teoria de Maxwell se referia sobretudo às ondas da luz. Quinze anos mais tarde, o físico alemão Heinrich Hertz conseguiu gerar eletricamente essas ondas. Mas o engenheiro Guglielmo Marconi é universalmente considerado o inventor do rádio.

As ondas de rádio podem sofrer grandes atenuações e continuar sendo perceptíveis, amplificáveis e detectáveis; mas os bons amplificadores só se tornaram realidade com o aparecimento das válvulas eletrônicas. Por maiores que tivessem sido os avanços da radiotelegrafia, a radiotelefonia nunca teria chegado a ser útil sem os avanços da eletrônica.


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sábado, 24 de setembro de 2011

Insonia

Insônia

Insônia, incapacidade de um indivíduo em conseguir qualidade ou quantidade suficiente de sono. Suas causas podem ser hiperatividade da glândula tireóide, diabetes, contrações musculares violentas, ingestão de estimulantes, etc. Estima-se, porém, que mais de 75% dos casos têm uma causa psicológica.


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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Reflexão

Reflexão

Reflexão, propriedade do movimento ondulatório, pela qual uma onda retorna ao próprio meio de propagação, após incidir sobre uma superfície. Quando uma forma de energia — como a luz ou o som — se transmite por um meio e chega a um outro, diferente, o normal é que parte da energia penetre no segundo meio e parte seja refletida.




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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Emoção

Emoção

Emoção, em psicologia, termo que designa uma reação que comporta modificações fisiológicas, como variação do pulso, atividade hormonal ou aumento da temperatura corporal, que estimula o indivíduo e o prepara para agir. As três emoções primárias são a cólera, o amor e o medo.Elas são desencadeadas como reação imediata a um estímulo exterior ou processo subjetivo e indireto, como a memória, a associação ou a introspeção. O psicólogo americano, John Watson, realizou experiências comprovando que os bebês podem sentir essas três emoções; demonstrou, também, que essas reações emocionais podem ser condicionadas.

Quando um indivíduo amadurece, diminui a parte dos estímulos externos em suas reações emocionais. Esses estímulos se tornam também mais complexos: um adulto pode sentir medo em uma situação que deixaria uma criança com raiva. Os diferentes tipos de reações tendem a ficar parecidos quando sua intensidade aumenta.

Todas as reações emocionais são acompanhadas por modificações fisiológicas. A cólera acarreta uma aceleração do ritmo cardíaco; o medo pode provocar síndromes agudas de tremor ou de perda da fala ou ser dissimulado por uma aparente tranqüilidade.


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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Historia do Rock

Rock

1 INTRODUÇÃO

Rock, termo que agrupa, de um modo geral, o conjunto de correntes musicais que surgiram em meados do século nos Estados Unidos. Considerado sinônimo da “música do século XX”, o rock perdeu com os anos o marcado caráter anglo-saxão que tinha em suas origens para transformar-se em uma linguagem universal submetida a contínuas transformações.

Surgiu de modo espetacular e desenvolveu-se a princípio como um fenômeno de massas que transtornou a vida e os ideais dos Estados Unidos. Não pode ser considerado um movimento musical em sentido estrito. Suas raízes são tão plurais que sintetizam os principais ramos da chamada música popular norte-americana, sobretudo oblues, o rhythm and blues, o gospele o country and western.

2 OS ANOS 50

A sorte sorriu para Elvis Aaron Presley, nascido em Tupelo, Mississippi, em janeiro de 1935. Pertencia a uma família humilde do Sul dos Estados Unidos (white trash, “lixo branco” para os herdeiros dos ideais escravistas da Confederação) que se estabeleceu em Memphis em 1948, mas, em 1954, já cantava e gravava temas de Arthur Crudup e Bill Monroe, oscilando entre o blues, o gospel e o country rural.

Naquela época, o propósito de algumas companhias discográficas, ante a decadência do country — no ano de 1953 falecia Hank Williams —, consistia em descobrir novos cantores que expressassem “sentimentos brancos” com força, voz e coração negros, e Elvis acabou por ser o artista escolhido em uma época em que já gozavam de relativo prestígio solistas como Jerry Lee Lewis, “o Assassino” (1935), Carl Perkins (1932), Johnny Cash (1932), Roy Orbison (1936) e Chuck Berry (1931). Salvo Berry, apoiado por Muddy Waters e uma gravadora independente de Chicago, os demais coincidiriam em seus primeiros trabalhos ao gravar em 1955 com o selo Sun Records. Outro pioneiro fundamental foi Little Richard.

Mas Elvis, graças à sua participação em diversos espetáculos de massa de Nashville nos primeiros meses de 1956, de clara significação country, pôde renunciar à sua condição de herói local que goza do interesse de uma audiência reduzida mas fiel, e, com habilidade, apoiando-se em seu tema Heartbreak hotel, atípico no contexto onde o apresentou, deslumbrou, hipnotizou as massas de adolescentes e se lançou com um triunfo que o catapultou em questão de poucos dias ao primeiro lugar da lista de sucessos nos Estados Unidos. Com Heartbreak hotel explodiu o fenômeno dos teenagers.

Paralelamente, no panorama do rock, sucederam-se fenômenos transcendentais em relação aos quais “o Rei” se mostrou alheio, pela comodidade de seu status de herói popular inquestionável, crooner (cantor melódico-romântico) ocasional e nostálgico das melodias religiosas de sua infância. Embora os músicos surgidos na década de 1960 — como Bob Dylan, The Beatles, Van Morrison, The Who, The Band, The Rolling Stones, The Kinks e Yardbirds — tenham crescido ouvindo Elvis, suas composições não refletem qualquer influência do “Rei”.

3 OS ANOS 60

Desde o começo da década de 1960, o fator mais destacado no panorama do rock consistiu no que veio a ser denominado a “resposta britânica”, expressão que engloba as numerosas formas em que os músicos ingleses assumiram as novidades procedentes dos Estados Unidos.

A aparição do grupo The Beatles em 1962, após diversas tentativas anteriores para formar uma banda estável, estimuladas pelo inquieto John Winston Lennon (teve nomes como The Quarrymen ou Johnny and the Moondogs, 1956-1959; Long John and the Silver Beatles, 1960; Beat Brothers ou The Cavern, 1961, e The Silver Beatles, 1962), a quem acompanhavam de uma forma regular Paul McCartney e George Harrison e, com menor freqüência, o baixista Stu Sutcliffe e o baterista Pete Best, foi o germe da “revolução britânica do rock”. Esses jovens de Liverpool realizaram diversas turnês pela Escócia e a Alemanha, gravações como grupo de apoio de figuras de segunda categoria, até encontrarem em Brian Epstein o produtor idôneo e idílico que levaria sua carreira ao estrelato.

A ânsia de introduzir uma transformação radical nas formas de vida, através do rockandroll, tornou-se manifesta com a aparição em cena dos Rolling Stones, nome tomado de um tema de Muddy Waters. Apresentaram-se em público em 12 de julho de 1962 no Marquee de Londres, quando seus componentes ainda não apresentavam uma formação segura. Representavam, entre os reduzidos círculos em que se apresentavam nessa fase inicial, a esperança do rhythm and blues britânico e branco e, em pouco tempo, alcançaram celebridade como áspera resposta, procedente da marginalidade, à beatlemania.

4 OUTRAS CORRENTES

Desde fins da década de 1960, o rock não deixou de apresentar variantes e novidades em relação às correntes pioneiras, até o ponto de tornar impossível sua enumeração, e perdeu vigência o argumento crítico segundo o qual um estilo se identificava em função de uma influência dominante em um período de tempo concreto. Isso não está em contradição com o fato de que, com freqüência, por caminhos trágicos, o rock tenha gerado uma galeria de mitos cuja influência se deixa sentir como um ponto de referência fundamental, como ocorre ao evocar as figuras do guitarrista Jimi Hendrix; de Keith Moon, do The Who; John Bonham, do Led Zeppelin; Bon Scott, do AC/DC; Jim Morrison, do Doors; Freddie Mercury, do Queen; Ian Curtis, do Joy Division; Phil Lynott, do Thin Lizzy; Steve Clark, do Def Leppard; Johnny Thunders, do Heartbreakers; o ex-beatle John Lennon; e Sid Vicious, do Sex Pistols, entre muitos outros. Mas, à medida em que se prolongou a história do rock, foram se multiplicando suas formas e orientações, constantemente mediante artifícios comerciais: a recuperação de antigas essências, a reelaboração de velhos sons e a ampliação dos âmbitos de ação das bandas.

Se o rock se definia, em especial nos Estados Unidos, como a música das festas, do divertimento de uma geração ou das reuniões sociais da juventude, esta concepção variou de forma radical nos decênios seguintes, quando o gênero alcançou territórios como o do compromisso político, como ocorreu no country, nopunk rock, em certas derivações do folk rock, no rock urbano, no rap e no heavy metal. Outras correntes se dedicaram ao experimentalismo plástico, como é freqüente no glam rock, no rock sinfônico, na música eletrônica, no pop neo-romântico, na música de discoteca ou na new age. Outras passaram a explorar a alta tecnologia, como sucede nas correntes mais radicais do tecno pop, no rock progressivo, o denominado rock artístico. Existem ainda o jazz rock de fusão, as diversas fórmulas sustentadas na música de sintetizadores e o rock de consumo, reforçado pela estética do videoclipe e uma tendência ainda tímida, mas na qual começaram a desenvolver diversas idéias artistas como John Cale, do Velvet Underground, David Bowie e Peter Gabriel, em direção à interatividade.

5 ROCK BRASILEIRO

O Brasil tem uma rica tradição no rock, que remonta ao final da década de 1950, quando esse gênero musical era identificado com a rebeldia sem causa da juventude transviada, que, como dizia a velha canção imortalizada na voz de Raul Seixas, entrava “na rua Augusta a 120 por hora”. Pontificavam nessa geração Roni Cord, Sérgio Murilo, Tony Campelo e, principalmente, Cely Campelo, cuja imagem ficou gravada na memória de várias gerações com canções como Broto legal e, acima de tudo, Estúpido cupido.

Posteriormente veio a Jovem Guarda, que, em seus primórdios, no início da década de 1960, traduziu para o Brasil o espírito iê-iê-iê dos Beatles, na qual reinavam absolutos os parceiros Roberto e Erasmo Carlos, que, com canções como Calhambeque e Splish splash, dominaram a cena pop durante mais de uma década. Pertenciam a essa geração Wanderléa, Trio Ternura, Jerry Adriani e muitos outros. Como aconteceu com as gerações que a antecederam e a sucederam, a Jovem Guarda desembocou também no rico mar da MPB.

Vieram depois os Mutantes de Arnaldo Baptista e Rita Lee, que encarnavam o espírito hippie do flower power. Na década de 1970, o rock progressivo deu origem a grandes bandas, que, apesar da incontestável qualidade do trabalho, não conseguiram chegar ao grande público. Esse foi o caso de grupos como O Terço, A Bolha e Vímana (do qual faziam parte Lobão, Ritchie e Lulu Santos, que mais tarde iriam se lançar em destacadas carreiras solo).

Veio a década de 1980 e, com ela, a explosão do rock nacional. O primeiro grande estouro foi a Blitz, da qual faziam parte Evandro Mesquita e Fernanda Abreu e que ganhou o Brasil com canções leves e dançantes como Você não soube me amar e Quero passar um weekend com você. Mais do que nunca, o Rio de Janeiro ditava a moda para o país, atraindo para a cidade uma série de bandas, todas querendo tocar suas fitas demo na hoje extinta Rádio Fluminense FM (auto-intitulada “A maldita”) e se apresentar no Circo Voador ou em eventos como o Rock in Rio, organizado pela primeira vez em janeiro de 1985 pela agência de propaganda Artplan.

O Barão Vermelho cantava Pro dia nascer feliz e o Kid Abelha e os Abóboras Selvagens, Fixação. Vieram de Brasília o dançante Paralamas do Sucesso (Vital e sua moto) e o vigoroso Legião Urbana (Será). Em São Paulo, o movimento punk produzia bandas como Plebe Rude e Ratos do Porão, mas foi da despretensiosa new wave que veio a banda mais identificada com a estética paulista: os Titãs.

O RPM de Paulo Ricardo lançou Rádio pirata e vendeu mais de 1 milhão de discos, mas a banda foi consumida pela fogueira das vaidades, sendo desfeita por causa do desentendimento entre seus integrantes. Também foi um fenômeno passageiro o irreverente Camisa de Vênus, liderado pelo cantor e compositor baiano Marcelo Nova, que foi um dos últimos parceiros de Raul Seixas.

Cazuza se desligou do Barão Vermelho e iniciou uma brilhante carreira solo, interrompida precocemente pela Aids em 1990, quando ele se aproximava da MPB (chegou a gravar o mangueirense Cartola). Essa geração chegou à década de 1990 demonstrando um certo cansaço e foi perdendo espaço na mídia. Os Paralamas do Sucesso, apesar de uma sólida carreira no mundo hispano, fizeram uma parada estratégica. O Barão Vermelho interrompeu o trabalho de composição e fez o disco Álbum, no qual visitou velhos sucessos de Rita Lee, Luís Melodia e Ângela Ro Ro, entre outros grandes nomes de um passado recente da MPB. A Aids também levou o cantor e compositor Renato Russo, provocando o fim do Legião Urbana depois do grande sucesso de Via Láctea (“Quando tudo está perdido/ sempre existe um caminho”).

Até os Titãs, cujas guitarras se tornaram cada vez mais pesadas desde Cabeça dinossauro, se renderam à nova realidade e, em meados da década de 1990, lançaram Unplugged, baseado no show que fizeram ao vivo no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Mais uma vez, a força de gravidade da MPB conseguiu atrair para dentro do mesmo buraco negro os principais talentos da música brasileira. Assim como fizera com a bossa nova, a tropicália e até mesmo com os questionáveis sertanejos.


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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Machado de Assis

Machado de Assis, Joaquim Maria

Machado de Assis, Joaquim Maria (1839-1908), romancista, contista, dramaturgo e poeta que alcançou o ponto mais alto e equilibrado da prosa realista brasileira. Nasceu no morro do Livramento, Rio de Janeiro, filho de um pintor mulato e uma lavadeira açoriana. Órfão de ambos na primeira infância, foi criado por uma mulher chamada Maria Ignês. Frágil, gago, epilético, Machado de Assis tornou-se um adulto reservado e tímido. Alfabetizou-se em uma escola pública e recebeu aulas de francês e latim, mas foi um autodidata em sua vasta cultura literária. Aos 16 anos trabalhava como tipógrafo-aprendiz na Imprensa Nacional. Antes dos 20 anos, já era jornalista no Correio Mercantil. Casou-se, aos 30 anos, com a portuguesa Carolina Xavier de Novais, sua companheira de vida e inspiradora da bela personagem dona Carmo, do livro Memorial de Aires.

Escreveu, na década de 1860, todas as suas comédias, irônicos episódios do cotidiano em que já aparece sua decidida e definitiva recusa às convenções sociais.

Nos anos 1870 e 1880, os contos e romances de sua fase romântica — Contos fluminenses, Ressurreição, A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia — esboçam, em finos retratos femininos, a força do papel social como segunda e imposta natureza e as pressões que impelem os personagens a mudar de status ou classe social.

Entre 1878 e 1880, antes do salto qualitativo que representa o romance Memórias póstumas de Brás Cubas (1881), criou contos e poemas que se tornaram obrigatórios em todas as antologias da língua portuguesa. Este período é marcado pelo humor muito pessoal, o distanciamento crítico, a sutileza de análise de atitudes e comportamentos humanos, tudo mesclado a uma fina ironia em relação aos valores sociais. Exemplos disso são os contos Filosofia de um par de botas, O alienista e os poemas A mosca azul e Círculo vicioso.

Seguiram-se, entre outros, Histórias sem data (1884) e os romances Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900), Esaú e Jacó (1904), em que a crescente riqueza de temas e possibilidades narrativas vai desenhando, em fina ironia, a sociedade e as forças do inconsciente que movem os interesses de posição, prestígio, dinheiro e poder pelos quais esfalfam-se os homens, gerando um mundo em que o pobre, o louco e o diferente são sempre expulsos ou abandonados.

A essa altura, já considerado um dos maiores escritores brasileiros e com grande prestígio no meio intelectual, Machado de Assis fundou, com outros escritores, a Academia Brasileira de Letras, da qual foi o primeiro presidente. Promoveu poetas e escritores novos — apesar de continuar marcante seu temperamento “casmurro” e, ao final de sua vida, demonstrar também um certo desligamento das questões políticas. Em seu último romance, Memorial de Aires (1908), Machado de Assis revelou sua desencantada, filosófica, mas quase terna compreensão e aceitação da fragilidade e da futilidade humanas.


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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Pocket Calculator

Pocket Calculator by Rogsil
Pocket Calculator, a photo by Rogsil on Flickr.
Pocket Calculator

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domingo, 18 de setembro de 2011

Oscarito

Oscarito

Oscarito (1906-1970), nome artístico do ator brasileiro Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepción Tereza Dias. Nascido em Málaga, Espanha, de pais trapezistas de circo, mudou-se com estes para o Brasil quando tinha 1 ano de idade. Tocou violino em cinemas na época dos filmes mudos e começou como ator de teatro e shows de cassinos na década de 1930, com breve passagem por Portugal. Estreou no cinema em Noites cariocas (1935), já ao lado do ator Grande Otelo, com quem formaria a dupla mais famosa das chanchadas (ver Cinema brasileiro). Em 43 filmes, encarnou o malandro inocente, careteiro e desajeitado, um tipo sonhador, quase infantil, mas que não raro destilava veneno satírico contra a ditadura de Getúlio Vargas. Foi um mestre da improvisação e co-autor de seus personagens. Entre os mais célebres figuram o Romeu de Carnaval no fogo, a falsa Rita Hayworth de Este mundo é um pandeiro (ambos de Watson Macedo) e o Kid Bolha de Matar ou correr, de Carlos Manga.


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sábado, 17 de setembro de 2011

Pizza!

Pizza! by Rogsil
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Utopia

Utopia

Utopia, obra do político e pensador inglês canonizado como São Thomas More, publicada na cidade belga de Louvain, em 1516, com o título De optimo reipublicae statu de que nova insula Utopia. Na Inglaterra foi publicada em 1551. Escrita em latim, é um dos textos mais significativos do humanismo inglês, concebido como uma prosa satírica de caráter social e político. Thomas More não apenas criou uma nova palavra (utopia, “lugar que não existe”), como também inaugurou um gênero literário e filosófico baseado na planificação ideal de uma forma de governo perfeita, na qual se acrescentou posteriormente a acepção de “irrealizável” (utópica). Dividido em duas partes, dedica a primeira delas às críticas que um viajante faz da situação social e política da Inglaterra da época, enquanto a segunda descreve a organização de um Estado, situado na imaginária ilha de Utopia, onde as reformas necessárias para remediar os males descritos já foram realizadas. A Utopia de Thomas More é a denúncia dos comportamentos deplorados pelo autor, escrita com um fino toque de humor, com uma dramaticidade especialmente notável na composição dos diálogos. Sua invenção de uma república ideal, governada por meio da razão e sob a mais profunda tolerância religiosa, obteve uma importante e imediata ressonância no âmbito do humanismo renascentista, tanto em seu próprio país, como no resto da Europa.


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Entrevista UCG TV

Entrevista UCG TV by Daniel Vilela15
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Dica App IPhone/Android: Claro Radio

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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Apontador Trânsito

Estado do trânsito no corredor Av Dr. Arnaldo - Congestionado
Enviado pelo meu aparelho BlackBerry®

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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Projeto Biosfera II

Projeto Biosfera II

Projeto Biosfera II, experiência biológica realizada em Tucson, no Arizona (EUA), no meio de um deserto aos pés das montanhas Catalina. Numa área de 12.000 m2, foi construído a Biosfera II, uma imensa redoma de 6.000 placas de vidro, bancado pelo milionário texano Edward P. Bass. O principal objetivo desse ambicioso projeto de 100 milhões de dólares, era tentar reproduzir alguns ambientes existentes na Terra, para se acompanhar o desenvolvimento dos seres vivos em ciclo fechado. Um pequeno oceano, um pântano, um deserto, uma floresta tropical e uma savana foram construídos para abrigar mais de 3.000 espécies de plantas e animais, monitorados por 750 sensores de umidade, calor e luminosidade. Há também laboratórios, alojamentos e áreas para cultivo. Em 26 de setembro de 1991, um grupo de oito cientistas iniciou a experiência de tentar viver lá por cerca de dez anos. Infelizmente, o projeto não pôde ser concluído por falta de produção agrícola suficiente para os cientistas, que lá viveram por dois anos. Hoje o projeto é gerenciado pela Universidade de Colúmbia e, desde 1996, está aberto a visitação pública.


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domingo, 11 de setembro de 2011

Direito Brasileiro

Direito brasileiro

1 INTRODUÇÃO

Direito brasileiro, é o conjunto de normas e procedimentos que orientam a vida jurídica do Brasil, com o objetivo de orientar sua organização social, política e econômica. Embora o país, historicamente, tenha sido originado por uma mistura de portugueses, indígenas e negros, aos quais se acrescentaram imigrantes (ver Imigração no Brasil) de outros países nos séculos XIX e XX, como alemães, espanhóis, italianos, poloneses, ucranianos e japoneses, prevaleceu a ordem jurídica de raiz portuguesa. Isto significa dizer que o Direito brasileiro prende-se ao Direito português para a maior parte do Direito privado. Sofreu do constitucionalismo francês para o Direito público.

O direito brasileiro faz parte, portanto, da chamada "família romano-germânica" de sistemas jurídicos, isto é, aqueles sistemas que tiveram sua origem na fusão entre o Direito romano e os direitos germânicos medievais, como o francês, o espanhol, o italiano, o belga e alemão, bem como os direitos dos estados hispano-americanos.

No período colonial brasileiro (1500-1822) funcionou no Brasil o direito português, aplicando-se as Ordenações manuelinas (1520-1603) e as Ordenações filipinas (1603-1822), além de leis que foram sendo editadas posteriormente (Leis extravagantes). Tal direito, com pequenas adaptações às condições locais, quando necessárias, era aplicado pelos juízes ordinários, membros das Câmaras Municipais, que não tinham formação jurídica, pelos juízes de fora (magistrado brasileiro do período colonial), pelos ouvidores de comarcas e pelos tribunais da Relação, que existiam na Bahia, no Rio de Janeiro e no Maranhão. Este direito português no Brasil era, como em Portugal, uma combinação do direito comum (o direito romano revivido na Idade Média), do direito consuetudinário e do direito que ia sendo criado pelos reis absolutistas.

Na época da independência, o Brasil passou a sofrer forte influência dos ideais iluministas, que se traduziram no mundo jurídico pela idéia de uma constituição que resguardasse os direitos civis e políticos e organizasse o estado com base na lei. Predominou, aí, o constitucionalismo francês, embora houvesse também influências da constituição norte-americana. Após a promulgação da primeira constituição brasileira, em 1824, procurou-se ordenar a vida jurídica brasileira em função da nova realidade política e jurídica. Assim, foram estabelecidos os códigos criminal (1830) e de processo criminal (1832) e o código comercial (1850). Não chegou, nesta época, a ser elaborado um código civil, permanecendo em vigor neste aspecto as Ordenações filipinas. Com a proclamação da República, em 1889, foi elaborada nova constituição (1891) e também um novo Código penal (1890), ao qual se seguiu um Código civil (1917).

As transformações do país ao longo do século XX determinaram o surgimento de novas constituições, em 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988, bem como de um novo Código penal (1940), de Códigos de processo (civil e penal) e de uma consolidação das leis trabalhistas (1942). Ao longo do período republicano o país permaneceu ligado à tradição jurídica romano-germânica, com influências em aspectos específicos dos direitos alemão, francês e italiano.

O Direito brasileiro possui, como os demais desta tradição, duas esferas de existência, a do direito público e a do direito privado. A primeira compreende o Direito constitucional, o administrativo, o penal, o processual, o internacional, o tributário e o financeiro. À segunda correspondem o Direito civil e o Direito comercial. Numa área intermediária, segundo alguns autores, encontra-se o Direito do trabalho.

2 FONTES DO DIREITO BRASILEIRO

As fontes do direito brasileiro são as leis, de diversa natureza (leis nacionais propriamente ditas, decretos, tratados e convenções internacionais), o costume, a jurisprudência e a doutrina.

A lei, norma geral a quem todos estão submetidos, é um ato emanado do poder legislativo e sancionado pelo chefe do executivo. Sua vigência é de 45 dias após a publicação oficial (lei de Introdução ao Código civil, artigo 1º), exceto se houver disposição em contrário. Atualmente as leis em geral entram em vigor na data de sua publicação. A validade da lei, a menos que ela própria se limite no tempo é permanente, até que outra lei a revogue (lei de Introdução ao Código civil, artigo 2º).

O desconhecimento da lei não pode ser alegado (lei de introdução ao Código civil artigo 3º), embora no direito penal se admita como atenuante da pena (Código Penal, artigo 5º, II). Os efeitos da lei são imediatos e gerais, respeitado o princípio da irretroatividade, de modo que não sejam prejudicados o ato jurídico perfeito (aquele que era plenamente legal no momento de sua efetivação), os direitos adquiridos (situações jurídicas legalmente consolidadas) e a coisa julgada (sentença da qual não mais cabe recurso) (lei de introdução ao Código civil, art. 6º e Constituição federal, artigo 5º, XXXVI). Nesse caso admitem-se algumas exceções a partir da própria lei, como no Direito penal, quando se permite a retroatividade desde que beneficie o réu.

O costume, apesar da hegemonia da lei, continua sendo admitido no Direito brasileiro. Considerado doutrinariamente como sendo uma regra não escrita caracterizada pelo uso reiterado de comportamentos e procedimentos na realização de certos atos, originou-se no direito português. Este último, na época do absolutismo, passou a exigir que se provasse, para sua aceitação em juízo, a vigência durante pelo menos cem anos (lei da Boa razão, de 18 de agosto de 1769). A lei de Introdução ao Código civil, (artigo 4º), determina que o juiz pode decidir pelo costume, o mesmo o fazendo a Consolidação das leis do Trabalho, (artigo 8º) e o código de Processo civil, (artigo 126º). Este mesmo código determina que, quando alegado pela parte, o costume deve ser comprovado quanto ao teor e à vigência (artigo 337º). Também no direito comercial admite-se o costume.

A jurisprudência é outra fonte relevante do Direito brasileiro, contribuindo para dinamizá-lo e aproximá-lo da realidade social. Ela é constituída pelas sentenças judiciais, decisões dos tribunais e súmulas do Supremo Tribunal Federal. Embora estas últimas não possuam um efeito vinculante, têm influência como indicativo das tendências dominantes no Direito.

A doutrina, constituída por pareceres, tratados jurídicos e textos forenses, é normalmente acolhida pelos juízes e tribunais, contribuindo também para o aperfeiçoamento do judiciário.

Admite-se, ainda, para a integração das normas jurídicas, os tratados e convenções internacionais subscritos pelo Brasil, a lei estrangeira (por exemplo, a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei deste país, exceto se a lei brasileira a desconhecer (lei de Introdução ao código Civil, artigo 13º), o direito comparado (Consolidação das leis do trabalho, artigo 8º), a analogia (exceto nas leis penais, a menos que beneficie o réu) e os chamados "princípios gerais do direito", especialmente as diferentes formas de equidade.

3 CONSTITUIÇÃO E HIERARQUIA DAS LEIS

A hierarquia das leis brasileiras tem a Constituição federal, como lei maior. Ela é composta de 245 artigos, divididos em nove títulos: dos Princípios fundamentais, dos Direitos e garantias invididuais, da Organização do estado, da Organização dos poderes, da Defesa do estado e das Instituições democráticas, da Tributação e do Orçamento, da Ordem econômica e financeira, da Ordem social e das Disposições constitucionais gerais. Complementam a Constituição disposições transitórias, com 70 artigos.

Nos artigos 1º a 4º estão definidos os Princípios fundamentais da Constituição. São a forma de governo (república federativa), a indissolubilidade da união de estados, municípios e distrito federal, o estado democrático de direito, os valores fundamentais (soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, trabalho e livre iniciativa, pluralismo político), a soberania popular e os poderes legislativo, executivo e judiciário, "independentes e harmônicos entre si". Constituem também Princípios fundamentais os "objetivos da República Federativa do Brasil" (artigo 3º), que são: construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. As normas que devem reger o comportamento internacional do Brasil também estão aí definidas (artigo 4º): respeito aos princípios de independência, direitos humanos, auto determinação, não intervenção, igualdade entre estados, defesa da paz, solução pacífica dos conflitos, repúdio ao terrorismo e ao racismo, cooperação entre os povos e concessão de asilo político.

Na hierarquia das leis federais encontram-se a emenda constitucional, a lei complementar, a lei ordinária, a medida provisória, a lei delegada, o decreto legislativo e a resolução. Deve ser lembrado que, sendo o país uma federação, existem também as constituições dos estados, as leis orgânicas dos municípios e as leis ordinárias estaduais e municipais.

A emenda constitucional é uma modificação na Constituição que deve ser aprovada por 3/5 das duas casas do Congresso, em dois turnos. Não podem ser objeto de emenda constitucional (artigos 60º § 4º, I a IV) as chamadas "cláusulas pétreas", isto é, as que se referem à federação, ao voto direto, secreto, universal e periódico, à separação de poderes e aos direitos e garantias individuais.

A lei complementar à Constituição é por esta definida quanto às matérias. Requer maioria absoluta de votos nas duas casas do Congresso para aprovação.

A lei ordinária diz respeito à organização do poder judiciário e do ministério público, à nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais, planos plurianuais e orçamentos e a todo o direito material e processual, como os códigos civil, penal, tributário e respectivos processos.

A medida provisória, editada pelo presidente da república, deve ser submetida ao Congresso; não pode ser aprovada por decurso de prazo nem produz efeitos em caso de rejeição.

A lei delegada é elaborada pelo presidente, a partir de delegação específica do Congresso, mas não pode legislar sobre atos de competência do Congresso, de cada casa, individualmente, sobre matéria de lei complementar nem sobre certas matérias de lei ordinária.

O decreto legislativo é de competência exclusiva do Congresso Nacional, sem necessitar de sanção presidencial. A resolução legislativa também é privativa do Congresso ou de cada casa isoladamente, por exemplo, a suspensão de lei declarada inconstitucional (artigo 52º, X).

O conjunto de leis, encimado pela Constituição Federal, deve funcionar harmonicamente. Para isto existe um controle de constitucionalidade, de modo que sejam eliminadas as leis ou atos contrários à Constituição pelo Supremo Tribunal Federal, ou declarada sua inconstitucionalidade pelos juízes e tribunais. Neste último caso, a declaração de inconstitucionalidade tem validade apenas para o caso concreto, permanecendo em vigor até que tenha a sua suspensão decidida pelo Senado, ou até que seja revogada pelo Supremo.

4 O ESTADO BRASILEIRO

A natureza do Estado brasileiro encontra-se definida no artigo 1º da Constituição Federal, quando se afirma que possui caráter federativo, é formado pela união indissolúvel de estados, municípios e distrito federal e se constitui num estado democrático de direito. Este último aspecto compreende os valores jurídicos básicos definidos nos artigos 1º a 4º da Constituição, o voto direto, secreto, universal e periódico e os direitos e garantias individuais.

O estado brasileiro está organizado em três poderes, de acordo com o artigo 2º da Constituição Federal: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário, independentes e harmônicos entre si. Como se trata de um estado federal, esta estrutura repete-se nos estados, que também possuem um legislativo (unicameral, exercido pela assembléia legislativa), um executivo (dirigido pelo governador) e um judiciário (composto pelos juízes e tribunais estaduais) e, repete-se, parcialmente, nos municípios. Estes possuem um legislativo unicameral (a câmara de vereadores) e um executivo (dirigido pelo prefeito), mas não há justiça municipal.

O executivo, sendo o regime presidencialista, é exercido pelo presidente da república, com ministros de sua escolha, existindo um vice-presidente. Sua eleição far-se-á por maioria absoluta ou em dois turnos, sendo o mandato de quatro anos, renovável. São atribuições constitucionais do presidente da república dirigir a administração federal, propor e promulgar leis, vetar projetos de lei, decretar o estado de defesa e a intervenção federal, conceder indulto e comutar penas, enviar ao Congresso o plano plurianual e a proposta orçamentária e o comando supremo das Forças Armadas.

O poder judiciário é composto por diversos tribunais (Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunais Regionais Federais, Tribunais do Trabalho, Tribunais Eleitorais, Tribunais Militares, Tribunais estaduais e do distrito federal) e juízes individuais (artigo 92º).

5 DIREITOS E GARANTIAS

Os direitos e garantias individuais e coletivos estão previstos no artigo 5º da Constituição Federal, os direitos sociais nos artigos 6º a 11º e os direitos políticos nos artigos 14º, 15º e 16º. Baseiam-se, fundamentalmente, nos princípios da isonomia ("todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza", artigocaput) e da legalidade ("ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude da lei", artigo 5º, II). Os direitos e garantias individuais e coletivos estão definidos em 77 incisos do artigo 5º, destacando-se dentre eles os seguintes: proibição de tortura ou tratamento degradante; livre manifestação do pensamento; liberdade de consciência e crença; liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação; inviolabilidade da intimidade, vida privada, honra e imagem pessoas; liberdade de trabalho, ofício, ou profissão, atendidas às qualificações profissionais estabelecidas em lei; liberdade de reunião pacífica, sem armas; liberdade de associação; direito de propriedade, com função social; direito de herança; defesa do consumidor; garantia do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada; não existência de crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal; lei penal sem retroação, salvo para beneficiar o réu; racismo como crime inafiançável e imprescritível; não concessão de extradição a estrangeiro por crime político ou de opinião; prisão somente em flagrante delito ou ordem escrita e fundamentada de autoridade judicial; direito a habeas corpus, habeas data (livre informação) e mandado de segurança individual e coletivo contra atentado de autoridade pública a direito líquido e certo.

Como direitos sociais afirmaram-se constitucionalmente os de educação, saúde, trabalho, lazer, previdência social, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados e livre associação profissional ou sindical. No caso do trabalho foram reconhecidos como direitos dos trabalhadores urbanos e rurais (artigo 7º), entre outros: emprego protegido contra dispensa arbitrária ou sem justa causa, prevista indenização em dinheiro; seguro desemprego; fundo de garantia de tempo de serviço; salário mínimo; remuneração especial de trabalho noturno; salário família para dependentes; repouso semanal remunerado; férias anuais remuneradas; aposentadoria. Foi, também, admitido o direito de greve (artigo 9º).

No capítulo dos direitos políticos, a partir da premissa de que a soberania popular exerce-se pelo sufrágio universal e voto direto e secreto, definiu-se o voto obrigatório para maiores de 18 anos e facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e menores entre 16 e 18 anos. Foram estabelecidas como condições de elegibilidade nacionalidade brasileira, exercício pleno de direitos políticos, alistamento eleitoral, domicílio eleitoral na circunscrição, filiação partidária e idade mínima de 35 anos para presidente, vice-presidente e senador; 30 anos para governadores e vice governadores, 21 para deputados federais e estaduais, prefeitos e vice prefeitos e 18 para vereadores.

6 INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DAS NORMAS JURÍDICAS

Na organização das normas jurídicas brasileiras, com a Constituição federal no topo do sistema jurídico, é evidente que a integração das diferentes normas é aspecto preliminar a qualquer interpretação e aplicação de leis, a fim de prevenir o seu conflito e os efeitos jurídicos danosos daí decorrentes. No caso da interpretação das normas e aplicação ao caso concreto o juiz dispõe, no Brasil, das fontes tradicionais do direito, a lei, a jurisprudência, o costume e a doutrina, com destaque para as duas primeiras. Entretanto, subsidiariamente, pode fazer uso dos tratados e convenções internacionais subscritos pelo Brasil, da lei estrangeira (como citado acima, em Fontes do Direito), do direito comparado (Consolidação das leis do trabalho, artigo 8º), da analogia (com exceção das leis penais, onde só se admite se beneficiar o réu), da experiência comum e da experiência técnica (Código de processo civil, art. 335) e dos princípios gerais do direito (estes podem compreender as diferentes formas de equidade e os preceitos gerais contidos no Direito romano ou mesmo no Direito natural).

A Lei de introdução ao código civil estabelece, além disso, em seu artigo 5º, que na aplicação da lei o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. O próprio Código civil, ao tratar dos atos jurídicos, determina que seja considerada nas manifestações de vontade mais a intenção do autor do que a forma pela qual se expressou.

Tais são as orientações gerais que devem fundamentar o trabalho do juiz ao aplicar a lei no Brasil. Este trabalho é feito, portanto, pela consideração de diferentes normas existentes, sua compatibilização entre si, sua interpretação e sua adequação ao caso concreto.


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sábado, 10 de setembro de 2011

Cerimônia do Chá

Chá, Cerimônia do

1 INTRODUÇÃO

Chá, Cerimônia do, tradicional ritual (ver Rito) japonês, ao mesmo tempo estético, religioso (ver Religião) e filosófico que consiste em servir chá aos convidados. A cerimônia do chá — chado, a via do chá ou chanoyu (água quente para o chá) — só existe no Japão e ocupa um lugar importante na arte local sendo, às vezes, tida como a quintessência da identidade nacional japonesa.

2 HISTÓRICO

No século VIII, o chá foi levado para o Japão por monges budistas (ver Budismo) que o utilizavam para não adormecer durante a meditação. O ritual do chá apareceu nos mosteiros zen no século XII. Segundo a lenda, Bodhidharma, patriarca zen, teria cortado as próprias pálpebras após haver adormecido meditando. Das pálpebras teriam surgido as primeiras plantas de chá. Os monges zen introduziram-na nos rituais dedicados a Bodhidharma. Como as outras artes zen, o chá se expandiu no século XV e, em 1489, a primeira peça destinada à cerimônia do chá foi integrada ao pavilhão de prata do shogun Ashikaga, no palácio Yoshimasa, em Kyoto. Ricos mercadores de Sakai, em seguida, adotaram esta cerimônia, respeitando a tradição zen, aperfeiçoada por Rikyu. Ele substituiu os utensílios preciosos por objetos de artesanato domésticos e diminuiu as dimensões da peça do chá. Decidiu, igualmente, que a preparação do chá se realizasse no centro de um círculo formado pelos convidados. Era guiado pela tradição estética zen ou wabi, que significa charme sutil. Graças a Rikyu, o aspecto intelectual e estético da cerimônia do chá cresceu consideravelmente. Rikyu foi o mestre de chá de Oda Nobunaga e de Toyotomi Hideyoshi que organizavam cerimônias faustosas com milhares de convidados. Seus sucessores serviram os shoguns Tokugawa. Praticada pelas classes sociais superiores, a cerimônia do chá era uma instituição nacional no século XVII e, provavelmente, exerceu forte influência sobre o artesanato contemporâneo — cerâmicas — particularmente, os famosos vasos Raku —, artesanato, pinturas, arte floral, arquitetura e decoração de interiores. Inicialmente espontânea e variada, a cerimônia do chá foi codificada no período Edo (1600-1868). Diversas escolas fixaram variações que foram transmitidas até nossos dias.

3 A CERIMÔNIA

A cerimônia do chá acontece em um local, chamado chashitsu, construído especialmente para este fim. Geralmente, a edificação fica em um jardim ao qual se chega através de um caminho sinuoso. Os convidados purificam-se em uma pequena pia antes de entrar na casa por uma porta baixa que obriga todos a se curvar. Esta porta simboliza o abandono dos valores hierárquicos terrestres (ver Hierarquia). O cômodo minúsculo, medindo cerca de três metros quadrados, está equipada com um foyer central, desprovido de móveis e em nível mais baixo que o resto do chão. Algumas peças enfeitam o ambiente: um pergaminho preso à parede, um vaso de flores e alguns outros objetos de arte.

Existem muitas escolas modernas de chá. Em algumas delas, uma refeição composta de iguarias da estação precede a cerimônia em si. Habitualmente, os utensílios, muitas vezes antigos e de grande valor, são expostos antes de serem utilizados. O anfitrião faz, em seguida, o aquecimento da água em vasilha especial, em um pequeno forno ou sobre brasas. Verte o chá verde amargo no bule com a ajuda de uma pequena colher, adiciona água e mistura com um bastão de bambu até que a bebida se torne espumosa. Imediatamente, entrega o bule aos convidados que, um após o outro, bebem um gole de chá, enxugam a borda e passam o bule adiante. O anfitrião e seus convidados discutem calmamente e admiram os utensílios e os objetos do ambiente. Após a cerimônia principal, um chá menos espesso acompanha as guloseimas. Terminada a cerimônia, o anfitrião recebe os agradecimentos e despedidas dos convidados.


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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Itatiaia Vale do Aço

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Teto - Papel de Parede

Teto by Rogsil
Teto, a photo by Rogsil on Flickr.
Teto

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Videokê

Videoke

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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Hoje na História

06 de Setembro de 1966 - 45 anos atrás.

Verwoerd, Hendrik Frensch

Verwoerd, Hendrik Frensch (1901-1966), primeiro-ministro da República da África do Sul (1958-1966), responsável, em grande parte, pela legislação do apartheid e pela condenação de Nelson Mandela à prisão perpétua. Foi assassinado por um branco que julgava sua política em relação à população negra muito liberal.


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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Laringe

Laringe

Laringe, câmara oca onde a voz é produzida. Nos mamíferos e anfíbios, encontra-se na parte superior da traquéia. A laringe é unida por meio de ligamentos ao osso hióide, situado na base da língua.

A laringe humana tem um par de cordas vocais, formadas por tecido conjuntivo elástico, coberto por pregas de membrana mucosa. A vibração que o ar procedente dos pulmões provoca neste par de cordas determina a formação de sons, amplificados pela natureza ressonante da laringe.


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domingo, 4 de setembro de 2011

Ok

Ok

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sábado, 3 de setembro de 2011

Imaginação

Imaginação

Imaginação, processo mental consciente em que se evocam idéias ou imagens de objetos, êxitos, relações, atributos ou sentimentos nunca antes experimentados nem percebidos.

A imaginação, a percepção e a memória são processos mentais similares. Alguns psicólogos distinguem entre imaginação passiva (ou reprodutiva), quando a mente recupera imagens antes percebidas pelos sentidos, e imaginação ativa (construtiva ou criativa), em que a mente produz imagens de sucesso.


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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Rock

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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Fernando Pessoa

Pessoa, Fernando

Pessoa, Fernando (1888-1935), poeta português. Nasceu e morreu em Lisboa. Segundo um ensaio de Jorge de Sena, o escritor Jean Cocteau, referindo-se a Victor Hugo, dizia que "Victor Hugo c'était un fou qui se croyait Victor Hugo" (Victor Hugo era um louco que acreditava ser Victor Hugo). Esta mesma frase, no plural, pode ser aplicada a Fernando Pessoa: muitos loucos que acreditavam ser Fernando Pessoa. Dementes com vários nomes e estilos que o poeta ocultou em seus heterônimos: Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Bernardo Soares, Antônio Mora, Vicente Guedes, Carlos Otto, C. Pacheco. Para cada nome, uma personalidade e um estilo. Fernando Pessoa foi, simultaneamente, um poeta português em sentimento e linguagem; um literato inglês que pensava em inglês e que escreveu sobre Antínoo; um inimigo dos dogmas; um crítico e um esteta.

É de Bernardo Soares o verso "minha pátria é minha língua". Em sua obra, Álvaro de Campos desenvolveu a obsessão sonho/realidade que percorre toda obra de Pessoa: "...à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro". Alberto Caeiro enfrentava a realidade angustiante do cotidiano quando afirmava "acordei para a mesma vida para que tinha adormecido, até meus exércitos sonhados sofreram derrotas". Ricardo Reis escreveu poemas apaixonados à Ofélia, a mulher abandonada por Fernando Pessoa porque, "além da literatura, tudo o mais é secundário". Mas o próprio Ricardo Reis desmentiu este amor na estrofe "ninguém a outro ama, senão que ama/ o que de si há nele, ou é suposto".

Entre tantas pessoas ou personas (palavra latina que significa máscara), Fernando Pessoa - intelectual, tradutor, pioneiro no movimento modernista e boêmio - revelava sua visão de mundo, sujeito à instabilidade e à inconstância: "perder tempo comporta uma estética" ou, então, "ébrio de erros, perco-me por momentos de sentir-me viver" (ver A errata).

Em vida, publicou apenas um livro em português, Mensagens (1934), poemas sobre os mitos portugueses. Mas deixou incontáveis originais que, até recentemente, eram encontrados em baús de sua família. Também deixou grande quantidade de artigos, críticas e estudos publicados nas revistas Águia, A Renascença e Orfeu, esta última com apenas dois números, o segundo editado pelo próprio Fernando Pessoa.

Fernando Pessoa atualizou e desenvolveu todas as vertentes poéticas portuguesas do início do século XX. E, com exceção de Mensagens e alguns poemas em inglês, toda sua obra foi publicada postumamente. Entre os títulos, de vários heterônimos, destacam-se Livro do desassossego, Poemas, Páginas de doutrina estética, Textos filosóficos, Poesias, Odes, Obras em prosa e Obra poética.

Entre seus poemas destaca-se a Saudação a Walt Whitman, anterior à Ode a Walt Whitman, de Federico García Lorca. O poeta norte-americano Allen Ginsberg fez paródia do poema em Salutation to Fernando Pessoa.

No Livro do desassossego, confissões de um escritor sem eu imutável, Pessoa reflete sobre a vida, a criação, a estupidez das guerras, os limites do pensamento, a emoção e a linguagem: "Sem sintaxe não há emoção duradoura. A imortalidade é uma função dos gramáticos".


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