quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Ministério das Cidades — Ministério das Cidades

Ministério das Cidades — Ministério das Cidades

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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cidade de Transbordo


Cidade de Transbordo, centro urbano dotado de duas ou mais áreas de conexão com redes de transportes diferentes, conhecida como complementaridade intermodal. Essas modalidades exigem infra-estruturas específicas e organizam seus fluxos de mercadorias e pessoas, conectando os diferentes espaços de atuação dessas modalidades de transporte.
Uma cidade de transbordo, normalmente está situada num entroncamento rodo-ferroviário, num porto onde chegam e partem diferentes redes modais, além de possuir, em alguns casos, um terminal aéreo. Sua maior ou menor importância vincula-se à intensidade de fluxos entre esse centro e suas áreas de produção ou de consumo situadas em seu espaço de influência.
Na maioria dos casos, uma cidade de transbordo é também um centro atacadista, com suas formas próprias, como áreas de galpões de estoque de mercadorias, uma paisagem que respira transporte, principalmente em suas áreas periféricas ao centro.

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Linux


Linux, sistema operacional multiusuário que incorpora a multitarefa, compatível com o sistema Unix e disponível para diversas plataformas de computadores. Sendo um sistema operacional que segue o padrão Posix, coerente e com muitos recursos, o Linux foi desenvolvido não só por seu criador, o finlandês Linus Torvalds, mas por milhares de programadores ao redor do mundo. O mais interessante sobre isto é que este esforço mundial maciço de desenvolvimento é, em grande parte, natural e voluntário.
Por volta de agosto de 1991, um estudante de Ciência da Computação finlandês começou a divulgar na Internet a seguinte mensagem:
“Olá a todos que estão usando o Minix (pequeno sistema operacional muito utilizado por estudantes). Estou fazendo um sistema operacional (livre) como um passatempo para 386(486) AT compatíveis.”
Esse estudante chamava-se Linus Torvalds e o “passatempo” que ele mencionou se tornou a base do Linux que conhecemos hoje.
Linus Torvalds continua trabalhando no kernel (cerne ou núcleo principal do sistema), porém o Linux é muito mais do que um simples kernel. Não há gerenciamento centralizado de infra-estrutura. Alguém na Rússia, por exemplo, recebe uma nova placa mãe e escreve um driver, software controlador, para suportar uma característica diferente que esta possua. Ou então um administrador de sistemas brasileiro precisa de um software para geração de cópias de segurança, desenvolve-o na medida de sua necessidade e o distribui a qualquer um que precise de algo similar. Esta é a idéia por trás do conceito chamado, em inglês, de open source, ou código fonte aberto. O desenvolvimento de software para o sistema operacional não é proprietário; o desenvolvedor disponibiliza o código fonte juntamente com o software para que outros programadores ao redor do mundo possam melhorá-lo e aprender com ele.
Outro aspecto interessante é que o Linux pode ser obtido gratuitamente, uma vez que a maioria dos programas e o próprio sistema operacional estão disponíveis para uso por qualquer usuário em qualquer situação.

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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

C (Informática)


C (Informática), linguagem de programação desenvolvida em 1972 por Dennis Ritchie nos Laboratórios Bell.
Apesar de ser uma linguagem de alto nível, possui muitos recursos de baixo nível, o que a torna bastante poderosa e flexível, sendo uma de suas mais importantes aplicações o desenvolvimento de sistemas operacionais (como o Unix), softwares científicos e de comunicação. Existem compiladores de códigos escritos em C para os principais sistemas operacionais; dessa forma, os sistemas se tornam portáteis, isto é, podem ser reaproveitados e executados em diversas plataformas diferentes.
Com o passar do tempo, a linguagem C vem se aperfeiçoando, tendo incorporado funções de orientação a objeto (C++) e plataformas para desenvolvimento de aplicativos visuais.

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domingo, 26 de setembro de 2010

UNIX


UNIX, sistema operacional multiusuário que incorpora a multitarefa. O sistema operacional UNIX tem diversas variantes e é considerado mais potente, mais transportável e mais independente de equipamentos concretos que outros sistemas operacionais, por estar escrito em linguagem C.

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sábado, 25 de setembro de 2010

Comparativo: iPhone 4 vs. iPod touch de quarta geração

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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Teclado IPhone


Teclado IPhone, upload feito originalmente por Rogsil.

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Dicionário Houaiss: Psiquê

n substantivo feminino
1    a alma ou o espírito, distintos do corpo; mente
2    m.q. psiquismo ('conjunto')
3    Rubrica: psicologia, psicanálise.
a estrutura mental ou psíquica de um indivíduo
4    Rubrica: filosofia, psicologia, psicanálise, teologia.
termo teológico, filosófico e científico que designa a essência ou personificação do princípio de vida considerado como sistema de referência ou base das funções psíquicas, da ação e do comportamento; alma, espírito
5    Rubrica: filosofia.
no neoplatonismo, a segunda emanação do Uno, tida como uma consciência universal e como o princípio que anima o universo como um todo; a alma do mundo
 Obs.: f. geral não pref.: psiquê

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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Psicologia: Deus não é suficiente?

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Psicologia Pastoral C.E.M.


Psicologia Pastoral C.E.M. , upload feito originalmente por Elton & Zeny (e-mission).

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Psicologia - Wikipédia, a enciclopédia livre

Psicologia - Wikipédia, a enciclopédia livre

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domingo, 19 de setembro de 2010

Psicologia experimental

 

Psicologia experimental, aplicação de técnicas de laboratório para estudar o comportamento e fenômenos psíquicos como a percepção, memória, pensamento e aprendizagem.

O fisiólogo Wilhelm Wundt fundou o primeiro laboratório psicológico, para descobrir as sensações que provocavam nos indivíduos uma série de estímulos sistematicamente controlados. Wundt dominou neste campo até princípios do século XX, quando os métodos introspectivos em psicologia foram depreciados.

A psicologia experimental engloba, desde seu início, diferentes métodos e pontos de vista, o que permitiu encontrar diversas aplicações práticas na indústria, na educação e na terapia.

As inquietudes sobre fenômenos como a percepção, a memória e a aprendizagem persistem, mas se complementam com enfoques fisiológicos e o uso de procedimentos estatísticos para demonstrar experiências e analisar dados, apoiados, hoje, pela tecnologia da informática.

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sábado, 18 de setembro de 2010

The Thinker

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Filosofia - Wikipédia, a enciclopédia livre

Filosofia - Wikipédia, a enciclopédia livre

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Uma introdução à filosofia da religião, um olhar da fé cristã sobre a relação entre a filosofia e a religião na história do pensamento ocidental - Alessandro Rocha

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Filosofia - para que serve?

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Leibniz, Gottfried Wilhelm

 
Leibniz, Gottfried Wilhelm (1646-1716), filósofo e matemático alemão. Sua contribuição à matemática consistiu em enumerar os princípios fundamentais do cálculo infinitesimal. Também idealizou um método de notação (Signos matemáticos) e é considerado um dos iniciadores da lógica matemática.
Sua filosofia concebe o universo composto de inumeráveis centros de força espiritual ou energia, conhecidos como mônadas, cada uma representando um microcosmo individual. Este cosmo é o resultado harmonioso de um plano divino: “o melhor dos mundos possíveis”. Suas principais obras são Monadologia (1714) e Novo tratado sobre o entendimento humano (1703).
Microsoft ® Encarta ® Encyclopedia 2002.
© 1993-2001 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.

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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Entrevistando: Gilles Lipovetsky

Bem-estar é o novo luxo

O sociólogo francês Gilles Lipovetsky conta como a era do hiperconsumo está transformando nossos conceitos e vontades

O sociólogo francês Gilles Lipovetsky, 66, tornou-se popular por escolher o consumo, a moda e o luxo como objetos de estudo. De jeans e sandálias, o autor de "A Felicidade Paradoxal" e "O Império do Efêmero" recebeu a reportagem na cobertura de um prédio na zona sul de São Paulo, onde foi hospedado.
Na cidade para um fórum mundial de turismo, Lipovetsky veio falar sobre o "consumo de experiência".
Abaixo, fala também da obsessão pela saúde e afirma: bem-estar é o novo luxo.

Folha - O que é "consumo de experiência"?
Gilles Lipovetsky -
Vai além dos produtos que podem me trazer esse ou aquele conforto, ou me identificar com essa ou aquela classe. As razões para escolher um celular, hoje, vão além das especificações. Queremos ouvir música, tirar fotos, receber e-mails, jogar. Ter vivências, sensações, prazeres. É um consumo emocional.
Então, o que é o luxo, hoje?
O luxo, apesar de ainda existir na forma tradicional, também está mudando.
Quando buscamos um hotel de luxo hoje, não queremos torneiras de ouro, lustres. O luxo está nas experiências de bem-estar que o lugar pode oferecer. Spa, sala de ginástica, serviço de massagem. O bem-estar é o novo luxo.
Como consumir bem-estar?
Nos anos 60 e 70, quando o consumo de massa possibilitou que famílias de classe média se equipassem com produtos, o bem-estar ainda era medido em termos de quantidade. Hoje, o que está na cabeça das pessoas é o bem-estar qualitativo: a tal qualidade de vida. O que inclui a qualidade estética.
Qual a relação entre busca de bem-estar e uma sociedade mais e mais "medicalizada"?
A obsessão com a saúde e a prevenção é o lado obscuro do hiperconsumismo, gerador de ansiedade quase higienista. A quantidade de informação disponível torna o consumo complicado. Na alimentação, os consumidores estão ávidos pela leitura dos rótulos: quais são os ingredientes, de onde vêm, podem causar câncer, engordar? Há 40 anos, íamos ao médico uma vez por ano, se muito.
Hoje, um indivíduo faz até dez consultas por ano. O consumo de exames, para nos fazer sentir "seguros", cresce exponencialmente. Sintoma do hiperconsumismo: queremos comprar nossa saúde.
Como vê as campanhas contra o cigarro e a obesidade?
O hiperconsumidor está preso num emaranhado de informações e ele tem muitas regras a seguir. Parar de fumar faz parte da lógica da prevenção. É um sacrifício do presente em prol do futuro.
No hiperindividualismo, a gestão do corpo é central. Esse autogerenciamento permanente explica, também, a onda do emagrecimento.
Expor-se ao sol é arriscado, mas é considerado bonito ter a pele bronzeada. Privar-se de comer é privar-se do prazer. É um paradoxo que todos vivem e, por isso, no caso dessas mulheres subjugadas ao terrorismo da magreza, elas sentem culpa. As regras são contraditórias.
Qual é a saída para toda essa ansiedade?
As compras. Antes as pessoas iam à missa, agora elas vão ao shopping center.
Comprar, ir ao shopping, viajar -são as terapias modernas para depressão, tristeza, solidão. Você pode comprar "terapias de desenvolvimento pessoal". Um fim de semana zen, um pacote de massagens. Todas as esferas de vida estão subjugadas à lógica do mercado.
Por que as pessoas não se sentem felizes?
O hiperindividualismo aparece quando nossa sociedade nega as instituições da coletividade. A religião, a comunidade, a política. Os deuses são os homens. O indivíduo é um agente autônomo que deve gerenciar a própria existência. Esse indivíduo pode fazer escolhas privadas -que profissão fazer, com quem se casar, o que comprar- mas está submetido às regras da globalização econômica de eficácia, de produtividade, juventude, consumo. O acesso ao conforto material, enquanto sociedade, não nos aproximou da felicidade. Há tanta ansiedade, tanto estresse, tanta angústia e tanto medo que a abundância não consegue proporcionar um sentimento de completude.
Consumimos para esquecer?
Também. Mas há um outro lado. Desenvolvemos o que eu chamei de "don juanismo" [ele cita o personagem "Don Juan", da ópera de Mozart, que "conheceu" 1.003 mulheres]. Todos nos transformamos em Dons Juans.
Somos todos colecionadores de experiências. Temos medo que a vida passe ao largo.
Existe um senso comum que nos diz que se não tivermos vivido tal ou tal experiência, teremos perdido nossa vida.
É uma luta contra o tédio, uma busca incansável e viciada pela novidade, pela fuga da rotina.

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domingo, 12 de setembro de 2010

ENTREVISTA DO DOMINGO: SANDRA CUREAU


Lula quer eleger a sua sucessora a qualquer custo

SANDRA CUREAU, VICE-PROCURADORA-GERAL ELEITORAL, DIZ NUNCA TER VISTO UMA ELEIÇÃO COMO A DESTE ANO E CRITICA A PARTICIPAÇÃO DO PRESIDENTE NA CAMPANHA DE DILMA ROUSSEFF

A menos de dez dias do primeiro turno, a vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau diz que nunca viu uma eleição como a de 2010 e critica a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: "Eu acho que ele quer, a qualquer custo, fazer a sua sucessora".
Gaúcha, 63, ela acrescenta: "É por isso que, como dizem no manifesto [de intelectuais pela democracia], ele [Lula] misturou o homem de partido com o presidente. A impressão que tenho é a de que ele faz mais campanha do que a própria candidata. É quase como se fosse uma coisa de vida ou morte". Veja os principais trechos da entrevista à Folha.

Folha - Qual o efeito do empate no STF sobre a validade da Lei da Ficha Limpa?
Sandra Cureau - Vai interferir muito no processo eleitoral, porque colocou uma quantidade enorme de candidatos no limbo. O que vai acontecer? Ninguém sabe.

Isso favorece os fichas-sujas?
Não sei, porque pode ocorrer um fenômeno como o que já vinha ocorrendo aqui no DF, onde um candidato ao governo [Joaquim Roriz, do PSC] teve seu registro impugnado desde o início e foi caindo nas pesquisas.

Processo contra poderosos não dá em nada, nem na Justiça Penal nem na Eleitoral?
Quem tem condições de pagar bons advogados recorre, recorre e recorre. Se o Congresso quer mesmo expulsar os fichas-sujas, vai ter de votar uma legislação que torne mais ágil o processo eleitoral e o processo em geral.

Como vê a troca de Roriz pela mulher dele como candidata?
Ele nunca teve uma decisão positiva. O TRE-DF indeferiu o registro, o TSE manteve o indeferimento e o ministro Carlos Ayres Britto negou o efeito suspensivo no STF. Ou seja: ele perdeu todas.
Há um dispositivo na lei dizendo que candidato "sub judice" pode continuar fazendo campanha. Só que, na minha interpretação, Roriz sempre esteve com a candidatura indeferida, e isso não é estar "sub judice".
Quanto à possibilidade de colocar a mulher dele, isso pode. Até na véspera você pode substituir, como quando o candidato falece.

Não é frustrante?
Mais do que frustrante. O candidato sai, mas a foto dele fica na urna. É interessante porque, no regimento do Supremo, existe um dispositivo dizendo que, quando há empate, prevalece a decisão que já existe. Teria de prevalecer, então, a decisão do TSE pela inelegibilidade [de Roriz].

Qual o balanço que a sra. faz das eleições de 2010?
Foi uma das eleições mais complicadas de que eu participei. Talvez tenha alguma coisa com o fato de eu ser mulher, mas acho que têm acontecido coisas incríveis.
Pessoas se negam a dar informações que têm de dar, agressões e verdadeiras baixarias, principalmente em blogs. Fico pensando: será que, se fosse um homem, fariam a mesma coisa, tão à vontade? Há certa desobediência às decisões do TSE, certo desprezo pelo Ministério Público Eleitoral por parte de algumas autoridades.

Qual o papel do presidente da República nisso, já que ele desdenha das multas e se referiu à senhora como "uma procuradora qualquer"?
Quando ele diz que eu sou "uma procuradora qualquer por aí", ele reduz a instituição Ministério Público Eleitoral a alguma coisa qualquer. Por isso, houve reação tão veemente por parte da OAB e das entidades de magistrado e de Ministério Público. A reação foi geral. Aliás, a própria manifestação de São Paulo é consequência do que se está vivendo nesta eleição.

A sra. se refere ao "Manifesto pela Democracia", assinado por dom Paulo Evaristo Arns, ex-ministros da Justiça, outros juristas e intelectuais?
Exatamente

Eles dizem ser "constrangedor o presidente não compreender que o cargo tem de ser exercido na plenitude e não existe o "depois do expediente'". A sra. concorda?
É, e é complicado, porque a gente nunca teve esse tipo de problema antes. Não porque os presidentes não fizessem campanha para seus candidatos, mas eles faziam tendo presente que eram chefes da nação. Era de uma maneira mais republicana, ou mais democrática, não sei que palavra usar.

Como a sra. avalia a participação de Lula nesta eleição?
Eu acho que ele quer, a qualquer custo, fazer a sua sucessora. É por isso que, como dizem no manifesto, ele misturou o homem de partido com o presidente. Aquela coisa de não aceitar a possibilidade de não fazer a sucessora. A impressão que eu tenho é a de que ele faz mais campanha do que a própria candidata. Nunca vi isso, é quase como se fosse uma coisa de vida ou morte para ele.

Como a sra. reage à posição do presidente, que recebe uma multa, duas, três e...
...não está nem aí. Isso faz parte de todo um quadro, e não é uma multa que vai parar isso, ainda mais que são multas baixas.

A oposição também não comete excessos o tempo todo?
Por isso também foi multada. No caso da candidata Marina Silva [PV], foram poucas representações. Com relação ao candidato José Serra [PSDB], entrei com 26 representações, e 29 contra a candidata Dilma Rousseff [PT] e o presidente.

A sra. considera absurdo analisarem que isso possa evoluir para um nível de tensão próximo ao da Venezuela?
Por enquanto, não vejo isso, mas me preocupa muito a tentativa de desqualificar as instituições. Quando se começa a não ter respeito pelas instituições e se incentiva inclusive isso, pode levar a um caminho em que não haja autoridade, ou que a autoridade seja única. Todos os Poderes são legítimos. Um não pode se sobrepor aos outros.

No escândalo da ex-ministra Erenice Guerra, houve partidarismo da imprensa?
A imprensa prestou um serviço não só ao povo brasileiro, que paga impostos que estavam sendo usados naquelas negociações, ou negociatas, sei lá, como prestou um serviço ao presidente.

E a acusação de que há um complô da imprensa a favor de um candidato?
Não vejo, até por uma razão muito simples. Se houvesse um complô a favor de um candidato ou contra o outro, ele estaria lá nas alturas.

RAIO-X SANDRA CUREAU, 63 ANOS

 
QUEM É
Vice-procuradora-geral eleitoral e subprocuradora-geral da República
CARREIRA
Ingressou no Ministério Público em 1976 e atuou em Porto Alegre, Rio, Belo Horizonte e Brasília
FORMAÇÃO
Graduada em direito em 1970 pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul)

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sábado, 11 de setembro de 2010

ENTREVISTA NICHOLAS CARR

A internet obriga a pensar de forma ligeira e utilitária

JORNALISTA QUESTIONA SE O GOOGLE AFETA A INTELIGÊNCIA HUMANA E RECOMENDA RESTRINGIR O USO DE COMPUTADORES NAS ESCOLAS E EM CASA

 

Nicholas Carr cutucou a onça da internet com um argumento longo e bem-desenvolvido no livro "The Shallows -What the Internet is Doing to Our Brains" (que poderia ser traduzido como "No Raso -O que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros" e será lançado no Brasil pela Agir).
Em poucas palavras, a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando burros. O livro já vendeu mais de 40 mil cópias nos Estados Unidos. Está sendo traduzido em 15 línguas.
Carr recusa a pecha de alarmista, mas sua preocupação com as "tecnologias de tela" é tanta que ele recomenda a restrição do acesso de alunos à internet nas escolas. Não descarta que a rede possa evoluir para a veiculação de ideias menos superficiais, mas tampouco vê indícios de que irá nessa direção. Leia abaixo trechos da entrevista telefônica dada por Carr da casa de parentes em Evergreen, Colorado, onde se refugiou depois de evacuado por força de incêndios florestais perto de sua casa nas montanhas Rochosas.

Folha - O livro deplora a internet como ameaça à mente formada pela invenção de Gutenberg, que nos deu o Renascimento e o Iluminismo. Mas Gutenberg também não destruiu a mente e a filosofia medievais? Ou seria mais preciso dizer que as invenções amplificam e continuam a cultura do passado?
Nicholas Carr -
Toda tecnologia de comunicação e escrita traz mudanças. Isso é verdadeiro mesmo para o período anterior a Gutenberg, com a invenção do alfabeto, pela maneira como alterou a memória humana e nos deu maior capacidade de intercambiar informação. A internet, assim como tecnologias anteriores, amplifica certos modos de pensar e certos aspectos da mente intelectual, mas também, ao longo do caminho, sacrifica outras coisas importantes.

Se a leitura e a reflexão profundas estão em risco, como explicar o sucesso de coisas como o Kindle e seu livro?
As coisas não mudam de imediato. O número ao menos dos que leem livros sérios vem caindo há um bom tempo, mas haverá pessoas lendo livros por muito tempo no futuro. Meu argumento é que essa prática está se mudando do centro da cultura para a periferia, e as pessoas começam a usar a tela como sua ferramenta principal de leitura, não a página impressa. Acho também que, à medida que mudamos para dispositivos como Kindle ou iPad para ler livros, mudamos nossa maneira de ler, perdemos algumas das qualidades de imersão da leitura.

O que pode ser feito em termos práticos e individuais para resistir a tal tendência?
Não escrevi o livro para ser do tipo de autoajuda. A mudança que estamos vendo faz parte de uma tendência de longo prazo, na qual a sociedade põe ênfase no pensamento para a solução rápida de problemas, tipos utilitários de pensamento que envolvem encontrar informação precisa rapidamente, distanciando-se de formas mais solitárias, contemplativas e concentradas.
Por outro lado, como indivíduos, nós temos escolha. Mesmo que a desconexão se torne mais e mais difícil, pois a expectativa de que permaneçamos conectados está embutida na nossa vida profissional e cada vez mais na visa social, a maneira de manter o modo mais contemplativo de pensamento é desconectar-se por um tempo substancial, reduzindo nossa dependência em relação às tecnologias de tela e exercendo nossa capacidade de prestar atenção profundamente em uma única coisa.

As escolas deveriam restringir o uso da internet pelos alunos, em lugar de se lançar de cabeça na tecnologia?
Sim. Nos EUA tem havido uma corrida para considerar que computadores na escola são sempre uma coisa boa, até mesmo uma confusão da qualidade do ensino com o tempo que os alunos passam conectados. É um erro.
Certamente os computadores e a internet têm um papel importante a desempenhar na educação, e as crianças precisam aprender competências computacionais, a usar a internet de maneira eficaz. Mas as escolas precisam perceber que essa é uma maneira de pensar diferente de ler um livro. É preciso dar tempo e ênfase, no ensino, para desenvolver a capacidade de prestar atenção em uma única coisa, em vez de mover sua atenção entre diversas coisas. Isso é essencial para certos tipos de pensamento crítico e conceitual.

O sr. consideraria a internet responsável pela epidemia de casos de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH)?
Não tenho certeza de que a ciência sobre isso seja definitiva, ainda. Há indicações de que as tecnologias que as crianças usam, de videogames a Facebook, possam contribuir para TDAH. É algo que precisa ser mais estudado. Para os pais preocupados com a capacidade de seus filhos de manter a atenção, poderia ser apropriado restringir as tecnologias.

A TV e o rock também já foram acusados no passado de ameaçar os intelectos jovens, mas não há carência de novos escritores e artistas.
Sempre que uma tecnologia nova e popular aparece, há pessoas que adotam uma visão exageradamente otimista, de uma utopia social, e pessoas que adotam uma visão exageradamente negativa, de que ela vai destruir a civilização. No livro tento não adotar uma visão unilateral da tecnologia, porque acho que ela tem muitas coisas boas, do acesso mais fácil à informação até novas ferramentas para autoexpressão.
Meu temor é que, na medida em que empurramos celulares, smartphones e computadores para as crianças em idades cada vez mais precoces, elas não venham a desenvolver as habilidades mentais mais contemplativas e atentas. Isso seria uma grande perda para a cultura, pois a expressão artística requer reflexão mais calma, tranquila, introspectiva.

É concebível que a internet possa mover-se numa direção que combine os poderes da informação visual com os do texto para promover pensamentos em profundidade?
Tudo é possível, mas cada tecnologia que usamos para fins intelectuais tem certos efeitos e reflete um conjunto particular de premissas sobre como devemos pensar. A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários, voltados para a solução de problemas, que encoraja as multitarefas e a rápida transmissão ou recepção de migalhas de informação. A tecnologia pode mudar rapidamente, mas não vejo razão para pensar que vá [noutra direção].

PERFIL
Carr tem um blog, mas não quer saber de Twitter

Nicholas Carr (1959), estudou literatura no Dartmouth College e na Universidade Harvard. Foi editor da "Harvard Business Review" e colunista do jornal britânico "The Guardian".
Carr mantém um blog, "Rough Type", e tem página pessoal na internet. Fechou, porém, suas contas no Twitter e no Facebook.
Seus três últimos livros atraíram a ira de muitos no setor de TI (tecnologia da informação). No primeiro, "Será que TI é tudo?", afirmava que a importância da informática nas corporações está diminuindo.
No segundo, "A Grande Mudança", tratava da crescente importância da computação "em nuvem", baseada na internet. Em seu "The Shallows", apoia a tese da superficialidade da internet em três pilares que lembram as teses de Marshall McLuhan (1911-1980), mas com sinal trocado.
Primeiro, ele recorre à neurociência para afirmar que o cérebro é "plástico". Não uma estrutura fixa desde o nascimento, mas um emaranhado de conexões que são desfeitas e recompostas ao longo da vida.
Depois, afirma que tecnologias de escrita e leitura modificam a forma de pensar. Fechando o círculo, Carr conclui que a internet produz cérebros sob medida para mentes superficiais.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Entrevista com Wendy Guerra

 

Livraria da Folha: No capítulo "Merci, Moscou", de "Nunca Fui Primeira-Dama", a protagonista Nadia diz: "Eu sou Nadia. Vou procurar mamãe. Eu sou ninguém, nada, Nadia, e preciso saber quem é minha outra parte". Nadia também significa "esperança", em russo. Você utilizou os dois significados como complementares na escolha do nome da personagem?
Wendy Guerra: Nadia, na verdade, é a mulher de Lênin [líder soviético, (1870-1924)]. Nadia significa "esperança" e é um jogo sobre a infância e sobre a intervenção russa dentro de Cuba. Em uma palestra sobre suicídio, perguntaram se eu me importaria de morrer. Como pessoa sim, não como personagem. Diria que, há vezes em que penso ser pessoa, há vezes em que penso ser personagem, por isso a pessoa se chama Nadia, e a personagem, Guerra. O personagem se chama Nadia Guerra para jogar com esses nomes.

Livraria da Folha: Falando em suicídio, teve algum personagem do primeiro romance ["Todos se Van"] que voltou nesse segundo ["Nunca Fui Primeira-Dama"] ou nos seus livros de poemas? Quando você encerra uma obra, inicia um novo ciclo de criação de personagens ou renasce os anteriores?
Guerra: Vou ser muito sincera. Meus personagens não voltam, não são os mesmos que voltam, voltam outros, com a pele dos mesmos. Quando voltam, é muito difícil de acomodá-los. Minha grande esperança, "nadia" [risos], é que possam voltar e se integrar em outras esferas, nos livros e na vida.

Livraria da Folha: Sua resistência lexical ultrapassa sua resistência política?
Guerra: Eu sou muito disléxica, mas não disléxica biologicamente. Sou disléxica musicalmente. As palavras como "hiedra" ["hera"], "piedra" ["pedra"], que não têm o mesmo significado semanticamente, mas têm sensorialmente. Gosto de trabalhar com isso, porque sinto que envolvo o leitor no jogo das palavras. O problema é a tradução. Se não tem uma boa tradução, é um desastre. Como tem acontecido, já que publiquei em outras línguas.

Livraria da Folha: Em qual língua ocorreu um "desastre" na tradução?
Guerra: Na França, tem uma grande tradutora, mas aconteceu algo muito simpático. Falávamos em "árvores nucleares", uma grande loucura, e os franceses tomaram como uma grande metáfora.

Livraria da Folha: Você percebeu algum tipo de censura no Brasil?
Guerra: Não. Eu pensava que o Brasil era sexualmente mais aberto. Quando o Jô Soares mostrou minha foto [no programa] sem roupa na televisão, os brasileiros [da plateia] gritaram. Eu pensava que no Brasil as pessoas andavam nuas pelas ruas [risos]. O Brasil tem muito pudor, um assombroso pudor.

Livraria da Folha: Cuba é seu museu pessoal?
Guerra: Sim, meu museu de arte efêmera, contemporânea, em movimento. Um registro de intervenção pública, vivo. Não um museu somente de dor e de passado. Para mim, é um museu em movimento.

Livraria da Folha: O que você leu ou está lendo da literatura brasileira?
Guerra: Carola Saavedra me interessa ler, porque escreve muito bem e se vê que é bem estruturada. Gosto de ler uma literatura que é maior do que eu, na estrutura, porque a minha não tem nenhuma estrutura. É muita articulação [risos]. Nélida Piñon me conta como se formou a nação por meio das migrações. É uma amiga, uma mulher muito voraz com a vida. Na Espanha, a adoram. Admiro muito o trabalho de Chico Buarque. É um autor contemporâneo, que lida com os estilos e os registros de vozes. João Paulo Cuenca tem uma voz tremenda e uma humildade tremenda. Jorge Amado (1912-2001), na minha adolescência, me apresentou uma música, uma cadência. Eu digo que dos músicos brasileiros, Vinicius de Moraes é o melhor poeta.

Livraria da Folha: E da estrangeira?
Guerra: Sou filha da literatura feminina francesa dos anos 1960. Sou muito retrô. Gosto também da literatura japonesa --Yukio Mishima (1925-1970), Banana Yoshimoto e de haicais-- e da escritora argentina Alejandra Pizarnik (1936-1972), que recomendo aos brasileiros que não a conhecem, que a leiam. Gosto de autores que não são autores e chegam na literatura e desbancam os outros.

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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Entrevista: Hugo Wantuil, criador do site Tweetrank - Internet - IDG Now!

Entrevista: Hugo Wantuil, criador do site Tweetrank - Internet - IDG Now!

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quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Marilena de S. Chaui - Convite a Filosofia - eBook

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Wallpaper IPhone


- Posted using BlogPress from my iPhone

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Blackberry papel de parede

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domingo, 5 de setembro de 2010

Win XP Wallpaper

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sábado, 4 de setembro de 2010

Brazil IPhone Wallpaper


Brazil, upload feito originalmente por Rogsil.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Goleiro

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Uma Bala foi filmada em "Slow Motion"

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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ana Carolina - Protesto em Verso e Prosa

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