segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Hoje na História


31 de Agosto de 1939:

Inauguração do Parque 13 de Maio em Recife-PE

Saiba Mais:

Projetado pelo Engenheiro Domingos Ferreira, o Parque 13 de Maio é o maior parque planejado do Estado de Pernambuco. É no seu interior que fica o prédio da Câmara Municipal do Recife. Construído em 1939, foi palco de grandes manifestações após a queda do Estado Novo. As atrações são diversas: acácias, flamboyants, pau-d’arcos, árvores frutíferas, brinquedos, minizoológico que faz a festa das crianças, espaço para namoros, fontes luminosas, bancos de pedra, bustos em bronze, esculturas de Abelardo da Hora, um pernambucano que retratou figuras típicas do parque, como o vendedor da caldo de cana e os cantadores de viola.

Endereço: Entre as ruas Princesa Isabel, João Lira,
Hospício e a Saudade
Bairro: Recife-Centro

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domingo, 30 de agosto de 2009

"Il tempo è uscito dai cardini"


"Il tempo è uscito dai cardini", upload feito originalmente por `enrico`.

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sábado, 29 de agosto de 2009

Feliz Aniversário Rebecca de Mornay



Rebecca De Mornay
Nome completo Rebecca J. Pearch
Data de nascimento 29 de Agosto de 1959(29-08-1959) (50 anos)
Local de nascimento Santa Rosa, Califórnia, EUA
Ocupação atriz
Cônjuge Patrick O'Neal
IMDb

Rebecca De Mornay, nome artístico de Rebecca J. Pearch (Santa Rosa, 29 de agosto de 1959) é uma atriz dos Estados Unidos da América.

É filha de Wally George, um apresentador de talk show da televisão norte-americana e casada com o ator Patrick O'Neal, filho do ator Ryan O'Neal e irmão da atriz Tatum O'Neal, com quem tem dois filhos e foi primeira namorada de Tom Cruise.

Filmografia

Principais prêmios e indicações

MTV Movie Awards
  • Recebeu uma indicação na categoria de Melhor Atriz por A mão que balança o berço, em 1992.
  • Venceu na categoria de Melhor Vilão, por A mão que balança o berço, em 1992.


Framboesa de Ouro
  • Recebeu uma indicação na categoria de Pior Atriz, por E Deus criou a mulher, em 1989.


Festival du Film Policier de Cognac (França)

  • Venceu na categoria de Melhor Atriz por A mão que balança o berço, em 1992.


Prêmio Saturno (Academy of Science Fiction, Fantasy & Horror Films, EUA)

  • Indicada na categoria de Melhor Atriz por A mão que balança o berço, em 1993.

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

28 de Agosto


28 de Agosto é o 240º dia do ano no calendário gregoriano (241º em anos bissextos).

Faltam 125 para acabar o ano.

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Nutrição

Nutrição

Nutrição é o processo pelo qual os seres vivos obtêm, transformam e usam as substâncias, chamadas nutrientes, que fornecem a energia necessária à manutenção dos processos vitais. As necessidades energéticas dos seres vivos são as mais variadas e os nutrientes devem estar disponíveis em quantidade e diversidade suficientes para satisfazer essas necessidades. São os nutrientes que fornecem a matéria-prima básica a partir da qual a estrutura celular é formada. Eles também são responsáveis pela energia necessária às complexas reações químicas que ocorrem no nível celular. Como seres autótrofos, isto é, capazes de sintetizar substâncias orgânicas, a partir de substâncias inorgânicas, os vegetais precisam de nutrientes minerais e a partir deles, sintetizam as substâncias orgânicas que lhes são necessárias. Os animais, que são heterótrofos, ou seja, não sintetizam substâncias orgânicas a partir de inorgânicas, precisam de nutrientes orgânicos, que por sua vez são produzidos em primeiro lugar pelos vegetais.

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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Nutrição humana

1 INTRODUÇÃO

Nutrição humana, ciência que estuda os nutrientes e outras substâncias alimentícias e a forma na qual o corpo as assimila. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e alguns países dão indicações precisas quanto aos nutrientes necessários a uma dieta equilibrada.

Os nutrientes são classificados em cinco grupos principais: proteínas, carboidratos ou glicídios, gorduras ou lipídios, vitaminas e sais minerais. Esses grupos compreendem um total de 45 a 50 substâncias que os cientistas consideram essenciais para manter a saúde e um crescimento normal, com base em pesquisas com animais.

2 FUNÇÕES DOS NUTRIENTES

A função primordial da proteína é produzir tecido corporal e sintetizar enzimas, alguns hormônios que regulam a comunicação entre órgãos e células (como a insulina) e outras substâncias complexas que regem os processos corporais.

Os sais minerais inorgânicos são necessários à reconstrução estrutural dos tecidos corporais, além de participar em processos como a ação dos sistemas enzimáticos, contração muscular, reações nervosas e coagulação do sangue.

As vitaminas lipossolúveis são compostos orgânicos que atuam principalmente nos sistemas enzimáticos para melhorar o metabolismo das proteínas, dos carboidratos e das gorduras. Sem essas substâncias, não aconteceria a decomposição e assimilação dos alimentos. Certas vitaminas participam da formação de células do sangue, hormônios, substâncias químicas do sistema nervoso e de materiais genéticos.

Os carboidratos são os principais responsáveis por fornecerem energia na maioria das dietas humanas. Os alimentos ricos em glicídios são mais baratos e abundantes em comparação com aqueles com alto teor de proteína e gorduras. Os carboidratos são queimados durante o metabolismo para produzir energia, liberando dióxido de carbono e água.

3 TIPOS DE ALIMENTOS

Embora mais escassas do que os carboidratos, as gorduras produzem mais do que o dobro de energia. Por serem um combustível compacto, os lipídios conseguem ficar bem armazenados para futura utilização, caso haja uma redução no consumo de carboidratos.

Os alimentos podem ser classificados em pães e cereais; leguminosas e legumes; tubérculos e raízes; frutas e verduras; carne; pescado; ovos; leite e derivados; gorduras e óleos e doces e balas.

Os pães e cereais são ricos em amido e constituem uma fonte fácil e direta de calorias.

Os legumes ou leguminosas também são ricos em amido, mas proporcionam muito mais proteínas do que os cereais ou tubérculos. A proporção e o tipo de aminoácido dos legumes são semelhantes aos da carne.

Os tubérculos e as raízes comestíveis são ricos em amido e têm pouca proteína, mas proporcionam grande variedade de vitaminas e sais minerais.

As frutas e verduras são uma fonte direta de muitos sais minerais e vitaminas ausentes nas dietas de cereais. Destacam-se a vitamina C dos cítricos e a vitamina A, procedente do caroteno das cenouras e verduras com folha.

A carne, o pescado e os ovos proporcionam todos os aminoácidos essenciais de que o corpo necessita para formar suas próprias proteínas.

O leite e seus derivados (o queijo, iogurte e os sorvetes) têm abundância de proteínas, fósforo e, em especial, cálcio. O leite também é rico em proteínas.

As gorduras e óleos têm alto teor de calorias, mas contêm poucos nutrientes.

Os doces e balas são compostos de mais de 75% de açúcar e também contêm poucos nutrientes.

4 RECOMENDAÇÕES DIETÉTICAS

Em relação à nutrição humana, os cientistas recomendam o seguinte: comer alimentos variados; manter o peso ideal; evitar o excesso de gorduras e óleos; gorduras saturadas e colesterol; comer alimentos com teores suficientes de amido e fibras; evitar o excesso de açúcar e sal e, no caso de ingerir bebidas alcoólicas, fazê-lo com moderação.


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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Hospital de San Juan de Dios


Hospital de San Juan de Dios, upload feito originalmente por brunoat.

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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Doença

Doença

Doença é qualquer estado em que haja uma deterioração da saúde do organismo humano. Todas as doenças implicam num enfraquecimento do sistema natural de defesa do organismo ou daqueles que regulam o ambiente interno. Mesmo quando a causa é desconhecida, é possível quase sempre explicar uma moléstia com base nas alterações nos processos fisiológicos ou mentais.

A compreensão das doenças depende de uma descrição clara dos sintomas, que são manifestações dos processos vitais alterados. Pode variar de relatos subjetivos de dor, como cefaléia ou dor nas costas, a fatos objetivos, como inflamação ou erupção. Os sintomas gerais consistem em mudanças na temperatura corporal (como febre), fadiga, perda ou aumento de peso e dor ou hipersensibilidade dos músculos ou órgãos internos.

Com o aumento do uso de testes de laboratório nos exames de rotina realizados em pessoas aparentemente sadias, os médicos diagnosticam, cada vez com mais freqüência, doenças que não manifestavam sintomas para o paciente. Por exemplo, é possível detectar a hipertensão em fases precoces, antes que provoque lesões importantes no coração ou nos vasos sangüíneos. O desenvolvimento e a crescente utilização de testes cada vez mais sensíveis impõe a necessidade de um uso mais cuidadoso da palavra doença.

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domingo, 23 de agosto de 2009

Os lipossomas

Nereide Estela Santos Magalhães

Em meados da década de 1960, no decorrer de pesquisas sobre os efeitos dos íons em membranas sintéticas, os cientistas notaram que diversos lipídios se organizavam em estruturas em forma de vesícula quando dispersos em água. Essas estruturas microscópicas foram denominadas lipossomas, que significa corpos lipídicos (do grego soma=corpo e lipo=lipídios). Os lipossomas são formados de camadas concêntricas de gorduras e encerram internamente um compartimento aquoso.

O comportamento adequado de um medicamento no organismo se relaciona à forma como é administrado. Atualmente, o principal objetivo da pesquisa tecnológica farmacêutica é o desenvolvimento de novas formas de administração de medicamentos que possam melhorar sua eficácia e reduzir seus efeitos tóxicos. Nas últimas décadas, numerosos estudos demonstraram que a distribuição de um fármaco pode ser modificada pelo uso associado de substâncias "carreadoras", colóides administrados por via oral, tópica ou parenteral que controlam a liberação do fármaco ou de sua substância ativa no organismo, produzindo ação rápida ou prolongada. O uso de lipossomas para controlar a liberação dos fármacos apresenta muitas vantagens com relação às formas clássicas de administração de medicamentos. Eles proporcionam a liberação do fármaco no lugar desejado (órgão, tecido ou célula), podem melhorar significativamente a eficácia terapêutica do medicamento, como também proporcionar uma redução na quantidade de droga a ser administrada para a obtenção da resposta biológica, eliminando ou minimizando os efeitos colaterais que freqüentemente acompanham a terapêutica convencional. Os lipossomas são atóxicos, biodegradáveis e não provocam a formação de anticorpos. São biologicamente compatíveis, ou seja, quimicamente similares às células que normalmente circulam no sangue. A encapsulação do fármaco em lipossomas assegura a proteção de certas substâncias ativas que sofrem degradação no organismo (protetores gástricos para fármacos lábeis). Os lipossomas têm uma tendência natural a se ligarem a determinadas células ou tecidos, e por isso podem ser direcionados ao local onde se pretende que o medicamento associado a ele atue. Os lipossomas podem ser liofilizados, ou seja, desidratados, preservando sua integridade ao serem reidratados antes do uso.

Os lipossomas tornaram-se conhecidos do grande público através da propaganda maravilhosa e miraculosa de produtos dermatológicos e cosméticos, tais como hidratantes, anti-radicais livres, vitaminas A e E, retinóides, protetores solares, produtos pós-barba, promotores de crescimento capilar e substâncias rejuvenescedoras. Nas últimas décadas tem-se presenciado uma verdadeira revolução no emprego de lipossomas nas áreas de farmacologia, biotecnologia e medicina, conduzindo a produtos de uso clínico e veterinário, além de outras aplicações incluindo produtos alimentícios, suavizantes para roupas, toners para fotocopiadoras, reprodução de plantas com novas propriedades através do transporte de material genético, entre inúmeras novas aplicações. Recentemente, pesquisadores do Instituto Pasteur atribuíram o envelhecimento ao acúmulo de colesterol nas células. Os lipossomas serviriam, portanto, para o tratamento de rejuvenescimento retirando das células o excesso de colesterol.

Os lipossomas têm sido utilizados na administração de antibióticos em infecções provocadas por fungos; na produção de antivenenos; em doenças virais (como herpes); na fabricação de vacinas para uso veterinário; nas infecções intracelulares por protozoários (leishmânias, tripanossomas, toxoplasmas etc.) e bactérias; na administração de hormônios esteróides (testosterona, estradiol etc.); na administração de agentes antineoplásicos (tratamento do câncer de fígado); em produtos oftálmicos; como carreadores de enzimas e no transporte de material genético.

Os lipossomas fusogênicos, que se fundem com a membrana celular, liberam seu conteúdo diretamente no interior das células. Esses lipossomas são ideais para veicularem ADN, ARN, proteínas e antibióticos. São, portanto, de grande interesse no tratamento de infecções por parasitas e bactérias e na terapia gênica.

A enorme versatilidade dos lipossomas no transporte efetivo de fármacos e princípios ativos tem permitido a encapsulação de uma grande variedade de moléculas medicamentosas, de macromoléculas tais como proteínas, peptídios, ADN etc. A indústria farmacêutica, incluindo companhias como L'Oréal, Ciba Geigy, Squibb, Christian Dior, Upjohn, Liposome Technology Inc. (USA,CA), Liposome Company (USA,NJ), Pentapharm (Suíça), Gessy Lever, Lancôme, entre outras, tem desenvolvido sistematicamente aplicações envolvendo lipossomas.

Atualmente estão disponíveis comercialmente lipossomas liofilizados contendo anfotericina B, um potente antifúngico para o tratamento de infecções generalizadas. A encapsulação da anfotericina B nos lipossomas diminui consideravelmente sua toxicidade. Anticancerígenos como a doxorrubina e tensoativos pulmonares são outros exemplos de fármacos encapsulados em lipossomas já disponíveis no mercado.

Nereide Estela Santos Magalhães é doutora em ciências farmacêuticas pela Universidade de Paris Sul XI, 1991, e professora-adjunta do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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sábado, 22 de agosto de 2009

André Malraux: aventureiro, romancista e esteta

Engajado ao longo da vida em todas as lutas pela liberdade contra o colonialismo francês na Indochina, o fascismo na Espanha, o nazismo alemão escritor que ataca a miséria dos homens e exalta sua grandeza, André Malraux (1901-1976) foi também um esteta e um crítico de arte, que revelou ao público francês a riqueza das civilizações extra-européias.

De André Malraux, nós somos tentados muitas vezes a lembrar apenas os engajamentos apaixonados por todas as causas que inflamaram o século XX, sobretudo os vôos líricos do brilhante ministro da Cultura que ele foi, ao lado do general de Gaulle, entre 1958 e 1969, e da última epopéia, no final da vida, que o fez ir até Bangladesh devastada pela guerra, como mensageiro e precursor de um impulso humanitário que não levava ainda o nome de ajuda humanitária.

Seria esquecer um pouco rápido demais que ele é, antes de mais nada, um maravilhoso romancista e que prazer autêntico, simples e imediato proporciona hoje a leitura de narrativas onde a aventura não exclui a reflexão, onde se misturam, num estilo arquejante, contido e cortado por diálogos rápidos o romantismo dos combates solitários e a exaltação, paradoxal à primeira vista, da solidariedade do grupo.

Dos romances à fraternidade

Toda a obra, é verdade, segue a onda das ideologias contemporâneas, da revolução chinesa nacionalista e comunista dos anos 1920 à guerra da Espanha de 1936, passando pela luta obstinada, pertinaz contra o nazismo. Podemos ler Os conquistadores (1928), A condição humana (1933), A esperança (1937), Os afogados de Altenbourg (1934) tendo presentes em mente os grandes dramas da história. E no entanto, muito menos do que em conformidade com os movimentos políticos ou suas chances de vitória, é mais ao homem, à maneira antiga, ao que o eleva e o rebaixa, que André Malraux se interessa.

Pensador, ele se mantém a meio caminho entre a generosa meditação de Albert Camus e a serena harmonia com o mundo de Antoine de Saint-Exupéry, o pai do Pequeno príncipe (1943): assim como eles, Malraux representa uma dessas mentes para as quais a nobreza de alma dá um sentido ao destino humano.

Outra dimensão, mais raramente salientada, da obra de Malraux é o clima de erotismo ardente que envolve toda a obra, contraponto da coragem, da abnegação, da morte sempre presente. O herói (mais raramente a heroína) de Malraux regenera suas forças, sua fé na vida, seu gosto pelo jogo amoroso, os ritos refinados inspirados na Ásia, um código de relações que por si só já esboça uma sabedoria em relação à vida.

Pois este é o terceiro e não menos singular aspecto dessa obra breve e abundante: a busca de uma estética, a vontade de seguir com paixão e como quem faz a investigação dos fios condutores que, através da arte, conduzem aos mitos. Nada do que André Malraux escreve nesse campo é indiferente. Acredita-se que ao falar pela centésima vez dos baixos-relevos dos templos de Angkor, no Camboja, ele repisa o assunto; que evocando sua amizade com Picasso, ele demonstra complacência. Não é nada disso: "A cabeça obsidiana", seu ensaio sobre Picasso, "As anti-memórias" (1967-1972), que é um texto autobiográfico apesar do título, "O museu imaginário da escultura mundial" (1952-54), são ocasiões para se estabelecer correspondências sutis entre o primitivo e o contemporâneo, de balizar um percurso onde o impulso inovador anda lado a lado com a tradição fundadora.


A nobreza que os homens ignoram neles mesmos


Ao partir à descoberda da Indochina khmer no início dos anos 20, André Malraux entrará em contato com os revolucionários comunistas na China em 1925. A partir de 1935, em O tempo do desprezo, ele denuncia o totalitarismo nazista e ataca o fascismo espanhol em A esperança (1937). Mas, não se contentando com a arma da escrita, ele combate, com sua esquadrilha de vinte aviões, ao lado dos republicanos espanhóis durante a guerra civil ("O homem é definido pelo que faz e não pelo que sonha"). Ele será chefe de maqui durante a segunda guerra mundial e se tornará um companheiro de estrada do general de Gaulle.

Atraído desde muito cedo pela Ásia – o Camboja, a Índia e o Japão – ele revoluciona o discurso sobre a arte no pós-guerra, abolindo as fronteiras tradicionais entre arte "nobre" e arte "primitiva". Ele amplia à pintura japonesa da Idade Média, à arte sumeriana, à escultura pré-colombiana ou budista o Museu Imaginário das obras que devem ser vistas por todos, trazendo ao conhecimento do público francês, através de exposições a arte da Índia (essa "civilização da alma"), do México ou do Irã. Admirando no artista um demiurgo capaz de fazer concorrência à realidade criando seu próprio universo, André Malraux vê na arte uma luta contra a morte ("o verdadeiro Museu é a presença, na vida, do que deveria pertencer à morte") fazendo a grandeza do homem. Sua trilogia da arte, intitulada A Metamorfose dos Deuses, reúne O Sobrenatural, (sobre a arte grega e cristã), O Irreal (a arte do Renascimento e Rembrandt) e O atemporal (a arte moderna, mas também as criações dos doentes mentais).



In: Label France – Revista de informação do Ministério das Relações Exteriores. Brasília, nº 25, set. 1996, pp. 42-43.

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

ABL

Entidade privada fundada em 20 de julho de 1897 por iniciativa de Machado de Assis, seu primeiro presidente, com o objetivo de preservar a língua e a literatura nacionais. É
inspirada na Academia Francesa, formada em 1634 pelo cardeal Richelieu para estabelecer e manter os padrões literários franceses.

Os membros da Academia Brasileira de Letras (ABL) elegem, por maioria absoluta e voto secreto, os novos integrantes da entidade. A sucessão se dá com a morte de um acadêmico. O novo representante toma posse em sessão solene, quando todos vestem o fardão verde, adornado com os galões dourados da Academia. A eleição para a presidência da ABL ocorre anualmente, no mês de dezembro. Todos os 40 membros têm direito de concorrer, e o presidente só pode ser reeleito uma vez. A candidatura de mulheres foi aprovada apenas em 1976, quase 80 anos após a fundação da ABL. Rachel de Queiroz foi a primeira mulher eleita. Podem candidatar-se a uma vaga na Academia os brasileiros natos que tenham publicado obras de reconhecido valor cultural. Na prática, porém, parte dos membros tem atuação política ou destaque social tão ou mais relevante que sua produção literária.

Coerente com os objetivos dos fundadores, a Academia dedica-se a elaborar vocabulários e dicionários da língua portuguesa, a analisar e a referendar mudanças gramaticais ou ortográficas. Promove também a publicação de obras inéditas, antologias de escritores nacionais e uma revista literária. Desde 1909, a instituição distribui prêmios literários, sendo o mais importante o Prêmio Machado de Assis, para conjunto de obras. São igualmente premiadas as seguintes categorias: poesia, ficção (romance, teatro e conto), ensaio, crítica, história literária e literatura infantil. A sede da ABL fica no Rio de Janeiro, em edifício no centro da cidade doado pelo governo francês em 1923. Em 2002, a Academia comemorou o centenário de Carlos Drummond de Andrade com um ciclo de palestras e o de Augusto Meyer com uma exposição.

Em 2003, Moacyr Scliar, Ana Maria Machado, Alfredo Bosi e Marco Maciel são eleitos para a ABL. No ano seguinte, José Murilo de Carvalho e Antônio Carlos Secchin
tornam-se membros da instituição.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Livraria Cultura

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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Os Livros e Suas Histórias...


Os Livros e Suas Histórias..., upload feito originalmente por Christianny.

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terça-feira, 18 de agosto de 2009

Livro dos mortos

Livro dos mortos

Livro dos mortos é o nome dado, de modo geral, a uma ampla coleção de textos funerários de várias épocas, contendo fórmulas mágicas, hinos e orações que, segundo os antigos egípcios, guiavam e protegiam a alma (Ka) durante sua viagem à região dos mortos (Amenti). Para eles, o conhecimento destes textos permitia à alma proteger-se dos demônios que tentavam impedir sua progressão e superar as provas estabelecidas pelos 42 juízes na ante-sala de Osíris. Os primeiros textos estão em hieróglifos esculpidos nos muros interiores das pirâmides dos faraós da V e VI dinastias do Antigo Império. Por volta da XVIII dinastia, os textos começaram a ser escritos em papiros (com ilustrações coloridas) que eram colocados nos sarcófagos.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Plugado!

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domingo, 16 de agosto de 2009

Video

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sábado, 15 de agosto de 2009

Palhaço de Campo Grande / RJ


Palhaço de Campo Grande / RJ, upload feito originalmente por AF Rodrigues.

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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Hiena

Hiena é um mamífero de grande porte, carnívoro, cujo aspecto lembra o de um cachorro. A área dos ombros é mais alta que a dos quartos traseiros, bem mais delgados, o que é a causa da peculiar forma de correr desse animal.

A hiena-pintada é a espécie mais conhecida. Habita toda a África ao sul do Saara. A pelagem costuma ser castanho-clara, salpicada de manchas de pêlos escuros. São animais ruidosos e emitem vários tipos de sons; um é a conhecida ‘risada’, assim chamada por sua semelhança com a gargalhada humana, embora com um tom histérico. Esse som se ouve, sobretudo, quando o animal encontra alguma carniça ou alimento e durante a época do cio.

Classificação científica: família dos Hienídeos, ordem dos Carnívoros. A hiena-pintada recebe o nome científico de Crocuta crocuta.


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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Enfermeiro São Paulino

Um Enfermeiro São paulino que trabalhava num banco de semem foi demitido por ser flagrado bebendo em serviço...

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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Velhos expedientes, novos interesses


Os brasileiros puderam sentir uma incômoda sensação de déjà vu. Era o senador e ex-presidente Fernando Collor, arfante e com olhos projetados, berrando frases destemperadas a um adversário político. Era o presidente do Senado, José Sarney, acusado de cometer atos secretamente ilícitos, defendendo-se em plenário e invocando até a sua generosidade como avô. Eram os senadores Tasso Jereissati e Renan Calheiros, ao melhor estilo "faroeste caboclo", acusando-se mutuamente de coronel, cangaceiro, dedo sujo e m.... Era a volta da famigerada tropa de choque, essa instituição nacional sempre convocada para salvar congressistas em graves apuros. Há quanto tempo o País assiste a coisas assim? E por quanto tempo terá de conviver com o patético de espetáculos dessa natureza? Afinal, por que a política nacional não consegue se livrar do eterno retorno de seus próprios arcaísmos?

É como um círculo do inferno de Dante, diz o cientista político Carlos Melo, professor de Sociologia e Política do Insper, Instituto de Ensino e Pesquisa, de São Paulo. "A sociedade que se modernizou na economia, nas relações humanas, na tecnologia e nas comunicações não modernizou seus personagens políticos. Estes, por sua vez, não têm interesse de modernizar a política da qual se beneficiam", explica Melo. "Além disso, o bom momento econômico contribuiu para nos aprisionar num conformismo pragmático e num moralismo farisaico. Estamos satisfeitos, isso nos basta." Autor de Collor, o Ator e suas Circunstâncias (Editora Novo Conceito, 2007), em que analisa a ascensão e a queda do ex-presidente, defende que só uma difícil - mas não impossível - revolução de valores pode tirar a política brasileira da mesmice responsável pela reprodução de seus vícios.

Por que não conseguimos nos livrar desses ‘eternos retornos’ - fisiologismos, tropas de choque, acordões, manipulações, dossiês?

A sociedade brasileira se modernizou do ponto de vista econômico, humano, tecnológico, nas comunicações, mas não avançou politicamente. E a política não consegue renovar seus métodos porque não renova seus personagens. Se olharmos o cenário sugerido para a eleição presidencial de 2010, a rigor, não temos nada de novo. Dilma Rousseff foi de uma organização de esquerda na década de 60. José Serra foi presidente da UNE em 1964. Aécio Neves é neto de Tancredo. Qual a renovação aí? Além disso, é repetitivo dizer, mas é a pura verdade, temos um problema de sistema eleitoral e de representação. O voto no Brasil ainda é baseado em currais. Quando um deputado diz que está se lixando para a opinião pública é porque ele não depende mesmo da opinião pública, dos leitores de jornais, da sociedade política. Ele depende da ponte que, na relação com o Executivo, conseguiu mandar fazer naquela pequena cidade em troca de alguns votos, depende da relação com o prefeito, com os apadrinhados que ele emprega e lhe pagam agindo como cabos eleitorais. Esses são mecanismos muito enraizados, inclusive porque o eleitor prefere manter esse tipo de relação despolitizada com a política. É uma relação que não passa pela cidadania, mas pelo interesse pessoal. De novo, qual a renovação aí? O resultado é que, diante de tanta mesmice, parte da sociedade prefere se retirar a participar, começa a achar que política é coisa para malandro. Não é. Mas, quando se acredita nisso, a malandragem agradece.

A solução passa obrigatoriamente pela renovação dos personagens?

Veja o bate-boca entre Tasso Jereissati (PSDB) e Renan Calheiros (PMDB). Até os termos usados de lado a lado, "coronel" e "cangaceiro", reforçam o nosso arcaísmo político. Como encaminhar votações importantes, formular alternativas e construir políticas nesse contexto? Impossível. Que trégua estabelecer quando os dois que se engalfinham são justamente as duas maiores lideranças dos partidos a que pertencem? Quem acima deles pode estabelecer a paz? Depois reclamam das interferências do Poder Executivo... Por mais paradoxal que pareça, esse bate-boca é a expressão da despolitização da política, do abandono da grande política, do Senado - lugar de sêniores - reduzido a uma espécie de assembleia sindical, a uma imitação barata das plenárias do movimento estudantil. Quer exemplo mais claro do arcaísmo brasileiro do que Sarney dizer que não conhece seu afilhado de casamento? É provável que não conheça mesmo. Quantos coronéis são convidados a batizar os filhos dos seus empregados e nunca se dão conta do nome da criança?

Como o senhor avalia outra velha ‘instituição’ do Congresso, a tropa de choque, que sempre aparece quando alguém está na berlinda?

Quando faltam argumentos e articulação política, as maiorias acabam se impondo pela força de uma tropa fiel a seus líderes e aos interesses que representam e defendem. Há normalmente um grande grau de truculência, porque, afinal de contas, é a política por meio da força e não da negociação. De tempos em tempos essas tropas de choque, truculentas e impositivas, surgem na política brasileira. Essa que hoje está ao lado do Sarney tem como objetivo defendê-lo, pelos métodos que forem necessários, no espírito do "bateu-levou", como dizia um porta-voz de Collor.

Collor é um expoente da atual tropa de choque, defendendo o mesmo Sarney que um dia chamou de ‘o maior batedor de carteira da história do País’. Como isso é percebido pela população?

Não deveria surpreender, porque a lógica de agrupamentos desse tipo não passa por relações pessoais ou ressentimentos do passado, mas por interesses muito objetivos e pelo pragmatismo do presente. Esses batalhões são compostos por conveniências absolutamente voláteis. Falando de Collor especificamente, é provável que a sociedade moderna veja o ressurgimento dele como a reedição de um passado que já deveria ter sido superado pela democracia. O velho estilo não assusta mais, apenas irrita, aborrece e denuncia o anacronismo da política em relação à sociedade e à economia, que tanto se transformaram do governo Collor para cá. Ainda assim, é possível que ele encontre ressonância nos segmentos mais despolitizados, atrasados, de índole autoritária, nos eleitores dos currais ainda apegados à nossa tradição patriarcal. O mais triste, porém, é que tudo isso contribui para esse sentimento generalizado de renúncia à política. A confusão ajuda a disseminar a avaliação cínica segundo a qual tudo é permitido, porque afinal "política é assim mesmo".

Foi só a mesmice na política que levou a sociedade brasileira a esse conformismo?

Não. Há também um movimento maior, global, de fim de utopias, de partidos de esquerda, a queda do Muro de Berlim... Filosoficamente, passou-se a acreditar que a economia poderia garantir tudo. É triste dizer, mas o bom momento econômico é péssimo conselheiro. Ele releva os problemas, desmobiliza. Neste momento vivemos uma crise da qualidade da política no Brasil, mas como a economia vai mais ou menos bem, tapam-se os olhos e o nariz e deixa-se como está. É um erro tremendo, porque se a política estivesse bem ela potencializaria a economia. Mas chegamos ao suficientemente bom e paramos. Nós pensamos: "Poderia ser melhor, mas estamos satisfeitos assim". Não há pressão pelo ótimo, não temos instituições ou lideranças interessadas em apontar o caminho da mudança. Ficamos só amaldiçoando o escuro, e a vela ninguém quer acender. É preciso que a sociedade que se indigna comece a encontrar alternativa. Será que precisaremos chegar à antessala de um desastre econômico para mudar? É uma pergunta que faço para a sociedade e para o mercado.

Como o sr. avalia o desempenho da oposição na crise do Senado?

O Sarney não é santo, mas quem pode jogar pedra? O Arthur Virgílio tentou e a pedra voltou na testa dele. A oposição está perdida. Não tem programa, não tem discurso, não tem postura. O PSDB critica o governo federal, mas passa por um problema sério com a governadora Yeda Crusius no Rio Grande do Sul. Faz só críticas moralistas. Devia era pegar as bandeiras das reformas política e eleitoral e se bater por isso.

Qual deve ser o caminho da mudança, então?

Primeiro, precisamos mudar nossos valores sociais e humanos. Não podemos nos eximir de nossa responsabilidade de cidadãos. Sabe quando você está na estrada e o carro que vem no sentido contrário pisca o farol para avisar que tem polícia mais adiante? Ele está dizendo para você ir devagar até burlar o policial e que depois pode correr de novo. É a esperteza. Ouço muito as pessoas indignadas dizendo: "Que exemplo eu vou dar para o meu filho se esses políticos fazem isso e aquilo?" Eu digo: "Esqueça os políticos. O exemplo para seu filho é você". Então, é preciso haver uma reforma do indivíduo. Mas ela é mais complicada e, portanto, sou cético. A sociedade moderna tem trazido cada vez mais individualismo e mesquinhez. O que isso tem a ver com política? Tudo. Não devemos achar que política é só o Sarney arrumando emprego para o namorado da neta. A política, na verdade, começa quando você não tenta enganar o guarda. É claro que o exemplo que o Sarney e outros políticos dão à sociedade é o da esperteza, do levar vantagem. Mas nós aderimos ao Sarney ou combatemos o Sarney? Essa é a questão.

O presidente Lula aderiu.

Lula tinha duas más escolhas a fazer: abandonar Sarney e se livrar de um desgaste de imagem, ou abraçar Sarney e manter o PMDB como aliado num momento de CPI da Petrobrás no Senado e de eleições presidenciais na qual ele tentará eleger uma candidata pouco conhecida. Entre enfrentar o custo de perder a máquina peemedebista e suas mil e tantas prefeituras e perder popularidade, o presidente fez a escolha correta do ponto de vista político. Até porque quem está indignado com o apoio de Lula a Sarney são aqueles que já antipatizam com ele. Dizem que é impossível governar sem o PMDB. Eu digo que também é impossível governar com o PMDB. Agora, um presidente com 80% de aprovação popular poderia se envolver mais com as mudanças que o País necessita. No jogo político que está aí é até compreensível que se faça uma aliança ruim para poder governar. Mas não dava para negociar mais caro? Fazer a aliança e ao mesmo tempo arrancar as mudanças? Não precisava entregar de mão beijada. Estamos numa armadilha: precisamos de reformas, mas quem pode fazer é quem se beneficia dos problemas. E eu não vejo no horizonte eleitoral alguém capaz de apresentar novos valores, novas propostas.

O sr. parece bem pessimista.

Sou cético. A história da humanidade mostra que é possível evoluir. Nós já fomos piores do que somos hoje. Mas esse conformismo cínico e pragmático e esse moralismo farisaico me incomodam. O que vemos hoje no Senado é efeito dessa forma de olhar para a política. O Senado era o topo da carreira de um político, ali se discutia em alto nível. Não é mais assim. Tiramos o Sarney de lá e colocamos quem, para promover as transformações que precisamos? Não se trata de derrubar governo. Mas se existisse uma sociedade política, se ela começasse a discutir o País com mais profundidade e começasse a levar isso para fora, poderia dar certo. Enquanto nos Estados Unidos a sociedade disse "Yes, we can!", aqui falaram "Cansei!". Com uma frase vazia o Obama despertou a América moderna contra a América arcaica. Nós temos que encarar esse desafio. Mas, por enquanto, dado o jogo político possível em nossa jovem democracia, vamos conciliando o moderno com o arcaico. Patinamos, não saímos do lugar.

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terça-feira, 11 de agosto de 2009

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