domingo, 31 de maio de 2009

Barão de Itararé

Barão de Itararé (1895-1971), pseudônimo de Aparício Torelly ou Aporelly, jornalista de humor brasileiro. Nasceu em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, e faleceu no Rio de Janeiro. Destacou-se como um dos precursores do humorismo na imprensa brasileira. Estreou com o livro de poemas, Pontas de cigarros (1916). Em 1926, fundou o semanário A Manha que, até 1935, obteve grande sucesso. Com algumas interrupções, manteve a publicação até fins dos anos 40. Participou da vida pública durante a década de 1930, satirizando a política e o poder absoluto do então presidente Getúlio Vargas. Esquecido durante anos, seu nome foi resgatado por pesquisadores como Cláudio Figueiredo, Leandro Konder e Ernani Só. Uma de suas máximas é O que se leva desta vida, é a vida que a gente leva.


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sábado, 30 de maio de 2009

Dicionário Houaiss: Humor

n substantivo masculino
1 Rubrica: história da medicina.
líquido secretado pelo corpo e que era tido como determinante das condições físicas e mentais do indivíduo [Na Antiguidade Clássica contavam-se quatro humores: sangue, bile amarela, fleuma ou pituíta e bile negra ou atrabílis.]
2 Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: anatomia geral.
designação comum a substâncias líquidas existentes no corpo
3 Rubrica: medicina.
estado afetivo durável que depende da constituição psicofisiológica do organismo como um todo, constituindo o pano de fundo sobre o qual diferentes conteúdos psíquicos tomam uma tonalidade afetiva, p.ex., de irritabilidade, impassibilidade, tristeza etc., que ultrapassa sua ação imediata
4 (1665) Derivação: por extensão de sentido.
estado de espírito ou de ânimo; disposição, temperamento
Ex.:
5 Derivação: por extensão de sentido.
comicidade em geral; graça, jocosidade
6 expressão irônica e engenhosamente elaborada da realidade; espírito
Ex.: o h. catártico da chanchada
7 Derivação: por metonímia.
faculdade de perceber ou expressar tal comicidade
Ex.: h. histriônico

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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Humor: Jô Soares

Soares, Jô

Soares, Jô (1938- ), ator, humorista, escritor, diretor teatral e apresentador de televisão brasileiro, nascido na cidade do Rio de Janeiro, cujo nome completo é José Eugênio Soares. Artista múltiplo, iniciou sua carreira aos 17 anos. No princípio, escreveu para a televisão e trabalhou como ator em teatro e cinema. Na década de 1960, projetou-se como ator e diretor de teatro e, na televisão, como humorista.

Na década seguinte, alcançou popularidade na TV com programas como Planeta dos homens e Faça humor, não faça a guerra, para os quais criou mais de 200 personagens, sempre tendo como redator Max Nunes. Ao mesmo tempo, brilhava no palco, como one man show. Em 1988, estreou seu programa de entrevistas Jô Soares onze e meia, que se mantém como o de maior audiência no gênero. Em 1995, lançou seu primeiro romance, O Xangô de Baker Street, que vendeu 420 mil exemplares no Brasil, em três anos, e foi editado também no exterior, com sucesso. Em 1998, publicou O homem que matou Getúlio Vargas.

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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Snapshot: ìcones da área de trabalho

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Pteroglossus aracari - araçari-de-bico-branco - Black-necked Aracari

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Biodiversidade

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segunda-feira, 25 de maio de 2009

Bob Dylan




O cantor, guitarrista e compositor Bob Dylan foi um dos mais destacados representantes da música folk durante a década de 1960. Seu estilo se caracterizou por textos provocativos e poéticos e um elevado sentido melódico.


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domingo, 24 de maio de 2009

Dic. Houaiss: Biodiversidade

 substantivo feminino
Rubrica: ecologia.
1 conjunto de todas as espécies de seres vivos existentes na biosfera; diversidade
2 conjunto de todas as espécies de seres vivos existentes em determinada região ou época; diversidade

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sábado, 23 de maio de 2009

Theravada

Uma das duas principais correntes do budismo, a mais popular no Sri Lanka, Myanmar, Laos, Camboja e Tailândia. Seu objetivo é perpetuar os ensinamentos e as práticas verdadeiras de Buda. A maior corrente rival, o budismo Mahaiana, afirma manter as mesmas pretensões. O Therevada tende a um conservadorismo doutrinal e a uma interpretação cautelosa de seu cânon. Das dezoito escolas originais do budismo primitivo, foi a única que sobreviveu passados os primeiros séculos após a morte de Buda. A Theravada manteve sua identidade, enquanto outras seitas primitivas desapareceram ou se converteram ao budismo Mahaiana.

A organização Theravada baseia-se nos ensinamentos originais de Buda. Sendo a sangha (comunidade monástica) a instituição central do budismo, é nela que a Therevada baseia sua estrutura. Os fiéis acreditam que apenas os monges alcançam a Iluminação e que os leigos só podem aspirar a voltar a nascer como monges, depois de muitas reencarnações. A maioria dos países que segue o budismo Theravada mantém fortes laços históricos entre a hierarquia budista e os respectivos governos. O Estado e o sangha, muitas vezes, consideraram-se complementares e colaboradores.

A doutrina Theravada venera Buda como um mestre supremo, mas mortal. Considera que os ensinamentos (dharma) do Buda histórico encontram-se guardados nos Tripitaka, primeiro grande compêndio das escrituras budistas. O dharma desta escola contempla a existência humana através de diversos aspectos transitórios, crê em um ser composto, não unido pela alma ou identidade eterna: não existe um eu. Os theravadas esforçam-se para lidar com o dharma a fim de suspender a ação do Carma e alcançar o nirvana. O objetivo dos theravada é converterem-se em arat, sábios que alcançam o nirvana e não voltam a nascer.

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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Palácio de Potala


Antiga residência do Dalai Lama, no Tibete. Está situado no alto da colina Vermelha, a uma altitude de 300 m de distância em relação à cidade de Lhasa. A disposição atual data do século XVII, embora ainda existam dois aposentos do século VII.


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quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tibete


Tibete (em tibetano, Bod Zizhigu; em chinês, Xizang), antiga nação independente e área administrativa da China, situada na região sudoeste do país. Seu nome oficial é Região Autônoma do Tibete e faz fronteira ao norte com a região autônoma de Sinkiang Uigur e a província de Qinghai; a leste, com as províncias de Sichuan e Yunnan; ao sul, com a Birmânia, a Índia, o Butão e o Nepal; e a oeste, com a Índia.
A região é cercada por vastos sistemas montanhosos: o Himalaia, ao sul; a cordilheira Karakoram, a oeste; e as montanhas Kunlun, ao norte. A capital e maior cidade do Tibete é Lhasa.
O rio mais importante é o Brahmaputra. Os rios Indo, Ganges e Sutlej têm suas cabeceiras no Tibete ocidental. O Salween nasce no Tibete central; já os rios Mekong, Yang-tsé e Huang He (Amarelo) nascem no Tibete setentrional. O clima é semi-árido.
O Tibete é rico em recursos minerais; há ouro em muitas partes e notáveis jazidas de ferro, carvão, sal e bórax.
Tradicionalmente, é o centro do lamaísmo, uma forma única e muito desenvolvida de budismo esotérico. Desde que a China recuperou o Tibete, em 1950, a religião passou a ser muito controlada.
A cultura tibetana se baseia no lamaísmo, com uma notável tradição artística de imagens esotéricas, mandalas e talhas. Os centros tibetanos conservaram algumas das mais completas coleções de sutras mahayanas.
A principal atividade econômica do planalto setentrional é a pecuária, com criação de ovinos, bovinos, caprinos e outros animais de carga. A terra cultivável, que consiste em uma pequena superfície, produz cevada, trigo, fagópiro, centeio, batatas e várias hortaliças e frutas. Entre as manufaturas, destacam-se as indústrias têxteis e de equipamentos eletroeletrônicos. O antigo Tibete era dividido em principados que, no século VI, se reuniram em torno de um rei, Gnam-ri Srong-btsan. No final do século VII, as forças tibetanas começaram a atacar as fronteiras chinesas.
No final do século X, o reino tibetano começou a desintegrar-se e finalmente se dividiu em vários principados pequenos. Em 1240, os mongóis invadiram vários mosteiros e, em 1247, um lama importante foi nomeado vice-rei temporal do Tibete por Kublai Khan, com a tarefa de reorganizar a administração territorial.
O Tibete reconquistou a sua independência depois da queda da dinastia Yuan, de origem mongol. Em 1368, mosteiros rivais começaram a disputar o poder do território. O governo secular foi brevemente restaurado no século XV, enquanto o budismo tibetano foi revitalizado pelo rigoroso reformista Tsong-kha-pa, que fundou a seita Dge-lugs-pa. Em 1578, o terceiro chefe da seita recebeu o título de Dalai Lama. Antes de 1642, chegou ao fim a aliança com os mongóis e se estabeleceu um governo unificado, liderado pelo Dalai Lama.
Em 1720, as tropas chinesas expulsaram os mongóis e receberam uma boa acolhida em Lhasa; os imperadores manchus eram os soberanos do Tibete e o governo era controlado pelo Dalai Lama.
A última intervenção significativa da dinastia Manchu no Tibete ocorreu em 1792, quando as tropas chinesas ajudaram a conter uma invasão dos gurjas procedentes do Nepal. Enquanto isso, os oficiais coloniais britânicos da Índia tentaram criar um enclave na região, mas esses esforços fracassaram. Em 1904, o Tibete, que na época era virtualmente independente, foi invadido pelos britânicos e, em 1906, o império chinês teve a sua soberania no Tibete reconhecida em troca do pagamento de uma grande indenização aos britânicos, que posteriormente retiraram suas tropas.
O tratado anglo-chinês estimulou os manchus a invadirem o Tibete em 1910, mas, com a revolução que derrubou a dinastia Manchu em 1912, o país obteve independência nominal da China. Em 1918, as tensas relações entre o Tibete e a China culminaram em um conflito armado. O Dalai Lama continuou governando o Tibete como se estivesse à frente de um estado independente.
Em outubro de 1950, as tropas comunistas invadiram o Tibete. O governo tibetano capitulou em maio de 1951, ao assinar um tratado que mantinha o poder do Dalai Lama sobre os assuntos internos, mas passava para o controle chinês os assuntos externos e militares. Em 1956, começou a ganhar força uma guerrilha antichinesa. Em março de 1959, eclodiu um grande motim em Lhasa. O Dalai Lama fugiu para a Índia no final do mês e posteriormente estabeleceu uma comunidade tibetana no país. Os chineses aplacaram a revolta e nomearam Panchen Lama chefe do Estado.
Dezenas de milhares de tibetanos fugiram para o estrangeiro depois da invasão chinesa e a maioria se estabeleceu na Índia; o restante se refugiou nos reinos do Nepal e do Butão. O Dalai Lama estabeleceu um governo tibetano no exílio na Índia. Em 1965, o Tibete tornou-se oficialmente uma região da República Popular da China.
No fim da década de 1970, depois da Revolução Cultural, a China suavizou gradualmente sua política em relação ao Tibete. O Panchen Lama, que tinha sido substituído em 1964, foi readmitido em 1978. Em repetidas ocasiões, pediram para que ele regressasse. Em 1980, os chineses admitiram que o Tibete tinha sido mal governado, anunciaram reformas na região e permitiram as atividades religiosas. Em outubro de 1987 e em maio de 1993, houve violentas manifestações de protesto contra o governo chinês. Em 1993, pela primeira vez depois de dez anos, os chineses e os representantes do Dalai Lama mantiveram conversações, embora elas não tenham levado a mudanças substanciais na política chinesa.

Superfície: 1.222.000 km2; população (2000): 2 milhões 620 mil habitantes.


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quarta-feira, 20 de maio de 2009

dicionário houaiss: Zen

Zen: substantivo masculino
Rubrica: filosofia, religião.
1 escola do budismo surgida na China do sVI d.C. e levada para o Japão no sXII, onde granjeou grande importância cultural até os dias atuais, caracterizada pela busca de um estado extático de iluminação pessoal, o satori, equivalente a um rompimento deliberado com o pensamento lógico, obtido por meio de práticas de meditação sobre o vazio ou reflexão a respeito de absurdos, paradoxos e enigmas insolúveis (koans); zen-budismo
 adjetivo de dois gêneros
2 relativo ou pertencente a, ou próprio do zen; zen-budista
Ex.: templo z.

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terça-feira, 19 de maio de 2009

Dalai Lama


Dalai Lama é o líder espiritual do budismo tibetano considerado reencarnação de Buda e antigo governante do país. Após a ocupação do Tibete em 1950 pela China comunista, Tenzin Gyatso, o décimo quarto Dalai Lama, exilou-se. Em 1989, recebeu o Prêmio Nobel da Paz.


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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Zenóbia

Zenóbia ( 274 d.C.), rainha de Palmira (267- 272), esposa do rei Odenato, nascida em Palmira (atualmente Tadmor, Síria). Em três anos, estendeu seu domínio sobre toda a Síria, o Egito e a maior parte da Ásia Menor.
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domingo, 17 de maio de 2009

Artigo

Artigo é um determinante que precede o substantivo, com o qual concorda em gênero e número. Existem duas classes de artigos: definidos e indefinidos. Os artigos definidos (o, os, a, as) antepõem-se a um substantivo, o elemento de referência para o destinatário da mensagem — seja porque já foi feita alguma menção anterior a ele, seja porque este conhecimento é produto da experiência. Os indefinidos (um, uns, uma, umas) servem para apresentar um substantivo ao qual não se fez qualquer menção anterior.

Os artigos também podem preceder um adjetivo, um advérbio, um verbo e uma oração.

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sábado, 16 de maio de 2009

Biodiversidade

Biodiversidade é também chamada de diversidade biológica, variedade de organismos vivos em um hábitat, ou zona geográfica determinada. Geralmente mede-se como o número de espécies ou subespécies de plantas, animais e microorganismos. A diversidade de espécies é imprescindível para o funcionamento natural dos ecossistemas e, portanto, é um indicador do estado de saúde de determinado meio.
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sexta-feira, 15 de maio de 2009

O meu jornal diário

Ao contrário do jornal, internet nos leva a buscar ideias afins às nossas e vai nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas
Alguns dos obituários mais recentes não estão saindo nos jornais, mas são dos jornais. O "Seattle Post-Intelligencer" é o mais recente a desaparecer, excetuando um resquício de que vai existir só no ciberespaço, e o público está cada vez mais buscando as notícias que consome não nas grandes redes de televisão ou em fontes impressas em tinta sobre árvores mortas, mas em suas incursões on-line.
Quando navegamos on-line, cada um de nós é seu próprio editor, o guardião de sua própria entrada. Selecionamos o tipo de notícias e opiniões de que mais gostamos.
Nicholas Negroponte, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), chamou a esse produto noticioso emergente "O Meu Jornal Diário". E, se isso for uma tendência, que Deus nos salve de nós mesmos.

Isso porque existem provas bastante convincentes de que, em geral, não desejamos realmente informações confiáveis, e sim as que confirmem nossas ideias preconcebidas. Podemos acreditar intelectualmente no valor do choque de opiniões, mas na prática gostamos de nos encerrar no útero tranquilizador de uma câmara de ecos. Um estudo clássico enviou despachos a republicanos e democratas, oferecendo-lhes vários tipos de pesquisas políticas, ostensivamente de uma fonte neutra. Os dois grupos mostraram mais interesse em receber argumentos inteligentes que corroborassem suas ideias preexistentes.

Também houve interesse mediano em receber argumentos tolos em favor das posições do outro partido (nós nos sentimos bem quando podemos caricaturar os outros). Mas houve pouco interesse em estudar argumentos sólidos que pudessem enfraquecer as posições anteriores de cada um. Essa constatação geral foi repetida muitas vezes, como observou o autor e ensaísta Farhad Manjoo em 2008 em seu ótimo livro "True Enough: Learning to Live in a Post-Fact Society" [Verdade Suficiente: aprendendo a viver numa sociedade pós-fatos].

Permita que deixe uma coisa clara: eu mesmo às vezes sou culpado de buscar verdades na web de maneira seletiva. O blog no qual busco análises sobre notícias do Oriente Médio frequentemente é o do professor Juan Cole, porque ele é inteligente, bem informado e sensato -em outras palavras, frequentemente concordo com ele. É menos provável que leia o blog de Daniel Pipes, especialista em Oriente Médio que é inteligente e bem informado -mas que me parece menos sensato, em parte porque frequentemente discordo dele.

Segregação
O efeito do "Meu Jornal" seria nos isolar ainda mais em nossas câmaras políticas hermeticamente fechadas. Um dos livros mais fascinantes de 2008 foi "The Big Sort: Why the Clustering of Like-Minded America is Tearing Us Apart" [A grande classificação: porque a divisão da América em agrupamentos de ideias iguais nos está dividindo], de Bill Bishop.
Ele argumenta que os americanos vêm se segregando em comunidades, clubes e igrejas onde são cercados por pessoas que pensam como eles.

Hoje, diz Bishop, quase metade dos americanos vive em condados que votam por maioria avassaladora em candidatos democratas ou republicanos.

Nos anos 60 e 70, em eleições nacionais igualmente disputadas, só cerca de um terço dos eleitores vivia em condados que apresentavam maiorias avassaladoras nas eleições.
"O país está ficando mais politicamente segregado -e o benefício que deveria advir da presença de uma diversidade de opiniões se perde para o sentimento de estar com a razão que é próprio dos grupos homogêneos", escreve Bishop.

Um estudo que abrangeu 12 países concluiu que os americanos são os que demonstram menos tendência a discutir política com pessoas de visões diferentes, e isso se aplica especialmente aos mais bem instruídos. Pessoas que não concluíram o ensino médio tinham o grupo mais diversificado de pessoas com quem discutiam ideias. Já as que tinham concluído a faculdade conseguiam colocar-se ao abrigo de ideias que lhes eram incômodas.

O resultado disso é a polarização e a intolerância. Cass Sunstein, professor de direito em Harvard que agora trabalha para o presidente Obama, fez uma pesquisa que mostrou que, quando progressistas ou conservadores discutem questões como ação afirmativa ou mudanças climáticas com pessoas que pensam como eles, suas ideias rapidamente se tornam mais homogêneas e mais extremas que antes da discussão.

Em um estudo, alguns progressistas inicialmente temiam que as ações para enfrentar as mudanças climáticas pudessem prejudicar os pobres, enquanto alguns conservadores inicialmente se mostravam a favor da ação afirmativa. Mas, depois de discutir a questão durante 15 minutos com pessoas que pensavam como eles, os progressistas se tornavam mais progressistas, e os conservadores, mais conservadores. O declínio da mídia noticiosa tradicional vai acelerar a ascensão do "Meu Jornal"; vamos nos irritar menos com o que lemos e veremos nossas ideias preconcebidas confirmadas com mais frequência. O perigo é que esse "noticiário" autosselecionado aja como entorpecente, mergulhando-nos num estupor autoconfiante por meio do qual enxergaremos as coisas em preto e branco, sendo que os fatos normalmente se desenrolam em tons de cinza.

Qual seria a solução? Incentivos fiscais para progressistas que assistam a Bill O'Reilly [comentarista do canal conservador Fox News] ou conservadores que vejam Keith Olbermann [âncora do canal progressista MSNBC]? Não -enquanto o presidente Obama não nos dá o atendimento médico universal, não podemos correr o risco de um aumento grande no número de infartos.

Então talvez a única maneira de avançar seja que cada um se esforce por conta própria para fazer uma malhação intelectual, enfrentando parceiros de discussão cujas opiniões deploramos. Pense nisso como uma sessão diária de exercícios mentais análoga a uma ida à academia: se você não se exercitou até transpirar, não valeu. Agora, com licença. Vou ler a página de editoriais do "Wall Street Journal".

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

A visão moderna dos gênios

Algumas pessoas vivem em eras românticas. Elas tendem a acreditar que o gênio é o produto de uma centelha divina. Acreditam que houve, no decorrer das eras, modelos de grandeza - Dante, Mozart, Einstein - cujos talentos superaram em muito a compreensão normal, que tinham um acesso sobrenatural à verdade transcendental e que podem ser abordados da melhor forma com um respeito reverencial.

Nós, é claro, vivemos em uma era científica, e a pesquisa moderna desmonta o pensamento mágico. Segundo a ótica atualmente dominante, nem mesmo as habilidades precoces de Mozart foram o produto de algum dom espiritual inato. As suas primeiras composições nada tinham de especial. Eram imitações de trabalhos de outras pessoas. Mozart era um bom músico em tenra idade, mas ele não teria se destacado entre as melhores crianças instrumentistas de hoje.

Atualmente acreditamos que, o que Mozart realmente possuía era a mesma coisa que Tiger Woods tem, - a capacidade de concentrar-se por longos períodos e uma determinação em melhorar as suas capacidades. Mozart tocava piano bastante quando era muito novo, de forma que obteve as suas 10 mil horas de prática bem cedo e a partir daí construiu o seu percurso.

As pesquisas mais recentes sugerem uma visão de mundo mais prosaica, democrática e até mesmo puritana. O fator fundamental que distingue os gênios daqueles que são meramente bem sucedidos não é uma centelha divina. Não é o coeficiente de inteligência (QI) - geralmente um mal previsor de sucesso - nem mesmo em áreas como o xadrez. Em vez disso, é a prática deliberada. Os indivíduos que mais se destacam são aqueles que passam horas (muito mais horas) praticando rigorosamente os seus talentos.

A recente pesquisa foi realizada por pessoas como K. Anders Ericsson, o falecido Benjamin Bloom e outros. Ela foi resumida em dois livros agradáveis: "The Talent Code" ("O Código do Talento"), de Daniel Coyle; e "Talent is Overrated" (algo como, "A Importância Atribuída ao Talento é Exagerada"), de Geoff Colvin.

Se você quiser entender como um gênio típico pode se desenvolver, imagine o caso de uma garota que possua uma habilidade verbal ligeiramente acima da média. Não precisa ser um grande talento, apenas o suficiente para que ela possa obter alguma espécie de distinção. A seguir, você faria com que ela conhecesse, digamos, um romancista, que coincidentemente compartilhasse algumas das mesmas características biográficas. Talvez o escritor fosse da mesma cidade, tivesse a mesma origem étnica, ou tivesse nascido no mesmo dia - qualquer coisa que criasse uma sensação de afinidade.

Esse contato daria à garota uma imagem da sua pessoa no futuro. Coyle enfatiza que isso proporcionaria a ela vislumbrar um círculo encantado no qual algum dia pudesse ingressar. E também seria útil se um dos seus pais morresse quando ela tivesse 12 anos, injetando nela uma profunda sensação de insegurança e alimentando uma necessidade desesperada de sucesso.

Armada com essa ambição, ela leria romances e biografias literárias exaustivamente. Isso lhe daria um conhecimento basilar da sua área. Ela seria capaz de agrupar os romancistas vitorianos em um grupo, os realistas mágicos em outro grupo e os poetas da renascença em um outro. Essa capacidade de agrupar informações em padrões, ou blocos, melhora enormemente as habilidade vinculadas à memória. Ela teria a capacidade de avaliar novos textos de maneiras mais profundas e de perceber rapidamente a estruturas internas desses trabalhos.

A seguir ela praticaria a redação. A sua prática seria lenta, árdua e concentrada nos erros. Segundo Colvin, Benjamin Franklin retiraria ensaios da revista "The Spectator" e os transformaria em versos. A seguir, ele os passaria novamente para prosa e examinaria, sentença por sentença, em que trechos o seu ensaio fosse inferior ao original da "The Spectator".

Coyle descreve uma academia de tênis na Rússia onde simulam-se jogos sem bola. O objetivo é a concentração meticulosa na técnica (tente reduzir a velocidade da sua tacada de golfe, de forma que ela dure 90 segundos. Veja quantos erros serão detectados).

Ao praticar dessa forma, o indivíduo adia os processos automáticos. A mente deseja transformar habilidades voluntárias e recém-aprendidas em outras inconscientes, que sejam concretizadas automaticamente. Mas a mente não é rigorosa, e vai se contentar com o que for suficientemente bom. Ao praticar lentamente, ao dividir as técnicas em pequenas frações e repeti-las, o estudante esforçado obriga o cérebro a internalizar um melhor padrão de desempenho.

A seguir a nossa jovem escritora encontraria um mentor que forneceria uma série constante de feedbacks, observando o desempenho dela de fora, corrigindo os seus menores erros, pressionando-a para que enfrentasse desafios maiores. A esta altura ela estaria trabalhando novamente com problemas anteriores - como obter personagens em uma sala - dezenas e dezenas de vezes. Ela estaria cristalizando hábitos de pensamento aos quais poderia recorrer para entender ou resolver futuros problemas.

A característica principal que ela possui não é nenhuma genialidade misteriosa. É a capacidade de desenvolver uma rotina de prática deliberada, árdua e entediante.

Coyle e Colvin descrevem dezenas de experiências que analisam esse processo. Essa pesquisa retira parte da mágica que envolve as grandes realizações. Mas ela sublinha um fato que é frequentemente negligenciado. A discussão pública está cativada pela genética e por aquilo que estamos inatamente "programados" para fazer. E é verdade que os genes impõem um limite sobre as nossas capacidades. Mas o cérebro é também dotado de uma plasticidade fenomenal. Nós nos construímos por meio do comportamento. Conforme Coyle observa, não se trata de quem você é, mas daquilo que você faz.

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quarta-feira, 13 de maio de 2009

King Diamond: Abigail

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terça-feira, 12 de maio de 2009

Slayer - Live Undead EP

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Neil Young - On The Beach - 1974

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domingo, 10 de maio de 2009

Neil Young - Rust Never Sleeps - 1979

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sábado, 9 de maio de 2009

Manowar - Hail to England - 1984

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sexta-feira, 8 de maio de 2009

Samsung SGH-i617 Blackjack II Papel de Parede


Samsung SGH-i617 Blackjack II for AT&T, upload feito originalmente por MobileBurn.

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Samsung Mobile Wallpaper

Posted by Picasa

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quarta-feira, 6 de maio de 2009

Sal (alimentação)

Sal (alimentação), composto mineral e químico, cuja denominação correta é cloreto de sódio. O sal é usado na cozinha como conservante (salga), para temperar alimentos e melhorar seu sabor. O sal é necessário para reforçar o glúten do pão, embora, em quantidades excessivas, iniba a levedura.
Os cereais, verduras, frutas, carne e laticínios contêm sal em pequenas quantidades. Não é necessário adicionar sal à comida, embora seja costume fazê-lo.
Pode-se extrair o sal da terra ou obtê-lo do mar por evaporação (sal marinho). Purifica-se o sal, fervendo e cristalizando a salmoura em diversos graus de finura para produzir o sal de mesa ou de cozinha.
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terça-feira, 5 de maio de 2009

comida rápida - fast food


comida rápida - fast food 3/5, upload feito originalmente por faelius.

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Breakfast Pizza

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domingo, 3 de maio de 2009

YAKISOBA

Um dos pratos japoneses mais conhecidos e apreciados pelos estrangeiros.
Etimologia: Yaki = Frito / AssadoSoba = Macarrão oriental


Ingredientes:
-1 pacote (500g) de macarrão para Yakisoba (o qual pode ser substituído por macarrão instantâneo tipo Miojo/Lamen)- 2 colheres de sopa de óleo de gergelim torrado (Goma Abura)- 300g de peito de frango ou de carne bovina ou de porco, cortado em tiras finas (Tori Niku, Gyuu Niku, Buta Niku, respectivamente) - 4 cogumelos frescos (Shiitake), cortados em tiras finas - 150g de broto de feijão (Moyashi)- 1 colher de chá de gengibre ralado (Shooga)- 1 cebola média cortada em rodelas- 1 cenoura em tiras finas (Ninjin)- 2 pimentões em tiras finas (Piiman)- 300g de repolho picado sem o talo (Kyabetsu)- 4colheres de sopa de óleo comum (Sarada Abura)- 1 colher de chá de sal (Shio)- 4 colheres de sopa de molho de soja (Shoyu )- Pimenta do reino a gosto (Koshoo)- 4 colheres de sopa de molho para Yakisoba (pode ser substituído por molho Inglês)- Algas marinhas ressecadas (Nori)

Modo de Preparo
Preparo do Macarrão:
Coloque o macarrão diretamente na panela com água fervente. Deixe cozinhar por até 6 minutos. Depois escorra a água.
Preparo dos Ingredientes:
Aqueça 4 colheres de sopa de óleo e refogue a carne, de sua escolha, temperada com molho de soja Shoyu. Deixe cozinhar por alguns minutos em fogo brando e reserve.
Em uma chapa ou frigideira, grande o suficiente para comportar todos os ingredientes, frite a cebola e o gengibre, acrescentando todas as verduras e legumes. Refogue por três minutos. Acrescente a seguir a carne reservada e tempere com o molho de Yakisoba. Coloque em seguida o macarrão e misture bem. Deixe fritar um pouco toda a mistura. Sirva ainda quente. Adicione as algas marinhas a gosto.
Rendimento: 4 porções.
Nota: Qualquer um dos ingredientes podem ser retirados ou novos ingredientes podem ser adicionados, de acordo com sua preferência.

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sábado, 2 de maio de 2009

Pudim de Pão

Ingredientes:

6 a 8 pães amanhecidos tipo francês
4 ovos inteiros.
2 colheres de açúcar (ou a gosto)
1 pacote de coco ralado.
1 colher de margarina.
1l2 lata de leite condensado (opcional),
2 copos de leite integral tipo C.

Modo de Fazer:
Numa bacia coloque os pães de molho com um pouco de água até ficar bem molinho
Com as mãos esprema estes pães até obter um massa tipo mingau, então acrescente todos os outros ingredientes (menos o coco ralado) e mexa bem
Unte uma forma com óleo de soja e e polvilhe farinha de trigo e despeje a massa, então polvilhe com o coco ralado por cima, leve ao forno a 250º por + ou - 25 minutos ou até dourar a parte de cima

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sexta-feira, 1 de maio de 2009

Dicas para um currículo campeão

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