sábado, 31 de janeiro de 2009

Temporalidade

31.Jan.2004

Na Indonésia é capturada a maior cobra do mundo

Em 30/1/04, é capturada uma cobra do tipo píton, espécie de jibóia asiática, de 14,85 metros de comprimento, 85 centímetros de diâmetro e 447 quilos, dimensões que fazem dela a maior cobra conhecida do mundo. Ela é exposta ao público em um pequeno zoológico de Kendal, na Indonésia.

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu/192) é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência. Com o Samu/192, o governo federal está reduzindo o número de óbitos, o tempo de internação em hospitais e as seqüelas decorrentes da falta de socorro precoce. O serviço funciona 24 horas por dia com equipes de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e socorristas que atendem às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e de saúde mental da população.

O SAMU realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas. O socorro é feito após chamada gratuita, feita para o telefone 192. A ligação é atendida por técnicos na Central de Regulação que identificam a emergência e, imediatamente, transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

Ao mesmo tempo, o médico regulador avalia qual o melhor procedimento para o paciente: orienta a pessoa a procurar um posto de saúde; designa uma ambulância de suporte básico de vida, com auxiliar de enfermagem e socorrista para o atendimento no local; ou, de acordo com a gravidade do caso, envia uma UTI móvel, com médico e enfermeiro. Com poder de autoridade sanitária, o médico regulador comunica a urgência ou emergência aos hospitais públicos e, dessa maneira, reserva leitos para que o atendimento de urgência tenha continuidade.

A partir dessa atuação, o SAMU tem um forte potencial para corrigir uma das maiores queixas dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), que é a lentidão no momento do atendimento. Historicamente, o nível de resposta à urgência e emergência tem sido insuficiente, provocando a superlotação das portas dos hospitais e pronto-socorros, mesmo quando a doença ou quadro clínico não é característica de um atendimento de emergência. Essa realidade contribui para que hospitais e pronto-socorros não consigam oferecer um atendimento de qualidade e mais humanizado.

O SAMU 192 é o principal componente da Política Nacional de Atenção às Urgências, criada em 2003, que tem como finalidade proteger a vida das pessoas e garantir a qualidade no atendimento no SUS. A política tem como foco cinco grandes ações:

* organizar o atendimento de urgência nos pronto-atendimentos, unidades básicas de saúde e nas equipes do Programa Saúde da Família;
* estruturar o atendimento pré-hospitalar móvel (SAMU 192);
* reorganizar as grandes urgências e os pronto-socorros em hospitais;
* criar a retaguarda hospitalar para os atendidos nas urgências; e
* estruturar o atendimento pós-hospitalar.

A Rede Nacional SAMU 192 possui hoje 130 serviços de atendimento móvel às urgências, atendendo, com isso, 1.066 Municípios brasileiros, num total de 97,9 milhões de pessoas.

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Obesidade

 

Obesidade é a  condição corporal caracterizada pelo armazenamento de uma quantidade excessiva de gordura no tecido adiposo, sob a pele, e no interior de certos órgãos, como o músculo.

O depósito de gordura, cuja capacidade energética é duas vezes superior à das proteínas ou carboidratos, é uma forma de armazenamento energético para necessidades futuras. Contudo, quando as reservas de gordura são excessivas representam um problema de saúde.

A obesidade é a conseqüência de um fornecimento de energia pelos alimentos que supera o consumo de energia pela atividade. Pode ser causada ainda pela falta de atividade, como ocorre em pessoas sedentárias ou prostradas na cama.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

SPA - CROMOTERAPIA


SPA- CROMOTERAPIA, upload feito originalmente por siropina07.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Queimadura

Queimadura é a lesão térmica ou química dos tecidos. Pode ser produzida por líquidos ou corpos quentes, por produtos químicos cáusticos, por eletricidade ou por radiações eletromagnéticas (raios X, radiações nucleares). A pele se queima por exposição a temperaturas superiores a 50ºC durante mais de cinco minutos. De acordo com a profundidade, são classificadas em queimaduras de primeiro, segundo ou terceiro grau. As queimaduras de primeiro grau produzem vermelhidão e dor (por exemplo, as queimaduras de sol). As de segundo grau apresentam bolhas (por exemplo, as escaldaduras por líquido fervendo). Nas queimaduras de terceiro grau, a pele se destrói por completo e são atingidos ainda os tecidos subjacentes (subcutâneo, músculo e até o osso). A extensão de uma queimadura se expressa segundo a porcentagem da superfície corporal lesada.


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

acupuntura


acupuntura, upload feito originalmente por +toli.

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domingo, 25 de janeiro de 2009

Acupuntura pode tratar dor, mas efeitos são limitados, diz estudo

Um estudo detalhado feito por cientistas na Dinamarca trouxe uma boa e uma má notícia: para tratar a dor, acupuntura funciona mesmo -- mas bem pouco.
A pesquisa é uma chamada "meta-análise", esforço em que um grupo de cientistas reúne o que há de melhor em testes clínicos anteriores, feitos por grupos independentes, na esperança de desvendar o que de fato há de real em todos eles. Esse tipo de estudo é o que ganha maior respeito por parte dos médicos, justamente por tentar eliminar qualquer viés de observação de um grupo ou outro e obter uma base de dados maior.
No caso, os pesquisadores recolheram dados provenientes de 13 testes clínicos diferentes, feitos no tratamento dos mais variados tipos de dor -- desde enchaqueca até dores pós-operatórias, passando por colonoscopia e osteoartrite, entre outras. No total, foram mais de 3.000 pessoas participando desses testes.
Os voluntários foram divididos em três grupos: um que não recebia tratamento extra para dor, um que recebia o que os cientistas chamam de "acupuntura-placebo" (um acupunturista espeta as agulhas no paciente, mas não nos lugares indicados pela medicina tradicional chinesa) e um que era de fato tratado com a acupuntura, seguindo todos os preceitos corretos.
Depois, os pacientes avaliavam a dor, numa escala de 0 a 100. Na média de todos os estudos, a diferença de dor entre os que recebiam acupuntura tradicional e acupuntura placebo era de apenas 4 pontos. Nessa escala, o valor mínimo considerado para atribuir relevância clínica é de 10 pontos.
"Um pequeno efeito analgésico da acupuntura foi encontrado, que parece não ter relevância clínica", afirmam os pesquisadores do Nordic Cochrane Centre, em Copenhagen, em artigo publicado no último número da revista médica "British Medical Journal".
Alguma coisa acontece
O mais curioso, entretanto, foi que, embora a diferença entre acupuntura de verdade a sua versão placebo fosse praticamente irrelevante, ambas desempenharam efeito analgésico considerável, se comparadas com a ausência de tratamento para dor a diferença entre a acupuntura placebo e a ausência de tratamento era de 10 pontos, na escala de 0 a 100 para dor.
Ou seja, talvez o menos importante na acupuntura seja os locais do corpo onde se espetam as agulhas, e mais o fato de que elas estejam sendo espetadas. É o que sugerem Adrian White e Mike Cummings, da Sociedade Médica de Acupuntura Britânica, em comentário publicado na mesma edição do "BMJ". Eles apontam que a acupuntura parece, ao menos em parte, usar rotas neurológicas em comum com a analgesia por placebo, e que o estudo delas pode oferecer lampejos importantes em como melhorar os cuidados médicos.
Mas a perspectiva de haver algum efeito, além do psicológico, no tratamento de dor com acupuntura, ainda terá de ser respondida por futuras pesquisas. "Se espetar agulhas em pontos de acupuntura, ou em qualquer lugar, reduz ou não a dor independentemente do impacto psicológico do ritual de tratamento ainda não está claro", escrevem os cientistas liderados por Asbjørn Hróbjartsson, do Nordic Cochrane Centre.

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sábado, 24 de janeiro de 2009

Drops of Health


Drops of Health, upload feito originalmente por M4gic.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Gosto pelo risco pode ter razões físicas, diz estudo


Cientistas nos Estados Unidos anunciaram ter descoberto evidências de que existem diferenças físicas nos cérebros de pessoas muito atraídas pelo risco e por novidades que as estimulam a agirem de maneira impulsiva e, às vezes, perigosa.

Um estudo da Universidade de Vanderbilt descobriu que o processamento da dopamina no cérebro é diferenciado nestas pessoas.

Esta substância está relacionada ao modo pelo qual as pessoas sentem prazer em situações como alimentação e o sexo, por exemplo.

As pessoas atraídas por fortes emoções e que buscam novidades possuem uma menor quantidade de um determinado tipo de receptor de dopamina, o que pode levá-las a buscarem novas experiências de forte impacto como esbanjar dinheiro e participar intensamente de festas.

A pesquisa foi publicada no Journal of Neuroscience e pode ajudar a explicar porque algumas pessoas são mais suscetíveis a desenvolver hábitos como vício em drogas, entre outros comportamentos de risco.

Ratos

Experimentos em animais já haviam demonstrado que, como no caso dos humanos, alguns respondem de maneira diferente a ambientes desconhecidos.

Estas pesquisas também indicaram que aqueles animais com perfil “explorador” são mais suscetíveis a ingerirem doses de cocaína quando têm chance, por exemplo.

Este comportamento nos animais parece estar ligado com à atividade da dopamina no cérebro.

Células produtoras de dopamina tem uma espécie de sistema regulador que normalmente interrompe a produção quando já fabricaram grandes quantidades da substância.

Segundo estas pesquisas, ratos que apresentam comportamentos mais impulsivos têm uma menor quantidade desses receptores que regulam a quantidade da dopamina.

Humanos

Para avaliar se o mesmo acontecia entre humanos, os cientistas da Universidade de Vanderbilt examinaram o nível desses receptores que regulam a produção de dopamina em 34 pessoas saudáveis.

Estas pessoas também responderam a questionários para avaliar o tipo de personalidade que possuem.

Assim como aconteceu nos experimentos com animais, percebeu-se que o gosto por aventuras e desafios, a espontaneidade e condutas como o hábito de esbanjar dinheiro, podem estar ligadas a menores níveis desses receptores de regulação.

“Nós descobrimos que a densidade desses receptores está inversamente ligada ao interesse e desejo por novas experiências”, diz David Zald, o líder da pesquisa.

“Nossa pesquisa sugere que, em indivíduos com grande interesse por novidades, o cérebro é menos capaz de regular a dopamina, o que faz com que estes indivíduos reajam mais positivamente a novidades e outras situações que normalmente induzem a liberação da substância”, afirma Zald.

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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Saúde


Saúde, upload feito originalmente por Minha Vida2006.

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Organização Mundial da Saúde (OMS)

Organização Mundial da Saúde (OMS) é a agência especializada das Nações Unidas criada em 1948. Segundo sua constituição, é “a autoridade diretora e coordenadora em matéria de trabalho sanitário mundial”, tendo como responsabilidade ajudar todos os povos a alcançarem “o máximo nível possível de saúde”. Em 1987, a organização era integrada por 166 países-membros. Tem sede em Genebra, Suíça.


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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Alcoolismo

 

INTRODUÇÃO

Alcoolismo é uma doença crônica e, geralmente, progressiva, provocada pela ingestão excessiva de álcool etílico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o alcoolismo como a ingestão diária de álcool superior a 50 g na mulher e 70 g no homem (um cálice de licor ou um drinque tem aproximadamente 40 g de álcool; um quarto de litro de vinho, 30 g; e um quarto de litro de cerveja, 15 gramas).

O álcool produz no organismo um efeito tóxico direto e um efeito sedativo. Os danos sobre os principais sistemas do organismo incluem um amplo leque de afecções. Entre elas, destacam-se as úlceras, a pancreatite crônica e a cirrose hepática, bem como lesões irreversíveis no sistema nervoso central e periférico. É possível ocorrerem desmaios, alucinações e tremores intensos, sintomas da síndrome de abstinência alcoólica mais grave, e o delirium tremens, que pode ser mortal, mesmo com o tratamento adequado.

ALCOOLISMO NO BRASIL

No triênio 1995-1997, o alcoolismo ocupou o quarto lugar no grupo de doenças que mais incapacitam os brasileiros para o trabalho. Em 1996, a cirrose alcoólica hepática foi a sétima causa de morte em pessoas acima de 15 anos. Naquele ano, foram internadas com esse diagnóstico nos hospitais do Sistema Único de Saúde 39.255 pessoas, das quais 3.626 morreram.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Saúde mental

Saúde mental

1 INTRODUÇÃO

Saúde mental é o estado que se caracteriza pelo bem estar psíquico e pela auto-aceitação. Vista sob uma perspectiva clínica, é a ausência de distúrbios mentais.

Estima-se que uma alta porcentagem da população sofra de depressões leves ou moderadas, ansiedade ou outro tipo de distúrbio emocional. A esta porcentagem deve-se acrescentar o abuso do álcool, a dependência de drogas, a pobreza, o desemprego e a discriminação aos deficientes físicos e mentais. Esses fatores também causam danos à saúde mental.

2 TRATAMENTO

O tratamento das doenças mentais vem se modificando nas últimas décadas. Os novos métodos e medicamentos permitiram que os pacientes, tradicionalmente internos num manicômio, sejam, hoje, tratados em clínicas sem a necessidade de serem internados. Tudo indica que a perturbação do comportamento dos pacientes deve-se mais à sua reclusão num manicômio do que à própria doença.

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domingo, 18 de janeiro de 2009

Adolfo Lutz

Médico e cientista fluminense. Criador da medicina tropical e da zoologia médica no Brasil, é responsável pela identificação dos principais agentes transmissores da malária.

Adolfo Lutz (18/12/1855 - 6/10/1940) nasce no Rio de Janeiro, mas começa sua vida profissional como clínico na cidade paulista de Limeira. Em 1880 consegue o título de doutor
em medicina pela Universidade de Berna, na Suíça. Freqüenta universidades importantes da Europa, como as de Londres, de Paris e de Viena, no período das excitantes descobertas médicas de Louis Pasteur. De 1890 a 1893 trabalha como especialista em hanseníase (lepra) no Havaí, assumindo a direção do Hospital Kalihi, na ilha de Molocai.

De volta ao Brasil, dirige em São Paulo o Instituto Bacteriológico, hoje chamado de Instituto Adolfo Lutz em sua homenagem. Permanece no cargo até 1908. Convidado por Osvaldo Cruz, trabalha durante 32 anos na chefia de um dos setores do Instituto de Manguinhos, no Rio de Janeiro, onde morre. Participa de expedições pela região do rio São Francisco e pelo Nordeste e Sul do país para pesquisar doenças como hanseníase, esquistossomose, febre tifóide, malária e leishmaniose. Deixa publicados diversos trabalhos médicos.

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sábado, 17 de janeiro de 2009

Alimentos Transgênicos

A oposição ao desenvolvimento de plantas transgênicas -vegetais modificados geneticamente em laboratório - cresce a partir de 1999,quando ocorrem protestos em diversos países europeus contra a introdução indiscriminada de seus subprodutos no mercado. Os motivos são de ordem ambiental, política e sanitária. Os ambientalistas argumentam que a transferência de genes de uma espécie para outra pode provocar uma contaminação de ecossistemas e comprometer a biodiversidade. No plano da saúde, argumentam que as reações alérgicas aos alimentos, ,já bastante comuns, podem aumentar com os transgênicos. Os protestos alertam para o fato de que ainda não se sabe se esses produtos podem ou não ser prejudiciais.

Um relatório divulgado pela Organização para a Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO) em junho de 2004 se posiciona a favor dos transgênicos, mas faz críticas aos rumos da pesquisa. Afirma que, em vez de melhorar o valor nutricional de culturas importantes para a alimentação, como o arroz e a mandioca, a indústria desenvolveu quatro variedades principais de transgênicos – algodão, milho, canola e soja, justamente os que têm o maior valor comercial. Para a FAO, o principal problema dos transgênicos é o fato de a técnica não ter chegado aos agricultores pobres e ter sido guiada sobretudo por interesses econômicos.

O relatório da FAO avalia que a preocupação com os efeitos dos transgênicos nos ecossistemas é justificada e, portanto, esses produtos devem ser cuidadosamente regulamentados. A maioria dos países, mesmo aqueles em que o incentivo aos transgênicos é maior, como os Estados Unidos, adota protocolos de biossegurança antes de autorizar a liberação do plantio.

Os Estados Unidos, a Argentina, o Canadá e a China acrescidos do Brasil, cujas plantações até recentemente estavam proibidas, são os maiores produtores de transgênicos do mundo. A produção de transgênicos também existe na África do Sul, Austrália, Índia, Romênia, Espanha, Uruguai, México, Bulgária, Colômbia, Honduras e Alemanha.

Segundo relatório do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações de Agrobiotecnologia, a área global de culturas transgênicas em 2002 chegou a 58,7 milhões de hectares, apontando crescimento 10% superior em relação a 2001 (o relatório não incluiu o Brasil). Segundo estimativas do Ministério da Agricultura, 20% da soja brasileira é transgênica 12 milhões de toneladas de um total de 60 milhões previstos para a colheita da safra de 2005/2006. Na safra 2003/2004, a taxa foi de 18%. A maior parte da plantação está concentrada no Rio Grande do Sul, mais de 7 milhões de toneladas.Principais cultivos As plantas transgênicas mais cultivadas são a soja, o milho, o algodão e a canola. Entre 1996 e 2002, a principal modificação nessas culturas foi a tolerância a herbicidas (75% do total), com a resistência a insetos em segundo lugar (17%). A soja tolerante a herbicida é o cultivo transgênico dominante no mundo (62% da área total), sendo plantada nos Estados Unidos, Argentina, Canadá, Brasil, África do Sul, Espanha,
Honduras e Alemanha. A segunda espécie mais cultivada é o milho Bt (com gene resistente a insetos), cujo cultivo equivale a 13% da área total dos transgênicos. Mas no mundo todo estão sendo realizadas pesquisas com outros produtos. No Brasil, por exemplo, há pesquisas com feijão resistente à praga do mosaico dourado, batata, milho e mamão resistentes a vírus, soja e laranja tolerantes a vários herbicidas, melão longa vida e flores com diferentes colorações.

Protocolo de Cartagena – O Protocolo de Cartagena de Biossegurança é o único tratado internacional que regulamenta a circulação de produtos transgênicos no mundo. O acordo foi fechado em janeiro de 2000, durante reunião da ONU realizada em Montreal, Canadá, e entrou em vigor em setembro de 2003. O texto do documento estabelece procedimentos que estão legalmente de acordo com a Organização Mundial do Comércio e, por isso, elimina qualquer possibilidade de questionamento quanto às leis de comércio internacional. Os 130 países signatários, entre os quais o Brasil, se comprometem, entre outras coisas,a informar sempre que um produto possa conter organismos geneticamentemodificados. Essa rotulagem dá a possibilidade de opção ao comprador eajuda a evitar que sementes alteradas sejam introduzidas sem nenhumcontrole na natureza.

Transgênicos no Brasil – O único produto transgênico liberado para cultivo no Brasil é a soja Roundup Ready da Monsanto. O governo federal publicou em 2004 uma medida provisória que liberou o plantio desse produto na safra 2004/2005 e sua comercialização até 31 de janeiro de 2006. Para garantir o direito de produzir soja transgênica, o agricultor teve de assinar um termo de compromisso. Em 2003, o governo já tinha liberado o produto também por meio de medida provisória. Foi uma maneira de dar um destino à produção clandestina, enquanto não é aprovada no Congresso a Lei de Biossegurança que regulamenta a questão da soja transgênica e a clonagem de embriões.

A polêmica começou em 1998, quando a Comissão Tecnológica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, criado em 1996, concedeu a primeira licença de cultivo em escala comercial à soja Roundup Ready, na variedade desenvolvida pela Embrapa em cooperação com a empresa multinacional Monsanto, detentora da patente do produto. A CTNBio, uma comissão composta de especialistas, dispensou o estudo de impacto ambiental, alegando que o produto equivalia à soja convencional. Uma ação judicial anulou essa liberação, argumentando que ia contra a legislação ambiental. Enquanto isso, os ambientalistas iniciaram uma série de protestos contra a liberação dos transgênicos e a Monsanto. Para regulamentar a questão, está em tramitação no Congresso o projeto de Lei de Biossegurança que estabelece quem tem a responsabilidade de liberar não só as pesquisas como a comercialização dos transgênicos. Em outubro de 2004, o projeto foi aprovado pelo Senado. Mas a matéria ainda
precisa ser apreciada pela Câmara antes de ser sancionada.definitivamente.

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Albert Sabin

Médico e microbiologista polonês naturalizado norte-americano (26/8/1906-3/3/1993). É o criador da vacina contra a poliomielite. Albert Bruce Sabin nasce em Bialystok, na Polônia. Aos 15 anos emigra com a família para os Estados Unidos (EUA). Forma-se em medicina na niversidade de Nova York, em 1931, e começa a fazer as primeiras pesquisas sobre a poliomielite no Instituto Rockefeller de Pesquisas Médicas. Demonstra como se dá o crescimento do vírus dessa doença em amostras de tecido nervoso humano. Durante a II Guerra Mundial serve como médico no Exército norte-americano e consegue isolar o vírus do birigui, que afeta as tropas em luta na África com forte febre epidêmica. Nesse período desenvolve vacinas contra a dengue e a encefalite japonesa. Em 1954 testa em si mesmo a primeira vacina oral, com vírus vivo e atenuado, contra a poliomielite. O experimento é aprovado para uso nos EUA em 1960 e a vacina passa a ser adotada em todo o mundo. Visita várias vezes o Brasil e recebe do governo brasileiro,
em 1967, a Grã-Cruz do Mérito Nacional. Morre em Washington.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Goethe

Poeta alemão (28/8/1749-22/3/1832). Johann Wolfgang von Goethe nasce em Frankfurt. Em 1765 ingressa no curso de direito na Universidade de Leipzig, onde inicia sua produção literária, fortemente influenciada por seus envolvimentos amorosos. A paixão pela filha de um pastor resulta em uma série de poemas líricos. O amor pela noiva de um amigo dá origem à obra pré-romântica Os Sofrimentos do Jovem Werther (1774). No mesmo ano é nomeado ministro do ducado de Weimar, onde se fixa. Nos anos seguintes escreve poesias e estuda ciências naturais. Em 1784 descobre o intermaxillare, osso do corpo humano desconhecido pelos anatomistas, e elabora teses que antecipam a Teoria Darwinista. Transforma em versos a tragédia grega Ifigênia em Táuride, em 1787, época em que viveu em Roma. Passa mais de 50 anos escrevendo Fausto, obra-prima do romantismo em que, por meio da história de um homem que vende a alma ao diabo em troca de saber e bens, cria uma poderosa metáfora da vida humana. Morre em Weimar, reconhecido como um dos maiores escritores da língua alemã.

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Machado de Assis, primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras, discursa durante a sessão inaugural da instituição

Senhores,
Investindo-me no cargo de presidente, quisestes começar a Academia Brasileira de Letras pela consagração da idade. Se não sou o mais velho dos nossos colegas, estou entre os mais velhos. É símbolo da parte de uma instituição que conta viver, confiar da idade funções que mais de um espírito eminente exerceria melhor. Agora que vos agradeço a escolha, digo-vos que buscarei na medida do possível corresponder à vossa confiança.

Não é preciso definir esta instituição, iniciada por um moço, aceita e completada por moços, a Academia nasce com a alma nova, naturalmente ambiciosa. O vosso desejo é consertar, no meio da federação política, a unidade literária. Tal obra exige, não só a compreensão pública, mas ainda e principalmente a vossa constância. A Academia Francesa, pela qual esta se modelou, sobrevive aos acontecimentos de toda casta, às escolas literárias e às transformações civis. A vossa há de querer ter as mesmas feições de estabilidade e progresso. Já o batismo das suas cadeiras com os nomes preclaros e saudosos da ficção, da lírica, da crítica e da eloqüência nacionais é indício de que a tradiçãoé o seu primeiro voto. Cabe-vos fazer com que ele perdure. Passai aos vossos sucessores o pensamento e a vontade iniciais, para que eles o transmitam aos seus, e a vossa obra seja contada entre as sólidas e brilhantes páginas da nossa vida brasileira. Está aberta a sessão. ESTATUTOS DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS Rio de Janeiro 1998
Art. 1º - A Academia Brasileira de Letras, com sede no Rio de Janeiro, tem por fim a cultura da língua nacional, e funcionará de acordo com as normas estabelecidas em seu
Regimento Interno.
Diretoria de 1998
Arnaldo Niskier-PresidenteTarcísio Padilha-Secretário-GeralSábato Magaldi-Primeiro-SecretárioPe. Fernando Bastos de Ávila-Segundo-SecretárioAntonio Olinto-TesoureiroGeraldo
França de Lima-Diretor da BibliotecaEvaristo de Moraes Filho-Diretor do ArquivoJoão de Scantimburgo-Diretor da Revista BrasileiraEduardo Portella-Diretor dos Anais da ABL

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Prêmio Camões

Criado em 1989 pelo Instituto Camões e patrocinado pelos governos de Portugal e do Brasil, o Prêmio Camões é entregue anualmente a um escritor que se expressa em
português, em reconhecimento a sua contribuição para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural dessa língua. O vencedor recebe 100 mil dólares. O júri é formado por
seis escritores, três brasileiros e três portugueses, que fazem sua escolha em reuniões realizadas alternadamente no Brasil e em Portugal.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Escritora Adélia Prado

Escritora e poeta mineira. Sua obra recria com uma linguagem despojada e direta, freqüentemente lírica, a vida e as preocupações dos personagens do interior de Minas. Adélia
Luzia Prado de Freitas (13/12/1935-) nasce em Divinópolis. Aos 14 anos, já escreve os primeiros versos. Estuda com padres franciscanos e forma-se em filosofia. Entra para o magistério em seguida, mas abandona o projeto de dar aulas depois de se casar e ter cinco filhos. No início dos anos 70, publica os primeiros poemas em jornais de sua cidade e de Belo Horizonte. Em 1971, divide com Lázaro Barreto a autoria do livro A Lapinha de Jesus. Sua estréia individual acontece em 1976, com Bagagem, livro que chama a atenção da crítica pela originalidade e pelo estilo. Em 1978 escreve O Coração Disparado, com o qual conquista o Prêmio Jabuti de Literatura, conferido pela Câmara Brasileira do Livro, de São Paulo. Nos dois anos seguintes, dedica-se à prosa, com Solte os Cachorros (1979) e Cacos para um Vitral (1980). Volta à poesia em 1981, com Terra de Santa Cruz. Em seguida, publica Componentes da Banda (1984), O Pelicano (1987), O Homem da Mão Seca (1994), Manuscrito de Felipa (1999) e Oráculos de Maio (1999). Em 2000,
lança seu primeiro CD, O Tom de Adélia Prado, em que lê uma seleção de poemas do livro Oráculos de Maio. Em 2001 lança Filandras e em 2003 apresenta um novo CD, Sempre Amor, uma coletânea de poemas de vários momentos da autora.

Adélia têm como marca literária a espontaneidade. Para ela, a poesia é uma espécie de êxtase religioso, que liberta o poeta e transcende o leitor.

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domingo, 11 de janeiro de 2009

ABL

Entidade privada fundada em 20 de julho de 1897 por iniciativa de Machado de Assis, seu primeiro presidente, com o objetivo de preservar a língua e a literatura nacionais. É inspirada na Academia Francesa, formada em 1634 pelo cardeal Richelieu para estabelecer e manter os padrões literários franceses.

Os membros da Academia Brasileira de Letras (ABL) elegem, por maioria absoluta e voto secreto, os novos integrantes da entidade. A sucessão se dá com a morte de um acadêmico. O novo representante toma posse em sessão solene, quando todos vestem o fardão verde, adornado com os galões dourados da Academia. A eleição para a presidência da ABL ocorre anualmente, no mês de dezembro. Todos os 40 membros têm direito de concorrer, e o presidente só pode ser reeleito uma vez. A candidatura de mulheres foi aprovada apenas em 1976, quase 80 anos após a fundação da ABL. Rachel de Queiroz foi a primeira mulher eleita. Podem candidatar-se a uma vaga na Academia os brasileiros natos que tenham publicado obras de reconhecido valor cultural. Na prática, porém, parte dos membros tem atuação política ou destaque social tão ou mais relevante que sua produção literária.

Coerente com os objetivos dos fundadores, a Academia dedica-se a elaborar vocabulários e dicionários da língua portuguesa, a analisar e a referendar mudanças gramaticais ou ortográficas. Promove também a publicação de obras inéditas, antologias de escritores nacionais e uma revista literária. Desde 1909, a instituição distribui prêmios literários, sendo o mais importante o Prêmio Machado de Assis, para conjunto de obras. São igualmente premiadas as seguintes categorias: poesia, ficção (romance, teatro e conto), ensaio, crítica, história literária e literatura infantil. A sede da ABL fica no Rio de Janeiro, em edifício no centro da cidade doado pelo governo francês em 1923. Em 2002, a Academia comemorou o centenário de Carlos Drummond de Andrade com um ciclo de palestras e o de Augusto Meyer com uma exposição.

Em 2003, Moacyr Scliar, Ana Maria Machado, Alfredo Bosi e Marco Maciel são eleitos para a ABL. No ano seguinte, José Murilo de Carvalho e Antônio Carlos Secchin tornam-se membros da instituição.

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sábado, 10 de janeiro de 2009

Livraria Cultura


Livraria Cultura, upload feito originalmente por flickrsampaist.

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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Revistas literárias brasileiras

 

1
INTRODUÇÃO

Revistas literárias brasileiras são publicações dedicadas a livros, autores, editores, tradutores e todos os assuntos afins às idéias e à literatura.

Uma listagem das revistas literárias brasileiras não seria exaustiva. Esta conceituação abrange publicações que vêm desde as primeiras décadas do século - quando surgiram as primeiras revistas de maior notoriedade no meio cultural - até nossos dias.

2
REVISTAS PROGRAMÁTICAS

Há revistas criadas para divulgar e defender algum projeto ou movimento, implantar idéias novas e provocar debates no quadro cultural do país. Com a revista Orfeu (1905) se prepararam os caminhos do modernismo. Também os modernistas, ao lado de seus manifestos, lançaram revistas que foram gerando subgrupos estéticos e ideológicos: Klaxon (São Paulo, 1922), a primeira revista lançada após a Semana de Arte Moderna, durou nove números: de maio a dezembro. Estética (Rio de Janeiro, 1924), sob direção de Sérgio Buarque de Holanda, teve apenas três números, terminando em 1925. Ambas demonstravam interesses diversos: na primeira fase, futurismo e primitivismo; na segunda, arte em seu sentido mais amplo.

Em 1925, surgiu em Belo Horizonte A Revista reunindo Carlos Drummond de Andrade, Emílio Moura, João Alphonsus, Pedro Nava e Abgar Renault (ver Grupo mineiro). Também em Minas Gerais, na cidade de Cataguazes, foi lançada a revista Verde (1927)que reafirmava uma ideologia nacionalista e tinha, entre seus colaboradores, Ascânio Lopes, Rosário Fusco e Guilhermino César.

Da mesma época é Festa (1927), dos "espiritualistas" liderados por Jackson de Figueiredo e Tasso da Silveira que visavam a renovação estética com base em fundamentos filosóficos e religiosos. A Revista da Antropofagia (1928), de Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e Raul Bopp, entre outros, surgiu enfatizando as posições do Manifesto Pau-brasil (ver Antropofagia cultural) e atacando, com sarcasmo, o "verde-amarelismo direitista" de Cassiano Ricardo, Menotti Del Picchia e Plínio Salgado. Nesta mesma época surgiram a Revista do Norte, em Recife, a Maracajá, em Fortaleza; a Madrugada e a Revista do Globo, em Porto Alegre.

Na década de 50, as revistas foram o veículo divulgador de movimentos literários ligados a um programa estético definido: Noigrandes, do grupo de jovens poetas que iniciavam em São Paulo o movimento concretista; Invenção, liderada por Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari, na mesma linha. Em Belo Horizonte, a renovação concretista seria veiculada através da Tendência (1957), Ptyx (1963) e Vereda (1964). A poesia praxis teria em Praxis Instauração Praxis seu órgão de expressão.

3
REVISTAS ACADÊMICAS

Vertente igualmente importante são as revistas literárias acadêmicas e universitárias, dirigidas sobretudo para o ensaio, a análise crítica e o aprofundamento de questões, com tratamento mais teórico e metodologia definida. Importantes exemplos do gênero são as revistas Letras, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, São Paulo; Discurso, também de São Paulo; Arte e Palavra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Existem, ainda, inúmeras outras mas que incluem também temas ligados às ciências humanas, como sociologia, política, filosofia e psicanálise.

Cabe citar os periódicos nascidos de eventos temáticos, entre eles, seminários, congressos. Um bom exemplo é Opinião, da Universidade Federal de Minas Gerais e todos os voltados para um assunto específico, como a Revista de Teatro da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais - publicada há 75 anos, sem interrupção, apesar da periodicidade desigual -, Máscara, Percevejo, Ensaio e inúmeras outras.

4
REVISTAS DE DIVULGAÇÃO

Outra vertente é representada por revistas que refletem a criação literária contemporânea, divulgando poesias, ficção, resenhas - inclusive de autores novos -, e publicando ensaios e críticas, estimulando a reflexão sobre a literatura. São exemplos válidos diversas revistas publicadas a partir da década de 1970: Escrita (1975 a 1979), Ficção, dedicada à narrativa curta e dirigida por Salim Miguel, Fausto Cunha e Cícero Sandroni; Inéditos, de Belo Horizonte, voltada os contistas mineiros; Ponto e Vírgula, de Porto Alegre; José, editada no Rio de Janeiro; X,Y,Z; Ensaios de Opinião, extensão do jornal alternativo Opinião (ver Jornalismo alternativo no Brasil). Nesta linha inserem-se as revistas institucionais, como a Revista do Livro, do Instituto Nacional do Livro; a Revista do Escritor Brasileiro, editada em Brasília; a Revista de Cultura do Ministério de Educação e Cultura - depois substituída pela Piracema, do mesmo órgão.

Uma mesa-redonda realizada pela revista José, em dezembro de 1977, analisando "os problemas de uma revista literária", levantou questões que ilustram a dificuldade de se fazer uma revista literária no Brasil:

– Definição de uma linha editorial pois a especialização do público cria dificuldades de produção.

– Menor repercussão no meio literário de propostas de um grupo ou região, mesmo que se sejam de vanguarda.

– Problema de definir os critérios de editoração.

– Dificuldades de sustentação pois mesmo quando o investimento financeiro não é muito alto, dificilmente a revista atinge o auto-financiamento.

– Veiculação insuficiente e concorrência de bancas de jornais e livrarias.

– Difícil equilibrio tiragem/consumo, variável em função das matérias.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Livros Apócrifos

Do grego apokryphos, "ocultos", denominação dada aos escritos de tema bíblico aparecidos nos primeiros séculos da era cristã, mas não considerados de inspiração divina e que, por conseqüência, não estão incluídos no cânon da Bíblia. Dentro de toda esta literatura, os católicos e os ortodoxos distinguem certos livros, que denominam deuterocanônicos. Os protestantes distinguem, por sua vez, outros livros, os denominados pseudo-epígrafos, que, para os católicos, são livros apócrifos.




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quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Gastom Gallimard

Gallimard, Gaston (1881-1975), editor francês, um dos fundadores da Nouvelle Revue française e edições do mesmo nome, que receberam o nome de Librairie Gallimard, em 1919. Notável administrador e mostrando um sentido comercial indiscutível, soube instaurar uma verdadeira colaboração com os escritores com os quais convivia e fazer de sua empresa a mais prestigiada editora francesa, entre os anos 1920 e 1960.

Em uma paisagem editorial, onde os editores de literatura geral exerciam suas atividades em pequenas estruturas, o catálogo da Livraria Gallimard caracterizou-se, a partir dos anos 1920, por uma riqueza tão impressionante quanto eclética, uma vez que ali se encontravam todas as correntes literárias e todas as gerações: dos valores reconhecidos (Charles Péguy, Paul Valéry) aos surrealistas (André Breton, Louis Aragon), passando pela geração em ascensão, ilustrada por Jean Cocteau ou Marcel Arland, sem esquecer algumas personalidades que fogem às classificações como Joseph Kessel, Valery Larbaud, ou, de forma mais surpreendente, o jovem Georges Simenon.

Nos anos 1960, a casa se abriu às ciências humanas, publicando Foucault, Duby, LeRoy Ladurie, Dumézil; em 1971, eram criadas as bibliotecas de ciências humanas e de história, confiadas a Pierre Nora.

A partir de 1961, a Livraria Gallimard modificou novamente os seus estatutos, tornando-se Edições Gallimard; Gaston Gallimard, de aparência discreta, foi, sem dúvida, pelas qualidades de julgamento, pelo sentido das relações humanas e pela alta idéia que fazia de sua atividade, um dos editores mais marcantes do século XX.

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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Primeiro Nobel de literatura da língua portuguesa

 

Entre as obras de José Saramago destaca-se Memorial do convento. Tendo como pano de fundo a história da construção do convento de Mafra, Saramago — em seu estilo livre, irônico, às vezes barroco — criou um enredo onde se destaca o amor de Blimunda Sete-Luas e Baltasar Sete-Sóis, sentimento tão profundo que conseguiu sobreviver até mesmo às chamas da Inquisição.

Trecho do livro Memorial do convento

Porém, não convém perder de vista as diferenças, que são muitas. Foi a princesa a baptizar, em dia de Nossa Senhora do Ó, dia por excelência contraditório, pois já está a rainha despejada da sua redondez, e logo se observa que, finalmente, nem todos os príncipes são príncipes por igual, como com muita clareza está mostrando a pompa e solenidade com que se dará o nome e o sacramento a este, ou esta, com todo o paço e capela real armados de panos e ouros, e a corte ajoujada de galas, que mal se distinguem as feições e os vultos debaixo de tanto adereço de franças e bandarras. Saiu o acompanhamento da câmara da rainha para a igreja, passando pela sala dos Tudescos, e atrás dele o duque de Cadaval, com a sua opa roçagando o chão, sob o pálio vai o duque, e às varas pegam, por distinção, títulos de primeira grandeza e conselheiros de Estado, e nos braços do duque, quem vai, vai a princesa, enfaixada de linhos, franzida de laços, escorrida de fitas, e atrás do pálio a nomeada aia, que é a condessa de Santa Cruz velha, e todas as damas do paço, as formosas e as não tanto, e enfim meia dúzia de marqueses e o duque filho, que trazem as insígnias da toalha, do saleiro, do óleo, e o resto, que para todos havia.

Sete bispos a baptizaram, que eram como sete sóis de ouro e prata nos degraus do altar-mór, e ficou a chamar-se Maria Xavier Francisca Leonor Bárbara, logo ali com o título de Dona adiante, apesar de tão pequena ainda, está ao colo, baba-se e já é dona, que fará em crescendo, e leva, por começo, uma cruz de brilhantes que lhe deu seu padrinho e tio, o infante D. Francisco, cuja custou cinco mil cruzados, e o mesmo D. Francisco mandou à rainha sua comadre, de presente, uma pluma de toucar, estou que por galantaria, e uns brincos de diamantes, esses sim, de superlativo valor, perto de vinte e cinco mil cruzados, é obra, mas francesa.

Para este dia baixou el-rei da sua grandeza e majestade e assistiu, não por trás das rótulas, mas público, e não na sua tribuna, mas na da rainha, em mostra do muito respeito que lhe merecia, assim posta a feliz mãe ao lado do feliz pai, ainda que em cadeira mais baixa, e à noite houve luminárias. Sete-Sóis baixou com Blimunda do alto do castelo para ver as luzes e os adornos, o paço armado de colgaduras, os arcos mandados levantar pelos ofícios. Está mais cansado que de costume, talvez por ter carregado tanta carne para os banquetes que festejaram o nascimento e vão festejar o baptizado. Dói-lhe a mão esquerda de tanto puxar, içar e arrastar. O gancho descansa no alforge que leva ao ombro. Blimunda segura-lhe a mão direita.

Fonte: Saramago, José. Memorial do Convento. Lisboa: Caminho, 1982, págs. 72-73.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Literatura Chinesa

Chinesa, Literatura

1 INTRODUÇÃO

Chinesa, Literatura, conjunto de obras literárias escritas e publicadas ao longo da história da China.

Existem duas tradições na literatura da china: a literária e a popular ou coloquial. A última remonta a mais de mil anos antes da era cristã e permanece até nossos dias. No princípio consistia em poesia mais tarde em teatro e romance, e depois foi incorporando obras históricas, relatos populares e contos. Os intelectuais da classe oficial que ditavam os gostos literários, não a creditavam digna de estudos por a considerarem inferior, sendo que, até o século XX, este tipo de literatura não obteve o reconhecimento da classe intelectual. Seu estilo brilhante e refinado marca os princípios da tradição literária ortodoxa, que começou há 2.000 anos.

2 ÉPOCA CLÁSSICA

A época clássica é correspondente a da literatura grega e romana. As etapas de formação tiveram lugar do século VI ao IV a.C. nos períodos da dinastia Chou (c. 1027-256 a.C.). Desta época são as obras de Confúcio, Mencius, Laozi (Lao-tsé), Zhuangzi e outros grandes filósofos chineses. Culminou com a recopilação dos chamados cinco clássicos, ou clássicos confucianos, além de outros tratados filosóficos

A obra poética mais importante do período clássico foi o Shijing (Livro das odes ou Clássico da poesia), antologia de poemas compostos em sua maioria entre séculos X e VII a.C. A lenda diz que foi o próprio Confúcio quem seleccionou e editou os 305 poemas que formam a obra. Trata-se de poemas simples e realistas da vida camponesa e cortesã.

O estilo aristocrático ou cortesão alcança sua máxima expressão com os poemas de Chu, estado feudal ao sul da China central que foi a terra de Qu Yuan, primeiro grande poeta chinês.

Durante a dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.) as tendências realista e romântica: deram lugar à escolas poéticas. Os versos de Chu foram o começo de um novo gênero literário, o fu, o poema em prosa. Mais tarde, a poesia se enriqueceu com canções populares reunidas por Yüeh-fu, no século II a.C.

Os primeiros trabalhos em prosa formam, junto com o Shijing, os cinco clássicos. São o I Ching (Anais do Chin), livro de adivinhacões; o Shujing (Livro dos documentos), um conjunto de antigos documentos de Estado; o Liji (Memória sobre os ritos), coleção de códigos governamentais e rituais, e o Chunqiu (Anis da primavera), a história do estado de Lu desde 722 até 481 a.C. Do século VI até o III a.C. foram escritas as primeiras grandes obras da filosofia chinesa, como os Analectas de Confucio, aforismos recompilados por seus discípulos; os eloqüentes debates de Mencio, discípulo de Confúcio; o Doodejing (Clássico da forma e sua virtude), atribuído a Lao Tse, fundador do taoísmo, e os ensaios de Zhuangzi, o outro grande filósofo taoísta. Também são importantes os ensaios de Mozi, Xunzi e Han Fei Zi. Sima Qian escreveu o Shiji (Memórias históricas), história da China até a dinastia Han. Os discípulos de Confúcio criaram, as bases da tradição literária da prosa chinesa, adotando uma linguagem literária própria, diferente da linguagem falada.

3 ÉPOCA MEDIEVAL

Do século III ao século VII d.C., a China estava dividida em estados rivais, porém com a difusão do budismo vindo da Índia e a invenção de um tipo de imprensa viveu um dos períodos mais brilhantes da história de sua literatura.

Durante os períodos de agitação política, poetas encontraram refúgio e consolo no campo. Alguns eram ermitãos e criaram uma escola de poesia a que chamaram Campo e jardim. Outros escreveram os melhores poemas populares chineses, como os de amor atribuídos a poetisa Tzu-yeh. O melhor poeta destes séculos turbulentos foi Tao Qian, também conhecido por Tao Yuanming, que cantava as alegrias da natureza e da vida solitária.

A melhor poesia chinesa foi escrita durante a dinastia Tang (617-907), da qual se conservam mais de 49.000 poemas escritos por 2.200 poetas. Os três poetas mais famosos foram Wang Wei, filósofo e pintor; Li Po, líder taoísta da escola romântica, e seu amigo e rival Tu Fu, meticuloso em seus esforços para conseguir um realismo preciosista, cuja obra influenciou o poeta Po Chu-i, que utilizava a poesia como um meio para a crítica e a sátira.

Durante a dinastia Song (960-1279), Su Tung-po foi o melhor poeta chinês de tsu (estilo poético que fixa o número de versos e seu comprimento segundo o tom e o ritmo). A poetisa chinesa Li Qingzhao alcançou grande popularidade por seus versos tsu sobre sua viudedad. Han Yu, mestre da prosa Tang, exigia a volta da escrita direta e simples do estilo clássico.

A tradição literária prlongou-se na dinastia Song com Ouyang Xiu, mais conhecido por suas maravilhosas descrições de paisagem. Os engenhosos ensaios de Su Xun são os melhores do estilo clássico.

O teatro propriamente dito não se desenvolveu até o final do período medieval. Na época Tang, os atores já ocupavam um lugar importante entre os artistas populares e se agrupavam em companhias profissionais, que atuavam em teatros construídos para receber milhares de pessoas.

4 ÉPOCA MODERNA

A época moderna começa no século XIII e chega até nossos dias.

No século XIV, a narrativa popular chinesa foi cada vez mais importante. Dois dos primeiros romances desta época, Sanguozhi Yanyi (Histórias romanceadas dos reinos) e Shuihuzhuan (À beira d'água), podem ser considerados a épica em prosa do povo chinês. Cao Xueqin escreveu o romance realista Hongloumeng (Sonho do quarto vermelha).

No século XVII, apareceram numerosas coleções de breves histórias. A mais popular é Jinguqiguan (Contos maravilhosos do passado e do presente), composto de 40 histórias.

No século XX, influenciados pela literatura ocidental, os escritores chineses, guiados por Hu Shi, começaram uma revolução literária conhecida como o renascimento chinês. Intencionavam utilizar a linguagem coloquial com fins literários. Com ensaios e histórias mordazes atacavam a sociedade tradicional, e escritores como Lu Xun (pseudônimo de Zhou Shuren) ajudaram ao avanço da revolução socialista.

Durante os anos da Revolução Cultural (1966-1978) os artistas e escritores se adaptaram as necessidades do povo e a influência burguesa ocidental foi atacada duramente. Desde então tem se permitido uma maior liberdade de expressão, tolerando-se o renovado interesse pelas idéias e as formas ocidentais.

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domingo, 4 de janeiro de 2009

lançamentos

Drogas e Cultura - Novas Perspectivas
444 págs., R$ 40
Vários organizadores. Edufba (r. Barão de Jeremoabo, s/nº, campus de Ondina, CEP 40170-290, Salvador, BA, tel. 0/xx/71/3283-6164).
A obra investiga o uso de substâncias psicoativas como um fenômeno que transcende os âmbitos farmacológico e psicológico e avança no espaço sociocultural.
História de Nossa Senhora em Minas Gerais
320 págs., R$ 49
de Augusto de Lima Júnior. Autêntica/Ed. PUC Minas (r. Pe. Pedro Evangelista, 377, CEP 30535-490, Belo Horizonte, MG, tel. 0/xx/ 31/3319-9904).
Publicado originalmente em 1956, o livro identifica no culto religioso à imagem de Maria um relevante aspecto cultural durante o povoamento e a formação histórica de Minas Gerais.
Tesouro de Meninas
240 págs., R$ 40
de Jeanne Marie Leprince de Beaumont. Trad. Joaquim Ignacio de Frias. Odisséia (r. do Mercado, 17, 11º andar, CEP 20010-120, Rio de Janeiro, RJ, tel. 0/xx/21/2526-6800).
Narrativa infanto-juvenil publicada na França, no século 18, este livro chegou ao Brasil em 1808 com a corte portuguesa, que o utilizava na educação infantil.
Edgar Morin em Foco
256 págs., R$ 38
Alfredo Pena-Vega e Nicole Lapierre (orgs.). Vários tradutores. Cortez (r. Monte Alegre, 1.074, CEP 05014-001, São Paulo, SP, tel. 0/ xx/11/3864-0111).
Reúne 12 textos traduzidos da edição número 82 da revista francesa "Communications" (janeiro de 2008), dedicada ao filósofo e sociólogo francês.
Machado de Assis - Ensaios e Apontamentos Avulsos
224 págs., R$ 50
de Astrojildo Pereira. Fundação Astrojildo Pereira (SDS, edifício Miguel Badya, sala 322, CEP 70394-901, Brasília, DF, tel. 0/xx/ 61/ 3224-2269).
Reedição de ensaios do crítico literário e ativista político Astrojildo Pereira (1890-1965), estudioso da obra de Machado de Assis - a quem conhecera no dia 29 de setembro de 1908, dia em que morreu o escritor fluminense.
O Psicanalista Vai ao Cinema - vol. 2
172 págs., R$ 35
de Sérgio Telles. Casa do Psicólogo (r. Santo Antonio, 1010, CEP 13253-400, Itatiba, SP, tel. 0/ xx/11/4524-6997).
O autor lê o cinema por meio da psicanálise, analisando filmes como "Santiago", do brasileiro João Moreira Salles, "Teorema", do italiano Pier Paolo Pasolini, e "O Pântano", da argentina Lucrécia Martel, entre outros.
A OMC e os Blocos Regionais
520 págs., R$ 113
de Tatiana Lacerda Prazeres. Aduaneiras (r. da Consolação, 77, CEP 01301-000, SP, tel. 0/ xx/11/2126-9200).
O livro explora um tema candente da atualidade: a relação entre o multilateralismo da Organização Mundial do Comércio e o aparecimento dos blocos econômicos regionais.
Cadernos Junguianos
140 págs., R$ 35
Revista Anual da Associação Junguiana do Brasil (r. Deputado Lacerda Franco, 300, conjunto 51, CEP 05418-000, SP, tel. 0/xx/11/ 3030-9315).
Na sua quarta edição, a revista traz artigos sobre a vivência do tempo na terapia, o sonho em pacientes somáticos, o choro e o riso, entre outros temas.
Trans/Form/Ação
224 págs., R$ 20
Revista do Departamento de Filosofia da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp (av. Hygino Muzzi Filho, 737, CEP 17525-900, Marília, SP, tel. 0/xx/14/3402-1306).
A revista aborda questões relativas ao pensamento de Jean-Jacques Rousseau (direito natural, linguagem e música) e Michel Foucault (subjetividade e verdade), entre outros filósofos.
Meios e Audiências
304 págs., R$ 39
Nilda Jacks (coord.). Sulina (av. Osvaldo Aranha, 440, conjunto 101, CEP 90035-190, Porto Alegre, RS, tel. 0/xx/ 51/3311-4082).
Levantamento da produção acadêmica em comunicação social desenvolvida no Brasil, na década de 1990, sobre estudos da recepção, com prefácio do pesquisador espanhol Jesús Martín-Barbero.

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sábado, 3 de janeiro de 2009

Literatura de cordel


Literatura de cordel, upload feito originalmente por Carlos Olimpio - Malino.

"A literatura de cordel é um tipo de poesia popular, originalmente oral, e depois impressa em folhetos rústicos expostos para venda pendurados em cordas ou cordéis, o que deu origem ao nome. São escritos em forma rimada e alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, o mesmo estilo de gravura usado nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola."

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Livros da Bíblia

BÍBLIA JUDAICA BÍBLIA CATÓLICA BÍBLIA PROTESTANTE
A Lei (Torá) O Pentateuco O Pentateuco
Gênesis Gênesis Gênesis
Êxodo Êxodo Êxodo
Levítico Levítico Levítico
Números Números Números
Deuteronômio Deuteronômio Deuteronômio

Profetas (Neviím) Livros Históricos Livros Históricos
Profetas antigos Josué Josué
Josué Juízes Juízes
Juízes Rute Rute
1 Samuel 1 Samuel 1 Samuel
2 Samuel 2 Samuel 2 Samuel
1 Reis 1 Reis 1 Reis
2 Reis 2 Reis 2 Reis
Profetas posteriores 1 Crônicas 1 Crônicas
Isaías 2 Crônicas 2 Crônicas
Jeremías Esdras Esdras
Ezequiel Neemias Neemias
Oséias *Tobias Ester
Joel * Judith
Amós Ester Livros Poéticos
Abdias *1 Macabeus Jó
Jonas *2 Macabeus Salmos
Miquéias Provérbios Eclesiastes
Naum Cântico dos Cânticos
Habacuc Livros da Sabedoria
Sofonias Jó Livros Proféticos
Ageu Salmos Isaías
Zacarias Provérbios Jeremias
Malaquias Eclesiastes Ezequiel
* Sabedoria Cântico dos Cânticos Oséias
Lamentações Joel
Hagiográficos (Ketuvim) * Eclesiástico (Sirá ou Sirac) Amós
Salmos Daniel Abdias
Provérbios Jonas
Jó Livros Proféticos Miquéias
Cântico dos Cânticos Isaías Naum
Rute Jeremias Habacuc
Lamentações Lamentações Sofonias
Eclesiastes *Baruc Ageu
Ester Ezequiel Zacarias
Daniel Daniel Malaquias
Esdras Oséias -
Neemias Joel -
1 Crônicas Amós -
2 Crônicas Abdias -
- Jonas -
- Miquéias -
- Naum -
- Habacuc -
- Sofonias -
- Ageu -
- Zacarias -
- Malaquias -

NOVO TESTAMENTO
Mateus Efésios Hebreus
Marcos Filipenses São Tiago
Lucas Colossenses 1 Pedro
João 1 Tessalonicenses 2 Pedro
Atos dos Apóstolos 2 Tessalonicenses 1 João
Romanos 1 Timóteo 2 João
1 Coríntios 2 Timóteo 3 João
2 Coríntios Tito Judas
Gálatas Filêmon Apocalipse

LIVROS DEUTEROCANÔNICOS
Os seguintes livros, que aparecem como apêndices em algumas Bíblias protestantes, não são reconhecidos como canônicos pelos protestantes. Alguns estão incluídos na Bíblia católica. Esses livros, chamados Deuterocanônicos pelos católicos, aparecem marcados com um asterisco na tabela a seguir e na correspondente ao Antigo Testamento, mostrada acima. As diferenças no nome e na posição dos livros na versão católica aparecem entre parênteses.
1 Esdras *Baruc, com a carta de Jeremias (Baruc)
2 Esdras *Cântico dos três jovens (Daniel 3:24-90)
*Tobias *Susana (Daniel 13)
*Judith *Bel e o dragão (Daniel 14)
*Adições ao Livro de Ester (Ester 10:4-10) Sermão de Manasés
*Sabedoria de Salomão (Sabedoria) *1 Macabeus
*Eclesiástico (Sirá ou Sirac) *2 Macabeus

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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Biblioteca Nacional de Lisboa
Biblioteca Nacional de Lisboa
1 INTRODUÇÃO

Biblioteca Nacional de Lisboa, instituição assim batizada em 1836. Desde a primeira metade do século XV, foi criada uma livraria no palácio dos reis de Portugal. Tem-se notícia de que Duarte I (1431-1438) constituiu uma valiosa biblioteca, onde, através do respectivo inventário, sabe-se que existiam duas versões do Livro das Maravilhas de Marco Polo, uma em latim e uma tradução em língua portuguesa.

Nos reinados seguintes da dinastia de Avis, particularmente no de Manuel I (1495-1521), a livraria real foi enriquecida com a aquisição de soberbos exemplares. No decurso da Monarquia Hispânica (1580-1640), a ausência permanente dos Áustrias levou a que muitas preciosidades fossem transferidas para Espanha e a livraria do Paço da Ribeira ficasse no abandono. Após a Restauração (ver Restauração em Portugal), João IV (1640-1656), grande bibliófilo e musicólogo, procurou, apesar das terríveis dificuldades militares, diplomáticas e financeiras com que se deparou, refazer a biblioteca real, mandando transferir para Lisboa a preciosa biblioteca do Paço Ducal de Vila Viçosa, formada, durante séculos, pela Casa de Bragança e, em especial, pelo Restaurador, que possuía uma valiosa coleção de partituras musicais.

Apesar da constituição da rica Biblioteca do Convento de Mafra e do melhoramento da Biblioteca da Universidade de Coimbra, seus sucessores, em particular João V (1706-1750), deram prosseguimento à política de enriquecimento da Biblioteca Real, dotando-a de exemplares preciosos, adquiridos em diversos países da Europa. No entanto, todos os esforços empreendidos pelos monarcas bragantinos foram destruídos pelo terremoto, seguido de incêndio, que, a 1º de novembro de 1755, arrasou parcialmente a capital do reino e, em particular, o Paço da Ribeira.

2 RECONSTRUÇÃO

José I (1750-1777) empreendeu a penosa tarefa de reconstruir a Livraria Real, adquirindo algumas valiosas bibliotecas particulares, incorporando a biblioteca do extinto Colégio dos Jesuítas de Todos-os-Santos (Ponta Delgada, Açores) e recebendo algumas valiosas doações, especialmente a da grande biblioteca pessoal do bibliógrafo Diogo Barbosa Machado. No entanto, coube ao iluminista Frei Manuel do Cenáculo Vilas-Boas, bispo de Beja e antigo Presidente da Real Mesa Censória, o desenvolvimento de esforços conducentes à fundação de uma biblioteca pública em Lisboa, projeto que já merecera a concordância do marquês de Pombal. Sensibilizados os círculos governativos, Maria I (1777-1816) criou, por alvará de 29 de fevereiro de 1796, a Real Biblioteca Pública da Corte, instalada no espaço anteriormente ocupado pela censura régia em um edifício da Praça do Comércio. A nova instituição herdava a biblioteca da Real Mesa Censória, que, por seu turno, havia absorvido as livrarias da extinta Academia Real da História Portuguesa, bem como o saldo do confisco de vários colégios jesuítas, além de um intensivo programa de aquisições efetuado por Cenáculo com verbas do subsídio literário, instituído por iniciativa do marquês de Pombal, de quem, aliás, o mesmo fora íntimo colaborador.

3 NOVO ESTABELECIMENTO

Com a nomeação do doutor António Ribeiro dos Santos (1796-1816), deu-se início à estruturação do novo estabelecimento cultural, à organização dos catálogos e, ainda, a um importante programa de compras, especialmente da Bíblia de Cervera (manuscrito hebraico do século XIII), da Bíblia de Gutenberg, da biblioteca de D. José Pessanha, da colecção Bodoni, do monetário Fontenelle, além de espécies adquiridas em leilões ou doações particularmente valiosas, como as que fizeram os clérigos teatinos, D. Tomás Caetano de Bem, o próprio Cenáculo e Ribeiro dos Santos. Apesar das convulsões provocadas pelas invasões francesas (1806-1812) e pela guerra civil (1829-1834), o diretor de então da biblioteca (1816-1834), monsenhor Ferreira Gordo, conseguiu preservar o essencial do seu já valioso patrimônio, apesar de ter sido obrigado, após o regresso da corte (1821), a transferir uma parte do seu acervo para a Biblioteca Real instalada no Palácio da Ajuda. Isto porque uma parte do conteúdo da livraria régia havia sido transferido para o Brasil, dando origem à Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro e à Biblioteca Pública da Bahia.

4 A BIBLIOTECA NACIONAL

Com a vitória liberal e a subseqüente extinção das ordens religiosas, a Biblioteca Pública foi transferida para o antigo Convento de São Francisco da Cidade (1836), recebendo numerosas livrarias de conventos extintos, particularmente de Ribatejo, Alentejo, Estremadura e Algarve. Assim, entraram no acervo da agora rebatizada Biblioteca Nacional de Lisboa valiosas espécies manuscritas e impressas, destacando-se a famosa Livraria do Mosteiro de Alcobaça com obras dos séculos XIII a XIX.

Só muito lentamente a instituição conseguiu absorver uma tão vultuosa incorporação, adquirindo, ainda, por compra ou doação, diversos arquivos e bibliotecas particulares, em que assumem particular relevo as de dom Francisco de Melo Manuel, de Cipriano Ribeiro Freire e de Costa Lobo, a Camoniana de Tomás Norton e o arquivo da família do marquês de Pombal (Coleção Pombalina).

Com a implantação da República (1910; ver Republicanismo em Portugal), a instituição foi enriquecida com as bibliotecas das congregações religiosas extintas, sublinhando-se a Livraria do Convento do Varatojo e a do Colégio de Campolide, além de doações como a de Fialho de Almeida, aquisições várias, com relevo para o Cancioneiro Colocci-Brancuti e a biblioteca de Brito Aranha, sobretudo no fértil período de direção de Jaime Cortesão (1919-1927), que, com o apoio de Raúl Proença, implementou uma importante reforma da casa, modernizou as regras de biblioteconomia, criou um serviço de publicações e editou os Anais das Bibliotecas e Arquivos, promovendo, ainda, com António Sérgio, o famoso Grupo da Biblioteca.

5 LETARGIA E RECUPERAÇÃO

Na vigência da ditadura militar e do Estado Novo, a Biblioteca conheceu um longo período de letargia, sofrendo até algumas dolorosas depredações. Estas contribuíram para se fazer sentir a necessidade de profundas reformas, que passavam pela construção de novas instalações. Sob a direção de Manuel dos Santos Estevens (1951-1974), adotou-se a CDU (Classificação Decimal Universal) e foi planejado um moderno e funcional edifício, concluído em 1969.

Efetuada a transferência e ultrapassadas as seqüelas da Revolução dos Cravos (1974), foram criadas novas seções, e, a partir da direção de João Palma-Ferreira (1980-1983), a biblioteca encontrou um novo dinamismo. Efetuou-se uma profunda reestruturação, promoveu-se uma série de publicações e efetuaram-se importantes aquisições (Coleção Erasmiana de Pina Martins e doação Brito Rato).

Com Manuel Villaverde Cabral (1985-1990), a biblioteca entrou na era da informatização, com a criação da PORBASE (Base Nacional de Dados Bibliográficos), catálogo coletivo em linha que já abrange mais de uma centena de bibliotecas nacionais, encontrando-se disponível, através da Internet, 24 horas por dia. Novas e importantes aquisições têm sido promovidas pelas sucessivas direções, destacando-se a incorporação da Livraria Duarte de Sousa.

Atualmente, dispõe das seguintes seções de leitura: Geral, Periódicos, Reservados (manuscritos e impressos), Iconografia, Cartografia, Música, Especial (para deficientes visuais), arquivos Histórico, de Família (Andrade Corvo, Casa Pombal, condes de Resende e de Tarouca, entre outros) e de Cultura Portuguesa Contemporânea (mais de 50 espólios de autores portugueses, entre os quais sobressaem os de Eça de Queirós, Fernando Pessoa, Florbela Espanca e Vitorino Nemésio). Dispõe de um patrimônio superior a 3 milhões de exemplares. Seu endereço na Internet é http://www.biblioteca-nacional.pt.





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