sexta-feira, 31 de outubro de 2008

beterraba (600x800)


beterraba., upload feito originalmente por outsuka.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Teste do Juicer Walita

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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Cenoura

Cenoura é o nome de uma planta e de sua raiz, originária da Eurásia e do norte da África. A variedade silvestre forma uma raiz dura e lenhosa, imprópria para o consumo. A cultivada é, ao contrário, uma hortaliça muito apreciada. A cor alaranjada da raiz deve-se ao corante chamado caroteno.

Classificação científica: família das Umbelíferas, espécie Daucus carota. As formas cultivadas derivam de Daucus carota, variedade sativa.

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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Letra: Anima - Milton Nascimento

Lapidar minha procura toda trama
Lapidar o que o coração com toda inspiração
Achou de nomear gritando... alma
Recriar cada momento belo já vivido e mais,
Atravessar fronteiras do amanhecer,
E ao entardecer olhar com calma e então
Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida tira a mancha que há no meu ser
Te quero ver, te quero ser
Alma
Viajar nessa procura toda de me lapidar nesse momento agora
De me reciar, de me gratificar de custo alma, eu sei
Casa aberta onde mora o mestre, o mago da luz, onde se encontra o templo
Que inventa a cor animará o amor onde se esquece a paz
Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida todo afeto que há no meu serte quero ver, te quero ser
Alma.

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segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Dica: MICHEL LEGRAND

Se os nomes de Nino Rota e Ennio Morricone vêm logo à mente quando se fala em trilhas sonoras de fitas italianas, Michel Legrand traz lembrança similar em relação à cinematografia francesa. Afinal, são dele as melodias que embalam Uma Mulher É uma Mulher (1961), de Jean-Luc Godard, e Os Guarda-Chuvas do Amor (1964), de Jacques Demy, entre outras 182 produções para o cinema e a TV.

Com três Oscar na estante, o compositor e pianista parisiense de 76 anos exibe sua refinada verve jazzística na terça (28) em quinze canções. Um dos temas, Papa, Can You Hear Me?, incluído no filme Yentl (1983), aparece na forma de dueto entre Legrand e a cantora paulistana Patty Ascher, que faz o show de abertura da noite. A harpista Catherine Michel, mulher do músico, é outra presença no palco do Via Funchal, ao lado de Jorge Helder (baixo) e Kiko Freitas (bateria).

Livre. Via Funchal (3 071 lugares). Rua Funchal, 65, Vila Olímpia,
3188-4148. Terça (28), 21h30.

R$ 100,00 a R$ 400,00. Bilheteria: 12h/22h (seg.); a partir das 12h (ter.).
Cc.: todos. Cd.: C e V. Estac. c/manobr. (R$ 20,00).

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domingo, 26 de outubro de 2008

Cidades Brasileiras: João Molevade/MG


João Molevade, upload feito originalmente por jairo nunes.

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sábado, 25 de outubro de 2008

Receptor USB tem alta definição

Aliado a um monitor grande, dispositivo da PixelView pode transformar o computador em televisão
A grande vantagem do receptor de televisão digital PlayTV USB SBTVD, da PixelView, é sua capacidade de receber as imagens das emissoras em alta definição, ou Full Seg -a maioria dos receptores à venda no país segue o padrão 1Seg, que, desenvolvido para celulares e outros dispositivos portáveis, tem resolução muito baixa.
O preço sugerido, de R$ 299, é competitivo em relação aos dos dispositivos USB que exibem apenas imagens em baixa qualidade.
Aliado a um monitor wide- screen (formato retangular acentuado) de 19 ou mais polegadas, o PlayTV USB SBTVD pode transformar seu computador em um bom substituto de um televisor de LCD.
Requisitos
Para que a exibição da imagem tenha fluidez, é fundamental observar antes se o seu micro atende às exigências mínimas do receptor: processador Intel Core 2 Duo, 512 Mbytes de memória, 1 Gbyte de espaço livre no disco rígido, drive de CD-ROM, uma porta USB 2.0, DirectX 9.0C ou maior e sistema operacional Windows XP ou Vista -não há suporte para Mac OS X nem para Linux.
O PlayTV USB SBTVD tem aparência semelhante à de um pendrive, mas é bem mais corpulento -por isso, pode obstruir portas USB vizinhas.
Além do próprio dispositivo USB, há uma pequena antena de aproximadamente 16 cm.
A qualidade da imagem em alta definição é muito boa, mas a Folha teve dificuldades para captar o sinal nessa qualidade em algumas regiões da cidade de São Paulo -segundo o fabricante, quando isso acontece, pode ser necessário comprar uma antena ativa.
O kit inclui um controle remoto bastante compacto e com boa quantidade de funções, que torna a experiência de uso mais próxima àquela com uma televisão convencional.
Programa confuso
Um ponto fraco é o software incluído no pacote, chamado Presto! PVR HD, para gerenciar a exibição no computador. Confuso e pouco intuitivo, ele esconde em botões esquisitos e menus distantes funções simples. Com o tempo, porém, dá para se habituar à sua interface.
Os vídeos gravados ficam no obscuro formato NTX, que só pode ser aberto no próprio Presto -não há uma forma fácil de converter o vídeo para AVI ou transferi-lo para o YouTube, por exemplo.
Há ainda a possibilidade de programar a gravação de um determinado programa de acordo com a grade da emissora, função que se comportou adequadamente nos testes.

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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Problemas de Psicologia Genética

Jean Piaget
(...)
"Mas é no terreno genético que procuramos evidenciar o papel das pré-inferências perceptivas. Apresentamos, por exemplo, a uma criança, durante um espaço de tempo curto, duas fileiras paralelas de quatro fichas, uma fileira estando mais espaçada que a outra: a criança terá então a impressão que a fileira maior é mais numerosa. Em seguida lhe
mostramos as duas mesmas fileiras, mas tais que os elementos de uma estejam ligados aos da outra por traços introduzindo assim uma ligação material de caráter seja biunívoco (I), ou não o seja (II): nesse último caso, o primeiro elemento da primeira fileira é ligado por dois traços a dois elementos distintos da segunda fileira, o segundo e o terceiro
elementos da primeira fileira estão ligados por um único traço aos elementos 3 e 4 da segunda e o elemento 4 da primeira permanece sem ligação. As crianças menores não possuindo o esquema da correspondência biunívoca, percebem uma desigualdade de fichas na figura provida de traços (I) como na figura sem traços. Num segundo nível de desenvolvimento, a criança percebe, pelo contrário, a igualdade em I (mas não a percebe sem os traços); ela a percebe também em II, se contentando então com uma ligação global e não mais biunívoca. Num terceiro nível, ela percebe a igualdade em I, mas não em II. Num quarto nível, ela a percebe novamente em II, dissociando então a percepção das
fichas da percepção dos traços. Tal experiência mostra pois que os mesmos dados materiais são percebidos diferentemente segundo os esquemas que o indivíduo dispõe. A aplicacão desses esquemas ao dado atual supõe então a intervenção de elementos não atuais na percepção e por conseguinte em inferências (digamos mais certamente em
pré-inferências inconscientes) a partir desses elementos, pré-inferências necessárias para conferir alguma significação aos dados atuais." (...)


PIAGET, Jean. Problemas de Psicologia Genética. São Paulo, Abril Cultural, 1978, pág. 257

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Existencialismo

Termo usado para designar a filosofia de pensadores que se preocupam com a existência finita do homem no mundo, descartando questões metafísicas como a imortalidade e a transcendência. Como é aplicado a filósofos muito diferentes, há quem negue sua existência como escola de pensamento. Os nomes mais identificados com o existencialismo
são os dos franceses Jean-Paul Sartre e Maurice Merleau-Ponty (1908-1961). É um movimento do século XX, mas tem fortes raízes na obra de filósofos do século XIX, como Sören Kierkegaard (1813-1855) e Nietzsche.
Os existencialistas rejeitam o princípio do cartesianismo de que o homem existe porque pensa. Para eles, o ser humano pensa porque existe. A consciência, para os existencialistas, não antecede a experiência. Ela é parte da existência, que, por sua vez, é construída com a vivência, o contato com outras pessoas e objetos. O próprio homem cria essa existência em função de seus sentimentos, desejos e, principalmente, de suas ações. Ele se forma a partir de suas escolhas.Por isso, os existencialistas prezam a liberdade e a responsabilidade e rejeitam o conformismo. Para eles, essa posição estende-se à política. Depois da II Guerra Mundial, o movimento influencia a literatura.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Elis Regina - Entrevista concedida a Veja (25/10/1978), durante a temporada do show Transversal do Tempo.

Veja - Como foi que sua experiência no engarrafamento se transformou num espetáculo?
ELIS - Eu tinha um contrato assinado com o Teatro Leopoldina em Porto Alegre. E, entre fazer um recital, um concerto simplesmente, preferi chamar algumas pessoas para dirigir, iluminar e coisas do tipo. Aí foram surgindo idéias. Aquele engarrafamento me deixou uma impressão muita forte, principalmente porque eu estava grávida e me senti indefesa naquela hora. Tinha helicópteros de um lado, cavalos de outro, gente correndo por todos os lados. E eu estava ali, sem ter escolhido isso. Estava fechada dentro de um táxi, com medo, sem poder falar com o chofer, porque você nunca sabe com quem você anda, e o Ubaldo tomou conta de mim. A analogia veio depois, porque na hora você faz a fotografia, a ampliação vem depois. Quer dizer, assisti, ao vivo, a falta de respeito que está solta pelo ar. A falta de respeito existe para com o rio, a pessoa, a árvore, o passarinho. Esse desrespeito, na verdade, criou uma situação de impasse. Você sabe que o sinal de trânsito só vai ser aberto quando o guarda resolver abrir. Enquanto isso, você está dentro de um
táxi e tudo acontecendo. Você imagina saídas, mas o sinal não abriu, o que podemos fazer? Ficamos sentados dentro de um táxi, numa transversal do tempo, esperando. Não te perguntam nada, não te pedem opinião.


* Transversal do Tempo estreou em Porto Alegre, seguindo depois para Lisboa, Roma, Milão, Paris, Barcelona, Rio de Janeiro, Fortaleza, Recife, Salvador,
Belo Horizonte e Curitiba. Roteiro e direção: Maurício Tapajós e Aldir Blanc. Cenários e figurinos: Melo Menezes. Direção musical: César Camargo Mariano.


Veja - Isso tudo está jogado no espetáculo?
ELIS - Está dentro do espetáculo. A angústia, a claustrofobia e também as várias fugas. A alienação que pode vir através dos embalos de qualquer dia da semana. Na realidade, não é um espetáculo feito para dançar. Alerto que os bailantes se sentirão muito agredidos, portanto não me cobrem. Se quiserem assistir, já estou avisando antes. Também não estou dizendo que todo espetáculo deva ser assim e também não quero dizer que todos os outros farei desta forma. Mas eu peço desculpas, usando as palavras do Vitor Martins: Me perdoem, os dias são assim. A partir do momento em que resolvi que minha arte deve ter ligação com a realidade em que vivo, mínima que seja, lamento imensamente a cara amarrada, a falta de espaço, a falta de amigos. Também não fui
preparada para isso, é o que me está sendo dado para digerir. Gostaria que fosse diferente. Mas também, como a maioria das pessoas, estou esperando o guarda acionar a mudança de cor no sinal. Enquanto isso, eu canto um sinal de alerta.


Veja - Esse sinal de alerta pretende exatamente o quê?
ELIS - Mostrar o momento político de impasse em que vivemos e o resultado dos momentos políticos que nos trouxeram a esse impasse. O partido político com o qual você conta para ser de oposição arregla e 41 saem da sala, se escondem debaixo do tapete ou no banheiro, só pode ser. Isso é uma porcaria quando você está nas portas do 15 de novembro e tem que votar nesse partido de novo. Agora, vai votar no outro? Não, vota nesse e continua tudo na mesma. Esse é o impasse, a falta de escolha, a falta de espaço, de ar, de confiança, de relaxo.


Veja - Você acha que depois do Falso Brilhante não havia condições de apresentar um simples recital?
ELIS - O artista não pode aceitar, em hipótese alguma, a rotulação de fora para dentro, quer dizer, toda e qualquer ação de cima para baixo tem que ser, imagino, rechaçada. Eu não posso, de nenhuma maneira, me sentir coagida. Porque, se eu começar a aceitar esse tipo de imposição de fora para dentro, eu estarei aceitando o rolo compressor. E me parece que várias áreas da nossa sociedade brigam hoje em dia, justamente, para não aceitar o rolo compressor.


Veja - Estaria aí a explicação para as diversas fases de sua carreira?
ELIS - Acho que sim. E também explica a precipitação de uma série de pessoas que não permitem ao ser humano desenvolver-se naturalmente. Existe uma série de lacunas que precisam ser preenchidas. Então, quem tiver disponibilidade para carregar o fardo, vai ser usado, na medida em que ele deixa ser usado. Eu falo isso porque quando pintei tinha 20 anos e sequer quiseram me permitir, num determinado momento, fazer as estripulias normais de uma adolescente. Já começaram jogando nas minhas costas uma sobrecarga violentíssima, que talvez eu tivesse condições de arcar com ela agora, aos 33. Foi uma violência, mas se foi cometida, eu permiti. No final das contas, uma mão lava a outra. E as diversas fases pelas quais fui passando determinaram-se, evidentemente, por um processo de amadurecimento e também por sufocos momentâneos. Parti do princípio de que uma cabeça conturbada não consegue organizar atos lúcidos. Então, acho que agindo, agitando, sentindo capacidade para desenvolver, criar, retomar e iniciar uma série de coisas, não é possível fazer julgamentos. Julgar uma pessoa de 33 anos chega mais ou menos na raia do ridículo. Eu ouvi pessoas dizendo que o Chico Buarque já era, quando ele tinha 25 anos de idade. A verdade é que, naquele momento, o que interessava era outro tipo de manifestação musical que estava pintando no país. E, no entanto, temos aí o Chico Buarque quase entronizado, a figura de nosso segundo patriarca.


Veja - Em termos de postura artística, de escolha de repertório, no que exatamente o tal rolo compressor chegou a você?
ELIS - Teve uma fase infantil, ou juvenil, eminentemente romântica. Foi quando cheguei ao Rio de Janeiro e comecei a cantar músicas que se pareciam muito com o que eu ouvia na aula do professor Jorge, o zorro vingador dos meus 18 anos. E, como toda pessoa que está saindo da escola, não participando de nada efetivamente, não lançando profundidade em nada, acaba se tornando superficial. Eu achava que era correto porque assim eu tinha ouvido e batia com meu conceito de justiça. Mas era muito romântico.

Veja - Foi uma fase mais emotiva do que verdadeira.
ELIS - Exato. Depois, evidentemente entrou uma coisa que me chamou muita a atenção, que foi a paixão pelo som da minha voz. Quer dizer, uma pessoa estrábica, baixinha, gordinha, pobre, tudo ao contrário, de repente vira a cinderela. E cinderela mesmo, com abóbora à meia-noite e fada madrinha  que era a TV Record, o Fino da Bossa. Mas as pessoas não dão tempo nem desculpam a infantilidade. Isso realmente é uma pobreza. Eu me vi, de uma hora para outra, na sala com o príncipe e podia até ser que o sapatinho de cristal coubesse no meu pé. E uma certa bronca que tenho é que não me deram nem tempo para curtir este barato. Começou uma polêmica em torno de minha pessoa com falatórios sobre coisas que eu realmente tinha feito e outras que
diziam que eu havia feito. E então confundiu, embolou o meio de campo e até organizar tudo de novo demorou uns cinco, seis anos. Se a pressão não fosse tão forte, talvez eu tivesse passado por essa fase não cinco anos, mas um ano e meio.


Veja - No final das contas, a sua fase de deslumbre durou mais do que devia?
ELIS - As pessoas muito jovens, quando se sentem pressionadas demais, parece que fazem questão de reincidir no erro, para mostrar que elas é que estão certas. E foi assim não só com a minha carreira, mas com minha vida pessoal também. Até que eu fiquei grande, virei mãe, cresci. Já não tinha mais mãe, eu era a mãe. Aí voltei a me dar o direito de administrar minha vida e fazer dela o que bem entendesse, desde dormir com quem quisesse até trabalhar com quem resolvesse. E até mais recentemente eu me mandar profissionalmente, eu ser meu próprio patrão. Acho que esse processo, mesmo lento, é uma chance que deveria ser dada a toda e qualquer pessoa. Porque, afinal, quem não deu as suas mancadas?


Veja - Você considera um erro, então, a sua fase perfeccionista, quando muitos te acusavam de ser uma cantora técnica e fria?
ELIS - Durante um certo tempo eu achava que havia um certo exagero por parte das pessoas. De uns tempos para cá - inclusive por causa da constante reafirmação dessa fase tecnicista -, eu fui dar uma ouvida nos discos que gravei nessa época. Era uma questão de me confrontar comigo mesma e saber onde estava a sementinha que gerou tudo. Confesso que 80% do que fiz, eu refaria de uma forma completamente diversa. Não sei se estava errado porque eu estava errada, ou porque hoje estou completamente diferente, minha cabeça mudou estupidamente de dois anos para cá. Objetivamente, acho que a
crítica existe e não é infundada. Agora, o que determinou, eu também não estou mais a fim de saber, porque estou vivendo em 1978 e faz muito tempo que chutei a análise para escanteio.


Veja - Não seria, no caso, uma supervalorização da técnica de cantar, de se apresentar, onde a sua antiga emoção deixou de existir?
ELIS - Talvez a emoção estivesse motivo. Talvez, se ela saísse, seria algo tão massacrante para mim que a saída foi correr, fugir da raia. Agora, técnica de cantar eu tenho e vou morrer tendo. Hoje talvez eu esteja muito mais tranqüila em relação ao passado e mesmo ao presente, para poder até controlar o grau de emoção que posso soltar, para não me machucar. Você não pode ser uma Joana D’Arc todos os dias porque acaba realmente queimada. O que consegui com o tempo foi não bloquear a emoção, deixar que ela venha, mas não ser a Joana D’Arc, não ter pena de mim. Eu sou uma profissional, quando estou no palco represento de verdade, mas sei que estou apenas representando. Quem me ensinou isso foi o Ademar Guerra, ele explicou até onde
podemos ir para chegar na emoção e o que fazer para que a emoção continue presente diariamente. Mas que você tenha consciência de que está representando e não se mate todos os dias. Todo mundo precisa de técnicas para viver. O que tenho na garganta é um instrumento. Se o pianista precisa estudar anos a fio para executar seu instrumento, por que eu não tenho que estudar também para usar minha garganta, ou saber usar o microfone que é o meu instrumento auxiliar, que amplia minha voz? O problema é que existe muita fantasia em torno da minha profissão. É muito paetê, muita lantejoula, mas no fundo esse é o verdadeiro falso brilhante. É mentira tudo o que cerca a minha atividade. Eu como igual a todo mundo, durmo, gosto de ser elogiada, quando sou criticada fico ressentida, mas vou procurar depois saber o que aconteceu. Só que eu dou capa de revista e outros não dão.


Veja - Essa guinada na sua vida, há dois anos, se explica no espetáculo Falso Brilhante?
ELIS - Não, o Falso Brilhante foi a eclosão de uma guinada que começou há seis anos. Foi mais ou menos como um quebra-cabeças, juntando pecinhas. E o problema todo era reconstruir esse quebra-cabeças. A conclusão foi enfim o espetáculo, mas também não foi uma explosão para ser aquela e acabar. Estou dizendo que estou viva, quero fazer minhas coisas, continuar não aceitando a rotulação de fora para dentro, de cima para baixo. E vou continuar a vida inteira de camicaze por uma questão de temperamento. É isso que me faz ficar de pé, me instiga, me põe em questionamento eternamente.


Veja - Esse seu comportamento está colocado em Transversal do Tempo e tem recebido algumas críticas. Chegaram a dizer que o show tem um tom panfletário.
ELIS - Panfletário porque o dom da contestação é propriedade privada de uns três ou quatro no país. Disseram também que o show falava de coisas passadas, que aconteceram em 1968. Agora, eu não tenho culpa se essa pessoa está vivendo num bairro em que não acontecem coisas que estão acontecendo no meu. Estou vendo. Vi no Recife, em Belo Horizonte, Salvador, Curitiba. Será então que só eu estou vendo? Então os jornais estão mentindo todos as dias. O que você pode discutir é a necessidade ou não de uma pessoa fazer um espetáculo desse tipo. Aí eu pergunto: dá licença de eu achar que sim? Eu sou assim, não fui sempre, fiquei. Azar o meu. Agora, otimista eu continuo sempre.


Veja - Foi a propósito desta postura que se acabou ressuscitando o fato de você ter se apresentado nas Olimpíadas do Exército em 1969.
ELIS - Eu cantei nessas Olimpíadas e o pessoal da Globo todo também participou. Todos foram obrigados a fazer. E você vai dizer que não? Eu tinha exemplos muito recentes de pessoas que disseram não e se lascaram, então eu disse sim. Quando apareceu isso eu procurei o Aldir Blanc e disse: Poxa, que sacanagem. E ele falou: Você cedeu como cederam os 90 milhões. Agora, é fácil acusar. Quero saber o que essa pessoa estava fazendo quando eu estava cantando nas Olimpíadas. E tem mais, numa situação excepcional, idêntica, eu não sei se faria de novo. Porque eu morro de medo. Faço todos os espetáculos me borrando de medo todos os dias. Faço, mas com medo. E se mandar parar eu paro, porque medo eu tenho.

Veja - Outra acusação que geralmente fazem à sua pessoa é de ser geniosa, temperamental. É verdade?
ELIS - Acho isso uma grande irresponsabilidade. Irresponsabilidade em relação ao tipo de informação que você passa adiante sobre uma certa pessoa. O tipo de mentalidade e imagem, conceito que está criando a respeito de uma pessoa. Como é que eu posso dizer, por exemplo, que o Jair Rodrigues é um cara que toda vez que canta faz de uma única maneira, se faz oito anos que não trabalho com ele? Como é que você pode dizer que uma pessoa é alguma coisa? Digo isso porque as pessoas que costumam fazer este tipo de crítica não me vêem há muito tempo. As pessoas não dão chance a ninguém de se modificar, de evoluir, de regredir. Porque no dia em que ela tiver que reorganizar o seu fichário na pasta ou no compartimento Elis Regina, vai dar muito
trabalho. Eu não tenho a menor intenção de ser simpática a algumas pessoas. Me furtam o direito inclusive de escolher. Sou obrigada a aceitar quem passar pela minha frente. Me tomam por quem? Uma imbecil? Então eu não tenho gosto, não tenho preferência, não tenho padrões, modelos, nada disso? Sou algo que se molda do jeitinho que se quer? Isso é o que todos queriam, na realidade. Mas não vão conseguir, porque quando descobrirem que estou verde, já estarei amarela. Eu sou do contra. Não vai me dirigir não. Decifra-me ou devoro-te? Não vai me devorar e nem me decifrar, nunca. Eu sou a esfinge,
e daí? Nesse narcisismo generalizado, me dá licença de eu ser narciso um pouquinho comigo mesma? De fazer comigo o que bem entender, ser amiga de quem quiser, de levar para minha casa as pessoas de quem eu gosto? Qual é a faceta que estou mostrando pra você? A de uma profissional de música e ponto final. Porque bem poucas pessoas vão conhecer a minha casa. Sou a Elis Regina de Carvalho Costa que poucas pessoas vão morrer conhecendo.

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terça-feira, 21 de outubro de 2008

Aconteceu há 40 Anos Atrás


21.Out.1968

A nave espacial Apolo 7 completa 163 órbitas em torno da Terra, sendo recuperada no Atlântico.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Como se desenvolve a cárie?

 

Ela é causada por bactérias que produzem ácidos capazes de corroer o dente, formando um pequeno buraco. O desenvolvimento da cárie leva de algumas semanas até vários meses, mas a dor só aparece quando a "escavação" se aproxima da polpa do dente, um conjunto sensível de nervos e vasos sanguíneos. O "prato" preferido das bactérias é o açúcar refinado e, como o produto virou ingrediente básico da alimentação moderna, as cáries nos últimos séculos se tornaram uma verdadeira praga para a humanidade. "Até alguns anos atrás, as pessoas já usavam dentadura aos 40 anos. Só com os novos tratamentos, passou a ser possível manter os dentes por toda a vida", diz o odontologista Pedro Duarte, da Universidade Paulista (Unip) e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para evitar o problema, a dica mais importante é escovar os dentes no mínimo duas vezes por dia, sendo o ideal mesmo fazer essa limpeza após comer qualquer alimento.

É fundamental caprichar principalmente na escovação noturna, pois as bactérias são mais ativas à noite, quando a salivação, que ajuda na limpeza, é menos intensa. Passar fio dental também é indispensável, já que ajuda a evitar cárie entre os dentes e a prevenir problemas de gengiva. Fora isso, é preciso visitar o dentista pelo menos duas vezes por ano para fazer a limpeza da boca e a aplicação de flúor. Vale lembrar que a infância é a fase mais delicada para a formação dos dentes. Nesse período, o flúor, que está presente na água encanada, é muito importante. Por outro lado, é bom evitar adoçar a mamadeira com açúcar ou dar mel para a criança na chupeta, o que pode causar a "cárie de mamadeira", que é dolorosa e fulminante. Também na infância, deve-se tomar cuidado com certos antibióticos, como a tetraciclina, que prejudicam a dentição.

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domingo, 19 de outubro de 2008

Principais Obras de Samuel Beckett

Principais obras de Samuel Beckett
Principais obras de Samuel Beckett
TÍTULO ANO GÊNERO
Proust 1931 Ensaio
Echo’s Bones 1935 Poesia
Murphy 1 1938 Romance
Malone morre 1 1951 Romance
Molloy 1 1951 Romance
Esperando Godot 1952 Peça
O inominável 1953 Romance
Jogo final 1957 Peça
A última gravação de Krapp 1958 Peça
Dias felizes 1961 Peça
1 Romance que faz parte de uma trilogia

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sábado, 18 de outubro de 2008

Humorografia

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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Integralismo

Integralismo é a corrente político-ideológica brasileira constituída a partir da década de 1920, tendo seu apogeu na década seguinte. Seu principal teórico foi o político e pensador Plínio Salgado.

Os integralistas defendiam um nacionalismo radical e o fortalecimento do poder do estado, sob o lema "Deus, Pátria e Família". Nos anos 1930, inspirados, sobretudo, na Itália fascista, criaram um partido político, a Ação Integralista Brasileira, com o objetivo de chegar ao poder pelo voto.

Preteridos por Getúlio Vargas, que estabeleceu a ditadura do Estado Novo, em 1937, tentaram tomar o poder, em 1938, mediante um golpe de estado, sendo derrotados.


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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Cerimônia do Chá

INTRODUÇÃO

A Cerimônia do chá é um tradicional ritual  japonês, ao mesmo tempo estético, religioso e filosófico que consiste em servir chá aos convidados. A cerimônia do chá  chado, a via do chá ou chanoyu (água quente para o chá)  só existe no Japão e ocupa um lugar importante na arte local sendo, às vezes, tida como a quintessência da identidade nacional japonesa.


HISTÓRICO

No século VIII, o chá foi levado para o Japão por monges budistas  que o utilizavam para não adormecer durante a meditação. O ritual do chá apareceu nos mosteiros zen no século XII. Segundo a lenda, Bodhidharma, patriarca zen, teria cortado as próprias pálpebras após haver adormecido meditando. Das pálpebras teriam surgido as primeiras plantas de chá. Os monges zen introduziram-na nos rituais dedicados a Bodhidharma. Como as outras artes zen, o chá se expandiu no século XV e, em 1489, a primeira peça destinada à cerimônia do chá foi integrada ao pavilhão de prata do shogun Ashikaga, no palácio Yoshimasa, em Kyoto. Ricos mercadores de Sakai, em seguida, adotaram esta cerimônia, respeitando a tradição zen, aperfeiçoada por Rikyu. Ele substituiu os utensílios preciosos por objetos de artesanato domésticos e diminuiu as dimensões da peça do chá. Decidiu, igualmente, que a preparação do chá se realizasse no centro de um círculo formado pelos convidados. Era guiado pela tradição estética zen ou wabi, que significa charme sutil. Graças a Rikyu, o aspecto intelectual e estético da cerimônia do chá cresceu consideravelmente. Rikyu foi o mestre de chá de Oda Nobunaga e de Toyotomi Hideyoshi que organizavam cerimônias faustosas com milhares de convidados. Seus sucessores serviram os shoguns Tokugawa. Praticada pelas classes sociais superiores, a cerimônia do chá era uma instituição nacional no século XVII e, provavelmente, exerceu forte influência sobre o artesanato contemporâneo  cerâmicas particularmente, os famosos vasos Raku, artesanato, pinturas, arte floral, arquitetura e decoração de interiores. Inicialmente espontânea e variada, a cerimônia do chá foi codificada no período Edo (1600-1868). Diversas escolas fixaram variações que foram transmitidas até nossos dias.


A CERIMÔNIA

A cerimônia do chá acontece em um local, chamado chashitsu, construído especialmente para este fim. Geralmente, a edificação fica em um jardim ao qual se chega através de um caminho sinuoso. Os convidados purificam-se em uma pequena pia antes de entrar na casa por uma porta baixa que obriga todos a se curvar. Esta porta simboliza o abandono dos valores hierárquicos terrestres (ver Hierarquia). O cômodo minúsculo, medindo cerca de três metros quadrados, está equipada com um foyer central, desprovido de móveis e em nível mais baixo que o resto do chão. Algumas peças enfeitam o ambiente: um pergaminho preso à parede, um vaso de flores e alguns outros objetos de arte.

Existem muitas escolas modernas de chá. Em algumas delas, uma refeição composta de iguarias da estação precede a cerimônia em si. Habitualmente, os utensílios, muitas vezes antigos e de grande valor, são expostos antes de serem utilizados. O anfitrião faz, em seguida, o aquecimento da água em vasilha especial, em um pequeno forno ou sobre brasas. Verte o chá verde amargo no bule com a ajuda de uma pequena colher, adiciona água e mistura com um bastão de bambu até que a bebida se torne espumosa. Imediatamente, entrega o bule aos convidados que, um após o outro, bebem um gole de chá, enxugam a borda e passam o bule adiante. O anfitrião e seus convidados discutem calmamente e admiram os utensílios e os objetos do ambiente. Após a cerimônia principal, um chá menos espesso acompanha as guloseimas. Terminada a cerimônia, o anfitrião recebe os agradecimentos e despedidas dos convidados.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Até cheque com assinatura inventada é pago

Pedro assina o cheque de Aloizio, que o põe nominal a Leonardo, que o deposita na conta de Pedro. Aloizio rubrica o cheque de Pedro, já nominal a Leonardo, que o deposita na conta de Aloizio, sem, no entanto, endossar no verso.

A única coisa que os bancos sempre conferem na compensação dos cheques é se os correntistas têm fundos para cobri-los. Se a assinatura que está no papel é a do cliente ou não, isso não importa. Também não faz diferença se o cheque está nominal ou não ao favorecido pelo depósito.

Para comprovar esse fato, a Folha pediu a quatro pessoas que fizessem um teste. O deputado Aloizio Mercadante (PT-SP), cliente do Itaú, e o senador Pedro Simon (PMDB-RS), correntista do BBV, aceitaram. Dois clientes do banco Real também toparam, mas pediram para não ser identificados.

A idéia inicial era cada um assinar o cheque do outro. Mercadante e Simon, no entanto, acharam melhor rubricar seus próprios cheques, mas com assinaturas totalmente diferentes das que constam de seus cadastros de correntistas. Assim, fariam a verificação da mesma forma, mas sem correr o risco de serem acusados de falsificação.

Mercadante usou o autógrafo que costuma rabiscar em pedaços de papel para admiradores. Simon inventou na hora, em seu gabinete no Senado, onde recebeu a Folha, uma assinatura qualquer.

Foram dois cheques de cada um, todos com assinatura errada. Os dois preencheram um cheque no valor de R$ 350 e outro de R$ 100. Os de valor mais alto estavam em nome do favorecido pelo depósito corretamente. Ou seja, o de Simon, nominal a Mercadante, e vice-versa. Já os cheques de R$ 100 foram postos em nome do repórter que assina esse texto.

A reportagem fez os depósitos em duas agências de cada banco, em São Paulo, e em dias diferentes. Essas medidas foram tomadas para não haver a desculpa de que o problema seria específico de uma das agências ou que teriam ocorrido falhas na compensação em determinado dia.

Os quatro cheques foram compensados normalmente, sem nenhum problema. O mesmo aconteceu com os clientes do Real, porém o teste com seus cheques foi ainda mais longe.

Os dois cheques, um de R$ 150 e outro de R$ 350, estavam em nome de

mulheres, mas foram depositados nas contas de homens. As assinaturas, obviamente, estavam erradas. Um dos cheques foi assinado com letra de fôrma.

A paródia ao poema "Quadrilha", de Carlos Drummond de Andrade, teria sido confirmada sem problemas se cada um tivesse realmente assinado o cheque do outro.

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Muitos cheques

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Devido ao grande volume de depósitos, os bancos não conferem mais as assinaturas de todos os cheques de seus clientes.

Os bancos preferem arcar com eventuais prejuízos -como na compensação de cheques roubados- e ressarcir os correntistas. Isso se o cliente descobrir e reclamar.

A compensação dos cheques é feita por meio magnético, o que não exige a conferência dos documentos físicos.

Muitas instituições, como o Real ABN, terceirizam todo o processo de compensação dos depósitos em caixas rápidos, que são feitos via envelopes.

Nas dependências das terceirizadas, os funcionários abrem os envelopes e verificam somente se o valor preenchido no envelope confere com o do cheque. Se bater, ele apenas separa os cheques por banco. Outro empregado da terceirizada trata, depois, de lançar os valores no sistema para a compensação.

Em nenhum momento eles verificam se o cheque está em nome do favorecido pelo depósito. De nada valem os avisos nos envelopes: "os cheques em nome de terceiros somente serão compensados se estiverem endossados no verso". Por isso, a Folha optou pelos depósitos em caixa rápido.

Fonte: Folha de S.Paulo

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terça-feira, 14 de outubro de 2008

ebook: A Carícia Essencial

Clique e baixe o livro

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segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Primavera...Frühling...Spring - Wallpaper


Primavera...Frühling...Spring, upload feito originalmente por Klaus_Dolle.

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domingo, 12 de outubro de 2008

Nokia N95 Review

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sábado, 11 de outubro de 2008

Pudim de Pão

Ingredientes

Calda
1 xícara (chá) de açúcar
Pudim
3 pães francês
4 ovos
1 lata de Leite Moça
2 medidas (da lata) de leite
meia xícara (chá) de açúcar
1 colher (sopa) de manteiga
meia colher (chá) de cravo em pó
meia colher (chá) de canela em pó


Modo de Preparo

Calda
Em uma panela de fundo largo, coloque o açúcar. Leve ao fogo baixo deixando derreter suavemente. Quando estiver bem dourado, junte meia xícara (chá) de água fervente e mexa com uma colher de cabo longo. Deixe ferver até dissolver os torrões de açúcar. Forre com esta calda uma fôrma grande com furo central (23 cm de diâmetro) e reserve.
Pudim
Bata todos os ingredientes no liquidificador e despeje sobre a calda. Leve ao forno médio (180º C), preaquecido, em banho-maria por aproximadamente 1 hora e meia. Espere esfriar e leve à geladeira. Sirva gelado.
Dica
Se preferir usar pão de fôrma, 6 fatias correspondem a 3 pães franceses.


Rendimento: 16 porções

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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Accept - Breaker - 1981

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Dica de Bar: Bonifácio

bares1

Aberto no ano passado na praça de alimentação do Shopping West Plaza, o Bonifácio migrou para a rua dois meses atrás. Instalou-se na Vila Madalena, no ponto que abrigou o extinto Bendita Gelada. O espaço mudou pouco e a cozinha ainda não está afiada, mas a seleção de bebidas agrada. Além de um chopinho nos conformes (Brahma, R$ 4,20), traz vinte rótulos de cachaça (dica: a boa mineira Insinuante, da cidade de Januária, por R$ 6,00 a dose) e coquetéis bem preparados. Destacam-se a caipirinha que mistura limão siciliano, limão taiti e lima-da-pérsia (R$ 14,00) e o equilibrado mojito em copo alto (R$ 12,00). As tardes de sábado combinam feijoada em bufê (R$ 28,50 por pessoa) com samba e pagode ao vivo.

Bonifácio, Rua Fidalga, 373, Vila Madalena, 2579-9909. 12h/15h e 18h/1h (sex. até 3h; sáb. sem intervalo até 3h; dom. sem intervalo até 22h; seg. só almoço). Cc.: todos. Cd.: M, R e V. Cr.: todos. Couvert art. (qua. a sex. a partir das 21h; sáb. a partir das 12h): R$ 5,00. Estac. c/manobr. (R$ 10,00 sáb. e dom.; de seg. a sex. só à noite). www.bonifacio.com.br.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Cidades Brasileiras: Indaiatuba / SP


Indaiatuba / SP - Foto:Fábio Barros, upload feito originalmente por fabiobarros.

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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Notebook Vostro substitui bem o desktop

Uma dúvida usual quando decidimos comprar um computador é se devemos optar por um notebook ou por um computador de mesa. Os notebooks estão cada vez mais acessíveis, e há quem aposte que o desktop está com os dias contados.

Se você está diante desse dilema, o notebook Dell Vostro 1710 pode ser uma boa solução.

Ele apresenta todas as funcionalidades de um computador pessoal e traz uma novidade interessante em notebooks: a forma de acesso ao gravador de CD/DVD.

Além disso, o Vostro 1710 possui uma tela de 17,1 polegadas widescreen (com o formato retangular acentuado), que facilita o trabalho cotidiano.

Gravador de DVD

O gravador de CD/DVD embutido não apresenta bandeja externa para colocar o disco. A novidade é interessante e arrojada. A mídia é introduzida por uma abertura no canto direito do notebook; para retira-la, basta tocar um botão que fica ao lado dos controles multimídia do equipamento.

Dispositivos de rede

Os testes realizados mostraram que o Dell Vostro 1710 comporta-se muito bem em relação à conectividade e à transferência de arquivos. O equipamento tem um dispositivo de rede sem fio compatível com os padrões 802.11b/ g/n, permitindo boa taxa de transferência de dados.

Para habilitar/desabilitar o dispositivo de rede sem fio, há uma chave no canto direito do corpo do aparelho.

Além disso, ele apresenta um dispositivo de rede Ethernet, com conector RJ45 na parte traseira.

Áudio

Mais um diferencial do Vostro 1710, em relação à maioria dos outros modelos de notebooks de 17 polegadas, é a localização da saída de áudio na parte frontal esquerda, abaixo dos conectores do microfone e do fone.

O dispositivo de som, um Realtek, apresentou-se muito bem nos testes realizados.

O controle do volume pode ser feito tanto via software, por meio do Windows Vista, quanto via teclas de atalho localizadas próximas ao teclado.

É possível mudar o volume e avançar e recuar músicas e vídeos reproduzidos pelo Windows Media Player.

O Dell Vostro 1710 possui um teclado numérico para facilitar o cálculo de operações matemáticas básicas.

Bateria

A bateria durou duas horas e dez minutos nos testes realizados pelo TesteUSP. Apesar de o foco do equipamento não ser a mobilidade, a duração da bateria é um atrativo para um modelo desse porte.

Desempenho

O Vostro tem um comportamento excelente em relação ao processamento.

Foram realizados testes com a ferramenta FreshDiagnose.

Ela realiza uma varredura em todo o equipamento e emite informações sobre todos os dispositivos, abrangendo memória, processador e disco.

Os testes realizados mostram que o notebook possui diversos dispositivos que fazem do equipamento uma boa opção para quem quer substituir um desktop por um notebook.

Vídeo

A memória, o processador e a velocidade do disco rígido foram os itens que mais chamaram a atenção, obtendo bom desempenho.

Por outro lado, tanto o FreshDiagnose quanto o Índice de Experiência do Windows Vista acusaram baixo rendimento da placa de vídeo Intel Media Accelerator 3100.

Apesar disso, o Vostro 1710 supre todas as necessidades de um usuário que trabalhe com editoração de textos e execute softwares como Skype, navegador e editor de textos simultaneamente.

Softwares

O equipamento vem com o Windows Vista Home Basic. A garantia é de um ano, que pode ser estendida para três anos mediante pagamento adicional, de acordo com informações do site da fabricante.

Documentação

Dois guias acompanham o produto. No geral, os guias são completos e apresentam informações importantes que precisam ser lidas pelo o usuário que adquirir o equipamento.

Complementando os guias, há outras informações que estão disponíveis no site do fabricante.

Configurações

Vale ressaltar que o equipamento testado é o mais básico da linha Vostro 1710. É possível personalizar o produto no site da empresa.

Ao fazer a compra do equipamento no site da Dell, você pode, por exemplo, complementar a configuração adicionando uma webcam e um dispositivo bluetooth.

Conclusão

Atualmente, nos deparamos com muitas possibilidades de escolha de notebooks no mercado brasileiro.

Por isso, a decisão de escolha deve ser pautada conforme as reais necessidades do usuário.

Se você deseja comprar um notebook com o objetivo de substituir seu desktop, mas não quer perder todas as funcionalidades de um computador de mesa, então o Dell Vostro 1710 é uma ótima opção.

Ele combina todas as características de um desktop padrão, com tela de 17 polegadas, um ótimo processador, rede sem fio, Ethernet e gravador de CD/DVD diferente dos modelos atualmente encontrados no mercado.

MARCOS JOSÉ SANTANA e REGINA HELENA CARLUCCI SANTANA são PhD em eletrônica e computação pela Universidade de Southampton, Inglaterra, e livre-docentes em computação do ICMC-USP. JÚLIO CEZAR ESTRELLA é mestre em computação pelo ICMC-USP e doutorando também pelo ICMC-USP.

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Psicologia da educação

INTRODUÇÃO

Psicologia da educação, aplicação do método científico no estudo do comportamento dos indivíduos e grupos sociais nos ambientes educativos. Suas áreas de interesse estão relacionadas a outras da psicologia, incluindo psicologia do desenvolvimento, psicologia social, avaliação psicológica e orientação educativa.

A partir da II Guerra mundial, os pesquisadores começaram a realizar estudos empíricos na psicologia educativa. Quando a guerra terminou, as escolas encheram pelo aumento da natalidade. Novas circunstâncias, como o movimento de reforma dos planos educativos, e uma maior preocupação com as crianças incapacitadas fomentaram o desenvolvimento deste tipo de estudo.


TEORIAS DA PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Os psicólogos educativos se interessam por fenômenos concretos como a aprendizagem, a motivação, o desenvolvimento e o ensino.

Diversas teorias do aprendizado ajudam os psicólogos de educação a compreender, predizer e controlar o comportamento humano. A teoria da atribuição descreve o papel da motivação no êxito ou no fracasso escolares, isto é, predizer o comportamento dos alunos em função de suas respostas. A teoria de Jean Piaget, que assinala distintas etapas do desenvolvimento intelectual, postula que a capacidade intelectual é qualitativamente distinta às diferentes idades e que a criança necessita de interação com o meio para adquirir competência intelectual. Por último, o estudo científico do ensino, que é bastante recente, afirma que o êxito acadêmico depende do tempo que alunos e professores dedicam ao ensino, aos conteúdos de suas matérias e da capacidade do professor para oferecer diretrizes claras.


APLICAÇÕES

Cada vez com mais freqüência, na investigação e desenvolvimento de programas educativos, existem psicólogos envolvidos que tentam fazer com que os planos de estudo e os exames se adeqüem aos objetivos pedagógicos específicos. As técnicas de psicologia educativa são empregadas, também, em programas de formação de professores. Da mesma forma, os princípios de mudança de comportamento se aplicam a numerosos problemas educativos.

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domingo, 5 de outubro de 2008

Ética

Em filosofia, é a área que estuda os valores morais. Reflete sobre o bem e o mal, o que é certo ou errado e procura responder, por exemplo, se os fins justificam os meios ou os meios justificam os fins.


A partir de Sócrates (470 a.C-399 a.C.), a filosofia passa a se ocupar de problemas relativos ao valor da vida, ou seja, das virtudes. O primeiro a organizar essas questões é Aristóteles. Em sua obra destacam-se os estudos da relação entre a ética individual e a social e entre a vida teórica e a prática. Ele também classifica as virtudes. A justiça, a amizade e os valores morais derivam dos costumes e servem para promover a ordem política. A sabedoria e a prudência estão vinculadas à inteligência ou à razão.


Ética cristã – Na Idade Média predomina a ética cristã, impregnada de valores religiosos e baseada no amor ao próximo, que incorpora as noções gregas de que a felicidade é um objetivo do homem e a prática do bem, um meio de atingi-la. Para os filósofos cristãos, a natureza humana tem destino predeterminado e Deus é o princípio da felicidade e da virtude. Os critérios de bem e mal estão vinculados à fé e à esperança de vida após a morte.


Ética iluminista – Entre a Idade Média e a Moderna, o italiano Nicolau Maquiavel rompe com a moral cristã, que impõe os valores espirituais como superiores aos políticos.
Defende a adoção de uma moral própria em relação ao Estado. O que importa são os resultados, e não a ação política em si. Por isso, considera legítimo o uso da violência contra os que se opõem aos interesses estatais. Maquiavel influencia o inglês Thomas Hobbes (1588-1679) e o holandês Benedito Spinoza (1632-1677), pensadores modernos
extremamente realistas no que se refere à ética.


Nos séculos XVIII e XIX, o francês Jean-Jacques Rousseau e os alemães Immanuel Kant e Friedrich Hegel (1770-1831) são os principais filósofos a discutir a ética. Segundo Rousseau, o homem é bom por natureza e seu espírito pode sofrer aprimoramento quase ilimitado. Para Kant, ética é a obrigação de agir segundo regras universais, comuns a todos os seres humanos por ser derivadas da razão. O fundamento da moral é dado pela própria razão humana: a noção de dever. O reconhecimento dos outros homens, como fim em si e não como meio para alcançar algo, é o principal motivador da conduta individual.


Hegel divide a ética em subjetiva ou pessoal e objetiva ou social. A primeira é uma consciência de dever; a segunda, formada por costumes, leis e normas de uma sociedade. O Estado reúne esses dois aspectos em uma "totalidade ética".


Nietzsche critica a moral tradicional, derivada da religião judaico-cristã, pelo fato de subjugar os instintos e as paixões à razão. Essa é a "moral dos escravos", que nega os valores vitais e promove a passividade e o conformismo, resultando no ressentimento. Em oposição a ela, propõe a "transvaloração de todos os valores", que funda a "moral dos senhores", preconizando a capacidade de criação, de invenção, de potência. O ser humano que assim consegue superar-se é o super-homem, o que transpõe os limites do humano.


Ética contemporânea – A valorização da autonomia do sujeito moral leva à busca de valores subjetivos e ao reconhecimento do valor das paixões, o que acarreta o individualismo exacerbado e a anarquia dos valores. Resulta ainda na descoberta de várias situações particulares com suas respectivas morais: dos jovens, de grupos religiosos, de movimentos ecológicos, de homossexuais, de feministas, e assim por diante.
Essa divisão leva ao relativismo moral, que, sem fundamentos mais profundos e universais, baseia a ação sobre o interesse imediato. É dentro dessa perspectiva que o filósofo inglês Bertrand Russell (1872-1970) afirma que a ética é subjetiva, não contendo afirmações verdadeiras ou falsas. Defende, porém, que o ser humano deve reprimir certos
desejos e reforçar outros se pretende atingir a felicidade ou o equilíbrio.
Como reação a essas posições, o novo iluminismo, representado por Jürgen Habermas (1929-), desenvolve a Teoria da Ação Comunicativa, dentro da qual fundamenta a ética discursiva, baseada em diálogo, por sujeitos capazes de se posicionar criticamente diante de normas. É pelo uso de argumentos racionais que um grupo pode chegar ao consenso, à solidariedade e à cooperação.

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sábado, 4 de outubro de 2008

Edir Macedo: Entrevista concedida a Veja no ano em que adquiriu a TV Record.

Veja- Sua igreja é acusada de mercenarismo e o senhor de usar Deus apenas como marketing para arrancar doações das pessoas que o procuram. Há alguma relação entre a fé e o dinheiro?
MACEDO - O dinheiro é uma necessidade do homem. Na Bíblia, ele aparece como uma ferramenta, com a mesma função que o serrote tem para o carpinteiro e a enxada para o lavrador. Sem o dinheiro, é impossível viver. O próprio Jesus tinha seu tesoureiro, Judas Iscariótes. Achar que o dinheiro é um mal não faz sentido.


Veja - Todo mundo sabe que, justamente pelo dinheiro, Judas traiu Jesus.
MACEDO - O dinheiro pode ser usado para o bem e para o mal. Judas foi um traidor, era inclusive ladrão, pois vinha roubando a sacola de Jesus, como se ficou sabendo naquele último dia. Mas dizer que o dinheiro é sempre um mal não é verdade. Ele pode ajudar as pessoas. Eu, por exemplo, uso o dinheiro para o bem, coloco-o a serviço de Deus.


Veja - O senhor, particularmente, gosta de dinheiro?
MACEDO - Quando usado pela pessoa que não se apega demais a ele, por alguém que tem Deus no coração, não há motivo para não gostar do dinheiro, pois ele é veículo de felicidade. Caso contrário, traz desgraça. Dou um exemplo. Não me lembro de nenhum dos ganhadores da Loteria Esportiva - pessoas pobres que ficaram ricas da noite para o dia - que tenha terminado bem. Por que isso? Porque aquele dinheiro carecia de uma sustentação, não tinha base, não tinha respaldo espiritual.

Veja - Mas Jesus era pobre.
MACEDO - Esse é um tremendo engano. Jesus nunca foi pobre. Ele disse: "Sou o senhor dos senhores, o rei dos reis". Um rei nunca é pobre, a menos que esteja destronado. Sendo rei dos reis, Jesus era rico. Ele veio no mundo na pobreza, andou na pobreza para sentir na pele o que é ser pobre, o que é viver na condição mais insignificante do ser humano. Mas Jesus não era pobre.


Veja - Numa concentração que o senhor promoveu no Maracanã, este ano, funcionários de sua igreja saíram do estádio carregando enormes sacos de dinheiro. O senhor não se sente constrangido em promover uma exibição de milhões, como aquela, diante de pessoas que, algumas vezes, têm pouco dinheiro para comer?
MACEDO - Não sou estúpido o suficiente para exibir diante de 200 000 pessoas sacos contendo as ofertas feitas numa concentração como aquela. Dinheiro é uma coisa reservada, que eu não posso deixar à vista das pessoas. Afirmo que aqueles sacos continham pedidos de oração. Nós sempre fizemos isso em nossas reuniões especiais. Sobre os pedidos, clamamos todos os pastores juntos. Ajoelhamo-nos ao pé da cruz e oramos por eles. Depois disso, eles são levados para um lugar especial e queimados na chamada "fogueira santa".


Veja - Quais as principais fontes de renda da Igreja Universal?
MACEDO - São as ofertas e o dízimo - a décima parte do salário ou rendimento que cada fiel destina à sua igreja quando segue um preceito existente na Bíblia.


Veja - O senhor nunca teve dó de receber 10% do salário de um trabalhador que com dinheiro apertado tem de sustentar a mulher e os filhos?
MACEDO - Não, isso não. O dinheiro do dízimo não lhe fará falta. Não sou eu quem diz isso, é a Bíblia. Sou apenas alguém que comunica aquilo que está escrito nela e mais nada. Se é justo ou injusto, não me cabe julgar. Não fui eu que determinei aquilo. O dízimo é uma coisa de Deus.


Veja - De que modo o senhor cobra o dízimo de seus fiéis?
MACEDO - O dízimo é espontâneo. Contribui com ele quem quer. Eu apenas lembro as pessoas que se trata de um preceito da Bíblia. Mas a decisão de pagar ou não o dízimo compete a cada um. Outro dia fiquei sabendo que a Igreja Católica está usando programa de computador para controlar o dízimo de seus fiéis. Na minha igreja não é assim. Não fiscalizamos quem paga e quem não paga porque é uma coisa da consciência de cada um. O dízimo, para nós, também não é uma obrigação, como na umbanda e no candomblé, enfim, na macumba, em que a pessoa é obrigada a oferecer animais, casas e, em casos extremos, o próprio sangue, para obter certas coisas.


Veja - Na Igreja Universal, como no maioria das seitas pentecostais, as pessoas são bombardeadas com a idéia de que a prosperidade só virá se suas ofertas forem generosas. Isso não seria uma chantagem espiritual?
MACEDO - Não, porque é algo autorizado pela Bíblia. Está escrito no Livro de Malaquias (3,10) e no Evangelho de Lucas (6,38). Em toda a Bíblia, da primeira à última página, encontra-se a palavra oferta, direta ou indiretamente. À medida que as pessoas dão, recebem também, porque isso está escrito ali. A oferta dimensiona o coração das pessoas.


Veja - O senhor está querendo dizer que a salvação de uma pessoa depende das ofertas que ela faz?
MACEDO- A Bíblia nos manda fazer ofertas. Mas a salvação depende exclusivamente da nossa fé em Jesus. Não é uma questão demais ou menos ofertas. A oferta é um dever, mas sozinha não salva. Temos de crer, no sentido original da Bíblia, que significa nos entregarmos de corpo e alma e espírito. É essa fé que nos leva à salvação.


Veja - Em pouco mais de treze anos, a Igreja Universal se tornou rica e poderosa. Outras seitas pentecostais também prosperaram muito nas últimas décadas. Abrir uma igreja é um bom negócio?
MACEDO - Isso não passa de uma lenda. Se é um bom negócio, eu convido todo brasileiro a abrir uma igreja. Que se faça essa experiência. Vai ser uma decepção.


Veja - Onde o senhor conseguiu os 45 milhões de dólares para comprar a TV Record?
MACEDO - Junto aos fiéis da Igreja Universal, que fizeram ofertas para sua aquisição. Mas não foi um dinheiro que veio de pessoas iludidas, enganadas como alguns dizem erroneamente. Na minha igreja, todos sabem por que dão as ofertas e para onde elas serão destinadas. Em nossos estatutos, consta que podemos ter emissoras de rádio e de televisão, que podemos comprá-las em nome de terceiros para divulgar nossas mensagens, assim como a Igreja Católica possui cento e tantas emissoras espalhadas pelo país. Não acho que exista qualquer coisa errada nisso. O dinheiro que arrecadamos é para a divulgação do Evangelho.


Veja - A TV Record será transformada numa igreja eletrônica?
MACEDO - Sou contra a igreja eletrônica do tipo das existentes nos Estados Unidos, em que o pastor fica no vídeo e as pessoas o assistem em casa, distraindo-se com a campainha da porta que toca ou com o gato que mia. Na minha igreja, preferimos o contato direto com o povo. Divulgaremos o Evangelho na TV Record, mas em programas na abertura e no encerramento da programação. Fora disso, ela será uma emissora comercial, como qualquer outra, para disputar audiência com suas concorrentes.


Veja - A emissora está em seu nome ou no da Igreja Universal?
MACEDO - Pelas leis da comunicação, ela não poderia estar em nome da Igreja Universal. Então, fizemos um condomínio, com um grupo de pastores, que controla 70% da emissora. Tenho apenas uma parte desse bolo e presido o condomínio. Os outros 30% ficarão nas mãos dos funcionários da emissora.


Veja - Se o senhor morresse hoje, quem ficaria com a sua parte no bolo?
MACEDO - Deixarei uma procuração para a igreja. Ela ficará com a minha parte.


Veja - A que atribuir o grande crescimento de sua igreja?
MACEDO - Á ação direta do Espírito Santo.


Veja - Todas as seitas pentecostais dizem ter a projeção direta do Espírito Santo. Mas a sua é a que mais tem crescido. Há outro motivo?
MACEDO - Talvez porque, na Igreja Universal, exista realmente um canal direto entre as pessoas e Deus, sem intermediários.


Veja - A Igreja Universal é muito bem estruturada. Os pastores gostam de atuar nela. São raras as queixas de falta de assistência material. Eles recebem casa, salário e tratamento médico de graça. Isso também ajuda?
MACEDO - É evidente que sim. Acredito que Jesus, quando foi fazer o Sermão da Montanha, subiu ao monte de frente para o mar, na Galiléia, e falou para milhares de pessoas. Por que subiu àquele monte e não a outro? Porque o vento que soprava ali levava sua palavra até as pessoas que estavam lá embaixo, junto ao mar. Quer dizer: Jesus usou uma técnica de comunicação, e nossa igreja também utiliza técnicas de comunicação, além de procurar ser eficiente no seu trabalho, de ficar do lado do vento.


Veja - O senhor já acusou a Igreja Católica de perder fiéis para o pentecostalismo, no Brasil, por estar mais preocupada com a política do que com a salvação da alma.
MACEDO - Já esgotei esse assunto. Para mim, a Igreja Católica é um corpo que tem um braço esquerdo e um direito. Por isso ela perde tantos adeptos. Jesus disse: nenhuma casa dividida poderá permanecer.


Veja - Qual a maior diferença entre o trabalho pastoral de sua igreja e o realizado pelos católicos?
MACEDO - No nosso trabalho, aproximamo-nos muito do povo. Vamos além do culto. A maioria de nossos templos se transforma em creches, em muitos funcionam escolas de alfabetização. Realizamos um tipo de trabalho que não vejo na Igreja Católica, onde o padre reza a missa e pronto: cada um vai para sua casa. Na hora da dificuldade, do tormento, da dor, quando a criatura chega ao fundo do poço, a Igreja Católica - pelo menos aqui no Brasil raramente atende à sua necessidade.


Veja - Como são suas relações com os outros pentecostais?
MACEDO - Temos poucas relações porque os outros pentecostais se voltam demais para o fanatismo, misturam a fé com os costumes. Ora, uma coisa nada tem que ver com a outra. Os pentecostais tradicionais, por exemplo. fundamentam-se em doutrinas baseadas nos costumes da época de Jesus. Nós, ao contrário, não vetamos nada. Na Igreja Universal é proibido proibir. A pessoa é livre para fazer o que bem entende. Um homem pode ter dez mulheres, ou uma mulher, dez maridos. A pessoa é livre para beber, fumar, para fazer o que bem entende. Nossa obrigação é ensinar-lhe a Bíblia e mostrar-lhe que tem de tomar, por conta própria, a decisão de não fazer isto ou aquilo.


Veja - E com os católicos?
MACEDO - Somos mundos completamente diferentes. A Igreja Universal está crescendo e a igreja deles está caindo. Há uma preocupação conosco, de parte dos católicos. E nós não temos nenhuma preocupação com eles.


Veja - Sua igreja é contraria ao ecumenismo?
MACEDO - O ecumenismo nunca vai funcionar. Explico. Há quatro evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. Todos dizem a mesma coisa, mas com pontos de vista diferentes. Essa pluralidade é obra de Deus. Com as religiões é a mesma coisa. Por que haveria de ser diferente?

Veja - Quantos processos já foram movidos contra o senhor?
MACEDO - Não tenho a menor idéia. A única coisa que sei é que sou vítima de uma incoerência. A gente ajuda algumas pessoas, mas aquelas que têm o espírito de Caim, ou seja, da inveja, vendo-se prejudicadas com o nosso crescimento, movem-nos processos a esmo.


Veja - Mas no Rio de Janeiro a Igreja Universal foi responsabilizada este ano pela morte de uma mulher, por suposta omissão de socorro. Numa assembléia realizada no Maracanã. Maria Pureza da Silva, de 65 anos, apresentou sintomas de enfarte e não teria sido socorrida porque alguns membros de sua igreja alegavam que aquele seria um desejo de Deus.
MACEDO - Não estava perto, naquele momento. Cheguei no Maracanã às 10 horas da manhã e ela havia falecido entre 7 e 7h30. Acho que tinha chegado a sua hora. Deus quis levá-la e eu não sou Deus para explicar isso. Omissão de socorro certamente não houve. Quando alugamos o Maracanã, também contratamos serviços médicos, e os médicos são obrigados a prestar assistência às pessoas que eventualmente se sintam mal.


Veja - Nas suas assembléias e cultos, o senhor promove sessões de cura. Como reage á acusação de que não passaria de um curandeiro ou um charlatão?
MACEDO - Desafio a quem quer que seja para provar que sou um curandeiro ou um charlatão. A boca fala o que quer. O papel aceita o que nele se imprime. Até hoje, nem a polícia nem a Justiça conseguiram provar nada contra mim. Simplesmente porque sou um homem limpo, fiel à palavra de Deus. A fé é que cura as pessoas. Não dou receita para ninguém. Apenas oro para que as pessoas sejam curadas. A Bíblia e a lei do Brasil não me proíbem de fazer isso.


Veja - As pessoas realmente se curam na Igreja Universal?
MACEDO - Tenho uma infinidade de testemunhos mostrando que sim. Se alguém duvidar, mostro as provas. Possuo uma declaração de um médico judeu, atestando a cura de uma pessoa - hoje um de nossos pastores - que veio com Aids para a Igreja Universal. Curas prodigiosas são freqüentes na Igreja Universal. Pessoas que estavam com câncer, desenganadas pela medicina, também já ficaram boas. Claro que não posso dizer que todos aqueles doentes pelos quais oramos ficam curados. Depende da fé das pessoas. Se uma pessoa crê, recebe cura.


Veja - Numa sessão de cura, também ocorrida este ano, o senhor fez centenas de pessoas jogarem fora os seus óculos de grau, porque estariam curadas de defeitos na vista. Não era verdade. Muitas delas tiveram de mandar fazer novos óculos de grau.
MACEDO - Não, não pode. Antes de jogar fora os seus óculos, mando as pessoas fazerem um teste. Sempre peço isso. Se elas colocam os óculos e enxergam embaçado, os óculos não servem mais. Só jogam fora os seus óculos aquelas que constatam a cura. A não ser, é claro, que a pessoa esteja mentindo.


Veja - O senhor realmente acredita em Deus?
MACEDO - É evidente que sim. Afinal, não sou nenhum hipócrita. Se não acreditasse em Deus, não seria um pastor.

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sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Hoje na História: Petrobras

03 de Outubro de 1953 (55 Anos)

O presidente Vargas sanciona a lei 2.004, que cria a estatal Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobrás, à qual é confiado o monopólio para a pesquisa, lavra, refino e transporte de petróleo e derivados.

Para saber mais:

Sitio da Petrobras

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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Terapia Contra o Câncer

Um novo passo na direção da cura do câncer é dado, em 2000, pelo pesquisador Richard Hynes, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Ele anuncia a descoberta de um dos genes que governam o mecanismo da metástase, que é a característica mais importante e mais perigosa do câncer. É por meio da metástase que as células
malignas, depois de crescer em um certo órgão, migram pelos vasos sanguíneos para outras partes do organismo, gerando um novo tumor. Hynes e sua equipe demonstram que, quando as células doentes se separam do tumor original, sempre é acionado um gene, batizado de rhoC.

Ele é acionado novamente quando elas chegam a outro órgão e
recomeçam a proliferar. Rynes acredita que seu achado ajuda a controlar a disseminação do câncer e que, se isso acontecer, será possível reduzir em 90% o número de mortes causadas pela doença.
Outro marco no estudo dos mecanismos genéticos que controlam a doença é alcançado em 1999 por outro grupo do MIT: eles transformam células sadias em malignas.

Para isso, combinam diferentes genes responsáveis pela desordem que produz o crescimento celular exagerado. Assim, criam tumores em células humanas da pele e dos rins e os aplicam em camundongos. O objetivo é descobrir detalhes do mecanismo da doença e pesquisar medicamentos mais eficazes.

 
Em 2000 surgem também dois novos tratamentos experimentais que prometem controlar alguns tipos de câncer. A droga STI-571, testada na Universidade de Ciências da Saúde de Oregon, reduz em quase 90% as células malignas da leucemia miologênica crônica. O outro remédio, o Onyx-015, eficaz contra inúmeros tumores, é um vírus benigno
que, dentro do organismo, só ataca células cancerosas. Em média, ele reduz os tumores em 50% do tamanho original e, em metade dos casos, os elimina totalmente.São promissoras também as pesquisas para a criação das chamadas drogas antiangiogênicas, que cortam o suprimento de sangue para o tumor, matando-o de fome.


Laboratórios norte-americanos e europeus investigaram cerca de 15 substâncias que realizam essa proeza. Um dos tratamentos que apresentam melhores resultados é anunciado em 1998 pelo norte-americano Judah Folkman, do Hospital Infantil de Boston. O oncologista cura cobaias graças à combinação de duas proteínas retiradas do
organismo dos próprios animais. A primeira, chamada angiostatina, impede a formação de vasos sanguíneos que fornecem nutrientes ao tumor. A segunda, endostatina, dificulta a passagem de sangue pelos vasos. Aplicadas em conjunto, as drogas fazem os tumores regredir. Apesar desses bons resultados, porém, estudos feitos em 2002 por Robert Kerbel, da Universidade de Toronto, sugerem que os tumores nos quais o gene p53 está alterado (o que responde a quase 50% dos cânceres) podem ser capazes de resistir à falta de oxigênio causada pela diminuição de vasos sanguíneos.


Os estudos de antiangiogênese explodiram em 2003, e, em junho desse ano, já havia mais de 60 substâncias diferentes capazes de privar o câncer de nutrientes e oxigênio. Elas se mostraram especialmente eficientes contra o câncer de cólon (ou intestino grosso), um dos mais perigosos e mais comuns no mundo todo, atualmente. Algumas delas,
segundo os especialistas, poderão estar nas farmácias já em 2004.

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quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Livro xilográfico

Livro xilográfico é o  livro impresso por meio de matrizes de madeira cortada no sentido da fibra, nas quais o texto é entalhado a mão, junto com as ilustrações, utilizando-se uma só matriz para cada página. Este sistema é o que distingue os livros xilográficos dos outros, nos quais o texto é impresso por meio de tipos móveis. Entre os exemplos mais destacados está o Apocalipse, editado nos Países Baixos e Alemanha em meados do século XV, e a Biblia pauperum ou Biblia picta, editada por volta de 1470 na Alemanha.

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