terça-feira, 30 de setembro de 2008

Salário Dos Sonhos


Dois amigos conversam na mesa de um bar:

— O meu sonho é poder ganhar 20 mil reais por mês como o meu pai.

— O quê? O seu pai ganha 20 mil reais por mês?

— Não, mas ele também tem esse sonho

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Vivo (Ex-Telemig Celular)

  • Ponto de Acesso GPRS ou APN: gprs.telemigcelular.com.br
  • Número de acesso: * 99***1#
  • Nome do usuário ou ID do usuário: celular
  • Senha: celular

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domingo, 28 de setembro de 2008

Portal oculto da mágica de Harry Potter é possível, diz cientista

 

Físicos chineses descobriram como usar materiais especiais que manipulam a luz para criar uma passagem secreta invisível em uma parede.
Um dos autores da descoberta, Xudong Luo, da Universidade de Jiao Tong, em Xangai, confessou que é fã da série de livros "Harry Potter" e que não teve dúvida de concluir no artigo científico em que descreve seus cálculos que "um dispositivo como a Plataforma 9 3/4 (...) é realizável".
Para quem nunca leu os livros da série, aqui vai uma explicação: o trem que leva Harry Potter e seus amigos à escola de bruxaria de Hogwarts sai da estação King's Cross, em Londres, de uma plataforma secreta, a Plataforma 9 3/4. Sua entrada invisível fica na parede entre as plataformas 9 e 10.
Uma plataforma 9 3/4 foi até construída na estação real, mas é uma brincadeira, e aqueles que tentarem atravessar a parede podem parar no hospital em vez de em Hogwarts.
Luo e seus colaboradores calcularam o que é preciso para realizar a mágica de ocultar uma abertura em uma parede.
O truque é usar materiais especiais, capazes de manipular a luz que incide sobre eles. Chamados de "metamateriais", eles podem entortar raios de luz em direções impossíveis para materiais comuns, graças a rugosidades microscópicas em suas superfícies.
A mágica ocorre quando se põe no meio da abertura da parede uma coluna revestida de metamaterial. A luz se espalha em volta da coluna, formando uma espécie de "camuflagem" que bloqueia toda a abertura.
Os físicos calcularam ainda o que ocorre quando alguém atravessa a camuflagem de luz. Ela ondularia um pouco e o lado oculto da parede ficaria parcialmente visível por instantes.
O efeito parece sobrenatural, mas na verdade é apenas uma versão exagerada do que ocorre quando a luz passa por um copo de vidro cheio de leite.
"Quando você olha para um copo de leite, você não vê o vidro", disse o físico britânico John Pendry, do Imperial College, em Londres, em uma reportagem da revista "Nature".
O leite espalha a luz de maneira que parece se estender até a superfície externa do copo. O que os físicos chineses fizeram foi criar um material que espalha a luz muito mais do que o leite. É como se o leite em um recipiente de vidro se projetasse para fora dele.
Falta agora tentar levar o projeto da teoria para a prática.

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sábado, 27 de setembro de 2008

Pesquisa diz que ter um DVR melhora a vida familiar

 

O segredo de uma vida familiar feliz pode ser muito mais simples do que se pensava: uma pesquisa demonstrou que ter um gravador de vídeo digital (DVR) melhora radicalmente a relação com os parentes ou parceiros sentimentais.
O DVR é um aparelho muito difundido nos Estados Unidos que serve para gravar programas e filmes em formato digital em um disco rígido, o que permite aos usuários congelar a imagem que estão vendo nesse momento, voltar ou inclusive antecipar a programação para evitar anúncios publicitários.
No estudo, publicado hoje pela imprensa dos Estados Unidos, 79% dos entrevistados afirmaram que a compra de um DVR melhorou as relações com seus parentes e 81% disseram ter menos discussões sobre assuntos como o que ver na televisão.
Por países, os americanos parecem ser os mais viciados em DVR e 81% afirmaram que se tratava do artigo eletrônico mais importante para eles, superado só pelo telefone celular, com um percentual de 91%.
Nos outros países onde foi feito o estudo - Reino Unido, Itália e Austrália -, o DVR parece ser o terceiro aparelho mais valorizado na casa, depois da lavadora e do microondas.
A pesquisa fornece outros dados curiosos, como que, por exemplo, os italianos estão mais preocupados com o cabelo do que com o DVR.

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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Desisntalar U3 de seu PenDrive

Clique e baixe o software para desisntalar o U3 de seu Pendrive

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Dell Wallpapers


Dell Wallpapers, upload feito originalmente por iGrace.

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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Nokia E62 Smartphone

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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Morango


Nome comum do fruto comestível de uma erva vivaz de porte baixo. É nativo das regiões temperadas de todo o mundo e se cultiva em grandes quantidades. O fruto é resultado da agregação de muitos carpelos secos diminutos sobre um receptáculo polpudo hipertrofiado, de cor escarlate.

Classificação científica: Formam o gênero Fragaria, da família das Rosáceas.


Microsoft ® Encarta ® Encyclopedia 2002. © 1993-2001 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.

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segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Bathory - Bathory



Baixa o CD clicando no link abaixo:

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domingo, 21 de setembro de 2008

Dica:AGO! DANÇA CONTEMPORÂNEA.

As tradições musicais do Brasil, de Cuba e dos países africanos inspiraram o espetáculo coreografado por Ângelo Madureira a Ana Catarina Vieira.

Dirigidos pelo músico Guga Stroeter, os onze instrumentistas da orquestra Heartbreakers estão no palco ao lado de oito bailarinos e de um coral de três vozes (50min).

Sala Crisantempo (100 lugares).
Rua Fidalga, 521, Vila Madalena, 3819-2287. Sábado, 21h; domingo, 20h. R$ 15,00.
A bilheteria abre uma hora antes. Até 19 de outubro. A partir de sábado (20).

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sábado, 20 de setembro de 2008

Cidades Brasileiras: Santana do Paraíso/MG


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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Computador




INTRODUÇÃO

Computador, dispositivo eletrônico capaz de receber um conjunto de instruções e executá-las realizando cálculos sobre dados numéricos ou compilando e correlacionando outros tipos de informação.


TIPOS DE COMPUTADORES

Atualmente, utilizam-se dois tipos principais de computadores: analógicos e digitais. Os computadores analógicos aproveitam a semelhança matemática entre as inter-relações físicas de determinados problemas e empregam circuitos eletrônicos ou hidráulicos para simular o problema físico. Os computadores digitais resolvem os problemas realizando cálculos e tratando cada número, dígito por dígito.


COMPUTADORES ANALÓGICOS

O computador analógico é um dispositivo eletrônico ou hidráulico desenhado para manipular a entrada dos dados em termos de níveis de tensão ou pressões hidráulicas, em vez de dados numéricos. O dispositivo de cálculo analógico mais simples é a régua de cálculo, que utiliza comprimentos de escalas especialmente calibradas para facilitar a multiplicação, a divisão e outras funções. No computador analógico eletrônico típico, as entradas se convertem em tensões que podem ser somadas ou multiplicadas empregando elementos de circuito de desenho especial. As respostas são geradas continuamente para sua visualização ou para sua conversão em outra forma desejada.


COMPUTADORES DIGITAIS

O funcionamento de um computador digital se baseia em uma única operação: a capacidade de determinar se um comutador, ou porta, está aberto ou fechado, isto é, o computador pode reconhecer apenas dois estados em qualquer um de seus circuitos microscópicos: aberto ou fechado, alta ou baixa tensão ou, no caso de números, 0 ou 1. Entretanto, é a velocidade com que o computador realiza esse ato tão fácil que o converte em uma maravilha da tecnologia. As velocidades do computador se medem em megahertz ou milhões de ciclos por segundo. Os microcomputadores podem executar entre 150 e 200 milhões de operações por segundo, enquanto os supercomputadores utilizados em atividades de pesquisa e de defesa alcançam velocidades de bilhões de ciclos por segundo.


HISTÓRIA

A primeira máquina de calcular mecânica, um precursor do computador digital, foi inventada em 1642 pelo matemático francês Blaise Pascal. Em 1670, o filósofo e matemático alemão Gottfried Wilhelm Leibniz aperfeiçoou essa máquina e inventou uma que também podia multiplicar.

O inventor francês Joseph Marie Jacquard, ao desenhar um tear automático, utilizou finas placas de madeira perfuradas para controlar o tecido utilizado nos desenhos complexos. Durante a década de 1880, o estatístico norte-americano Herman Hollerith concebeu a idéia de utilizar plaquetas perfuradas, similares às placas de Jacquard, para processar dados.


A MÁQUINA ANALÍTICA

Também no século XIX, o matemático e inventor britânico Charles Babbage elaborou os princípios do computador digital moderno. Inventou uma série de máquinas, como a máquina diferencial, desenhadas para solucionar problemas matemáticos complexos. Muitos historiadores consideram Babbage e sua parceira, a matemática britânica Augusta Ada Byron (1815-1852), filha do poeta inglês Lorde Byron, como os verdadeiros inventores do computador digital moderno. A tecnologia daquela época não era capaz de colocar em prática seus conceitos; porém, uma de suas invenções, a máquina analítica, já tinha muitas das características de um computador moderno.


PRIMEIROS COMPUTADORES

Os computadores analógicos começaram a ser construídos em princípios do século XX. Com essas máquinas se avaliavam as aproximações numéricas de equações muito difíceis para serem resolvidas mediante outros métodos. Durante as duas guerras mundiais, utilizaram-se sistemas de informática analógicos, primeiro mecânicos e, mais tarde, elétricos, para predizer a trajetória dos torpedos e para o manejo à distância das bombas na aviação.


COMPUTADORES ELETRÔNICOS

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), criou-se o primeiro computador digital totalmente eletrônico: o Colossus. Foi utilizado para decodificar as mensagens de rádio cifradas dos alemães. Em 1939, John Atanasoff e Clifford Berry já haviam construído um protótipo de máquina eletrônica no Iowa State College (EUA). Esse protótipo e as investigações posteriores foram realizadas no anonimato e, mais tarde, foram eclipsados pelo desenvolvimento do Calculador e Integrador Numérico Digital Eletrônico (ENIAC), em 1945. No final da década de 1950, o uso do transistor nos computadores marcou o advento de elementos lógicos menores, mais rápidos e mais versáteis do que as máquinas com válvulas. Como os transistores utilizam menos energia e têm uma vida útil mais prolongada, seu desenvolvimento deveu-se ao nascimento de máquinas mais perfeitas, que foram chamadas computadores de segunda geração.


CIRCUITOS INTEGRADOS

No final da década de 1960, apareceu o circuito integrado (CI), que possibilitou a fabricação de vários transistores em um único substrato de silício no qual os cabos de interconexão são soldados. Em meados da década de 1970, o microprocessador se converteu em realidade, com a introdução do circuito de integração em grande escala (LSI, sigla de Large Scale Integrated) e, mais tarde, com o circuito de integração em maior escala (VLSI, sigla de Very Large Scale Integrated), com vários milhares de transistores interconectados soldados sobre um único substrato de silício.


HARDWARE

Um sistema de informática pode ser composto de uma unidade central de processamento (UCP), de dispositivos de entrada, de dispositivos de armazenamento e de dispositivos de saída. A UCP inclui uma unidade aritmética e lógica (UAL), registros, unidade de controle e conexão ao barramento. A unidade aritmética e lógica efetua as operações aritméticas e lógicas sobre os dados. Os registros armazenam temporariamente os dados e os resultados das operações. A unidade de controle regula e controla as diversas operações de processamento. O barramento interno conecta as unidades da UCP entre si e com os componentes externos do sistema. Na maioria dos computadores, o principal dispositivo de entrada é o teclado. Os dispositivos de armazenamento são os discos rígidos, flexíveis (disquetes) e laser (CD); os dispositivos de saída, que permitem ver os dados processados, são os monitores e as impressoras.

Todos os computadores digitais modernos são conceitualmente semelhantes, independente de seu tamanho. No entanto, podem se dividir em várias categorias, segundo seu preço e capacidade de processamento: o computador pessoal, ou microcomputador, é uma máquina de custo relativamente baixo e, em geral, de tamanho adequado para um escritório; a estação de trabalho é um microcomputador com capacidade de comunicação que o torna especialmente útil para o trabalho de escritório; o minicomputador é um computador de maior capacidade de processamento, muito caro para uso pessoal e mais adequado para uso em empresas, universidades ou laboratórios; e o mainframe, uma grande máquina de preço elevado capaz de servir às necessidades de grandes empresas, departamentos governamentais, instituições de pesquisa científica e similares.


UCP (UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO)

A UCP pode ser um único chip ou uma série de chips que realizam cálculos aritméticos e lógicos e que controlam as operações dos demais componentes do sistema. Um chip é uma plaqueta de silício, de tamanho muito reduzido, que inclui parte dos circuitos miniaturizados e contém elementos semicondutores como diodos e circuitos integrados.

A maioria dos chips de UCP dos microprocessadores é composta de quatro seções funcionais: uma unidade aritmética e lógica, áreas de registro, uma unidade de controle e um barramento interno. A unidade aritmética e lógica é responsável pela execução dos cálculos, permitindo a realização de operações aritméticas e lógicas. As áreas de registro são usadas para o armazenamento de dados e resultados. A seção de controle temporiza e regula as operações da totalidade do sistema de informática, lê as configurações dos dados e as converte em uma atividade. O último segmento de um chip da UCP ou microprocessador é seu barramento interno, uma rede de linhas de comunicação que conecta os elementos internos do processador e que também se comunica com os conectores externos que ligam o processador aos demais elementos do sistema de informática.


DISPOSITIVOS DE ENTRADA

Esses dispositivos permitem ao usuário do computador introduzir dados, comandos e programas na UCP. O dispositivo de entrada mais comum é um teclado similar ao das máquinas de escrever. A informação introduzida com ele é transformada pelo computador em símbolos reconhecíveis. Outros dispositivos de entrada são as canetas óticas, que transmitem informações gráficas da mesa digitalizadora até o computador; o joystick e o mouse, que convertem o movimento físico externo em movimento do cursor dentro de uma tela do computador; os scanners luminosos, que lêem palavras ou símbolos de uma página impressa e os traduzem para informações eletrônicas que o computador pode manipular e armazenar; e os módulos de reconhecimento de voz, que convertem a palavra falada em sinais digitais compreensíveis para o computador. Também é possível utilizar os dispositivos de armazenamento para introduzir dados na unidade de processamento.


DISPOSITIVOS DE ARMAZENAMENTO

Os sistemas de informática podem armazenar os dados tanto interna (na memória principal) como externamente (nos dispositivos de armazenamento). Internamente, as instruções ou dados podem ser armazenados temporariamente nos chips de silício da memória RAM (memória de acesso aleatório), montados diretamente na placa-mãe do computador ou em chips montados em placas periféricas conectadas à placa-mãe.

Outro tipo de memória interna são os chips de silício nos quais já estão instalados todos os comutadores. As configurações nesse tipo de chip de ROM (memória somente leitura) formam os comandos, os dados ou os programas de que o computador necessita para funcionar corretamente. Os chips de RAM são como pedaços de papel nos quais se pode escrever, apagar e voltar a utilizar; os chips de ROM são como um livro, com as palavras já impressas em cada página.

Os dispositivos de armazenamento externos, que podem residir fisicamente dentro do gabinete que contém a unidade central de processamento do computador, estão fora da placa-mãe. Esses dispositivos armazenam os dados em forma de pólos sobre um meio magneticamente sensível como, por exemplo, uma fita de som ou, mais comumente, sobre um disco revestido de uma fina camada de partículas ferromagnéticas. Os dispositivos de armazenamento externo mais comuns são os disquetes e os discos rígidos, embora a maioria dos grandes sistemas de informática utilizem bancos de unidades de armazenamento em fita magnética. A tecnologia de CD-ROM, que emprega as mesmas técnicas laser utilizadas para criar os CDs de música, permite capacidades de armazenamento da ordem de várias centenas de megabytes de dados.


DISPOSITIVOS DE SAÍDA

Esses dispositivos permitem ao usuário ver os resultados dos cálculos ou das manipulações dos dados do computador. (ver Monitor; Modem).


SISTEMAS OPERACIONAIS

O sistema operacional é o programa de controle de um computador, responsável pela interface entre os programas utilitários e o hardware e pelo tratamento das solicitações de interrupção. Através do sistema operacional, um usuário pode ter acesso aos diversos recursos e periféricos de um computador. Em algumas plataformas, o sistema operacional é armazenado de forma permanente no computador em um chip de ROM; em outras, deve ser carregado na memória principal (RAM) a partir de um dispositivo de armazenamento externo.

Alguns dos sistemas operacionais de aplicações genéricas mais conhecidos são o DOS, Windows, OS-2, Linux, MacOS e o Unix.


PROGRAMAÇÃO

Um programa é uma seqüência de instruções que indicam ao hardware que operação deve ser realizada com os dados. Os programas podem estar incorporados no próprio hardware (em chips de ROM, por exemplo) ou podem existir de maneira independente em forma de software, armazenado em memória secundária.


LINGUAGENS

As instruções devem ser dadas à UCP em forma de um código inteligível. As linguagens de programação são a ferramenta mais fácil e rápida para se criar e manipular as instruções a serem executadas pelo computador, transformando-as em linguagem de máquina executável.


LINGUAGEM DE MÁQUINA

É a linguagem própria do computador. Baseada no sistema binário ou código de máquina, é muito difícil para ser utilizada diretamente pelas pessoas. O programador deve introduzir todos os comandos e dados em forma binária, o que faz com que uma operação fácil como comparar o conteúdo de um registro com os dados situados em um endereço da memória RAM possa ter o seguinte formato: 11001010 00010111 11110101 00101011. A programação em linguagem de máquina é uma tarefa tediosa e consome muito tempo, de modo que, raras vezes, o que se economiza na execução do programa justifica os dias ou semanas necessárias para escrevê-lo.


LINGUAGEM ASSEMBLY

Um dos métodos inventados pelos programadores para reduzir e simplificar o processo de criação em linguagem de máquina é a programação com linguagem de montagem (assembly). No entanto, um programa escrito em linguagem assembly deve ser utilizado em um único modelo de UCP ou microprocessador, pois o assembly é baseado no conjunto de instruções disponíveis para um processador específico. Isso tem levado ao desenvolvimento de linguagens de alto nível.


LINGUAGENS DE ALTO NÍVEL

As linguagens de alto nível geralmente utilizam termos do idioma inglês, do tipo LIST, PRINT ou OPEN, como comandos que representam uma seqüência de dezenas ou centenas de instruções em linguagem de máquina. Os comandos são introduzidos a partir do teclado, de um programa residente na memória ou de um dispositivo de armazenamento e são compilados ou interpretados para que possam ser executados pelo computador.


EVOLUÇÃO FUTURA

Uma tendência constante no desenvolvimento dos computadores é a super miniaturização dos circuitos eletrônicos, iniciativa que tende a comprimir mais elementos de circuitos num espaço de chip cada vez menor. Ademais, os pesquisadores tentam agilizar o funcionamento dos circuitos mediante o uso da supercondutividade, um fenômeno de diminuição da resistência elétrica que se observa quando algumas ligas metálicas são submetidas a temperaturas muito baixas.

As redes de informática são cada vez mais importantes no desenvolvimento da tecnologia dos computadores. As redes são grupos de computadores interconectados mediante sistemas de comunicação. A rede pública Internet é um exemplo de rede de informática de âmbito mundial. As redes permitem que os computadores conectados troquem informações rapidamente e, em alguns casos, compartilhem uma carga de trabalho, de modo que muitos computadores possam cooperar na realização de uma tarefa.

Outra tendência no desenvolvimento dos computadores é o esforço para criar computadores de quinta geração, capazes de resolver problemas complexos de maneiras que possam chegar a ser consideradas criativas. Uma via que se está explorando ativamente é o computador de processamento paralelo, que emprega muitas UCPs para realizar várias tarefas diferentes ao mesmo tempo. O processamento paralelo poderia chegar a reproduzir até certo ponto as complexas funções de realimentação, aproximação e avaliação que caracterizam o pensamento humano. Outra forma de processamento paralelo que se está investigando é o uso de computadores moleculares. Nesses computadores, os símbolos lógicos são expressos por unidades químicas de ADN, em vez de o serem pelo fluxo de elétrons habitual nos computadores atuais. Os computadores moleculares poderiam chegar a resolver problemas complicados muito mais rapidamente que os atuais supercomputadores e com menor consumo de energia.

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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Melanie Klein



Klein, Melanie (1882-1960), psicanalista austríaca, criadora de técnicas terapêuticas em psicopatologia, psicologia infantil e psicologia evolutiva. Desenvolveu a ludoterapia, afirmando que a forma de brincar revela fantasias e ansiedades infantis. Sua melhor obra é A psicanálise da criança (1932).

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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Estruturalismo

Corrente de pensamento que adota a estrutura (um conjunto de elementos relacionados entre si e com o todo) como conceito teórico e metodológico essencial. O estruturalismo começa no início do século XX com o trabalho do lingüista suíço Ferdinand de Saussure (1857-1913), que caracteriza a linguagem como uma estrutura auto-suficiente, formada por elementos cuja existência e o valor resultam da sua disposição nos textos ou na fala. Mais tarde torna-se uma das principais correntes das ciências humanas.


Na filosofia, o estruturalismo não chega a ser uma escola com contornos definidos, mas teve grande difusão por levar à compreensão do conjunto dos fatos de forma mais abrangente. A idéia espalhou-se como modelo de pensamento especialmente na França.


Os estruturalistas não costumam limitar-se aos mesmos esquemas abstratos: importa a maneira particular como cada contexto estudado se organiza e como as estruturas são percebidas por dentro. Michel Foucault (1926-1984), por exemplo, em muitas ocasiões foi considerado estruturalista, embora ele mesmo o negasse. Nesses esquemas - que
algumas vezes tendem para uma forma matemática, mas geralmente têm mais semelhança com as estruturas da linguagem -, o fundamental é a idéia de que o objeto de estudo é um conjunto organizado de elementos, com forte sentido de unidade nessa organização.


Nas décadas de 50 e 60, a idéia de estrutura ganhou grande importância nas ciências humanas, especialmente a partir da antropologia de Claude Lévi-Strauss. Para ele, o conjunto das relações em uma sociedade incide de algum modo sobre cada um de seus membros. Assim, o antropólogo que quisesse estudá-la deveria viver um tempo como um de seus membros para poder percebê-la de dentro. Mas, ao mesmo tempo, deveria imaginar-se de fora e construir um esquema abstrato de como essas relações se organizavam - que representaria a estrutura da sociedade. Em psicologia, a Teoria da Gestalt costuma ser chamada também de estruturalista por conceber as percepções em cada momento como um todo organizado (ou estruturado), que deve ser representado de maneira que facilite sua compreensão.


Na história, os estruturalistas não se interessam por grandes fatos nem pelo seu processo de desenvolvimento no tempo (como, por exemplo, a dialética materialista). Consideram mais importante a estrutura particular de cada contexto histórico, que, dependendo do pesquisador, pode ou não se aproximar das infra-estruturas econômicas e
superestruturas culturais com que o marxismo trabalha. A tendência é pensar que as mudanças históricas ocorrem como deslocamento de uma estrutura para outra, como se uma nova estrutura começasse a ser estabelecida enquanto a anterior se fosse desmantelando.

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Darcy Ribeiro - Entrevista concedida a Veja (18/01/1995).

 

Veja — O senhor está com medo de morrer?

DARCY RIBEIRO — Não. Fugi do hospital para viver mais. Parece uma repetição do que aconteceu anos atrás quando, no exílio, descobri que tinha um câncer no pulmão. Os médicos me desenganaram e me deram só seis meses de vida. Agora, diagnosticaram um câncer na próstata, mas eles mesmos garantem que a sobrevida nesses casos é longa, dez anos, apesar da metástase. O problema maior foi uma pneumonia que eu peguei porque estava com as defesas imunológicas baixas em função da quimioterapia. Só não corro o risco de morrer de pneumonia dupla porque só tenho um pulmão.

Veja — Mas por que o senhor fugiu?

DARCY RIBEIRO — Passei 21 dias dopado. Não agüentava mais. Fiquei na sala da UTI com tubo no nariz, tubo na traquéia sangue, soro, gente chorando, gente gemendo. Um horror total. Disse ao médico que, se ele não me desse alta, eu iria embora. Ele não podia fazer isso, pois estava e estou em tratamento. Então, decidi fugir. Disse ao médico que ia passar o dia em casa e voltava. Um amigo me ajudou a arrumar uma cadeira de rodas e fui embora. O médico acabou reagindo muito bem, e disse que já esperava por isso.

Veja — Não é arriscado?

DARCY RIBEIRO — Aqui fica o espaço que eu mais gosto, a casa que o Niemeyer desenhou para min. De qualquer parte da casa, deitado ou sentado, você vê o mar. E é onde eu posso trabalhar tranqüilamente. Eu precisava acabar o livro A Gestação do Brasil. Há trinta anos que estou escrevendo esse livro. Estava angustiado e pensei: tenho de escrever esse livro antes de morrer. E já acabei. São 400 páginas. Dentro de uma semana, já estará pronto. Ele já estava em grande parte escrito, mas era preciso acertar as idéias.

Veja — Qual é a idéia central desse livro?

DARCY RIBEIRO — Minha vontade era mostrar como se gestou o povo brasileiro, como se juntarem índios, portugueses, franceses, negros, criando aqui uma população enorme falando tupi-guarani. Mostro, por exemplo, que foi o negro que civilizou o Brasil. Isso aconteceu porque os negros não tinham uma língua comum, cada um vinha de um lugar diferente na África, e então eles foram obrigados a aprender o português e difundi-lo.

Veja — Como o senhor define o Brasil?

DARCY RIBEIRO — O Brasil é a melhor província e o melhor povo do mundo para fazer um país. Mas é muito difícil. É muito fácil fazer uma Austrália. Basta caçar uns ingleses e holandeses, jogar no mato e mandar matar os índios e pedir que repitam a paisagem inglesa. No caso do Brasil, não. É a partir de 6 milhões de índios desfeitos, 12 milhões de negros desafricanizados e a partir de uns poucos milhares de portugueses que se refaz um povo, um gênero novo de gente que nunca existiu. Gente que procura sua vez, tem enormes potencialidades mas que ainda não encontrou o seu destino.

Veja — Se essas potencialidades são tão grandes, por que temos tantas dificuldades?

DARCY RIBEIRO — Nosso problema é continuar existindo para os outros e não existir para nós. Fomos criados para produzir açúcar que adoçava a boca do europeu, o ouro que o enriquecia e continuamos produzindo a soja para engordar porco na Alemanha. Enquanto não fizermos o país existir para si, nós seremos um país-problema. Os Estados Unidos sabem mais ou menos o que eles vão ser no ano 2100. E têm uma idéia do que convém a eles que o Brasil seja. Nós não temos essa idéia.

Veja — O presidente Fernando Henrique Cardoso tem condições de mudar esse jogo?

DARCY RIBEIRO — A política econômica do Fernando Henrique é a mesma do Delfim, do Roberto Campos, da ditadura. Mas o Fernando Henrique é um sociólogo inteligente. Tão sabido como ele é, vai fazer esse mandato para fazer dois. Provavelmente, esse mandato será muito do Marco Maciel. E o segundo pode ser mais do Fernando Henrique. Ou seja, mais amplo. O Fernando é suficientemente inteligente para querer que o país realize suas potencialidades. O Brasil não é Honduras. O Brasil é uma das estruturas histéricas, como a Rússia e os Estados Unidos. E tende a existir como uma presença peremptória, importante no mundo. O pendor do grupo do Fernando Henrique é oportunista neste momento. Diante da crise que está aí o pendor deles é se entregar.

Veja — Como se dá essa entrega?

DARCY RIBEIRO — Esse governo teve a inconsciência privatista de entregar Volta Redonda. Essa siderúrgica foi conquistada pelo Getúlio durante a guerra, que exigiu do Roosevelt a sua construção como condição para apoiar os aliados. Ela foi vendida por um valor menor que o do estoque de seus produtos. As dívidas foram apagadas. Foi uma doação.

Veja — Mas a usina não ficou melhor?

DARCY RIBEIRO — Pode ser que os banqueiros que entraram na privatização ganhem mais que o Estado. Mas quem ganha são os banqueiros. É dessa maneira que vejo outro risco, ainda maior, que é a privatização da Vale do Rio Doce. As jazidas de ferro, ouro e níquel, sobre as quais a empresa tem controle, valem 1 trilhão de dólares. Ainda que os banqueiros possam tirar esse trilhão do solo mais rapidamente e lucrar mais com ele, eu duvido que o país lucre. É uma deformação da economia. Esse é o país que os banqueiros querem e não o país que o Brasil quer. Minha esperança é que o Fernando
Henrique converta essa onda de privatizações numa atividade menor dos meninos dele, não afetando o esqueleto da nação.

Veja — Que recomendação o senhor faria para FHC?

DARCY RIBEIRO — Ele deve ficar atento para o fato de que está ocorrendo um etnocídio no Brasil. Eu lido com crianças nos Cieps e vejo que aquelas que entram com 7 anos tem um tope de 5. Faltam três centímetros nelas. Depois de comer seis meses elas recuperam, felizmente. Por outro lado, a população está diminuindo. É um fato espantoso. O censo mostra que faltam 10 milhões de pessoas na nossa população. Não fizeram planejamento familiar. Mataram. Como é que estão matando? De fome, de miséria e também esterilizando. A metade das mulheres de Goiás está esterilizada. Goiás é um deserto demográfico. Estão guardando Goiás para quem? Para os chineses?

Veja — O senhor, como brizolista, vê algum futuro para o brizolismo?

DARCY RIBEIRO — O Brizola é um homem extremamente vigoroso como líder. Eu vi Brizola chegar à Europa e ser reconhecido de imediato. É carisma. Os gregos diziam que carisma é a quantidade de tempo que uma pessoa que entra num templo leva para enchê-lo. Eu fui uma vez com ele a Paris e foi a única vez que eu fui hospedado no Regines, um hotel de receber reis e chefes de Estado, por conta do Estado francês. Eu vi o Brizola, que não fala língua nenhuma, ser recebido pelo Willy Brandt, que via nele uma liderança da América do Sul, mais vigoroso do que Fidel. O Brasil vai enfrentar muitos problemas no futuro e tem que ter oposição. É claro que gente como Brizola, como Lula, terá espaço.

Veja — Como o senhor vê o intelectual brasileiro?

DARCY RIBEIRO — O intelectual brasileiro raramente foi fiel ao Brasil. Num período de lutas como a da abolição, os intelectuais tiveram a oportunidade única de se colocarem na frente do povo. No início da década de 60, comigo no Ministério da Educação, foi possível levantar com a intelectualidade um movimento formidável que, entre outras coisas, produziu o cinema novo. A tendência do intelectual é acomodar-se. Intelectual não é flor que se cheire. Em nenhum lugar se costuma confiar em intelectual. A Inglaterra nunca pensou que os intelectuais iam salvá-la, tampouco a França.

Veja — E o senhor, é melhor como intelectual ou como político?

DARCY RIBEIRO —Eu sou atípico. O PC não me quis porque me achava um militante muito agitado, e a FEB não me aceitou porque os médicos acharam que eu era muito raquítico para ser sargento. Eu me entendi com o Marechal Rondon e passei dez anos com os índios. Dali fui ser ministro da Educação, criei a Universidade de Brasília, fui chefe da Casa Civil do Jango, tentei fazer a reforma de base e caí no exílio. E foi no exílio que escrevi uma larga obra. Nunca gostei de ser político. No fundo, acho que sou político por razões éticas. Um poeta inglês pode ser só poeta. Mas num país com o intestino à mostra, como o Brasil, o intelectual tem obrigação de tomar posição. Essa é uma briga séria e eu estou nessa briga. Mas, se tiver de dizer do que eu gostei mais na
vida, eu digo que eu gostei mais foi de namorar. No mais, são ofícios.

Veja — Entre seus onze livros, qual o senhor considera o mais importante?

DARCY RIBEIRO — Eu quero crer que é este, A Gestação do Brasil. Com ele, eu esgotei toda a minha possibilidade intelectual. Percebi que era indispensável fazer uma teoria do Brasil para tomar o Brasil explicável. Os americanos podem se explicar, dizendo que seu passado é Roma, é Irlanda. O australiano também. Mas nós não. O nosso presente não é o deles. O nosso futuro não será o deles.

Veja — Por que o senhor levou tanto tempo para escrevê-lo?

DARCY RIBEIRO — Nesses anos, a ocupação política, o exílio muito trabalhoso, e romances que eu fui escrevendo, me impediram de aprontar esse livro. No início achei que seria fácil. Escrevi um texto em 1968 sobre o Brasil e senti que não podia publicá-lo porque não tinha novidade nenhuma. O que eu dizia todo mundo já sabia. Então parti para escrever uma série de cinco livros que são estudos de antropologia da civilização que culminam agora. O primeiro da
série foi O Processo Civilizatório, que é uma revisão de 10 000 anos de História. Eu queria saber como é que a Ibéria explodiu e fez um mundo só, o ato de energia mais feroz da História, muito mais importante que ir à Lua. Como é que isso se deu? Foi num regime feudal? Não. Foi num regime capitalista? O capitalismo poderia ser, mas não existia ainda.

Veja — Como a maioria dos autores, o senhor tem assuntos quase permanentes em sua obra. Qual foi, no fundo, sua grande obsessão?

DARCY RIBEIRO — O livro mais importante do Brasil é o Casa Grande & Senzala, do Gilberto Freyre. Mas é o ponto de vista da classe dominante sobre o que é a casa-grande e a senzala. Não explica o Brasil. Eu sempre tive como preocupação explicar as causas do desenvolvimento desigual dos povos americanos e, por isso, escrevi As Américas e a Civilização. Por que os americanos, que rezavam em igrejas de tábuas, que viviam da comida que vendiam para o Haiti, fizeram a grande revolução do mundo e o Haiti foi para a miséria e o Brasil também?

Veja — O senhor criou uma teoria para explicar o Brasil?

DARCY RIBEIRO — As teorias das classes sociais da Europa, falando do proletariado, brigando com a aristocracia, brigando com a burguesia, não serviam para nós. Fiz um estado das classes mais pobres. O Brasil tem um bolsão de gente que vem da escravidão, oprimido, marginalizado, que é o peso que leva a nação. Enquanto não incorporar esse bolsão, o Brasil não existirá como gente civilizada. E fiz um outro volume que é Os Índios e a Civilização, que mostra que alguns soldados latinos acamparam na Gália e fizeram a França. Outros acamparam na Ibéria e fizeram Portugal e Espanha. Nós somos,
portanto, romanos tardios. O livro mostra que um soldado atuando sobre indígenas cria uma nação diferente. E fiz outro volume que é a Teoria do Brasil. Esse, eu acho sem importância. Faltava fazer o volume final.

Veja — Qual dos seus livros o senhor recomendaria para um jovem de 18 anos?

DARCY RIBEIRO — Um moleque de 18 anos deveria ler Maíra. É meu romance de indianidade. Dos anos que eu vivi com os índios. E literatura você tem de gostar. E recomendaria outro livro meu que se chama Aos Trancos e Barrancos Como o Brasil Deu no que Deu, em que eu faço um balanço de 1900 até 1980, contando, do ponto de vista da esquerda, o que aconteceu ao país.

Veja — Qual a prioridade que o senhor elegeria para o Brasil de hoje?

DARCY RIBEIRO — Sem dúvida, a educação. Os japoneses perceberam isso e em poucas décadas o Japão transfigurou-se. O Brasil tem de cumprir essa tarefa. No Japão, essa tarefa é fácil porque os japoneses são todos iguaizinhos. Mas no Brasil um é preto, outro é mulato. E ninguém tem muito apreço por preto ou mulato. Por isso fizeram escolas para uns poucos, o que resultou numa educação totalmente deformada. Nós temos uma educação primária de elite. Ela é feita para a criança de classe média que, no fundo, não precisa dela.

Veja — Que ba1anço o senhor faz dos Cieps?

DARCY RIBEIRO — O Ciep é um tremendo experimento. Um sistema de preparação de magistério que, no Rio, formou mais de 20 000 professores. Os Cieps têm 400 000 alunos. A maior estupidez do Brasil é pensar que eu inventei o Ciep. No mundo só há Ciep. É a velha escola em tempo integral, que os padres sabiam fazer para os meninos ricos. No Brasil é que inventaram essa escola de turno para enganar o povo.

Veja — Por que o rendimento de nossas escolas é tão baixo?

DARCY RIBEIRO — Porque o professor aqui é nomeado por disciplina. Um profissional aqui é professor de contabilidade I no curso de Direito e de contabilidade II no curso de Economia. É uma loucura. No mundo inteiro um professor é um profissional, pesquisador ou não, que dá uma matéria e trabalha algumas horas. Nossos professores trabalham de duas a quatro horas por semana, fazendo de conta que trabalham vinte ou quarenta. Eles acham que são mal pagos. Pelo que eles fazem são bem pagos até demais. E o Brasil é o único país no mundo em que se vendem diplomas. É calamitoso.

Veja — O senhor aprovou a ação do Exército nas favelas do Rio?

DARCY RIBEIRO — Foi uma coisa boa. Depois dele, o Rio está desafogado. Era preciso dar um susto nos traficantes. Precisamos estar atentos porque eles estão prontos para responder. Todo mundo sabe que a obrigação do Exército não cumprida é impedir a entrada de armas. Sem armas não haveria tráfico, e é função da Polícia Federal não deixar entrar droga. E há outra questão. No fundo, esse problema nem pode ser considerado apenas nosso. Temos de reconhecer que o consumo de drogas atingiu um ponto tal, nos Estados Unidos, que se pode dizer que o povo americano apodreceu. Os americanos estão tão viciados em drogas fortes que gastam bilhões de dólares com elas. Assim, deformam os outros países e criam essas situações.

Veja — O senhor se considera socialista?

DARCY RIBEIRO — Os idiotas dizem que o socialismo morreu. Não morreu porque o capitalismo não morreu e não vai morrer. E haverá sempre uma briga entre capital e trabalho.

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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Hoje na História

15 de Setembro de 1928

O bacteriologista escocês Alexander Fleming descobre a penicilina.

Para Saber Mais:

Penicilina, antibiótico derivado do mofo ou fungo Penicillium notatum. As propriedades deste antibiótico foram descobertas em 1928 pelo bacteriologista britânico Alexander Fleming. A penicilina age matando as bactérias e inibindo seu crescimento. É muito eficaz contra um amplo espectro de microorganismos, responsáveis por diversas doenças, como os pneumococos, os estreptococos, os gonococos, os meningococos, o clostridium que causa o tétano e a espiroqueta que provoca a sífilis.

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domingo, 14 de setembro de 2008

Domingos de Almeida Martins Costa

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Costa, Domingos de Almeida Martins (1850?-1891), médico brasileiro considerado o fundador da cardiologia brasileira. Nasceu em Brejo, Maranhão. Diplomou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1875. Durante o seu período acadêmico escreveu seus primeiros trabalhos: Preparação de peças para museus e gabinetes de anatomia (1873) e Piogenia (1874). Chefiou o Serviço de Moléstias Nervosas da Policlínica Geral do Rio de Janeiro. Obteve o título de professor-catedrático em Clínica Médica, da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1870, com a tese Diagnóstico das formas clínicas da moléstia de Bright. Foi vice-presidente da Academia Imperial de Medicina.

É considerado fundador da cardiologia brasileira por seus trabalhos pioneiros relativos às afecções cardíacas, dentre eles o Tratado das moléstias do coração e grossos vasos (1889). Ocupou-se também das doenças tropicais. Dentre os inúmeros trabalhos destacam-se: A malária e suas diversas modalidades clínicas (1885), Estudo zooquímico do berne (1876) e Linfadenomas abdominais e mesentéricos (1876). Morreu em Petrópolis, RJ, em 1891.

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sábado, 13 de setembro de 2008

Literatura Francesa

INTRODUÇÃO

literatura escrita em francês do final do século XI até o presente.

IDADE MÉDIA

No século XI apareceram os primeiros textos em francês: as Canções de Gesta. Formas prematuras de poesia, seus autores narravam façanhas heróicas. Estes poemas são classificados em três grupos: francês, bretão e clássico.

O ciclo francês trata, principalmente, dos que lutavam a serviço da religião. A figura central é Carlos Magno, transformado em herói do cristianismo. O poema épico mais famoso, composto no princípio do século XII, é A Canção de Rolando.

O ciclo bretão está baseado no folclore celta. O principal poeta foi Chrétien de Troyes que viveu no final do século XII.

O ciclo clássico ou antigo é o grupo menos original. A obra mais conhecida é o Romance de Alexandre.

Simultaneamente às Canções de Gesta, a literatura popular criou os fabliaux, que floresceram nos séculos XII e XIII, as sátiras — entre elas, Le Roman de Renard, baseadas nas coleções de fábulas do século XII —, e o Roman de la rose, escrito por Guillaume de Lorris e Jean de Meun (ou Meung). A influência deste texto estendeu-se pela Europa até o século XVII.

O melhor poeta lírico medieval foi François Villon, cuja influência prolongou-se até o século XX.

A evolução da literatura medieval religiosa para a profana vê-se, mais claramente, no teatro do século XIII, data da primeira obra pastoral e ópera cômica. Os milagres da Virgem foram o tema favorito durante o século XIV mas, no século seguinte, as produções teatrais libertaram-se da influência eclesiástica.

Antes do século XVI, destacam-se também alguns historiadores, entre eles Godofredo de Villehardouin e Jean de Joinville, cronistas das Cruzadas. Christine de Pisan, autora de crônicas cortesãs em elegantes versos e Alain Chartier, cronista em verso da desastrosa batalha de Agincourt, foram eclipsados por Jean Froissart que descreveu o mundo das ordens de cavalaria. As Memórias (1524), de Philippe de Comines, é o primeiro relato de acontecimentos políticos sob o ponto de vista de um homem de Estado.

O RENASCIMENTO

O mais importante dos primeiros poetas do Renascimento foi Maurice Scève, escritor do século XVI, mas o apogeu deste período só foi alcançado com o grupo de poetas conhecidos como la Pléyade cujo mentor foi Pierre de Ronsard. Por outro lado, Joachim du Bellay ajudou a preparar a chegada do Classicismo.

As novas idéias do Renascimento — e, especialmente, o novo conceito de Humanismo — apareceram, pela primeira vez, nos escritos de François Rabelais, famoso pela vivacidade e talento enquanto Michel de Montaigne apresentava-se como protótipo do humanista erudito.

PERÍODO CLÁSSICO

O século XVII é a época clássica da literatura. Uma das principais figuras do período foi François de Malherbe. Dois fatores influenciaram na aceitação dos conceitos literários de Malherbe: o salão da marquesa de Rambouillet, considerada a fundadora do Preciosismo, e a Academia Francesa, tornada estatal em 1635 e responsável pela publicação do primeiro dicionário. Outra mulher influente foi a marquesa de Maintenon.

Nicolas Boileau-Despréaux foi o principal crítico e teórico literário da época clássica. Também destaca-se Jacques Bénigne Bossuet, o orador mais célebre da época.

Pierre Corneille tornou-se o primeiro dos grandes mestres franceses da tragédia clássica. Seu sucessor, Jean Baptiste Racine, foi mais valorizado. Molière seria reconhecido como o mestre da comédia.

Cabe destacar a contribuição dos jansenistas, um grupo católico puritano. As figuras de ponta do Jansenismo são o filósofo, físico, matemático e místico Blaise Pascal, os polemistas teológicos Arnauld e Pierre Nicole, além dos moralistas Jean de la Bruyère e François de la Rochefoucauld. Jean de la Fontaine é considerado um dos maiores fabulistas de todos os tempos enquanto a melhor romancista da época — principalmente devido à exploração psicológica de suas personagens — foi Madame de La Fayette.

O SÉCULO DAS LUZES

No século XVIII, os precursores do Iluminismo foram François de Salignac de la Mothe Fenélon, Bernard le Bovier Fontenelle e Pierre Bayle. Contudo, quem melhor encarna o espírito deste século é Voltaire. O escritor Denis Diderot encarregou-se de projetar e sistematizar o conhecimento humano na Enciclopédia. Um livro notório desta época, O espírito das leis (1748-1750), de Charles de Secondat, barão de Montesquieu, continua influenciando o pensamento político moderno.

Na ficção destacam-se Antrine François Prévost, Pierre de Marivaux e Pierre Choderlos de Laclos. Na poesia, o maior nome foi André Chénier.

A obra de Jean-Jacques Rousseau antecipou as idéias revolucionárias e inaugurou o Romantismo. No período de reação que sucedeu a Revolução Francesa, os principais escritores foram o Conde Joseph de Maistre e o Visconde François René de Chateaubriand.

ROMANTISMO

Dos numerosos grupos literários surgidos no século XIX, os mais importantes foram os românticos. Os romances de Madame de Staël anteciparam o Romantismo da geração seguinte, formada por Alphonse de Lamartine, Victor Hugo, Dumas (pai), Théophile Gautier e os poetas Alfred de Vigny, Alfred de Musset e Charles Nodier.

Da mesma época procedem o poeta Pierre Jean de Béranger, a romancista George Sand — pioneira do romance social e uma das primeiras feministas da História —, o historiador Jules Michelet e alguns precursores do Socialismo como Saint-Simon, Charles Fourier, Pierre Proudhon e Louis Blanc. Em nível intermediário encontram-se as obras dos historiadores François Guizot, Adolphe Thiers e Augustin Thierry, e os textos de Benjamin Constant.

REALISMO

Honoré de Balzac é considerado o autor que propicia a transição entre a corrente romântica e a realista, integrada por Stendhal, Gustave Flaubert e Prosper Mérimée.

O realista Charles Augustin Sainte-Beuve é considerado o melhor crítico francês. Seus ensaios são ótimos exemplos de crítica sociológica e psicológica.

PARNASIANISMO E SIMBOLISMO

Os poetas parnasianos Leconte de Lisle, Sully Prudhomme e José de Heredia reagiram contra o Romantismo. A obra deles é mais uma volta ao Classicismo do que uma inovação.

Baudelaire exerceu forte influência sobre os simbolistas, também chamados, pejorativamente, de decadentes. Os poetas mais importantes deste período foram Paul Verlaine, Henri de Régnier, Stéphane Mallarmé, Isidore Ducasse (um uruguaio que se intitulava Conde de Lautréamont), Tristan Corbière, Charles Cros e Jules Laforgue. O mais influente simbolista foi Arthur Rimbaud que escreveu seus poemas mais representativos antes de completar 19 anos.

Também na prosa alguns escritores buscaram efeitos simbolistas, entre eles o crítico literário Remy de Gourmont, Édouard Dujardin e o poeta Henri de Régnier.

NATURALISMO

No final do século XIX surge a corrente chamada Naturalismo, liderada pelo historiador e crítico Hippolyte Taine e pelos irmãos Edmond e Jules de Goncourt.

O Naturalismo foi adotado por Émile Zola, o escritor mais significativo deste movimento. No campo da narrativa curta, o autor mais importante foi Guy de Maupassant.

A obra do crítico e historiador Ernest Renan exerceu influência sobre os romancistas Pierre Loti, Maurice Barrès e Anatole France.

O SÉCULO XX

No século XX, a literatura francesa diversificou-se através de escritores individualistas, entre eles, Marcel Proust, autor de Em Busca do Tempo Perdido, um dos melhores romances já escritos. A independência do pensamento nota-se, também, em Romain Rolland, André Gide e outros autores como Roger Martin du Gard, Francis Jammes e François Mauriac e Jean Cocteau, este último um homem que exerceu sua criatividade em diferentes campos artísticos. Jean Giraudoux é considerado um grande estilista. A obra de Jules Romains retrata a alma coletiva da sociedade e Guillaume Apollinaire exerceu uma marcada influência sobre a arte moderna. Destacam-se, também, o poeta católico, dramaturgo e apologista Paul Claudel e Paul Valéry que começou como simbolista e foi um dos melhores poetas psicológicos de seu tempo.

Outros prosadores famosos são Henry de Montherlant, autor de romances elegantes, e Colette, cuja aguda percepção a une aos realistas.

Após a I Guerra Mundial, o tema bélico ocupa as obras de Henri Barbusse e Roland Dorgelès, precursores dos livros antibélicos do final da década de 1920. O ensaísta André Maurois escreveu sobre a guerra em tom de humor. Georges Duhamel tratou o tema com ironia e as obras de Jean Giono mostram um pacifismo militante e uma antipatia pela hegemonia das máquinas.

Na época das vanguardas artísticas explodiu uma rebelião contra todas as formas artísticas tradicionais. Surgem o dadaísmo e o surrealismo, este último liderado por André Breton. Louis Aragon, Paul Éluard e Philippe Soupault são poetas que participaram do movimento surrealista.

Outros romancistas empregaram diferentes recursos para expressar o espírito de sua época. Muitos merecem destaque: André Malraux, o aviador Antoine de Saint-Exupéry — que chegou a ser considerado o melhor escritor de sua geração —, Louis-Ferdinand Céline, Marguerite Yourcenar, Françoise Sagan e Jean-Jacques Servan-Schreiber, cujas obras mudaram a opinião pública francesa em temas políticos. Poetas importantes deste século foram Saint-John Perse e René Char.

Na década de 1940 desenvolve-se o movimento filosófico e literário chamado Existencialismo, integrado, entre outros, por Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir. Albert Camus procurou encontrar um sentido digno para a vida sem recorrer à hipocrisia ou falsos moralismos, ao mesmo tempo em que revelava uma visão niilista e desesperançada da condição humana. Em seu romance A Peste, uma metafóra da ocupação nazista e um apelo à dignidade, Camus revelou sua descrença nos homens ao escrever a frase “o natural é o micróbio”. Albert Camus recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1957 e morreu, aos 47 anos, em um acidente de automóvel.

Na década de 1950 surgem duas escolas de literatura experimental: o Antiteatro e o Teatro do Absurdo cujos maiores exemplo são as obras de Eugène Ionesco, Samuel Beckett e Jean Genet.

Paralelo ao antiteatro nasce o nouveau roman que se manifestou, principalmente, nas obras narrativas e teóricas de Nathalie Sarraute, Claude Simon, Alain Robbe-Grillet e Michel Butor.

Em 1960 aparece uma nova escola de crítica literária, o Estruturalismo, baseada no trabalho do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss. Seu maior expoente foi Roland Barthes. A última tendência crítica é conhecida como Desconstrução e seu pioneiro é o filósofo e crítico Jacques Derrida.

 

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Humor na literatura

 

INTRODUÇÃO

Humor na literatura, visão informal e despida de solenidade, zombateira do mundo e da sociedade, presente em algumas obras literárias.

A palavra humor vem do vocábulo latino (ver Língua latina) que significa umidade. Em sentido estrito, refere-se aos "humores" ou fluidos do corpo que, na antiga fisiologia, acreditava-se estarem ligados aos quatro elementos: terra, fogo, ar e água. A partir destes fluidos definiam-se os temperamentos humanos em melancólicos, coléricos, fleugmáticos ou sanguíneos, cada qual dotado de características específicas. O sentimento alegre seria devido à uma boa disposição orgânica.

O humor se tornava, assim, elemento de importância para o escritor de comédias que buscava seguir a famosa máxima de Horácio: castigat ridendo mores, (castiga, pelo riso, os costumes). O humorista era a pessoa dotada de um certo tipo de "humores" que o diferenciava dos demais. William Temple, ensaísta inglês, em Of Poetry (1690), tentou provar que o humor era algo eminentemente inglês, pois em seu país "todo homem tem sua maneira de ser e tem prazer, ou mesmo orgulho, em exibi-la".

Aprofundando este conceito, o humor ele passou a ser visto não só como expressão do caráter individual mas, também, como algo ligado ao desenvolvimento da natureza. Com isto, em finais do século XVII, o humor já não era mais considerado uma anormalidade, algo a ser objeto de crítica e sátira, mas uma particularidade jocosa ou uma fraqueza divertida e inocente que podia ser usada para mascarar emoções e sentimentos.

No século XIX, os teóricos que passaram a estudar a questão, consideravam o humor como "a expressão romântica da comicidade" (Carlyle, 1804), na qual o observador de uma situação humorística se identifica com o objeto de seu riso. Para estes teóricos, o humor "contrapõe o finito ao infinito" ao apontar, nas tolices e ridículos individuais, a insensatez humana dentro de um mundo igualmente insensato.

Assim, o humor passou a ser considerado a forma mais elevada e rica do cômico, sendo o riso um veículo catártico (ver Catarse) das tristezas da vida. Assim, no início do século XX, o humor passou a ser usado para construir, descontruindo. O humorista exarcebava os valores, comportamentos e normas sociais e, através do riso, revelava ao mundo o que o mundo era, na intenção de salvá-lo.

Com o passar do século, o humor deixou de ter a primazia na hierarquia do cômico. O interesse dos críticos se voltou para a análise formal em que contam as emoções do receptor como um todo. Passaram a valorizar o talento em seu sentido amplo: fusão de inteligência e sentimento, base de toda a poesia. Mas os diferentes matizes por que passou o conceito de humor nos permite avaliar sua riqueza e potencialidade, capacidade de captar e expressar o ridículo, a ambigüidade tristeza/alegria, as contradições e instablidade do próprio ser humano construído de sentimento e intelecto.

O HUMOR NA LITERATURA BRASILEIRA

O humor é tão característico do temperamento brasileiro que é conhecida a anedota que descreve o desembarque, no Brasil, de Pedro Álvares Cabral sob o olhar crítico de um índio balançando cabeça: "isto não vai dar certo..."

A literatura brasileira é depositária de mais variadas expressões de humor. Desde Gregório de Matos (1623-1696) que, através da sátira, cobria de ridículo o português colonizador. Fez isto com tanta competência que recebeu o apelido de "Boca do Inferno". Em tom debochado, o inconfidente (ver Inconfidência mineira) Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810) escreveu, em Cartas chilenas, um retrato caricato de Luís da Cunha Menezes, governador de Minas, a quem o autor pede que "erga a cabeça da fronha" e venha "ouvir coisas raras".

No século XIX, Machado de Assis esboça sua fina e penetrante análise - não isenta de certa ternura - da fragilidade e insensatez humana. Em sua prosa desmistificadora, na anulação dos códigos "asmáticos e antitéticos", Machado expõe e ri da pomposa solenidade da sociedade carioca. Bastariam contos como O alienista e sua filosófica e inesperada conclusão, ou o Elogio da vaidade feito por ela mesma, ou O espelho refletindo a distorção dos papéis sociais, ou Sereníssima república revendo as distâncias entre o poder e o povo, ou Missa do galo para que se tenha uma ilustração rica e viva das possibilidades e sutilezas do humor de Machado de Assis.

Na mesma época, a comédia teve em Martins Pena um bem-humorado observador dos costumes e figuras de seu tempo, inaugurando um filão que seria explorado e aprofundado por França Júnior, Artur Azevedo, vindo até nossos dias nas figuras de Silveira Sampaio e Millôr Fernandes. Também é no humor que vai se alicerçar o romance picaresco Memórias de um sargento de milícias, de Manoel Antônio de Almeida (1831-1861), que apontou as mazelas sociais pelo espelho deformador do cômico. Em outra linha, o nonsense avulta a figura de Qorpo-Santo, cujo original e surpreendente enfoque humorístico o levaria a ser considerado um precursor do teatro do absurdo.

À época do modernismo, a fúria iconoclasta de Oswald de Andrade teve no humor uma arma contundente. Tal como o será a inteligente ironia de Mário de Andrade, que em Macunaíma sintetiza os sonhos, aventuras e desventuras deste anti-herói que é o homem brasileiro.

Na literatura popular, o humor é traço definidor. Nas metáforas, as relações sociais se desestruturam e fazem surgir a fabulação. Ao colocar em cena o coronel, o negro, o padre, a mulher, o soldado - tantos tipos populares quantos invente a imaginação do autor - invertendo ou caricaturando os papéis de cada um, o povo ri do ridículo dos que estão acima de sua classe ao mesmo tempo que exalta, pelo deboche, a coragem e habilidade do negro ou do peão.

Os tipos populares que se imortalizaram na literatura de cordel ou no teatro de bonecos, cujas histórias são transmitidas de geração em geração - entre outros, Malasartes, João grilo, Cancão de fogo - são descritos como "quengos inteligentes", "reis das tramóias", "mestres da astúcia", de quem "nem o diabo escapa". Alegres e gozadores, têm prazer no que fazem, divertem-se com as próprias trapaças, divertindo os que escutam suas estrepolias criativas e inesperadas. Afinal, com eles aprendemos a "rir da própria desgraça" pois, na dura luta pela sobrevivência, "bem só pode estar o sol / porque ninguém o alcança / haja no mundo o que houver / o sol lá nem se balança / pois enquanto a sorte dorme / a desgraça não descansa".

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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Non Sense

"Dito o ditado que uma vez dito não disse que quis ditado ser dito..."
                                                                                                                     Roger

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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ioga

 

Ioga é um dos seis sistemas clássicos da filosofia hindu, que se diferencia dos demais por preocupar-se com o controle do corpo e pelo poder mágico atribuído aos praticantes de nível elevado. A teoria ioga sustenta que, através da disciplina, o ser humano pode alcançar a libertação da carne, das ilusões dos sentidos e dos erros do pensamento. Somente assim consegue alcançar o saber autêntico e supremo, único caminho para o verdadeiro entendimento. Para a maioria dos iogues (aqueles que praticam a ioga) e ioguins (mestres iogues), o objeto de conhecimento é o espírito universal, ou Brama. Uma minoria de iogues não crentes busca o autoconhecimento perfeito individual, em vez de aspirar ao encontro com Deus. Mas, em ambos os casos, a finalidade tem raízes no conhecimento.

A prática da ioga segue uma escalada cujos passos são: o autocontrole (yama); a observância religiosa (niyama); as posturas (āsana); a regulação da respiração (prānāyāma); a repressão dos sentidos (prātyāhāra); a estabilização da mente (dhārāna); a meditação (dhyāna) e a contemplação profunda (samādhi). A consecução do samādhi libera o Eu das ilusões dos sentidos e das contradições da razão, conduzindo a uma iluminação interior, o êxtase do genuíno conhecimento da realidade, que raramente se consegue alcançar em uma única vida.

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terça-feira, 9 de setembro de 2008

Paradoxo da escolha: Mais escolhas, menos felicidade

 

Publicado em 2004, o livro “The Paradox of Choice: why more is less” (O Paradoxo da Escolha: porque mais é menos - ainda sem tradução no Brasil) de Barry Schwartz é um “must-read”, principalmente para quem trabalha com marketing, administração e inteligência de mercado.

O autor é um psicólogo, professor de Teoria Social e Ação Social da Swarthmore College, na Pennsyvania, EUA. Ele estuda um dos grandes mistérios da vida moderna: por que nas sociedades onde há liberdade e uma variedade de opções de escolha nunca antes vistas (tanto em termos pessoais, quanto profissionais e materiais), os indivíduos não se sentem mais felizes?

Ao contrário, o número de pessoas com transtornos de ansiedade e depressão cresce a cada dia! De acordo com a sabedoria popular, quanto mais opções de escolha temos, mas oportunidades para exercer nossa liberdade e maiores são as chances de sermos felizes. Será? Barry Schwartz defende justamente o contrário. Segundo ele, é essa abundância de opções de escolha que há na sociedade moderna que está nos tornando cada fez mais infelizes (e ansiosos).

O psicólogo argumenta que essa infinidade de opções de escolha com que nos deparamos todos os dias é paralisadora e está exaurindo a psique humana. Pense, por exemplo, no número de escolhas que você é obrigado a fazer todos os dias desde que acorda de manhã. Na hora de escolher que café comprar, que tipo de leite, qual das centenas de opções de pão… Qual das centenas de opções de sabonete escolher na prateleira do supermercado. O que dizer então das opções de desodorante? Antitranspirante? Em roll-on? Em creme? Aerosol? Com ou sem perfume?

Enfim, as escolhas de consumo mais simples do dia-dia acabam se tornando uma tortura. Na abundância de opções passamos a vida questionando nossas escolhas. Desde relacionadas com o tipo de café que compramos até com o tipo de profissão que escolhemos, de cidade, de relacionamentos… Lembra até um continho do livro “Dois Palitos”: “e se eu fizesse, e se eu fosse, e se eu, e se… morreu na hipótese”

Escolher, hoje em dia, demanda uma energia muito grande, nos deixa exaustos. Questionamos nossas escolhas até antes mesmo de nos decidirmos e de experimentá-las. E passamos a acreditar que nossos fracassos são sempre culpa de escolhas erradas que fizemos. Que “se” tivéssemos escolhido outra opção isso não aconteceria.

Ou seja, a abundância de escolhas fragiliza a felicidade. E tende a piorar, uma vez que se analisarmos que a tecnologia e os processos estão cada vez mais fáceis de copiar, a tendência é que tenhamos produtos cada vez mais semelhantes em algumas áreas.

O paradoxo, então, é que pensamos que queremos mais escolhas, mas quanto mais opções temos menos satisfeitos ficamos.

Segundo Schwartz, quatro são as possíveis razões para a nossa insatisfação com relação ao grande número de opções:

1) O custo da oportunidade. Ao fazermos uma escolha baseada em um grande número de opções precisamos abrir mão de todas as outras. Analisando apenas duas opções, por exemplo, podemos determinar mais facilmente (e rapidamente - tempo é dinheiro!) os prós e contras de cada uma. Mesmo assim, você percebe que escolhendo uma, você estará invariavelmente perdendo alguma vantagem que a outra opção possui. É o chamado custo de oportunidade: quanto mais alternativas você considera, maiores os custos de oportunidade de uma decisão.

2) Arrependimento. O ato de não escolher é, por si só, uma escolha. Portanto, não nos arrependemos somente do que escolhemos, mas também do que deixamos de escolher. Assim, um infinito número de possibilidades diminui o prazer das escolhas.

3) Capacidade de adaptação. E se a escolha que parecia a mais sensata até ontem, hoje nos mostra ser o pior que poderíamos ter escolhido?

4) O peso da comparação. Como estamos nos comparando o tempo todo com as outras pessoas, acabamos concluindo que a grama do vizinho é sempre mais verde.

Schwartz divide os consumidores em maximizadores e satisfazedores. Os maximizadores buscam a qualquer custo a opção mais vantajosa sempre – vasculham todas as lojas em busca de uma simples meia com o melhor custo/benefício, por exemplo. Os satisfazedores, por outro lado, assim que encontram a opção que lhes pareça a melhor, param de procurar. Adivinhe qual dos grupos tende a ser menos feliz com as decisões? Os maximizadores, claro!

E a relação disso com o marketing?

No livro há uma série de pesquisas relatadas sobre as experiências de compra e o comportamento do consumidor diante das opções. Numa das pesquisas, foram apresentadas em uma mesa uma variedade enorme de geléias, enquanto que na outra mesa, apenas seis opções foram oferecidas.

Embora a mesa com o maior número de opções também tivesse tido o maior número de experimentações, as vendas foram maiores na mesa com apenas seis opções expostas.

Ou seja, o consumidor não quer mais gastar tanta energia na experiência da escolha. E ainda voltar para casa questionando se não teria sido melhor ter escolhido outra opção. Ofereça opções sim, mas em um número que não deixe o consumidor perdido, que não o exauste no processo de escolha, mas sim que facilite esse processo!

Quer ver um outro exemplo?

Com tanta opção disponível emerge a geração “Trialist“. O nome já diz tudo, vem de “try” (tentar, experimentar, em inglês) que é formada por consumidores que querem experimentar todas as novidades possíveis (”em dúvida, leve todos”).

Isso fica mais visível quando imaginamos que os jovens estão transitando em um número maior de tribos e conseqüentemente, experimentando produtos de várias tribos diferentes.

Um exemplo interessante de uma empresas que está adaptando seus produtos a este perfil de consumidor é o da “Pizza Hut” na Inglaterra, onde as pizzas podem conter até quatro sabores diferentes. Experimentando mais, de uma única vez, permite também que o consumidor possa, na próxima experiência de compra, escolher de maneira mais rápida e fácil, com menos gasto de energia e stress.

Afinal, o consumidor já tem muitas coisas com o que se preocupar.

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segunda-feira, 8 de setembro de 2008

CD: Nora Ney - Acervo Especial

Baixe o arquivo em MP3 clicando no link abaixo:

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domingo, 7 de setembro de 2008

Chipre / Cyprus / Kypros / Kibris


Chipre / Cyprus / Kypros / Kibris, upload feito originalmente por La Fragua.

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sábado, 6 de setembro de 2008

Eurovision 2008 Live Semi 2 Cyprus

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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Gastronomia no Mundo


INTRODUÇÃO

Gastronomia no mundo é a a alimentação humana é determinada, principalmente, pelas plantas e animais disponíveis em cada local. Os esquimós, que vivem no pólo Norte, alimentam-se, principalmente, da carne de peixes, focas, baleias e animais da terra firme. Os caribenhos vivem de peixes, vegetais e arroz porque as principais atividades econômicas das ilhas são o turismo e a agricultura . O pão, um alimento milenar, básico na maior parte do mundo, é feito de milho no México; de aveia ou cevada na Escócia; de centeio, trigo ou cevada na Alemanha, Rússia e Escandinávia, de trigo nos Estados Unidos e no Canadá e de uma mistura de milho e trigo no Brasil, sendo que, em algumas regiões brasileiras, pode-se encontrar o pão de trigo puro. O pão é quase desconhecido nos países onde o arroz é a base da alimentação porque o grão de arroz não é apropriado para a produção de pães. O leite, um alimento fundamental para a população mundial, é fornecido por vacas na América do Norte, Austrália, Nova Zelândia e a maioria da Europa; por cabras em vários países mediterrâneos; por búfalas na Índia, no Paquistão e no Egito; por camelos-fêmea na península árabe e por iaques no Tibete.

A riqueza de uma sociedade determina seus alimentos. É possível aumentar a variedade quando um país compra alimentos de outras regiões. Os Estados Unidos, por exemplo, importam produtos de, praticamente, o mundo todo: café da Colômbia e Brasil, chá (ver Teáceas) do Sri Lanka, queijo da Dinamarca, França e Holanda; sardinhas da Noruega e bananas do Caribe. A quantidade de produtos consumidos está diretamente relacionada à saúde. No início da década de 1990, um período de prosperidade no Japão, os gastos pessoais familiares com a alimentação aumentaram em 19%, embora a quantidade de carne, leite e ovos tenha aumentado em 68%.


HÁBITOS ALIMENTARES

Os hábitos alimentares são determinados por padrões culturais. Os japoneses comem lula, lagosta, atum e sépia crus, embora esta prática seja estranha para a maioria dos ocidentais. Os habitantes de Nova York, Londres, Paris e Dublin alimentam-se de ostras e conchas cruas. Os franceses adoram o sabor de ouriços crus, da mesma forma que os mexicanos apreciam lagartas dos agaves; as tribos do Saara comem os insetos conhecidos pelo nome de louva-a-deus. Nos países mediterrâneos, os escargots e pernas de rãs são consideradas iguarias.


RESTRIÇÕES RELIGIOSAS

As restrições religiosas (ver Religião) limitam a dieta de muitas pessoas. A maioria dos hindus não come carne bovina por considerar a vaca um animal sagrado. Alguns não ingerem qualquer produto animal, exceto leite. Os muçulmanos (ver Islã) e judeus (ver Judaísmo) são proibidos de comer porco. Aos islâmicos também é vetado as bebidas alcóolicas (ver Álcool) e muitos judeus, por convicções religiosas, rejeitam certos tipos de peixes, animais que tenham a pata fendida e determinadas misturas, entre elas, ingerir na mesma refeição carne e leite. A Igreja Católica interdita a seus fiéis o consumo de carne vermelha na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira da Paixão.


SUPERSTIÇÕES

Existem várias superstições sobre os alimentos. Por exemplo, acredita-se que os frutos do mar fortalecem o cérebro; o espinafre aumenta a força; as cenouras são boas para a vista; as ostras contribuem para virilidade; o leite é um alimento completo. Na Indonésia, peixes secos são raramente ingeridos porque o povo acredita que causam vermes. No Brasil, há quem creia que a mistura de leite com manga pode matar. Outros grupos acreditam que comer peixe causa lepra e que feijões ou bananas pintados provocam sarampo. Entre os bantos, as meninas e mulheres na idade de procriação são proibidas de beber leite pois pode causar esterilidade. Em Portugal corre a crença de que ovos de duas gemas e frutas geminadas fazem as mulheres parir gêmeos siameses.

Por diversos fatores, há uma grande variação nos hábitos alimentares dos diferentes países. Porém, alguns pratos são comuns em sociedades diversas. O bolinhos de carne brasileiro pode ser o ravioli italiano. Os won ton chineses assemelham-se aos kreplach da cozinha judaica. Macarrões e espaguetes são encontrados na cozinha italiana e na chinesa. As panquecas francesas, chamadas crepes, são similares aos blintzes judaicos e aos rolinhos primavera da culinária da China.


GASTRONOMIA NO EXTREMO ORIENTE

O arroz é o alimento básico da Ásia, exceto no norte da China e em algumas partes da Índia e do Japão, onde o trigo é a base da alimentação. Mandioca e inhames são consumidos em grandes quantidades nas ilhas do sudeste da Ásia. O consumo de açúcar, frutas, vegetais e laticínios é baixo. Os legumes e frutos secos têm grande importância por serem, muitas vezes, a única fonte de proteína. O grãos mais consumidos são o grão-de-bico no sudoeste da Ásia e os grãos de soja na Ásia Oriental. O coco é importante nas áreas tropicais, e o amendoim é comum na Indonésia.

Na China, as carnes principais são frango, carne bovina e porco. Peixes e frutos do mar são consumidos com freqüência. Os produtos marítimos salgados são populares, especialmente barbatana de tubarão seca, um prato sofisticado e caro. O vegetais mais tradicionais incluem repolho-chinês, raiz de lótus, brotos de bambu, brotos de feijão e ervilhas. Um queijo feito do coalho de grãos de soja, o tofu, faz parte de muitas receitas. As especiarias típicas incluem pimenta selvagem, gengibre, molho de soja e folhas de coentro. Um dos pratos mais incomuns da culinária chinesa são ovos de pata preservados na cal e na soda por um período de 50 a 100 dias.

Arroz e peixe são as comidas tradicionais do Japão, mas carne bovina, frango, porco e ovos estão se tornando mais importantes. A carne bovina japonesa está entre as melhores do mundo, embora este alimento fosse quase desconhecido para os japoneses há um século. Dois dos mais famosos pratos japoneses são o sukiyaki, feito de carne e vegetais cozidos rapidamente sobre um braseiro, e a tempura, que consiste em camarões e verduras cobertos com uma massa e fritos. Os peixes são freqüentemente consumidos crus. Grãos de soja são muito usados, especialmente nas regiões montanhosas, onde o peixe é escasso. Os vegetais incluem a raiz de lótus, cogumelos, nabos, rabanetes, bardana, batatas-doces, pepinos, couve e cebolas. As algas são comidas secas e usadas para produzir o dashi, um caldo utilizado como base de vários pratos. Os temperos típicos incluem molho de soja, vinagre, açúcar, sementes de gergelim e amendoim moídos, raiz de rábano e cebolinha japonesa. Óleos e gorduras são usados raramente.

A Índia é famosa por seus pratos de curry. Os curries, temperados com especiarias e ervas moídas, principalmente coentro e curcuma, são utilizados em qualquer tipo de comida, incluindo verduras, peixes, carnes e aves. Nas regiões costeiras e na Índia do norte são servidos com os chapattis, um tipo de pão plano sem fermento. Os pratos de curry vêm, freqüentemente, acompanhados de chutneys, um condimento picante feito de frutas e vinagre. O ghee, um tipo de manteiga clarificada, é a principal gordura usada para cozinhar.

A Indonésia é conhecida por sua rijstaffel, ou mesa de arroz, uma refeição que combina comidas nativas e européias. A entrada consiste em vários pratos, como camarões, cogumelos, satays (carnes grelhadas muito temperadas) e krupuk, uma massa frita feita de farinha de arroz. Os pratos principais são picantes, feitos de frutos do mar, frango ou vegetais e acompanhados de arroz. Muitos dos pratos são servidos com acompanhamentos, chamados sambals, feitos com óleo apimentado.


GASTRONOMIA NA OCEANIA

Os gêneros de primeira necessidade do Havaí são taro (ou inhame branco), inhames, fruta-pão e bananas. Os colonizadores chineses e japoneses influenciaram a dieta nativa, simples e rica em carboidratos. O poi, um produto fermentado feito da raiz de taro, é um prato tradicional. O peixe é abundante e um dos mais procurados é o mahimahi, ou golfinho. No luau, uma festa tradicional, geralmente são servidos leitões cozidos enrolados em folhas, peixe cru ou ensopado, abacaxi e inhame.

Na Austrália e Nova Zelândia, a dieta é similar à inglesa. Costeletas e bifes fazem parte do café da manhã. Também existem muitos frutos do mar. Uma das iguarias da Nova Zelândia são as toheroas, que lembram mariscos. Tortas e pratos de arroz doce são sobremesas típicas.


GASTRONOMIA NO ORIENTE MÉDIO

Os países do Oriente Médio são os maiores consumidores de cereais do mundo. O trigo, na forma de pão ou parcialmente cozido como bulghur, é a base da alimentação. O milho é a base em partes da Turquia ao redor do mar Negro e a cevada e o painço são importantes na Península Arábica. O carneiro é a carne mais consumida. É servido ensopado, moído e grelhado em espetos. Um prato comum é a moussaka, uma combinação de carne moída de carneiro e berinjela. Entre a população mais pobre, a carne é substituída por sopas grossas e queijo de cabra. Laticínios, principalmente leite talhado e queijo são muito consumidos. Os legumes e frutos secos — grão-de-bico, feijão, sementes de pinheiro, avelãs, castanhas e pistache — têm muita importância na alimentação desta região. Muitas das sobremesas do Oriente Médio são feitas de massa folhada muito fina e adoçadas com mel e água de rosas. As frutas são abundantes.


GASTRONOMIA NA ÁFRICA

O sorgo e o painço são os alimentos básicos nas partes mais áridas da África tropical. Arroz, amendoim, inhame, mandioca e milho também são alimentos importantes. Nas zonas de savana da África Oriental e Meridional, milho e painço são gêneros de primeira necessidade, complementados por sorgo, arroz, ervilhas e feijões. Os tubérculos são a base da alimentação nas áreas mais irrigadas da savana. Bananas e tubérculos são mais degustados na floresta tropical. O arroz é a base da alimentação da ilha de Madagascar. Os pratos são freqüentemente condimentados com alho, hortelã, açafrão, cuminho, canela ou pimentas. No Marrocos, na Argélia e na Tunísia um dos pratos mais típicos é o cuscuz, um ensopado de painço ou sorgo e carne bovina, carneiro, pequenas almôndegas ou frango. Grão-de-bico, nabos, cenouras e abóboras amarelas ou verdes também são cozidos neste ensopado. O cuscuz é temperado com cuminho e coentro.


GASTRONOMIA NA AMÉRICA LATINA

Na América espanhola, o milho é a base da alimentação, exceto no sul, onde o trigo o substitui, e nas costas e planaltos tropicais, onde a predominância é do arroz. A mandioca e a batata-doce são importantes nas áreas mais baixas mas, em geral, não são tão consumidas como os cereais. Os legumes secos, especialmente grão-de-bico, feijões e lentilhas, são importantes. O consumo de açúcar é muito grande, aproximadamente duas vezes a média do resto do mundo.

No México, os pratos básicos são feitos de fubá, arroz, feijões e pimentas (ver Piperáceas; Especiarias). As pimentas do tipo chilli podem ser suaves ou muito picantes. O pão tradicional do México é a tortilla, feita de fubá e água, em formato plano e fino. As tortillas são geralmente recheadas de carne, abacate, tomate e pimentas. Outros pratos tradicionais do México são a guacamole, feita de uma pasta de abacate, cebolas e tomates; os tamales, feitos de massa de fubá e carne moída, tomates e pimentas chilli, e óleo; feijões fritos; e molhos do tipo mole, picantes e às vezes condimentados com chocolate amargo. As sopas secas são um prato popular. Uma sopa seca típica é feita cozinhando-se o arroz com tomates e caldo até que o líquido seja absorvido. Os grãos-de-bico e cogumelos também podem ser incluídos na dieta básica. Uma das sobremesas mais populares do México é o flan, ou pudim de leite.

As comidas de outros países da América Central lembram os pratos mexicanos, embora sejam normalmente menos picantes. Peixes, porco assado, tripas, feijão preto e arroz são comidas populares.

Um prato característico da América do Sul é a empanada, uma panqueca recheada com legumes, carne ou frutas, ou uma combinação dos três. Outros pratos típicos são o puchero, um cozido de carne e vegetais; peixe cozido com molho de tomate; e o seviche, um tira-gosto feito de peixe temperado cru. Os tamales são consumidos na maioria dos países sul-americanos, sendo muitas vezes menos picantes que no México e conhecidos por vários nomes diferentes.

No Brasil, a culinária sofreu influência dos colonizadores portugueses, dos escravos africanos e dos indígenas. Um dos pratos mais característicos das refeições brasileiras é a feijoada, elaborado com feijão e carnes salgadas de porco. Pelo tamanho do território há vários tipos de culinárias no Brasil e a alimentação típica da Bahia é completamente diferente da mineira que, por sua vez, não se assemelha em nada com a do Sul e do Norte do país (ver Gastronomia no Brasil e Feijoada).


GASTRONOMIA NA AMÉRICA DO NORTE

O gênero básico da alimentação norte-americana é o trigo. Os cereais são consumidos em menor proporção na dieta norte-americana do que em todas as regiões mencionadas. Existe uma abundância de alimentos e grande demanda de carne, legumes, ovos, peixe e leite.

Os Estados Unidos e o Canadá foram povoados por imigrantes de várias partes do mundo. Por este motivo, os dois países têm muitos pratos de origem estrangeira. No Canadá, a influência francesa é mais forte na província de Quebec e a inglesa no resto do país. Vários pratos, porém, são característicos do Canadá, incluindo uma torta de porco e vitela chamada tourtière, sopa de ervilhas, e um cozido de carne e legumes. O peixe é abundante em todas as partes do Canadá. A ilha Prince Edward é famosa por seus pratos de ostra e a Colúmbia Britânica, pelo salmão. O xarope e o açúcar de bordo (ver Aceráceas) são usados com exagero na culinária.

Nos Estados Unidos, hambúrgueres, salsichas, carne, torta de maçãs e o sorvete são pratos típicos de uma costa à outra, mas os hábitos alimentares variam de região para região. A culinária sulista é caracterizada por presuntos curados, frango frito, porco salgado, fervido horas com verduras, e pratos feitos com fubá. A Nova Inglaterra é conhecida por suas sopas de frutos do mar, pelos baked beans (feijões assados) e pães integrais. O Oeste adotou muitos dos pratos de origem mexicana e chinesa.


GASTRONOMIA NA EUROPA

Carne, peixe, ovos, leite, frutas, legumes e açúcar são abundantes na maioria dos países europeus.

Na Inglaterra, o carneiro assado, costeletas de carneiro e rosbife acompanhado de Yorkshire pudding (um tipo de bolinho assado) são pratos típicos. Os ingleses são conhecidos por suas tortas de carne, feitas geralmente com vitela, porco e língua; vitela com presunto e carne bovina com rins. As tortas são feitas também de carne e legumes, ou peixe e ovos, ou frango. Muitos tipos de peixe são abundantes. Peixe frito com batatas fritas é um prato tão popular na Inglaterra como os cachorro-quentes nos Estados Unidos.

A comida irlandesa é simples e frugal. O jantar sempre inclui batatas e um ou dois legumes, freqüentemente nabos, repolho ou cebolas. Um prato típico irlandês é o colcannon, um prato de purê de batatas contendo cebolinhas ou repolho. Os pães principais são o pão de soda, feito com bicarbonato de sódio e leite azedo, o pão de batata, e os scones, feitos com leite azedo.

A comida escocesa também é bastante simples. A aveia, cereal principal, é usada em vários pratos. A sopa escocesa leva cevada, carneiro, pombo e aveia. O haggis, prato tradicional escocês, é feito recheando-se o estômago de um carneiro com o fígado, o coração e os pulmões picados, aveia tostada e especiarias. O estômago é, então, costurado e fervido por horas.

Peixes, em especial o arenque, são alimento comum em todos os países escandinavos. São comidos crus, secos, defumados e em conserva. Um prato típico de Escandinávia é o smorgasbord, uma variedade de especialidades. Nele podem ser servidos até 50 pratos, incluindo carnes frias e quentes, vários pratos de peixe, queijos, saladas, ovos e conservas, tudo acompanhado de pão integral e manteiga. O consumo de laticínios é muito grande, especialmente na Dinamarca. A sopa de coalhada é um prato comum para crianças. A Suécia é famosa por seus pães de centeio crocantes, assados em fatias finas (knackerbrood), e pelo limpa, um pesado pão de centeio, com formato longo. A carne de veado é consumida na Finlândia e na Noruega, particularmente nas áreas rurais, e carne bovina e suína, carneiro e frango são populares. Uma sobremesa tradicional da Dinamarca e da Suécia é o arroz doce.

A comida alemã é rica e calórica e a dieta inclui bolinhos fritos, panquecas e pães. Dois pratos tradicionais são o sauerkraut e o sauerbraten. As carnes de aves, de porco e de vitela são a base de muitos pratos. As melhores salsichas do mundo (wursts) são alemãs, podendo ser frescas ou defumadas, com carne em pedaços ou moída, firmes ou macias, e temperadas com alho, sementes de alcaravia ou sálvia. As sobremesas tradicionais são bolinhos fritos doces, bolos e tortas.

A culinária húngara é caracterizada pelo uso de páprica e creme azedo. Os dois ingredientes são usados nos gulyás ou goulashes. Os gulyás são ensopados feitos com carne bovina, aves ou porco aos pedaços. O mais famoso é o Székely gulyás, feito de porco, sauerkraut, páprica e creme azedo. Outros alimentos favoritos são peixe, especialmente carpas, salsichas, pratos de porco com páprica e macarrão. As sobremesas húngaras mais conhecidas são os strudels, feitos com uma massa quase transparente.

Tanto na Polônia, quanto na Rússia são famosas a borscht, uma sopa de beterrabas feita com caldo de carne e servida com creme azedo e, às vezes, batatas cozidas. A sopa de repolho, chamada kapusta na Polônia e shchi na Rússia, também é popular, assim como as saladas de carne, peixe e legumes. Uma salada famosa é feita com pepinos ou beterrabas em fatias temperadas com vinagre, endro e um molho de creme azedo. Pastéis recheados de carne ou queijo, chamados pirogi, são comidos como acompanhamento de sopas ou como prato principal. Os pratos poloneses mais conhecidos são as salsichas chamadas kielbasa, o repolho recheado chamado golabki e um ensopado, chamado bigos, feito de carnes, cogumelos, repolho e cebolas. Na Rússia come-se muito peixe, caviar, sardinhas e arenques salgados. O salmão e outros peixes são usados para produzir o coulibiac, um bolo de massa recheada com peixe desfiado, cogumelos em pedaços, ovos cozidos, e o tutano da espinha do esturjão. Uma parte importante da dieta russa é o kasha, um tipo de purê feito com trigo ou trigo-sarraceno. No sul, ele é feito normalmente com milho. O arroz é um produto básico e o carneiro, freqüentemente preparado em espetos, é a carne favorita. O chá é a bebida principal da Polônia e da Rússia.

culinária francesa é conhecida por seus molhos, vinhos e várias ervas e especiarias: pimenta-da-jamaica, anis, manjericão, louro, canela, cravo, alho, macis, manjerona, hortelã, pimenta, açafrão e tomilho. O vinho também é usado no cozimento. A dieta inclui peixes, carne — especialmente vitela e carneiro — pão, vários tipos de legumes, batatas, queijo, frutas e pastelaria fina. A culinária da França oriental é similar à alemã. Nesta região são usadas gordura de ganso e de porco, além de salsichas e outros pratos de porco. Na França meridional, a dieta é similar à espanhola e do sul da Itália. O azeite é muito usado. O prato mais famoso do sul da França é a bouillabaisse, uma sopa feita de vários tipos de peixe, lagosta, siris e outros frutos do mar cozidos na água ou no caldo de peixe, com tomates, cebolas, azeite e várias ervas e especiarias, especialidade de Marselha.

culinária do norte da Itália lembra a francesa, especialmente na utilização das ervas e dos vinhos na preparação de molhos finos. Na Itália meridional, a alimentação é mais robusta e caracterizada por pratos de tomate, muitas vezes temperados com alho. O trigo, base da alimentação, é consumido em uma variedade de formas de pasta: capeletti, spagetti, fetucinni e ravioli. Algumas alternativas são a polenta, um purê feito de fubá, e o risotto, arroz cozido com caldo. O risotto pode ser enriquecido com cogumelos brancos saborosos ou açafrão e é salpicado de queijo parmesão ou romano ralado. A vitela é a carne preferida. Muitas vezes vem cortada em fatias finas, batidas e fritas na manteiga ou no óleo. Outro prato típico é o vitello tonnato, um assado de vitela servido com pasta de atum fria. Berinjela, pimentão, alcachofra e funcho são verduras comuns. Existem vários molhos de tomate diferentes, como o marinara, que contém manjericão e alho, e o bolognese, feito com prosciutto, um tipo de presunto italiano. O azeite é usado com exagero na culinária italiana. O peixe é consumido nas áreas costeiras e é um dos ingredientes do fritto misto. Qualquer legume ou verdura, carne, peixe ou queijo pode ser envolvido numa massa e frito, fazendo parte do fritto misto.

Espanha e Portugal têm dietas similares, mas em Portugal a comida é mais temperada com alho e outros molhos picantes. O peixe é uma carne importante. O bacalhau é abundante, consumido fresco ou defumado. Um dos pratos espanhóis mais conhecidos é a paella, um arroz feito com frango, frutos do mar, salsichas e legumes. Entre os legumes mais usados estão a batata, o feijão-mulato, o pimentão verde, o grão-de-bico, a azeitona, o tomate vermelho e amarelo, o repolho, o nabo e as folhas de dente-de-leão. O gazpacho é uma sopa fria feita de óleo e vinagre, tomate, pimentão, pepino e outras verduras. Grão-de-bico, batatas, toucinho, raízes e salsicha são combinados no cocido madrileno, um ensopado que funciona como refeição completa. O líquido e as carnes são servidos separadamente; as verduras são saboreadas com molho de tomates. Há uma variedade de frutas, sendo consideradas excelentes as laranjas espanholas.

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