segunda-feira, 30 de junho de 2008

30 de Junho de 1993

15 Anos Atrás:

A Polícia Civil prende Bill do Borel em um sítio em Magé (RJ).

 

Entenda o Caso:

Bill, em liberdade condicional, volta a comandar o tráfico no Morro do Borel

O homem que aterrorizou o bairro da Tijuca no início da década de 90 está de volta ao mundo do crime.  Nelson da Silva, o Bill do Borel, de 39 anos, preso em 1993 e condenado a 15 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico, ganhou liberdade condicional em fevereiro de 2004 e, segundo a inspetora Marina Maggessi, reassumiu o controle da venda de drogas no Morro do Borel.  As investigações também revelam que a maioria dos bandidos que participaram da invasão à Favela da Rocinha na Sexta-Feira Santa partiu do Morro do Borel a mando de Bill.
—  Ele acolheu o Dudu (Eduíno Eustáquio de Araújo, que comandou o ataque à Rocinha) no Borel.  Fizemos uma operação no morro às 5h, mas eles tinham saído de lá às 3h  — contou a inspetora da Polinter Marina Maggessi, na época chefe do Centro de Inteligência da Polícia Civil (Cinpol).
A decisão para que ele reassumisse o posto de chefe do tráfico no morro teria partido de Isaías Rodrigues de Silva, o Isaías do Borel, tio de Bill e que está preso em Bangu III.
Mesmo antes de assumir o controle das “bocas-de-fumo” do Borel, em 1990, Bill já era conhecido como um dos bandidos mais cruéis de sua época.  Dois anos antes, ainda “gerente” do tráfico, mandou decepar a mão esquerda de um rapaz que roubara a casa de uma moradora da favela.  No dia 26 de novembro de 1992, 21 jovens de 12 a 22 anos, acusados de fazer arrastões nas linhas de ônibus que passam pela Tijuca, foram punidos com tiros nas mãos.  Isso porque uma das vítimas teria sido uma de suas namoradas, que ficou sem um anel dado por ele.  Além disso, Bill era conhecido por seqüestrar médicos para tratar de traficantes na favela.  Quando assumiu o tráfico no morro, sua primeira medida foi proibir as crianças da comunidade de estudar no Ciep Dr. Antoine Magarinos Torres Filho, na Rua São Miguel.

Caso de Bill lembra o de Magno da Mangueira

A saída de cadeia em liberdade condicional e a volta ao mundo do crime não são uma exclusividade recente de Bill.  O traficante Magno Fernando Soeiro Tatagiba de Souza, o Magno da Mangueira, que estava na condicional desde 4 de novembro de 2002, foi preso no dia 27 de agosto deste ano por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes e da Polícia Federal na Rodovia Niterói-Manilha, em São Gonçalo.  Dentro do Fiat Tipo em que estava com dois homens havia um quilo de cocaína.

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domingo, 29 de junho de 2008

Humorado

“Computador dado não se olha os pentes.”

"Atire o primeiro HD quem nunca usou um crack ou keygen!"

“Na informática nada se perde, nada se cria, tudo se baixa”
 
“O problema do computador é a BIOS (Bicho Ignorante Operando o Sistema)”
 
“Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha?”
 
“Jesus salva, o computador só faz backups”
 
“Um é pouco, dois é bom, três é chat”
 
“Quem semeia e-mails, colhe spams”
 
“Quem com vírus infecta, com vírus será infectado”
 
“Quando a esmola é demais, o antivírus desconfia”
 
“Melhor prevenir do que ter que formatar”
 
“Mouse sujo se limpa em casa”
 
“Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando”
 
“Hacker que ladra, não invade”
 
“Em terra de offline, quem tem modem 56k é rei”
 
“Não adianta chorar sobre o arquivo apagado”
 
“Arquivo dado, não se olha o formato”
 
“Antes só do que em bate-papos chatos”
 
“Amigos, amigos, senhas de sites pagos à parte”
 
“A pressa é inimiga da conexão”
 
“Antes só do que com um malware.”

“Mais vale um Open Souce ligado do que duas Janelas travadas.”
 
“As senhas, ou arquivos perdidos são os mais utilizados.”

“Só Jesus salva, a gente faz Backup....."
 
"Se não tem no Google não existe"

"O Google é meu amigo, e nada me faltará"

“Quem com vírus ferra, com vírus será ferrado”

"Antes Linux bem configurado do que Windows mal instalado".

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sábado, 28 de junho de 2008

Livro: A Arte de Amar – Eric Fromm

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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Philosophycal Barcelona


Philosophycal Barcelona, upload feito originalmente por Babutxi.

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quinta-feira, 26 de junho de 2008

O Que é Uma Entrevista?

Os repórteres entrevistam as suas fontes para obter destas declarações que validem as informações apuradas ou que relatem situações vividas por personagens. Antes de ir para a rua, o repórter recebe uma pauta que contém informações que o ajudarão a construir a matéria. Além das informações, a pauta sugere o enfoque a ser trabalhado assim como as fontes a serem entrevistadas. Antes da entrevista o repórter costuma reunir o máximo de informações disponíveis sobre o assunto a ser abordado e sobre a pessoa que será entrevistada. Munido deste material, ele formula perguntas que levem o entrevistado a fornecer informações novas e relevantes. O repórter também deve ser perspicaz para perceber se o entrevistado mente ou manipula dados nas suas respostas, facto que costuma acontecer principalmente com as fontes oficiais do tema. Por exemplo, quando o repórter vai entrevistar o presidente de uma instituição pública sobre um problema que está a afectar o fornecimento de serviços à população, ele tende a evitar as perguntas e a querer reverter a resposta para o que considera positivo na instituição. É importante que o repórter seja insistente. O entrevistador deve conquistar a confiança do entrevistado, mas não tentar dominá-lo, nem ser por ele dominado. Caso contrário, acabará induzindo as respostas ou perdendo a objetividade.

Métodos de entrevista

Os métodos de entrevista são uma aplicação dos processos fundamentais de comunicação que quando são corretamente utilizados permitem ao investigador retirar das suas entrevistas elementos de reflexão muito ricos. Nos métodos de entrevista, contrariamente ao inquérito por questionário, há um contato direto entre o investigador e os seus interlocutores. Esta troca permite o interlocutor do investigador exprimir as suas idéias, enquanto que o investigador, através das suas perguntas, facilita essa expressão e não deixa-la fugir dos objetivos de investigação, cabendo também ao investigador trazer elementos de análise tão fecundos quanto possível.

No âmbito da análise de histórias de vida, o método de entrevista é extremamente aprofundado e detalhado com muitos poucos interlocutores, o que leva a que as entrevistas sejam divididas em várias sessões.

O método de entrevista é especialmente adequado na análise que os autores dão às suas práticas, na análise de problemas específicos e na reconstituição de um processo de ação, de experiências ou acontecimentos do passado. Tem como principais vantagens o grau de profundidade dos elementos de análise recolhidos, a flexibilidade e a fraca diretividade do dispositivo que permite recolher testemunhos dos interlocutores. Quanto a desvantagens, a questão de flexibilidade também pode vir ao de cima. Isto porque o entrevistador tem que saber jogar com este fator, de forma a estar à vontade, mas também de forma a não intimidar o interlocutor, o que poderia ocorrer caso por exemplo a linguagem ou a postura do entrevistador fossem de tal forma flexíveis. Outra desvantagem comparativamente ao método de inquérito por questionário é o facto de os elementos recolhidos não se apresentarem imediatamente sob uma forma de análise particular.

O método das entrevistas está sempre relacionado com um método de análise de conteúdo. Quantos mais elementos de informação conseguirmos aproveitar da entrevista, mais credível será a nossa reflexão.

Entrevista semi-diretiva

A entrevista semi-diretiva é a mais utilizada em investigação social. É semi-diretiva pois é encaminhada por uma série de perguntas guias, relativamente abertas e não muito precisas, que não obedecem necessariamente à ordem que está anotada no guião. O entrevistador desta forma, “deixará andar” dentro do possível o entrevistado, esforçando-se apenas para reencaminhar a entrevista para os seus objetivos quando esta se perder um pouco, colocando perguntas às quais o entrevistado não chega por si próprio, de forma natural e no tempo certo.

Entrevista centrada

Já a entrevista centrada, ou focused interview, tem como objectivo analisar uma experiência que o entrevistado tenha vivido ou assistido. O entrevistador não dispõe de nenhum guião com perguntas preestabelecidas, mas sim de uma lista de tópicos relativos ao tema estudado que serão necessariamente abordados ao longo da entrevista com o desenrolar da conversa.

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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Hoje na História (Há Cinco Anos Atras)

25.Jun.2003

Nova Zelândia legaliza e regulamenta prostituição.

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terça-feira, 24 de junho de 2008

Humorando

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segunda-feira, 23 de junho de 2008

Cálcule Quantas Cervejas Você já Bebeu na Vida

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domingo, 22 de junho de 2008

Filosofia ocidental

 


INTRODUÇÃO

Filosofia ocidental, estudo racional e crítico dos princípios básicos da compreensão. Divide-se quase sempre em quatro ramos principais: metafísica, epistemologia, ética e estética. Os dois tipos fundamentais de investigação filosófica são a filosofia analítica, que é o estudo lógico dos conceitos, e a filosofia sintética, que é a organização dos mesmos num sistema unificado. Para os gregos clássicos, o termo filosofia significa a busca do conhecimento por si próprio e abrange todas as áreas do pensamento especulativo. É popularmente compreendida como um conjunto de atitudes e valores básicos referentes à vida, à natureza e à sociedade, embora tal definição continue sendo objeto de controvérsia. No século V a.C., na escola eleática, Parmênides trouxe o conceito de “ente”, e Zenão de Eléa, os paradoxos lógicos, enigmas intelectuais que filósofos e lógicos de todas as épocas posteriores tentariam resolver. O interesse dos eleáticos pelo problema da coerência racional propiciou o desenvolvimento da ciência da lógica.

Por outro lado, a especulação em torno do mundo físico, iniciada pelos jônios, foi seguida pelos pluralistas Empédocles e Anaxágoras. Seu conceito de partículas elementares levou ao desenvolvimento de uma teoria atômica da matéria, que foi formulada pela primeira vez pelos atomistas Leucipo e Demócrito de Abdera, a quem se atribui o primeiro esboço mais completo de um materialismo determinista. Por volta de fins do século V a.C., os sofistas passaram a ter um importante papel na evolução das cidades-estados gregas. A famosa máxima de Protágoras, “o homem é a medida de todas as coisas”, é representativa da atitude filosófica desta escola.

Talvez a maior personalidade filosófica da história tenha sido Sócrates. Sua contribuição não foi uma doutrina sistemática, e sim um método de reflexão, a maiêutica, e um estilo de existência. Enfatizou a necessidade de um auto-exame analítico das crenças de cada um, de definições claras para os conceitos básicos, e de um levantamento racional e crítico dos problemas éticos. Platão, pensador mais sistemático do que Sócrates, baseou sua filosofia em sua teoria das idéias, ou doutrina das formas. Seu conceito do bem absoluto — que é a idéia mais elevada e engloba todas as demais — foi uma das principais fontes das doutrinas religiosas panteísta e mística na cultura ocidental.

Aristóteles, considerado o mais ilustre discípulo de Platão e, juntamente com ele, o mais profundo e influente pensador do mundo, definiu os conceitos e princípios básicos de inúmeras ciências teóricas, como a lógica, a biologia, a física e a psicologia. Ao estabelecer os rudimentos da lógica como ciência, desenvolveu a teoria da inferência dedutiva, representada pelo silogismo e por um conjunto de regras, fundamentando o que viria a ser o método científico. Esboçou um sistema orgânico da natureza que foi adotado por muitos teólogos cristãos, judeus e muçulmanos na Idade Média.

Do século IV a.C. ao desenvolvimento da filosofia cristã no século IV, o epicurismo, o estoicismo, o ceticismo e o neoplatonismo foram as principais escolas filosóficas do mundo ocidental. O interesse pela ciência natural declinou durante este período e essas escolas se preocuparam principalmente com a ética e a religião.

FILOSOFIA MEDIEVAL

Durante o declínio da civilização greco-romana, os filósofos ocidentais abandonaram a investigação científica da natureza e a busca da felicidade no mundo e passaram a se preocupar com o problema da salvação em outro mundo melhor. Por volta do século III, o cristianismo já se havia estendido às classes mais cultas do império romano.

Santo Agostinho conciliou a ênfase dada pelos gregos à razão com a insistência dos romanos nas emoções religiosas dos ensinamentos de Cristo e dos apóstolos, gerando um sistema de pensamento que se transformou na própria doutrina do cristianismo da época. Em grande parte graças a sua influência, o pensamento cristão foi platônico em espírito até o século XIII. O estadista do século VI, Boécio, reavivou o interesse pelos pensamentos grego e romano, especialmente pela lógica e a metafísica aristotélicas. No século IX, o monge irlandês Johannes Scotus Erigena propôs uma interpretação panteísta do cristianismo, identificando a Trindade divina com o Uno, o Logos e a Alma universal do neoplatonismo.

No século XI, ressurgiria o pensamento filosófico, fruto do crescente encontro entre as diferentes regiões do mundo ocidental e o despertar do interesse pelas culturas desconhecidas, que culminaria no Renascimento. Os filósofos muçulmanos, judeus e cristãos interpretaram e esclareceram os escritos de Platão, Aristóteles e outros sábios gregos, tentando conciliar a filosofia com a fé religiosa e dar às próprias crenças religiosas pilares racionais. Surgiu a escolástica, cujo método foi dialético ou discursivo. O interesse pela lógica do discurso levou a importantes avanços, tanto em lógica quanto em teologia.

Avicena, físico árabe do século XII, integrou o neoplatonismo e as idéias aristotélicas à doutrina religiosa muçulmana. Outros pensadores de destaque foram o poeta judeu Solomon ben Yehuda Ibn Gabirol e o filósofo eclesiástico e escolástico Santo Anselmo, que estabeleceu o papel do realismo lógico num dos debates mais conflituosos e transcendentes da filosofia medieval, o dos universais. A idéia contrária, o nominalismo, foi formulada pelo filósofo Roscelino.

O teólogo francês Pedro Abelardo propôs um compromisso entre realismo e nominalismo, que ficou conhecido como conceitualismo. O jurista ibero-muçulmano Averroés contribuiu para que a ciência e o pensamento aristotélico tivessem grande influência no mundo medieval, graças a seus lúcidos e eruditos comentários sobre a obra de Aristóteles. Outros escolásticos de destaque foram ainda Maimônides, o filósofo São Boaventura e Santo Alberto Magno. Porém, a maior figura intelectual da era medieval foi, sem dúvida, Santo Tomás de Aquino, que uniu a ciência aristotélica e a teologia agostiniana num amplo sistema de pensamento, que se transformaria na filosofia autorizada da Igreja Católica.

FILOSOFIA MEDIEVAL DEPOIS DE TOMÁS DE AQUINO

As maiores críticas à filosofia tomista viriam a ser formuladas por Johannes Duns Scotus e por William of Occam. Nos séculos XV e XVI, o renascer do interesse científico pela natureza veio acompanhado de uma tendência ao misticismo panteísta. O prelado católico romano Nicolau de Cusa, ou Cusano, antecipou a obra do astrônomo polonês Nicolau Copérnico, ao sugerir que a Terra se move em torno do Sol, deslocando, assim, a humanidade do centro do universo, que concebia como infinito e idêntico a Deus. O filósofo Giordano Bruno, que também identificou o universo com Deus, desenvolveu as implicações filosóficas da teoria copernicana, que influenciariam correntes intelectuais posteriores, levando ao nascimento da ciência moderna e à Reforma.

FILOSOFIA MODERNA

A partir do século XV, a filosofia moderna tem estado caracterizada por uma contínua interação entre sistemas de pensamento, fundados em uma interpretação mecanicista e materialista do universo, e os que se baseiam na fé no pensamento humano como única realidade última. Esta interação reflete o efeito crescente das descobertas científicas e das transformações políticas na especulação filosófica.

MECANICISMO E MATERIALISMO

Os séculos XV e XVI marcam um período de desenvolvimento social, político e intelectual de corte radical. A visão medieval do cosmos é suplantada pela visão mecanicista do mundo como uma grande máquina, cujas partes se movem segundo leis físicas exatas, sem propósito ou vontade. Nesta nova visão filosófica, a experiência e a razão são os únicos padrões efetivos para elucidar a verdade. O jesuíta espanhol Francisco Suárez teve grande influência na transformação da escolástica clássica e na elaboração de uma moderna concepção da lei e da autoridade real. O primeiro grande representante da nova filosofia foi Francis Bacon, que erigiu um novo método científico (novum organum), baseado na generalização indutiva realizada a partir da observação e da experimentação. Foi o primeiro a formular leis para a inferência indutiva.

O trabalho do físico e astrônomo Galileu foi da maior importância para o desenvolvimento desta nova visão de mundo. Criou a ciência da mecânica, que aplicava os princípios da geometria aos movimentos dos corpos. Por sua vez, o filósofo racionalista René Descartes fez da matemática o modelo de toda a ciência, aplicando seus métodos dedutivos e analíticos a todas as áreas do saber.

Thomas Hobbes elaborou um amplo sistema de metafísica materialista, que trouxe uma solução para o problema mente-corpo do dualismo, reduzindo a mente aos movimentos interiores do corpo. Aplicou os princípios da mecânica a todas as áreas do conhecimento. O filósofo holandês Baruch Spinoza afirmou que toda a estrutura da natureza pode ser deduzida de umas tantas definições básicas e axiomáticas, conforme o modelo da geometria de Euclides. John Locke enriqueceu a tradição empirista iniciada por Bacon: dotou o empirismo de um marco sistemático, fazendo da epistemologia o principal objeto de interesse da filosofia moderna.

IDEALISMO E CETICISMO

Gottfried Wilhelm Leibniz combinou os descobrimentos matemáticos e físicos de seu tempo com as concepções orgânicas e religiosas da natureza herdadas do pensamento clássico e medieval, marcando o início da tradição filosófica do idealismo. Foi George Berkeley que transformou o idealismo numa poderosa escola de pensamento, ao uni-lo ao ceticismo e ao empirismo, tornando-se, assim, muito influente na filosofia britânica. Estabeleceu a visão epistemológica do fenomenalismo e abriu o caminho que seria seguido pelo movimento positivista no pensamento moderno. David Hume, por sua vez, incentivou o uso de procedimentos estatísticos, em lugar dos sistemas dedutivos, e deu novo alento à redefinição de conceitos básicos.

Em resposta ao ceticismo de Hume, Immanuel Kant construiu um amplo sistema de filosofia, que pode ser colocado entre as maiores conquistas intelectuais da cultura ocidental, combinando o princípio empirista de que todo conhecimento se origina da experiência com a crença racionalista no conhecimento obtido por dedução.

Na França, a atividade social culminou no período conhecido como o Iluminismo, que impulsionou as mudanças sociais que produziram a Revolução Francesa. Na Alemanha, através da influência de Kant, o idealismo e o voluntarismo se tornaram as tendências dominantes, com filósofos como Johann Gottlieb Fichte e Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling. Sem dúvida, o espírito filosófico mais potente do século XIX foi o filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel, com seu sistema de idealismo absoluto. Sua concepção de Estado nacional como a mais alta encarnação do espírito absoluto foi interpretada, durante muito tempo, como a principal fonte das inúmeras ideologias autoritárias modernas. Outros pensadores de destaque foram o alemão Arthur Schopenhauer, o francês Auguste Comte, o economista britânico John Stuart Mill e o filósofo religioso dinamarquês Sören Kierkegaard.

FILOSOFIA EVOLUCIONISTA

A idéia mecanicista do mundo, característica do século XVII, e a fé na razão e no senso comum do século XVIII, embora ainda influentes, foram modificadas no século XIX por uma série de idéias mais complexas e dinâmicas, baseadas mais na biologia e na história do que na matemática ou na física. Entre outras, foi de grande influência a teoria da evolução a partir dos princípios da seleção natural, proclamada, em 1858, por Charles Darwin. Por sua vez, os alemães Karl Marx e Friedrich Engels elaboraram a filosofia do materialismo dialético, que se tornaria a base ideológica do comunismo.

O filósofo britânico Herbert Spencer englobou a filosofia na sociologia e na história, por considerá-las as ciências mais avançadas. Friedrich Nietzsche recuperou a concepção de existência de Schopenhauer como a expressão de uma vontade cósmica, mas fez da chamada “vontade de potência” a fonte de todo valor. No fim do século XIX, o pragmatismo, termo inventado por Charles Sanders Peirce, tornou-se uma influente escola de pensamento, particularmente nos Estados Unidos, com William James. Por outro lado, o idealismo foi uma poderosa escola de pensamento, graças à obra dos filósofos britânicos Francis Bradley e Bernard Bosanquet, que ressaltou o caráter estético e dramático do processo universal. Dentro desta corrente, destaca-se o filósofo americano John Dewey, que desenvolveu um amplo sistema de pensamento, a que denominou naturalismo experimental ou instrumentalismo.

Na França, a idéia mais influente de princípios do século XX foi o vitalismo evolucionista de Henri Bergson, que falava do élan vital, a energia expontânea do processo evolutivo. Na Alemanha, Edmund Husserl fundou a escola da fenomenologia. O matemático e filósofo Alfred North Whitehead reavivou o interesse pela metafísica especulativa, ao desenvolver um grande sistema técnico de conceitos que combina a teoria platônica das idéias com o organicismo de Leibniz e Bergson. Aplicou os avanços revolucionários da ciência do século XX para mostrar o fracasso da ciência mecanicista como meio de interpretar a realidade de forma global e absoluta. Por sua vez, Jorge Ruiz de Santayana reuniu o pragmatismo, o platonismo e o materialismo numa filosofia que sublinha os valores intelectuais e estéticos. Benedetto Croce fez do idealismo a tradição dominante na filosofia italiana; Bertrand Russell continuou fiel às tradições empíricas e utilitaristas do pensamento britânico; e George Edward Moore defendeu a realidade dos objetos, apoiando-a na crença do senso comum.

FILOSOFIA ANALÍTICA

A escola do empirismo ou positivismo lógico, fundada em Viena, definiu todos os conceitos em termos de fatos observáveis e atribuiu à filosofia a tarefa de esclarecer os conceitos e a sintaxe lógica da ciência. Uma das vias da filosofia analítica, a chamada análise lingüística, foi concretamente desenvolvida por Ludwig Wittgenstein.

FILOSOFIA EXISTENCIAL

Surgida da revolta romântica do século XIX contra a razão e a ciência, em favor de um apaixonado envolvimento com a vida, a filosofia existencial foi muito importante para o pensamento por obra de Martin Heidegger e, em menor escala, de Karl Jaspers. Na Espanha, destacaram-se José Ortega y Gasset e Miguel de Unamuno. O erudito autor sionista de origem austríaca Martin Buber interpretou a experiência humana como um diálogo entre o indivíduo e Deus. Foram realizadas várias sínteses da teologia tradicional, com a idéia existencial de que o conhecimento é mais emocional do que científico, na Suíça por Karl Barth e nos Estados Unidos por Reinhold Niebuhr e por Paul Tillich.

Na França, Jean-Paul Sartre foi um dos que mais contribuíram para a popularização do existencialismo. Durante a década de 1960, os escritos de Martin Luther King assinalaram que a filosofia tinha estado demasiadamente afastada das grandes revoltas sociais e políticas que se estavam produzindo em todo o mundo. Seguindo os princípios do líder nacionalista indiano Mohandas Karamchand Gandhi, cognominado o Mahatma, Luther King exortou uma atitude de resistência cívica e não violenta diante das injustiças.

Em setembro de 1998, a Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas, Unesco, organizou um seminário em Paris, França, onde filósofos e cientistas discutiram as linhas de pensamento que, supostamente, nortearão as idéias do século XXI. Dentre os muitos temas que discutidos, destacaram-se “Fim da utopia ou nascimento de novas utopias?”, “Qual o futuro do espaço?”, “Será que deixaremos de ser reais?”, “Quais são as novas fronteiras da educação, do trabalho e da criação artística?”.

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sábado, 21 de junho de 2008




Entrevista com Truman Capote. O escritor Truman Capote conversa sobre a sua obra, na época recém-publicada, Música para camaleões, coleção de ensaios que se situa entre a narrativa, a reportagem e o retrato. A fotografia foi tirada em 1980 em seu apartamento em Nova York.


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Sobre o autor:


(1924-1984), jornalista e escritor norte-americano cuja temática se baseia na recriação de fatos reais. Autor de romances como Outras vozes, outros salas (1948) e A harpa de erva (1951), ambos descrevendo a decadência dos estados do sul dos Estados Unidos, Capote também escreveu Breakfast at Tiffany's (Café da manhã na Tiffany's, de 1958, filmado por Blake Edwards em 1961 e exibido no Brasil com título de Bonequinha de luxo) e a ficção-documentário A sangue frio (1966). Baseado no assassinato cometido por dois adolescentes, o livro A sangue frio consolidou o sucesso do autor – um polêmico que se autoproclamava “um gênio” – por retratar, sem piedade, a sociedade norte-americana dos anos 1950 e 1960.

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sexta-feira, 20 de junho de 2008

Há 31 Anos Atrás

20.Jun.1977

Nascia, em São Paulo, capital, Fabiana....

Parabéns pelo seu aniversário!

Felicidades!

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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Medicina alternativa

 

Medicina alternativa, compreende abordagens não convencionais visando à cura e à saúde.

Medicina holística: trata o indivíduo como um todo e ressalta a interação entre o corpo vivo e o espírito. Sustenta que é a resistência, diminuída por hábitos errôneos e pelo estresse físico e mental, que torna o organismo suscetível à doença. Assim, a doença é considerada um desequilíbrio entre forças sociais, pessoais e econômicas, assim como o resultado de influências biológicas.

Medicina oriental: no mundo ocidental, houve um aumento visível do interesse por vários aspectos da medicina oriental, como a acupuntura, a massagem, a macrobiótica e as ervas medicinais. Os conceitos da medicina oriental baseiam-se no taoísmo. Os taoístas defendem que há um movimento constante entre dois pólos, o yin e o yang, forças complementares que devem estar em equilíbrio para criar a saúde e o bem-estar.

Acupuntura: consiste na inserção de agulhas em determinados pontos do corpo, pelos quais se acredita fluir energia vital. Nos países ocidentais, é usada principalmente para aliviar a dor.

Homeopatia: baseia-se na idéia de que "os semelhantes curam-se pelos semelhantes", isto é, a terapia deve ser feita com substâncias (diluídas em quantidades, às vezes, infinitesimais) que podem produzir quadros clínicos semelhantes aos da doença a ser tratada. O diagnóstico e tratamento homeopáticos tratam o corpo inteiro como um organismo unificado.

Medicina quiroprática: concentra-se na prevenção e tratamento de processos mediante conselhos psicológicos, sanitários, de higiene, nutrição e pela manipulação da coluna e outras articulações.

Massagem: baseada na teoria de que cada parte do organismo é controlada por um nervo espinhal, visa unificar, coordenar e integrar corpo e mente, estimulando nervos e músculos. A pressão suave com as pontas dos dedos é usada para reduzir a função nervosa e uma pressão maior é empregada para estimulá-la.

Reflexologia: emprega a massagem de alguns pontos do pé, com base na crença de que estes correspondem a diferentes funções corporais e de órgãos.

Meditação: busca alcançar o autocontrole e o controle das relações com o ambiente. Durante a meditação, o pensamento se separa da percepção, fazendo com que o indivíduo possa ficar afastado de suas emoções.

Técnicas de relaxamento: consistem no treinamento dos músculos do corpo para evitar tensões ocultas. Um dos instrumentos mais utilizados pelos terapeutas é a respiração profunda, já que a tensão produz, por si própria, mudanças na respiração. A ioga é a forma de relaxamento que utiliza a respiração e as posturas do corpo para melhorar a agilidade, tanto física como mental, e reduzir a tensão, possibilitando o relaxamento do corpo.

Aromaterapia: consiste na administração de óleos, em geral por fricções na pele, para tratar condições tão diversas como a inflamação, a pele oleosa, a gripe e a queda da imunidade.

Fitoterapia: utiliza as plantas medicinais para tratar diversos tipos de doenças e sintomas, como resfriados, gripes e vômitos.

Naturopatia: usa fontes naturais que, segundo seus defensores, têm poder curativo. O naturopata não emprega remédios de uso externo, como fármacos ou cirurgia, mas utiliza métodos como o jejum, a hidroterapia, a massagem, terapias com vitaminas e minerais, dietas vegetarianas, alimentos sadios, ervas, bandagens com barro e exercícios.

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quarta-feira, 18 de junho de 2008

Divisão de Tarefas

Nós somos um casal moderno — anunciava o rapaz recém-casado — Dividimos todas as tarefas de casa. Eu lavo a louça, a roupa, o banheiro...
— Espera aí! — interrompe o amigo. — E a sua mulher?
— Minha mulher, não! Ela se lava sozinha.

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terça-feira, 17 de junho de 2008

Apostila sobre o Photoshop

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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Netbook HP

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domingo, 15 de junho de 2008

Cidades Brasileiras: Extrema/MG


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sábado, 14 de junho de 2008

Entrevista : David Baltimore

Entrevista concedida a Veja (04/10/2000)


Veja — O ex-presidente americano Bill Clinton fez recentemente a seguinte pergunta aos participantes de um congresso sobre Aids: "Como explicar a um extraterrestre a existência de uma doença que pode ser prevenida, contra a qual existem remédios, mas que continua se espalhando rapidamente pelo mundo?" O que o senhor
lhe responderia?
Baltimore — Não entendo a razão da questão formulada por Clinton. Quase todas as doenças podem ser prevenidas, especialmente quando você sabe como elas proliferam. O problema é se queremos mesmo nos esforçar o suficiente para preveni-las. No caso da Aids, esse esforço deve ser enorme, porque envolve também decisões pessoais e íntimas, sobre as quais a ciência e os governos têm pouco ou nenhum poder de convencimento.


Veja — O que o senhor acha de ainda existir conflito entre ciência e religião em pleno século XXI?
Baltimore — Não vejo uma contradição muito forte hoje em dia entre as religiões e a prática científica. Nos primeiros anos da luta contra a Aids, a associação estatística clara entre o vírus HIV e homens homossexuais apresentou um grande problema. Muitas pessoas, movidas talvez por questões religiosas, acreditavam que não deveríamos fazer pesquisas sobre Aids porque julgavam a homossexualidade imoral. Elas achavam perda de tempo buscar a cura de uma doença que atingia basicamente homossexuais masculinos. Graças a Deus, hoje não escutamos mais argumentos dessa natureza. Mas, com certeza, esse modo de pensar foi uma das
maiores barreiras iniciais à ampliação da luta contra essa terrível doença.


Veja — O senhor concorda com a idéia de que os países do Terceiro Mundo podem desrespeitar patentes para baratear o custo de remédios essenciais?
Baltimore — Esse é um assunto extremamente complicado. Em primeiro lugar, o processo de descoberta de medicamentos requer enorme investimento financeiro e esse investimento só pode ser feito se houver retorno para os investidores. Isso tem várias implicações. A mais clara é que o custo dos remédios é ascendente. Eles ficarão cada vez mais caros. Nos Estados Unidos, geralmente subsidiamos os remédios para pessoas de baixa renda. Esse processo funciona muito bem. Quando os pacientes desenvolvem resistência a certos remédios, novos medicamentos surgem, dando aos médicos a capacidade de continuar combatendo a doença. Em outras partes do mundo, as pessoas também querem ter acesso a essas drogas, mas não querem, ou não podem, pagar o custo de seu desenvolvimento. Querem apenas que as drogas sejam doadas. Esse esquema pode
funcionar por um tempo, mas não indefinidamente. Atualmente, os EUA estão subsidiando o resto do mundo, ao pagar os altos custos das pesquisas e distribuir os medicamentos por um preço bem mais baixo em outros países. Acredito que essa não seja uma situação viável no longo prazo. Se os laboratórios americanos cruzarem
os braços e abandonarem a criação de drogas para substituir aquelas que perdem poder curativo, então não vejo quem possa fabricá-las.


Veja — O programa governamental brasileiro contra a Aids, que combina medidas preventivas e negociação de preços com os laboratórios farmacêuticos, tem sido elogiado em todo o mundo. O senhor conhece o programa brasileiro?
Baltimore — Um pouco. Nunca estive no Brasil. Mas li na imprensa, especialmente o que foi divulgado durante o 14º Congresso Internacional de Aids, realizado recentemente em Barcelona. Parece que o programa brasileiro tem sido bem-sucedido, e isso é maravilhoso. Gostaria de saber ainda mais sobre o grau de sucesso na
prevenção da doença no Brasil. Prevenir doenças é o aspecto determinante no longo prazo. Ainda temos a aprender sobre como as pessoas reagem aos programas de prevenção e como elas podem ser mais facilmente convencidas a se proteger.


Veja — O programa infantil de televisão Vila Sésamo está criando uma personagem do sexo feminino aparentemente saudável, mas portadora do vírus HIV. Essa versão irá ao ar somente na África do Sul, mas diversos políticos dos Estados Unidos se manifestaram radicalmente contra a idéia...
Baltimore — Sério? Não entendo por quê. Uma das melhores maneiras de fazer isso é por meio de um personagem de televisão. A iniciativa do Vila Sésamo é fantástica. É impressionante que os políticos americanos estejam reclamando dela.


Veja — Os políticos querem controlar a ciência quando se metem na questão da clonagem, por exemplo?
Baltimore — A clonagem é um processo controverso porque é feita com a manipulação de células de embrião. Muitas pessoas são contra o uso de embriões em pesquisa. Acreditam que devem ser respeitados da mesma forma que um ser humano já completamente desenvolvido. Não acredito nisso. Mas quem acredita não quer ver
células de embrião sendo usadas em laboratórios, em hipótese alguma. O Congresso americano tentou entrar nesse debate científico, mas se viu incapaz de tomar uma decisão. Desde então os políticos têm silenciado sobre a questão.


Veja — Do ponto de vista científico, a clonagem é um grande feito? Que benefícios ela pode trazer?
Baltimore — A "clonagem terapêutica" é, a meu ver, o objetivo mais atraente. Com ela será possível produzir células diferenciadas de qualquer órgão do corpo humano, partindo das células indiferenciadas chamadas "células-tronco" embrionárias. Isso permitirá produzir órgãos ou parte deles com material genético da própria pessoa, evitando os danos que costumam provocar as rejeições nos transplantes atuais. Posso vislumbrar alguns desenvolvimentos muito úteis para indivíduos que sofrem de uma variedade de doenças. O processo será valioso também quando se tratar de investigar doenças. Poderíamos clonar células de pessoas que têm determinadas doenças genéticas, e isso nos ajudaria a entender os principais fundamentos dessas moléstias.


Veja — De tanto ver falsas promessas de tratamento contra o câncer, as pessoas estão muito descrentes. Há razões para otimismo na luta contra o câncer?
Baltimore — No curto prazo, costumo dizer que sou pessimista. O câncer não é uma doença única. O câncer é uma série de doenças diferentes. Cada um tem uma natureza distinta e tem de ser tratado separadamente. Então, não acredito que alguma vez teremos um tratamento único eficaz para todos os tipos de câncer. Acho
que será mais provável vermos muitas maneiras de lidar com os diferentes tipos da doença que, juntas, podem trazer enorme progresso no controle do câncer. Mas nenhuma delas será considerada uma forma de cura.


Veja — A abordagem do professor Judah Folkman, de Harvard, que consiste em matar o tumor de fome, impedindo quimicamente a formação de vasos sanguíneos a sua volta, é uma esperança real?
Baltimore — Essa abordagem, chamada de antiangiogênese, é ainda largamente uma incógnita. Ela não foi devidamente testada. Os experimentos com animais são interessantes, mas ainda temos um longo caminho a percorrer antes de sermos capazes de dizer que essa é a via mais promissora para combater a doença.


Veja — O fato de sua mãe ter sofrido de câncer serviu de estímulo para pesquisar ainda mais sobre a doença?
Baltimore — Quando ela adoeceu, eu já tinha recebido o Prêmio Nobel por pesquisas relacionadas com o câncer e outras doenças. Por isso, a doença dela não me trouxe nenhuma sensação de culpa de não ter feito o melhor possível por ela e por outros doentes. Meu maior estímulo são meus interesses intelectuais, e não meus interesses pessoais ou emocionais.


Veja — A biologia molecular também é vista pelas pessoas leigas como um campo de pesquisa que prometeu mais resultados que os efetivamente conseguidos, não?
Baltimore — Por muitos anos, as pessoas chamaram a atenção para o fato de que a biotecnologia estaria absorvendo uma quantia enorme de investimento sem produzir muitos remédios. Mas acho que paramos de escutar isso. Existem tantos remédios que chegam às prateleiras e tantos outros em fase de testes que acredito que veremos a revolução da biotecnologia florescer. Os produtos já obtidos pela biotecnologia são bastante úteis. Do ponto de vista empresarial, a biotecnologia tem um desempenho bem mais satisfatório que as empresas de internet e alta tecnologia. A biotecnologia perdeu valor em bolsa, mas produziu muita coisa boa
para a saúde das pessoas.


Veja — Como é ganhar um Prêmio Nobel aos 37 anos?
Baltimore — Embora estivesse trabalhando na área científica havia muito tempo e não me considerasse assim tão jovem, foi surpreendente. Hoje, olhando para trás, acho que eu era, de fato, muito jovem. Acredito que o importante é não fazer sua vida girar em torno do Nobel. O que importa é dar continuidade ao que você julga
importante pesquisar. A ciência sempre foi tremendamente central em minha vida. Penso que é um dos mais nobres empreendimentos no qual podemos nos engajar. Publiquei muito mais pesquisas científicas depois de ganhar o Prêmio Nobel que antes.


Veja — Seu biógrafo, Shane Crotty, escreveu que o senhor pesquisa mais por curiosidade e não com o objetivo de beneficiar a humanidade...
Baltimore — Isso é a pura verdade. Essa é uma das razões pelas quais gosto da Caltech. Há muitas pessoas aqui que têm esse mesmo sentimento pela ciência. Elas estudam não pelos resultados práticos, mas porque querem compreender como o mundo funciona.


Veja — O senhor apoiou muito sua colega brasileira Thereza Imanishi-Kari quando foram acusados de fraudar determinados resultados de pesquisas. Como o caso da fraude afetou sua carreira?
Baltimore — Esse episódio fez parte de minha vida por dez anos. Tive de lidar com isso diariamente. Ao mesmo tempo, tive de filtrar os problemas, para ter a capacidade de fazer o que realmente me interessava. Isso testou, mais uma vez, meu compromisso com as coisas com as quais me preocupo. Um fato desses é capaz de absorver toda a sua vida, porém me recusei a deixar que isso ocorresse. Eu poderia realizar algo muito mais produtivo, mas tinha de gastar meu tempo brigando no Congresso americano, enfrentando pessoas muito
poderosas, para salvar minha reputação e também a de Thereza. Como ela é brasileira, na época houve muito interesse sobre o caso no Brasil. Ela hoje leva uma vida relativamente normal lecionando na Universidade de Tufts, em Boston.

Veja — No www.longbets.org, internautas fazem previsões e apostas sobre o futuro da ciência. Que podemos esperar, digamos, dentro de 25 ou cinqüenta anos?
Baltimore — Diria que saberemos como lidar com o câncer muito melhor do que sabemos hoje. Não diria que haverá uma cura médica, mas as pessoas estarão vivendo com a doença de uma forma bem mais tranqüila do que hoje. Gostaria muito de poder dizer que teremos uma vacina contra a Aids, mas tem sido tão difícil que não
tenho certeza absoluta disso.

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

POR QUE SENTIMOS CÓCEGAS?

 

Elas estão relacionadas à reação do organismo a situações de medo e pânico. É por isso que as cócegas geralmente se manifestam por meio de risadas desconfortáveis. São provavelmente uma resposta primitiva, com o objetivo de fazer o corpo reagir no caso, por exemplo, de haver algum inseto caminhando sobre ele. A pele de certas partes mais vulneráveis do corpo possui receptores sensíveis chamados de terminações nervosas livres. "Esses receptores nervosos são os mesmos que nos permitem sentir dor, coceira e excessos de calor ou frio -  ou seja, estímulos perturbadores que levam o organismo a se afastar deles", diz o neurologista Benito Pereira Damas, da Unicamp. Quando a pele é acariciada de uma certa maneira, esses receptores transmitem o estímulo até o centro de prazer do cérebro, localizado no hipotálamo.

Mas quando a estimulação é profunda, rápida e contundente, essa reação pode ter o resultado contrário, com risadas nervosas, gritos e movimentos bruscos, sinais de que se tornaram uma verdadeira tortura. Quando uma pessoa faz o mesmo tipo de estimulação em suas próprias terminações nervosas, porém, ela não consegue sentir cócegas. Isso se deve ao fato de que o cerebelo  centro de controle motor do cérebro  já recebeu uma cópia da informação desse movimento antes mesmo que ele se completasse, deixando o cérebro de sobreaviso e bloqueando sensações injustificadas de medo. 

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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Nomes Japoneses

Assassino: OKIMATARO ATIRO
Pobre: TAMISHO PABURO
Rico: TAKANOTA NAKASAKA
Mágico: TIRAGATO DAKASAKA
Louco: SHUTAKOKO NAKARA
Inteligente: KIKUKA BAKANA
Veterinário: KURAGATO NAKASA
Valente: TEBATO NAKARA
Acidentado: MASSARO MIAMOTO
Ladrão: SUMIU KOTUTU
Agredido: MISHUTARU NOSSAKU
Médico: HIDOE EUKURO
Porco: SOKAGA NAKAMA
Bicha: HIDEO NOMATO
Travesti: SOKOME KUDEMASHO
Corno: KOMERU MIAMADA
Bem Dotado: KAZU HARU

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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Meu Numero Pessoal/My Personal Number

+551130145145

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terça-feira, 10 de junho de 2008

iPod Touch Scratch Test



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segunda-feira, 9 de junho de 2008

CIDADE DA PRÉ-HISTÓRIA JÁ ERA PLANEJADA

 

Arqueólogos liderados por Guillermo Algaze, da Universidade da Califórnia, desenterraram as ruínas de uma cidade às margens do Rio Eufrates, na Turquia, que pode ser uma das mais antigas do mundo. Há 5 000 anos, Titris Hoyuk, nome dado ao lugar, abrigou 10 000 habitantes.

Hoje, seus escombros revelam detalhes sensacionais sobre os primeiros centros urbanos. É que Titris não foi só um amontoado de gente, mas nasceu de cuidadoso planejamento, com as ruas e avenidas traçadas antes que as casas fossem erguidas. Conclui-se daí que o nascimento das cidades  centrado no Oriente Médio  deve ter sido muito rápido. Tanto que teria sido preciso desenhar os centros urbanos, como um meio de evitar o caos. Na Turquia, as casas maiores abrigavam até quinze ocupantes e, como as ruas, também seguiriam um padrão: os quartos eram dispostos em forma de retângulo, com um jardim ou pomar no centro.

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domingo, 8 de junho de 2008

"A politica deve prevalecer sobre a economia"

 

O francês Alain Minc é uma voz dissonante no coro da unificação européia. Remando na contra-corrente, ele se dedica a apontar o que julga serem as fraquezas do modelo escolhido para a construção da Europa dos Doze. Ensaísta de renome, o menino-prodígio que já foi diretor financeiro do grupo Saint-Gobain, um dos gigantes da indústria francesa, e vice presidente de uma financeira internacional de outro colosso, o grupo italiano De Benedetti, provoca os europeístas ao afirmar que a Comunidade, antes até da adolescência já exibe traços senis.
Autor de um livro apropriadamente intitulado A grande ilusão e de um segundo, mais recente, na mesma linha, A vingança das nações, ele sustenta que não basta a integração econômica; a união européia requer "unidade política e estratégica" notavelmente ausente, por exemplo, na Guerra do Golfo, sobretudo para adaptar-se às dramáticas transformações ocorridas nos últimos anos na Europa Oriental. Minc, por sinal, parece não apostar um centime furado no progresso dos países recém-saídos do socialismo, nem no da própria União Soviética.

Por que tanto ceticismo em relação à nova Europa?

Até a queda do Muro de Berlim, a construção da Europa se baseava numa certa ordem. Doze países, a oeste da Cortina de Ferro, estavam inventando um superEstado. A integração econômica acarretaria automaticamente a integração monetária, que acarretaria a integração política, que acarretaria, enfim, a integração estratégica. O processo seria lento, mas isso não era problema, pois se tinha a impressão de que o mapa político europeu permaneceria estável por longos anos. Essa lógica desabou a 9 de novembro de 1989, junto com o Muro de Berlim. Tem-se agora um sistema muito mais complicado.

Que complicações são essas?

O sistema impõe três questões principais. A primeira é a necessidade de se garantir a democracia no Leste Europeu. A segunda é a insegurança estratégica da Alemanha, à falta do guarda-chuva nuclear americano e sem contar com uma defesa européia organizada; o problema alemão está na Europa Oriental, uma incógnita política. A terceira questão tem a ver com o fluxo migratório causado pelo fim da Cortina de Ferro. Estes assuntos são todos políticos, não econômicos. Portanto, tratar da integração econômica da Europa, como se nada tivesse acontecido, é ignorar questões essenciais.

Isso quer dizer que o impulso da unificação européia está condenado?

Não. Acho apenas que a construção da Europa deve se voltar para as questões políticas, devidamente dissociadas das questões econômicas. Os países do Leste poderiam aderir à Europa em sua forma política, que é a democracia, sem que isso acarrete automaticamente a sua adesão ao Mercado Comum.

A união política seria uma garantia contra o nacionalismo tanto no Leste como no Oeste?

A garantia estaria num projeto político feito por todos os 25 países europeus. Só que ainda estamos discutindo a união política da Comunidade dos Doze e isso nada tem a ver com a democracia na Polônia, por exemplo. É preciso criar um espaço político que obrigue o Leste a fixar regras em relação à democracia e aos direitos das minorias.

Qual o perigo maior para a Europa: uma volta da União Soviética aos tempos pré-Gorbachev ou uma espécie de império russo a caminho do caos?

Antes existia uma ameaça, mas nenhum risco. Agora não há ameaças, somente riscos. O espectro das possibilidades é muito maior. Vai desde a permanência do Gorbachev -Prêmio Nobel da Paz ao aparecimento de algum Saddam Hussein eslavo. Daí a importancia do problema de segurança da Alemanha, com a retirada gradual dos 400 000 soldados americanos aquartelados na Europa.

Existe alguma esperança econômica para os Países do Leste Europeu?
Não. A Europa do Leste será uma sub América Latina.

O senhor não está sendo benevolente demais em relação à América Latina?

Conheço muitos brasileiros e ouço o que eles me contam de ruim sobre a América Latina. Mesmo assim, quando comparamos, por exemplo, Brasil e Polônia, é outro universo. A terapêutica do FMI, imposta ao Brasil, beneficia ao menos uma pequena parcela da população. Na Polônia, a mesma política é ainda pior: tudo afunda porque não existe ali uma burguesia empresarial. A política de transição rápida para o capitalismo imposta aos países do Leste é absurda e ridícula.

O senhor é igualmente pessimista quanto à União Soviética?

Muito mais. A União Soviética é uma sub sub América Latina. É o quarto mundo. Uma favela brasileira comparada à periferia de Moscou é um oásis de dinamismo.

Não seria possível adotar uma espécie de Plano Marshall para a Europa do Leste, como os Estados Unidos fizeram para reconstruir a Europa Ocidental depois da guerra? (A ajuda americana foi de 70 bilhões de dólares, em valores de hoje.)

Ninguém vai querer pagar a conta.

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sábado, 7 de junho de 2008

POR QUE, QUANDO BATEMOS O COTOVELO, TEMOS A SENSAÇÃO DE UM CHOQUE ELÉTRICO?

 

Trata-se de um engano dos sentidos conhecido como parestesia, expressão usada para designar qualquer tipo de sensação não causada por estímulos externos, como picadas, queimaduras ou dores. Na região do cotovelo encontra-se um feixe de fibras nervosas chamado de nervo ulnar. Como esse feixe fica muito exposto, é fácil tocá-lo diretamente.

A função dos nervos é transmitir ao cérebro mensagens sobre as sensações percebidas pelos receptores de tato, temperatura, choque ou dor, por meio de impulsos elétricos. A batida no cotovelo estimula o nervo ulnar, provocando uma descarga elétrica que gera uma falsa informação de dor. "Ao excitar diretamente o feixe nervoso, o estímulo é transmitido ao cérebro e sentido como se fosse um choque aplicado na mesma região do antebraço e da mão onde se distribuem as fibras desse nervo", diz o neurologista Benito Pereira Damas, da Unicamp. 

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Ria….se Puder….

Minha esposa e eu temos o segredo pra fazer um casamento durar:

Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida, e um bom companheirismo.

Ela vai às terças-feiras, e eu às quintas.

 

Nós também dormimos em camas separadas.

A dela é em Fortaleza e a minha em São Paulo.

 

Eu levo minha esposa a todos os lugares,

mas ela sempre acha o caminho de volta.

 

Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento.

Em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo! ela disse.

Então eu sugeri a cozinha.

 

Ela tem um liquidificador elétrico, uma torradeira elétrica, e uma máquina de fazer pão elétrica.

Então ela disse: Nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar.

Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.

 

Lembrem-se, o casamento é a causa número um para o divórcio.

Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento.

 

Eu me casei com a Sra. Certa.

Só não sabia que o primeiro nome dela era Sempre.

 

Já faz 18 meses que não falo com minha esposa.

É que não gosto de interrompê-la.

 

Mas tenho que admitir, a nossa última briga foi culpa minha.

Ela perguntou: O que tem na TV?

E eu disse Poeira.

 

No começo Deus criou o mundo e descansou.

Então, Ele criou o homem e descansou.

Depois, criou a mulher. Desde então, nem Deus, nem o homem, nem o Mundo tiveram mais descanso.

 

Quando o nosso cortador de grama quebrou, minha mulher ficava sempre me dando a entender que eu deveria consertá-lo.

Mas eu sempre acabava tendo outra coisa para cuidar antes: o caminhão, o carro, a pesca, sempre alguma coisa mais importante para mim.

Finalmente ela pensou num jeito esperto de me convencer.

Certo dia, ao chegar em casa, encontrei-a sentada na grama alta, ocupada em podá-la com uma tesourinha de costura.

Eu olhei em silêncio por um tempo, me emocionei bastante e depois entrei em casa.

Em alguns minutos eu voltei com uma escova de dentes e lhe entreguei.

- Quando você terminar de cortar a grama, eu disse, você pode também varrer a calçada.

Depois disso não me lembro de mais nada.

Os médicos dizem que eu voltarei a andar, mas mancarei pelo resto da vida.

 

O casamento é uma relação entre duas pessoas na qual uma está sempre certa e a outra é o marido...

 

Luís Fernando Veríssimo

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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Minha Área de Trabalho

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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Windows Home Server

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terça-feira, 3 de junho de 2008

Região Sudeste: Minas Gerais/MG

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segunda-feira, 2 de junho de 2008

ENTREVISTA: JACOB NEEDLEMAN

 

O filósofo americano Jacob Needleman dedica seu tempo a pregar um ditado universal que anda meio esquecido nestes tempos de negócios intercontinentais e fortunas reunidas da noite para o dia. "Dinheiro não traz felicidade", diz a máxima que ele gosta de repetir.

Nedleman hoje foca sua atenção na relação dos homens com o dinheiro. Para um tema desses, o professor dispõe de um observatório privilegiado: San Francisco, na Califórnia, o Estado mais rico do país mais rico do mundo. É ali que ele vive e dá aulas de filosofia e religião comparada, na Universidade Estadual de San Francisco. Em seus cursos, ele recorre a lições antigas como os velhos ditados e a filosofias orientais e ocidentais. Foi dessas aulas que surgiu O Dinheiro e o Significado da Vida (Editora Best Seller, já esgotado), uma de suas 12 obras.

Super - Por que é tão difícil lidar com dinheiro?

O dinheiro reflete nossa imaginação, nossos desejos, necessidades e temores. Ele é nossa principal tecnologia social, por meio da qual vivemos hoje. Se somos sugestionáveis e vulneráveis ao que dizem e pensam os outros, o dinheiro espelhará tudo isso. A angústia que sentimos em relação ao dinheiro é reflexo da angústia que sentimos em relação a nós mesmos.

Por que ele tem esse poder?

O dinheiro foi inventado para facilitar trocas entre as pessoas. O detalhe é que muitas coisas que não podiam ser medidas em termos monetários hoje têm preço. É o caso do cuidado com os filhos. As pessoas saem para trabalhar e deixam os filhos com profissionais. Outros não têm tempo nem para a amizade e, quando querem falar dos problemas, têm de pagar a um terapeuta. O dinheiro virou instrumento para aferir até nosso amor-próprio. Aqui nos Estados Unidos dizemos: "Quanto vale essa pessoa?" Há algum tempo, isso seria loucura. O dinheiro por si mesmo não proporciona felicidade. Ele dá prazer, alguma sensação de segurança. Mas, com o passar do tempo, percebe-se que ele não alimenta nossa alma. Temos de tratá-lo como um meio, não como um fim. Mas, para isso, temos de ter um fim, um objetivo. Só somos felizes quando a vida tem um significado. Transformar o dinheiro em nosso único objetivo é como comer comida com gosto de plástico.

E por que tanta gente ainda acredita que o dinheiro traz felicidade?

As pessoas procuram algo que confira um significado a suas vidas. E muitas das coisas que antigamente se acreditava trazer felicidade perderam poder: religião, espiritualismo, filosofia ou mesmo arte. Todos precisamos de dinheiro, assim como de ar, de alimentos e convívio social. Sim, porque ninguém pode se mudar para uma floresta e viver sozinho. As forças da cultura são fortes demais. Não podemos simplesmente abandonar a sociedade, nem abrir mão do que temos, da tecnologia. Primeiro, teríamos de descobrir outras pessoas que sintam a mesma angústia. Juntos, teríamos de cultivar o contato humano, que é a fonte maior de felicidade. Muitos hoje têm consciência de que comprar mais um carro não propicia felicidade genuína, mas não sabem a que recorrer. Quando temos uma meta real, o dinheiro deixa de ser um problema tão grande.

Qual a influência do dinheiro sobre as emoções?

Nossa cultura nos faz crer que coisas materiais podem nos fazer felizes, mas elas dão apenas um prazer superficial. Prazer é diversão, não perdura, é diferente de felicidade. Precisamos dessas coisas, mas a sociedade capitalista em que vivemos cria desejos para que haja sempre mais demanda. Pelo menos 75% dos produtos disponíveis hoje são dispensáveis.

Então, quanto dinheiro é o bastante?

Depende principalmente do seu objetivo na vida. As pessoas não sabem quanto dinheiro basta porque não têm objetivo na vida. Para piorar, as incertezas econômicas deixam as pessoas sem saber de quanto dinheiro precisam para se sentir seguras. Além disso, quanto mais você tem, mais medo tem de perder o que possui. É a velha história: se você coloca coisas bonitas em casa, vai precisar pôr trancas nas portas, contratar um segurança.

Dinheiro traz infelicidade?

Quando temos dinheiro, começamos a satisfazer os desejos. E descobrimos outros que jamais imaginávamos ter. A ansiedade aumenta. Algumas pessoas sabem como desfrutar dessa situação, mas são exceção. O dinheiro não muda as pessoas, ele apenas traz à tona com mais força algumas características que o indivíduo já possuía, mas estavam latentes. Alguns tornam-se arrogantes. Outros, generosos, mas tudo isso já estava dentro deles, só que não tinham chance de se expressar.

Como manter o equilíbrio emocional depois de ganhar muito dinheiro?

É preciso cultivar valores humanos, ajudar outras pessoas. Um aluno meu, no México, tinha um filho de cinco anos. No Natal, um menino bateu à porta pedindo esmola. O pai disse ao filho: "Dê a ele um de seus brinquedos". O jovem pegou um, mas o pai lhe disse: "Não. Um de seus brinquedos preferidos". O filho resistiu e chorou até que, muito triste, pegou um dos brinquedos de que mais gostava e o deu ao mendigo. Quando voltou, estava radiante e disse: "Pai, posso fazer isso de novo?" Ele descobriu a alegria de dar alguma coisa de valor.

E quando se perde muito dinheiro?

Muitas vezes, depois de perder algo importante, descobri que aquilo não era tão importante assim. É bom ter isso em mente. Mas há perdas que nos deixam arrasados. Todas as vezes que perdi algo assim, descobri em mim forças que eu desconhecia. O que quero dizer é que muito do medo que sentimos em perder dinheiro não é real. O amor-próprio precisa vir de alguma outra coisa.

De que forma o dinheiro influencia o relacionamento das pessoas?

O dinheiro pode ser um instrumento de atenção, ajuda, compartilhamento. De certa forma, ele foi inventado para ser isso mesmo. Nesse sentido, o dinheiro pode ser uma ferramenta formidável. Ou não. Pode acontecer de você ter um amigo de quem gosta muito, alguém por quem seria capaz de fazer qualquer coisa. Aí ele lhe pede 1 000 dólares emprestado e você diz: "Desculpe, não dá". Você gosta dele, mas não a esse ponto. É chocante. Você descobre seu medo em relação ao dinheiro, fica confuso. Se prestarmos atenção nas coisas em que gastamos, descobriremos o que é importante para nós. Faça um exercício: anote seus gastos. No fim do mês, você vê que gastou dinheiro em coisas que não sabia serem importantes.

O primeiro contato com o dinheiro é importante?

As experiências de infância ficam enraizadas em nossa personalidade. Mais tarde, quando procuramos adotar padrões éticos, eles não conseguem penetrar no mais profundo da nossa natureza. Nossas idéias sobre o bem e o mal não têm influência alguma naquela parte íntima do nosso ser associada ao dinheiro.

Como os pais podem ensinar o papel do dinheiro aos filhos?

Em vez de dizer aos filhos isso ou aquilo, os pais devem procurar um meio de mudar sua atitude em relação ao dinheiro. Libertar os filhos do medo em relação ao dinheiro é uma das coisas mais importantes que podemos fazer por eles.

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domingo, 1 de junho de 2008

POR QUE TEMOS CÃIBRA?

Trata-se de uma contração muscular forte, prolongada e parcialmente involuntária. Tudo começa quando o cérebro envia impulsos elétricos para um músculo se contrair. Quando o músculo está relaxado, há uma diferença de potencial elétrico entre o exterior e o interior das fibras musculares. Essa diferença se deve à presença de sódio no lado de fora e de potássio na superfície. Com a chegada do impulso elétrico, porém, tudo muda: abre-se uma série de receptores na membrana que reveste as fibras musculares. Os receptores são como portões, pelos quais o sódio consegue entrar. Essa substância ocupa o espaço do potássio, que acaba saindo. A troca de lugares excita as partículas de cálcio situadas numa região mais profunda e elas, por sua vez, provocam movimentação dos filamentos musculares, ocasionando a contração. "O problema costuma ocorrer quando alguém toma muito diurético ou realiza exercícios físicos intensos", afirma o fisiologista Renato Fraga Moreira Lotufo, da Escola Paulista de Medicina.

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