sábado, 31 de maio de 2008

Amigos Confidentes

No bar de sempre, três amigos batem um papo descontraído, até que um deles propõe:
— Que tal se cada um de nós contasse algo que nunca contou pra ninguém?
— Legal — concorda o primeiro — Há dez anos que eu tenho um caso quentíssimo com a mulher do meu chefe!
O segundo confessa:
— Eu nunca contei isso pra ninguém... Eu sou homossexual! Ai, pronto, falei!
Os dois olham para o terceiro, para saber o que ele vai confessar e este se defende:
— Ah, eu não sei bem como dizer...
— Coragem, cara! Vai em frente! — encorajam os amigos.
— OK, eu falo... É que... Eu não consigo guardar nenhum segredo!

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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Beach Boys - Pet Sounds CD (Clique no ícone e baixe o CD)


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quinta-feira, 29 de maio de 2008

Utilize o Pendrive no dia a dia

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quarta-feira, 28 de maio de 2008

Cidades Brasileiras: Diadema/SP.

 

Carta: SF-23-Y-C-VI-2-SE


São Paulo
sp

Articulação compatível
com a escala
1:25.000 (IBGE)


msp

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terça-feira, 27 de maio de 2008

ENTREVISTA: STEVE SASSON

 

Máquina vai entender o conteúdo de fotografias

Segundo inventor da câmera digital, aparelhos vão saber de quem, quando e em qual contexto uma imagem foi feita

Em 1975, o engenheiro Steve Sasson criou a primeira câmera digital da história nos laboratórios da Kodak, empresa onde continua a trabalhar -lidando com propriedade intelectual. A história e o futuro da fotografia foram alguns dos assuntos abordados por Sasson nesta entrevista

FOLHA - Quais mudanças o senhor espera em tecnologia fotográfica para as próximas décadas?

STEVE SASSON - Há um velho ditado em que os engenheiros tendem a superestimar o que eles podem alcançar em cinco anos e subestimar o que pode ser feito em 20. As próximas décadas trarão avanços importantes em câmeras e telas. Espere para ver grandes avanços na habilidade para identificar e categorizar as imagens digitais automaticamente. A interpretação automática baseada no conteúdo da cena em si permitirá a existência de uma auto-organização da coleção de imagens. Uma simples consulta na coleção de imagens de sua vida lhe permitirá selecionar todas as figuras de sua filha quando ela era adolescente em uma viagem para a Europa, por exemplo.

FOLHA - Quais são os obstáculos e desafios?

SASSON - Os problemas em tornar o processamento de imagens mais fácil para a pessoa comum continuará conosco por algum tempo. Combinar a funcionalidade de aparelhos (celulares, câmeras digitais, dispositivos de GPS, portais de internet) desafiará os limites ergonômicos de nossos designers industriais. A crescente necessidade de energia de dispositivos multifuncionais continuará a desafiar a tecnologia de baterias. O crescente ritmo de mudança demandará projetos de dispositivos recicláveis por causa de sua vida útil mais curta.

FOLHA - O que direciona a evolução tecnológica em fotografia?

SASSON - Qualquer desenvolvimento em uma área (como fotografia) sofrerá impacto de outros campos. Há tantas dessas conexões imprevisíveis que é difícil prever o futuro impacto de um simples avanço. Quando nós desenvolvemos o protótipo original da câmera digital, pensávamos em um sistema fotográfico sem filme ou um que não exigisse a compra de vários filmes. Naquele tempo, não antecipamos o desenvolvimento da internet, as conexões sem fio e as impressões fotográficas de baixo custo.

Perceba como esses avanços imprevistos aumentaram drasticamente a utilidade das câmeras digitais que utilizamos. Hoje não há invenções isoladas porque o mundo inteiro está inventando junto com você.

FOLHA - Quais foram os avanços mais importantes nos últimos 25 anos?

SASSON - A mudança para uma tecnologia completamente nova para captura e exibição de imagens é, na minha opinião, a mais importante realização nos últimos 25 anos. Esse desenvolvimento, ligado ao desenvolvimento da internet, da impressão fotográfica local e dos suportes para imagens digitais, combinou-se de forma a oferecer aos nossos consumidores uma flexibilidade sem precedentes na captura e no compartilhamento de imagens.

Além disso, a combinação do telefone celular com câmeras digitais permitiu que a captura de imagens e vídeos se tornasse parte das nossas relações cotidianas. As imagens se tornaram uma forma de comunicação mais comum, e as fotos são capturadas como nunca.

FOLHA - Quais foram as principais dificuldades?

SASSON - Provavelmente o esforço mais duradouro tem sido o de fazer a nova tecnologia ser tão fácil de usar -e ter um desempenho tão bom- quanto o sistema baseado em filme que ela está substituindo. Houve imagens digitais com qualidade muito boa capturadas no meio da década de 1990, mas você precisava ser um engenheiro para utilizar aquelas câmeras.

FOLHA - Como está a tecnologia fotográfica hoje?

SASSON - Apesar de a arte de capturar aquela imagem especial ainda ser importante, a tecnologia que usamos para realizar isso foi integrada à infra-estrutura geral da computação do mundo. Fotografias hoje são arquivos -mas elas são especiais no sentido de que, quanto mais envelhecem, mais aumentam de valor. É nesse ponto que uma questão como a obsolescência de um formato torna-se uma das grandes desvantagens e ameaças da era digital.

À medida que acompanhamos as capacidades cada vez maiores das câmeras modernas, precisamos lembrar que os arquivos que produzimos são nossas preciosas memórias, e ser possível compartilhá-las no futuro é importante.

FOLHA - O que as pessoas querem em fotografia muda com o tempo?

SASSON - As figuras das pessoas representam sua posse mais preciosa: suas lembranças. A fotografia proporciona as ferramentas que nos permitem tê-las e compartilhá-las. Acho que isso continua ser verdade hoje e amanhã. Avanços tecnológicos permitem custos mais baixos, melhor performance e operação mais fácil dessas ferramentas. Esses são desejos universais e provavelmente serão os objetivos de investimento técnico por algum tempo.

FOLHA - Qual é a história da criação da primeira câmera digital?

SASSON - A primeira foto tirada por uma câmera digital "hand held" [compacta] foi em dezembro de 1975, em um laboratório de pesquisa em Rochester (EUA). A câmera era um protótipo grosseiro, mais ou menos do tamanho de uma torradeira, e pesava 3,85 kg.

Ela usava um dos primeiros [sensores] CCDs disponíveis da Fairchild, que produzia uma imagem de 10 mil pixels organizados em uma matriz de 100x100. A óptica foi fornecida por uma montagem de lente de uma câmera de vídeo Kodak XL 55 que estava em produção naquela época.

A imagem em preto-e-branco era capturada em 50 ms [milissegundos] digitalizando cada pixel em palavras de 4 bits e armazenando-as em um sistema de memória interno feito de 12 chips de memória RAM de 4.096 bits. A imagem era salva em uma fita cassete.

Levava 23 segundos para gravar a imagem digitalizada em uma fita de áudio padrão.

A imagem era então vista removendo-se a fita da câmera e colocando-a em um dispositivo de reprodução adaptado, que gerava um sinal para TV.

O protótipo gerou muito interesse e várias questões: Quando um conceito desses será viável para o consumidor? Por que alguém gostaria de ver suas imagens em um televisor? Como você salvaria suas imagens? A visão naquela época, baseada em uma estimada resolução aceitável para o consumidor de 2 Mpixels, era de que esse conceito estava 15 ou 20 anos distante da realidade.

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segunda-feira, 26 de maio de 2008

Medicina ocupacional

INTRODUÇÃO

Medicina ocupacional é também chamada de medicina do trabalho, especialidade médica responsável pela prevenção e tratamento de doenças e ferimentos decorrentes do ambiente de trabalho. A saúde e a segurança industriais são os seus principais problemas. Nos Estados Unidos, por exemplo, são registradas aproximadamente 14 mil mortes relacionadas ao trabalho e mais de 2 milhões de ferimentos incapacitantes a cada ano. Entretanto, visto que não se registram todas as mortes e ferimentos desse tipo, o número verdadeiro de casos é mais alto. Estima-se que, na verdade, os números registrados só representem 60% das mortes relacionadas ao trabalho e 10% dos ferimentos relacionados ao trabalho. Além disso, os dados não incluem os indivíduos afetados por doenças debilitantes relacionadas ao trabalho que se desenvolvem lentamente ao longo de muitos anos.

No Brasil, dados oficiais de 1996 indicam que, naquele ano, morreram mais de 3 mil trabalhadores por causa de acidentes de trabalho e mais de 17 mil receberam benefícios da Previdência Social por terem ficado parcialmente incapacitados ou com invalidez permanente. Esses dados também não incluem as doenças resultantes da atividade laboral.

HISTÓRIA

Já no século 4 a.C., Hipócrates reconheceu e descreveu o envenenamento por chumbo entre mineiros. Aproximadamente 500 anos depois, Plínio I e Galeno, em Roma, fizeram referência ao envenenamento decorrente do trabalho com enxofre, zinco e vapores ácidos. Apesar de algumas doenças relacionadas ao trabalho terem sido reconhecidas cedo, as autoridades não forneceram solução para elas. Essa situação se manteve até o final da Idade Média.

Em 1473, na Alemanha, Ulrich Ellenbog escreveu sobre a doença do ourives provocada pelos gases usados no seu trabalho, e em 1556, os escritos do médico alemão Georgius Agricola, que lidava com doenças de mineiros, foram publicados postumamente. O tratado de referência no campo da medicina industrial, entretanto, só surgiu em 1713. Foi o trabalho do médico italiano Bernardino Ramazzini. O estudo de Ramazzini, intitulado De morbis artificium diatriba, descrevia com riqueza de detalhes as numerosas doenças ocupacionais, mas a sua principal contribuição foi enfocar a ocupação como causa da doença.

Apesar do trabalho de Ramazzini, e do de outros na Inglaterra o de Percival Pott (1775) sobre o câncer de limpadores de chaminés; o de Thomas Beddoe (1801) sobre as condições de higiene do trabalho; e o de Charles T. Thackrah (1831) sobre doenças relacionadas ao trabalho em geral, com muita freqüência as doenças e ferimentos ocupacionais eram consideradas riscos inevitáveis. Trabalhadores tinham de aceitar a probabilidade de sofrer de uma doença relacionadas ao trabalho. Por exemplo, pintores de paredes que absorvessem o chumbo das tintas ficavam sujeitos a cãibras abdominais, conhecidas como “cólica de pintor”. Mineiros que inalassem poeira de sílica poderiam se enfraquecer seriamente pela “tísica” (silicose). Chapeleiros que fossem expostos a vapores de mercúrio do nitrato de mercúrio usado no seu ramo tinham a tendência de desenvolver “tremedeiras de chapeleiros”. Foi só com a promulgação do Ato das Fábricas inglês de 1833 que tais doenças ocupacionais passaram a ser consideradas evitáveis.

Muitas das provisões do Ato das Fábricas foram direcionadas à melhoria das condições de trabalho, mais do que a fornecer compensações a trabalhadores depois de terem sido feridos ou terem adoecido. Adições posteriores ao ato seguiram amplamente o mesmo rumo, mas, mais tarde, a compensação tornou-se o foco da legislação. Outros países europeus desenvolveram atos legislativos semelhantes, e a compensação após o fato continuou sendo o objetivo central dessas medidas.

Nos Estados Unidos, as ferrovias e minas começaram a fornecer tratamento médico aos seus empregados cedo, tanto para doenças ocupacionais, como para doenças não ocupacionais. Visto que os acidentes eram freqüentes e graves e que os trabalhadores estavam amplamente distribuídos por regiões remotas, as ferrovias desenvolveram um corpo de médicos e de hospitais. Por motivos semelhantes, os empregadores contratavam médicos nas minas e nas fundições remotas. Entretanto, com o advento das leis de compensação ao trabalhador, em 1911, surgiram outros motivos para o tratamento médico industrial; médicos de tempo parcial ou integral eram contratados para tratar dos empregados feridos. Além disso, foram instituídos exames admissionais para eliminar aqueles que não estivessem aptos. Essas medidas foram tomadas para limitar os riscos da empresa e o custo do seguro de compensação.

ESCOPO E RESPONSABILIDADES

O ponto de vista do profissional de saúde ocupacional é preventivo, e a base de toda a atividade médica deveria ser voltada para a prevenção de doenças e de ferimentos no ambiente de trabalho. Portanto, os relatos dos médicos devem ser usados para indicar quais são os indivíduos em condições que poderiam se agravar ou se acelerar pelo estresse do ambiente de trabalho, os quais, conseqüentemente, deveriam ser colocados em funções que não piorem suas condições. Da mesma forma, os indivíduos devem ser examinados periodicamente para avaliar o seu estado de saúde à medida em que envelhecem; o objetivo, mais uma vez, deve ser a colocação em função que não agrave as anormalidades em desenvolvimento. Além disso, a determinação precoce de alterações no estado de saúde provocado pelo envelhecimento pode freqüentemente ser útil para evitar maior deterioração. Empregados em determinadas funções, tais como operador de guindaste, nas quais um defeito funcional, como, por exemplo, uma falha de visão, poderia resultar no ferimento dele ou de outros, também devem ser examinados periodicamente. Esses exames devem ser acompanhados de testes de laboratório apropriados, que incluem exames radiológicos, testes de função dos pulmões e outros. À medida em que mais testes são obrigatórios por lei, a complexidade e a sofisticação dos programas de exames ultrapassam as medidas usuais da clínica-médica geral.

O escopo do conhecimento necessário ao médico na indústria tornou-se muito mais amplo à medida em que aumentava a complexidade dos processos de trabalho. O médico tem de estar completamente familiarizado com todos os processos e materiais empregados na empresa. Tem de conhecer a toxicologia de materiais potencialmente nocivos: por exemplo, os metais e os seus sais ou óxidos podem ferir ou afetar o funcionamento de várias partes do corpo; o chumbo, por exemplo, afeta a medula óssea; solventes e hidrocarbonetos alifáticos, o fígado; vapores de cádmio, os pulmões; e sais de níquel, a pele. De maneira semelhante, os mesmos sistemas de órgãos podem ser afetados por nitro- e aminohidrocarbonetos, álcoois alifáticos, ésteres, cetonas e outras substâncias químicas empregadas nos processos industriais. Os pós de sílica encontrados nas fundições, nas minas e em muitas outras operações provocam danos graves e progressivos nos pulmões após anos de inalação. Certos precursores dos plásticos orgânicos podem provocar doenças pulmonares indistinguíveis da asma. A pele é o órgão mais freqüentemente afetado pelos irritantes químicos e físicos, que incluem todas as substâncias químicas previamente citadas. O mais grave é que vários cânceres podem ser produzidos por compostos encontrados na indústria química ou em outras: por exemplo, a exposição à benzina pode provocar tumores na bexiga, a inalação de partículas de amianto pode resultar em tumores nos pulmões, e a absorção do gás cloreto de vinil pode provocar tumores no fígado. Estes e outros cânceres são tipicamente insidiosos, com tumores que só são identificáveis de 15 a 25 anos após o início da exposição. É óbvio que, visto que o tratamento médico efetivo de muitas dessas doenças não existe, a exposição mínima é o único método eficaz de prevenir o desenvolvimento desses problemas.

Os efeitos potenciais de agentes físicos também têm de ser compreendidos pelo médico na indústria. Os efeitos potencialmente danosos das altas temperaturas e do trabalho pesado requerem uma investigação no próprio local de trabalho. Problemas radiológicos devidos à radiação alfa, beta, gama e de nêutrons podem ocorrer na indústria de energia nuclear e em várias outras aplicações industriais. A radiação ultravioleta associada à solda pode provocar ardência na pele e nos olhos e uma radiação muito intensa de microondas, tais como as de aparelhos de radar, pode provocar a formação de catarata. É muito comum haver ruído em instalações industriais. Se os trabalhadores expostos não forem protegidos por protetores de ouvidos — orelheiras e tampões, ou outros recursos, podem desenvolver a perda de audição nas freqüências altas.

PROFISSIONAIS DE SAÚDE ASSOCIADOS

Dada a diversidade dos riscos, a reação do corpo às condições ou às substâncias químicas depende da sua intensidade ou dosagem. O corpo geralmente consegue lidar bem com baixas intensidades ou com baixas quantidades de agentes químicos ou físicos, mas exposições mais extensas podem ser nocivas. Do mesmo modo, para avaliar a segurança do ambiente de trabalho, é preciso medir a quantidade de agentes nocivos presentes no ambiente de trabalho. O higienista industrial, que toma tais medidas, integra a equipe de proteção à saúde e geralmente é um engenheiro ou um químico com treinamento específico. É somente com tais dados quantitativos que o médico pode avaliar os danos potenciais adequadamente. De modo semelhante, os médicos avaliam os riscos da radiação. Tanto os higienistas industriais quanto os médicos são responsáveis pela prescrição de máscaras, luvas, roupas protetoras e outras barreiras apropriadas entre o trabalho e o risco do ambiente de trabalho. Por fim, o projeto ótimo para a proteção do trabalhador depende da construção de barreiras físicas, da ventilação do ambiente de trabalho ou da substituição por materiais menos nocivos. O médico e o higienista industrial precisam trabalhar juntos para criar o ambiente menos arriscado possível.

A enfermeira também é um membro importante da equipe de proteção da saúde. Enfermeiras fazem o contato direto e diário mais freqüente entre o departamento médico e o trabalhador. Cada vez mais, tem-se reconhecido o papel vital do enfermeiro na modificação do comportamento de saúde, isto é, na orientação para que as pessoas alterem hábitos potencialmente nocivos à saúde. O enfermeiro pode orientar e influenciar as pessoas a pararem de fumar, a diminuir a ingestão de calorias, a reduzir o consumo de sal e geralmente a adotar hábitos mais saudáveis.

RESPONSABILIDADES ADMINISTRATIVAS

O médico pode ser empregado em horário integral, parcial ou cobrar por consulta. De qualquer modo, sua relação com a administração é de aconselhamento. Ele fornece as informações médicas à administração para auxiliar a tomada de decisões, mas tais informações não podem ser de medicina pessoal. Os registros médicos são mantidos no departamento médico e são confidenciais; eles não estão à disposição da gerência. Por outro lado, o médico entende que, como consultor, não pode tomar decisões administrativas. Ele não “emprega ou demite”; é com base em outras necessidades da empresa, incluindo as considerações médicas, que tais decisões são tomadas. Mas o médico é responsável perante o empregador e o empregado por fornecer uma avaliação honesta e abrangente da saúde e da realidade médica em questão.

Modernamente, os profissionais que se dedicam à medicina ocupacional têm se voltado também para a saúde do trabalhador em empresas prestadoras de serviços. Lesões de esforço repetitivo, as chamadas LER, provocadas pelo uso excessivo de equipamentos de informática e telecomunicações têm sido objeto de estudos e pesquisas. Da mesma forma, alergias e doenças respiratórias causadas pelo acúmulo de impurezas e bactérias nos dutos de ar-condicionado de edifícios de escritórios foram identificadas e começam a ser objeto de legislação específica. Além disso, grupos estabelecidos em universidades e centros de pesquisa, inclusive brasileiros, têm se dedicado a investigar os efeitos do trabalho sobre a saúde mental dos trabalhadores.

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domingo, 25 de maio de 2008

Charge do Dia


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sábado, 24 de maio de 2008

ANVIL Metal On Metal

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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Dica: CD


T.N.T. é o segundo álbum da banda australiana de hard rock AC/DC. Levou apenas três semanas para ser gravado e seu sucesso foi tamanho que a gravadora se interessou em lançá-lo no mercado internacional.


Com a excelente aceitação do público, Malcolm Young e Bon Scott tiveram que convencer aos outros membros da banda de que seria melhor que se mudassem para a Inglaterra. Assim sendo, em fevereiro de 1976 eles estavam morando numa casa no subúrbio londrino de Barnes, onde apesar de pouco conforto, podiam tocar até altas horas e no volume que quisessem.


Levou pouquíssimo tempo desde a mudança até eles começarem a tocar nos mais famosos clubes de Londres, dos quais o que mais se destaca é o Marquee Club (um templo do rock que já foi palco de grandes bandas desde Rolling Stones até o Sepultura).

Faixas:


It's a Long Way to the Top (If You Wanna Rock 'n' Roll)
"Rock ‘N’ Roll Singer"
"Jack"
"Live Wire"
"T.N.T."
"Rocker"
" Can I Sit Next to You Girl"
"High Voltage"
"School Days"

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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Camanducaia/MG


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quarta-feira, 21 de maio de 2008

ENTREVISTA RALPH BAER

 

Inventor do videogame projeta novos brinquedos

Verão de 1966, um lampejo: usar um televisor para brincar. O engenheiro alemão Ralph Baer colocou a idéia no papel e, no ano seguinte, construiu o primeiro videogame da história. Após patentear sua invenção em 1968, apresentou, em 1969, o Brown Box, aparelho que deu origem ao Magnavox Odyssey, o primeiro console de videogame lançado comercialmente, em 1972.

Baer, que continua a trabalhar, falou sobre diversão eletrônica e a polêmica com Nolan Bushnell, fundador da Atari.

FOLHA - Quando o senhor começou a criar videogames, percebeu que eles poderiam ser tão bons e viciantes?

RALPH BAER - Não, eu não posso predizer o futuro, não mais do que você.

FOLHA - O que o senhor faz hoje?

BAER - Ando extremamente ocupado escrevendo minhas memórias, trabalhando com universidades e museus sobre a história do videogame e ainda projeto novos brinquedos eletrônicos e itens para games.

FOLHA - Como surgiu a idéia para uma pistola [a primeira para videogames, criada no fim dos anos 60]?

BAER - Simplesmente pensei. Sou um engenheiro de televisão de profissão. Uma vez que tínhamos uma marca na tela, era natural atirar nela e fazê-la desaparecer. É assim que funciona a cabeça de um engenheiro criativo.

FOLHA - O senhor joga games?

BAER - Eu tenho 86 anos... Eu não jogo games, exceto quando meus netos vêm, trazem um e me colocam no meio. Não tenho consoles. Mas continuo a fazer acessórios para usar com o PlayStation, o Xbox e o Wii, sobre os quais não posso falar.

FOLHA - Qual sua opinião sobre violência em videogames?

BAER - Eu deploro violência e brutalidade em qualquer forma e não terei nada a ver com isso.

FOLHA - Quais foram os principais fatos na tecnologia de games e brinquedos dos últimos 25 anos?

BAER - Brinquedos eletrônicos de todos os tipos têm sido os beneficiados (e, às vezes, os benfeitores) do desenvolvimento da tecnologia eletrônica -especialmente dos microprocessadores semicondutores, sem os quais nenhum de nossos brinquedos e games atuais seria possível.

FOLHA - Quais foram os principais obstáculos na tecnologia desse tipo de entretenimento?

BAER - Tecnicamente, a indisponibilidade de microprocessadores de baixo custo até mais ou menos 1980; em negócios, a relutância costumeira dos fabricantes de brinquedos e games de arriscar em produtos totalmente novos.

FOLHA - O que o senhor espera para as próximas décadas?

BAER - Eu gostaria que parte da violência e brutalidade de muitos dos jogos desaparecesse, mas isso não acontecerá no mundo real.

FOLHA - O que guia a evolução da tecnologia em jogos e brinquedos?

BAER - Uma coisa e apenas uma coisa: microprocessadores cada vez mais capazes que possam executar de modo eficiente softwares cada vez mais complexos.

FOLHA - O senhor chegou a imaginar que a indústria de games ficaria tão grande?

BAER - Não havia como ler uma bola de cristal nos anos 1970. O crescimento da indústria ocorreu porque a disponibilidade de componentes eletrônicos necessários para fazer jogos cada vez melhores veio junto com a revolução dos semicondutores.

FOLHA - Qual sua opinião sobre Nolan Bushnell [co-fundador da Atari e criador de Pong]?

BAER - Bushnell tem sido extremamente deselegante em não reconhecer que eu estava lá antes e que o negócio de console doméstico começou com o Magnavox Odyssey, que era a versão de produção do meu Brown Box de 1968.

Tentei ter uma educada troca de e-mails com ele no passado, mas ele não respondeu.

De qualquer maneira, o grande mérito por tornar o Atari bem-sucedido pertence a Alan Alcorn, que projetou o jogo de arcade Pong original -a partir de uma descrição resumida de Bushnell, que jogara o game de pingue-pongue para o Odyssey em um evento da Magnavox, em maio de 1972. O conceito para o Pong originou-se do jogo de pingue-pongue do meu Brown Box, que Bushnell jogou com o Odyssey.

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terça-feira, 20 de maio de 2008

Cérebro

Cientistas da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, liderados pelo brasileiro Miguel Nicolelis, conseguem, em outubro de 2003, fazer uma conexão eletrônica entre o cérebro de um macaco e um braço-robô, computadorizado. Assim, o cérebro pode fazer o braço mecânico se mover, sem mexer nenhum músculo. Apenas com o pensamento.

Foi a primeira proeza desse tipo. Mais recentemente, a equipe desenvolveu experiências ainda preliminares com humanos. Foram instalados pequenos eletrodos no cérebro capazes de coletar informações sobre a ativação de determinados neurônios ligados a atividades motoras. O objetivo é fazer com que um programa de computador interprete esses dados e transfira os comandos ao braço mecânico.

No futuro, pessoas com paralisia poderiam usar esse tipo de conexão direta para acionar máquinas e equipamentos. As pessoas que tiverem braços e pernas mecânicas poderão movê-las como se fossem braços e pernas naturais.

É mais um passo para decifrar os segredos do cérebro. Em 2001, ganha destaque a hipótese de que ele funcionaria seguindo regras relativamente simples, como as de um programa de computador. Essa idéia é defendida pelo biólogo e cientista da computação John Hopfield, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos. Se ficar comprovada, os mecanismos mentais poderiam ser decompostos em uma seqüência de comandos diretos, um após o outro. Essa possibilidade contraria a concepção atual de que o cérebro toma suas "decisões" depois de um processo bem mais complicado, no qual levaria em consideração vários comandos que chegam simultaneamente a um neurônio, alguns deles até contraditórios entre si.

Outra importante descoberta sobre o cérebro é feita em 1998, quando os pesquisadores se surpreendem ao verificar que os neurônios  células cerebrais  não param de se reproduzir depois do nascimento. Na verdade, eles continuam se multiplicando até momentos antes da morte, como comprovaram o norte-americano Fred Gage, da Universidade da Califórnia, e o sueco Peter Eriksson, da Universidade de Gotemburgo. A descoberta abre caminho para o cultivo de neurônios em laboratório para posterior implante em pacientes com doenças como mal de Alzheimer ou distrofia muscular.

Memória – Em 2000, a Academia de Ciências da Suécia reconhece os trabalhos que demonstram que o cérebro possui três tipos de memória e concede o Prêmio Nobel de Medicina aos biólogos que mais contribuíram para essa pesquisa, realizada ao longo da década de 90 – os norte-americanos Eric Kandel, da Universidade de Colúmbia, e Paul Greengard, da Universidade Rockfeller, e o sueco Arvid Carlsson, da Universidade de Gotemburgo. A classificação das memórias é um dos maiores feitos da neurologia nas últimas décadas. Ela mostra que muitas lembranças são transitórias: retidas frouxamente pelos neurônios, continuam gravadas apenas enquanto têm utilidade para as pessoas.
Nessa fase, podem ser facilmente "desgravadas" para que outras recordações ocupem o seu lugar. Certas memórias, no entanto, por serem utilizadas freqüentemente, acabam reforçadas com o tempo; quanto mais o cérebro utiliza as informações memorizadas, mais arraigadas e mais permanentes elas se tornam.

Os três tipos de lembrança são: as permanentes, que se referem ao que se aprende em definitivo, como andar de bicicleta ou as palavras de uma língua; as de curto prazo, que registram, por exemplo, números de telefone ou endereços; e as de curtíssimo prazo, que dizem respeito a palavras que alguém acaba de pronunciar. Essas três categorias de memória, aparentemente, se distribuem por neurônios específicos do cérebro, que não se encontram, necessariamente, na mesma área. Os cientistas acreditam que poderão, num futuro próximo, apontar com precisão que espécie de reminiscência cada célula cerebral está preparada para guardar.

Conexões entre neurônios – Um campo de estudo que vem ganhando grande importância nos últimos anos é o mapeamento das conexões elétricas ligando os cerca de 10 quatrilhões de neurônios do cérebro. Esse tipo de análise é feito com a ajuda de tomógrafos que podem acompanhar os movimentos da água existente entre as células cerebrais; o fluxo da água retrata fielmente a transmissão dos sinais de um neurônio a outro. As imagens já obtidas por esse meio mostram que os neurônios trabalham em equipe, formando grupos de alguns milhares de células encarregadas de uma mesma tarefa. Cada conjunto conecta-se coletivamente a diversos outros grupos. Essa estrutura é
tão bem organizada que os "fios" que saem de um certo grupo correm juntos, como o conjunto de cabos de uma central telefônica. Ainda em fase experimental, o mapeamento pela água pretende explicar o movimento elétrico que constitui o pensamento. Cientistas de seis países também estão montando um atlas cerebral que se espera seja o mais abrangente retrato já feito das estruturas e funções do cérebro. A expectativa é que o estudo permita saber com mais precisão quais as áreas do cérebro que controlam funções específicas do corpo e as diferenças entre o cérebro considerado saudável e o de pacientes portadores de doenças como o mal de Alzheimer ou a esquizofrenia. Dessa forma, os primeiros sintomas podem ser rapidamente identificados, o que permite aos pacientes um tratamento precoce dessas doenças.

Medicamentos – Grande parte da pesquisa se concentra atualmente no desenvolvimento de substâncias que prometem melhorar a memória e a função cerebral. Cientistas da Universidade de Cambridge descobriram que uma droga usada em pessoas que sofrem narcolepsia (doença que faz a pessoa cair no sono descontroladamente) é capaz de aumentar a memória e melhorar o desempenho na resolução de problemas. Os cientistas esperam que o estudo da ação da droga através de imagens do cérebro possa revelar detalhes sobre o funcionamento da memória. Outra droga, usada para a doença de Alzheimer, também apresentou efeitos semelhantes, revelou estudo da Universidade de
Stanford, na Califórnia. Outra descoberta identificou substâncias no cérebro responsáveis por apagar memórias desagradáveis. A substância é parecida com o princípio ativo da maconha, e leva ao desenvolvimento de remédios para tratamento de fobias e stress pós-traumáticos.

Foi identificada por cientistas norte-americanos da Universidade Dartmouth a região do cérebro responsável por reconhecer as músicas e acompanhar as notas de uma melodia.
A região auditiva do córtex, a parte mais superficial do cérebro, recebe os sons que chegam ao ouvido já separadas por freqüência, de forma que cada nota é processada em um local diferente do córtex auditivo. Mas, para assimilar a música, é preciso que outra região do cérebro examine as relações entre as notas, até para saber se elas se encaixam no mesmo tom. Os pesquisadores descobriram que essa região se encontra próxima ao meio da testa.

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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Teoria do humor

INTRODUÇÃO

Teoria do humor, visão das definições elaboradas para compreender os traços e explicar a inclinação humana pelo cômico. O termo humor pode ser considerado no sentido amplo ou no estrito. No sentido amplo é aplicado à literatura, palavra ou texto informal cujo objetivo é divertir ou causar riso. No sentido estrito, o humor é diferente da wit ou esprit, da sátira e da farsa. É menos intelectual e mais imaginativo que o wit, tipo de texto mordaz e ácido que se preocupa mais com a personagem e a situação do que com o jogo de palavras e idéias. Também é menos cruel que a sátira e mais sutil que a farsa. O humor penetra na ilusão e na imaginação, explorando as possibilidades de situações improváveis e de combinações de idéias, mas difere delas por estar preocupado somente com os aspectos cômicos destas situações imaginárias.

É muito difícil dizer o que as situações de humor têm em comum. As três principais teorias do humor teoria da superioridade, teoria da incoerência e teoria do alívio tentam esclarecer esta dúvida. Uma quarta teoria defende que o aspecto central do humor é a ambivalência, uma mistura de atração e repulsão.

TEORIAS DA SUPERIORIDADE

Freqüentemente o riso é provocado pelas pessoas que apresentam algum defeito, se encontram em posição de desvantagem ou sofrem algum pequeno acidente. O sovina, o glutão e o bêbado são personagens cômicos, do mesmo modo que a pessoa que recebe uma torta na cara. Os erros também provocam o riso: disparates de estudantes, pronúncia incorreta e erros gramaticais. Estes são exemplos bastante óbvios, mas é possível que o humor sutil seja um mero desenvolvimento disso e que o prazer implícito no humor nasça na sensação de superioridade sobre as pessoas que fazem rir. De acordo com essa visão, todo humor é uma forma do escárnio.

Thomas Hobbes (1588-1679) é, provavelmente, o criador desta teoria. "O riso é um tipo de glória repentina", diz ele, utilizando a palavra glória como sinônimo de vaidade ou auto-estima. Ele acrescenta, ainda, que o riso nasce frente aos acidentes e enfermidades dos outros, às próprias loucuras passadas desde que haja consciência de tê-las superado e aos próprios sucessos inesperados.

A crítica à fórmula de Hobbes é sua pouca amplitude, já que não cobre todos os tipos de humor. Ela não se aplica ao jogo de palavras, como as jitanjáforas, ou ao nonsense, estilo visível em autores como Edward Lear e Lewis Carroll. Sem dúvida, as reações mais comuns são de superioridade frente a Malvolio e de carinhosa condescendência em relação a Don Quixote ou Mr. Pickwick, mas em relação a Falstaff é de admiração secreta e inveja.

As teorias da superioridade parecem excluir um elemento muito importante do humor: a incoerência. No jogo verbal da seguinte quadrinha: “Eu sou pequenininha, do tamanho de um botão,/ Trago papá no bolso e um ‘mamão’ no coração”, o riso não surge por ela conter um erro. Surge porque há um contraste entre papai e mamãe e “papá” e “mamão”, ou seja, palavras com associações emocionais e sentidos completamente diferentes. Além do mais, os pais pertencem a um código de referência e a comida a outro. A interseção entre os dois códigos é o que causa o riso.

Os seguidores de Hobbes tentaram responder às críticas, alegando que, até quando o riso é provocado por cenas em que se representa o vício, o deboche e a libertinagem, talvez seja pela sensação de superioridade com relação à moralidade convencional que está sendo escarnecida. Isto se aplica às piadas de apelo moral e, talvez, ao nonsense, pois a necessidade convencional de agir e falar sempre respeitando a lógica — “essa estrita, incansável e problemática governanta, a razão”, nas palavras de Schopenhauer está sendo atacada.

Argumentando com essas bases, Alexander Bain (1818-1903) declarou que todo humor envolve a degradação de alguma coisa. De acordo com ele, não é preciso ter consciência plena da suposta superioridade. O riso pode provir, por exemplo, da simpatia por alguém que derrotou um adversário. Em segundo lugar, não é necessário que uma pessoa seja ridicularizada. Uma idéia, instituição política ou qualquer coisa que exija dignidade e respeito também pode ser exposta ao ridículo. Até o nascer do Sol pode ser motivo de zombaria, como fez Samuel Butler quando comparou, em Hudibras, o alvorecer a uma “lagosta fervida".

De acordo com qualquer teoria da superioridade no humor, aquele que ri sempre vê o objeto do riso de cima e, por algum padrão, julga este objeto inferior. Isto possibilita a existência de uma grande variedade de teorias da superioridade. Henri Bergson deu a mais famosa aplicação da teoria da superioridade. O ideal de Bergson é a elasticidade, a adaptabilidade, o élan vital. Portanto, o cômico para ele é "algo mecânico encrostado sobre os seres vivos". O personagem cômico típico, diz ele, é alguém com uma obsessão, ou idéia fixa, como Don Quixote, ou o avaro de Molière. O personagem não é flexível o suficiente para adaptar-se às necessidades complexas e mutáveis da realidade. Como um exemplo típico da rigidez cômica, Bergson cita a história dos oficiais da alfândega que dirigiram-se bravamente ao salvamento da tripulação de um navio que afundava. A primeira coisa que os oficiais disseram quando os marinheiros chegaram em terra firme foi: "Têm algo a declarar?” Aqui, de acordo com Bergson, se dá a persistência cega e automática de um hábito profissional em mente, independente das circunstâncias.

O riso é, de acordo com Bergson, a defesa da sociedade contra os excêntricos que se recusam a ajustar-se às suas necessidades. Ele não considera a possibilidade do humor ser direcionado ao código social em si (como em Swift ou Shaw). Esta omissão poderia alterar a sua teoria, pois o próprio código correria o risco de ser considerado rígido e fora da realidade.

TEORIAS DA INCOERÊNCIA

Muitos escritores de humor recusaram-se a aceitar a visão de que a incoerência consista na degradação de algo em contraste com o trivial ou indecoroso. Estes autores alegam não só que é diferente da degradação e insistem que a incoerência, não a degradação, é o aspecto central de todo humor.

A incoerência é identificada, freqüentemente, com uma "expectativa frustrada", um conceito que procede de Immanuel Kant (1724-1804). Kant alegava que o humor surge da "transformação repentina de uma grande expectativa para o nada". Isso envolve a sugestão de que o humor consiste na dissolução violenta de uma atitude emocional.

Nesta visão, o essencial para o humor é a mistura de duas idéias que são, conforme o que se sente, disparatadas. Uma ou outra poderá ser, incidentalmente, degradada no processo. A qualidade da piada dependerá de duas coisas: o grau de contraste entre os dois elementos e a fusão destes elementos. Um trocadilho é a forma mais fraca de piada porque a conexão entre os dois elementos é puramente verbal. O humor é mais penetrante quando traz à luz uma conexão entre duas coisas que são apoiadas por idéias bastante diferentes. Ou quando força no indivíduo uma reversão completa dos valores. A frase de Oscar Wilde, "O trabalho é a maldição da classe bêbada" é cômica não somente pela proximidade da frase convencional que ela substitui mas, também, porque apresenta uma avaliação igualmente apropriada e diferente, do fato social ao qual se refere.

Arthur Schopenhauer disse que todo humor pode ser "traduzido em um silogismo na primeira figura com um aspecto elevado inquestionável e um aspecto inferior inesperado que, até um certo ponto, só é válido como sofisma". Esta fórmula complicada pode ser ilustrada por um trecho do diálogo da peça de Shaw, Getting Married, na qual um bispo diz que "não pode, como um bispo britânico, falar diretamente da poligamia", porque a grande maioria das pessoas no império britânico são polígamas. Isso pode ser encarado como o seguinte silogismo: todas as instituições britânicas devem ser respeitadas (primeira premissa). A poligamia é uma instituição britânica (segunda premissa). Portanto, a poligamia deve ser respeitada (conclusão). Aqui, o aspecto superior era, para a audiência de Shaw em 1908, indiscutível. A segunda premissa é inesperada e só vale pelo sofisma.

Schopenhauer parece considerar somente o aspecto intelectual do humor. Para ele, o humor depende do prazer de encontrar conexões inesperadas entre as idéias, o que difere do esforço intelectual sério porque a conexão, sendo um sofisma, não pode ser encarada seriamente. Isto significa ignorar o elemento emocional no humor: a distância da qual depende a força de dissolução de uma atitude ou da reversão de valores. A passagem de Shaw citada, por exemplo, pode ter impacto somente em uma audiência que esteja imbuída da atitude popular em relação ao imperialismo que existia na Inglaterra na época em que o dramaturgo vivia.

Herbert Spencer pensava que todo humor pode ser explicado como uma "incoerência descendente". O adjetivo “descendente” inclui um julgamento de valores. Spencer concordava com Bain quando este afirmava que a incoerência sempre envolve um contraste entre algo exaltado e algo trivial ou obsceno. Mas alegava que o fator importante é a incoerência e não a degradação. Spencer respondeu a uma questão que foi esquecida por muito tempo. “Por que”, perguntou ele, “a percepção da incoerência deveria levar ao riso?” Sua resposta é que o riso é uma expansão de energia nervosa, uma transição rápida entre um pensamento solene e outro trivial. O que deixa um estoque de energia nervosa que necessita ser gasto na forma de riso.

De acordo com as teorias da incoerência, pode-se dizer que o humor consiste no encontro do inadequado dentro do apropriado. Não são encontradas somente conexões inesperadas entre aspectos aparentemente sem similaridade: a noção humana do decoroso também está envolvida. Em qualquer comunidade, certas atitudes parecem ser mais apropriadas para certas coisas, mas não para outras. Assim, desenvolvem-se, entre outros, o estereótipo de pessoas como o político típico, o poeta, a tia da menina e o americano cem por cento. O humorista traz à luz os fatos inconvenientes que revelam essas atitudes e penetram nos estereótipos. Fielding, por exemplo, em sua novela Jonathan Wild, retrata as façanhas de um ladrão de estradas em termos normalmente reservados para os heróis militares. Ele demonstra que as descrições apropriadas para aquele homem também podem ser apropriadas para os outros. Neste caso, o efeito é provocar dúvidas sobre o sistema de valores convencionais. Mas, às vezes, como apontou Bergson, o humor pode ir contra a pessoa que não é capaz de viver de acordo com as necessidades convencionais. Conseqüentemente, o humor pode ser às vezes radical e às vezes conservador. É comum que a intenção do efeito não fique clara. Por exemplo, a sagacidade de Wilde, citada acima, pode ser interpretada como um ataque às classes trabalhadoras ou como um questionamento das atitudes convencionais vitorianas de trabalhar e beber.

TEORIAS DO ALÍVIO

Como o humor questiona as exigências sociais convencionais, ele pode ser encarado como um fornecedor de alívio da restrição que impõem as exigências. O alívio pode ser apenas temporário: uma história obscena, por exemplo, geralmente não é um desafio sério à moralidade convencional. Mas permite dar asas aos impulsos sexuais que a sociedade reprime. Além disto, as pessoas que passam por tensões podem dar gargalhadas se, repentinamente, a tensão for removida. Na teoria do alívio supõe-se que o elemento central do humor não seja uma sensação de superioridade ou o conhecimento de incongruências mas, sim, o sentimento de alívio provocado pela remoção de barreiras.

Esta teoria foi reforçada pelas descobertas psicanalíticas (ver Psicanálise) de Sigmund Freud. Freud considera o humor uma forma de enganar a “censura”, nome que aplicou para as inibições internas que impedem de dar forma aos impulsos naturais. Segundo Freud, não somente os impulsos sexuais são reprimidos pela censura, mas também os impulsos maliciosos. Desta forma, Freud é capaz de justificar não somente as piadas sobre moral e a popularidade de personagens cômicos como Falstaff, que ignora as limitações morais, mas também o elemento da malícia no humor, para o qual as teorias da superioridade chamam a atenção.

De acordo com Freud, a censura permite explorar estes pensamentos proibidos somente se for enganada ou desarmada. A distração é realizada através de técnicas de humor: recursos como trocadilhos, a representação pelo oposto, e outros. Um insulto, por exemplo, será engraçado se parecer inicialmente um elogio. Para citar um outro exemplo, a sagacidade de Wilde deve ser encarada, nesta perspectiva, como uma forma de liberar o desejo de trabalhar e beber, ou alternativamente, de liberar a malícia contra as classes trabalhadoras. A censura é surpreendida porque parece ser apenas repetido um comentário convencional que, então, é desviado pela descoberta de que uma recompensa ao comentário nos permite expressar sentimentos diferentes. Freud encontrou várias semelhanças entre as técnicas de humor e a forma com que os pensamentos são distorcidos nos sonhos. Isso o permitiu ligar a teoria do humor com sua teoria de interpretação dos sonhos: os sonhos são também uma forma de enganar a censura.

O prazer intelectual de jogar com as idéias e palavras, de encontrar conexões inesperadas, encarado pela teoria da incoerência como elemento essencial do humor, tem, portanto, lugar nas teorias de Freud como uma maneira de enganar a censura. Como a censura é distraída, e não meramente enganada, pressupõe-se que tais mecanismos sejam uma fonte de prazer em si mesmos. Freud explica isso adotando a descrição fisiológica do riso feita por Spencer (ver Fisiologia). O prazer resulta, de acordo com ele, na economia de energia nervosa. Entretanto, ele não considera o apelo intrínseco destes mecanismos cômicos suficiente para explicar o humor: eles seriam inúteis se não pudessem liberar os desejos reprimidos.

CONCLUSÕES

Cada uma dessas teorias explica alguns tipos de humor. Mas nenhuma delas explica, satisfatoriamente, todos os tipos de humor. A teoria da superioridade descreve muito bem o riso em caso de pequenos acidentes e o apelo à sátira, mas é menos feliz ao explicar o jogo de palavras, a incoerência, o nonsense e os apelos à obscenidade e as piadas sobre a moral. A teoria da incoerência, por sua vez, é forte onde a teoria da superioridade é mais fraca. A teoria do alívio explica como o riso surge das distorções morais, da malícia e do nonsense — considerados alívios da “governanta razão” — mas é forçada a conceder a existência de um apelo intrínseco na incoerência e no jogo de palavras, situações muito diferentes da sensação de alívio das repressões. Cada tipo de teoria esclarece, entretanto, algum aspecto do humor.



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domingo, 18 de maio de 2008

Manual de Instruções Sony DSC N1

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sábado, 17 de maio de 2008

Igreja Universal do Reino de Deus

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Igreja Universal do Reino de Deus, entidade religiosa criada em 1977 pelo Bispo Edir Macedo e que, além dos mais de 3 mil templos espalhados no Brasil, tem casas de oração em mais de 70 países, inclusive Estados Unidos e Portugal. A Igreja Universal criou, para se divulgar, uma rede de comunicação que inclui rádios, jornais e uma cadeia nacional de televisão. Um dos maiores fenômenos sociais brasileiros do final do século, a Igreja Universal tem um número crescente de adeptos que se definem como evangélicos. Primeira igreja brasileira a abrir espaço no exterior, o fundamento de sua fé é a frase “Cristo é o Senhor” e a única imagem reverenciada por seus seguidores é a cruz.

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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Queen - Queen (1973)

 

Queen - Queen (1973) Retail CD
Like any patchy but promising debut from a classic rock group, it's often easy to underrate Queen's eponymous 1973 debut, since it has no more than one well-known anthem and plays more like a collection of ideas than a cohesive album. But what ideas! Almost every one of Queen's signatures are alre… more…

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Queen - Queen (1973) Retail CD, May 13, 2008


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quinta-feira, 15 de maio de 2008

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quarta-feira, 14 de maio de 2008

Hoje na História

14.Mai.93

Mantida proibição da caça à baleia.

A Comissão Baleeira Internacional votou pela continuidade, por mais oito anos, do veto à caça da baleia para fins comerciais. Participaram da deliberação quarenta países, dos quais 34 com direito a voto. Apesar das pressões do Japão, maior consumidor de carne de baleia do mundo, e da Noruega, os integrantes da comissão decidiram estender a moratória por dezoito votos contra seis, mais seis abstenções.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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terça-feira, 13 de maio de 2008

Reflexão Paterna

"O que os pais dizem a seus filhos não é ouvido pelo mundo, mas ecoará pela posteridade."
Jean Paul Richter


Escritor alemão, Johann Paul Friedrich, também conhecido por Jean Paul, nasceu a 21 de Março de 1763, em Wunsiedel, Baviera, e faleceu a 14 de Novembro de 1825, em Bayreuth, também na Baviera. Estudou Filosofia e Teologia em Leipzig, mas problemas financeiros levaram-no a desistir dos estudos. Anos mais tarde, fundou em Schwarzenbach uma escola primária, onde ensinou até 1794.

Dedicou-se à escrita, tendo conseguido alcançar bastante sucesso com obras como Die unsichtbare Loge (1793), Hasperus (1795), Grönländische Prozesse (1783), entre outras.

Em 1798 mudou-se para Weimar, onde conheceu outros escritores famosos como Goethe, Schiller e Herder, este último um grande apreciador e influenciador do seu trabalho.
Em 1804 mudou-se com a família para Bayreuth e dedicou-se inteiramente à escrita.
Apreciado e de talento reconhecido pelo público, foi considerado um escritor de um excelente humor e de uma grande sensibilidade.

Faleceu quatro anos após a morte do seu único filho, da qual nunca se recompôs.

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segunda-feira, 12 de maio de 2008

INIMIGO RUMOR 20 - Revista de poesia

 

Como a poesia pode resistir a um mundo de sentimentos embotados e a homens de comportamento pautado pelo cálculo pragmático? Quem se interessa em escrevê-la e fruí-la? É comum na vida de uma revista de poesia o seguinte ciclo: vir à luz, intervir de algum modo na cena poética e depois desaparecer porque parece não haver sensibilidade para recebê-la. Contrariando o destino curto desse tipo de publicação, a Inimigo Rumor chega ao 20º número e ao 10º ano de existência

(fonte: O Estado de S.Paulo).

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domingo, 11 de maio de 2008

Informática

ENTREVISTA: JEAN PAUL JACOB

As pessoas querem poder falar com o computador

Para cientista, reconhecimento de voz avança, mas ainda é insuficiente para permitir um diálogo com as máquinas

Pesquisador emérito do Centro IBM de Pesquisas de Almaden, Califórnia, o cientista brasileiro Jean Paul Jacob, 71, sempre atuou como uma espécie de futurólogo, analisando tendências da tecnologia e imaginando cenários de sua evolução. Nesta entrevista, feita por telefone, ele aponta desafios que a indústria e a sociedade ainda precisam enfrentar.

FOLHA - Quais as grandes inovações tecnológicas dos últimos 25 anos?

JEAN PAUL JACOB - A primeira observação é que todos os destaques desse período não eram previstos há 25 anos. Vou dar apenas dois exemplos. O primeiro é a web, o aparecimento de uma interface gráfica na internet. E 25 anos atrás, nem internet existia. Existiam algumas redes particulares de comunicação, muito limitadas, sem interface gráfica, muito difíceis de utilizar. Então, em 1993, grande surpresa: surge a web, que explode e muda o mundo da informática.

E o outro destaque, que afeta todos nós, é a intimidade que nós desenvolvemos no nosso relacionamento com átomos, moléculas, bactérias etc. Essa intimidade era impossível de prever, porque o átomo tem dimensões tais que não pode ser visto com o microscópio óptico.

Quando eu estudei no ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), em 1960, nós sempre ouvimos falar que o átomo não era visível porque tinha uma dimensão menor do que o menor possível comprimento de onda de luz visível.

De repente, nós começamos a vê-lo, colocando o nosso dedo, por assim dizer, sobre sua superfície e sentindo a presença do átomo como uma pequena montanha. As duas disciplinas que mais impactarão nossa vida no futuro, a nanotecnologia e a bioinformática, começaram exatamente no desenvolvimento da nossa intimidade com o átomo.

FOLHA - E que produtos marcaram o período? O celular? O notebook?

JACOB - O celular. Mas, mais genericamente, uma categoria de produtos que chamo de assistentes pessoais digitais, que eu chamo de Asped. O Asped faz tudo por nós. Então, nessa categoria, há o celular, o notebook, o GPS, as coisas como o iPod etc., produtos cujo sucesso não previmos, mas, também, não nos surpreenderam tanto.

O que mais me surpreendeu, pessoalmente, foi o telefone celular. Em 1987, houve uma demonstração, nos EUA, de telefonia celular. A tecnologia já existia, mas o aparelho era um receptor de rádio que tinha o tamanho e o peso de um tijolo.

FOLHA - Um monstro...

JACOB - Ficava no carro, porque era tão grande: tinha o tamanho, o peso e a inteligência de um tijolo. Às vezes pegava, às vezes não pegava. Então, a evolução do celular se deveu à tecnologia, que foi diminuindo o tamanho dos circuitos.

FOLHA - Aconteceram também fracassos, como o Simon, da IBM, e o Newton, da Apple...

JACOB - Você mencionou dois que foram fracassos, mas não grandes. O maior fracasso dos últimos 40 anos é algo chamado videofone. São telefones que tinham uma tela de vídeo, onde você veria o seu interlocutor.

Foram lançados os primeiros em 1964. Foram relançados uns 60 modelos-eu, pessoalmente, tenho uns 15 deles. Esses relançamentos sempre foram baseados em pesquisa de opinião mostrando que iam ser um sucesso. Nunca foram. Mudavam a estrutura de marketing: "Agora, vai pegar". E nunca deu certo.

FOLHA - E quais são os grandes desafios de hoje? Bill Gates sempre falava de linguagem natural e até hoje não temos nada próximo...

JACOB - Não só o Bill Gates, muitas outras pessoas sempre disseram isso. Era uma vontade esmagadora. Eu raramente vi tanta uniformidade quanto em pesquisas de opinião em que a gente perguntava qual é a tecnologia que você mais quer ver aparecer. Era sempre o reconhecimento da voz pelo computador. "Eu quero conversar com o meu computador, não quero ter que teclar, porque eu converso com outras pessoas", diziam. É uma das ambições mais antigas.

Já se fez um bom progresso nisso. Há, por exemplo, um sistema usado pelo Exército dos EUA, um sistema para traduzir do inglês para o idioma árabe, para que soldados americanos no Iraque possam se comunicar com os locais. Os soldados falam em inglês, o sistema traduz e reproduz, por meio de uma voz sintética, algo em árabe e vice-versa. É um sistema bastante especializado, porque a conversa de um soldado com um local se refere à saúde, à segurança etc.

FOLHA - Funciona em um contexto pré-definido.

JACOB - Exatamente, porque a linguagem é cheia de complicações. Há palavras que soam igual, mas têm significado diferente e só podem ser compreendidas em um contexto. A frase em português "eu vim verificar" pode ser entendida também como "eu vim ver e ficar". A mesma coisa com a frase "o livro da Vanessa": ela é dona ou autora do livro? Haverá progresso, mas muito lento. Os idiomas têm ambigüidades. Se você ler um poema que eu tenha escrito para mim mesmo, pode interpretá-lo de maneira totalmente diferente. A interpretação de uma frase, de uma conversa, depende do contexto social, depende do grau de intimidade dos interlocutores. Se você diz: "As galinhas estão prontas para comer", pode significar que elas estão prontas para se alimentar ou estão prontas para serem servidas em um almoço...

FOLHA - Quais outros grandes desafios para a próxima década?

JACOB - Outro grande desafio é encontrarmos alternativas a computadores que não utilizem a tecnologia de hoje, que está chegando ao seu limite.

Nós vamos precisar de um poder computacional muito superior ao de hoje, e não temos tecnologia, não podemos fazer transmissores e circuitos mais rápidos. Então, estamos adotando soluções tipo paralelismo, múltiplos processadores, múltiplos núcleos etc., e podemos, também, pensar em computador quântico.

Ou seja, o desafio é conseguirmos computadores que sejam de mil vezes a 1 bilhão de vezes mais poderosos que os de hoje. E as pessoas perguntam: por quê? E a resposta que eu dou é muito simples: a tecnologia tem que servir para resolver problemas sociais, econômicos, culturais ou políticos.

Os problemas que eu tenho em mente são problemas de saúde, por exemplo, de pragas, de doenças etc. Seria muito bom se nós conseguíssemos pesquisar proteínas que combatessem essas pragas e as doenças em nível individual, levando em consideração a higiene de um indivíduo.

Para fazermos isso computacionalmente, o poder requerido dos computadores é muito, mas muito maior do que o que temos hoje.

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sábado, 10 de maio de 2008

Dica

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Bragança Paulista


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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Charge


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quarta-feira, 7 de maio de 2008

Espiritismo

 

Espiritismo é a doutrina segundo a qual os mortos podem entrar em contato com os vivos, geralmente através de um clarividente ou médium.

Ainda que o espiritismo seja praticado, sob uma forma ou outra, desde tempos remotos, o espiritismo moderno é um conjunto de princípios e leis codificados por Allan Kardec, no século XIX, através dos livros O livro dos espíritos, O livro dos médiuns e O evangelho segundo o espiritismo, entre outros. O espiritismo acredita em Deus, considera Jesus Cristo um espírito perfeito e prega que a moral cristã, contida no evangelho, é um roteiro seguro para evolução espiritual de toda a humanidade.

A doutrina espírita ensina que a mediunidade é um dom de nascença, outorgado a algumas pessoas. Este dom pode, ou não, ser desenvolvido e, quando o é, auxilia o espirito do médium a se purificar. Uma sessão de espiritismo, na qual o médium tenta entrar em contato com os mortos, é precedida de hinos e orações. Falando com freqüência e, embora não seja imprescindível, em estado de transe, o médium transmite mensagens de consolo e saudação dos parentes e amigos mortos.

O espiritismo prega que os espíritos redimem seus erros de uma vida, reencarnando em outra. Para alcançar a purificação, precisam passar por várias encarnações que lhes vai eliminando os carmas, ou culpas, acumulados. No final de sucessivas encarnações, um espirito alcança a felicidade perfeita, não precisando mais habitar um corpo terreno.

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terça-feira, 6 de maio de 2008

Download - Married With Children

Married…with Children (tradução: Casado… com filhos) (também conhecida como Um Amor de Família no Brasil) é uma sitcom americana sobre uma problemática família de Chicago. Nos EUA, ela foi exibida de 5 de abril de 1987 a 9 de junho de 1997.

O protagonista do show é Al Bundy, um fracassado vendedor de sapatos. Acompanham-no sua esposa Peggy, uma dona-de-casa relapsa; Kelly, sua filha bonita porém burra e promíscua e Bud, seu filho nerd e pouco popular. A música de abertura dos programas é de Frank Sinatra, “Love and Marriage”. A série continua sendo exibida nos Estados Unidos em reprises, assim como em vários países do mundo.

1ºtemporada
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2º temporada
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2×03 - If I Were A Rich Man -> Megaupload - Badongo - Easyshare - Sendspace
2×04 - Buck Can Do It -> Megaupload - Easyshare - Sendspace
2×05 - Girls Just Wanna Have Fun - Part 1 -> Megaupload - Easyshare - Sendspace
2×06 - Girls Just Wanna Have Fun - Part 2 -> Megaupload - Easyshare - Sendspace
2×07 - For Whom The Bell Tolls -> Megaupload - Easyshare - Sendspace
2×08 - Born To Walk -> Megaupload - Easyshare - Sendspace
2×09 - Alley Of The Dolls -> Megaupload - Easyshare - Sendspace
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segunda-feira, 5 de maio de 2008

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domingo, 4 de maio de 2008

Hoje na História

04 de Maio de 1993 - 15 Anos

Os Estados Unidos entregam às Nações Unidas o comando das forças multinacionais na Somália.

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sábado, 3 de maio de 2008

Reflexão Sobre a Compaixão

A compaixão é frequentemente um sentimento dos nossos males nos males dos outros. É uma hábil antevisão dos infortúnios em que podemos cair. Damos auxílio aos outros para levá-los a nos dar outro tanto em ocasiões semelhantes; e os serviços que lhes prestamos são, para dizer a verdade, bens que fazemos a nós mesmos de antemão.

La Rochefoucauld, in "Reflexões"


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sexta-feira, 2 de maio de 2008

LIRISMO TRANSCENDENTAL

José de Anchieta poucas vezes é lembrado como o patriarca da vida intelectual brasileira, o que efetivamente foi. A publicação de Poemas - Lírica Portuguesa e Tupi (Martins Fontes, 226 págs., R$ 22,50), com organização de Eduardo de A. Navarro, repara essa injustiça histórica.

A poesia de Anchieta é mística. Não a mística dogmática e clerical, com que a Igreja tridentina tentou enquadrar os êxtases dos seus pares; nem mesmo a mística ortodoxa, inaugurada por Inácio de Loyola, com os Exercícios Espirituais, que controla os sentidos e organiza as imagens de acordo com padrões previamente estabelecidos. Na verdade, a mística do jesuíta atualiza construções eróticas - bem como concepções pouco ortodoxas na relação do homem com o divino, além de revelar sua filiação a um "cristianismo popular" e supersticioso. É o caso, por exemplo, de alguns versos do poema Cordeirinha Linda, que sugerem menos os suplícios do martírio do que uma velada relação amorosa entre a santa e Jesus: "Naquele lugar estreito,/ Cabereis bem com Jesus,/ Pois ele, com sua cruz,/Vos coube dentro do peito, ó virgem de grão respeito". Os exemplos são muitos, mas a comunhão amorosa não se dá apenas na esfera das divindades. No poema tupi Pitangi Porangeté, em versos consagrados à Virgem Maria, observamos um "eu lírico" que deseja estar no lugar de Jesus para mamar nos seios da mãe, como sugerem os versos seguintes: "Como mãe de Deus estás/Seu filhinho a amamentar./Vem-me bem alimentar,/Seja-te eu qual filho em paz". Na verdade, essa comunhão mística com a Virgem não se configura como heresia da parte de Anchieta, mas deve ser entendida como produção histórica, bastante comum no catolicismo ainda não reformado.

O exemplo é ilustrativo da existência, no texto do autor, de procedimentos inscritos em um "prática discursiva" do seu tempo, e que devem ser compreendidos como tal. Por outro lado, concebida de forma anacrônica, essa heterodoxia de Anchieta passa a ser lida como necessidade de adaptação dos dogmas católicos à colônia inculta - lembremos dos manuais de literatura, que nos ensinam que o uso que ele faz da redondilha é meramente didático, como se se tratasse de algo intencional e exterior, e não de uma visão de mundo incorporada internamente aos textos. Na verdade, essas imagens "profanas" e sensuais, tão ao gosto popular, vão de encontro ao monumento histórico que é o Anchieta culto, erudito, filiado ao humanismo, além de profundo conhecedor de teologia. Sob tal perspectiva, as fontes do lirismo só admitem, além da Bíblia e da Tradição Católica, as narrativas das legendas dos santos. Acredito, no entanto, que um detalhado levantamento daria conta do que revela um rápido passar de olhos: os temas bíblicos não são de forma alguma os privilegiados pelo jesuíta.
Uma última palavra sobre a lírica em tupi. Os temas são os mesmos da sua lírica portuguesa, e o preferido continuou sendo o da Virgem Maria e o menos canônico dos seus mistérios, qual seja, o da Assunção. Ainda aqui, a "contrafação ao divino" como Peter Burke chama o processo em que os jesuítas adaptam os dogmas católicos à cultura nativa empreendida por Anchieta deve ser considerada não apenas no âmbito da condição colonial ou da destruição da alma indígena, mas de uma técnica empregada tanto na América Portuguesa quanto na China por Matteo Ricci, quando queria explicar o evangelho aos mandarins.

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quinta-feira, 1 de maio de 2008

Confira os grandes desafios da indústria de informática

 

As mudanças na tecnologia computacional exigem posturas novas e visionárias da parte da comunidade de projetistas da microeletrônica caso se deseje enfrentar os desafios apresentados pela tecnologia e explorar a fundo o potencial dos novos tipos de projeto e produto. A comunidade britânica de pesquisadores em microeletrônica identificou um conjunto de quatro grandes desafios, apresentados a seguir:

BATERIAS - Minimizar as demandas de energia dos produtos eletrônicos. À medida que os produtos eletrônicos se tornam cada vez mais invasivos, será impraticável alimentá-los por meio de baterias que precisam ser constantemente trocadas. Conseguiremos utilizar a energia desperdiçada ou obter um consumo de energia tão baixo que uma única bateria alimentará o aparelho ao longo de toda a vida dele?

O SILÍCIO GANHA VIDA - Unir a eletrônica com a biologia. Próteses de retina, diagnósticos médicos implantados, interfaces de cérebro-máquina -todas essas tecnologias são promissoras do ponto de vista do tratamento médico, que demandam uma integração muito maior entre a eletrônica e a biologia.

MAIS POR MENOS - Projetos de performance maior para a tecnologia de chips da geração internet. Os esforços para obter potenciais de computação cada vez maiores continuarão. Mas é preciso dar mais atenção para os custos envolvidos nisso: os custos para o ambiente e os custos em termos de projeto.

CONSTRUINDO CÉREBROS - Sistemas eletrônicos inspirados na neurologia. Nossos cérebros são muito mais eficientes em termos de consumo de energia do que os aparelhos eletrônicos e muito mais tolerantes quanto às falhas de componente. Se conseguíssemos vislumbrar como funciona o sistema biológico, poderíamos aprender como aplicar essas lições nos novos sistemas computacionais.

Conclusões

As primeiras seis décadas da tecnologia computacional se pautaram por um progresso admirável, exemplificado pelo aumento de dez vezes na eficiência com que os computadores consomem energia. A continuidade do progresso, no entanto, não está de forma nenhuma garantida à medida que a tecnologia se aproxima da escala atômica, e uma série de problemas, que abrange as leis fundamentais da física, a complexidade de projeto e a viabilidade econômica, ameaça obstruir o caminho. Os sinais de desgaste já se tornam aparentes, e as mudanças visíveis na prática empresarial e a migração para os processadores de núcleos múltiplos (antes de haver softwares capazes de os explorarem) oferecem manifestações prévias dos problemas vindouros. Há muitos desafios científicos no caminho a ser trilhado, e uma avenida promissora é aumentar nossa compreensão sobre como a biologia oferece sistemas confiáveis baseados em plataformas não confiáveis. Da biologia, podemos aprender também alguma coisa sobre o consumo eficiente de energia.

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