quarta-feira, 30 de abril de 2008

Dica: Um Site

Site do Profº Marins

http://www.anthropos.com.br/

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terça-feira, 29 de abril de 2008

Atibaia/SP.


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segunda-feira, 28 de abril de 2008

móveis terão desafio de conquistar pré-pago com 3G

As operadoras latino-americanas têm dois grandes desafios com sua estréia na terceira geração (3G): como estimular o uso do serviço em um mercado com 80% dos planos pré-pagos e de que forma reter assinantes quando a densidade média já é alta, em torno de 65 aparelhos por 100 habitantes. A observação é do diretor para América Latina e Caribe da 3G Américas, Erasmo Rojas, para quem a queda dos preços de celulares e serviços será essencial para levar o universo de clientes 3G além do mercado corporativo.

Para ele, as operadoras na América Latina "ainda não têm uma idéia certa de como cobrar pelo serviço", que está em sua fase inicial. A oferta de terceira geração começou em dezembro de 2006 no Chile e chegou ao Brasil no final do ano passado. Hoje, a região tem 17 redes comerciais HSDPA (High Speed Downlink Packet Acess) em dez países.

Nesse sentido, a 3G e a portabilidade numérica que começa a ser implementada no Brasil em agosto deste ano acabarão por provocar "revisão de tarifas" e estimular campanhas para fidelizar os clientes, acredita Rojas.

Em um primeiro momento, conforme Rojas, as teles concentrarão os esforços de venda da 3G no mercado corporativo e entre clientes corporativos. Mas logo terão de buscar a base de pré-pagos para ir adiante. "Imagino que em 2010 já aconteça um ingresso forte da tecnologia 3G no mercado que hoje é pré-pago", disse.

Para isso, no entanto, é necessário mudar o paradigma de que os serviços pré-pagos são só voz e, com isso, elevar a receita média por assinante (ARPU) na América Latina, que hoje circunda os US$ 15,00. No Brasil, o gasto mensal por cliente está nesta faixa, bem distante, portanto, dos US$ 23 na Venezuela. Rojas também comentou que em torno de 25% do tráfego na telefonia vem de dados, enquanto no Brasil esta taxa é de 8%.

Além do custo dos aparelhos, a cobertura terá um papel muito importante na popularização da 3G, segundo ele. "A grande diferença entre o HSDPA e o EV-DO (outra tecnologia de 3G) é que as operadoras estão bastante preocupadas em lançar suas operações com boa cobertura", afirmou o executivo.

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domingo, 27 de abril de 2008

CIÊNCIA E BUDISMO

 

Quando o ex-monge budista Dom Kulatunga veio do Sri Lanka para o Rio de Janeiro na década de 60, os adeptos da doutrina no Brasil não passavam de algumas dezenas. Hoje, estima-se que um milhão de brasileiros tenham contato com o budismo. E boa parte procura inspiração nos ensinamentos desse homem lúcido e bastante bem conservado.

Como se faz para atingir a iluminação?

A vigilância é a única maneira para não se deixar levar por pensamentos destrutivos. Desde que você tenha autocontrole, o mal pode ser evitado. Fazer o bem é uma lei universal.

 

Mas esta não é a mesma mensagem da maioria das religiões, inclusive do catolicismo?

Infelizmente, a Igreja Católica não tem dado a devida importância para as mensagens de Cristo: "Amai ao próximo como a ti mesmo". Para amar os outros tenho que me amar. Se eu me deixar levar por sentimentos ruins, vou passar sofrimento para os homens e para tudo o que está ao meu redor.

 

Esse tudo inclui a matéria?

Segundo a física quântica, cada sub-átomo tem uma inteligência sobre o que está acontecendo em outro pólo. É uma inteligência que conecta, uma consciência presente em tudo: planta, animal, terra, madeira. Buda falou isso antes da física quântica: "A vida começa na matéria".

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sábado, 26 de abril de 2008

Software Celular

Este software foi desenvolvido para sincronizar os celulares da Marca Sony Ericsson em seu Desktop/Notebook. Para baixá-lo é só clicar no ícone.

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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Papel de Parede Windows

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quinta-feira, 24 de abril de 2008

Há 40 Anos Atrás

24/04/1968


Protestando contra a participação dos Estados Unidos na Guerra do Vietnã, estudantes da Universidade da Columbia invadem a faculdade.

Columbia 1968 and the World:

A 40th Anniversary Event

April 24-27, 2008

 

This spring marks the 40th anniversary of the 1968 student protests at Columbia University. A group of alumni participants, working with faculty and students, has developed a program for a three-day conference to reexamine those events from a wide range of viewpoints and in the context of what was happening in 1968 in the country and the world. The conference will provide a chance for people who lived through that period to reconnect, reconcile, and reflect. And it will engage current students in a discussion about issues of war, race, and the role of the universityissues that are still with us 40 years later.

Speakers include Ti-Grace Atkinson, Paul Auster, Akeel Bilgrami, Lee Bollinger, Ray Brown, Kathleen Cleaver, Lewis Cole, Todd Gitlin, Juan Gonzalez, Mary Gordon, Tom Hayden, Tony Judt, Michael Klare, Manning Marable, Johanna Ocana, Frances Fox Piven, Mark Rudd, Christien Tompkins, Ntozake Shange, Sudhir Vankatesh.

For a complete description of events and speakers, please see www.columbia1968.info

(http://www.columbia1968.info/).

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quarta-feira, 23 de abril de 2008

Reflexão Zen

"Faça de seu corpo e de seu espírito um laboratório de experiências. Empenhe-se em uma pesquisa profunda a respeito de seu próprio funcionamento espiritual e examine as possibilidades de fazer mudanças positivas no seu interior".

(Dalai Lama, O Livro de Dias, Sextante)

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terça-feira, 22 de abril de 2008

Romantismo (literatura)

INTRODUÇÃO

Romantismo (literatura), movimento literário que dominou a literatura européia desde o final do século XVIII até meados do século XIX. Caracteriza-se por sua entrega à imaginação e à subjetividade, pela liberdade de pensamento e de expressão e pela idealização da natureza. O romantismo nasceu em oposição ao classicismo e representa a estética e os anseios da classe burguesa em ascensão. Acredita-se que o romantismo tenha tido início na Escócia, Inglaterra e Alemanha, países europeus mais desenvolvidos, mas foi somente na França, após a revolução de 1789, que o movimento se expandiu.

Até finais do século XVIII, os gostos literários na Alemanha e na França separaram-se progressivamente das tendências clássicas e neoclássicas. Os autores românticos encontram sua primeira fonte de inspiração na obra de grandes pensadores europeus: o filósofo francês Jean-Jacques Rousseau e o escritor alemão Johann Wolfang von Goethe.

O ESPÍRITO ROMÂNTICO

Foi Rousseau quem estabeleceu o culto ao indivíduo e celebrou a liberdade do espírito humano ao afirmar: “Sinto antes de pensar”. Goethe e outros alemães incidiram em aspectos mais formais, ao exaltar o espírito romântico manifestado nas canções populares alemãs, na arquitetura gótica e nas obras do inglês Shakespeare. Goethe, inclusive, se propôs a imitar a liberdade estilística de Shakespeare em seu Götz von Berlichingen (1773), um drama histórico que justifica a insurreição contra a autoridade política, inaugurando o movimento literário conhecido como Sturm und Drang, considerado o precursor do romantismo alemão.

Com a difusão do movimento romântico aos demais países da Europa, certos temas e atitudes tornaram-se o centro das preocupações dos escritores do século XIX.

ANARQUISMO

Grande parte dos movimentos libertários e abolicionistas do final do século XVIII e princípio do século XIX originaram-se em conceitos da filosofia romântica. O desejo de libertar-se das convenções e da tirania, a valorização dos direitos e da dignidade do ser humano, a política e os temas sociais foram temas-chaves na poesia e na prosa românticas em todo o mundo ocidental.

NATUREZA

Outra característica do romantismo foi sua preocupação com a natureza. O prazer que proporcionam os lugares virgens e a presumível inocência dos habitantes do mundo rural, ganham o status de tema literário pela primeira vez na história da arte.

A PAIXÃO PELO EXÓTICO

Os escritores românticos ampliaram seus horizontes imaginários no espaço e no tempo. A nostalgia pelo passado gótico fundiu-se à tendência melancólica, gerando uma atração especial pelas ruínas, cemitérios e sobrenatural.

ROMANTISMO NO BRASIL

Na literatura brasileira, o romantismo assumiu caráter de movimento anti-colonialista. Este traço nacionalista permitiu que os escritores explorassem temas como o indigenismo, o folclore, o regionalismo, além de tentarem estabelecer, pela primeira vez, uma língua literária brasileira / Suspiros e Saudades, de Gonçalves de Magalhães, publicado em 1836, é o marco inicial do movimento romântico brasileiro. A ele seguiram-se três gerações de poetas românticos. A primeira  nacionalista, indigenista e religiosa - tem em Gonçalves Dias seu nome mais expressivo. Na segunda - também conhecida como ultra-romantismo e com características pessimistas, egocêntricas e mórbidas  destacaram-se Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Fagundes Varela e Junqueira Freire. A terceira geração, ou Grupo Condoreiro, é representada pelo poeta Castro Alves que, com seus versos, defendeu a abolição da escravatura e as ideologias liberais.

 

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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Muitos núcleos melhoram desempenho

 

Uma conseqüência da forma como a tecnologia vem avançando é a mudança de paradigma nos microprocessadores de alta performance.

Durante várias décadas, arrancaram-se todas as gotas possíveis de performance dos processadores de ponta com núcleo único, e isso ao custo de uma complexidade arquitetural feroz. Acrescentaram-se recursos que ultrapassavam o limite dos retornos cada vez menores, porque todos os softwares dependiam de um modelo particularmente simples de programação em linha única.

Agora, de uma hora para outra, tudo mudou. Os processadores com dois núcleos tornaram-se o padrão, os com quatro núcleos começam a aparecer, e o setor já fala sobre o crescimento futuro em termos de processadores com mais núcleos em um chip.

O que aconteceu?

O paralelismo para uso geral certamente não foi solucionado e, até que o seja, a utilidade de processadores de vários núcleos continua a ser questionável (para os aplicativos de desktop de uso geral; não há dúvida sobre a utilidade deles em muitos aplicativos de servidores).

Os lucros cada vez menores oferecidos pela complexidade adicional, os custos de projeto e a mudança da relação entre as defasagens de processamento e de comunicação nos chips se somam para tornar o investimento nos processadores de núcleo único menos atraente.

A operação de cortar e colar é tão fácil no silício quanto em qualquer outro lugar, de forma que colocar dois ou quatro núcleos em um chip não se revela tão mais difícil do que colocar um. O setor simplesmente abandonou o caminho do processador de núcleo único, considerando-o difícil demais e optando pela rota que oferecia menos resistência.

Os fabricantes conseguem aumentar a capacidade de processamento por meio do investimento nos núcleos múltiplos; se você consegue ou não utilizar esse potencial, isso é problema seu, não deles.

Há uma motivação consideravelmente maior para realizar avanços no paralelismo de uso geral: não há mais outra forma de seguir adiante.

Que chip usar?

Os processadores podem ser avaliados segundo seu custo de fabricação (que diz respeito à performance por unidade de área de silício) e segundo seu custo de rodagem (que diz respeito à sua eficiência no consumo de energia).

No primeiro caso, os processadores de alta performance, como os dos desktops, e os processadores embutidos do tipo ARM, como os usados em celulares e em players de música, são basicamente equivalentes.

No segundo, os processadores embutidos apresentam grande vantagem.

Eles ficam atrás na performance de direção única de processamento, mas, se e quando o paralelismo estiver disponível, essas máquinas terão mais eficiência no consumo de energia ao usar um grande número de processadores em oposição a um pequeno número de processadores de ponta.

Gasto de energia cai, mas consumo geral aumenta

Quando, no dia 21 de junho de 1948, o computador Baby, de Manchester, rodou pela primeira vez um programa gravado em uma memória de tubo de raios catódicos para produzir um resultado correto, iniciou-se a era moderna da computação. Ao longo desses 60 anos, assistimos ao surgimento de um sem-número de alterações na arquitetura dos computadores, responsáveis por deixá-los mais flexíveis e mais fáceis de serem programadas.

A fim de verificar o quanto a tecnologia da computação avançou, podemos comparar algumas das características principais dos computadores de então e de hoje. O Baby (chamado oficialmente de SSEM, sigla em inglês para máquina experimental de pequena escala) ocupava várias estantes repletas de dispositivos eletrônicos conhecidos como válvulas termiônicas e obedecia a 700 instruções por segundo, consumindo cerca de 3,5 kW de energia elétrica.

Em 1985, o primeiro processador ARM executou 6 milhões de instruções por segundo e usou 0,1 W. Hoje, um computador embutido com consumo eficiente de energia, como o ARM968, ocupa 0,4 mm2 da superfície de uma placa de silício e realiza cerca de 200 milhões de instruções por segundo, consumindo 20 mW.

Uma forma de comparar essas máquinas computacionais se baseia na eficiência de seu consumo de energia, ou seja, quanto gasta para executar uma instrução -o equivalente, nos computadores, à medida de litros por quilômetro usada em carros. O Baby utilizava 5 joules por instrução, o ARM1, 15 nanojoules por instrução e o ARM968, 100 picojoules por instrução -uma melhora estarrecedora.

Uma das ironias do panorama atual é fato de que o mercado cresce tão rapidamente que a contribuição líquida dos produtos eletrônicos para o consumo global de energia também aumenta, apesar das crescentes melhorias no consumo de energia, que permitem a criação de usos cada vez mais atraentes para a tecnologia -ou, provavelmente, como resultado direto dessas mesmas melhorias.

Perto do limite

Em contrapartida, os custos de construir uma fábrica de chips e de projetar chips de ponta aumentam exponencialmente. As vantagens, porém, superam as desvantagens, e, para os que dispõem de carteiras gordas o suficiente para bancar o imenso investimento inicial, o negócio dos chips tem sido altamente lucrativo.

Mas o crescimento exponencial não se sustentará para sempre. Quando os transistores chegarem às dimensões atômicas, a atual tecnologia deixará de funcionar.

A menos que ocorra um salto hoje imprevisto rumo a uma tecnologia totalmente nova, o momento da desaceleração se encontra prestes a irromper. Ao longo da próxima década, as melhorias vão se tornar cada vez mais difíceis de serem realizadas, já que as leis físicas dos dispositivos minúsculos prevêem uma crescente dificuldade para controlá-los.

Esses fatores sugerem que o futuro não será simplesmente uma extrapolação do passado. Chegou a hora de os projetistas repensarem os pesos e contrapesos quanto ao uso mais adequado da tecnologia disponível.

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domingo, 20 de abril de 2008

Dica: The Shield - Série TV

 

shield

The Shield foi a primeira série original do canal americano FX, começando a ser exibida em março de 2002 e está atualmente em sua sexta temporada.

A série é exibida em Portugal e no Brasil no canal AXN e teve alguns episódios exibidos na Rede Record com o nome de The Shield - Acima da Lei.

The Shield quebra a fórmula convencional dos seriados policiais ao mostrar um mundo moralmente ambíguo em que a linha entre o bem e o mal é cruzada diariamente. A série é focada na tensão entre um grupo de policiais corruptos mas que trazem resultados e um capitão dividido entre seu dever e suas ambições políticas.

Michael Chiklis estrela como o policial corrupto Vic Mackey, líder do Strike Team (nome que recebeu várias traduções em português dependendo do episódio e do canal, sendo a mais comum "tropa de choque", porém sua aplicabilidade é questionável, já que trata-se de uma equipe pequena e não uma tropa).

* Michael Chiklis - Detetive Vic Mackey

* Benito Martinez - David Aceveda

* CCH Pounder - Claudette Wyms

* Catherine Dent - Danielle "Danny" Sofer

* Walt Goggins - Detetive Shane Vendrell

* David Rees Snell - Detetive Ronnie Gardocki

* Michael Jace - Julien Lowe

* Jay Karnes - Detetive Holland "Dutch" Wagenbach

* Cathy Cahlin Ryan - Corrine Mackey

* David Marciano - Steve Billings (a partir da temporada 4)

* Paula Garcés - Tina Hanlon (a partir da temporada 5)

* Kenneth Johnson - Detetive Curtis "Lemonhead" Lemansky (temporadas 1 a 5)

* Glenn Close - Capitã Monica Rowland (temporada 4)

* Forest Whitaker - Tenente Jon Kavanaugh (temporadas 5 e 6)

* A série recebeu os prêmios de Melhor Série Drama do Emmy Awards 2002 e do Globo de Ouro 2003.

* Chiklis também foi considerado o Melhor Ator de Série Dramática no Globo de Ouro. E na estréia nos Estados Unidos, a nova temporada de "The Shield" bateu todos os recordes de audiência.

* Dois ganhadores do Oscar já fizeram parte do elenco da série. Glenn Close na quarta temporada e Forest Whitaker na quinta e sexta temporadas.

* Originalmente a série iria ter apenas 6 temporadas, mas já foi oficialmente selado o acordo que a levará até uma 7ª temporada, esta sim, a final!

* Os membros da Strike Team são bons amigos fora dos ecrâs.

* Cassidy, filha de Vic Mackey, é na vida real filha de Michael Chiklis. Corrine Mackey é na vida real a mulher de Shawn Ryan.

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sábado, 19 de abril de 2008

Cidade

n substantivo feminino
1    aglomeração humana de certa importância, localizada numa área geográfica circunscrita e que tem numerosas casas, próximas entre si, destinadas à moradia e/ou a atividades culturais, mercantis, industriais, financeiras e a outras não relacionadas com a exploração direta do solo
Ex.: <quase todas as c. antigas eram muradas e fortificadas> <os preceitos do urbanismo são indispensáveis ao desenvolvimento das c. modernas>

2    Derivação: por metonímia.
a população da cidade
Ex.: a c. divide-se em duas facções políticas

3    Derivação: por metonímia.
o governo e a administração de uma cidade
Ex.: a c. arrecada impostos que devem reverter em serviços

4    Derivação: por metonímia.
cada uma das partes distintas de uma aglomeração urbana
Ex.: <a c. velha> <a c. alta> <a c. industrial>

5    Derivação: por metonímia.
o núcleo original e/ou principal de uma cidade, onde se concentram as mais importantes atividades administrativas, comerciais, financeiras etc.; centro
Ex.: <ir à c.> <trabalhar na c.>

6    Derivação: por metonímia.
a vida urbana
Ex.: cansado da agitação da c., foi viver no campo

7    Derivação: por metonímia. Diacronismo: antigo.
a sociedade culta, bem-falante, que se concentrava nas cidades

8    Regionalismo: Brasil.
na divisão territorial brasileira, sede de município, qualquer que seja o seu número de habitantes

9    (1899) Rubrica: entomologia. Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
formigueiro grande constituído de muitas panelas

10    Regionalismo: Portugal. Diacronismo: antigo.
concelho ou julgado cuja sede era uma vila acastelada

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sexta-feira, 18 de abril de 2008

Nascimento tardio

 

Uma das reações ao assassinato de Isabella Nardoni a precipitação da imprensa, de certos investigadores e até de membros do Judiciário em acusar o pai da menina incita a refletir. Por que tanta pressa para encontrar um culpado, infringindo o elementar direito desse homem à presunção de inocência e eventualmente a um julgamento justo?
E isso apesar do precedente da Escola Base, no qual os adultos suspeitos de abuso sexual contra um menino se mostraram inocentes.
É natural que tragédias suscitem comoção pública: alguns leitores talvez se lembrem de incêndios como os do Andraus e do Joelma, e, mais recentemente, o tsunami, o furacão Katrina, o acidente da Gol também despertaram revolta e solidariedade.
Mas nem toda tragédia é um crime: casos como o de Isabella, como o de mães que tentam matar seus bebês indesejados, provocam uma repulsa mais profunda porque põem em jogo a crença na naturalidade dos sentimentos familiares.
Se hoje a violência contra crianças nos parece particularmente hedionda, convém lembrar que essa é uma atitude recente. Durante séculos, ela foi aceita como legítima, quer no interesse da própria criança (castigos físicos como parte da educação do caráter, por exemplo), quer no dos pais (abandono de filhos ilegítimos na "roda dos enjeitados") ou da sociedade (infanticídio eugênico em Esparta, assim como em certas tribos indígenas e africanas).

Direito de vida e morte

O princípio que justificava tais práticas era bem expresso na Lei das Doze Tábuas: "O pai tem direito de vida e morte sobre seus filhos, assim como de os vender" (tábua 5, 2).
A mesma regra vale em inúmeras sociedades antigas e mesmo atuais: como prova da sua fé, Jeová exige de Abraão que sacrifique Isaac; como não há alimento para todos os membros da família, João e Maria são enviados para morrer na floresta; Édipo é abandonado no monte Citerão devido à profecia segundo a qual mataria seu pai; repetindo o faraó, Herodes manda matar os meninos judeus para evitar que um deles se torne o salvador do povo; bebês do sexo feminino são assassinadas na China porque o único filho permitido pela lei deve ser menino os exemplos encheriam toda esta página.
Foi com a idéia cristã de um Deus menino que começaram a surgir práticas mais respeitosas para com as crianças, como a educação dos abandonados nos mosteiros medievais. Mas a categoria psicológica e sociológica da infância é recente: data do século 18 (Rousseau).
A percepção de que os pequenos seres humanos têm características emocionais e intelectuais distintas daquelas dos adultos levou à criação da "nursery", com seus brinquedos e jogos, e de histórias próprias para eles: primeiro, as de Hans Christian Andersen, depois as de fada, até chegarmos aos desenhos animados; o primeiro longa-metragem do gênero, "Branca de Neve", retoma a história de uma garota cuja morte é desejada.

Crença na pureza

Essa evolução dos costumes produziu a crença na "inocência" e na "pureza" da criança, em particular no que se refere à sexualidade.
As descobertas psicanalíticas mostram que as coisas são um pouco diferentes, mas é importante frisar que elas não invalidam a dimensão jurídica da proteção aos menores: o pequeno é mais fraco do que o grande, e, portanto, o crime contra ele é considerado mais grave que o praticado entre iguais.
Já a lei romana prescrevia: "O tutor que agir com dolo será destituído com infâmia e pagará em dobro o prejuízo causado" (tábua 7, 11). O que é condenado aqui é o abuso de confiança, que, além de ser um delito, é também uma transgressão aos princípios da ética.
Um marco histórico na percepção de que a criança é sujeito de direitos foi a Declaração dos Direitos adotada sobre ela pela ONU em 1959, base para o nosso Estatuto da Criança e do Adolescente, que, apesar de algumas falhas, é uma boa lei.
O fato de ela ter "pegado" mostra que a sociedade brasileira está disposta a cuidar melhor das novas gerações e a punir os que agirem de modo contrário e isso é um avanço civilizatório.

Situações intoleráveis

Prova disso é que situações que há poucas décadas deixavam as pessoas indiferentes ou apenas suscitavam protestos da boca para fora, como a exploração do trabalho infantil, são hoje tidas por intoleráveis.
A esses dados de ordem sociológica e política o psicanalista pode acrescentar que o abuso sexual, a pedofilia, a brutalidade na punição, o infanticídio não nos chocam apenas porque ofendem o princípio da proteção ao mais fraco, mas também porque mobilizam ansiedades infantis à ameaça representada pelo adulto (bruxas, ogros).
Além disso, há a angústia diante da possibilidade de que venhamos a ter tais desejos e idéias ou, pior, a praticar tais atos, que correspondem a fantasias inconscientes mais difundidas do que gostaríamos de acreditar.

Exorcismo

Demonizar o pai de Isabella pode ter a função de exorcizar algo que tememos, porque inconscientemente também desejamos a possibilidade de prejudicar, pouco ou muito, os pequenos que dependem de nós. Já o sabia o profeta Jeremias: "Os pais comem uvas verdes, e os dentes dos filhos apodrecerão?" ("Jeremias", 31:29).


RENATO MEZAN é psicanalista e professor titular da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Escreve na seção "Autores", do Mais! .

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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ecos do Silêncio — Textos Zen

No instante de um pensamento,
Minha mente turbulenta chegou a um descanso.
O interior e o exterior,
Os sentidos e seus objetos,
São completamente lúcidos.
Em uma volta completa,
Esmaguei a grande vacuidade.
As dez mil manifestações
Surgem e desaparecem
Sem qualquer razão.

— Han-shan

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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Agepê - Grandes Sucessos


Agepê, nome artístico de Antônio Gilson Porfírio, (Rio de Janeiro, 10 de agosto de 1942 — 30 de agosto de 1995) foi um cantor brasileiro. O nome artístico decorre da pronúncia fonética das iniciais do nome verdadeiro "AGP".

Antes da fama, foi técnico projetista da extinta Telerj, a que abandonaria para se dedicar à carreira artística. A carreira fonográfica teve início em 1975 quando lançou o compacto com a canção Moro onde não mora ninguém, que seria regravada posteriormente por Wando, mas o sucesso veio na verdade nove anos depois, com o estrondoso sucesso de Deixa eu te amar, que fez parte da trilha sonora da telenovela Vereda Tropical, de Carlos Lombardi. O disco Mistura Brasileira, que continha esta canção, vendeu mais de um milhão de meio de cópias, classificando-se como uma das maiores vendagens. A carreira destacou-se por um estilo mais romântico, sensual e comercial, em que fez escola.

Foi integrante da ala dos compositores da Portela, contendo um repertório eclético, composto principalmente por baião e teve no compositor Canário o mais freqüente parceiro. Na sua voz tornaram-se consagradas inúmeras composições da autoria, como Menina dos cabelos longos, Cama e mesa, Cheiro de primavera, Me leva, Moça criança dentre outras.

Morreu de cirrose aos cinqüenta e três anos de idade.

Faça o download do CD: "Agepê - Grandes Sucessos" Clicando no ícone abiaxo:

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terça-feira, 15 de abril de 2008

Wallpaper Sony Vaio

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segunda-feira, 14 de abril de 2008

14 de Março de 2008 - 100 Anos do Nascimento


Merleau-Ponty

Merleau-Ponty, Maurice (1908-1961), filósofo existencialista francês. Seus trabalhos sobre o papel do corpo na percepção da sociedade abriram um novo campo de investigação filosófica. Sua obra fundamental, Fenomenologia da percepção (1945), é um estudo da percepção baseado na fenomenologia e na psicologia da Gestalt, além de uma crítica ao existencialismo de Jean-Paul Sartre. Com Sartre e Simone de Beauvoir, Maurice Merleau-Ponty fundou a revista Tempos Modernos.

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domingo, 13 de abril de 2008

Momento de Reflexão


reflexao, upload feito originalmente por LaurenaSousa.

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sábado, 12 de abril de 2008

Literatura Infantil

INTRODUÇÃO

Sob este termo encontram-se diferentes gêneros (ficção, poesia, biografia e história) e manifestações literárias: fábulas, adivinhações, lendas, poemas e contos baseados na tradição oral. Aparece como forma independente da literatura na segunda metade do século XVIII e desenvolveu-se de forma espetacular no século XX.

O descobrimento do mundo antigo traz à tona numerosas fábulas da antigüidade e, junto com as traduções de Esopo, aparecem novos criadores como Jean de la Fontaine, autor das Fábulas (1688).

Charles Perrault publica na França seus Histórias ou contos do passado (1697), onde reúne alguns relatos populares. Subintitulados Contos de mamãe ganso, guardam a tradição de lendas celtas e histórias italianas. Pele de Asno, Pequeno Polegar, Gato de Botas, Cinderela e Chapeuzinho Vermelho aparecem nesta obra, introduzindo e consagrando “o mundo das fadas” na literatura infantil.

Mas as histórias que realmente triunfaram em toda Europa foram As mil e uma noites, que foram traduzidas para o francês em onze volumes entre 1704 e 1717. Em 1745, John Newbery abre a primeira livraria e editora para crianças, A Bíblia e o sol, e edita grande número de obras. Na Inglaterra, apareceram dois livros de grande transcendência: O Robinson Crusoé (1719) de Daniel Defoe e As viagens de Gulliver (1726) de Jonathan Swift.

Os filósofos e pensadores da época começam a pensar que a criança necessita sua própria literatura, é claro que com fins didáticos. Na Espanha, Tomás de Iriarte escreve suas Fábulas literárias (1782) e Félix María Samaniego publica suas Fábulas (1781).

SÉCULO XIX. DESCOBRIMENTO DA CRIANÇA

No começo do século XIX, Jacob e Wilhelm Grimm escreveram seus Contos de fadas para crianças (1812-1822), onde aparecem personagens que se tornariam famosos em todo o mundo.

Hans Christian Andersen foi o grande sucessor do trabalho dos irmãos Grimm. Seus contos gozaram de grande êxito com a mais alta qualidade literária. Mas a suprema combinação de fantasia e humor demonstrou Lewis Carrol em Alice no país das maravilhas (1865).

Oscar Wilde continuou a tradição dos contos de fadas com os livros que escreveu para os seus filhos, entre os quais se destaca The happy prince (O príncipe feliz), entre outros. Na segunda metade do século XIX, os grandes cultivadores deste gênero são Robert Louis Stevenson, Rudyard Kipling e Jules Verne.

Deste modo, o século XIX, que havia começado colocando ao alcance das crianças um mundo mágico, povoado de duendes, fadas, fantasmas e bruxas, terminou oferecendo uma literatura que se beneficia e antecipa o desenvolvimento científico da época.

SÉCULO XX. ESPLENDOR DO LIVRO INFANTIL

A literatura infantil adquire, por fim, autonomia. A psicologia da criança, seus interesses e suas vivências são levados em conta pelos escritores que elaboram muito mais seus personagens, dão-lhes vida interior e os fazem crescer ao longo da obra.

Em época mais recente, numerosos escritores de todo o mundo souberam agradar o gosto do público infanto-juvenil, e chegaram a criar autênticos sucessos universais, como Selma Lagerlöf, Prêmio Nobel de Literatura, com As maravilhosas aventuras de Nils Holgersson através da Suécia (1906), e Enid Blyton, uma autora que publicou mais de quatrocentos livros admirados por crianças de todo o mundo.

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sexta-feira, 11 de abril de 2008

Até onde chegará o computador?

Têm sido espetaculares os avanços realizados pela tecnologia da computação nas últimas quatro décadas, avanços esses impulsionados pela Lei de Moore, que, apesar de seu caráter inicial de mera constatação, se transformou em uma profecia autoconfirmatória e em um instrumento de planejamento para os executivos.

Gordon Moore [co-fundador da Intel] manifestou seu vaticínio sobre o progresso referindo-se somente ao número de transistores que poderiam ser incorporados de forma economicamente viável em um circuito integrado, mas a maneira pela qual esse progresso seria atingido se basearia principalmente na diminuição das dimensões do transistor.

Com isso, ocorreram ganhos colaterais em termos de performance, eficiência no uso de energia e, por último, mas não menos importante, redução de custos. A indústria dos semicondutores parece estar segura a respeito de sua capacidade de continuar diminuindo os transistores, ao menos durante cerca de uma década ainda.

Mas o jogo já começa a adquirir uma nova cara. Não podemos mais pressupor que os circuitos menores terão velocidades cada vez maiores ou consumirão energia de forma cada vez mais eficiente. À medida que nos aproximamos do limite atômico, a inconstância dos dispositivos começa a cobrar seu preço, e os custos dos projetos atingem proporções gigantescas. Isso tem afetado a lógica comercial dos projetos de uma forma que reverberará em todo o setor da computação e das comunicações.

Por exemplo, nos desktops há uma tendência de trocar os processadores simples de alta velocidade por processadores com vários núcleos, apesar do fato de a programação em paralelo para fins genéricos continuar sendo um dos problemas insolúveis da informática.

Para que os computadores se beneficiem dos futuros avanços tecnológicos, há grandes desafios à frente quanto à compreensão sobre como desenvolver sistemas confiáveis com base em uma tecnologia cada vez menos confiável e sobre como explorar de forma cada vez mais eficiente os recursos de paralelismo.

Isso significa não apenas uma melhoria de performance mas também a superação das conseqüências geradas pelas falhas de componentes.

Esta postagem traz os principais trechos da palestra proferida por STEVE FURBER na Sociedade Britânica de Computação no dia 12 de fevereiro último, publicado sob licença da Oxford University Press.

QUEM É O PROFESSOR STEVE FURBER?

Professor de engenharia da computação e presidente do Comitê de Pesquisa em Computação do Reino Unido, Steve Furber foi o principal projetista do microcomputador BBC, na Acorn Computers, na década de 80, quando também liderou o projeto do processador ARM, linha que domina o mercado de chips de celulares e micros de mão;

Está na Universidade de Manchester desde 1990. Um de seus projetos é o desenvolvimento de um computador paralelo que pretende utilizar 1 milhão de chips.

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quinta-feira, 10 de abril de 2008

Dica: TV Mundo Maior

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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Imposto Territorial Urbano (IPTU)

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Imposto Territorial Urbano (IPTU) tributo municipal que incide sobre construções em zona urbana. Só pode ser cobrado se pelo menos dois dos melhoramentos apresentados a seguir forem construídos ou mantidos pelo poder público: meio-fio, calçamento, serviços de água e esgoto, iluminação ou posto de saúde localizado a uma distância de até três quilômetros do imóvel em questão. É a principal fonte de recursos dos municípios brasileiros, seguida do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) e do Imposto Sobre Serviços (ISS).

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terça-feira, 8 de abril de 2008

Angeli

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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Quem é Buda?

buda

Líder espiritual nascido no Nepal (563 a.C.?-483 a.C.?). Fundador do budismo, religião que busca a realização plena da natureza humana e o estabelecimento de uma sociedade
perfeita. Sidarta Gautama, o Buda, nasce em Kapilavastu, capital do reino de Çakya, hoje fronteira entre Índia e Nepal. Conta a lenda que sua mãe, grávida, é previamente
informada em sonho de que o filho será o Buda – palavra que significa iluminado, desperto para questões espirituais. Filho do rei da tribo local, segundo a lenda, Sidarta tem uma
adolescência abastada como príncipe e com 29 anos decide fazer a Grande Renúncia e abandonar a família para se tornar um asceta errante. Conhece alguns líderes espirituais
pelo caminho, antes de viver a experiência da iluminação, que lhe dá pleno conhecimento da verdade. Como o Buda, reúne vários discípulos para disseminar seus ensinamentos.
Com o nome de budismo, a doutrina filosófica e religiosa se difunde e ganha adeptos principalmente na Ásia Oriental. Morre em Kusinara (ou Kusinagara), mais tarde Kasia, na
Índia.

Saiba mais sobre Buda (clique aqui)

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domingo, 6 de abril de 2008

Hino do Ipatinga Futebol Clube

Ipatinga Futebol Clube

Composição: Wiliam Marinho


Com muita raça e glória, jogando com emoção,e stou falando do Ipatinga, o time do meu coração. Um Tigre com garras de aço, pronto pra atacar, representando o Vale do Aço, em território nacional. O Ipatinga é fruto desse chão, o Ipatinga, orgulho dessa nação, com muita garra e pronta pra vencer,com a força de tigre, nunca vamos morrer. Eu sou Ipatinga com raça e muito amor, onde o Ipatinga for, com muito orgulho eu vou. Em busca de novas vitórias,histórias pra contar,Posso bater no meu peito, Por ter motivos de me orgulhar.

Baixe o hino completo (Clique no ícone abaixo)

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sábado, 5 de abril de 2008

Papel de Parede - 1024x768

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sexta-feira, 4 de abril de 2008

Temporalidade - 04 de Abril de 1998

IRÃ - Conservadores ordenam prisão do prefeito da capital

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O prefeito de Teerã, Gholam-Hosseim Karbaschi, político moderado e amigo pessoal do presidente Mohammad Khatami, é preso, acusado pelos políticos conservadores de fraude e mau uso dos recursos públicos.

 

Clique aqui para saber mais sobre o Irã

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quinta-feira, 3 de abril de 2008

Reflexão da Vida

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"A cabeça é o mestre"

"Meca"   (In Memorian)

Frases Para Refletir

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quarta-feira, 2 de abril de 2008

Literatura

Condicionada pela tradição cultural e pelo devir histórico, a literatura tem, no entanto, uma dimensão que não se define somente pelas circunstâncias em que se produz. Nela, o talento individual do artista e a sensibilidade para os problemas de seu tempo são determinantes para mostrar, discutir ou criticar os principais aspectos de uma cultura.

Literatura é o conjunto de todas as manifestações verbais (orais ou escritas), e de intenção estética, seja do espírito humano em geral, seja de uma dada cultura ou sociedade. Na origem, a literatura de todos os povos foi oral, caráter que manteve mesmo após a invenção e difusão da escrita. As primeiras obras literárias conhecidas são registros escritos de composições oriundas de remota tradição oral. Todas as literaturas do Ocidente têm em comum, fundamentalmente, a herança grega e latina. Preservadas, transformadas e difundidas pelo cristianismo, as obras da Grécia antiga e de Roma foram transmitidas para as línguas vernáculas da Europa e das regiões colonizadas pelos europeus.

Literatura antiga. O fato indiscutível sobre a literatura ocidental antiga é que a maior parte dela se perdeu. O fogo, as guerras e a destruição pela passagem do tempo subtraíram suas obras à posteridade, e são poucas as peças que os paleontólogos resgatam de tempos em tempos.

Cada uma das cinco civilizações mais antigas que se conhecem  Babilônia e Assíria, Egito, Grécia, Roma e a cultura dos israelitas na Palestina entrou em contato com uma ou mais dentre as outras. Nas duas mais antigas, a assírio-babilônica, com suas tábulas de argila quebradas, e a egípcia, com seus rolos de papiro, não se encontra relação direta com a idade moderna. Na Babilônia, porém, se produziu o primeiro código completo de leis e dois épicos de mitos arquetípicos o Gilgamesh e o Enuma elish que vieram a ecoar e ter desdobramentos em terras bem distantes.

O Egito, que detinha a intuição mística de um mundo sobrenatural, atiçou a imaginação dos gregos e romanos. Da cultura hebraica, a principal herança literária para o Ocidente veio de seus primeiros manuscritos, como o Antigo Testamento da Bíblia. Essa literatura veio a influenciar profundamente a consciência ocidental por meio de traduções para as línguas vernáculas e para o latim. Até então, a ensimesmada espiritualidade do judaísmo mantivera-a afastada dos gregos e romanos.

Embora influenciada pelos mitos religiosos da Mesopotâmia, da Anatólia e do Egito, a literatura grega não tem antecedentes diretos e aparentemente se originou em si mesma. Nos gregos, os escritores romanos buscaram inspiração para seus temas, tratamento e escolha de verso e métrica, valores que transmitiu para os primeiros tempos da Idade Média, quando a cultura da Grécia já fora absorvida pela tradição latina, para só no Renascimento ser redescoberta.

Todos os gêneros importantes de literatura  épica, lírica, tragédia, comédia, sátira, história, biografia e prosa narrativa  foram criados pelos gregos e romanos, e as evoluções posteriores são, na maioria, extensões secundárias. O épico grego de Homero foi o modelo do épico latino de Virgílio; os fragmentos líricos de Alceu e Safo encontraram continuidade na obra de Catulo e Ovídio; e à história de Tucídides seguiu-se a de Tito Lívio e a de Tácito.

O ideal humano que transparece nas literaturas grega e latina, formado após a civilização ter emergido dos séculos iniciais de barbárie, ainda seria transformado, antes do fim do mundo antigo, no ideal do espiritualismo judaico-cristão, cujos escritores prenunciaram a literatura medieval.

Literatura medieval. O surgimento do cristianismo nos territórios que haviam formado o Império Romano incutiu na Europa a atitude geral para com a vida, a literatura e a religião dos primeiros doutores da igreja. No Ocidente, a fusão das filosofias cristã e clássica formou a base do hábito medieval de interpretar simbolicamente a vida. Por intermédio de santo Agostinho, os pensamentos platônico e cristão reconciliaram-se. A organização permanente e uniforme do universo grego recebeu forma cristã e a natureza tornou-se um sacramento, revelação simbólica da verdade espiritual.

A igreja não apenas estabeleceu o objetivo da literatura, como cuidou de preservá-la. Ao longo dos tempos, os mosteiros criados nos séculos VI e VII conseguiram preservar a literatura clássica do Ocidente, enquanto a Europa era varrida por godos, vândalos, francos e, mais tarde, escandinavos. Os autores clássicos romanos assim preservados e as obras que continuavam a ser escritas em latim predominaram sobre as obras vernáculas durante quase toda a Idade Média. A Cidade de Deus, de santo Agostinho; a História eclesiástica, do venerável Beda; e a crônica dinamarquesa de Saxo Grammaticus, por exemplo, foram todas escritas em latim, como a maioria das principais obras sobre filosofia, teologia, história e ciência.

A literatura européia pré-cristã tinha uma tradição oral que foi resgatada na Edda poética e nas sagas, ou épicos heróicos, da Islândia, no Beowulf anglo-saxônico e na Hildebrandslied (Canção de Hildebrando) alemã. Todas essas obras pertenciam a uma tradição comum alemã, mas foram registradas por escribas cristãos muito depois do evento histórico que relatam. Seus elementos pagãos se fundiram com o pensamento e sentimento cristãos. Numerosas baladas, em países diversos, também revelam uma antiga tradição nativa de declamação oral.

Entre os mais conhecidos dos muitos gêneros que surgiram nas literaturas vernáculas medievais estão o romance e a lírica amorosa, que combinavam elementos das tradições orais populares com as da literatura refinada. O romance usou fontes clássicas e arturianas numa narrativa poética que substituiu os épicos heróicos da sociedade feudal, como a Canção de Rolando, lenda sobre o heroísmo dos cavaleiros. No romance, temas complexos como amor, lealdade e integridade pessoal se juntaram na busca da verdade espiritual, amálgama encontrado em todas as literaturas ocidentais européias da época.

A lírica amorosa teve antecedentes heterogêneos. As origens do amor cortês são discutíveis, como o é a influência de uma tradição de poesia popular amorosa. Fica claro, porém, que os poetas do sul e norte da França, que cantavam a mulher idealizada, foram imitados ou reinterpretados em toda a Europa: na escola siciliana da Itália, nos Minnesingers (trovadores) da Alemanha, nos versos latinos da Carmina Burana e nos cancioneiros portugueses, espanhóis e galegos do século XIII ao XVI.

Grande parte da literatura medieval, no entanto, é anônima e dificilmente datável. Autores como Dante, Chaucer, Petrarca e Boccaccio, que surgiram no fim do período, foram os mais abalizados comentaristas da cena medieval, ao mesmo tempo que anunciavam os grandes temas e formas da literatura renascentista.

Renascimento. O despertar de um novo espírito de curiosidade intelectual e artística foi a característica dominante do Renascimento. Esse fenômeno político, religioso e filosófico postulou o ressurgimento do espírito da Grécia antiga e de Roma. Na literatura, isso significou um interesse renovado e a releitura dos grandes escritores clássicos. Acadêmicos buscaram e traduziram textos antigos "perdidos", cuja disseminação foi possível graças aos progressos da imprensa na Europa, a partir de 1450.

A arte e a literatura atingiram no Renascimento uma estatura nunca vista em períodos anteriores. A época foi marcada por três situações históricas principais: primeiramente, o novo interesse pelo saber, representado pelos acadêmicos clássicos conhecidos como humanistas, que forneceram modelos clássicos de grande interesse para os novos escritores; segundo, a nova forma do cristianismo, iniciada pela Reforma protestante liderada por Lutero, que chamou a atenção dos homens para o indivíduo e sua vida interior, a ponto de gerar nos países católicos a réplica da Contra-Reforma; em terceiro lugar, as grandes navegações, que culminaram com a descoberta da América em 1492 por Colombo, com repercussão nos países que fundaram impérios ultramarinos, assim como na imaginação e consciência da maior parte dos escritores da época.

A esses devem adicionar-se muitos outros fatores, como o progresso da ciência e da astronomia, e a situação política da Itália no fim do século XV. A nova liberdade e o espírito inquiridor nas cidades-estados italianas favoreceram o aparecimento dos grandes precursores do Renascimento: Dante, Petrarca e Boccaccio. Na França, o Renascimento manifestou-se na poesia dos componentes do grupo conhecido como Pléiade e nos ensaios de Michel de Montaigne, enquanto em Portugal o grande poeta épico Camões marcava a fundo o século XVI e, na Espanha de meio século depois, revelava-se Cervantes.

No século XVI, o acadêmico holandês Erasmo sintetizou a evolução do humanismo, que incorporava o espírito da curiosidade crítica, o interesse pelo saber clássico, a intolerância para com a superstição e um profundo respeito pelo homem como a mais complexa das criações de Deus. Um aspecto da influência da Reforma protestante na literatura foi a grande quantidade, nesse período, de traduções da Bíblia em línguas vernáculas, o que estabeleceu novos modelos para a prosa. O ímpeto renascentista manteve-se vigoroso até o século XVII, quando John Milton sintetizou o espírito do humanismo cristão.

Século XVII. Na política e na sociedade, tanto quanto na literatura, o século XVII foi um período de grandes turbulências. O Renascimento preparara o ambiente receptivo essencial para a disseminação das idéias da nova ciência e da filosofia. Uma retrospectiva autêntica dessa fase também precisa levar em conta o efeito das convulsões sociais e políticas ocorridas do início aos meados do século. Na Inglaterra, houve a guerra civil (1642-1651) e a restauração da monarquia (1660); na França, as insurreições da Fronde (1648-1653), nas quais estava envolvido La Fontaine; na Alemanha, os conflitos religiosos e políticos da guerra dos trinta anos (1618-1648); e, nos Países Baixos, a luta pela independência da Espanha (1568-1648).

As lutas civis, políticas e religiosas que dominaram a primeira metade do século eram também  uma resposta à Contra-Reforma. Referências ao conflito religioso se infiltraram nas formas e temas da literatura. Uma reação a isso particularmente na Itália, na Alemanha e na Espanha, mas também na França e na Inglaterra  foi o desenvolvimento de um estilo em arte e literatura conhecido como barroco, mais peculiar à obra de Giambattista Marino, na Itália, Luis de Góngora na Espanha e Martin Opitz von Bobenfeld na Alemanha. Na Inglaterra, a poesia metafísica era a principal tendência do verso inglês da primeira metade do século. Essa denominação, primeiramente aplicada por Dryden à obra de John Donne, é hoje utilizada para designar um grupo de poetas diferençados por seus estilos individuais, altamente intelectualizados, que tinham afinidades com a literatura barroca, especialmente no caso de Richard Crashaw.

Possivelmente, o traço mais vivo do século XVII tenha sido o conflito entre a tendência a continuar imitando os clássicos do Renascimento e a aspiração à novidade trazida pelos cientistas e pensadores, bem como pelas novas experiências com novas formas literárias. Em todos os países, delineou-se o conflito entre antigos e modernos, estes a exigir um estilo de prosa mais adequado aos novos tempos de ciência e exploração. Os modernos, na França, eram seguidores de Descartes. Na Inglaterra, encontrava-se uma tendência similar no trabalho da Royal Society, que incentivava o uso de uma linguagem mais simples, uma maneira de falar mais transparente e natural, adequada ao discurso racional, comparável às grandes realizações da prosa de Milton e Dryden.

Século XVIII. Sobre o século XVIII pesaram, quase nas mesmas proporções, dois impulsos básicos: razão e paixão. O respeito à razão se revelava na busca da ordem, da simetria, do decoro e do conhecimento científico; o cultivo dos sentimentos estimulou a filantropia, a exaltação das relações pessoais, o fervor religioso e o culto da sensibilidade. Na literatura, o impulso racional favoreceu a sátira, o debate, a inteligência e a prosa simples; a paixão inspirou o romance psicológico e a poesia do sublime.

O culto da inteligência, da sátira e do debate fez-se evidente, na Inglaterra, nas obras de Alexander Pope, Jonathan Swift e Samuel Johnson, em conformidade com a tradição de Dryden, do século XVII. O romance tornou-se uma forma de arte maior na literatura inglesa, em parte pelo realismo racionalista das obras de Henry Fielding, Daniel Defoe e Tobias Smollett e, em parte, pela perquirição psicológica dos romances de Samuel Richardson e do Tristram Shandy, de Laurence Sterne. Na França, as obras mais representativas do período são os textos filosóficos e políticos do Iluminismo, sobretudo os de Voltaire e de Rousseau, de profunda influência em toda a Europa e prenúncios teóricos da revolução que se avizinhava.

Na Alemanha, que por algum tempo seguiu os modelos francês e inglês, a grande época da literatura veio no fim do século, quando o cultivo dos sentimentos e da grandeza emocional encontrou sua mais poderosa expressão no movimento conhecido como Sturm und Drang (Tempestade e Tensão). Dois grandes nomes da literatura alemã e universal, Goethe e Schiller, autores de teatro e poesia, avançaram muito além da turbulência do Sturm und Drang.
Século XIX. Um dos períodos mais interessantes e vitais de toda a história das literaturas foi o século XIX, de especial interesse por ser a época de formação de muitas tendências literárias modernas. Nesse período, nasceram ou começaram a se formar o romantismo, o simbolismo e o realismo, assim como algumas das vertentes do modernismo do século XX.

Romantismo. O movimento literário dominante no início do século XIX foi o romantismo que, na literatura, teve origem na fase do Sturm und Drang na Alemanha. Essa afirmativa é uma importante correção da noção habitual que se tem da literatura romântica como se tivesse começado com a poesia inglesa de Wordsworth e Coleridge, e a publicação, em 1798, das Lyrical Ballads de ambos. Além disso, embora seja verdade que a revolução francesa e a revolução industrial foram dois dos principais fatores políticos e sociais a influenciar os poetas românticos da Inglaterra do início do século XIX, muitos traços do romantismo na literatura surgiram a partir de fontes literárias e filosóficas.

Os antecedentes filosóficos foram fornecidos no século XVIII principalmente por Jean-Jacques Rousseau, cuja ênfase no indivíduo e no poder da inspiração influenciou Wordsworth e também escritores românticos da primeira fase: Hölderlin e Ludwig Tieck, na Alemanha; e o francês Jacques-Henri Bernardin de Saint-Pierre, cujo Paul et Virginie (1787) antecipou alguns dos excessos sentimentais do romantismo do século XIX. Os românticos acreditavam que a verdade das coisas poderia ser explicada somente por meio do exame de suas próprias emoções no contexto da natureza e das condições primitivas. Por causa da ênfase na inspiração, o poeta assumiu o papel central -- como profeta e visionário. Ao mesmo tempo, rejeitava-se a imitação dos clássicos. Duas posições típicas do poeta romântico eram a mística visionária de Keats e o super-homem de Lord Byron.

A corrente romântica atravessou toda a Europa e chegou à Rússia. Em poesia, o estilo se manifesta em Musset, Lamartine e Victor Hugo, na França; José de Espronceda y Delgado, na Espanha; Niccoló Ugo Foscolo e Giacomo Leopardi, na Itália, onde se identificou com os sentimentos nacionalistas; Aleksandr Puchkin, na Rússia; e Adam Mickiewicz, na Polônia. O sentimento nacionalista também se acha na obra do português Almeida Garrett e, nos Estados Unidos, nas histórias de James Fenimore Cooper, na poesia de Walt Whitman e na obra de Henry Wadsworth Longfellow.
O ímpeto da poesia romântica começou a esgotar-se aproximadamente após 1830 e abriu caminho para estilos mais objetivos, porém muitos de seus temas e artifícios, tais como o do artista incompreendido ou do amante infeliz, continuaram a ser empregados.

Pós-romantismo. O primeiro poeta pós-romântico foi possivelmente um alemão, Heinrich Heine, mas a poesia alemã de meados do século XIX em sua maior parte seguiu Wordsworth, embora novas tendências fossem encontradas em Karl August von Platen-Hallermünde e no austríaco Nikolaus Lenau. A principal corrente pós-romântica apareceria na França, onde ganhou força um movimento conhecido como parnasianismo.

Originado com Théophile Gautier, o parnasianismo, mais que uma reação ao romantismo, foi de certa maneira um seu desdobramento. Ao concentrar-se nos elementos puramente formais da poesia, na estética e na "arte pela arte", mudou a direção da poesia francesa e teve muita influência em outros países. Um de seus mais ilustres representantes, Charles Baudelaire, capaz de acreditar que "tudo que não fosse arte era feio e inútil", processou ao mesmo tempo uma ruptura profunda com o movimento e anunciou os caminhos da poesia moderna.

Outro precursor dos modernos foi o americano Edgar Allan Poe, traduzido para o francês pelo próprio Baudelaire. Difundiram-se, pouco depois, os movimentos impressionista e simbolista, tomados de empréstimo à pintura, à escultura e à música. Paul Verlaine, o primeiro dos impressionistas, usava a sugestão e ritmos fugazes para conseguir seus efeitos. O simbolismo uso seletivo das palavras e imagens para evocar atmosferas e significados sutis aparece ainda nas obras de Mallarmé e Rimbaud.

A democratização da educação aumentou a procura do romance. No começo do século XIX, Jane Austen já satirizara os excessos do romance gótico, precursor do romantismo medievalizante do fim do século XVIII. Na França, o conflito entre inteligência e emoção apareceu nas obras de Benjamin Constant (Adolphe, 1816), mais notavelmente em Le Rouge et le noir (1830; O vermelho e o negro) de Stendhal e, posteriormente, em Madame Bovary (1857) de Gustave Flaubert. O realismo da obra de Flaubert e de Honoré de Balzac foi levado adiante por Guy de Maupassant na França, Giovanni Verga na Itália e Eça de Queirós em Portugal. Culminou no naturalismo de Émile Zola, que classificou sua prosa, em romances como Thérèse Raquin (1867), de "autópsia literária".

Realismo e nacionalismo, contudo, parecem menos relevantes na visão de outros grandes escritores que se seguiram, como George Eliot, Charles Dickens e Thomas Hardy na Inglaterra e especialmente os russos Nikolai Gogol, Lev Tolstoi, Anton Tchekhov e Fiodor Dostoievski. Em tais escritores, observa-se uma aguda opção pela literatura de inquirição psicológica e social, estimulada pelas forças do liberalismo, do humanismo e do socialismo de muitos países ocidentais.

Século XX. Quando o século XX começou, as condições sociais e culturais que predominavam na Europa e na América não eram muito diferentes daquelas de meados e fim do século XIX. Pouco depois, porém, Joseph Conrad, Henry James e D. H. Lawrence anunciavam em sua obra literária a transição de um mundo relativamente estável para uma época turbulenta, que começou com a primeira guerra mundial, em que se dava o despertar de uma nova consciência moral na literatura e nas artes.

É o que se encontra sobretudo na ficção de A la recherche du temps perdu (Em busca do tempo perdido), de Marcel Proust -- cujo primeiro volume, Du côté de chez Swann (No caminho de Swann), é de 1913; em Les Caves du Vatican (1914; Os subterrâneos do Vaticano), de André Gide; no Ulysses (1922), de James Joyce; em Der Prozess (O processo, publicado postumamente em 1925), de Franz Kafka; e em Der Zauberberg (1924; A montanha mágica), de Thomas Mann.

Várias influências que marcaram grande parte da literatura posterior a 1920 já estavam em evolução na obra desses escritores. Seu trabalho, como o de alguns outros da mesma época, mostrava interesse pelo inconsciente e o irracional. Duas importantes fontes dessa literatura foram Friedrich Nietzsche, filósofo alemão a quem tanto Gide quanto Mann, por exemplo, muito deviam, e Freud, cujos estudos psicanalíticos, por volta da década de 1920, exerceram poderosa influência sobre os intelectuais do Ocidente.

O abandono das tendências e estilos do século XIX não se limitou aos escritores de ficção. O primeiro Manifeste du surréalisme (1924), de André Breton, foi a afirmação inicial de um movimento que pedia espontaneidade e ruptura total com a tradição. No surrealismo, a influência de Freud transparecia pela importância atribuída aos sonhos, na escrita automática e em outros métodos não lógicos e, embora tenha durado pouco como movimento formal, teve efeito duradouro na arte e na poesia do século XX.

As incertezas da nova época e a diversidade de tentativas de lidar com ela ou lhe conferir coerência artística também pode ser observada em Duineser Elegien (1922; Elegias de Duíno) e Sonette an Orpheus (1923; Sonetos a Orfeu), de Rainer Maria Rilke; em Waste Land (1922; A terra inútil) de T. S. Eliot; e na obra de Fernando Pessoa.

O período internacionalista e experimental da literatura do Ocidente nas décadas de 1910 e 1920 foi importante não apenas pelas grandes obras então produzidas, mas também porque estabeleceu um padrão para o futuro. Nas maiores obras da fase, revelou-se bem o senso progressivo de crise e de urgência, além das dúvidas com relação à estabilidade psicológica da personalidade individual e do questionamento profundo de todas as soluções filosóficas e religiosas para os problemas humanos.

Na década de 1930, essas características do pensamento próprias do século XX persistiram  e se expandiram para o domínio da política, na medida que os escritores se dividiam entre os que apoiavam o engajamento político em seus textos e aqueles que reagiam conservadoramente contra a dominação da arte pela política. Nem a segunda guerra mundial solucionou esse impasse. Questões semelhantes a essa ainda permaneciam em discussão no final do século.

Literatura após 1945. Seria tentador explicar a aparente escassez de grandes escritores no período imediatamente posterior à segunda guerra mundial como resultado inevitável da pressão acumulada pelo impacto dos progressos sociais e tecnológicos que se aceleraram em virtude do conflito. Sob tais circunstâncias instáveis e incertas, não pareceria totalmente estranho que os atos de escrever e ler, tal como são tradicionalmente entendidos, sofressem interrupção.
De fato, em certos países de alto desenvolvimento tecnológico, como os Estados Unidos, a palavra impressa, em si, pareceu a alguns críticos ter perdido sua posição central, deslocada na mente popular para uma cultura eletrônica e visual que não exige a participação intelectual da audiência. Assim, os meios de comunicação criaram uma cultura popular internacional em vários países ocidentais, mas em nada contribuíram para responder às questões sobre a importância contemporânea da literatura.
Dadas as condições extraordinárias em que trabalha o escritor moderno, não é surpreendente que seja difícil julgar a qualidade de sua produção, nem que a experimentação radical tenha seduzido grande número de autores. As formas tradicionais da escrita perdem suas características essenciais e se dissolvem umas nas outras, como os romances cuja linguagem adquire características de poesia, ou os que são transformados numa espécie de reportagem, enquanto a experimentação gráfico-visual deu aos poemas a aparência de pinturas verbais.

A experimentação formal, no entanto, é apenas um aspecto da questão literária contemporânea, e afirmar que a literatura moderna desde a segunda guerra mundial foi essencialmente experimental seria ignorar outras tendências que se manifestaram no início do século e que ainda continuam a ser discutidas. Na opinião da maior parte dos bons críticos, apesar da escassez de grandes nomes e da natureza possivelmente transitória de muito do que se escreve nesta época de temas e estilos tão variados, é muito provável que uma boa literatura esteja sendo produzida.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

O Que é Literatura?

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terça-feira, 1 de abril de 2008

Controlar o lado negro da rede é o grande desafio

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ENTREVISTA: LEONARD KLEINROCK

Para cientista que participou da gestação da internet, é preciso tornar a grande rede um ambiente mais seguro, combatendo os vírus e a enxurrada de spam

Um dos pais da internet, o professor Leonard Kleinrock condena hoje o que chama de lado negro de sua criação: os vírus e a enxurrada de mensagens indesejadas que circulam na rede. De seu laboratório na Universidade da Califórnia em Los Angeles, onde há quase 40 anos foi feita a ligação inicial do que é hoje a internet, ele respondeu por e-mail a perguntas sobre a história e o futuro da tecnologia.

FOLHA - Quais os produtos e os serviços que definiram os últimos 25 anos da computação e da internet?

LEONARD KLEINROCK - Entre alguns dos eventos principais ocorridos no último quarto de século, podemos citar os seguintes: os PCs, criados no começo da década de 1980; o TCP/IP, que virou o padrão da internet em 1983; a WWW (sigla em inglês para rede mundial de computadores), que se tornou disponível em 1991; a oferta pública inicial da Netscape, de 1995, inicia o boom das pontocom; o padrão Wi-Fi estabelece-se em 1997; o Napster entra em cena em 1999; em 2001, o inglês deixa de ser a língua usada pela maioria dos internautas; em 2005, o Google passa a ser considerado o "queridinho" da internet; o efeito das redes ponto a ponto começa a ser sentido.

FOLHA - Quais foram os principais acontecimentos inesperados?

KLEINROCK - Houve vários acontecimentos desse tipo, mas destaco os seguintes: a rápida penetração dos PCs; o lado negro da internet, que surgiu na forma de worm em 1988 e na de spam em 1994; o crescimento fenomenal do compartilhamento de arquivos de música; a explosão do YouTube; o interesse despertado pelas redes sociais; as mudanças de estilo de vida que a tecnologia provocou nas gerações mais jovens; a alta incidência de pirataria na rede; e o fato de a minha mãe usar a internet até os 99 anos de idade -ela morreu em agosto passado, dois meses antes de completar cem anos.

FOLHA - O que se esperava que ocorresse, mas não aconteceu?

KLEINROCK - A confiança e a honestidade no uso da internet deixaram de verificar-se quando o número de usuários atingiu a casa dos milhões; a adoção e a instalação da banda larga nos EUA deram-se de forma muito mais lenta do que o previsto; um grande número de pessoas acreditou na nova economia do boom das pontocom, mas essa bolha estourou em 2000; não ocorreu o desaparecimento dos jornais; ainda não há mecanismos eficientes para se reconhecer a confiabilidade das informações divulgadas na internet; os computadores maciçamente paralelos não conseguiram substituir os computadores de alta performance.

FOLHA - Quais os maiores desafios tecnológicos dos dias de hoje?

KLEINROCK - É difícil separar os desafios tecnológicos dos desafios sociais e econômicos. Os desafios que identifico são os seguintes: adaptar a tecnologia para atender às necessidades da sociedade, da economia, da educação; um verdadeiro aparelho portátil de comunicação e de geração de imagens (rendering), com vários usos e funções, dotado de conteúdo, aplicativos, serviços e dispositivos convergentes; encontrar caminhos para prorrogar a Lei de Moore [de Gordon Moore, co-fundador da Intel. Grosso modo, diz que, a cada dois anos, a capacidade dos microprocessadores dobra]; disponibilizar o acesso de banda larga a um número maior de pessoas; fornecer em todos os lugares produtos e serviços que consigam determinar sua localização geográfica; criar espaços inteligentes e instalar agentes inteligentes; fazer da internet um ambiente mais seguro.

FOLHA - E especificamente em relação à internet?

KLEINROCK - De longe, os dois maiores desafios são controlar o lado negro da internet e fornecer ao mundo subdesenvolvido serviços de internet a preços módicos e acesso à internet.

FOLHA - Que tipo de produto pode surgir nos próximos anos?

KLEINROCK - Espaços inteligentes (com sensores, atuadores, displays, aparelhos de reconhecimento sendo instalados nos ambientes pelos quais circulamos); dispositivos biomédicos implantados; computação quântica (ainda distante); displays de alta resolução flexíveis; tecnologias wireless altamente flexíveis; aparelhos de armazenagem de dados com pequenas dimensões e grande capacidade; dispositivos portáteis integrados; displays montados na lente de óculos.

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