segunda-feira, 31 de março de 2008

Dica: DVD "A Marcha Dos Pinguins"


Na Antártida, toda vez que chega o mês de março, centenas de pingüins fazem uma jornada que levará milhares de milhas de distância pelo continente a pé, enfrentando animais ferozes, temperaturas frias, ventos congelantes, através das águas profundas e traiçoeiras. Tudo para encontrar o amor verdadeiro. Documentário narrado por Morgan Freeman, Charles Berling e Jules Sitruk.

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domingo, 30 de março de 2008

Cidade


Desde o período neolítico, quando apareceram os primeiros núcleos urbanos, as cidades desempenharam papel decisivo no desenvolvimento da civilização.

Pode-se definir cidade como um centro relativamente permanente e muito organizado, que conta com numerosa população. Segundo critérios mais descritivos, cabe acrescentar que a cidade forma uma concentração de prédios, separados ou ligados entre si por ruas, parques e praças. Seus habitantes exercem atividades econômicas diversas, salvo a agricultura e a pecuária, cujos produtos vêm de fora.

Distingue-se de outros núcleos, como os povoados ou vilas, devido ao maior número de habitantes e à complexidade de suas atividades. Os movimentos diários da população de uma cidade também são diferentes, pois os que habitam as zonas rurais movem-se em espaços muito reduzidos, enquanto nas cidades ocorrem importantes deslocamentos matinais da periferia para o centro, onde se acham os locais de trabalho. À noite, produz-se o fenômeno inverso, em direção aos bairros residenciais ou às cidades-dormitórios.

No tocante à funcionalidade, à estrutura, ao tamanho e à localização, cabe distinguir diversas formações urbanas. Assim, segundo as atividades nelas predominantes, existem cidades religiosas, como Meca ou o Vaticano; turísticas, como Toledo ou Veneza; comerciais, como Hong Kong; e administrativas ou políticas, como Brasília.

Quanto à estrutura, há cidades lineares, que cresceram ao longo de uma via de comunicação; estreladas, como as cidades defensivas construídas na França pelo conde de Vauban no século XVII; octogonais ou em forma de tabuleiro de xadrez, segundo o modelo romano recuperado na época moderna pelas cidades que os espanhóis construíram nas Américas; ou concêntricas, como Moscou e Viena.

Em função do tamanho, existe grande variedade de núcleos urbanos, que vão desde a pequena capital de província às grandes megalópoles ou às gigantescas formações urbanas que se estendem por centenas de quilômetros, como ocorre na costa leste dos Estados Unidos ou na região holandesa de Randstad.

No que toca ao fator geográfico, há cidades, como Lisboa, que se localizam na foz de um rio; São Francisco, na costa marítima; Quito, no planalto andino; e Madri, no centro do país, caso este em que influíram fatores políticos.

Finalmente, a história determinou também a existência e superposição de diferentes tipos de aglomerações urbanas com suas características peculiares: antigas, medievais, pré-colombianas, renascentistas, barrocas, orientais ou contemporâneas.


Antiguidade

As primeiras cidades apareceram no neolítico ou idade da pedra polida, quando se desenvolveram técnicas rudimentares de cultivo que asseguraram excedentes alimentícios suficientes para manter grupos de trabalhadores não-agrícolas. Esse agrupamento sedentário levou ao emprego de materiais de construção mais duráveis, como pedras e tijolos. Os progressos no padrão de vida provocaram um aumento de população e geraram a necessidade de infra-estruturas diversas para transporte, organização social e comércio. Tornou-se igualmente necessário o controle das áreas agrícolas circunjacentes para garantir a alimentação de seus habitantes.

Muito embora Jericó, na Palestina, já no sexto milênio antes da era cristã, dispusesse de um notável sistema defensivo, as primeiras cidades importantes da Mesopotâmia só surgiram em torno do ano 3000 a.C., nos vales dos rios Indo, Wei  no norte da China e Nilo. Mais tarde surgiram no Mediterrâneo as cidades fenícias de Tiro e Sidon e a cretense Cnossos.

As cidades foram inicialmente formadas por tribos diversas, que se agruparam para defender-se de povos rivais. Por isso, logo adquiriram caráter militar e a guerra constituiu o único meio possível de conservar ou expandir seu território. Daí a propriedade da terra ter sido primeiro comunal. Depois surgiu a propriedade privada de bens móveis e imóveis. Graças à diversificação do trabalho, foi possível adquirir objetos variados, mediante troca ou compra. Todas as cidades antigas já estabeleciam uma hierarquia social bem definida e cada classe desempenhava uma função específica.

Na Grécia antiga, entre 1600 e 1200 a.C., floresceu a civilização micênica em cidades como Micenas, Tirinto e Argos. Seus habitantes foram magníficos construtores, que erigiram palácios atrás de espessas muralhas. Quando essa cultura chegou ao fim, a urbanização se propagou por toda a península helênica na forma de pólis ou cidade-estado. A pólis grega incluía as terras em volta e era o ponto de reunião das pessoas que viviam dentro de seus muros e fora deles. O alto grau de especialização profissional e os atritos entre as diversas classes sociais movimentavam a vida na pólis.

Havia também conflitos bélicos periódicos em que se confrontavam cidades próximas e rivais entre si. Atenas, Esparta e Tebas contam-se entre as pólis mais conhecidas.

O auge do comércio grego levou à criação de colônias organizadas segundo o modelo das metrópoles. Siracusa e Crotona, na Magna Grécia (sul da Itália), e Éfeso e Mileto adquiriram grande renome.

O domínio das cidades-estados terminou com o Império Romano, que por sua vez havia surgido de outra espécie de cidade-estado, Roma, cujo crescimento como centro econômico e administrativo do império criou novos e graves problemas urbanísticos e de controle social. Feitos romanos, como a construção de aquedutos, estradas, templos e casas de espetáculos, bem como as edificações em torno do foro e a abertura de vias perpendiculares, precisaram de séculos para serem superados. Os romanos, cujo espírito era mais prático que estético, assimilaram as arquiteturas grega e etrusca e se voltaram especialmente para as grandes obras de engenharia. Foram os primeiros a utilizar o concreto como material de construção e difundiram pela Europa o uso do tijolo cozido.

Idade Média

Depois das invasões dos bárbaros, prevaleceu na Europa ocidental a economia de subsistência; a cultura urbana entrou em declínio, pois os citadinos fugiram, temendo saques e falta de alimentos. Em torno do ano 1000, uma agricultura próspera permitiu o ressurgimento da civilização urbana e comercial, em que tiveram papel de destaque os artesãos e comerciantes. As cidades começaram a crescer e logo surgiram na Europa dezenas delas, com uma média de vinte mil habitantes. Para se defenderem das guerras, freqüentes na época feudal, algumas cidades se protegiam com muralhas e, em certas ocasiões, a população urbana refugiava-se nos castelos mais próximos. As ruas tortuosas e estreitas, próprias dessas cidades medievais, eram um recurso defensivo e uma proteção contra os rigores do clima. Entre as principais cidades que começaram a crescer no século XI cabe mencionar Rouen e Paris, na França; Hamburgo e Colônia, em terras germânicas; Gênova e Pisa, na península itálica; Santiago de Compostela  importantíssimo centro de peregrinação  e Barcelona, na Espanha.

Os modelos de crescimento urbano variaram muito entre o norte e o sul da Europa. No norte, as cidades cresceram quase a partir do nada, pois nessa região a tradição urbana era inexpressiva. Já na zona do Mediterrâneo, as antigas povoações serviram de núcleo para uma nova expansão. Na Itália, por exemplo, renasceu o conceito mediterrâneo de cidade-estado, cujo meio de vida passaria a ser o comércio. Milão, Florença e Veneza contavam-se entre as mais importantes.

Renascimento

Passado o período medieval, as cidades transformaram-se em base para a expansão da economia e do comércio. As feiras, que na Idade Média eram temporárias, tornaram-se permanentes em algumas cidades, o que propiciou o crescimento de uma classe mercantil. Paralelamente, o surgimento dos estados modernos, como ocorreu na Espanha e na França, levou ao surgimento de núcleos urbanos com uma função política de cunho centralizador, pois era a partir deles que se controlava toda a nação unificada. Por outro lado, o Renascimento inspirou, sobretudo na América, a construção de cidades ideais com plantas quadriculadas, como as romanas. As que já existiam foram urbanizadas com praças e edifícios monumentais.

Culturas não-européias

A cidade não foi somente um fenômeno europeu, nem característico das antigas civilizações. Cidades sempre existiram, em todas as partes do mundo e em todas as épocas. Na África, antes da colonização européia, existiam cidades importantes, que entraram em decadência sobretudo quando a Europa intensificou o tráfico de escravos. Tombuctu, capital do Sudão ocidental no século XV, era uma cidade populosa que recebia mercadorias de regiões distantes. Zanzibar também se destacou como principal porto da África oriental.
Na América pré-colombiana floresceram importantes culturas. Houve notadamente na América Central e na cordilheira andina cidades espetaculares, cujas construções eram todas de pedra. Assim, a cultura olmeca, que surgiu por volta de 1100 a.C., destacou-se pelas cidades-templos de La Venta, Izúcar e Tlatilco. Entre os séculos IV e VIII, Teotihuacan, no vale do México, estendia-se por mais de vinte quilômetros quadrados e sua influência se irradiou por toda a América Central. Não menos impressionante foi a capital asteca, Tenochtitlan, sulcada por canais, que vivia uma fase de esplendor quando chegaram os espanhóis. No império inca destacou-se Cuzco, com suas grandes vias pavimentadas e suas casas de pedra, em cujo centro erguiam-se templos e palácios. Machu Pichu, a dois mil metros de altitude, é um exemplo notável de cidade-fortaleza.

Na Índia, país de tradicional civilização urbana, as cidades cresceram em redor de grandiosos templos e centros de peregrinação, como Benares. No século XIX,  como resultado da dominação britânica, as cidades da Índia passaram a adotar muitos conceitos urbanísticos ocidentais. Na antiga China, as cidades foram construídas segundo os princípios cosmológicos que influenciavam todos os processos naturais. Entre os séculos VII e VIII, a cidade de Changan, depois Xian, capital da dinastia Tang, foi uma das maiores cidades do mundo.

A cidade contemporânea

A revolução industrial, tornando possível um aumento de produtividade, transformou a vida das cidades. Puderam assim a Europa e depois outras regiões do mundo sustentar concentrações demográficas cada vez mais densas. Tudo começou nos séculos XVIII e XIX, quando o processo de produção industrial exigiu a concentração da mão-de-obra perto das fontes de energia e transporte. As cidades industriais apareceram rapidamente no Reino Unido, no noroeste da Europa e no nordeste dos Estados Unidos. Além disso, as já existentes viram sua população crescer. Em 1850, menos de sete por cento da população mundial vivia em centros urbanos de mais de cinco mil habitantes. Por volta de 1950, essa percentagem já excedia trinta por cento, e nas nações industrializadas, o dobro.

Posteriormente, as cidades registraram uma expansão vertiginosa não apenas nos países europeus, mas também na Ásia e na África, onde a taxa de crescimento demográfico urbano superou em muito a média nacional.  Na América Latina, produziu-se um fenômeno similar nas concentrações urbanas da Cidade do México, de São Paulo, de Santo Domingo, da cidade do Panamá, de Quito e de Lima.
As grandes cidades cresceram tanto que se transformaram em megalópoles e, hoje em dia, sofrem com problemas muito diversos, como delinqüência, poluição da atmosfera, crises de habitação, especulação imobiliária, escassez de espaços verdes e de lazer e desemprego. Por isso, os governos tendem a coordenar, planificar e, na medida do possível, limitar o crescimento urbano desordenado.

Brasil

Poucas cidades brasileiras nasceram como vilas e ainda mais raras são as que surgiram com a categoria de cidades. A regra geral, entre os embriões urbanos, é o povoado, com poucas dezenas de habitantes, uma ou duas ruas, às vezes uma pequena praça (onde se ergue a capela ou igreja). Quando esses povoados crescem e se tornam vilas, sedes de distrito municipal, logo aspiram à transformação em cidades, sedes de municípios, embora essa categoria nem sempre signifique a realização completa da verdadeira vida urbana. Daí a existência de "cidades" que não passam de vilas grandes.

No início da colonização, entre 1501 e 1530, o governo português estabeleceu feitorias na costa, para servirem de pontos de escala e entrepostos do comércio do pau-brasil, as quais apresentavam um evidente caráter militar, pelas paliçadas que as defendiam; poucas sobreviveram, tornando-se vilas e cidades (Igaraçu, Santa Cruz de Cabrália, Cabo Frio). Mais tarde fortes e postos militares apareceram, dando nascimento a diversos aglomerados urbanos surgidos a sua sombra, quer na faixa litorânea (Rio Grande, João Pessoa, Natal, Fortaleza), quer na Amazônia (Belém, Santarém, Óbidos, Manaus), como nas áreas fronteiriças (Tabatinga, Mato Grosso, Corumbá, Cáceres, Miranda, Santa Maria).
Mais típicos do passado, embora ainda presentes, são os aldeamentos de índios, criados pelos missionários católicos ou pelo antigo Serviço de Proteção aos Índios. De antigos centros de catequese resultou um número muito grande de vilas e cidades, surgidas no período colonial: na Amazônia (Bragança, Monte Alegre, Itacoatiara), no Nordeste (Caxias, Crato, Campina Grande, Palmeira dos Índios, Juazeiro, Jacobina, Camamu, Caravelas), no Sudeste (Anchieta, Guarapari, Niterói, Macaé, Valença, São Fidélis, Itaguaí, Cananéia, Itapecerica da Serra, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Embu), no Sul (Ararapira, Guarapuava, Morretes, São Borja, Santo Ângelo, São Luís Gonzaga) e no Centro-Oeste (Pedro Afonso, Dianópolis). Com a mesma origem, mas de época recente, são Barra do Corda MA, Itambacuri MG e Conceição do Araguaia PA. Antigos postos indígenas se tornaram autônomos, como Antônio Estigarribia e Getúlio Vargas, em Goiás.

Durante o bandeirismo minerador do século XVIII, multiplicaram-se de modo extraordinário os arraiais precários e instáveis, mas que acabaram por se tornar vilas e cidades. Os mais expressivos exemplos podem ser encontrados em Minas Gerais (Ouro Preto, Mariana, Sabará, São João del-Rei, Diamantina, Serro, Tiradentes, Conselheiro Lafaiete, Paracatu, Caeté, Campanha etc.), em Goiás (Goiás, Luziânia, Porto Nacional, Jaraguá, Natividade, Pirenópolis, Pires do Rio, Corumbá de Goiás) e em Mato Grosso (Cuiabá, Poconé, Diamantino, Rosário Oeste), embora também apareçam na região Sul (Curitiba, Antonina, Apiaí). A esses embriões urbanos do setecentismo correspondem, no século XX, as chamadas corrutelas das áreas do garimpo do diamante, de que já se originaram algumas cidades do Centro-Oeste (Poxoréu, Guiratinga, Aragarças, Santa Rita do Araguaia).

Os engenhos do passado e as modernas usinas de açúcar, antiurbanas por sua estrutura econômico-social auto-suficiente, não se têm destacado como criadores de cidades; mesmo assim, alguns exemplos podem ser citados em Pernambuco (Catende), em Alagoas (Maceió, Rio Largo, São Luís do Quitunde) e em São Paulo (Santa Rosa de Viterbo). Muito mais importantes, nesse particular, são as fazendas de gado, particularmente no Maranhão (Pastos Bons), no Piauí (Oeiras, Paulistana), na Bahia (Jequié, Brotas de Macaúbas, Brumado, Morro do Chapéu, Gameleira do Açuruá, Oliveira dos Brejinhos), no Paraná (Castro, Lapa, Jaguariaíva), no Rio Grande do Sul (Viamão, Vacaria, Osório, São Gabriel, Pelotas), em Mato Grosso do Sul (Paranaíba, Camapuã) e em Goiás (Jataí). Fazendas, sítios e bairros rurais deram origem a muitas cidades paulistas, quer no período colonial (Moji das Cruzes), quer a partir da expansão cafeeira (Areias, Caçapava, São Luís do Paraitinga, Piracicaba, Limeira, Rio Claro, Capivari, Jaboticabal, Itatiba, Piraju etc.). Quase sempre, a capela foi o elemento aglutinador desses aglomerados rurais, como aconteceu com muitas cidades paulistas (Itu, Sorocaba, Tietê, Amparo, Batatais, Indaiatuba, Paraibuna etc.), e de outros estados (Uberaba MG, Lajes SC, Laguna SC, Limoeiro de Anadia AL etc.).

Lugar à parte ocupam os patrimônios religiosos, loteamentos rurais cujo núcleo era uma área doada a determinado santo da Igreja Católica; assim vieram a surgir várias cidades de São Paulo (Campinas, Ribeirão Preto, Bragança Paulista, Barretos, Olímpia, Pindamonhangaba, Bananal), e da Bahia (Caculé). A seu lado, aparecem os loteamentos de caráter leigo, resultantes da partilha de sesmarias, da organização de núcleos coloniais e da criação de patrimônios leigos.

Antigos núcleos coloniais, instalados nos séculos XIX e XX, tornar-se-iam cidades, no Espírito Santo (Linhares, Santa Leopoldina, Santa Teresa), no Rio de Janeiro (Nova Friburgo, Petrópolis), em Minas Gerais (Teófilo Otoni), em São Paulo (Americana, São Caetano do Sul, Nova Odessa, Varpa, Barão de Antonina), no Paraná (Alexandra, Araucária, Açungui, Cerro Azul, Colombo, Prudentópolis), em Santa Catarina (Joinvile, Blumenau, Brusque, São Bento do Sul, Nova Trento, Rio do Sul), no Rio Grande do Sul (São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias do Sul, Bento Gonçalves, Flores da Cunha, Santa Cruz do Sul), em Goiás (Ceres) e no Pará (Tomé-Açu). Os melhores exemplos de patrimônios leigos, transformados em cidades, podem ser encontrados nas zonas pioneiras de São Paulo (Marília, Presidente Prudente, Andradina, Cafelândia, Fernandópolis, Osvaldo Cruz etc.) e no norte do Paraná (Londrina, Maringá, Apucarana, Mandaguari, Açaí, Cianorte, Cruzeiro d'Oeste).

Durante o bandeirismo e, mais tarde, quando as tropas de burros representaram papel relevante para os contatos regionais, passaram a ter importância os ranchos de tropeiros e os pousos de viajantes. Transformaram-se em cidades de Minas Gerais (Matias Barbosa, Pouso Alegre, Pouso Alto, Passa Quatro), de São Paulo (Moji-Mirim, Moji-Guaçu, Casa Branca, Franca, Lorena, Cunha), do Paraná (Ponta Grossa, Campo Largo, Rio Negro), de Mato Grosso do Sul (Coxim) e de Pernambuco (Pesqueira). Sua réplica moderna pode ser encontrada nos postos de gasolina, construídos à margem das rodovias, embriões de futuras cidades. A partir de 1870, multiplicaram-se as estações ferroviárias, muitas das quais, ao longo das linhas ou na ponta dos trilhos, fizeram nascer cidades; os exemplos são numerosos em São Paulo (Bauru, Penápolis, Araçatuba, São José do Rio Preto, Lins, Santo André), como noutras áreas do país (Nova Iguaçu RJ; Goiandira GO; Porto Velho RO).

Tipos de cidades

Tais fatores, aliados a outros, explicam os contrastes entre as cidades brasileiras. A maioria delas inclui-se na categoria das cidades espontâneas que passaram a vilas e, depois, atingiram o estágio urbano; seu plano é, em geral, desordenado e inorgânico, muitas são lineares, embora existam as que se apresentam em tabuleiro de xadrez.

Bem menor é o número das cidades criadas ou artificiais, resultantes de um plano urbanístico preestabelecido; Salvador e Rio de Janeiro foram planejadas em suas origens, embora os melhores exemplos possam ser encontrados a partir do século XIX, sobretudo em algumas capitais, como Teresina (1851), Aracaju (1858), Belo Horizonte (1897), Goiânia (1937) e Brasília (1960). Algumas cidades espontâneas, como é o caso de São Paulo, possuem numerosos bairros "criados", os chamados bairros-jardins, ao passo que outras, "criadas", como Belo Horizonte, passaram a conter bairros de crescimento espontâneo e desordenado.

Muitas apresentam todas as características das cidades vivas, dinâmicas; podem ser encontradas particularmente no planalto ocidental paulista, no norte do Paraná e oeste de Santa Catarina, sem falar nas maiores cidades do país. Fatores econômicos e político-administrativos explicam tal vitalidade. Outras muitas atingiram sua estabilidade progredindo em ritmo mais lento, senhoras de seu destino; surgem em diferentes regiões do país, notadamente no Brasil atlântico. No entanto, um certo número inclui-se na categoria das cidades mortas, vítimas de "morte" aparente ou relativa, já que continuam a existir; foram vivas no passado, mas entraram em decadência:  Barcelos AM, Alcântara MA, Oeiras PI, São Cristóvão SE, Goiás GO, Mato Grosso MT, Parati RJ, Bananal e Areias SP, entre outras, acham-se nesse caso, algumas delas já tendo sido capitais. Mas há exemplos de morte verdadeira, do desaparecimento total, como sucedeu a São João Marcos RJ, que teve dias de glória e hoje jaz sepultada sob as águas da represa de Ribeirão das Lajes.

Também se podem observar contrastes no que diz respeito às funções urbanas. Além das cidades que são sedes político-administrativas do país, como Brasília e as capitais de todos os estados, outras, por força da influência econômica e cultural exercida sobre as áreas que as circundam, merecem igualmente o título de capitais regionais: no Maranhão, Caxias; no Ceará, Crato; no Rio Grande do Norte, Mossoró; na Paraíba, Campina Grande; em Pernambuco, Caruaru; na Bahia, Juazeiro, Vitória da Conquista e Itabuna; em Minas Gerais, Teófilo Otoni, Governador Valadares, Juiz de Fora e Uberaba; no Rio de Janeiro, Campos; em São Paulo, Taubaté, Ribeirão Preto, Bauru, São José do Rio Preto; no Paraná, Londrina; em Santa Catarina, Blumenau; no Rio Grande do Sul, Caxias do Sul; em Goiás, Anápolis, entre outras.

Em relação a umas poucas, a área de influência ultrapassa as próprias fronteiras dos estados onde se acham, transformando-as em verdadeiras metrópoles regionais: é o caso de Belém, metrópole da Amazônia; Recife, do Nordeste; São Paulo, de toda a área compreendida pelo estado de São Paulo, sul de Minas Gerais, Triângulo Mineiro, sul de Goiás, Mato Grosso do Sul e norte do Paraná; e de Porto Alegre, cuja influência alcança Santa Catarina. A par disso, cumpre lembrar a existência de cidades-mercados, como Santos (café), Ilhéus (cacau), Vitória (minério de ferro), Henrique Lage (carvão), Macau (sal); cidades como Campina Grande PB, Caruaru PE, Feira de Santana BA etc., celebrizadas por suas feiras de âmbito regional; cidades industriais como Santo André, São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Diadema, na região paulista do ABCD, Volta Redonda RJ e Paulista PE; cidades religiosas, como Aparecida SP, Congonhas MG e Bom Jesus da Lapa BA, centros de peregrinação; cidades estações-de-saúde, por seu clima ou por suas inúmeras estâncias hidro-minerais, as cidades de veraneio e outras.

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sábado, 29 de março de 2008

Salas de cinema pornô sobrevivem como ponto de encontro para sexo casual


Os cinemas eróticos mal conseguem sobreviver na idade de ouro da indústria pornográfica

Rafael Sánchez acaricia as latas de filme com uma solenidade cinematográfica. Uma máquina de bobina que está apagada há anos domina a sala de projeções. Agora Rafael resolve tudo na base do DVD. "E não é a mesma coisa", suspira. Mesmo assim, ainda estremece ao sentir que o feixe de luz azul inunda o salão cheio de poltronas. Reflexos de 30 anos de profissão. Ele tem um modelo: Alfredo, o projecionista de "Cinema Paradiso". Mas entre sua vida e o roteiro de seu filme favorito Rafael reconhece sutis diferenças. Todas ficam evidentes quando a cabine começa a vibrar ao ritmo de uma trilha sonora de gemidos. Na tela, duas mulheres se beijam... muito.

Em 1984 foram legalizados os cinemas pornográficos na Espanha. Três anos depois alcançaram o número recorde de 85; hoje restam só nove, e longe de seu melhor momento. Segundo dados provisórios do Ministério da Cultura, em 2007 eles receberam 300 mil espectadores, 20 mil a menos que em 2002, quando existiam 13 salas. A decadência do setor é em certa medida um reflexo das dificuldades que atravessa a distribuição cinematográfica espanhola, que entre 1999 e 2006 perdeu 10 milhões de espectadores.

Os inimigos que atacam as salas em geral e as de filmes para adultos são idênticos: a Internet, a televisão e o DVD. Mas o caso da pornografia encerra um paradoxo único: a decadência das salas coincide com a idade de ouro do setor. Segundo o site de análises de consumo ToptenReview, os EUA, pátria do pornô, deram à luz 13.600 títulos em 2006, dez vezes mais que em 1988.

A sala Alba, na qual Rafael trabalha, é uma das três de Madri. Restam outras tantas em Valência, e uma em Andaluzia, uma nas Canárias e uma nas ilhas Baleares. O Alba projeta pornô desde 1986. Antes, como tantos, era um cinema de bairro. Quando Rafael começou a trabalhar, cortava as bobinas de filmes de caubói e de kung-fu. As crianças se sentavam nas primeiras filas; os casais jovens, nas últimas. A platéia mudou muito. Os espectadores agora saem vestidos como espiões. Cerca de 300 passam pela bilheteria por dia. Pagam 6,50 euros pela sessão contínua: pornografia das 10 da manhã às 11 da noite.

"Alguns assistem só um pouquinho e vão embora", explica a bilheteira do cine Postas, outro clássico de Madri, "mas a maioria passa o dia aqui." O grosso dos usuários é formado por homens de mais de 50 anos, de uma fidelidade cotidiana. O Cuenca 64, em Valência, comemora inclusive nas quintas-feiras o dia do aposentado. As visitas de mulheres ou casais não representam nem 2%, na estimativa de Adan, bilheteiro do cine de Las Palmas. Apesar de conhecer clientes felizes no casamento -"advogados que se escondem porque em casa não os deixam"-, define o espectador típico como "um homossexual de meia idade em busca de aventura".

Fora os profissionais da prostituição, fantasmas que pululam entre as poltronas buscando comprador para seus encantos, Rafael reconhece um terceiro protótipo de espectador: "Gente muito sozinha" que busca qualquer tipo de contato. "Nem todos estão aqui por causa do sexo", divaga o projecionista, embutido em um elegante terno cinza. "Isto é um pouco um clube social. No Natal inclusive damos alguns presentes com o ingresso: um reloginho ou alguma coisa."

Mas a sala do Alba dificilmente poderia ser confundida com um clube recreativo. Cerca de 20 pessoas assistem ao filme. Levantam-se, trocam de lugares... "E os que querem ficar mais cômodos sobem ao balcão, porque as poltronas são duplas", explica Rafael, iluminando com sua lanterna um homem com óculos escuros. Figuras silenciosas sobem pela elegante escada de balaustrada. Passam pelos corredores de veludo vermelho e param diante das máquinas de chocolates e preservativos. Junto a uma garrafa de uísque vazia, a única do bar, se refugiam silhuetas que trocam sussurros.

Rafael supervisiona discretamente a decoração: tira o pó das latas de filmes arrumadas nos cantos e examina as arestas dos cartazes de clássicos de Hollywood. Nas horas mortas rotula os cartazes dos filmes em exibição. Os anúncios manuais são um empecilho da lei de 1982, que proibia as promoções com fotos. Rafael é especialista em colar algum desenho alegórico entre as letras coloridas.

Esta semana é difícil para ele não ser explícito: "Sexo com Muita Gente". É mais um dos tiques da clandestinidade dos quais o mundo pornô não soube se livrar. "Não queremos publicidade. Os clientes não gostam de ser incomodados", explica Adan. É o que confirma com seu olhar agressivo um jovem romeno que descansa dentro do cinema da Corredera Baja de Madri. Ele coça a cabeça despenteada e mostra os dentes aos curiosos que aparecem na bilheteria.

Nem todos os aficionados do pornô são convencidos pela receita libertina. Há dez anos Mari Jose, uma empresária de Granada, apostou em reunir cabines de vídeo e produtos eróticos em um cinema com o interior renovado. Chamou-o de sala Cinema. "Aqui vêm casais ou jovens. O ambiente é menos sórdido e você pode beber um drinque à vontade, não como em alguns lugares em que dá nojo sentar-se", declara orgulhosa. Uma nova receita para enfrentar uma concorrência invencível. Quase provoca ternura comparar o milhão de euros que faturaram as salas em 2007 com os 60 milhões em que a revista "Forbes" calcula o negócio dos audiovisuais eróticos.

Surpreendentemente, estudos da "Adult Video News", publicação de referência no setor, demonstram que não é a rede que está drenando as salas. Basta considerar que só 34% dos homens espanhóis de 45 a 64 anos, seu nicho de mercado, utilizam a Internet, segundo o Instituto Nacional de Estatística. O grande rival continua sendo o DVD: no ano passado, 23% dos títulos comercializados na Espanha eram para adultos, segundo o Ministério da Cultura. A televisão também impressiona: desde os canais pagos até as redes de bairro recorrem à atração milionária do pornô.

Os empresários crêem que a possibilidade de encontros casuais entre espectadores é sua garantia de sobrevivência. Mari Jose não acredita que as salas possam desaparecer: "Para nós a Internet causou prejuízos até certo ponto. Continuaremos, porque a emoção de conhecer alguém e compartilhar o prazer carnal não se compara ao cibersexo". A Internet se transforma então em cúmplice, mais que em rival. A rede é o novo meio para que homens e mulheres de toda orientação marquem encontro nos cinemas. Apoiado em um cartaz de "E o Vento Levou", Rafael explica qual é o elixir da vida nos tempos do sexo 2.0: "Aqui, como em qualquer negócio tradicional, a diferença é o calor da atenção pessoal".

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sexta-feira, 28 de março de 2008

Buda



Buda (563?-483? a.C.), fundador do budismo, nascido com o nome de Sidarta, no parque Lumbini, perto de Kapilavastu, onde hoje é o Nepal. O nome de Buda Gautama, pelo qual se tornou conhecido o Buda histórico, é uma combinação de seu nome de família, Gautama, e o epíteto Buda que significa “o iluminado”.


Começou a buscar a iluminação aos 29 anos, ao descobrir que o sofrimento é o destino da humanidade. Em busca da verdade, abandonou a família e a riqueza. Durante seis anos, esforçou-se para alcançar a iluminação através de um severo ascetismo. Percebendo a ineficácia deste método, modificou-se a ponto de perder os discípulos. Aos 35 anos, atingiu a iluminação e compreendeu as Quatro Grandes Verdades:


1) toda existência é sofrimento;


2) todo sofrimento é provocado pela ignorância;


3) pode-se vencer o sofrimento superando a ignorância;


4) esta superação é alcançada através do Grande Caminho Óctuplo, da moralidade e da sabedoria.


Decidido a divulgar o dharma (lei) reuniu-se, perto de Benarés, com os antigos discípulos que o aceitaram como mestre e se ordenaram monges. Um de seus princípios fundamentais é o “caminho do meio”, entre os extremos do sacrifício e da autocompaixão. Morreu aos 80 anos, em Kusinagara, depois de uma vida missionária.


Sua rebelião contra o sistema de castas e os extremismos hedonistas, ascéticos e espirituais influiu, decisivamente, na formação do hinduísmo.


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quinta-feira, 27 de março de 2008

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quarta-feira, 26 de março de 2008

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terça-feira, 25 de março de 2008

25 de Março de 1998 - 10 Anos Passados

Comissão reconhece assassinato político.

A Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos do Ministério da Justiça concluiu que a estilista Zuzu Angel, morta num acidente automobilístico em 1976, foi vítima de atentado. Zuzu lutava para esclarecer as circunstâncias da morte do filho, Stuart Angel Jones, preso por agentes da repressão. A ação criminosa contra a estilista ficou comprovada por uma reconstituição do suposto acidente, que derrubou a versão da Polícia Civil, segundo a qual Zuzu teria dormido ao volante.

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segunda-feira, 24 de março de 2008

Enfermagem

De acordo com o código de ética do Conselho Internacional de Enfermagem, os serviços de enfermagem jamais podem ser recusados por motivos de cor, raça, nacionalidade ou situação política ou social. O principal objetivo e a própria razão de existência da enfermagem é servir à humanidade.

Arte e técnica de cuidar dos doentes, a enfermagem se exerce normalmente em coordenação com outros serviços de saúde, ou como complemento deles. A palavra designa também os serviços de enfermaria, o tratamento dos doentes e o conjunto de enfermeiros de um hospital ou clínica. O profissional de enfermagem tem entre suas atribuições cuidar do doente, realizar curativos, ministrar medicamentos e acompanhar os sinais de recuperação, além de tentar manter um ambiente físico e psicológico favorável à recuperação da saúde. A enfermagem tem também entre seus objetivos ensinar e divulgar medidas profiláticas, pelo ensino de práticas sanitárias e pelo exemplo pessoal. Enfermeiros e enfermeiras trabalham para clientes particulares ou em hospitais, clínicas, postos de saúde e prontos-socorros.

As irmãs de caridade da ordem de São Vicente de Paula realizaram em Paris, em 1633, uma das primeiras experiências em enfermaria sistematizada. Outras ordens religiosas passaram a dedicar-se ao cuidado dos doentes e o número de estabelecimentos assistenciais a cargo de freiras se multiplicou no mundo todo.

Praticada principalmente por religiosas na Europa e na América, a enfermagem só se firmou como profissão no final do século XIX, com Florence Nightingale. Graças a sua atuação nos hospitais militares ingleses da Criméia e de Scutari, recebeu apoio da população para constituir o fundo Nightingale, com o qual pôde organizar a primeira escola de enfermagem. Cerca de 25 anos mais tarde, praticamente todo o serviço de enfermagem dos hospitais ingleses era realizado por profissionais treinados. A inovação logo se estendeu a todo o mundo e a enfermagem tornou-se profissão de nível superior, com ensino ministrado em cooperação com hospitais, centros de saúde e faculdades de medicina. Tradicionalmente, a enfermagem é uma profissão majoritariamente feminina.

Organização

Os serviços de enfermagem são prestados por um departamento específico que se insere na organização geral da unidade hospitalar. O departamento se organiza segundo uma hierarquia, em que o mais alto cargo é o de diretor do serviço de enfermagem. Seus assistentes imediatos são responsáveis por cada um dos turnos: manhã, tarde e noite. Abaixo deles estão as enfermeiras supervisoras, responsáveis pela organização do serviço de enfermagem de unidades clínicas ou cirúrgicas e diretamente incumbidas da distribuição do serviço, requisição e manutenção de material, cuidado dos equipamentos e supervisão do atendimento aos pacientes. Nos hospitais em que haja escola de enfermagem, as supervisoras são também encarregadas de colaborar com o ensino. Cabe-lhes, ainda, a supervisão direta das enfermeiras-chefes.

As enfermeiras-chefes são responsáveis por unidades ou enfermarias. Ocupam-se do estoque de material, medicamentos e equipamentos de sua unidade e controlam o trabalho das enfermeiras encarregadas do cuidado direto dos pacientes, estas situadas no escalão imediatamente inferior. Finalmente vêm as atendentes, responsáveis pela limpeza.

Trabalho de equipe

A relação entre o número de enfermeiros e pacientes varia de acordo com o hospital e, principalmente, com o tipo de rotina. Um serviço clínico pode funcionar a contento com uma enfermeira para diversos doentes, ao passo que os serviços de pronto-socorro e cirurgia demandam uma enfermeira para cada dois pacientes.
Para que o corpo médico e a enfermagem trabalhem com eficiência e em harmonia, é indispensável o estrito cumprimento de certas regras de responsabilidade e comportamento. O corpo médico não está diretamente ligado à organização do serviço de enfermagem, mas dá instruções às enfermeiras encarregadas dos cuidados dos pacientes. Para evitar que essas instruções entrem em conflito com o regulamento do hospital, o corpo médico deve ter conhecimento das regras vigentes e evitar transgredi-las.


Requisitos

A atitude profissional da enfermeira em relação ao paciente é de extrema importância para a cura e convalescença deste. Ela deve estar consciente de que lida com pessoas acometidas de problemas físicos ou psicológicos, em situação que certamente acarreta dificuldades a seu trabalho diário. A benevolência deve ser uma das qualidades mais cultivadas pela enfermeira, sem prejuízo da firmeza, quando necessária. Nas relações com os parentes do doente  que podem causar mais problemas que os próprios pacientes  sua conduta deve ser cortês, mas firme, para que o regulamento hospitalar seja cumprido.

Tratamento

O tratamento médico só deve ser ministrado por ordem escrita do médico responsável, no momento exato e com precisão. Quando a enfermeira observar qualquer sinal ou comportamento anômalo, deve dirigir-se imediatamente ao médico plantonista. À enfermeira cabe controlar a alimentação e os tratamentos dietéticos e fazer com que sejam obedecidos. É importante a observação do paciente e a anotação de suas reações a medicamentos, dietas e tratamentos. Dessa maneira, a enfermagem colabora com o médico no estabelecimento do tratamento adequado.

Ensino

Em sentido amplo, o ensino da enfermagem abrange desde o treinamento, no hospital, de atendentes e enfermeiras, para que possam desempenhar suas funções a contento, até à formação de profissionais de nível universitário, preparadas para exercer funções de chefia e supervisão nos hospitais. Na seleção dos candidatos à escola de enfermagem é importante observar características de temperamento, caráter e moral. As escolas costumam aplicar testes vocacionais especialmente preparados para a seleção de candidatos.
Enfermagem no Brasil. Os padres e irmãos da Companhia de Jesus desempenharam as primeiras atividades de enfermagem no Brasil. As santas casas, fundadas em Portugal, serviriam de modelo aos hospitais bastante modestos do período colonial. Em Olinda, estabeleceu-se em 1540 a primeira Santa Casa de Misericórdia. No Rio de Janeiro, por iniciativa do padre Anchieta, muitos doentes foram recolhidos em local improvisado, do qual originou-se a Santa Casa daquela cidade. Anchieta atuava como enfermeiro, médico e cirurgião. A ação dos jesuítas prosseguiu nos anos subseqüentes. No século XVIII, frei Fabiano de Cristo foi enfermeiro durante quarenta anos no convento de Santo Antônio do Rio de Janeiro. Para cuidar dos enfermos, os padres contavam com o auxílio de fiéis, voluntários e escravos, aos quais ensinavam como desempenhar a missão. Mais tarde, chegaram ao Brasil as irmãs de caridade, que se instalaram, em 1852, na Santa Casa do Rio de Janeiro e em instituições a ela ligadas. A primeira voluntária de enfermagem no Brasil foi Francisca de Sande, que se dedicou a esse mister, na Bahia, no fim do século XVII. Em 1830 tiveram início, na Escola de Medicina da Bahia, cursos para parteira.

A maior figura da enfermagem no Brasil, Ana Néri, surgiu no século XIX. Já contava 51 anos de idade quando solicitou ao presidente da província da Bahia permissão para acompanhar seus filhos e parentes à guerra do Paraguai. Nos campos de batalha, assistiu os feridos com tal dedicação que passou a ser chamada "mãe dos brasileiros". Terminado o conflito, recebeu diversas honrarias. Seu nome foi dado à primeira escola de enfermagem do Brasil, fundada em 1923.

Em 1890, com a fundação da Escola Alfredo Pinto, procurou-se melhorar a situação inferior em que se encontrava o exercício da enfermagem, especialmente em psiquiatria. No século XX, a profissão se firmou com a fundação da Cruz Vermelha, nos moldes da instituição suíça, cujo primeiro presidente foi Osvaldo Cruz. Depois da campanha sanitária empreendida por ele, seu discípulo Carlos Chagas começou a cogitar da enfermagem voltada para a saúde pública. Quando dirigia o Departamento Nacional de Saúde Pública, Chagas fundou o serviço regular de enfermeiras visitadoras, tipo de enfermagem que funcionou precariamente até 1921, quando passou a funcionar o primeiro curso oficial, ministrado por um grupo de enfermeiras americanas. Pouco depois, sob a mesma orientação, fundou-se a Escola Ana Néri, que em 1938 foi declarada escola-padrão e, em 1945, incorporou-se à Universidade do Brasil, depois Universidade Federal do Rio de Janeiro. Fundaram-se depois outras escolas, em várias cidades do Brasil, quase sempre nas capitais. Em 1926 foi fundada a Associação Brasileira de Enfermagem, no Rio de Janeiro, que desde então exerceu grande influência como associação de classe, tanto na legislação sobre o ensino e o exercício da profissão, como na divulgação de suas atividades pela Revista Brasileira de Enfermagem.

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domingo, 23 de março de 2008

Psicologia da Gestalt

 

Surgida como reação ao elementarismo associacionista do século XIX, a teoria da Gestalt enfrentou-se à afirmação segundo a qual a psicologia devia considerar analiticamente o fenômeno psicológico, decompô-lo em suas partes, chegar ao elemento básico e, a partir deste, formular teorias explicativas dos mecanismos psicológicos.
A psicologia da forma, ou Gestalt (termo alemão que significa configuração, forma ou estrutura) se fundamenta na moderna teoria da percepção, segundo a qual um dado é percebido como totalidade organizada e o todo tem características que não podem ser inferidas das partes isoladamente.

História

Em 1890, o psicólogo austríaco Christian von Ehrenfels provocou um sério abalo na teoria psicológica associacionista ao demonstrar teoricamente que uma forma é mais que a simples soma das partes que a integram. Exemplificou com uma melodia, que se compõe de sons, e com uma figura, integrada por linhas e pontos. Em 1912, Max Wertheimer publicou os resultados de um trabalho experimental sobre a percepção que foi considerado o marco inicial da escola psicológica da Gestalt. Sua pesquisa consistiu em exibir objetos estáticos em rápida seqüência, de modo a produzir no observador ilusão de movimento, que ele chamou phi-fenômeno. O experimento demonstrou que a percepção se dá em relação ao todo e não quanto às partes que o integram. Assim, Wertheimer estabeleceu o estudo da percepção como ponto de partida do gestaltismo, ou psicologia da forma, baseado na premissa segundo a qual uma totalidade é determinada por leis que lhe são próprias.


Princípios fundamentais

As funções psicológicas, como memória, percepção, inteligência e emoções foram estudadas pela Gestalt de acordo com os seguintes princípios:

(1) princípio da pregnância, ou lei da boa forma, que expressa a tendência de cada estrutura de organizar-se psicologicamente da melhor maneira possível, segundo uma forma tão completa e perfeita quanto as condições o permitam;

(2) lei da boa continuidade, segundo a qual os elementos de um conjunto tendem a acompanhar uns aos outros, de maneira a favorecer a continuidade de uma linha ou de um movimento e a atingir a forma estruturalmente mais estável;

(3) lei da simetria, que estabelece que os agrupamentos simetricamente organizados tendem a ser mais facilmente perceptíveis do que os agrupamentos assimétricos;

(4) lei do fechamento, que expressa a tendência de formas imperfeitas ou incompletas de virem a se fechar ou completar para alcançar maior grau de regularidade ou estabilidade;

(5) lei do destino comum, que expressa a preferência pelo agrupamento de elementos que se movem ou se transformam numa direção comum;

(6) princípio da proximidade, segundo o qual os estímulos de maior proximidade espacial ou temporal tendem a ser agrupados;

(7) princípio da semelhança, que diz que em condições iguais, os estímulos mais semelhantes entre si, seja pela cor, tamanho, forma ou outra característica, mostram tendência a agrupar-se.


Novos rumos

Nas décadas de 1930 e 1940, os princípios da psicologia da forma estenderam-se a novos domínios, como a motivação, a psicologia social, a estética e a economia. Os principais nomes ligados a essa generalização das idéias da Gestalt foram Kurt Lewin, Solomon Asch, Rudolph Arnheim e George Katona. Esse novo rumo, no entanto, determinou o fim da Gestalt como escola psicológica, pela fusão com outras idéias da época, sem que se negasse a importância de sua existência e o valor científico de suas descobertas e a influência na história da psicologia.


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sábado, 22 de março de 2008

Livro

 

INTRODUÇÃO

Livro é o conjunto de páginas de papel, papiro ou outro material no qual se possa escrever, unidas entre si e que contenham textos, ilustrações ou música. Para ser considerado como tal, o livro tem que ter determinado número de páginas e constituir uma unidade independente, para distinguir-se das publicações periódicas. Por serem objetos portáteis e relativamente duradouros, os livros ajudaram a preservar e difundir o conhecimento.

LIVROS ESCRITOS À MÃO

Os primeiros livros consistiam em tábuas de barro que continham caracteres ou desenhos gravados com um buril. As primeiras civilizações que os utilizaram foram os povos da Mesopotâmia, entre eles os sumérios e os babilônios. Muito mais parecidos com os livros atuais eram os rolos dos egípcios, gregos e romanos, compostos por largas tiras de papiro.

Os escribas  profissionais dedicavam-se a copiá-los ou escrevê-los quando ditados por outros. Atenas, Alexandria e Roma eram grandes centros de produção de livros, e os exportavam para todo o mundo conhecido na Antigüidade.

O século IV marcou o ponto culminante de um longo processo de substituição dos incômodos rolos pelos códices, antecessores dos livros atuais. Consistiam num pequeno caderno de folhas feitas de madeira coberta de cera. Foram muito utilizados nos primórdios da liturgia cristã; a palavra "códice" faz parte do título de muitos manuscritos antigos, em especial de cópias de livros da Bíblia.

Na Europa medieval, os livros tinham frontispícios de madeira freqüentemente reforçados com peças de metal. Muitos eram cobertos com pele e, às vezes, eram ricamente adornados com trabalhos de ourivesaria; verdadeiras obras de arte, de sua confecção participavam ourives, artesãos e escribas profissionais.

No Extremo Oriente, os primeiros livros eram escritos sobre pequenas tábuas de madeira ou bambu. Outros eram formados por longas tiras de uma mistura de cânhamo e cortiça inventada pelos chineses no século II d.C.

LIVROS IMPRESSOS

No século XV ocorreram na Europa inovações tecnológicas que revolucionaram a produção de livros. A primeira foi o papel, cuja confecção os europeus aprenderam com os muçulmanos (que, por sua vez, a aprenderam com os chineses). A segunda foi a impressão baseada nos tipos móveis de metal, invento que se atribuía a Gutemberg. Em conseqüência, tanto o número de obras como o de cópias aumentou drasticamente, o que incentivou o interesse do público pelos livros.

A partir da Revolução Industrial, a produção de livros converteu-se gradativamente num processo muito mecanizado. Hoje é possível publicar grandes tiragens de aplicação de importantes avanços tecnológicos ao campo editorial.

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sexta-feira, 21 de março de 2008

Charge do Mês




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quinta-feira, 20 de março de 2008

Gastronomia no Brasil

INTRODUÇÃO

Gastronomia no Brasil é, o conjunto das receitas e os hábitos alimentares que, como acontece em outros âmbitos da vida brasileira, revela mais uma vez o fenômeno da mestiçagem. Com efeito, a gastronomia brasileira incorpora, com temperos próprios, receitas indígenas, africanas e portuguesas, muitas vezes mesclando-as e criando um novo prato. Pode-se citar, como exemplo, a caldeirada portuguesa que, enriquecida com leite de coco e azeite de dendê, transformou-se na típica moqueca. Na opinião do escritor francês Blaise Cendrars, a cozinha brasileira é uma das mais ricas do mundo, perdendo em variedade e sofisticação apenas para as cozinhas francesa e chinesa. Segundo Cendrars, a gastronomia brasileira ainda leva a vantagem de ser a síntese de três raças e três culturas diferentes.

INFLUÊNCIA INDÍGENA

Dos indígenas herdamos, principalmente, a mandioca ou mani oca, palavra que em tupi  significa “casa da madeira”. Reza a lenda que este nome tem origem na morte, por inanição, de um menino. Sua mãe enterrou-o e, à noite, recebeu a visita do “espírito da madeira” que transformou o corpo do menino nas raízes de uma planta capaz de impedir que outros índios enfrentassem o mesmo drama. Também devemos aos nativos o gosto por caju, palmito, cambuquira, taioba, tamarindo, pitanga, sapoti, jabuticaba, jambo e muitas outras frutas. O sistema agrícola indígena foi assimilado pelo caboclo que hoje vive na região amazônica. Praticando uma agricultura de subsistência, estes caboclos continuam a conservar o peixe e a carne mergulhados em gordura animal e em potes de barro bem fechados, exatamente como faziam os índios no passado.

INFLUÊNCIA AFRICANA

No Brasil colonial, as escravas africanas eram as responsáveis pela cozinha. Os negros introduziram em nossa culinária a feijoada, o mais típico dos pratos nacionais, a pimenta malagueta, o azeite-de-dendê, o camarão seco, o inhame, o quiabo e várias ervas utilizadas para condimento. A cozinha africana chegou até nossos dias e ainda pode ser apreciada, quase em sua forma original, nos pratos de santo dos rituais de candomblé.

INFLUÊNCIA PORTUGUESA

Dos portugueses, recebemos o toque da cozinha européia. A eles devemos a maior parte de nossas receitas básicas: o cozido de apreciação nacional, as especiarias, as frutas cítricas e os doces secos. O português ensinou ao brasileiro a consumir trigo, arroz, carne de boi, carneiro, porco, bacalhau, sopas, caldos, frutas (romã, marmelo, figo, amora, pêssego, cereja, manga) e hortaliças (alface, repolho, acelga, nabo).

No livro Açúcar, Gilberto Freyre acrescenta os doces feitos pelas freiras como parte da herança portuguesa, recebida por sua vez dos mouros. “O cosmopolitismo dos portugueses do século XVI serviu para enriquecer a mesa dos seus reis, dos seus bispos, dos seus fidalgos, de suas abadessas, de gulodices que só depois se propagaram por outros reinos. O cuscuz dos árabes, por exemplo. (...) Outros quitutes com aparência de brasileiros são franceses e refletem o francesismo que desde o século XVIII invadiu a cozinha portuguesa: a cabidela, por exemplo. A galinha de molho pardo”.

PRATOS REGIONAIS

No Amazonas, os pratos típicos são mixira (peixe-boi, tartaruga ou anta assados na própria banha e conservados em pote de barro bem fechado), mujanguê (mingau de ovos de tartaruga e farinha mole), paxicá (picadinho de fígado de tartaruga com sal, pimenta malagueta e limão), maniçoba (folhas socadas, cheiros, língua de vaca, cabeça de porco, chouriço e pimenta), caldeirada de pirarucu, sopa de tartaruga e macaco ensopado com inhame.

No Pará, são significativos o tacacá no tucupi (sopa de mandioca com camarão e tucupi, jambu e pimenta de cheiro), pato no tucupi, casquinho de muçuã (tartaruga pequena, temperada e assada na própria casca) e açaí.

São típicos do Ceará, a peixada (espécie de caldeirada), paçoca de carne com banana, carne-de-sol assada com pirão de leite e a cajuína, um refresco de caju.

O peixe é também o alimento mais característico do Rio Grande do Norte. Costuma ser consumido com feijão e farinha de mandioca. Os crustáceos são muito apreciados e, para se adoçar o café, usa-se mel de engenho. A bebida típica deste estado é a samboca, feita de água de coco com açúcar.

Na cozinha típica da Paraíba, estão a buchada de carneiro, o peixe seco com pirão de farinha e leite de coco, além do cuscuz de milho.

Pernambuco destaca-se pelo sarapatel (miúdos e sangue de porco ensopados), a galinha de cabidela e a carne-de-sol com feijão verde, bem como pelos diversos e açucarados doces cuja origem remonta à cozinha das suas casas grandes, como o bolo-de-rolo e o Souza leão.

O prato típico mais famoso de Alagoas é o sururu de capote, um marisco que vive na lagoa de Mundaí e é servido na própria casca.

Em Sergipe faz-se uma sopa, especialidade da região, que lembra as sopas portuguesas. Sua receita leva couve, repolho, cenoura, batata, abóbora e macaxeira. Esta sopa deve ser servida sobre pão frito em gordura.

Os pratos da Bahia, quentes e coloridos, confundem-se com a culinária nacional: vatapá, caruru, moqueca de peixe ou camarão, acarajé, abará e xinxim de galinha, entre dezenas de outros, todos de marcada influência africana.

Na região Sudeste é muito forte a presença da culinária lusitana. Apenas Minas Gerais tem uma cozinha realmente típica. O fato de Minas Gerais ter vivido um longo tempo cercado por tropas portuguesas, para evitar o contrabando do ouro, evitou o intercâmbio da cultura deste estado com a de outros estados. Como conseqüência, a cultura mineira  e, portanto, sua cozinha  é uma das que mais valoriza suas raízes, o que a torna uma das mais autênticas do Brasil. No Rio de Janeiro, capital do Império e da República por tantos séculos, é forte a influência das cozinhas portuguesa e de outros países com os quais o Brasil negociava e dos quais recebeu imigrantes. No Rio, destacam-se a feijoada, o mais típico dos pratos nacionais, e a sopa Leão Veloso. No Espírito Santo é famosa a frigideira capixaba, com peixes, mexilhões e crustáceos. Já em São Paulo apesar da cozinha cosmopolita da capital, com forte influência da tradição italiana e japonesa sobrevivem, no interior, o virado, um prato à base de feijões, e o leitão assado, iguarias degustadas desde os tempos da colonização.

No Sul, colonizado pelos alemães e italianos, são poucos os pratos com gosto nacional, como é o caso do barreado, do Paraná. O Rio Grande do Sul é responsável por um dos mais representativos pratos do Brasil, apreciado em todas as regiões: o churrasco, carne assada no calor da brasa. Também merecem registro o arroz de carreteiro, o mondongo com batatas (dobradinha) e o matambre (carne que cobre as costelas do boi).

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quarta-feira, 19 de março de 2008

Dica: perfume masculino

Animale Azul


Edt Masculino

Floral chypre


Arrojado e carismático...

Assim é animale Azul um perfume elegante como o homem que o usa.

As notas doces e cítricas se misturam com os acordes de almíscar e tonka beans numa combinação extremamente refrescante.

Uma mistura de aromas marinhos e notas de cedro que une elementos modernos e tradicionais.

Um aroma masculino, vibrante e divertido.

O vigor e o frescor intenso reunidos em um só perfume.

Suas notas combinam limão, bergamota, lavanda e folhas de violeta; hortelã, gerânio, cyclâmen e aroma de brisa marinha; âmbar, cedro, tonka beans e almíscar.

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terça-feira, 18 de março de 2008

Centro da cidade de Belo Horizonte

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Belo Horizonte foi a primeira cidade planejada do país, precisou de apenas 100 anos de história para se tornar o terceiro município mais importante do Brasil, superado apenas por São Paulo e Rio de Janeiro. Estudo divulgado na década de 1990 pela Unesco a considerou a capital com melhor qualidade de vida do país, apesar dos seus 2,5 milhões de habitantes, número esse significativamente maior do que os 200 mil previstos pelos seus projetistas.

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segunda-feira, 17 de março de 2008

Dalai Lama - O Caminho da Tranquilidade

Um ambiente espiritual criado através de rituais e regras tem um efeito poderoso sobre nossas vidas. Contudo, se nos falta a dimensão interior necessária para a experiência espiritual, os ritos perdem o sentido e transformam-se em formalidades.

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domingo, 16 de março de 2008

Papel de Parede Para Sua Área de Trabalho

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sábado, 15 de março de 2008

SVGA

 

SVGA é a sigla de Super Vídeo Graphics Array ou dispositivo gráfico super vídeo, é um termo genérico, atribuído aos circuitos eletrônicos presentes nas placas adaptadoras de vídeo dos computadores pessoais que apresentam a resolução mínima de 800 pontos na vertical e 600 pontos na horizontal.

As imagens apresentadas por adaptadores do tipo SVGA são mais nítidas que as produzidas por adaptadores comuns. Para que um adaptador desse tipo possa ser utilizado em um computador pessoal, este deve estar equipado com um monitor que aceite várias freqüências de trabalho vertical e horizontal, normalmente chamados de multiscan. Os adaptadores SVGA modernos podem atingir resoluções que chegam até 2048 pontos na vertical por 2048 pontos na horizontal. Podem ainda apresentar profundidades de cor de 32 bits, o que significa capacidade de apresentar 232 cores ao mesmo tempo no monitor.

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sexta-feira, 14 de março de 2008

Há 15 Anos Passados...

14/03/93

Vito Miracapillo retorna ao Brasil, após ter sido expulso do país, em 1980, pelo presidente João Figueiredo, com base na Lei dos Estrangeiros.

Entenda o Caso:

Padre foi expulso após denúncia de Severino em 1980

Vito Miracapillo, foi expulso do país em 31 de outubro de 1980, supostamente por se recusar a celebrar uma missa comemorativa à Independência, na paróquia de Ribeirão (100 km de Recife), onde atuava em favor dos trabalhadores rurais.

O ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti (PP), então deputado estadual, foi o autor da denúncia que levou os militares a decidir pela expulsão do religioso.

Severino formalizou a denúncia ao então ministro da Justiça, hoje deputado federal Ibrahim Abi-Ackel (PP-MG), e o presidente à época, general João Baptista Figueiredo, assinou a expulsão.

A punição foi revogada em 14 de março de 1993(Há exatos 15 anos passados). Miracapillo comemorou a decisão visitando amigos no Brasil por 20 dias.

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quinta-feira, 13 de março de 2008

Células-tronco

Nos próximos anos, o estudo das células-tronco deve permitir avanços importantes para a medicina. Elas formam o embrião logo
após a fertilização, quando ainda não existem pele, braços ou órgãos. Com o tempo elas se dividem em categorias diferentes – no
ser humano, são 210 variedades  essenciais para a criação e o funcionamento de tudo o que existe no corpo. Por essa capacidade
de dar origem a diferentes estruturas orgânicas, os pesquisadores tentam descobrir se as células-tronco tornarão possível a criação
de órgãos em laboratório.

A idéia é encontrar formas de controlar artificialmente seu desenvolvimento para produzir uma parte qualquer do organismo, seja um rim, uma região do cérebro ou certa quantidade de sangue. Essas partes novas substituiriam tecidos doentes ou danificados.
Existem estudos visando a retirada de células-tronco do paciente adulto evitando-se assim o risco de rejeição no transplante. A
utilização de células-tronco do cordão umbilical humano já é uma alternativa viável ao uso de células retiradas da medula óssea no
caso de tratamento de doenças do sangue, como leucemia. Por isso, aumentam os bancos públicos com esse tipo de sangue.

No mundo todo, o uso das células-tronco embrionárias, que comprovadamente podem se transformar em qualquer tecido do
organismo humano com exceção da placenta, ainda é controverso  isso porque, para obtê-las, é preciso destruir um embrião.
Entretanto, alguns testes com células-tronco adultas, retiradas da medula óssea, sugerem que elas poderiam ser quase tão
versáteis quanto suas contrapartes embrionárias. Em 2002, pesquisadores da Universidade de Minnesota, nos EUA, conseguiram
fazer com que células-tronco adultas de camundongos se transformassem em células musculares, hepáticas (do fígado), ósseas e neurônios. Em 2003, a grande novidade foi a produção de óvulos de camundongo a partir de células-tronco embrionárias e fora do corpo da fêmea. Elas foram cultivadas pelo americano Hans Schöler da Universidade da Pensilvânia.


Partenogênese - Uma outra linha de pesquisa visa obter células-tronco a partir da partenogênese, um tipo de reprodução
assexuada na qual uma fêmea gera filhotes a partir dos próprios óvulos, sem a contribuição do macho. Em fevereiro de 2002,
pesquisadores da Advanced Cell Technology, uma empresa de Massachusetts, conseguem que o óvulo de uma macaca se divida
por meio de um tratamento químico. Um dos pesquisadores, Jose Cibelli, agora na Michigan State University, procura transformar
células-tronco obtidas por partenogênese de primatas em células nervosas. Em maio de 2004, cientistas japoneses e coreanos
conseguem reproduzir uma fêmea de camundongo a partir de dois óvulos. Para isso, eles "apagaram" alguns genes de um dos
óvulos para que ele "parecesse" com o DNA paterno e pudesse ser combinado com o outro óvulo que permaneceu inalterado. O
objetivo de todas essas pesquisas, dizem os cientistas, não é produzir seres vivos em série, mas obter células-tronco por um
método que elimina a necessidade de embriões.

Pesquisa no Brasil - O Brasil inicia em 2004 um amplo estudo visando ao uso clínico de células-tronco retiradas da medula óssea
no tratamento de problemas cardíacos. O estudo terá três anos de duração e deve envolver 1,2 mil pacientes. O programa de
pesquisa clínica se aplica a pacientes com infarto agudo do miocárdio, cardiopatia dilatada, doença de Chagas e doenças
isquêmicas crônicas do coração. A pesquisa pioneira teve início em 2001, quando pesquisadores da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ) e do Hospital Pró-Cardíaco do Rio retiraram células-tronco da medula de 20 pacientes com problemas cardíacos
crônicos e quatro com infarto e as injetaram no músculo cardíaco. Todos apresentaram melhora no seu quadro clínico, inclusive
aqueles que estavam na fila de transplante. Depois disso, foram feitos estudos conjuntos da UFRJ e Fundação Oswaldo Cruz da
Bahia com portadores do mal de Chagas, que apresentam insuficiência cardíaca em conseqüência do inchaço no coração. A PUC do Paraná realiza experiências de reconstrução de tecido cardíaco mediante a combinação de células-tronco com células
musculares. Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto utilizam células-tronco no tratamento de diabetes
tipo 1, lúpus e esclerose múltipla. A UFRJ também está utilizando essa técnica de forma experimental contra acidentes vasculares
cerebrais (AVC). Além disso, pesquisadores da USP conseguiram fazer com que células-tronco adultas extraídas da polpa de
dentes se transformassem em vários tipos de tecidos. Entre eles, osseoblastos, ou células ligadas à formação de ossos, células
musculares e até células nervosas.

Enquanto prosseguem os estudos com células-tronco adultas no Brasil, a utilização desse material proveniente de embriões
continua paralisada pelo impasse na aprovação do projeto de lei sobre biossegurança. O projeto aprovado pelo Senado permite a
pesquisa em células-tronco de embriões obtidos por fertilização in vitro desde que congelados há mais de três anos e com a
autorização expressa dos pais. Mas o projeto deve ser reanalisado pela Câmara porque sofreu modificações no Senado.e ainda não
foi aprovado.

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quarta-feira, 12 de março de 2008

Psicologia da educação

 

INTRODUÇÃO

Psicologia da educação, aplicação do método científico no estudo do comportamento dos indivíduos e grupos sociais nos ambientes educativos. Suas áreas de interesse estão relacionadas a outras da psicologia, incluindo psicologia do desenvolvimento, psicologia social, avaliação psicológica e orientação educativa.

A partir da II Guerra mundial, os pesquisadores começaram a realizar estudos empíricos na psicologia educativa. Quando a guerra terminou, as escolas encheram pelo aumento da natalidade. Novas circunstâncias, como o movimento de reforma dos planos educativos, e uma maior preocupação com as crianças incapacitadas fomentaram o desenvolvimento deste tipo de estudo.

TEORIAS DA PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Os psicólogos educativos se interessam por fenômenos concretos como a aprendizagem, a motivação, o desenvolvimento e o ensino.

Diversas teorias do aprendizado ajudam os psicólogos de educação a compreender, predizer e controlar o comportamento humano. A teoria da atribuição descreve o papel da motivação no êxito ou no fracasso escolares, isto é, predizer o comportamento dos alunos em função de suas respostas. A teoria de Jean Piaget, que assinala distintas etapas do desenvolvimento intelectual, postula que a capacidade intelectual é qualitativamente distinta às diferentes idades e que a criança necessita de interação com o meio para adquirir competência intelectual. Por último, o estudo científico do ensino, que é bastante recente, afirma que o êxito acadêmico depende do tempo que alunos e professores dedicam ao ensino, aos conteúdos de suas matérias e da capacidade do professor para oferecer diretrizes claras.


APLICAÇÕES

Cada vez com mais freqüência, na investigação e desenvolvimento de programas educativos, existem psicólogos envolvidos que tentam fazer com que os planos de estudo e os exames se adeqüem aos objetivos pedagógicos específicos. As técnicas de psicologia educativa são empregadas, também, em programas de formação de professores. Da mesma forma, os princípios de mudança de comportamento se aplicam a numerosos problemas educativos.

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terça-feira, 11 de março de 2008

Kitaro - Estrella

kitaro - 01estrella

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segunda-feira, 10 de março de 2008

Kenzaburo Oe

(...)
“Os mortos continuavam confabulando em voz carregada e compacta e essas inúmeras vozes se mesclavam dificultando a sua
capacitação. Vez por outra, todos se calavam na quietude e logo retornava a algazarra. Esta se intensificava numa lentidão irritante, se
retraía e novamente voltava a quietude. Um dos corpos girava sobre si com vagar e de ombros mergulhava na profundeza
do líquido. Por um instante, apenas seu braço enrijecido ficava exposto sobre a superfície e o corpo retornava calmamente à tona.
Eu e a estudante descemos com o supervisor da sala de anatomia ao subsolo do grande auditório da Faculdade de Medicina, através
de uma escura escadaria. As solas umedecidas dos sapatos escorregavam nos frisos de metal já gastos da escadaria e toda vez que
isso ocorria, a estudante emitia breves exclamações.”

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domingo, 9 de março de 2008

Microsoft corporation - Final

DESENVOLVIMENTOS RECENTES

Em meados dos anos 90, a Microsoft começou a aumentar sua participação em indústrias de mídia, entretenimento e comunicações, criando a Microsoft Network, em 1995, e a MSNBC, em 1996. Ainda em 1996, a Microsoft lançou o Windows CE, um sistema operacional para computadores portáteis de bolso. Em 1997, a Microsoft pagou 425 milhões de dólares para adquirir a WebTV Networks, fabricante de dispositivos de baixo custo para conectar televisões à Internet. Nesse mesmo ano, a Microsoft investiu 1 bilhão de dólares na Comcast Corporation, uma operadora norte-americana de televisão a cabo, em uma tentativa de expandir a disponibilidade de conexões de alta velocidade com a Internet.

No fim de 1997, o Departamento de Justiça acusou a Microsoft de violar o acordo de 1994, ao exigir que os fabricantes de computadores que tivessem instalado o Windows 95 também incluíssem o Internet Explorer, o software da Microsoft para navegar na Internet. O governo afirmou que a Microsoft estava tirando proveito ilegal de seu poder no mercado de sistemas operacionais para computadores para obter o controle do mercado de navegadores da Internet. Em resposta, a Microsoft alegou que deveria ter o direito de aumentar a funcionalidade do Windows integrando recursos relacionados com a Internet ao sistema operacional. Ainda no fim de 1997, a empresa de informática Sun Microsystems processou a Microsoft, alegando que esta havia aberto uma brecha no contrato para uso da linguagem de programação universal Java da Sun ao apresentar aperfeiçoamentos somente do Windows. Em novembro de 1998, um tribunal do distrito federal retomou uma decisão contra a Microsoft que havia sido arquivada pela Sun naquele ano. A decisão forçava a Microsoft a revisar o software para que atingisse padrões de compatibilidade com a linguagem Java da Sun. A Microsoft apelou da sentença.

A Microsoft chegou a um acordo temporário com o Departamento de Justiça, em relação ao caso antitruste no começo de 1998, ao permitir que fabricantes de computadores portáteis oferecessem uma versão do Windows 95 que não incluía o acesso ao Internet Explorer. Entretanto, em maio de 1998, o Departamento de Justiça e 20 estados moveram amplos processos por antitruste que acusavam a Microsoft de conduta anticompetitiva. Os processos tentavam forçar a Microsoft a oferecer o Windows sem o Internet Explorer ou a incluir no produto o Navigator, um navegador concorrente fabricado pela Netscape Communications Corporation. Os processos também ameaçavam alguns contratos e estratégias de preços da empresa.

Em junho de 1998, a Microsoft lançou o Windows 98, que dava destaque a recursos integrados com a Internet. No mês seguinte, Gates nomeou Steve Balarem, vice-presidente executivo da Microsoft para ocupar o cargo de presidente e assumir a supervisão da maioria das operações comerciais da empresa.

O processo federal por antitruste movido contra a Microsoft começou em outubro de 1998. Executivos da Netscape, da Sun e de várias outras empresas de hardware e software para computadores testemunharam a respeito de seus acordos comerciais com a Microsoft. Em novembro de 1999, o juiz do tribunal do distrito federal que presidia a audiência do caso antitruste publicou sua sentença, em que declarava que a Microsoft possuía um monopólio no mercado de sistemas operacionais. Em abril de 2000, o juiz decidiu que a empresa havia violado a lei antitruste ao se envolver com táticas que desencorajavam a concorrência. A Microsoft decidiu apelar da decisão do juiz.

Em 1999, a Microsoft pagou 5 bilhões de dólares à empresa de telecomunicações AT&T Corp. para que usasse o sistema operacional Windows CE em dispositivos criados para fornecer serviços de televisão a cabo integrada, telefonia e Internet de alta velocidade aos consumidores. Ainda em 1999, a empresa lançou o Windows 2000, a última versão do sistema operacional Windows NT. Em janeiro de 2000, Gates transferiu o título de superintendente para Ballmer, mudança esta que permitiu que Gates se dedicasse ao desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.

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sábado, 8 de março de 2008

Microsoft Corporation - Parte 1

INTRODUÇÃO

Microsoft Corporation é a principal empresa norte-americana de softwares para computadores, a Microsoft desenvolve e vende uma gama de softwares para empresas e consumidores em mais de 50 países. Seus sistemas operacionais Windows para computadores portáteis são os mais usados do mundo. A sede da Microsoft está localizada em Redmond, Washington.

Outros produtos bem conhecidos da Microsoft incluem o Word, um processador de texto; o Excel, um programa de planilhas; o Access, um programa de banco de dados; e o PowerPoint, um programa para preparar apresentações comerciais. Esses programas são vendidos separadamente e como parte do Office, um conjunto de softwares integrados. A empresa também fabrica o BackOffice, um conjunto de produtos de servidores integrados para empresas. O Microsoft Internet Explorer permite que os usuários naveguem pela World Wide Web. Entre os outros produtos da empresa, encontram-se aplicativos de referência, incluindo a Enciclopédia Encarta; jogos; softwares financeiros; linguagens de programação para o desenvolvimento de softwares; dispositivos de entrada, tais como dispositivos apontadores e teclados; e livros relacionados a computadores.

A Microsoft opera a Microsoft Network (MSN), uma coleção de sites de notícias, viagens, finanças, entretenimento e informações na Web. A Microsoft e a National Broadcasting Company (NBC) operam em conjunto a MSNBC, um canal de televisão a cabo 24 horas no ar, com noticiários, debates e informações, além de um site associado.

FUNDAÇÃO

A Microsoft foi fundada em 1975 por Bill Gates e Paul Allen. Os dois trabalhavam juntos nos tempos do ginásio devido ao hobby de fazer programações no computador PDP-10 original da Digital Equipment Corporation. Em 1975, a revista Popular Electronics deu destaque a uma reportagem de capa sobre o Altair 8800, o primeiro computador portátil. O artigo inspirou Gates e Allen a desenvolver a primeira versão da linguagem de programação BASIC para o Altair. Eles licenciaram o software para a Micro Instrumentation and Telemetry Systems (MITS), o fabricante do Altair, e formaram a Microsoft (originalmente Micro-soft) em Albuquerque, Novo México, para desenvolver versões de BASIC para outras empresas de informática. Os primeiros clientes da Microsoft incluíam firmas de hardware recém-criadas, tais como a Apple Computer, fabricante do computador Apple II; a Commodore, fabricante do computador PET; e a Tandy Corporation, fabricante do computador Radio Shack TRS-80. Em 1977, a Microsoft lançou seu segundo produto de linguagem, o Microsoft FORTRAN, e, logo depois, lançou versões de BASIC para os microprocessadores 8080 e 8086.

MS-DOS

Em 1979, Gates e Allen transferiram a empresa para Bellevue, Washington, um subúrbio de sua cidade natal em Seattle. (A empresa mudou para a sede atual em Redmond em 1986.) Em 1980, a International Business Machines Corporation (IBM) escolheu a Microsoft para escrever o sistema operacional para seu computador portátil, que seria lançado no ano seguinte. Como não dispunha de muito tempo, a Microsoft comprou o QDOS (Quick and Dirty Operating System) do programador Tim Paterson, de Seattle, por 50 mil dólares e o renomeou como MS-DOS (Microsoft Disk Operating System). Fazia parte do contrato com a IBM uma cláusula, que permitia que a Microsoft licenciasse o sistema operacional para outras empresas. Até 1984, a Microsoft já havia licenciado o MS-DOS para 200 fabricantes de computadores portáteis, o que tornou o MS-DOS o sistema operacional padrão para computadores portáteis e propiciou o imenso crescimento da Microsoft na década de 1980.

SOFTWARES DE APLICATIVOS

À medida que as vendas do MS-DOS decolavam, a Microsoft começou a desenvolver aplicativos comerciais para computadores portáteis. Em 1982, a empresa lançou o Multiplan, um programa de planilhas, e, no ano seguinte, lançou um programa processador de texto, o Microsoft Word. Em 1984, a Microsoft era uma das únicas empresas de software constituídas para desenvolver softwares de aplicativos para o Macintosh, um computador portátil desenvolvido pela Apple Computer. O primeiro programa de suporte da Microsoft para o Macintosh foi um enorme sucesso para o software de aplicativo dessa empresa, que incluía o Word, o Excel e o Works (um conjunto de softwares integrados). No entanto, o Multiplan para MS-DOS esbarrou no popular programa de planilhas Lotus 1-2-3, fabricado pela Lotus Development Corporation.

WINDOWS

Em 1985, a Microsoft lançou o Windows, um sistema operacional que ampliava os recursos do MS-DOS e empregava uma interface de usuário gráfica. O Windows 2.0, lançado em 1987, melhorou o desempenho e ofereceu um novo visual. Em 1990, a Microsoft lançou uma versão ainda mais potente, o Windows 3.0, que foi seguida pelos Windows 3.1 e 3.11. Essas versões, que vinham pré-instaladas na maioria dos novos computadores portáteis, tornaram-se rapidamente os sistemas operacionais mais amplamente usados. Em 1990, a Microsoft se tornou a primeira empresa de softwares para computadores portáteis a atingir o recorde de 1 bilhão de dólares em vendas anuais.

Quando o domínio da Microsoft cresceu no mercado de sistemas operacionais para computadores portáteis, a empresa foi acusada de práticas de monopólio comercial. Em 1990, o Federal Trade Commission (FTC) começou a investigar a Microsoft devido à acusação de práticas anti-competitivas, mas não conseguiu chegar a uma decisão e abandonou o caso. O Departamento de Justiça dos Estados Unidos continuou a investigação.

Em 1991, a Microsoft e a IBM deram fim a uma década de colaboração, ao seguirem diferentes rumos no tocante à geração seguinte de sistemas operacionais para computadores portáteis. A IBM escolheu continuar usando o sistema operacional OS/2 (lançado em 1987 pela primeira vez), que até então formava uma joint venture com a Microsoft. A Microsoft optou por desenvolver o sistema operacional Windows, para que este ficasse cada vez mais potente. Em 1993, a Apple perdeu uma ação judicial por violação de copyright para a Microsoft, que alegava que o Windows havia copiado ilegalmente o projeto de interface gráfica do Macintosh. O julgamento foi, posteriormente, defendido por um tribunal de apelação.

Em 1993, a Microsoft lançou o Windows NT, um sistema operacional para ambientes de negócios. No ano seguinte, a empresa e o Departamento de Justiça chegaram a um acordo que exigia que a Microsoft alterasse a forma como o software de sistema operacional era vendido e licenciado para fabricantes de computadores. Em 1995, a empresa lançou o Windows 95, que dava destaque a uma interface simplificada, multitarefas, entre outros aperfeiçoamentos. Estima-se que 7 milhões de cópias do Windows 95 tenham sido vendidas nas sete primeiras semanas de lançamento do produto.

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sexta-feira, 7 de março de 2008

Humor da Quinzena

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quinta-feira, 6 de março de 2008

Gastronomia em Portugal

 

A cozinha em Portugal é antiga e revela, em seus pratos, a pobreza que, durante alguns séculos, o país viveu. Apesar da característica fartura de sua cozinha tradicional, Portugal aprendeu a utilizar sobras para criar novas receitas, todas nutritivas e calóricas, porém rústicas. A cozinha portuguesa sofreu forte influência árabe  e os famosos doces conventuais, entre eles a barriga de freira e o pastel de Belém, são exagerados em açúcar de cana, planta introduzida na península pelos mouros. Os vinhos apresentam a característica de serem produzidos com castas de uvas existentes apenas em Portugal, permitindo que a bebida tenha corpo, aroma e sabor inconfundíveis. Entre esses vinhos destacam-se o frisante verde, produto tipicamente português, e o do Porto. Durante o período das grandes navegações a culinária lusitana foi difundida pelos cinco continentes. Em contrapartida, assimilou algumas características dos povos conquistados: o cravo e a canela, fartamente usada em receitas doces, são especiarias asiáticas.

Existem três vertentes culinárias em Portugal: da região central, que abrange Lisboa, Coimbra e Aveiro; da região Norte, a que mais influenciou a cozinha brasileira já que esta é a região de origem da maioria dos emigrantes  do grande movimento migratório do final do século XIX, e a do Sul, especialmente rica em receitas à base de peixes e frutos do mar. Cada uma destas cozinhas tem suas próprias características, muito embora, em todas, esteja presente o que se convencionou chamar de gosto português: bacalhau, peixes, frutos do mar, carne de porco, vinho e doces. A sopa tem forte presença na culinária lusitana. Além do conhecido caldo-verde, originário da região do Minho, há a sopa-de-pedra. Hoje, a pedra ainda é colocada na panela por tradição, embora, no interior do país, diga-se que ela ajuda a manter, no inverno, o calor adequado ao prato. Conta a lenda que a sopa–de-pedra foi inventada por um monge que pediu um prato de comida em uma casa pobre. Ao ouvir que ali nada havia para comer, ele se dispôs a fazer uma sopa com uma pedra que colocou para ferver na água e sal. Aos poucos, o monge pedia à dona de casa variados ingredientes que, por ventura, ainda sobrassem na casa: um pedaço de toucinho, batatas, algumas folhas de couve, um resto de lingüiça, vagens. No final, abriu um ovo para cozinhar na mistura e surpreendeu os anfitriões pela sabor e consistência do caldo que conseguira fazer com a pedra. Famosa, também, é a sopa de castanhas de Trás-os-Montes, feita de castanhas secas, feijão e arroz. A receita da sopa do sul confunde-se com uma receita espanhola: gaspacho, um caldo frio de tomate.

Cada região portuguesa criou receitas que, com o tempo, se espalharam pelo país. Do Sul, principalmente o Algarve, vieram as caldeiradas, as lulas recheadas, o atum acebolado e as sardinhas assadas. O Norte elaborou os pratos de cordeiros, cabritos, carnes de caça, o cozido e a truta de barroso, frita no bacon e servida com a batata cozida. Da região central são típicas muitas receitas de bacalhau, além de salmonetes, lagostas, caranguejos, ostras, trilhas e toda uma variedade de alimentos do mar.

A carne de porco e os enchidos carne e sangue, salgados ou defumados, misturados com variados temperos e colocados em tripa de porco, comida que o Brasil incorporou a tal ponto que serve de base à feijoada  também variam de uma região para outra. No Sul e Alentejo é famoso o chouriço, o presunto pata negra e as lingüiças. No Norte destaca-se a morcela ou chouriço de sangue do porco; na região central, o leitão à bairrada, assado no forno de lenha, é o prato mais tradicional.

A gastronomia portuguesa é, porém, muito mais. Os doces também são famosos pelo paladar e fartura de ovos e açúcar. No Norte, a torta de Viana influenciou a receita do bolo-de-rolo pernambucano. São, também, do Norte o toucinho do céu e os papos de anjo, cujos nomes apontam a origem conventual  durante séculos suas receitas foram propriedade de freiras cristãs. No Sul é popular o bolo podre, cujo nome tem origem desconhecida mas, diz a lenda, serve para não despertar a gula de quem não conhece o paladar desta iguaria à base de mel. Deve-se à doçaria da região central a criação das queijadas de Sintra, do pastel de nata e do arroz doce.

Atualmente, com as descobertas médicas de que alguns ingredientes do vinho tinto e do óleo existente no alho ajudam a combater doenças cardíacas, especula-se que o povo português voltou-se instintivamente para o consumo do alho e do vinho para compensar a grande quantidade de gordura animal que ingeria. Sendo esta teoria certa ou não, o vinho é presença obrigatória em todas as refeições. O vinho português tem características próprias de acidez, não só pelas castas únicas, mas, também, pelo tipo de solo em que as uvas nascem. Além dos tradicionais tinto e branco, Portugal produz o vinho verde, que deve ser consumido jovem, e o tradicional Porto. As uvas do vinho do Porto são colhidas 18 meses depois de plantadas. Depois, são esmagadas e levadas à fermentação, iniciando o processo de produção do vinho que, seis meses depois, é engarrafado. Matura por, no mínimo, 15 anos antes de chegar ao comércio. A fama dos vinhos da ilha da Madeira  remonta ao século XVI, quando os navios aportavam na ilha principal  para recolher os barris com o produto que salvava os marinheiros do escorbuto. A doçura excessiva dos vinhos desta ilha é fruto de um acaso. No século XVII, um carregamento passou anos abandonado no porão de um navio. Quando foi resgatado, seu sabor era delicado e naturalmente doce. Desde então, os vinhos da Madeira envelhecem anos, em barris de carvalho. A Madeira produz quatro tipos de vinho: sercial, verdelho, bual e malmsey. Existem registros de um vinho da Madeira, safra de 1772, que foi consumido, em perfeitas condições, no século XX.

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