domingo, 30 de setembro de 2007

Cidades históricas brasileiras - Final

Mesmo a cidade do Rio de Janeiro (fundada em 1565, mas hoje com funções mais diferenciadas e modernas) conserva um quadrilátero histórico no seu centro, ocupado por ruas estreitas mas retas que vão da Praça 15 ao Campo de Santana.

À medida que o litoral foi sendo ocupado e o interior vasculhado por bandeirantes e sesmeiros que fincaram seus currais para criarem gado, surgiram novos arraiais e vilas que hoje são consideradas históricas. Ainda no sertão do nordeste temos Caxias, antiga Aldeias Altas (empório do algodão e eixo obrigatório de comunicação entre o nordeste litorâneo e a Amazônia); Icó, no interior do Ceará, e Oeiras, antiga Vila do Moxa, no Piauí, todas marcos de penetração dos criadores de gado. Embora mais simples, com construções menos imponentes, essas cidades do sertão guardam o aspecto primitivo que testemunha a época em que foram construídas. Ao circundar a grande Praça da Matriz, estão o Fórum e a Cadeia e Câmara, os "sobrados" dos homens ricos e, mais distantes, as grandes fazendas de algodão e gado.

No extremo oeste, no norte e na região sul, algumas cidades históricas foram marcos da expansão portuguesa, estruturadas a partir de um forte militar para servirem de símbolos de um poder real distante, como foi caso de Óbidos, na região onde o rio Amazonas é mais estreito, que conserva seu casario colonial junto ao forte de Pauxis (de 1697) e ruínas da fortaleza de Gurjão; a cidade de Tabatinga, na fronteira oeste do rio Amazonas, surgida com o forte de São Francisco Xavier da Tabatinga, ou Guajara-mirim com o Forte Príncipe da Beira, junto à fronteira atual com a Bolívia (o forte está hoje na Reserva Biológica do Guaporé) e, no extremo sul, a cidade do Rio Grande, fundada em 1696 por casais açorianos, onde se conserva um belo casario antigo.

Na região sudeste se destaca a cidade de Parati, no sul do estado do Rio de Janeiro, porto fundado no século XVI por onde entravam escravos africanos e saíam os produtos coloniais, primeiro, e depois o ouro de Minas, época em que a cidade alcançou seu maior esplendor. A abertura do chamado "caminho novo", em 1725, retirou esse produtivo comércio do seu cais, e a proibição do tráfico de escravos, em meados do século XIX, lhe deu o golpe definitivo ao eliminar sua mais lucrativa atividade marítima. A cidade permaneceu isolada das principais rotas comerciais marítimas ou terrestres até a década de 1960, quando a abertura da estrada Rio-Santos a integrou aos circuitos turísticos. Esse período de isolamento, no entanto, permitiu que se conservasse a bela arquitetura colonial que caracteriza o bairro antigo da cidade.

Outro caso particular, se bem menos antigo, é o da cidade de Vassouras, no vale do rio Paraíba do Sul, testemunha da riqueza gerada no século XIX pelas plantações de café da região. As casas grandes das fazendas e as residências urbanas dos barões do café são exemplos bem conservados da arquitetura ostentosa mas severa que caracterizou o ciclo cafeeiro.



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sábado, 29 de setembro de 2007

Cidades históricas brasileiras - Parte 1

Cidades históricas brasileiras é a designação de uma série de núcleos urbanos brasileiros que em geral datam dos primórdios da colonização portuguesa.

Nelas se conservam não só uma magnífica arquitetura religiosa barroca colonial, como expressivos expoentes arquitetônicos do poder civil e um casario em geral uniforme, com belas obras de cantaria, além do arruamento em formato de xadrez (quando o sítio geográfico o permitia) e o calçamento de ruas com pedras denominadas "pé de moleque".

A construção das cidades coloniais obedecia a normas rígidas, estabelecidas pelo governo português, quanto à presença dos grandes marcos estruturantes de poder: a grande Praça Central onde conviviam a Igreja Matriz símbolo do poder religioso; a Casa da Cadeia e Câmara símbolo do poder civil, o pelourinho para castigo dos criminosos e açoite dos escravos, ao mesmo tempo que símbolo de uma cidade, colocado no centro da Praça da Matriz, e o mercado símbolo do comércio colonial.

A preservação dessas cidades dependeu de uma série de fatores, freqüentemente entrelaçados. Em primeiro lugar, o esgotamento de suas fontes de riqueza, como no caso das exauridas minas de ouro das cidades mineiras. O empobrecimento de seus habitantes manteve a maior parte dessas cidades "congeladas" no tempo, por não possuírem recursos para uma eventual modernização. Paralelamente, essa situação fez com que não houvesse ali a especulação imobiliária que caracteriza os centros em desenvolvimento, acentuando o imobilismo arquitetônico. Sobrevivendo em condições econômicas semelhantes às da primeira metade do século passado, não exigiam obras públicas nem de infra-estrutura que lhes mudassem o aspecto. Por vezes, a simples abertura de novas estradas ou criação de novos portos desviava os fluxos comerciais, como aconteceu com Parati e muitas cidades do nordeste. Finalmente, quando o crescimento econômico da segunda metade do século XX começou a eliminar esses bolsões isolados, a presença e ação de órgãos como o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, criado na década de 30) permitiu preservar alguns dos elementos mais importantes e significativos, promovendo um inventário dos grandes conjuntos de imóveis ou prédios isolados com valor histórico e arquitetônico.

O nordeste do Brasil, berço da primitiva colonização, é o mais rico em número de cidades consideradas históricas. Junto ao litoral, destacam-se as cidades de Olinda, considerada Patrimônio Cultural da Humanidade, e Igaraçu, em Pernambuco; a de Salvador, (que embora cidade moderna, convive com sítios históricos como o do Pelourinho, tombado pela Unesco); João Pessoa, antiga Filipéia de Nossa Sra. das Neves; Natal (a cidade baixa, onde está o forte dos Reis Magos, datado de 1695, conservado pelo Patrimônio); São Luís, a cidade fundada pelos franceses e transmudada em cidade dos azulejos portugueses ainda no século XVII, hoje considerada pela Unesco Patrimônio da Humanidade, bem como Alcântara, sua vizinha, bela e melancolicamente descrita por Josué Montello em A noite sobre Alcântara. Há ainda cidades menores, como São Cristóvão do Rio de Sergipe, na antiga Capitania Real da Bahia de Todos os Santos, junto ao rio Vaza-Barris; Penedo, com um casario colonial muito bem conservado e emoldurada pelo rio São Francisco; Aquiraz, erguida em 1699 no litoral do Ceará, onde suas 300 casas conservam até hoje seu aspecto colonial.

Todas guardam certos aspectos uniformes da cidade colonial portuguesa: belos exemplares de igrejas com seus retábulos de madeira, interiores ricamente esculpidos, santos de madeira de tamanho natural e exteriores sóbrios e retos, com a simplicidade exterior característica do nosso barroco. Datam da época de grandeza do açúcar (século XVI-XVII), do algodão e gado (século XVII) ou foram marcos de ocupação estratégica (contra os indígenas, franceses, holandeses, ingleses) que, quando não foram revitalizadas no século XIX, sofreram uma grande decadência, perdendo-se prédios de valor inestimável.

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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

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quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Liberais e conservadores têm cérebros diferentes

Pesquisadores norte-americanos sugerem que a decisão de mudar ou não um hábito depende do modo como os neurônios agem
O modo de agir de uma pessoa liberal e de alguém conservador não depende apenas das convicções em relação à vida. O comportamento diferente ocorre porque seus neurônios reagem de modo distinto diante de uma decisão difícil.
Essa é a conclusão de um estudo publicado na revista "Nature Neuroscience". O trabalho, feito por pesquisadores da Universidade de Nova York, sugere que os liberais são mais propensos que os conservadores a reagir diante de pistas que sinalizam a necessidade de mudar uma reposta habitual.
A análise dos cientistas levou em conta ações do dia-a-dia e não posturas políticas. A idéia era testar se as decisões mais maleáveis e tolerantes dos sujeitos que se autodeclaram liberais e os julgamentos mais persistentes dos ditos conservadores têm eco no cérebro.
Segundo a equipe, liderada por David Amodio, do Centro de Ciência Neuronal da universidade, as diferenças na hora de tomar decisões estão relacionadas a um processo conhecido como monitoramento de conflito um mecanismo que detecta quando uma resposta padrão não é apropriada para uma nova situação.

Caminho de casa

Para descobrir como isso ocorre os pesquisadores trabalharam com um grupo de 43 voluntários que responderam a uma série de questões enquanto tinham seu cérebro monitorado por eletroencefalogramas.
Uma das perguntas era sobre o caminho feito do trabalho para casa. "As pessoas costumam voltar pelo mesmo caminho, todos os dias, até que isso se torne um hábito e não seja preciso pensar muito sobre ele", explicou Amodio. "Mas, ocasionalmente, a rua está em obras, e temos que romper com uma resposta habitual para processarmos a nova informação."
Com o eletroencefalograma, foi possível medir as diferenças neuronais da nova realidade. Nas pessoas classificadas como liberais, a atividade cerebral foi significativamente maior na área do cérebro conhecida como córtex cingulado anterior que está ligado ao processo de auto-regulação do controle de conflitos- quando a situação hipotética pedia uma mudança na rotina. Os conservadores foram menos flexíveis e se negavam a mudar velhos hábitos.
O controle de conflitos provavelmente tem origem na herança genética, mas as orientações liberais ou conservadoras são determinadas principalmente pelo ambiente que cerca o indivíduo, explica Amodio.

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quarta-feira, 26 de setembro de 2007

COMO REZAM AS DIFERENTES RELIGIÕES DO MUNDO?

A prece é um elemento universal da espiritualidade humana, encontrada em todas as tradições religiosas. Cada uma delas segue seus próprios rituais, mas o objetivo é o mesmo: comunicar-se com a divindade, em uma atitude de devoção e máximo respeito. "Antes mesmo de existirem sistemas de crença constituídos, o ser humano proferia palavras de apelo ao Criador, sempre com o sentido mágico de obter paz interior e alívio para o sofrimento", diz a antropóloga Liana Maria Sálvia Trindade, da Universidade de São Paulo (USP), especializada no estudo das religiões. Conforme a doutrina, o rito pode incluir ainda adereços especiais. No Judaísmo, por exemplo, é obrigatório o uso do solidéu.
"O homem tem que ser humilde diante de Deus, jamais pode mostrar a cabeça dentro da sinagoga ou quando reza", diz o rabino Yekuda Busquila, da Congregação Israelita de São Paulo. Os muçulmanos, por sua vez, pedem graças ao Criador depois de rezar, ato que, entre eles, obedece a uma série de regras. O fiel tem que orar sempre voltado para a Meca, cidade da Arábia Saudita onde está seu principal santuário. Além disso, só é permitido rezar em locais limpos, daí a utilização de um pequeno tapete. "Ele pode ser carregado para qualquer parte e é uma garantia de que se está rezando sobre um local puro, já que o dono do tapete sabe que ele está limpo", explica o xeique Ali Abdune, presidente da Assembléia Mundial da Juventude Islâmica. Já no Catolicismo, o ritual pode ser feito tanto em particular quanto na igreja, durante a missa. Ao final da prece, é obrigatório fazer o sinal da cruz. "Jesus Cristo ensinou assim e por isso devemos seguir esse preceito", afirma o padre Eduardo Coelho, da Arquidiocese de São Paulo.
No Budismo, a oração busca não só aproximar o homem de uma realidade superior, como ajudar o praticante a desenvolver qualidades típicas do Buda como a calma, a alegria e o amor. "É uma forma de trazer bênçãos protetoras para o dia-a-dia, apesar de nem todas as vertentes do Budismo adotarem a prece", diz Peter Harvey, professor de Estudos Budistas da Universidade de Sunderland, na Inglaterra.
Sua religião-mãe, o Hinduísmo, também não prevê uma forma única de orar. Para eles, a prece é importante, mas não obrigatória. "Nessa conversa mental com a divindade, o hindu fecha os olhos para que todos os seus sentidos fiquem voltados para seu mundo interior. Assim, ele pode ascender a patamares mentais superiores", afirma Swami Nirmalatmananda, presidente do templo Hama Krishna Vedanta, em São Paulo.

Apelo ao divino

BUDISTAS
Tanto em casa quanto no templo, a prece é feita diante de um relicário com a imagem de Buda, cercado de velas, incenso e flores. Para rezar, o budista junta as mãos, se ajoelha e se curva três vezes diante da imagem. Depois, faz as oferendas (flores, velas e alimentos), que simbolizam o ciclo da vida, a luz dos ensinamentos e a gratidão

CATÓLICOS
A religião contém duas orações básicas; o Pai Nosso e a Ave Maria. Muitas vezes, o fiel reza com o rosário de 165 contas, correspondente a 15 vezes a primeira prece e 150 a segunda. Ao terminar, faz o sinal da cruz. O católico geralmente reza ajoelhado, com as mãos unidas

JUDEUS
As preces estão na chamada Torá, o livro sagrado do Judaísmo, e podem ser seguidas pelo pedido de perdão, feito diretamente a Deus, sem intermediários. Sentado no banco da sinagoga, cada fiel tem seu próprio livro de orações. Conforme a seqüência de preces, ele alternadamente levanta-se e se ajoelha, depois volta a sentar. Os homens têm de usar uma pequena touca, o solidéu, em sinal de respeito a Deus

HINDUÍSTAS
Não existem regras no Hinduísmo, mas em geral o devoto reza sentado sobre uma almofada na famosa posição de lótus: com as pernas cruzadas e a coluna e a cabeça eretas. Antes de iniciar a prece, ele fecha os olhos e coloca as mãos sobre as pernas. Alguns usam um rosário de 108 contas

MUÇULMANO
O fiel deve rezar todo dia em cinco horários: 5:00, 12:30, 16:00, 18:30 e 20:00. Para isso, ele entra na mesquita sem sapatos e se encaminha à Sala de Oração, que ocupa a ala de um jardim aberto. No centro do jardim, fica o poço de purificação, para ele se lavar antes da prece. No muro que dá para Meca há um nicho, o mihab, que indica a direção para a qual se deve rezar. Durante a oração, o fiel se inclina para a frente, prostrado no chão, em sinal de respeito ao Criador. A testa toca o tapete especial para esse ritual (cada um deve ter o seu e cuidar de mantê-lo sempre bem limpo)

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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Papel de Parede Para o Seu Desktop


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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Z530i

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domingo, 23 de setembro de 2007

NOS CONFINS DO TEMPO - FINAL

Do menor para o maior

1 ano
Qual o maior intervalo de tempo que se pode medir no Universo? A resposta a essa pergunta deve começar com os seres vivos, cuja existência é relativamente curta; mas em seguida é preciso pensar nas estrelas, que vivem muito tempo. A unidade é sempre o ano, o período que a Terra consome para dar uma volta completa em torno do Sol, num percurso de 1,35 bilhão de quilômetros.

102
Entre os animais superiores, apenas alguns vivem mais de 100 anos, como o homem, em casos excepcionais, e as tartarugas, que chegam a 200 anos. Algumas árvores, como a sequóia americana, se aproximam dos 5 mil anos de idade.

104
Dez mil anos medidos no passado indicam a época em que apareceram as primeiras cidades, como, por exemplo, Jericó, na Palestina, citada na Bíblia. Ao fim de 10 mil anos, um caramujo que se deslocasse à velocidade de 100 metros por hora teria viajado 9,5 milhões de quilômetros. Isso é bem além da Lua, que fica a cerca de 400 mil quilômetros da Terra, mas não o suficiente para o imaginário caramujo desembarcar em algum planeta.

106
Para chegar à origem do gênero humano seria preciso recuar no tempo mais de 1 milhão de anos, quando vivia o Homo erectus, um ancestral que sabia usar fogo e fabricar instrumentos de pedra um pouco menos primitivos do que os do Homo habilis, que o antecedeu na escala evolutiva. Depois de viajar 1,5 milhão de anos, o caramujo imaginário alcançaria o planeta Saturno.

108
Antes de os mamíferos ocuparem o planeta, os seres dominantes eram os répteis, cujos representantes modernos são os jacarés, as cobras e os lagartos. Mas, há 100 milhões de anos, os reis da Terra eram os dinossauros, cuja extinção é um dos maiores mistérios da história da vida na Terra e motivo de intermináveis discussões entre os cientistas. Nesse intervalo de tempo, o caracol imaginário viajaria muito além de todos os planetas conhecidos e estaria cruzando a região povoada por pequenas pedras de gelo, nas fronteiras do sistema solar, onde nascem os cometas e por onde começa a passear a nave espacial Pioneer 10.1010
A escala de 10 bilhões de anos serve para medir a idade presumível do Universo. Os físicos chegaram a essa ordem de grandeza tomando como referência as transformações radioativas dos átomos na Terra e a composição química das estrelas, analisada a partir da luz que elas emitem. Os estudos indicam que o Universo tem no máximo 20 bilhões de anos, o maior intervalo de tempo já decorrido. Mesmo assim, a aventura do lerdo caramujo o teria levado apenas à metade da distância da estrela mais próxima, Alfa Centauri, a 4 anos-luz da Terra.

1020
Quando se multiplica a idade do Universo por dez bilhões, o período obtido é imenso - bastante descomunal para que as estrelas tenham desaparecido. Mais cedo ou mais tarde, com efeito, todas elas desmoronam sob o próprio peso. A gravidade nesses escombros é tão alta que os novos astros resultantes, chamados pulsares, são formados por partículas nucleares, os nêutrons. Eles estão de tal modo compactados que uma estrela do tamanho do Sol ficaria reduzida a uma esfera com um raio equivalente ao do centro de São Paulo, cerca de 3 quilômetros. Em alguns casos, os próprios nêutrons seriam esmagados, transformando a estrela em um buraco negro. Nessa época, finalmente, o caramujo chega aos confins do Universo conhecido.

1030
Enfim, toda a matéria do Universo termina dentro de buracos negros. Apenas uma ou outra pequena estrela, já morta, vaga, solitária, entre os grandes vórtices negros que a essa altura perfuram a estrutura do espaço por todos os lados. São abismos pelos quais se pode "cair fora" do mundo. Para onde, a Ciência ainda não sabe dizer. Logo em seguida, as partículas pesadas, como os prótons, começam a se desintegrar, fragmentando-se em partículas mais leves, como os elétrons.

1065
No tempo de 1065 anos, os próprios buracos negros começam a evaporar-se rumo à "morte térmica", que parece ser o destino final do mundo. De acordo com a lei segundo a qual o calor sempre corre dos corpos mais quentes para os mais frios - e nunca no sentido inverso, toda a matéria terminará por se transformar em simples radiação. Isto é, uma forma de matéria desestruturada, monotonamente distribuída por igual. Depois de virtualmente incontáveis milênios, a radiação pode voltar a se concentrar em buracos negros mas apenas para tornar a escapar em seguida. Os físicos imaginam incríveis períodos de tempo, estendendo-se até 102 000 anos, onde nada mais acontece. E um retrato desolador do que a Ciência pensa ser a eternidade.

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sábado, 22 de setembro de 2007

NOS CONFINS DO TEMPO - PARTE 1

Na maior naturalidade, os cientistas lidam com números de tirar a respiração de qualquer um desde bilionésimos de segundo (e muito menos ainda) a bilhões de anos (e ainda muito mais). Assim, conseguem conceber o Big Bang, o início do Universo, numa fração de tempo da ordem de 10-43 de segundo. E estimam que toda a matéria terminará dentro de buracos negros em 10-30 anos.
A Física moderna não deixa por menos: com a ajuda de um mesmo conjunto de leis, propõe-se a explicar o que acontece tanto no universo microscópico do átomo quanto na colossal imensidão do Cosmo. Isso, entre muitas outras conseqüências, torna extremamente difícil conciliar as portentosas escalas de tempo relacionadas com os fenômenos naturais, que ocorrem no muitíssimo grande e no muitíssimo pequeno. Basta ver, por exemplo, que a vida média de uma estrela é da ordem de 10 bilhões de anos, ao passo que as partículas existentes no átomo morrem, renascem e voltam a morrer e a renascer 1 milhão de vezes no fugaz intervalo de 1 segundo.
Um modo de lidar melhor com esses números formidáveis consiste em substituir a duração do tempo pelas distâncias percorridas pela luz, sabidamente a personagem mais veloz do Universo. Assim fica relativamente fácil visualizar e comparar as dimensões medidas. Em 10 bilhões de anos, por exemplo, a luz pode atravessar algo como a metade do Universo; mesmo no espaço de 1 segundo ela viaja 300 mil quilômetros. No entanto, durante a curta vida de uma partícula subatômica, o espaço percorrido não ultrapassará meros 300 metros. Comparações semelhantes permitem traduzir toda a longa escada do tempo, do nascimento ao fim do Universo.
Na medida em que as unidades de tempo tendem a se tornar incrivelmente grandes ou pequenas nos distantes limites da realidade, é útil recorrer a um expediente comprovadamente prático as potências de 10. Assim, em vez de escrever mil usando o algarismo 1 seguido de três zeros (1000), emprega-se o símbolo 103. O expoente é sempre igual à quantidade de zeros da expressão numérica no caso, três. Ou seja, 10 000, com quatro zeros, escreve-se 104 e assim por diante. O mesmo vale para números menores do que 1: basta contar quantos algarismos existem à direita da vírgula. Um milésimo de segundo, por exemplo, pode ser expresso sob a forma 0,001. Ou, por causa dos três algarismos depois da vírgula, 10-3. Um décimo milésimo (0,0001) é 10-4, e por aí afora. As potências assinalam as etapas das viagens aos confins do tempo.
Do maior para o menor

1 segundo

Um segundo é um intervalo de tempo muito curto, mas mesmo assim pode-se percebê-lo. Os primeiros a medir o segundo com precisão foram os babilônios, há 3 mil anos. Eles tinham uma escala de números dividida em sessenta partes e não em dez como no sistema numérico atual. No caso do relógio, herdou-se esse costume, pois o dia tem 24 horas - o que corresponde a dois quintos de sessenta, a hora tem 60 minutos e o minuto, 60 segundos.
A medida de um segundo, obtida matematicamente, tem no entanto muitos correspondentes naturais. Na fisiologia humana, por exemplo, é o tempo que dura uma batida do coração em condições normais. Já no que se presume seja a história do Universo, foi ao fim do primeiríssimo segundo que se formaram as mais leves partículas fundamentais da matéria, como o elétron. Não eram importantes, nesse começo de tudo, as partículas mais pesadas, como o próton. Elétrons e prótons acabarão por se juntar no interior das estrelas, para formar os átomos dos elementos químicos oxigênio, carbono, ferro e tantos outros.

10-1

Quando se divide 1 segundo por 10, o intervalo de tempo resultante começa a se afastar de qualquer coisa perceptível no mundo cotidiano. A limitação não é uma exclusividade humana. Os caramujos, por exemplo, não conseguem distinguir um fato que aconteça um décimo de segundo depois de outro: ambos os eventos se misturam em seu cérebro. Mas para a luz, que corre à velocidade máxima possível no Universo 300 mil quilômetros por segundo, esse tempo fugaz é bem longo: o suficiente para dar uma volta inteira em torno da Terra.
A percepção humana alcança o seu limite perto da milésima parte de segundo. O ouvido já não consegue captar um som emitido 2 milésimos de segundo depois de outro. Assim, uma sucessão de apitos com esse intervalo parece um único apito contínuo. Não obstante, essa escala de tempo é muito comum nas reações químicas que ocorrem no organismo humano: quando uma célula se multiplica, dividindo-se em duas, a substância responsável pelos traços hereditários em seu interior, conhecida como DNA (ácido desoxirribonucléico), gira em torno de si mesma em exatamente 1 milésimo de segundo. Essa rotação permite à molécula de DNA formar uma cópia de si própria, de modo que cada nova célula gerada pelo processo de divisão acaba tendo a sua substância da hereditariedade.
Outros acontecimentos podem ser medidos nesse intervalo de tempo: as minúsculas asas da mosca batem uma vez; o avião mais rápido do mundo o jato americano SR-71 Blackbird percorre 1 metro em vôo. Na história do Universo, o primeiro milésimo de segundo marca o momento em que a luz se desembaraça da matéria superdensa e passa a se expandir livremente, como uma espécie de brilho do Big Bang, a grande explosão que deu origem ao mundo.

10-6

Em um microssegundo, a milionésima parte de um segundo, a luz percorre 300 metros. Após o Big Bang, foi quando surgiram os prótons e outros "tijolos" usados na construção dos átomos, como os nêutrons. Um microssegundo é também todo o tempo de vida dos múons, partículas da família dos elétrons que, justamente por essa existência efêmera, não têm papel relevante na estrutura da matéria comum, isto é, nos átomos e moléculas.

10-10

A Física moderna, como é notório, foi muito além dos babilônias: ela já não define o segundo como a sexagésima parte do minuto, mas como o tempo que um átomo de césio demora para vibrar 10 bilhões de vezes. Assim, os mais refinados relógios são acertados de acordo com o tempo de vibração do átomo de césio, 1 décimo bilionésimo de segundo. Na história do Universo, esse instante coincidiu com o aparecimento da força eletromagnética, aquela que faz funcionar as pilhas e também cria o poder de atração dos ímãs. Antes disso, o eletromagnetismo não se distinguia da força nuclear fraca, cujo efeito hoje é totalmente diverso, pois provoca a emissão de radioatividade em substâncias como o urânio.

10-15

Pouco a pouco, os intervalos de tempo se tornam ínfimos demais para serem medidos com as grandes unidades tradicionais, como o segundo. Surgiu por isso o femtossegundo, um quatrilhão de vezes menor do que 1 segundo. A luz demora pelo menos 200 femtossegundo, para percorrer a largura de um fio de cabelo, que em média é dez vezes mais fino que 1 milímetro. O mais curto lampejo de raio laser que se consegue produzir no laboratório dura ainda 10 femtossegundos.

10-18

O attosegundo é uma unidade de tempo mil vezes menor que o femtossegundo e mil quatrilhões de vezes menor que 1 segundo. É um instante tão fantasticamente breve que durante ele a luz percorre apenas a irrisória distância equivalente a três átomos de hidrogênio enfileirados (para formar 1 centímetro é preciso enfileirar 100 milhões de átomos iguais a esse).

10-23

No mundo velocíssimo do interior dos átomos, o tempo se torna mera sombra do segundo. O tempo de 10-23 segundos, por exemplo, é 100 milhões de quatrilhões de vezes menor que o segundo. É quanto a luz demora para percorrer uma distância igual ao diâmetro de um próton, uma partícula 100 mil vezes menor que o átomo de hidrogênio.

10-35

Esse instante, na história do Universo, marca o aparecimento da força nuclear forte, ou seja, uma nova forma de interação das partículas. Até então, havia apenas duas interações: a força gravitacional e aquela que devia reunir as interações nucleares fraca e forte e ainda o eletromagnetismo. Em 10-35 segundos depois do Big Bang, a força nuclear forte passou a causar um novo efeito sobre as partículas, que só se verifica hoje nas reações atômicas.

10-43

É o chamado tempo de Planck, o mais breve momento que a Física pode imaginar - e uma homenagem ao cientista alemão Max Planck (1858 - 1947), Prêmio Nobel de Física de 1918. Por isso o conhecimento do Universo só vai até esse ponto: é como se ai tivesse ocorrido o Big Bang. Antes disso, as teorias dão respostas contraditórias ou paradoxais. Algumas especulações recentes imaginam que em sua mais tenra idade o Universo estava vazio: ainda não havia matéria porque toda a energia disponível servia para dar forma harmônica ao espaço e ao tempo. A quebra dessa harmonia primordial teria feito a energia pipocar dentro do Universo sob a forma de partículas materiais.

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sexta-feira, 21 de setembro de 2007

COMO OCORRE A GAGUEIRA?

O fenômeno tem sempre implicações psicológicas, mesmo que haja também algum problema físico. Em geral, quando a criança tem cerca de três anos de idade e está aprendendo a falar, ela gagueja naturalmente. Como ainda está aprendendo a elaborar as frases para expressar seus pensamentos, muitas vezes não consegue falar tão rápido quanto pensa. "Na maioria das crianças, esse processo - chamado de disfluência normal é apenas passageiro. Em algumas delas, porém, o problema persiste, dando origem à gagueira", afirma Carla Mieli, fonoaudióloga do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Não se conhece ainda nenhuma causa específica para que isso aconteça e não há gagueira absolutamente igual a outra. Muitos dos sintomas se manifestam em função do esforço excessivo do gago em evitar o problema, levando a uma fala repleta de falhas de ritmo, pausas silenciosas e frases incompletas, acompanhadas de esforço físico, com alteração na sincronização entre a respiração e a produção da fala. Distúrbios emocionais e de relacionamento familiar, como ciúme, insegurança, ansiedade, violência física ou falta de carinho e atenção dos pais também podem desencadear o processo. Além disso, costumam estar na origem do sintoma problemas físicos durante a gestação ou o parto, como falta de oxigenação do cérebro ou acidentes com lesão do tecido cerebral.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Reflete

Os que armam ciladas aos companheiros, às vezes destroem a si próprios.
Esopo

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

POR QUE TEMOS PESADELOS?

Eles são um sinal de que algo não vai bem no departamento psicológico, indicando conflitos interiores, questões mal resolvidas ou excesso de ansiedade. "Existem casos que são fruto de um trauma. Se, por exemplo, uma pessoa foi assaltada e não quer mais sair de casa, ela terá pesadelos que a farão reviver a situação como se o cérebro enviasse a mensagem de que ela tem que passar por aquilo de novo, até superar seu medo. Outro caso comum é o de pessoas muito ansiosas, que, geralmente, sonham com situações difíceis, mas possíveis, no dia-a-dia (nada de monstros ou criaturas fantasiosas!), como perder a hora ou sofrer uma perseguição", afirma a psicóloga Vânia Sartori, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os casos mais graves são os de indivíduos que sofrem de medos patológicos como a chamada síndrome do pânico e fobias em geral e, por causa disso, têm pesadelos quase todas as noites.
No outro extremo está a ansiedade mais simples, como costuma ocorrer, por exemplo, na véspera de um vestibular. Outra fonte comum de pesadelos são traumas do passado em geral da infância que permanecem gravados no subconsciente.

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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Raul Seixas - Anos 80

E A B7 E
Hey, anos 80. Charrete que perdeu o condutor.
A B7 E
B7 E
Hey, anos 80. Melancolia e promessas de amor.
Melancolia e promessas de amor.
(E)
E/G#
A
É o juíz das 12 varas de caniço e samburá dando
atestado que o compositor errou.
A A#o E/B C#7
F#m
B7 E E7
Gente afirmando não querendo afirmar nada, que o
cantor cantou errado e que a censura concordou.
A A#o E/B C#7
F#m
B7 E B7
Gente afirmando não querendo afirmar nada, que o
cantor cantou errado e que a censura concordou.
E A B7 E
Hey, anos 80. Charrete que perdeu o condutor.
A B7
E B7
E
Eu disse: hey, hey anos 80. Melancolia e promessas de
amor. Melancolia e promessas de amor.
(B7 C7)
Hey, abram alas. Ai viem los anios oitienta. La
mamacita, ui!
F Bb C7 F
Hey, anos 80. Charrete que perdeu o condutor.
F Bb C7 F C7
F
Hey anos 80. Melancolia e promessas de amor.
Melancolia e promessas de amor.
F
F/A
Bb
Pobre país carregador dessa miséria dividida entre
Ipanema e a empregada do patrão.
Bb Bo F/C D7
Gm C7
F F7
Varrendo lixo pra debaixo do tapete que é supostamente
persa pra alegria do ladrão.
Bb Bo F/C D7
Gm C7
F C7
Varrendo lixo pra debaixo do tapete que é supostamente
persa pra alegria do ladrão.
F Bb C7 F
Hey, anos 80. Charrete que perdeu o condutor.
F Bb C7
F (F Bb) F
Eu disse: hey, anos 80. Que esperança... sonho de um
sonhador!


E/G = 402450
A#o = 012020
F/C = 133211
Bo = 023130

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segunda-feira, 17 de setembro de 2007

QUAL É O PRIMEIRO TEXTO CONHECIDO EM LÍNGUA PORTUGUESA?

 

Trata-se de um poema chamado "Cantiga da Ribeirinha", escrito por Paio Soares de Taveirós para sua amada Maria Ribeira e registrado no Cancioneiro da Ajuda, uma coletânea de manuscritos. "Os versos narram a história de um amor não correspondido, em galego, versão portuguesa de um dialeto de transição entre o latim e o espanhol", afirma Benilde Cianato, professora de língua portuguesa da USP. "E ainda hoje não sabemos se foram escritos em 1189 ou 1198", diz ela. Na época, a Galícia (hoje Espanha), região próxima a Portugal, era um centro irradiador de cultura por isso o idioma sofreu influências do galego. A "Cantiga da Ribeirinha" faz parte do gênero literário chamado de poesia trovadoresca, o primeiro da literatura lusitana: versos declamados por trovadores, geralmente acompanhados de música. Eles subdividiam-se em três tipos: cantigas de amigo, de amor ou de escárnio e mal-dizer.

Além do Cancioneiro da Ajuda, duas outras compilações de poesias daquela época chegaram aos dias de hoje: o Cancioneiro da Vaticana e o Cancioneiro da Biblioteca Nacional. O mais antigo documento em língua portuguesa e não em galego é o "Auto de Partilha", de 1192. Trata-se de um acerto de divisão de terras recebidas por herança, hoje guardado no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa, Portugal.

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domingo, 16 de setembro de 2007

Informática: O Antigo e o Novo - Final

 

Notebook Positivo W58

positivo-w58

O W58 possue dimensões reduzidas (291 x 218 x 32 mm) e baixo peso (1.9 kg). Para diminuir as dimensões (e aumentar sua portabilidade), o display também foi reduzido: 12.1", widescreen. A máquina conta com placa wireless compatível com 802.11b/g, o que garante conectividade com praticamente todos os hotspots.
Máquina recomendada para os que necessitam de portabilidade.

Especificações do Positivo W58:

Processador: Intel® Celeron® M 440

Sistema Operacional:Windows Vista® Home Premium

HD: 80 GB, SATA

Memória: 1 GB RAM DDR2

Sistema Óptico: Leitor e Gravador de CDs e DVDs

Placa wireless: compatível com 802.11b/g

Modem para acesso à Internet discada: 56 kBps

Placa de Rede: 10/100/1000 Mbps

Porta PCMCIA

Conexão USB: 3 portas, compatíveis com USB 2.0

Webcam integrada rotativa (180º) de 1,3 megapixel

Leitor de Cartões 4 em 1 (MS/MS PRO/SD/ MMC)

Baterias: Li-ion, 4 células, 2400mAH

Peso: 1,9 kg

Cor: Branca

Tela LCD 12.1” widescreen

Dimensões: 291 x 218 x 32 mm

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sábado, 15 de setembro de 2007

Informática: O Antigo e o Novo - Parte 1

QUAL FOI O PRIMEIRO SOFTWARE CRIADO?

A resposta não é tão simples. "Depende do que considerarmos software", afirma o cientista de computação Paulo Candido, diretor técnico de uma empresa de consultoria de informática. Os primeiros computadores eletrônicos do mundo como o Z3 alemão e o ENIAC americano eram verdadeiras montanhas de válvulas que ocupavam o andar inteiro de um prédio. Sua programação era feita por técnicos que ligavam e desligavam centenas de cabos e tomadas nas posições desejadas, em um trabalho que lembra o das telefonistas de antigamente. Hoje, o software é composto de instruções escritas em uma linguagem específica de programação, armazenadas em memória eletrônica e executadas por um microprocessador, ou chip. Se essa for a definição aceita, o primeiro software surgiu na Inglaterra em 1948, baseado num sistema criado pelo matemático húngaro John von Neumann (1903-1957).

O incrível é que, cem anos antes de Neumann, esse conceito de software já havia sido imaginado, na teoria, por uma mulher. Por isso, muitos estudiosos consideram que a primeira programadora do mundo teria sido a condessa Ada Lovelace (1815-1852), matemática, filha do célebre poeta romântico inglês Lord Byron. Tudo começou quando Ada conheceu Charles Babbage, visionário que tentava construir um computador mecânico. Os dois trocaram muitas cartas e, em 1843, ela chegou a escrever programas para a chamada "Máquina Analítica de Babbage", que, infelizmente, nunca foi construída.

 

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sexta-feira, 14 de setembro de 2007

PLANETA CASSETA

 

Sucesso na TV, no cinema, nas livrarias... Os sete malucos mais engraçados do Brasil estão rindo e fazendo rir à toa. Conheça a saga completa da gangue, os melhores produtos Tabajara e penetre (no bom sentido, é claro) nos bastidores do programa

Eles são feios. Eles são atrapalhados. Eles não pegam ninguém. Mas uma coisa não dá para negar: quando a missão é fazer rir, os sete cassetas são os reis do negócio. Negócio, aliás, que ganhou corpo e foi crescendo, crescendo... Eles adoraram, mas juram que são espadas. Toda terça-feira, as piadas de duplo sentido do Casseta & Planeta Urgente! conquistam mais de 60% da audiência do horário. O site do grupo recebe 750 mil visitantes por mês, os livros publicados pela trupe já venderam mais de 300 mil exemplares e a estréia nas telonas com A Taça do Mundo É Nossa atraiu 800 mil espectadores. Isso sem falar nos três discos lançados, no DVD, nos shows de teatro e nos esquetes para o rádio. Para comprovar que os caras têm a força, basta lembrar que eles foram eleitos os artistas mais poderosos do Brasil, em um ranking organizado pela revista Veja no ano passado. Alguém duvida que o planeta é da Casseta?

Pra comer alguém

Se hoje eles dominam o mundo, o começo foi bem diferente. O ano era 1978. Revoltados com a falta de mulher no curso de engenharia, três alunos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) resolveram bancar um fanzine de humor feito a mão e toscamente impresso. Há exatos 26 anos, Marcelo Madureira, Beto Silva e Hélio de La Peña lançaram a Casseta Popular, com uma meta ambiciosa na cabeça: "Queríamos comer alguém vendendo a Casseta em faculdades, barzinhos e praias", afirma Bussunda, que se juntaria ao trio com Cláudio Manoel em 1980. Mas essa é só uma parte da história. A outra começa em 1984, na redação do jornal humorístico O Planeta Diário, comandado por Hubert, Reinaldo e Cláudio Paiva, que hoje escreve o seriado A Grande Família. Especializado em manchetes descaradamente falsas como "Governo faz reforma agrária no sítio do Picapau Amarelo", "Médici morre mas passa bem" e "Papa bota ovo na missa do galo", o Planeta chegou a vender 100 mil exemplares por edição - uma enormidade para um jornal alternativo. O escracho da Casseta e a piração de O Planeta renderam convites para a turma escrever os textos do humorístico TV Pirata, da Rede Globo. Trabalhando juntos nos bastidores da emissora, eles resolveram fundir, sem medo do trocadilho, os dois grupos (só Cláudio Paiva ficaria de fora). Em 1988, nascia o Casseta & Planeta, o maior conglomerado de humor do país.

Partindo pra porrada

Mas foi só em 1992, com a estréia do Casseta & Planeta Urgente!, que apareceram as marcas inconfundíveis da trupe: os produtos Tabajara, as paródias de novelas e as hilárias imitações de políticos e celebridades. Como Mundo Estranho não tem medo da cara feia de Maçaranduba & Cia., partimos para a porrada e investigamos toda a história da gangue. Abrimos o baú para resgatar os detalhes do passado do grupo, fizemos um ranking com as criações mais aberrantes da Organizações Tabajara e invadimos as gravações do programa de TV nos estúdios da Globo, no Rio de Janeiro. Brincadeiras à parte, deu para comprovar que os caras levam o bom humor para além das câmeras e são muito gente fina sempre prontos para sacanear geral, conquistar o planeta ou comer alguém, não necessariamente nessa ordem...

Cláudio Manoel

Já foi: estudante de engenharia, história, economia e comunicação. Não chegou a concluir nenhum curso

O que faz no grupo: redator final do programa de TV

Personagens marcantes: Seu Creysson e Carlos Maçaranduba

Bussunda

Já foi: estudante de jornalismo. Largou no 3º ano

O que faz no grupo: cuida da produção de filmes

Personagens marcantes: Lula e Ronaldinho

Reinaldo

Já foi: redator do jornal O Pasquim

O que faz no grupo: redator final do programa de TV

Personagens marcantes: Devagar Franco e Zé Dirceu

Hélio de La Peña

Já foi: engenheiro

O que faz no grupo: cuida do site

Personagem marcante: Michael Jackson

Beto Silva

Já foi: engenheiro. Trabalhou na Pricewaterhouse Coopers

O que faz no grupo: cuida dos livros

Personagens marcantes: Felipão e professora Carquel, da novela Mulheres Recauchutadas

Hubert

Já foi: formado em arquitetura e chargista do jornal O Pasquim

O que faz no grupo: cuida da parte musical

Personagem marcante: Fernando Henrique Cardoso

Marcelo Madureira

Já foi: engenheiro e funcionário do BNDES

O que faz no grupo: cuida das palestras e dos projetos em novas mídias

Personagens marcantes: qualquer um em que ele se vista de mulher (que baranga!)

Na Livraria:

Seus problemas acabaram! - Casseta & Planeta, Objetiva, 2004

Na Internet:

www.cassetaeplaneta.com.br

Seus problemas acabaram

O costume dos cassetas de criar propagandas alopradas começou nos primórdios da Casseta Popular, mas com duas diferenças importantes em relação a hoje. Primeiro, eles sacaneavam anúncios que já existiam. Segundo, eles pegavam bem, mas beeeeem mais pesado - não dá para explicar aqui a paródia que eles fizeram da cerveja Caracu, por exemplo... Mas você pode imaginar. "A coisa mudou quando chegamos na Globo, onde o departamento comercial avisou que não podíamos brincar com marcas de verdade. A solução foi criar uma empresa de mentira, as Organizações Tabajara", afirma Bussunda. Deu certo: nos 12 anos do programa, mais de 200 produtos já foram apresentados na TV. O sucesso incentivou os cassetas a organizar uma exposição com as melhores criações, visitada por 50 mil pessoas no Rio e em São Paulo, em 2002, e a publicar o livro Seus Problemas Acabaram!, uma coletânea recém-lançada com as grandes invenções Tabajara.

1. BARANGABA TABAJARA

O campeão do ranking é um produto que transforma o pior jaburu do Universo na maior gata do mundo - tudo isso com apenas uma gota! O segredo? Dá uma olhadinha na fórmula do elixir... Para agradar os paladares mais exigentes, o produto está disponível nos sabores "mocréia", "tribufu" e "cão chupando manga"

2. CASA DA MULHER GOSTOSA CARENTE

Não é propriamente um produto, mas uma tocante obra assistencial que sensibilizou nosso júri. Todo ano, a instituição recebe de corpo e alma - principalmente corpo - as gostosas mais carentes do Brasil. E você pensando que as Organizações Tabajara não tinham preocupação social...

3. PERSONAL PINTOVISION

Sabe aquele seu amigo horizontalmente avantajado que não consegue ver o "documento" por causa da pança? O Personal Pintovision é o presente ideal para contornar esse drama. Dois retrovisores acoplados à zona do agrião dão uma visão privilegiada do dito-cujo. É o preferido do Bussunda: "Eu até usaria, mas não preciso por causa do tamanho avantajado do meu bilau!"

4. CAMAPULTA TABAJARA

É o antídoto perfeito para evitar a ressaca da Barangaba. Já pensou se você toma o goró milagroso mas o efeito acaba e você acorda do lado do maior jaburu? Essa invenção joga o problema pra longe - literalmente - e ainda dá direito a uma fronha para você tapar a cara da mocréia e partir sossegadão pro abraço

5. VÍDEO "COMO GANHAR MULHERES SENDO FEIO, BURRO, POBRE E SEM CARRO"

Para a Tabajara, a arte da conquista é uma ciência, baseada em técnicas como a autopiedade coativa (que inclui frases como "Dá para mim, pelo amor de Deus!") e a pentelhação repetitiva de alto impacto (cuja ênfase é lascar petelecos na orelha da gostosa até ela dar para você). Nós aqui da redação não precisamos disso (somos lindos!), mas resolvemos incluir o produto para homenagear os cassetas...

6. MARIDOCARD

É o primeiro cartão de milhagem para maridos: trocar a fralda do bebê vale 5 pontos, levantar a tampa da privada mais 10 e assim por diante. A tortura vale a pena: com 1 500 pontos acumulados, dá para despachar mulher e sogra para uma colônia de férias que está bombando lá no Iraque. Definitivamente, é um estouro!

7. MELECA DISFARCEITOR

Tem coisa mais chata do que tirar catota no trânsito e ser zoado pelo motorista do lado? A pagação de mico acabou com esse superconjunto de papelão retrátil que despenca do teto quando você quer dar um trato na napa. Privacidade total na higienização do salão e anexos. Além de limpar o nariz, dá para tirar cera do ouvido, arrancar alface do dente...

8. DOG BIMBADAREPELEITOR

Sabe aquele cãozinho que insiste em transar com sua perna toda vez que o vê? Pois essa invenção boa pra cachorro vai acabar com a graça do totó tarado. Os espetos de ferro acoplados a sua perna vão traumatizar o bichinho e ele nunca mais vai pensar em acasalamento pernal. Dependendo do alcance das lanças, ele não vai mais pensar, nem latir, nem respirar...

9. PERSONAL CHUVA

Esse produto é para quem se dá mal por confiar na previsão do tempo. Com o Personal Chuva, ninguém precisa ficar carregando o guarda-chuva no maior solzão com aquela cara de mané. Dá pra criar o seu próprio toró - e ainda por cima escolher o melhor aguaceiro para cada ocasião: "garoa", "chuvisco", "temporal" e "chovendo pra cacete"

10. OLHO MÁGICO DE CAIXÃO

Uma criação do outro mundo para fechar o nosso top 10: com essa revolucionária invenção, o defunto pode enfim se defender da ameaça de assassinos homicidas que queiram invadir seu paletó de madeira - quem sabe até para matá-lo! Não dá para descuidar da segurança nem morto...

Raio-X da corporação

Fundador: Gilvan Saturnino Tabajara

Ano: 1923

Faturamento mensal: 32,5 porrilhões de dólares

Número de empresas: 21 (incluindo a Tabajara Records & Discos de CD,Univerçidades Intregradas Tabajara e, claro, o Tabajara Futebol Clube)

Baú de risadas

1978

Cansados das aulas de cálculo e da falta de mulher no curso de engenharia da UFRJ, os alunos Beto Silva, Hélio de La Peña e Marcelo Madureira lançam a Casseta Popular, um fanzine de humor distribuído só na universidade

1980

Dispostos a transformar o fanzine em jornal tablóide, os três chamam os amigos Bussunda e Cláudio Manoel para se juntar à Casseta. Eles passam a vender o jornal em barzinhos, praias e na night do Rio

1984

Reinaldo, Hubert e Cláudio Paiva, ex-redatores e cartunistas do jornal alternativo O Pasquim, se unem para publicar O Planeta Diário, um jornal mensal de notícias falsas que vira uma febre no Rio de Janeiro

1986

A Casseta deixa de ser tablóide e vira uma revista bimensal. Fazem sucesso campanhas "educativas" como "Mate mais aulas", "Vá ao teatro... mas não me chame" e "Mocréia: você precisa saber evitar"

1988

Redatores da Casseta Popular e de O Planeta Diário são convidados para escrever os textos da TV Pirata, programa humorístico da Rede Globo. Trabalhando juntos, eles unem forças e formam o Casseta & Planeta. Apenas Cláudio Paiva não integraria o grupo

1988

Em um bem-humorado protesto político, os cassetas lançam o macaco Tião para prefeito do Rio de Janeiro (veja mais sobre essa história na pág. 48). O primata termina em 3º lugar, com 9,5% dos votos

1989

Os cassetas se aventuram na música e lançam o polêmico disco Preto com um Buraco no Meio. Muita gente reclamou de racismo, mas o "preto", no caso, era só o disco de vinil. Vendeu 45 mil cópias

1990

Com o cancelamento da TV Pirata, eles sugerem à Globo a criação de um novo programa, o Sábado Urgente (tão urgente que seria apresentado nas noites de quinta). A emissora não topou

1990

Após dois anos como redatores, eles aparecem na frente das câmeras da Globo pela primeira vez, em uma cobertura do Carnaval ao vivo, do Sambódromo do Rio de Janeiro

1991

Aprovados no teste do Carnaval, eles passam a escrever e atuar no programa Doris Para Maiores, uma mistura de reportagens sérias com humor. O show dura apenas um ano

1992

Com o fim de Doris, os cassetas ganham seu próprio show, o Casseta & Planeta Urgente!, apoiado no lema "jornalismo-mentira, humorismo-verdade". No começo, o programa era apresentado por Kátia Maranhão

1994

A "oitava casseta" Maria Paula entra para o time. No mesmo ano, o grupo lança seu segundo disco, Pra Comer Alguém, que junto com The Bost Of, de 2000, completa a trilogia musical da trupe

1996

Mais multimídias do que nunca, os sete se arriscam nos palcos de teatro com o espetáculo de humor Casseta & Planeta Unfucked. As temporadas no Rio e em São Paulo ficam lotadas

1999

Impulsionado pela boa audiência, o Casseta & Planeta Urgente! deixa de ser mensal e vira programa semanal. A duração do show também muda, passando de uma hora para apenas 30 minutos

2003

Chega aos cinemas A Taça do Mundo É Nossa, o primeiro filme do grupo. O besteirol atrai 800 mil espectadores, mas não chega a ser um sucesso financeiro por causa dos altos custos de produção

A concorrência açustia

Não é fácil disputar mercado com a Tabajara. Tanto que o maior concorrente, o Grupo Capivara, quase foi à falência com a competição. Isso, claro, antes de o grupo se aliar a Seu Creysson, o mais poderoso empresário do comércio informal no mundo Casseta. Do alto de sua sabedoria lingüística, Seu Creysson explica que seu "púbriquio-alvo" é o povão. Entre seus maiores sucessos de venda estão o Computador Simprificado e a TV por Refrexo Capivara - na verdade, um espelhão de ônibus que aproveita a imagem do vizinho. E para divulgar seu dialeto peculiar, o creyssonês, o mega empresário colocou na internet o Tradutor Seu Creysson (http://cassetaeplaneta.globo.com/tabajara/cartoes.nsf/tradutorsc). Funciona? "Crário, çeu animal", "agarante" Seu Creysson.

Technorati Marcas:

14h45

Na sala de maquiagem, Hélio de La Peña recebe um trato no visual e aproveita para fazer o que deveria ter feito em casa: decorar as falas da cena. "É só para reforçar as palavras exatas, pois o sentido do texto eu já sei. Somos nós que escrevemos todo o programa"

14h51

Dois cassetas resolvem trocar de personagem: Hélio será um repórter grego e Cláudio um sem-terra da Antiguidade. O diretor aprova a mudança e Hélio ainda tira um barato da nossa cara: "Tá vendo como foi bom eu não ter decorado o texto antes, mané?"

14h52

Reinaldo faz a barba depois de interpretar um punk no quadro Supositório Fashion Week. "A barba era para compor a atitude punk. Fiz um top model que desfilava com um supositório cheio de espetos e sofria pra diabo. Foi um personagem que exigiu tudo de mim"

14h56

Agora o casseta agüenta uma tintura grisalha para encarnar outro papel: o ministro Zé Dirceu em uma adaptação da tragédia grega Prometeu Acorrentado. Prometeu, no caso, é o presidente Lula, que enfrenta a ira dos sem-terra gregos porque "prometeu, prometeu e não cumpriu"

15h05

Bussunda chega ao estúdio G do Projac. A cara entrega o que ele estava fazendo antes (olha aí: só falta bocejar!), mas ele desmente as insinuações maldosas e infundadas: "Acredite se quiser, eu fui malhar. Estava correndo na piscina antes de chegar aqui!"

15h10

Na maquiagem, Bussunda se espanta ao saber que queremos testemunhar o passo-a-passo de sua transformação em Lula. "Vocês vão mostrar até a hora em que eu corto o dedinho?" Ficamos chocados com a habilidade especial que ele tem para dobrar o mindinho e deixar reto o dedo anular (tente fazer isso em casa para ver como é difícil!)

15h50

Todos prontos, é hora do ensaio. Os contra-regras aprontam o cenário, o diretor orienta os quase 30 figurantes da cena e os cassetas repassam as últimas falas. A cena é rápida - na TV, terá menos de um minuto - e será registrada por duas câmeras, uma fixa em um tripé e outra aérea, instalada em uma grua

15h54

Agora é pra valer: silêncio total e a gravação começa. Os manifestantes protestam, o sem-terra reclama com Lula, mas o ministro Zé Dirceu dá uma bronca em todo mundo e acaba com a bagunça. O diretor pede para refazer o começo e o final da cena, mas, no fim, sai tudo muito rápido: em cinco minutos, o trabalho está feito e a galera pode se mandar

16h00

Acabou: depois de estafantes duas horas de ralação (Bussunda trabalhou exatos 55 minutos), os cassetas podem finalmente largar o batente. Que dureza!

Semana cheia

Segunda

Para abrir a semana, os cassetas gravam a chamada "parte quente" do programa, que inclui os quadros mais atuais, que irão ao ar no dia seguinte. O trabalho pode começar às 8 da manhã e seguir até as 9 da noite. No fim do dia, o diretor José Lavigne edita o programa que será exibido na terça-feira

Terça

É um dia de gravação mais light, quando os cassetas já adiantam o programa da semana seguinte. Em geral, o batente tem início às 2 da tarde e termina por volta das 6

Quarta a sexta

Os cassetas trabalham no escritório da empresa, em Ipanema. Pela manhã, eles discutem as pautas do programa e cuidam dos outros produtos do grupo. À tarde, eles escrevem os quadros, divididos em duas duplas (Hubert com Marcelo, Reinaldo com Cláudio) e uma "tripla", como diz Bussunda, que faz textos com Beto e Hélio. Na Globo, a equipe de produção do programa, que inclui quase 50 pessoas, cuida da pré-produção, aprontando locações, cenários e figurino

Sábado e domingo

Folguinha, que ninguém é de ferro. A não ser que haja algum evento que os cassetas precisem cobrir...

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quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Coxa de frango recheada com cogumelo e tomate

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Ingredientes:

8 coxas de frango médias desossadas com pele

200 g de cogumelo paris picado em pedaços pequenos

1 tomate médio maduro sem sementes picado

2 xícaras (chá) de óleo para fritar

1/2 xícara (chá) de geléia de laranja

sal e cominho em pó a gosto

Modo de Preparo:

Misture numa tigela os cogumelos, o tomate, o sal e o cominho. Recheie as coxas de frango e prenda as extremidades com palito. Frite as coxas numa panela com o óleo bem quente até dourar de maneira uniforme. Retire do fogo e elimine os palitos das coxas de frango. Sirva com a geléia de laranja e purê de batata. Se preferir, decore com laranja.

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quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Estoicismo

Estoicismo é a escola de filosofia fundada na antiga Grécia por Zenão de Cício. Sua concepção cósmica afirma que toda realidade é material, porém possui um logos ou razão divina. A alma humana é uma manifestação do logos: para ela, viver de acordo com a natureza ou a razão é viver conforme a ordem divina do Universo. Este pensamento deu origem à uma teoria de lei natural que influiu na jurisprudência romana.
A ética estóica afirma que o bem não está nos objetos externos e, sim, na sabedoria e domínio que nos permite afastarmo-nos das paixões. As quatro virtudes cardeais são sabedoria, valor, justiça e temperança. O estoicismo opõe-se ao epicurismo.
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terça-feira, 11 de setembro de 2007

O TEMPO REDESCOBERTO DE LYGIA

Lygia está entre os escritores mais premiados do país e é referência obrigatória em qualquer lugar do mundo em que se discuta literatura contemporânea de expressão portuguesa. A Editora Rocco comprou os direitos de 10 de seus títulos. O contrato inclui ainda a publicação de dois inéditos. Segundo o que se comenta no mercado, a transação chegou a R$ 500 mil, um patamar inusual para a literatura nacional. Entre uma tragada e outra de seu insistente cigarro "eu sei que eu não deveria", diz: "Exorbitaram na compra de meu passe, porém não é aquela quantia que foi publicada". Que fosse mais, muito mais. Lygia deveria valer o quanto pesa em invenção e fingimento. E já lá se vai um bom tempo desde que, aos 22 anos, publicou Ciranda de Pedra, livro com o qual, segundo o crítico Antonio Candido, a escritora já atingira "maturidade literária". Abaixo, a entrevista que Lygia concedeu a Revista BRAVO! na Academia Paulista de Letras.

BRAVO!: O que há de especial em seu novo livro?
Lygia Fagundes Telles: Vai se chamar Invenções e Memórias. No próprio titulo do livro está especificado seu gênero. Eu misturo memórias com coisas do imaginário. Junto com a memória multifacetada, outras invenções foram inseridas. Eu não sei se há escritores com ausência de idéias. No meu caso, é demais, elas são muito tumultuadas; às vezes, de uma forma tão intensa, que atrapalham. Muitas vezes, tenho de fazer o possível para não ficar uma coisa caótica.

E de onde vêm essas idéias?
Eu não sei. A minha natureza sempre foi assim. Eu sempre fui muito inventiva, sempre gostei muito de sonho. Neste livro, será possível perceber a menina desde aquele tempo de pequena, analfabeta ainda, que gostava de ouvir as histórias que a babá contava. Normalmente, eram casos de fantasmas e lobisomens. Depois, passei eu mesma a contá-las, muito cedo, ainda antes de saber escrever. As histórias nascem de passagens aparentemente sem importância, mas que, por algum motivo, nós as retemos, e o inconsciente, em determinado momento, as trazem à tona. A criação nasce da vontade da imaginação, a vontade de exorcizar os meus demônios. E a forma de exorcizar os demônios é escrever.

Para o escritor, qual a diferença entre invenção e memória?
No fundo, é uma coisa só. Porque, em muitos episódios do livro O Chão da infância, por exemplo, há uma porção de personagens familiares, minha mãe, meu pai, as pajens, aquelas órfãs que mamãe recolhia em casa e que me contavam histórias, a cachorrada toda com a qual eu convivi. Então todo esse cenário é verdadeiro. Eu tenho um texto que começa assim: "Você gostaria, Lygia, que escrevessem sua biografia?". Eu disse: "Não; pra começar, por que minha biografia? Não sou a Lady Di. Mas, em todo caso, não gostaria jamais que alguém escrevesse minha biografia. Porque as pessoas não sabem nada a meu respeito. Porque eu mesma também não sei."

Algum livro seu tem algo de autobiográfico?
Não. Às vezes, eu apareço nas personagens. Quando me perguntam em que personagem estou, eu não sei. Eu estou em todas e estou em nenhuma. É como aquele jogo de puzzle de minha infância. Você pega as peças e tem de ir juntando, compondo até formar um quadro: uma natureza, uma natureza-morta, um cavalo, uma casa, um castelo, o mar. Se você joga essa caixa ao chão, as peças ficam todas em desordem. Aí tem de recomeçar. De certo modo, enquanto eu escrevo, as palavras são como esses pedaços, essas pequenas lâminas coloridas. As palavras estão todas ali espalhadas. Eu vou encaixando umas às outras, formando um quadro, e essa é uma alegria, mas é sofrimento. Escrever é alegria e é sofrimento também. É a busca...

O novo livro traz alguma inovação estilística em relação aos demais?
Traz sim. Tem a linguagem própria dele. O que é a literatura senão a linguagem? Machado de Assis, Guimarães Rosa... Então esse livro tem uma linguagem própria, que não está nos outros. Não posso dizer a você como ela é porque só quando abrir e ler você vai conhecê-la.

A Sra. escreve com tranqüilidade?
Escrever nesta cidade é estressante e difícil. Você vê, o trânsito é um horror! Grande parte do tempo real se perde em burocracias, em coisas absolutamente ridículas e sem sentido. Isso que me dói, tá entendendo? Olha, devia ser como naqueles tempos antigos, século 19, século 18, quando escritores eram convidados para ir para aqueles castelos lindos! Olhando para aqueles bosques, pássaros, a música tocando, e eles escrevendo... Agora, aqui, é uma luta para você chegar... Eu peço à minha empregada: "Por favor, não me chame ao telefone, agora eu queria ficar quieta". Ela vem, interrompe. Escrever é um trabalho solitário. Escrevendo, você não pode repartir esse trabalho com mais ninguém, nem com nada mais. A solidão ah, eu acho que eu descobri uma coisa ótima, a solidão é muito cara. Você paga um preço muito alto pela solidão. O que é solidão? Não ter barulho... Então você precisa morar num lugar onde não tenha barulho. Se eu fosse jovem, eu arrumava minha sacola, minha mochila, e ia embora. Mas agora é tarde, eu não posso. Eu sou uma pessoa sozinha. Não posso pegar minha mochila feito um jovem e morar, digamos, no Canadá, morar na França, Inglaterra, Estados Unidos. É muito tarde. Eu pretendo, terminando esse livro, arrumar um flat lá no Rio de Janeiro, coisa modesta, mas de onde eu possa ver ao menos um retângulo que seja, do tamanho desse seu gravador já é suficiente, do mar.

A sra. finalmente escreveu seu primeiro livro no computador?
Eu ganhei esse computador e lutei um pouco com ele. Mas, escrevendo este livro, eu não posso pensar em mais nada, e o computador exige uma certa atenção. Eu não posso dar atenção a ele. "Olha aqui eu falo, faz favor, eu estou inteira concentrada aqui na busca das palavras, no artesanato desse ofício". No entanto, o computador, de um certo modo, puxa você pela manga, ele quer a sua atenção. "Ah, então fica quieto aí, meu bem!". Eu lhe dou um beijo e vou pegar minha máquina velha, caindo aos pedaços, pois tenho muita intimidade com ela. Os computadores são caprichosos, são exigentes, são possessivos! Eles querem atenção! Por isso volto à minha velha máquina.

Adotou-se a definição realismo mágico para o seu estilo. A sra. concorda?
Eu concordo, sim. E foi o português Urbano Tavares Rodrigues quem descobriu isso num livro antiquíssimo meu, chamado Histórias do desencontro. Esse livro é tão antigo... Ele sentiu essa característica. Ainda não estava na moda o realismo mágico. Eu fui, de certo modo, uma precursora aqui no Brasil, juntamente com Murilo Rubião. Nós vislumbramos um mundo irreal, fantástico e, ao mesmo tempo, possível. O leitor precisa de um pouco de fantasia.

Já é possível ganhar dinheiro com literatura?
Eu estou agora na Editora Rocco. Eles exorbitaram na compra do meu passe, mas não é aquela quantia que foi publicada. Eu gosto muito da Nova Fronteira, sou muito amiga de seus editores, mas, às vezes, como num casamento, você precisa mudar, renovar. Então, continuo amicíssima deles.

Sempre foi muito difícil viver de literatura no Brasil...
Não é difícil, é impossível. Há raríssimas exceções. Não sei se isso vai mudar. A esperança tem de ser cega. Tenho esperança de que eu ainda possa assistir a essa transformação. Tem de haver fé, as três virtudes teológicas: fé, virtude e caridade.

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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Cidades Brasileiras: Contagem/MG

Cidade industrial pertencente a região metropolitana de Belo Horizonte, capital do estado de Minas Gerais na região Sudeste do Brasil. É a segunda cidade mais populosa do estado. Sua origem data do século XVII, com a chegada de garimpeiros chefiados por Betim Paes Leme, que procuravam ouro na área. O povoado inicial tinha o nome de Abóboras, mudado em 1714 para Contagem das Abóboras. O nome Contagem foi acrescentado após a instalação no local de um posto de contagem do gado que vinha da Bahia, para fins fiscais e de comercialização. Foi elevada à categoria de cidade em 1948, por ocasião da criação de um distrito industrial que reorientou a localização das indústrias metalúrgicas e de minerais não metálicos, retirando-as de Belo Horizonte. É também um grande núcleo dormitório que abriga uma grande parte da mão-de-obra que trabalha em Belo Horizonte, mas em virtude de seu grande contingente populacional, possui vida própria, com um bom comércio varejista e uma boa estrutura de serviços básicos.
População (1991): 448.822 habitantes.

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domingo, 9 de setembro de 2007

Dica de Livros - Final

A Bela Senhora Seidenman
240 págs., R$ 39
de Andrzej Szczypiorski. Trad. Henryk Siewierski. Estação Liberdade (r. Dona Elisa, 116, CEP 01155-030, SP, tel. 0/xx/ 11/ 3661-2881). Publicado em 1986, o romance do escritor polonês (1924-2000) tem como pano de fundo a Polônia ocupada na Segunda Guerra e apresenta personagens que lutam contra a perseguição nazista.

Kuarup Quarup
144 págs., R$ 65
de Paulo Marcos de M. Lima. Ed. Francisco Alves (praça Mahatma Gandhi, 2, sala 1.201, CEP 20031-100, RJ, tel. 0/xx/21/ 2240-7989). Imagens feitas pelo fotógrafo nos quatro meses em que passou entre os índios do Xingu, quando acompanhou as filmagens de "Kuarup", de Ruy Guerra, baseado no livro homônimo de Antonio Callado.

Laura e Julio
160 págs., R$ 32,50
de Juan José Millás. Trad. Sandra Martha Dolinsky. Planeta (av. Francisco Matarazzo, 1.500, 3º andar, conjunto 32B, Ed. New York, CEP 05001-100, SP, tel. 0/xx/11/ 3087-8888). Um jovem casal entra em crise e se separa neste romance do escritor espanhol (1946). O protagonista ocupa o apartamento vazio do vizinho e passa a espionar a vida da ex-mulher.

Ficção - Histórias para o Prazer da Leitura
528 págs., R$ 45
Miguel Sanches Neto (org.). Editora Leitura (r. Pedra Bonita, 870, CEP 30430-390, Belo Horizonte, MG, tel. 0/xx/ 3379-0620). Antologia de textos publicados na revista "Ficção", entre 1976 e 1979. Além de 50 contos selecionados, a edição traz os editoriais da publicação e o índice completo dos volumes.

As Meninas da Daspu
248 págs., R$ 39
de Anna Marina Barbará. Editora Novas Idéias (travessa Ranulfo Féo, 36, sala 209, CEP 25953-650, Teresópolis, RJ, tel. 0/xx/21/ 2642-8220). A pesquisadora e professora do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro apresenta a história de vida de nove prostitutas ligadas à ONG Davida.

História - A Arte de Inventar o Passado
256 págs., R$ 39
de Durval Muniz de Albuquerque Júnior. Edusc (r. Irmã Arminda, 10-50, CEP 17011-160, Bauru, SP, tel. 0/xx/14/ 2107-7111). O professor titular do departamento de história da Universidade Federal do Rio Grande do Norte disserta sobre a prática historiográfica e sobre a relação entre história e literatura.

Arquiteses
360 págs., R$ 45 (vol. 1); 320 págs., R$ 40 (vol. 2)
Maria Lúcia Caira Gitahy e José Tavares Correia de Lira (orgs.). FAU-USP/ Fupam/Ed. Annablume (r. Padre Carvalho, 275, CEP 05427-100, SP, tel. 0/ xx/11/ 3812-6764). Coletânea de trabalhos defendidos na Faculdade de Arquitetura da USP sobre temas como a história do urbanismo, planejamento territorial e os impasses das cidades contemporâneas.

A Forma do Livro
224 págs., R$ 56
de Jan Tschichold. Tradução de José Laurenio de Melo. Ed. Ateliê (estrada da Aldeia de Carapicuíba, 897, CEP 06709-300, Granja Viana, Cotia, SP, tel. 0/xx/11/ 4612-9666). O tipógrafo e designer alemão (1902-1974) aborda em ensaios escritos de 1937 a 1974 aspectos da produção gráfica dos livros.

Tempos de Babel - Anacronismo e Destruição
64 págs., R$ 20
de Raúl Antelo. Lumme (av. Rodrigues Alves, 7/40, CEP 17015-001, Bauru, SP, tel. 0/ xx/14/ 3234 7925). O professor de literatura na Universidade Federal de Santa Catarina propõe uma outra política do tempo, indo de Walter Benjamin a Jorge Luis Borges.

Os Oceanos
148 págs., R$ 20
de Anne-Sophie Archambeau. Trad. Fernando Althoff. Ed. Unisinos (av. Unisinos, 950, CEP 93022-000, São Leopoldo, RS, tel. 0/xx/ 51/ 3590-8239). A oceanógrafa e professora na Universidade de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines (França) aborda aspectos multidisciplinares dos oceanos, como suas propriedades físico-químicas.

Cadernos de Literatura em Tradução
288 págs., R$ 15
Humanitas/FFLCH-USP (r. do Lago, 717, cidade universitária, CEP 05508-900, SP, tel. 0/ xx/11/ 3091-2920). O nº 7 da publicação traz entrevista com Ivan Campos, filho de Haroldo de Campos, que fala sobre a obra e sobre as traduções do pai. Inclui ensaio sobre tradução poética, por Paulo Henriques Britto

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sábado, 8 de setembro de 2007

Dicas de Português - Parte 2

À Polícia Federal, mas sem vírgula

Frase tirada de uma das reportagens sobre o caso do dossiê:

- À PF, Freud negou envolvimento no caso

O objeto não se separa do sujeito com vírgula. Na frase acima, "À PF" (forma abreviada de Polícia Federal) funciona como objeto indireto (alguém nega algo ou nega algo a alguém). O fato de estar no início da oração não muda nada:


- Freud negou envolvimento no caso à PF

- Freud negou à PF envolvimento no caso

- À PF Freud negou envolvimento no caso


A confusão toda sobre o uso ou não da vírgula tem origem no advérbio. Locuções adverbiais longas, em ordem invertida, pedem vírgula:


- Freud depôs à PF ontem de manhã (ordem direta, sem vírgula)

- Freud, ontem de manhã, depôs à PF

- Ontem de manhã, Freud depôs à PF


Advérbio e objeto são casos diferentes. O objeto se liga ao sujeito sem a vírgula, qualquer que seja a ordem.

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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Dica: Programa de TV - Parte 1


Hoje, dia 7 de Setembro, o programa "Sem Reservas", do canal pago Discovery Travel & Living, vai exibir a visita do chef, escritor e polemista Anthony Bourdain a São Paulo. O autor do best-seller "Cozinha Confidencial" esteve no Estado em fevereiro último, mas só agora as gravações vão ao ar.
Logo na introdução, Bourdain, 51, destila seu sarcasmo e bate pesado na capital. "São Paulo é feia. Ou melhor, é feia à beça", diz enquanto imagens mostram cenas do trânsito caótico, córregos imundos, favelas e fachadas de prédios medonhas no centro da cidade.
Em seguida, Bourdain vira candidato a persona non grata: "Alguém já disse que (São Paulo) é como se Los Angeles vomitasse em Nova York", narra mordaz.
E então o chef-supremo do badalado restaurante Les Halles, de Nova York, começa a comer o que a cidade tem de melhor. Seu estado de espírito muda, seu programa muda, sua opinião... bem talvez a estética, não.
A primeira parada de Bourdain é o Mercado Municipal, onde, 11h, chega e pede o famoso sanduíche de mortadela e uma cerveja. É o mais completo anônimo. Só chama atenção mesmo porque uma equipe de TV o segue a todo lugar. "Anthony Quem??", pergunta um consumidor à reportagem. "Nunca ouvi falar."
Após comer o gigantesco sanduíche, seus olhos brilham. "Isso definitivamente é o tipo de comida que eu gosto."
Para continuar no clichê, ele também visita uma escola de samba, a Rosas de Ouro, onde parece ficar de mau humor. "Adoro o Brasil, adoro São Paulo, mas estranhos suados perto de mim? Não, obrigado", diz irônico para a câmera.
A partir daí o chef e escritor passa a conhecer apenas delícias da alta e baixa gastronomia paulista: come testículos no bar Valladares, na Lapa (zona oeste); lambe os beiços e toma 14 caipirinhas no Manacá, em Camburi (litoral); acorda numa ressaca antológica e vai amenizá-la no bar Santa (Vila Madalena) e ainda tem uma refeição nababesca no Leopoldina, em plena Daslu.
Bourdain também passeia com seu colega de profissão, o chef Jun Sakamoto, e come espetinhos de carne suspeita na rua; participa de um churrasco com futebol "soçaite", molhado por litros de cerveja; por fim, come uma feijoada na casa de uma cozinheira simples, Claudia, uma senhora negra e imensa, que se engraça por um Bourdain envergonhado, mas agora em delírio.
No final do programa, Bourdain finalmente é arrebatado e admite: se não caiu de amores por São Paulo, está nocauteado por sua comida.

Serviço
Programa: "Sem Reservas"
Quando: Hoje, 7 de setembro, em vários horários
Onde: Discovery Travel & Living

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quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Biodiversidade


Biodiversidade é também chamada de diversidade biológica, variedade de organismos vivos em um hábitat, ou zona geográfica determinada. Geralmente mede-se como o número de espécies ou subespécies de plantas, animais e microorganismos. A diversidade de espécies é imprescindível para o funcionamento natural dos ecossistemas e, portanto, é um indicador do estado de saúde de determinado meio.

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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

UM MUNDO SEM ORQUESTRA?


Grande invenção cultural do século 18, a orquestra sinfônica, com sua centena de músicos regidos pela figura quase mítica do maestro, reinou absoluta no centro da música ocidental durante o século 19, tornando-se o símbolo máximo do refinamento estético. No entanto, a partir do século 20, foi gradativamente perdendo o contato com a realidade e com o público. Hoje, ela vive à margem da dinâmica social e cultural do mundo contemporâneo, amargando prejuízos ao mesmo tempo em que enfrenta o desafio de buscar, sem perder suas características essenciais, novas formas de conquistar novos consumidores.
Os números não são muito animadores. Nos Estados Unidos, nove orquestras sinfônicas fecharam as portas nos últimos meses, e metade das outras 1.200 amargam déficits. Na Europa, dezenas cortam despesas para não falirem. No Brasil, considera-se uma vitória o fato de apenas manterem-se de pé suas poucas instituições, tais como a OSESP, a Sinfônica de São Paulo, que manteve seu orçamento. No mundo, a maioria não tem contrato com gravadoras, e as vendas estacionaram em um dígito apenas. No Brasil, nos áureos anos 80, os clássicos eram 6% das vendas totais de discos, hoje não chegam a 2%.
É um esvaziamento que tem muitas causas. Uma delas, talvez a mais complexa e menos tangível, é a de que os ouvidos contemporâneos estão perdendo sua capacidade de interagir com a música erudita, acostumados que estão, desde que nascem, às mais variadas vertentes da música pop. Nos séculos 18 e 19, quando se fixou o repertório clássico e sua estética, as pessoas dependiam de sons acústicos e de execuções ao vivo para apreciar música e o que ouviam as direcionava mais facilmente para o gosto erudito. Noutras palavras, não havia a massificação proporcionada pela reprodutibilidade técnica, e não havia música para além do convívio humano convívio que é, no fim das contas, a base do surgimento da orquestra.
É este fato que dá sentido à ironia do crítico Douglas McLennan, editor do site de cultura Arts Journal: "Hoje, a música erudita está mais disponível do que em qualquer outra época na história, nos CDs, na Internet, na TV, no rádio e no DVD, além dos concertos. Mas já não é mais uma arte essencial. Você fala atualmente a palavra ‘clássico’ e a pessoa pensa em Rolling Stones e Beatles". Estes são os ouvidos contemporâneos que a música clássica não sabe como conquistar.
Outro aspecto revelador desta situação é a convicção do mundo erudito de que deveria ser ele o detentor do monopólio de divulgar a "boa música" crença nascida com sua hegemonia cultural no século 19. Isto se reflete nos rituais que ainda envolvem a audição das suas peças: não aplaudir entre os movimentos das obras, observar silêncio respeitoso, não fazer ruído algum durante a execução, e vestir-se adequadamente. Tudo isso cria um ambiente intimidador. "São rituais artificiais (...) que só os insiders conhecem", observa Christopher Small, em seu livro Musicking.
E mesmo os "de dentro" têm suas ressalvas. É o que mostra a pesquisa da Associação das Orquestras Norte-Americanas, que congrega 150 sinfônicas. Ela obteve a adesão de 15 delas - entre outras, Filadélfia, Detroit, New World, Saint Louis e Saint Paul num investimento de US$ 10 milhões para entrevistar 25 mil pessoas em 15 cidades. Tudo para conhecer melhor o presente e tentar adivinhar o futuro de suas associadas. A pesquisa mostrou que muitos acham desinteressante e monótono o visual do concerto, e consideram o ambiente pouco acolhedor com seus intervalos curtos entre a primeira e segunda partes. Em artigo recente, Paul Griffiths, crítico do The New York Times, afirmou que as orquestras não reconhecem isso porque "tratam o público como se fosse objeto, dando-lhe apenas o privilégio de consumir".
Outro problema enfrentado pelas orquestras é o enorme descompasso entre o que criam os compositores modernos e atuais e aqui entram nomes como o de Schoenberg (1874-1951) e Pierre Boulez (1925- ), cujas obras são de difícil assimilação, e a capacidade de compreensão do público. Também se acredita, como há cem anos, que obras hoje desconhecidas serão consideradas obras-primas no século 22. Isso é um engano, já que essa lógica funcionou somente até Mahler e Debussy, no início do século 20, porque a linguagem musical era única e tonal. Por isso, quando se apresenta música nova o público tende a desaparecer, ao contrário de outros gêneros, cuja produção se renova mantendo, porém, contato com o público. Sendo assim, o universo da música clássica é obrigado a viver de seus grandes nomes num grau de repetição muito além do desejável. Isso retira dessas obras-primas o poder de perturbação que um dia tiveram."O que uma vez foi lava incandescente, transforma-se em bucrocrático conforto espiritual", diz Small. Ano após ano, apresenta-se o mesmo Bach, o mesmo Brahms e o mesmo Beethoven, despejando no mercado cinqüenta ou cem versões da Quinta ou da Nona. Se isso se justifica pela inegável qualidade dessas obras, por outro lado acarreta um certo engessamento desse universo cultural, criando uma limitação de oferta dentro de um competitivo mercado cultural. Afinal, se para o especialista uma versão difere de outra, para o ouvinte comum ele está ouvindo a mesma coisa, independentemente de quem a interpreta.
Essas difíceis questões colocam as orquestras num aparente beco sem saída, mas, mesmo assim, elas se mexem. No Brasil, a OSESP tem planos de lançar seu selo próprio, a exemplo do que faz há anos a Orquestra Sinfônica de Londres, que já vendeu 250 mil cópias a 4,99 libras, um terço dos preços normais na Inglaterra. E se o sistema de assinaturas anuais afugenta parte significativa do público, há o exemplo da Orquestra de Cincinnati, dirigida pelo estoniano Paavo Järvi, que instituiu novidades como os concertos das quintas-feiras, cujo ingresso inclui um jantar-bufê.
Mas muitos espaços possíveis deixaram de ser preenchidos. François Colbert, em ensaio na Musiques Une Encyclopédie pour le XXIe Siécle, cujo primeiro volume é dedicado às músicas do século 20, e acaba de sair na França em tradução do original italiano de 2001, pergunta: "por que as orquestras não operam uma rádio em suas comunidades, já que este é o principal canal de difusão da música sinfônica?". Em São Paulo, por exemplo, já se fez isso no passado por meio da Rádio Cultura FM mas não se sabe por que, atualmente, nenhum concerto da OSESP é transmitido pela Cultura.
Entretanto, mais do que medidas tópicas de marketing e de mercado, é preciso render-se ao fato de que a orquestra, com seus altos custos de manutenção de salas, músicos e instrumentos, aliados à baixa audiência e a uma mística de superioridade incompatível com a cultura de massas, tornou-se um mamute cultural. Mesmo otimistas como Stephen Cottrell, editor do recém-lançado Cambridge Companion to the Orchestra, que reúne ensaios que tratam desde a questão estética até temas como o uso do rádio pelas orquestras e a criação de selos próprios, ressalva que "para ela sobreviver até o século 22, os enfoques criativos precisam ser a norma, e não a exceção. A orquestra é importante demais para ser encarada apenas como antiguidade cultural por um grupo cada vez menor de historiadores interessados".
As orquestras são importantes, mas, infelizmente, não indispensáveis. A prova maior de que os tempos são outros foi a inusitada atitude de Jay Meetze, diretor da Companhia de Ópera do Brooklyn, que usou, em agosto deste ano, uma orquestra computadorizada para acompanhar os cantores numa montagem da Flauta Mágica, de Mozart. Ele também regeu uma orquestra virtual, em que 27 microfones substituíram os músicos, simulando violinos, madeiras e percussão. Sinal dos tempos ou excentricidade? Seja como for, tudo aponta para um futuro em que orquestras ao vivo apresentando as grandes obras musicais do Ocidente serão, cada vez mais, um raro prazer.


O que ler


Cambridge Companion to the Orchestra, Stephen Cottrell (editor), Cambridge University Press, 312 págs., 45 Libras

Musiques du XXe Siècle (primeiro volume de Musiques - Une Encyclopédie pour le XXIe Siècle), Jean-Jacques Nattiez (editor), Actes Sud, 1.492 págs., 55 Euros

Musicking, Christopher Small, Weyslean University Press, 240 págs., US$20

Pesquisa da Associação de Orquestras Norte-Americanas, no site: www.knightfdn.org

Site de cultura editado por Douglas McLennan: www.artsjournal.com

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terça-feira, 4 de setembro de 2007

Cientistas induzem sensação de estar fora do corpo em pessoas saudáveis



Usando óculos de realidade virtual, uma câmera e uma vara, cientistas induziram experiências de estar fora do corpo - a sensação de viajar para fora do próprio corpo em pessoas saudáveis, de acordo com experimentos sendo publicados pela revista Science.Quando as pessoas vêem uma imagem ilusória de si mesmas pelos óculos e são tocadas com uma vara, elas sentem como se tivessem deixado seus corpos.A pesquisa revela que "a sensação de ter um corpo, de ser um ente corpóreo" é de fato construída por correntes sensórias múltiplas, disse Matthew Botvinick, professor de neurociências da Universidade de Princeton, especialista em corpo e mente que não participou dos experimentos.Em geral, essas correntes sensórias, que incluem visão, tato, equilíbrio e sensação da posição do corpo no espaço, trabalham juntas imperceptivelmente, disse Botvinick. Mas quando as informações das fontes sensoriais não se encaixam e saem de sincronia, a sensação de estar no corpo como um todo se desmonta.O cérebro, que detesta ambigüidades, então força uma decisão que pode envolver a sensação de estar em um corpo diferente, mostram os novos experimentos.A pesquisa fornece explicação física para fenômenos geralmente atribuídos a influências de outros mundos, disse Peter Brugger, neurologista do Hospital Universitário de Zurique, na Suíça. Depois de ferimentos súbitos e severos, freqüentemente as pessoas contam ter tido a sensação de flutuar para fora de seu corpo, olhar para baixo, ouvir o que é dito e então, igualmente subitamente, encontrarem-se novamente dentro do corpo. A nova pesquisa é o primeiro passo para se entender exatamente como o cérebro cria essa sensação, disse ele.Os experimentos fora do corpo foram conduzidos por dois grupos de pesquisa, usando métodos ligeiramente diferentes, com a intenção de expandir a chamada ilusão da mão de borracha.Nessa ilusão, as pessoas escondem uma mão no colo e olham para uma mão de borracha em cima da mesa na frente delas. Quando o pesquisador toca na mão verdadeira e na mão de borracha simultaneamente com uma vara, as pessoas têm a sensação vívida de que a mão de borracha é a sua.Quando a mão de borracha é atingida com uma machadinha, as pessoas contraem-se e às vezes gritam.A ilusão mostra que as partes do corpo podem ser separadas do todo quando se provoca um desencontro entre tato e visão. Isto é, quando o cérebro vê a mão falsa sendo tocada e sente a mesma sensação, esta é erroneamente atribuída à falsa mão.Os novos experimentos foram desenhados para criar, com manipulações similares, uma ilusão do corpo inteiro.Na Suíça, Olaf Blanke, neurocientista da Escola Politécnica Federal em Lausanne, pediu aos participantes para vestirem óculos de realidade virtual em uma sala vazia. Uma câmera projetou a imagem de cada pessoa tomada das costas e mostrada a 1,8 m de distância. Então, elas viam uma imagem ilusória de si mesmas a uma certa distância.Então Blanke tocava as costas de cada pessoa por um minuto com uma vara, enquanto projetava simultaneamente a imagem da vara na imagem ilusória do corpo da pessoa.Quando os toques eram sincronizados, as pessoas tinham a sensação de estar momentaneamente dentro do corpo ilusório. Quando os toques não eram sincronizados, a ilusão não ocorria.Em outra variação, Blanke projetou um "corpo de borracha" - um manequim barato comprado no eBay, vestindo as mesmas roupas do voluntário - nos óculos de realidade virtual. Com toques sincronizados, a sensação de ser das pessoas passou para o manequim.Um conjunto de experimentos separado foi desenvolvido por Henrik Ehrsson, professor assistente de neurociências do Instituto Karolinska, em Helsinque.No ano passado, quando Ehrsson era "um aluno de medicina entediado no Colégio Universitário em Londres", ele se perguntou: "O que aconteceria com uma pessoa se 'tirasse' seus olhos e os colocasse em um ponto diferente de uma sala? Ela se veria onde seus olhos estavam? Ou onde seu corpo estava?"Para descobrir, Ehrsson pediu às pessoas para sentarem em uma cadeira e usarem óculos conectados com duas câmeras de vídeo colocadas 1,8 m atrás delas. A câmera da esquerda projetava para o olho esquerdo. A câmera da direita projetava para o olho direito. Como resultado, as pessoas viram suas próprias costas da perspectiva de uma pessoa virtual sentada atrás delas.Usando duas varas, Ehrsson tocou no peito de cada pessoa por dois minutos com uma vara enquanto movia a segunda sob as lentes da câmera, como se estivesse tocando o corpo virtual.Novamente, quando os toques eram sincronizados, as pessoas tinham a sensação de estar fora de seus corpos - nesse caso, vendo a si mesmas de uma distância, onde seus "olhos" estavam.Depois Ehrsson pegou um martelo. Enquanto as pessoas estavam vivenciando a ilusão, ele fingiu esmagar o corpo virtual acenando com o martelo logo abaixo das câmeras. Imediatamente, os participantes registraram uma resposta à ameaça medida por sensores em sua pele. Eles suaram e os pulsos se aceleraram.Eles também reagiram emocionalmente, como se estivessem vendo a si mesmos se machucarem, disse Ehrsson.As pessoas que participaram dos experimentos disseram que tiveram a sensação de sair de seus corpos, mas não uma forte sensação de flutuar ou rodar, como é comum nas experiências extracorpóreas, disseram os pesquisadores.O próximo conjunto de experimentos vai envolver desconectar não só o toque e a visão, mas outros aspectos do corpo sensorial, inclusive a sensação da posição do corpo no espaço e o equilíbrio, disseram.É provável que tais desencontros ocorram naturalmente quando regiões multi-sensoriais do cérebro são privadas de oxigênio após um ferimento ou choque. Ou elas podem ser induzidas durante o sono, esportes extremos ou práticas intensas de meditação que alteram o fluxo sangüíneo para partes específicas do cérebro.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Papel de Parede Para Sua àrea de Trabalho

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domingo, 2 de setembro de 2007

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sábado, 1 de setembro de 2007

Há 01 Ano Atrás


01 de Setembro de 2006

Avião Tupolev derrapa e incendeia-se após aterrisagem em Mashhad


Um avião Tupolev da Iran Airtour pegou fogo, após um pneu estourar durante o pouso em Mashhad, no nordeste do Irã, matando 28 das 148 pessoas a bordo.Os primeiros relatos falavam em 80 mortos, mas, depois, o ministro de Estradas e Transportes iraniano, Mohammad Rahmati, afirmou à televisão estatal que eram 28, além de 30 feridos."O avião estava subindo e descendo quando tentávamos pousar. Ao pousarmos, eu ouvi o barulho forte vindo da parte de baixo. O avião se inclinou para um lado e passou a deslizar. E, então, o fogo começou na parte da frente", disse à TV estatal um dos passageiros hospitalizados.O Tupolev 154, de fabricação russa, havia partido de Bandar Abbas, no sul. O fogo começou por volta das 13h45 (no horário local), quando o avião derrapou e saiu da pista após um pneu do trem de pouso estourar. A tripulação e o piloto sobreviveram.Segundo um representante da Iran Airtour, os vôos para Masshad foram suspensos depois do acidente.A cidade abriga o principal santuário do Irã. Peregrinos viajam até lá o ano todo para visitar a tumba do imã Reza, o oitavo imã na hierarquia xiita. Já Bandar Abbas é a cidade portuária mais importante do país e está próxima da ilha Qeshm, um concorrido destino turístico.De acordo com especialistas em segurança aérea, o Irã tem registrado uma série de acidentes, sobretudo com aeronaves de fabricação russa. Sanções por parte dos EUA têm impedido a compra de novos aviões e peças de reposição em países ocidentais, tornando inevitáveis os negócios com a Rússia para complementar a frota.O último acidente grave no país aconteceu em janeiro último, quando a queda de um avião militar matou pelo menos 11 pessoas. Um mês antes, outra aeronave militar havia atingido um prédio em Teerã, matando 94 pessoas a bordo e 22 em terra.Em fevereiro deste ano, ocorreu o desastre mais recente com uma companhia iraniana. Um Fokker-50 da Kish Airlines caiu ao tentar pousar no aeroporto de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, e matou 43 das 45 pessoas a bordo.

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