sábado, 30 de junho de 2007

DEIXANDO DE FUMAR - PARTE 1

A luta para largar o cigarro é um vale-tudo. Sem muita força de vontade não há campanha ou pressão que resolva.

Há vários anos o ator Nuno Leal Maia anota todos os dias na agenda a quantidade de cigarros que fumou. Assim, descobriu que nunca ultrapassa a marca de quinze, melhor ainda, alguns dias a agenda fica em branco, prova de que não fumou nada. Essa proeza ele conseguiu submetendo-se a um treinamento curto e grosso: trancou-se um dia inteiro dentro de casa sem fumar. "Foi ai que comecei a me libertar um pouco da muleta", conta o ator, um homem bem menos simplório na vida real do que o bicheiro Tony Carrado por ele interpretado na novela Mandala. Mesmo assim, ainda não conseguiu vencer o vício: basta ficar tenso para acabar fumando. Assim como Leal Maia, um número indeterminado mas ao que parece cada vez maior de brasileiros levanta todos os dias com a disposição-inabalável porém nem tanto, como se verá de romper relações com o cigarro. Eles são a fatia arrependida de uma legião de 33 milhões de pessoas (algo como quatro em cada dez habitantes) que devem queimar este ano 168 bilhões de cigarros. É uma áspera peleja, essa de apagar o derradeiro cigarro e não tornar nunca mais a acender outro. Só os que tentaram e conseguiram sabem o quanto custa. Para começar, o candidato a ex-fumante vive num mundo onde é mais fácil ele ser estimulado a retomar o hábito do que o contrário.
Além disso, nos primeiros tempos de abstinência, os sintomas físicos e psíquicos tendem a ser desencorajadores. Por fim, como o cigarro está associado a uma série de situações prazerosas, das quais não há razão para se privar, o desejo de voltar atrás muitas vezes ameaça afogar as mais firmes promessas. Não são raros, por isso, os que acabam voltando. Estimativas sugerem que sete entre dez pessoas as desistem antes de completar um ano longe do fumo. Depois, porém, as chances de recaída diminuem drasticamente. O segredo, aparentemente, está em tentar de novo-e de novo-até vencer a batalha. Foi o que aconteceu com o pianista Arthur Moreira Lima, que fumou dos 15 aos 40 e libertou-se há anos, cansado de respirar mal e do gosto ruim que Ihe deixavam na boca os quatro maços consumidos por dia. Ele já fizera três tentativas, até que um dia decidiu procurar um acupunturista na esperança de que a aplicação de agulhas em pontos da orelha o ajudasse, como tinha ouvido dizer. "Era uma sexta-feira e a consulta estava marcada para a tarde. Aí pensei comigo: "Por que não paro agora mesmo de manhã? ", lembra-se ele com precisão. Moreira Lima não sabe, a rigor, se foi a acupuntura ou a força de vontade o que resolveu a parada. Mas recorda como se fosse ontem os heróicos tempos sem o cigarro: o primeiro fim de semana foi terrível e para me ocupar fiquei arrumando os armários de casa. O primeiro mês também foi o mais difícil. Eu comia chocolate feito doido; engordei uns 5 quilos. Mas depois fui me acalmando. Comecei até a pensar melhor".
Ex-fumante a atriz Dina Sfat também tinha tentado parar mais de uma vez, porque se sentia cansada e não respirava direito. "De repente, depois de vários fracassos, resolvi que fumar era ridículo e larguei", diz. A decisão mexeu com muita coisa em sua vida cotidiana. "Minha primeira providência foi cortar o café da manhã, para desfazer uma forte associação com o cigarro. Em compensação, passei a comer doces", lembra. Moral da história: Dina engordou 6 quilos (que perdeu um ano e meio depois à custa de muita ginástica), mas nunca mais fumou. Como Moreira Lima e Dina Sfat, muita gente engorda quando pára de fumar, algo que, nestes tempos de culto à forma física, pode submeter a dura prova uma decisão de banir o cigarro, mas na verdade é uma das evidências mais palpáveis das mudanças que ocorrem no organismo. Isso porque as células passam a respirar melhor e a metabolizar melhor os alimentos.
Não há dúvida, porém, de que se engorda também por causa de tudo que se leva à boca (e ao estômago) para compensar a falta de um cigarro nos lábios, principalmente balas, chocolates, chicletes e assemelhados. Outras válvulas de escape diminuem a tensão sem a desvantagem de aumentar o peso-no máximo, podem virar cacoetes: morder lápis, tampas de caneta, hastes de óculos ou o que estiver ao alcance da mão.
Afinal, explica o psiquiatra Arthur Kaufman, da Universidade de São Paulo, "como o cigarro representa quase um companheiro, as pessoas ficam sem apoio afetivo quando param de fumar; por isso alguns passam a consumir mais café, analgésicos e tranqüilizantes, na tentativa de substitui-lo". Em sua opinião, os motivos que levam o fumante a tentar abandonar o hábitoconselhos médico, campanhas educativas, conhecimento sobre os males do fumo, uma doença em família-não bastam logicamente para garantir a vitória na batalha. "É acima de tudo uma questão de resistir à frustração", acredita ele, credenciado por sua condição de ex-fumante.
Depois de vinte anos, Kaufman deixou de fumar pela primeira vez quando começou a escrever um artigo sobre os aspectos psicológicos do tabagismo. Duas recaídas mais tarde (a primeira ao cabo de vinte meses), recorreu à acupuntura e está sem fumar há um ano e meio. "Mas a determinação ajuda bastante", diz o médico. Resistir à frustração, como todos sabem, não é um desafio simples e é justamente quando enfrentam situações emocionais difíceis que alguns ex-fumantes acabam sucumbindo. Assim aconteceu com a assistente social Cecy Gonçalves, que parou duas vezes e duas vezes recomeçou por causa de complicações sentimentais. "Há questão de um ano resolvi segurar a barra tentar parar de vez", diz. "Por isso, conto cada cigarro que fumo-cinco em média por dia-e cada vez a consciência pesa mais, porque sei que estou me prejudicando", confessa ela.
De modo geral, problemas de saúde, menos ou mais graves, são a causa principal das decisões de abandonar o tabagismo. Não se sabe que influência em no Brasil as campanhas antifumo ou as notícias sobre restrições ao cigarro em outros países. Tampouco se sabe porque certas pessoas deixam de fumar e não sentem nada. Há quatro anos o advogado Luis Antônio Campos Arrudão descobriu que precisava fazer exercícios para baixar a taxa de gordura no sangue. Por isso ele deixou o cachimbo que fumava há dez anos. "Foi tranqüilo. Não tive qualquer tipo de ansiedade", garante.
Situação bem mais dramática-pelo motivo e pela dificuldade de parar viveu um dos fumantes mais notórios do país, o ex senador paulista Mário Covas, quatro maços por dia. Em conseqüência de uma angina, que há anos o obrigou a uma semana de hospedagem no Instituto do Coração de São Paulo, muito a contragosto Covas deixou o partido dos fumantes. Isso, porém, não o livrou de uma cirurgia de ponte de safena. O senador, que anos a fio ignorou os apelos de parentes, amigos e eleitores para aderir ao antitabagismo, ainda hoje não resiste à tentação de levar um cigarro aos lábios-felizmente para ele, o cigarro está sempre apagado. Tamanha é a força do hábito que, além disso, Covas mantinha os gestos típicos de fumante: batia o cigarro na cinzeiro e o "apaga".

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sexta-feira, 29 de junho de 2007

Reflexões

"A dor é inevitável, o sofrimento, opcional"
Carlos Drummond de Andrade

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quinta-feira, 28 de junho de 2007

O cérebro: maleável, capaz, vulnerável

Do Science Times

Em geral, nas livrarias, a sessão de ciências fica bem longe da sessão de auto-ajuda, com a dura realidade em uma estante e o pensamento otimista na outra. Mas a sinopse de Norman Doidge da atual revolução na neurociência, "The Brain That Changes Itself: Stories of Personal Triumph From the Frontiers of Brain Science" (O cérebro que se muda: histórias de triunfo pessoal das fronteiras da ciência cerebral) cobre essa distância: a antiga distinção entre o cérebro e a mente está se desfazendo rapidamente, na medida em que o poder do pensamento positivo finalmente ganha credibilidade científica. O credo dessa revolução é a neuroplasticidade a descoberta que o cérebro humano é tão maleável quanto uma massa de argila úmida, não só na infância, como os cientistas sabem há muito, mas em qualquer idade.
Na neurociência clássica, o cérebro adulto era considerado uma máquina imutável, tão maravilhosamente precisa quanto um relógio em uma caixa trancada. Toda parte tinha seu propósito específico, nenhuma podia ser substituída ou consertada, e a máquina estava destinada a progredir em um ritmo constante até suas engrenagens corroerem com a idade.

Agora, técnicas experimentais sofisticadas sugerem que o cérebro é mais como uma criatura marítima animada da Disney. Vazando constantemente em várias direções, é aparentemente capaz de responder aos ferimentos com uma reorganização funcional impressionantemente, e às vezes pode de fato se reconfigurar com o pensamento, em um fenômeno de 'verbo que se torna carne' muito mais característico de Lurdes do que dos Institutos Nacionais de Saúde.

Então é perdoável que Doidge, um psiquiatra canadense e autor de ciência vencedor de prêmios, reconte as conquistas dos "neuroplásticos" como ele chama os neurocientistas envolvidos nesses novos estudos, com uma reverência abismada. As descobertas de fato são inovadoras, milagreiras, que transformam a realidade e têm implicações não apenas para pacientes individuais com doenças neurológicas, mas para todos os seres humanos, sem mencionar a cultura, o aprendizado e a história humana, como Doidge observa.

E tudo isso a partir do fato que os circuitos eletrônicos em uma pequena massa de tecido cinzento são perfeitamente acessíveis para qualquer técnico com os instrumentos corretos.

Para os pacientes com danos cerebrais, a revolução traz apenas boas notícias, como Doidge descreve em diversos exemplos. Uma mulher com dano no sistema vestibular do ouvido interno, onde reside o sentido do equilíbrio, sente como se estivesse em queda livre, caindo pelo espaço como um banhista sendo puxado sob a onda no mar. Em um laboratório de neurociências, ela coloca um conjunto de eletrodos na superfície de sua língua e um chapéu duro com fios na cabeça, e a sensação de queda pára. O aparato é conectado a um computador para criar um sistema vestibular externo, que substitui o danificado enviando os sinais adequados para seu cérebro pela língua.

Mas isso não é tudo. Após um ano de sessões com o aparelho, ela não precisa mais dele: seu cérebro se reestruturou e fez um desvio do sistema vestibular danificado com um novo circuito.

Um cirurgião em seus 50 anos sofreu um derrame que o debilitou. Ele é um dos primeiros pacientes a se inscreverem em uma clínica de reabilitação guiada por princípios de neuroplasticidade: seu braço bom é imobilizado, e ele vai limpar as mesas. A princípio, a tarefa é impossível; depois, o braço ruim lembra suas capacidades. Ele aprende a escrever novamente; joga tênis novamente: as funções das áreas do cérebro mortas no derrame se transferiram para regiões saudáveis.

Um amputado tem uma coceira bizarra na mão que falta: como não dá para coçar, a sensação atormenta-o. Um neurocientista descobre que as células do cérebro que recebiam dados da mão agora estão dedicadas ao rosto do homem; uma boa coçada na bochecha alivia a coceira. Outro amputado tem 10 anos de dores "fantasma" terríveis, em seu cotovelo amputado. Quando coloca o braço bom em uma caixa com espelhos, ele parece reconhecer o braço que falta e pode finalmente esticar o cotovelo. Depois de um mês, seu cérebro reconhece seus circuitos danificados, e a ilusão do braço e a dor desaparecem.

A pesquisa sobre a maleabilidade do cérebro normal não é em nada menos impressionante. Voluntários aprendem a tocar uma seqüência de notas no piano e desenvolvem mudanças características na atividade elétrica do cérebro; quando outros voluntários sentam-se na frente do piano e apenas pensam em tocar as mesmas notas, a mesma mudança ocorre. É o virtual tornado real, uma quantificação sólida do poder do pensamento.

Destes dados experimentais ainda relativamente primitivos, é possível construir teorias para toda a experiência humana: a criatividade e o amor, o vício e a obsessão, a raiva e o sofrimento - tudo, presumivelmente, resulta de associações elétricas distintas que podem ser manipuladas pelo próprio cérebro e pelos cérebros dos outros, para melhor ou para pior.

Pois a neuroplasticidade também pode se provar uma maldição. O cérebro pode pensar e criar rotas, com hábitos elétricos tão difíceis de erradicar como se fossem, de fato, a máquina imutável de antes. Algumas vezes "bloqueios" podem ser criados para ajudar a levar a atividade na direção desejada (como atar o braço bom do paciente de derrame). Algumas vezes, recriar os circuitos requer trabalho cerebral duro; Doidge cita a análise freudiana bem sucedida de um de seus pacientes.

E é claro, as implicações da reconstrução externa do cérebro humana são ameaçadoras pois, se o cérebro é maleável, também é infinitamente vulnerável, não só aos seus próprios erros mas também às ambições e excessos de outros, sejam pais desorientados, modistas culturais bem intencionados ou líderes nacionais despóticos. A nova ciência do cérebro pode estar em sua infância, mas as mentes científicas já estão pulando à frente, como deixa claro Doidge.

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quarta-feira, 27 de junho de 2007

Garoto De Aluguel - Zé Ramalho

Baby !
Dê-me seu dinheiro que eu quero viver
Dê-me seu relógio que eu quero saber
Quanto tempo falta para lhe esquecer
Quanto vale um homem para amar você
Minha profissão é suja e vulgar
Quero pagamento para me deitar
Junto com você estrangular meu riso
Dê-me seu amor que dele não preciso
Baby !
Nossa relação acaba-se assim
Como um caramelo que chega-se ao fim
Na boca vermelha de uma dama louca
Pague meu dinheiro e vista sua roupa
Deixe a porta aberta quando for saindo
Você vai chorando e eu fico sorrindo
Conte pras amigas que tudo foi mal
Nada me preocupa de um marginal

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terça-feira, 26 de junho de 2007

QUANDO E PARA QUE FOI CRIADA A ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS?



Ela foi fundada no dia 15 de dezembro de 1896. Apesar dos discursos formais falando sobre sua importância para a "unidade literária" do país, a razão do surgimento da Academia Brasileira de Letras (ABL) pode ser explicada de maneira bem mais simples e sincera: os escritores que viviam no Rio de Janeiro no final do século XIX queriam um ponto de encontro para jogar conversa fora. Naquela época, antes da ABL, alguns escritores costumavam se reunir em livrarias da cidade. Em 1892, o crítico Araripe Júnior e o escritor Raul Pompéia fundaram um clube chamado Rabelais. Mas o local não agradava muito a alguns intelectuais, principalmente os escritores Machado de Assis e Visconde de Taunay e o abolicionista Joaquim Nabuco. Em seu livro O Presidente Machado de Assis, Josué Montello revela que o descontentamento com o "barulhento Rabelais" incentivou o trio a fundar uma instituição inspirada na Academia Francesa de Letras, de 1635.

Sua versão brasileira nasceu com 30 membros, mas, em poucos meses, foram criadas outras dez cadeiras para seguir fielmente o modelo francês. Até o fardão usado pelos membros brasileiros imortais é igual ao deles - a grande diferença é que, enquanto a Academia Francesa aceita escritores de outros países que também falem sua língua, a nossa só aceita brasileiros, o que o primeiro artigo do seu estatuto deixa bem claro: "A Academia Brasileira de Letras, com sede no Rio de Janeiro, tem por fim a cultura da língua nacional."

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segunda-feira, 25 de junho de 2007

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domingo, 24 de junho de 2007

Burle Marx - entrevista concedida a Veja (19/09/1973) após fazer uma viagem de 4 mil quilômetros pelo Brasil. - Final


Veja - As grandes cidades, com exceção de Belo Horizonte, que o senhor já citou, estariam a salvo desse processo?
BURLE MARX - De fato, não precisamos ir longe para dar exemplos de destruição. Basta ver o que se faz aqui mesmo no Rio, em Jacarepaguá, onde existe uma flora de riqueza enorme, com milhares de plantas adaptadas às condições climáticas do lugar - cajueiros, quaresmeiras, pitangueiras e tantas outras. Pois bem, toda essa flora está sendo destruída para se plantar casuarinas e eucaliptos. Não se leva absolutamente em conta a necessidade de conservar as variedades existentes e, com isso, preservar o caráter local, de grande interesse botânico. Na pedra de Itaúna, no início da Rio-Santos, a vegetação foi em parte arrasada, apesar de o local ser tombado. Dentro do Rio mesmo houve a deplorável mutilação do Jardim Botânico, que teve uma grande parte cedida ao Jóquei Clube. Na primeira área, existia uma raríssima coleção de plantas do baixo Amazonas, trazidas pelos botânicos Barbosa Rodrigues e Ducke Kulman. Essa coleção servia para estudos intimamente ligados à cultura brasileira. E a destruição não ocorre apenas na flora da Guanabara. Na baía de Sepetiba, a pesca predatória, sobretudo com rede de balão, que vai remexendo o fundo e destruindo os nutrientes vitais aos peixes, está acabando com a fauna. Além de mal feita, a pesca também é contínua, sem respeito às épocas de desova e procriação. A própria baía de Guanabara, com uma poluição violentíssima, não é mais sombra do que foi, quanto à piscosidade.

Veja - Um outro extremo: apesar de sua imensa extensão, a floresta amazônica corre perigo?
BURLE MARX - Aos que me perguntam isso, eu costumo lembrar que o Brasil tinha mais de 300 quilômetros de florestas virgens da costa para o interior, ao longo de grande parte de seu litoral. Hoje, essas florestas praticamente desapareceram.

Veja - E o que lazer para evitar a destruição da Amazônia?
BURLE MARX - Racionalizar e disciplinar o mais possível todo projeto na área, seja de ocupação ou referente à abertura de uma estrada. Cada projeto deve ser sempre acompanhado por uma equipe de técnicos em silvicultura e botânicos. É preciso defender com unhas e dentes a ecologia da região. Partir para o desmatamento indiscriminado é abrir caminho para a desertificação. É preciso lembrar que as florestas são grandes retentoras das águas das chuvas. Sua destruição implicará uma vazão mais rápida dessas águas, agravando o problema das enchentes. Nas regiões desmatadas, os rios afinam na estiagem, para engrossar subitamente por causa das chuvas fortes em suas cabeceiras e curso médio. Por isso, a destruição da cobertura vegetal, na Amazônia, ao mesmo tempo que reduziria o volume normal dos rios, aumentaria a violência das cheias, para desespero das populações ribeirinhas.

Veja - O senhor tem criticado o reflorestamento no Brasil. Por quê?
BURLE MARX - Não sou contrário ao plantio de árvores para fins comerciais. Mas derrubar florestas naturais e, no lugar, plantar florestas homogênas é um absurdo. E o pior é que esse absurdo tem amparo legal. A lei 4 771, de 15 de setembro de 1965, diz em seu artigo 19: "Visando ao maior rendimento econômico, é permitido aos proprietários de florestas heterogêneas transformá-las em homogêneas, executando o trabalho de derrubada a um só tempo ou sucessivamente, desde que assinem, antes do início dos trabalhos, perante a autoridade competente, termo de obrigação de reposição e trato culturais". O reflorestamento geralmente é feito com o "Pinus elliattii" e o eucalipto. Que isso seja feito em terras já devastadas, compreende-se. Mas botar abaixo uma floresta natural para plantar essas espécies não tem sentido. Nas matas de eucalipto não há alimentos para os pássaros nem para os bichos. São matas silenciosas, onde só se ouve o ruído dos ventos agitando a copa das árvores. Quer dizer, estão trocando matas cheias de vida por florestas sepulcrais. É preciso melhorar as leis e criar, imediatamente, uma fiscalização eficiente e severa, para defender nossas reservas florestais e a natureza em geral. O governo precisa agir com rapidez e energia, para salvar o que resta de nossas fabulosas reservas naturais.

Veja - Além das leis e da fiscalização, haveria outras medidas a tomar?
BURLE MARX - Incentivar e orientar a multiplicação de parques estaduais por todo o país seria uma medida de largo alcance. Com isso, as cidades, além de preservar a flora típica da região, criariam um local de recreação.

Veja - E especificamente quanto ao reflorestamento?
BURLE MARX - Acho que é obrigação do governo fomentar o plantio de madeiras nobres. Por que se plantarem apenas árvores estrangeiras, como o eucalipto e o "Pinus elliottii"? Quais são os hortos que estão preocupados em fazer reflorestamento com madeiras brasileiras? Enquanto isso, continua a impiedosa derrubada de essências nobres como o cedro, jacarandá, pau-ferro, sicupira, massaranduba, pau-de-vinho, pau-rosa, pau-marfim, pau-brasil, jequitibá, jatobá, ipê-preto, imbuia, mogno, aroeira e muitas outras. E essas árvores não são replantadas. Será que ninguém pensa no futuro? O mal do Brasil é que agimos visando a resultados imediatos; ninguém está plantando para o futuro. A meu ver, a política do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal deveria fazer uma ampla abertura nesse sentido. A propósito, por que não fazer a arborização das cidades preferentemente com árvores brasileiras, apropriadas para isso, em vez de se usarem sistematicamente plantas exóticas, como acontece hoje no país inteiro? Outra coisa: se existe uma técnica que permitiu o extraordinário desenvolvimento das culturas de verduras e frutas entre nós, por que não desenvolvemos também uma técnica voltada para a silvicultura, a fim de aperfeiçoarmos e acelerarmos nossos processos de florestamento e reflorestamento?

Veja - E quanto ao povo, que tão pouco sabe a respeito dos prejuízos que ele próprio acarreta, com as queimadas, o que poderia ser feito?
BURLE MARX - Creio que é tempo de o Brasil aprender a amar a natureza as florestas, os rios, os lagos, os bichos, os pássaros. Creio que é preciso reformular nosso conceito de patriotismo. Patriotismo, para mim, é proteger o nosso patrimônio. Artístico, cultural, e a terra, que nos dá tudo isso.

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sábado, 23 de junho de 2007

Burle Marx - entrevista concedida a Veja (19/09/1973) após fazer uma viagem de 4 mil quilômetros pelo Brasil. - Parte 1



Veja - Nos países desenvolvidos, de um modo geral, existe uma preocupação clara e bastante antiga com a preservação da natureza. Alguns deles dificultam ao máximo o funcionamento de indústrias excessivamente poluidoras, além de defender, como a um tesouro, seus bosques e florestas. E no Brasil, dono de uma das maiores reservas florestais do mundo, qual é a situação?

BURLE MARX - Infelizmente, é desoladora. Acabo de fazer uma viagem de carro, através de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo, num giro de mais de 4 000 quilômetros, a fim de recolher material botânico para parques e jardins. Fiquei acabrunhado com o que vi: uma destruição tenaz e impiedosa, liquidando reservas florestais de valor inestimável. Algo profundamente lamentável.

Veja - Essa destruição...

BURLE MARX - ...é muito maior do que se possa imaginar, sobretudo no sul da Bahia e norte do Espírito Santo, onde as florestas são totalmente destruídas pelo fogo, após a retirada das árvores de valor comercial. Com isso, a vegetação de sub-bosque, as árvores e a vegetação epífita - que vive fixada em outra, sem ser parasita - são

devastadas por completo. Em conseqüência, a fauna também vai sendo exterminada. A sensação que experimentei, e que muito me deprimiu, é que nos encaminhamos a passos largos para o completo extermínio de nossa cobertura vegetal, com nefastos resultados para o país.

Veja - Quais seriam as conseqüências mais graves desse desmatamento?

BURLE MARX - Uma severa modificação climática, com uma enorme diminuição de nossos mananciais. Nascentes vão secar, rios vão virar riachos, simples regatos. E muitos deixarão de ser perenes, como já acontece no seco e sofrido sertão nordestino. Uma vez perdida a capa protetora da cobertura vegetal, a terra fica inteiramente à mercê da erosão. Nas áreas equatoriais, a incidência dos raios solares sobre o solo também costuma ser devastadora, por calcinar sua camada fértil. A superfície úmida vai cedendo lugar a um solo gretado e estorricado, num fenômeno conhecido como laterização.

Veja - A erosão, nesse caso, surgiria como um fator secundário de empobrecimento da terra?

BURLE MARX - A erosão é um problema muito mais sério do que se pensa. Basta lembrar que são necessários quatrocentos anos para se criar uma polegada e meia de terra arável. Enquanto isso, a erosão destrói 15 centímetros dessa terra em pouquíssimo tempo. E, como se não bastasse isso, a destruição provoca outra: a da fauna aquática, pela obstrução do leito dos rios, ribeirões e córregos. É a marcha para a desertificação total.

Veja - Os órgãos encarregados da defesa de nossas reservas naturais tomam alguma providência para impedir essa destruição? Existem fiscais em número suficiente?

BURLE MARX - Por onde andei, não vi nada nem ao menos parecido com fiscalização. Nada contém a fúria dos destruidores de florestas. Infelizmente, o brasileiro ainda não aprendeu a amar as árvores. E esse deplorável desamor pelas florestas é atávico. Na época da colonização, as florestas infundiam medo. Nela se escondiam os índios, com suas flechas envenenadas. Elas eram o covil da serpente, da aranha, dos mosquitos sem conta entre eles, os transmissores da malária, das formigas. Tudo isso contribuiu para que a agressão à floresta fosse um processo continuado. E hoje a agressão é muito maior, porque há mais gente derrubando matas e mais recursos para isso. Não falta nem mesmo o estímulo oficial. Quando o presidente vai inaugurar um trecho de rodovia na amazônia, joga-se ao chão um gigante da floresta, para se colocar uma placa no tronco decepado. Por que não colocar a placa num tronco de árvore viva, conservando-a perenemente como um imponente monumento vegetal?

Veja - Em sua luta contra a selva, o brasileiro já obteve que tipo de vitórias?

BURLE MARX - O que vi nessa viagem de Belo Horizonte a Cachoeira, na Espírito Santo, passando por Governador Valadares (MG) e Feira de Santana (BA) e, depois de Cachoeira, descendo pela BR-101, a Translitorânea, foi deprimente. A destruição é de tal maneira violenta que a gente tem a impressão de que se está querendo criar uma paisagem lunar naqueles lugares. Tiram a madeira de lei e depois põem fogo na floresta, transformando o resto em carvão. Na região de Morro do Chapéu, na Bahia, onde me encantei com o belo espetáculo da cachoeira do Ferro Doido e onde se descobriu uma espécie de beija-flor que se supunha extinta há mais de um século, a flora riquíssima está sendo destruída, para facilitar a criação de gado. Ali, surpreendi um vaqueiro ateando fogo a um grupo saxícola (vegetação que cresce entre pedras). Quando lhe perguntei qual a razão da queimada, respondeu-me que estava limpando o terreno. Na verdade, estava destruindo um jardim natural que, em outros países, já teria sido transformado em reserva biológica ou parque nacional.

Veja - A região mineira, por onde o senhor passou, sofre o mesmo tipo de ataque do homem?

BURLE MARX - Entre Três Marias e Pirapora, na região guimaraniana dos sertões gerais, o viajante assiste a uma sucessão de grandes queimadas, que alcançam até 5 quilômetros de frente, como presenciou recentemente o urbanista Radamês Teixeira da Silva, de Belo Horizonte. E, ao longo de toda a estrada Belo Horizonte-Brasília, o triste espetáculo da destruição dos cerrados é uma constante. Numa simples viagem, fiquei horrorizado com a seqüência de queimadas. Tive a sensação de estar atravessando um mar de fogo. Ora era asfixiado pelo torvelinho de fumaça, ora o calor era tão grande que tinha medo de não chegar ao outro lado. Essas terras, que já não são boas, ficarão rapidamente muito piores, pelo sistemático e impiedoso desmatamento, incentivado por uma grande siderúrgica, que tem uma fome crescente de carvão vegetal. Quem viaja por ali, nessa época do ano, vê a cada instante a fumaça dos fornos de carvão extinguindo o que ainda resta de cerrado. Ainda em Minas, uma das mais notáveis florestas da região leste foi destruída, atacada ao mesmo tempo pela fúria dos extratores de madeira de lei e pela cobiça das siderúrgicas. O vale do Rio Doce, antes cheio de grandes matas, foi dizimado. E, em conseqüência do gradativo empobrecimento do solo, até mesmo o capimcolonião, base de seu desenvolvimento pecuário, por ser nativo daquela zona, está deixando de nascer. A situação é triste. Hoje, Minas tem apenas 7% de áreas cobertas de matas.

Veja - O senhor viaja regularmente, há muitos anos, por esses Estados. E, pelo que observou, as alterações da paisagem são recentes ou antigas?

BURLE MARX - Em território baiano, até oito anos atrás, as matas orlavam as estradas. Hoje, estão a muitos quilômetros e se distanciam cada vez mais, porque a destruição não pára. E, onde existiu uma flora exuberante, crescem apenas as espécies invasoras, que inibem o desenvolvimento das demais. No Espírito Santo, vi uma região que me deslumbrou há trinta anos, pela sua beleza, inteiramente transformada. O vale do Pancas, perto de Colatina, foi um dos mais belos monumentos da natureza que vi em minha vida. Há sessenta anos, tinha tribos de índios. Além das matas, crescia nas encostas e nas grandes montanhas de pedra uma flora sui generis, de uma riqueza extraordinária. Há vinte anos, quando estive lá pela segunda vez, a região ainda era bela. Da última vez, recentemente, fiquei assombrado com a modificação, não só climática, como pelo desaparecimento de um grande número de espécies que faziam o encantamento de todos os botânicos. O que resta continua sendo destruído pelo machado e pelo fogo, esses velhos inimigos das florestas. A crosta, também, se processa de modo violentíssimo. Ainda se pode salvar uma pequena parte desse autêntico tesouro vegetal. Mas é preciso andar depressa. Do contrário, nada restará.

Veja - Em suas andanças pelo Brasil, o senhor presenciou destruições desse tipo em outros Estados?

BURLE MARX - Infelizmente, por todos os lugares, por todas as partes. Ainda agora, vi a incrível devastação que uma companhia mineradora está fazenda na bela serra do Curral, em Belo Horizonte, um local de flora variadíssima. empobrecendo a paisagem de uma das maiores cidades do país. A destruição ao longo da Belém-Brasília é assustadora, com uma faixa devastada de 2 a 3 quilômetros, para os lados da estrada, se alargando em alguns trechos até 40 quilômetros. E isso em todo o percurso. No Maranhão, vi uma estrada estadual, aberta para ligar São Luís à Belém-Brasília, na altura de Açailândia, com 1 quilômetro de desmatamento de cada lado, quando deveria ter apenas 40 metros. Passei por lá em 1969 e vi os troncos fumegantes na margem da estrada. Voltei agora ao Pará e encontrei uma série de grandes indústrias madeireiras se espalhando pelo Estado. No Paraná e em Santa Catarina, a "Araucaria brasiliana", as florestas de pinheiros, está desaparecendo. Em seu lugar, planta-se o "Pinus elliottii", que cresce rapidamente nos dois primeiros anos, mas que está condenado ao fracasso por seu comportamento ecológico.

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sexta-feira, 22 de junho de 2007

Humor


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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Qual o Número Mínimo de Calorias Que se Tem de Consumir?


Os três fatores que determinam as necessidades energéticas totais diárias de um adulto são: metabolismo basal (representam 50 a 70% do valor calórico total), atividade física e ação dinâmica específica dos alimentos.

As necessidades de crescimento durante a infância, gravidez e lactação devem ser consideradas.

A necessidade energética basal padrão, para uma pessoa de peso e altura médios, é de 1 Kcal/Kg/hora. Por exemplo: homem 70Kg = 1.680 kcal/dia e mulher 58Kg = 1.400 Kcal. Mas esses dados também podem ser alterados a partir de variações como idade e altura.

Nenhuma pessoa pode sobreviver por muito tempo se receber apenas calorias suficientes para cobrir suas necessidades metabólicas basais.

As atividades comuns da vida que requerem movimentação, atividades físicas e ingestão de alimentos é que irão dar a variabilidade ao cálculo das necessidades energéticas do corpo.

Para cada indivíduo, há um gasto energético mínimo para manutenção dos processos vitais: respiração, metabolismo celular, circulação, atividade glandular e manutenção de temperatura corpórea. Esse gasto é chamado de taxa de metabolismo basal.

Os fatores que influenciam a Taxa Metabólica Basal (TMB) são:

  • Área de superfície corporal - quanto maior, mais alta a TMB;

  • Sexo - as mulheres têm de 5 a 10% da TMB mais baixa que o homem;

  • Gravidez - 28 % mais alta;

  • Idade - mais alta nos períodos de crescimento rápido. A TMB diminui cerca de 2% por década na idade adulta;

  • Composição corporal - atletas com desenvolvimento muscular maior mostram um aumento de 5% na TMB do que não atletas;

  • Glândulas endócrinas - a tireóide é a principal glândula reguladora da TMB. Quando o suprimento de tiroxina é inadequado, a TMB pode cair de 30 a 50%. Se a glândula for hiperativada, a taxa de metabolismo basal pode aumentar quase duas vezes. Os hormônios sexuais masculinos aumentam cerca de 10 a 15% e os femininos um pouco menos. O hormônio de crescimento (GH) aumenta em torno de 15 a 20% a TMB pela estimulação do metabolismo celular. Outros hormônios como adrenalina, cortisol e insulina também podem influenciar a TMB.

  • Estado nutricional - a condição de subnutrição e fome diminue a TMB (mecanismo de proteção adaptativo e diminuição de massa muscular)

  • Sono - durante o sono, a TMB diminui de 10 a 15%.
  • Febre - infecções ou febres aumentam a TMB em cerca de 7%.

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    quarta-feira, 20 de junho de 2007

    Estruturalismo



    Movimento europeu na área das ciências humanas que emergiu na França em meados da década de 1950, no qual a linguagem desempenha uma função chave. O estruturalismo tem suas raízes na lingüística de Ferdinand de Saussure, mas seu nascimento real aconteceu quando o antropólogo Claude Lévi-Strauss publicou um artigo no qual afirmava que o mito “como o resto da linguagem, é formado por unidades constituintes” que devem ser identificadas, isoladas e relacionadas com uma ampla rede de significados.

    Entre os principais teóricos vinculados ao estruturalismo, destacam-se: Roland Barthes, Michel Foucault, Jacques Lacan e, mais recentemente, Jacques Derrida.

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    terça-feira, 19 de junho de 2007

    Cidades Brasileiras: São Paulo/SP.



    1
    INTRODUÇÃO

    São Paulo, metrópole do sudeste do Brasil, a mais importante do país e maior centro urbano da América do Sul. Capital do estado de São Paulo, está situada em um planalto, a uma altitude de 823 m, sendo dividida pelo rio Tietê. A população da cidade se multiplicou por dez desde 1920.

    2
    ECONOMIA

    São Paulo também é o centro financeiro do Brasil e um centro comercial para os produtos (sobretudo, o café) provenientes do interior, que são descarregados no porto de Santos, próximo à cidade. Entre outros produtos são fabricados veículos automotores, maquinaria, produtos metalúrgicos, têxteis, químicos e alimentícios, cerâmica e porcelana, utensílios para uso doméstico, móveis, calçados e tecidos. A cidade tem inúmeros arranha-céus e uma concentração deles na área comercial chamada O Triângulo, formado pelas ruas Direita, São Bento e XV de Novembro, que está rodeada por áreas residenciais como o Jardim Europa, o Jardim América, a Cantareira e o Brooklyn.

    3
    EDUCAÇÃO E CULTURA

    São Paulo é também um importante centro cultural e educativo. Entre suas principais instituições de ensino superior se encontram a Universidade de São Paulo (1934), a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1946) e a Universidade Mackenzie (1952). Tanto o Museu de Arte de São Paulo como a Biblioteca Municipal guardam várias coleções notáveis. O Instituto Butantã (1901) é famoso por suas pesquisas sobre cobras e por sua produção de vacinas e soros anti-ofídicos.

    4
    HISTÓRIA

    São Paulo foi fundada em 1554 pelo missionário jesuíta José de Anchieta no local em que existia um povoado indígena. Durante os séculos XVI e XVII, serviu de base para as expedições dos bandeirantes que partiam em busca de escravos e pedras preciosas, e foram de fato os que desbravaram o interior do país, cuja colonização tinha se limitado ao litoral. Em 1712, São Paulo recebeu o título de cidade, mas sua economia continuou sendo agrária até o século XIX. Em 1867, foi construída uma linha férrea que unia a cidade ao porto marítimo de Santos. O cultivo do café em grande escala começou no estado de São Paulo por volta de 1885. No século XX, graças ao enorme desenvolvimento do comércio do café e da modernização dos sistemas de transporte, a cidade foi se transformando no principal centro comercial e industrial da região.

    População (1996): 9.811.776 habitantes.

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    segunda-feira, 18 de junho de 2007

    LanHouse Made in Brazil

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    domingo, 17 de junho de 2007

    Dica de Livros Infantis - Final


    O Nabo Gigante, de Aleksei Tolstói (Ed. Girafinha, R$ 29). No conto russo, um casal de velhinhos tem uma horta onde um nabo cresceu demais. Para tirá-lo do solo, uma vaca, dois porcos, três gatos e quatro galinhas ajudam. E contá-los fica mais divertido com as ilustrações da premiada irlandesa Niamh Sharkey. A partir de 3 anos


    A Princesa Que Escolhia, de Ana Maria Machado (Ed. Nova Fronteira, R$ 29) Essa princesa concordava sempre. Mas um dia, disse: 'Desculpe, mas acho que não'. Sua mãe quase desmaiou, seu pai virou uma fera e, daí para frente, ela defendeu o direito de escolha para todos do reino. As ilustrações de Graça Lima completam o tom da delicadeza.A partir de 5 anos


    Histórias para Ler na Cama, de Debi Gliori (Ed. Cia. das Letrinhas, R$ 36,50). Galinhas, raposas, humanos, jabutis e lobos protagonizam 'historinhas antigas com humor novo em folha', falando de virtudes. Ilustrações da autora.A partir de 7 anos


    O Menino. O Cachorro, de Simone Bibian (Ed. Manati, R$ 27). Um menino sonha em ter um cachorro e, um belo dia, ganha um de presente. Final feliz? Mas o livro não termina aí! Ele segue, com as páginas de cabeça para baixo... Invertendo o livro e começando a ler pelas últimas páginas, encontramos um cachorro que sonha pertencer a um menino. No meio do livro, ele encontra esse menino! Quebra de convenções e lições de como lidar com as vontades, nas ilustrações de Mariana Massarani. A partir de 3 anos


    Ponto a Ponto, de Ana Maria Machado (Ed. Cia. das Letrinhas, R$ 29). Num fiapo de voz, uma doce mulher conta histórias sobre fios, linhas, mulheres, castelos, príncipes, e decide bordar uma nova história para si. Poesia nos bordados de Christine Rohrig. A partir de 5 anos


    Sapato Furado, de Mario Quintana (Ed. Global, R$ 27) Vida e morte, Deus e o Diabo, fantasmas, anjos e assombrações são personagens, poemas e narrativas. As ilustrações de André Neves ressaltam o humor do poeta. A partir de 7 anos


    Somos Todos Igualzinhos, de Bartolomeu Campos de Queirós (Ed. Global, R$ 18,50). Galinhas mães de pintinhos, galinhos são compadrinhos. Quando crescem, os filhinhos viram galinho e galinha, se casam e têm filhinhos. Traços delicados de Guto Lacaz acompanham essa poesia no diminutivo. A partir de 4 anos


    Lampião & Lancelote, de Fernando Vilela (Ed. Cosac Naify, R$ 49). Por obra de um feitiço, o cavaleiro medieval Lancelote fica frente a frente com Lampião, rei do cangaço. Resultado: batalhas e mortes. Mas no final, Lampião e Lancelote dançam no sertão, com suas amadas, como irmãos. As premiadas ilustrações do autor acompanham a intensidade da história.A partir de 8 anos


    O Aprendiz de Feiticeiro, de Johann Wolfgang von Goethe (Ed. Cosac Naify, R$ 30). O mestre feiticeiro se ausenta e seu aprendiz toma as rédeas de alguns feitiços. Como não domina a magia, o que começa como uma diversão acaba em confusão. Com muito movimento, as ilustrações de Nelson Cruz colorem as páginas deste livro-poema. Ao final da obra, está a versão original do filósofo alemão. A partir de 8 anos


    Aula de Carnaval e Outros Poemas, de Ricardo Azevedo (Ed. Ática, R$ 22,90). Mais de 30 poesias e adivinhas sobre Carnaval, futebol, música, molecagens e outros temas corriqueiros. O resultado são jogos de palavras divertidos e inteligentes, com ilustrações do próprio autor, em sintonia com a leveza e a astúcia do texto. Para as aulas serem mais divertidas.A partir de 8 anos


    A Árvore Generosa, de Shel Silverstein (Ed. Cosac Naify, R$ 36). Um menino e uma macieira têm uma forte amizade. Na infância, ela lhe deu sombra. Na vida adulta, frutos. Na velhice, um lugar para se sentar. Escrito em 1964, a tradução é de Fernando Sabino e ganhou nova edição.A partir de 4 anos


    Linha do Mario Vale, de Mario Vale (Ed. RHJ, R$ 28). Sem fazer uso de palavras, o cartunista Mario Vale reúne desenhos inteligentes e bem-humorados, em que o traço é que importa. Independentes entre si, os desenhos permitem o contato com um enorme universo de possibilidades, que pode ser revelado por uma linha.A partir de 4 anos

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    sábado, 16 de junho de 2007

    Dica de Livros Infantis - Parte 1


    Cocô no Trono, de Benoît Charlat (Ed. Cia. das Letrinhas, R$ 39). Ótimo para crianças que estão prestes a tirar as fraldas, este livro animado tem engraçados comentários sobre as fezes de alguns animais, mostrados em desenhos grandes e de traços simples. No final, mostra um pintinho 'que faz cocô na privada, sozinho, como gente grande' e todos os animais citados aplaudem o feito do pintinho (com efeitos de sons e pop-ups). Tem até som de descarga. A partir de 1 ano

    A Caligrafia de Dona Sofia, de André Neves (Ed. Paulinas, R$ 24,70). Uma professora aposentada, louca por poesia, escrevia versos nas paredes de casa. Um dia, já sem espaço nas paredes, decidiu distribuir poemas-postais para os vizinhos. Com o tempo, a cidade toda se apaixonou pelas palavras. A força da poesia está não só no texto, mas também nas ilustrações do próprio autor, que mostram inúmeros (e célebres) poemas aos leitores. A partir de 5 anos

    Os Gêmeos do Tambor, de Rogério Andrade Barbosa (Ed. DCL, R$ 23). Dois bebês gêmeos foram retirados da mãe enquanto ela dormia, colocados em um tambor e jogados no rio. Por anos, a mãe foi injustamente punida pelo ato. Já adultos, descobrem ter sido adotados e saem à procura de sua verdadeira história. Honestidade e justiça são temas do conto africano ilustrado por Ciça Fittipaldi. A partir de 7 anos

    João Felizardo, O Rei dos Negócios, de Angela Lago (Ed. Cosac Naify, R$ 38). Em frases curtas e amplas ilustrações da própria autora, o livro narra as negociações feitas por João Felizardo. No conto já visitado pelos Irmãos Grimm, um menino recebe uma moeda de herança e inicia uma série de trocas: de um cavalo para um burro, de um porco para um pássaro... Poesia e o valor do material. A partir de 6 anos

    Banho!, de Mariana Massarani (Ed. Global, R$ 25). Depois de insistentes pedidos da mãe, Edson, Edilson e Ednalva entram na banheira e mergulham em um banho-fantasia repleto de peixes e animais da Amazônia. Outro filho, Edmilson, prefere viver sua aventura no vaso sanitário, onde lê seu livro Peixes. Ilustrações com cores vibrantes e traços firmes da própria autora enfatizam a brasilidade do texto. Para as crianças atentarem para a fantasia cotidiana e provarem um gostinho de Brasil. A partir de 3 anos

    Quando Eu Era Pequena, de Adélia Prado (Ed. Record, R$ 31,90). Brinquedos de ferro feitos pelo pai, flores de abóbora que pareciam lâmpadas acesas e um canto de mãe que a deixou 'esquisita de felicidade' são lembranças da menina Carmela. Em seu primeiro livro infantil, a consagrada escritora fala de sua infância no interior de Minas, no início do século 20. Ilustrações de Elizabeth Teixeira salientam o romantismo desse universo. A partir de 6 anos

    Viviana, Rainha do Pijama, de Steve Webb (Ed. Salamandra, R$ 29,50). Viviana tinha um pijama fantástico. Imagina como seria o dos animais e decide fazer uma festa. 'Quem vier com o pijama mais animal vai ganhar um prêmio sensacional.' Também do autor, as ilustrações são outra boa farra. A partir de 3 anos

    O Bicho Folharada e Outros Espertinhos - Um Passeio pelo Folclore, de Mary e Eliardo França (Ed. Global, R$ 25). Um sapo festeiro, uma raposa astuta, um macaco amigo e uma onça traidora são alguns dos animais que inspiram reflexões sobre a esperteza e a moral, cheias de humor. As expressivas ilustrações de Eliardo estão em páginas inteiras. A partir de 6 anos

    Felpo Filva, de Eva Furnari (Ed. Moderna, R$ 24,50). O coelho poeta Felpo Filva recebe carta de uma fã criticando seu pessimismo. Ao rebater as palavras da coelha atrevida, ele expõe suas próprias fragilidades e, da troca de cartas, nasce uma amizade que vira casamento. Na história romântica e muito divertida, um jeito gostoso de falar sobre o poder de transformação das pessoas e de como também temos de aceitar o jeito de cada um. As ilustrações de Eva Furnari dão o tom nonsense para tudo fazer sentido. A partir de 7 anos

    Viagem pelo Brasil em 52 Histórias, de Silvana Salerno (Ed. Cia. das Letrinhas, R$ 38). Reunião de histórias que variam entre lendas, contos populares e algumas narrativas criadas pela autora com base em mitos e elementos do folclore nacional. O uirapuru, A festa no céu, Iara, A rainha do mar, O saci-pererê e O Negrinho do Pastoreio estão entre as opções, e as ilustrações de Cárcamo dividem espaço com fotos. A partir de 7 anos

    O Dragão Que Era Galinha-d'angola, de Anna Flora (Ed. Salamandra, R$ 24,70). Um grande ovo aparece no galinheiro e uma galinha-d'angola adota o dragãozinho. Ele vive bem como pintinho, mas como é capaz de soltar fogo, alguns animais mandam-no para os bosques dos contos de fadas. Com tristeza, o dragão parte. Um dia, uma raposa ameaça o galinheiro e o dragão vira herói. Uma história de aceitação, com o traço certo de Mariana Massarani. A partir de 3 anos

    Boa Noite, Marcos, de Marie-Louise Gay (Ed. Brinque-Book, R$ 25). O garoto Marcos está com dificuldade para dormir e chama a irmã Estela. Ele pede sua ajuda para encontrar seu cachorro Fred. Os irmãos, então, andam pela casa à procura do cão. As ilustrações, bastante coloridas, são da própria autora, uma das mais famosas do Canadá. Na medida para as crianças se identificarem com os medos e as dificuldades dele e com a praticidade dela. A partir de 3 anos

    Sem Palmeira ou Sabiá, de Bartolomeu Campos de Queirós (Ed. Peirópolis, R$ 20). O poeta mostra suas lembranças de, aos 3 anos de idade, desejar conhecer o mar e de ter medo do silêncio da noite, permeadas com cantigas de roda. A ilustração de Elvira Vigna tem base em fotos em preto-e-branco, contrapondo o antigo e o moderno. A partir de 7 anos

    Com a Maré e o Sonho, de Ninfa Parreiras (Ed. RHJ, R$ 19). Uma menina morava no interior e sonhava com o desconhecido e misterioso mar. Além dele, tudo a fascinava: as águas, os cocos e as folhas dos coqueiros, indo e vindo. Um dia, visita uma lagoa e consegue um coco para levar para casa. Deixa-o em seu quarto até que fique sem a água, perca a cor, mude de forma. E o mar? Continua sem conhecê-lo, mas encantada por ele. Ilustrações fortes de André Neves. Para sonhador, com o mar ou não. A partir de 4 anos

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    sexta-feira, 15 de junho de 2007

    ISTO É CHAPLIN


    Nasceu em Londres, Inglaterra, em 1889

    Morreu em Vevey, Suíça, em 1977

    Atuou em 87 filmes, dirigiu 75 e escreveu 55; ganhou um prêmio especial no primeiro Oscar, em 1929


    CURIOSIDADES:

    Dividiu um quarto de pensão com o também comediante inglês Stan Laurel quando ambos chegaram aos EUA

    Fundou o estúdio United Artists com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D.W. Griffith

    Seu esporte favorito era o tênis; Greta Garbo freqüentava a quadra de sua casa

    Casou aos 54 com sua quarta e última esposa, Oona; ela tinha 18 e era filha do dramaturgo Eugene O'Neill

    Em 1978, seu corpo foi roubado do cemitério de Vevey e ficou dois meses desaparecido

    DICAS DE DVD:

    "Luzes da Cidade" (1931) Chaplin faz o vagabundo que tenta ajudar uma florista cega

    "Tempos Modernos" (1936) Tem a cena clássica em que ele entra em uma engrenagem

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    quinta-feira, 14 de junho de 2007

    Escolas budistas preocupadas com futuro no Brasil


    Buscar o desenvolvimento de novas atividades nos templos tem sido uma maneira encontrada por algumas escolas budistas nipônicas tradicionais no Brasil a fim de se inserir em uma nova realidade e garantir sua sobrevivência no futuro. Com essa preocupação, a Soto Zen, desde 1955 instalada no País, vem diversificando sua atuação, incluindo atividades culturais ligadas ao zen. "Além da meditação Zazen e das cerimônias memoriais, promovemos exposição de ikebana e shodô a idéia é introduzir também o haikai. Além disso, temos um curso aberto de culinária shojin, que não utiliza carne, produzida exclusivamente nos templos, e estamos realizando casamentos budistas", afirma o monge regular da Soto Zen, Francisco Handa.

    As escolas budistas tradicionais nipônicas, ou seja, as que possuem mais de 800 anos de existência, chegaram ao Brasil depois da 2ª Guerra Mundial, nos finais da década de 40 e início de 50, em virtude das várias solicitações dos imigrantes japoneses e tinha como função realizar cerimônias memoriais para os antepassados. Mas com as mudanças ocorridas ao longo dos anos tanto na sociedade brasileira quanto na comunidade nikkei é importante, de acordo com Handa, que as mesmas não fiquem restritas apenas a essa função inicial.

    "As escolas do budismo nipônico tradicional precisam se adaptar a uma nova realidade, apresentando algum diferencial, pois se ficarem restritas apenas à realização dessas cerimônias memoriais, existe uma grande possibilidade de que daqui a 10 ou 20 anos muitos templos percam sua função", questiona Handa.

    Um estudo de 2005 do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas denominado "Retratos das Religiões no Brasil" revelou que 0,1386% da população brasileira havia se declarado budista. No entanto, de acordo com Handa, é difícil avaliar com exatidão o número de budistas no País. Para o monge, existem muitos simpatizantes, mas que não são efetivamente comprometidos com a prática budista. Na Soto Zen, por exemplo, segundo ele, os praticantes comprometidos giram em torno de 30 pessoas, sendo a maioria composta por não-nikkeis. Um dado curioso é que os nikkeis procuram o templo para culto aos antepassados, enquanto os não-descendentes vão em busca da prática de meditação.

    "Para ser um budista, é preciso ser praticante. A pessoa deve seguir preceitos básicos como diminuir o ego, praticar a compaixão e estar comprometido com a iluminação. Ela deve incorporar esse comportamento no dia a dia adotando uma forma diferenciada de viver", afirma Handa.

    Pontos como harmonia, equilíbrio e felicidade transmitidas pelo budismo, na opinião do monge, podem explicar a simpatia por essa religião não só no Brasil, mas no ocidente em geral. "O budismo não é uma religião monoteísta e nem fundamentalista. As pessoas não procuram a escola budista para curar doenças, ficar rico ou ter sucesso profissional, mas sim com o objetivo de buscar respostas para a sua questão existencial", revela o monge.

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    quarta-feira, 13 de junho de 2007

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    terça-feira, 12 de junho de 2007

    Trilha Sonora Para o Dia dos Namorados - Marilion

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    segunda-feira, 11 de junho de 2007

    Há 25 Anos Atrás


    11.Jun.82


    Papa visita Argentina.


    O papa João Paulo II chegou à Argentina, em plena guerra das Malvinas, depois de uma escala no Rio de Janeiro. Afirmou que o terrível cenário de morte e destruição da guerra poderia ter sido evitado por meio de negociações. Depois da homilia a uma multidão de um milhão de pessoas no parque Palermo, em Buenos Aires, o papa rezou por todos aqueles que morreram na guerra e por suas famílias.


    ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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    domingo, 10 de junho de 2007

    Florais de Bach buscam o equilíbrio emocional - Final

    7- Solidão (3 essências)

    Heather - egocêntrico, preocupado demais consigo mesmo, não gosta de estar sozinho, é mau ouvinte.
    Impatiens - impaciência.
    Water Violet - orgulho, pessoa reservada que se compraz em estar sozinha, sentindo-se superior ou distante e indiferente.

    O que diz a medicina tradicional

    Segundo Flávio Dantas, clínico geral, com formação homeopática, e professor da Universidade Federal de Umberlândia, não há nenhum estudo científico que prove a eficácia dos efeitos dos Florais de Bach, preparados líquidos e naturais, feitos a partir de flores.

    "A falta de informação rigorosa e científica aponta semelhança entre os Florais de Bach e os remédios placebos, substâncias sem efeito farmacológicos", explica Dantas.

    No entanto, o médico oberva: "Para algumas pessoas os Florais fazem efeito, para outras não. É incerto".

    Dantas alerta para o fato de, apesar de o Brasil ser um dos maiores importadores de Florais de Bach do mundo, não se faz pesquisa sobre eles aqui: "O Brasil gasta muito ao comprar essas essências da Inglaterra, país onde os Florais foram criados. Se houvesse pesquisas e fosse confirmada a eficácia dos florais, poderíamos produzi-los aqui".

    "Alguns médicos receitam os Florais, mas não contam com o rigor das ciências para isso", diz Dantas. O médico defende que a crescente procura pelas terapias alternativas e Florais de Bach exigem mais estudos: "Há um público que consome esse produto. As pessoas gastam com isso. Então por que não investir em estudos clínicos e controlados, feitos nas universidades?"

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    sábado, 9 de junho de 2007

    Florais de Bach buscam o equilíbrio emocional - Parte 3


    2- Falta de Interesse pelas Circunstâncias Atuais (7 essências)

    Chestnut Bud - dificuldade para aprender através da experiência, continuamente repetindo os mesmos erros; tem necessidade de repetição.

    Clematis - sonhando acordado, indiferença, inconsciência, desatenção e escapismo.

    Honeysuckle - vivendo no passado e se apegando a ele, saudade de casa e nostalgia.

    Mustard - depressão profunda, melancolia e tristeza sem nenhuma razão aparente.


    Olive - exaustão seguida de estresse e cansaço mental.

    White Chestnut - discussão e argumentação mental, persistente sentimento de preocupação não desejado.

    Wild Rose - resignação e apatia.



    3- Indecisão (6 essências)

    Cerato - incerteza, autodesconfiança, insensatez, busca de conselho repetidamente.

    Gentian - depressão por causa conhecida, dúvida e pessimismo.

    Gorse - desesperança.

    Hornbeam - dúvida da sua própria força de dar conta, cansaço, sentimento de segunda-feira de manhã.

    Scleranthus - indecisão, procrastinação e desequilíbrio.

    Wild Oat - insatisfação e falta de direção.



    4- Medo (5 essências)

    Aspen - medo do desconhecido, ansiedade e apreensão.

    Cherry Plum - medo de colapso mental e de perder o controle da mente.

    Mimulus - medo de coisas conhecidas, timidez.

    Red Chestnut - medo excessivo ou ansiedade pelos outros.

    Rock Rose - pavor, terror, medo extremo ou pânico.



    5- Preocupação Excessiva pelo Bem-Estar dos Outros (5 essências)

    Beech - intolerância, arrogância e ser crítico dos outros; mania de julgar.

    Chicory - possessividade, autopiedade, amor possessivo.

    Rock Water - negação de si mesmo, auto-repressão e automartírio em busca de um ideal.

    Vervain - entusiasmo exagerado, causando tensão e pressão, estresse, alta sensibilidade, irritabilidade e ansiedade.

    Vine - sentimento de dominação, sendo inflexível, cruel e desumano; busca de poder.



    6- Sensilibidade Excessiva às Influências e Opiniões (4 essências)

    Agrimony - tormento mental; aflição ocultada dos outros.

    Centaury - falta de iniciativa, vontade fraca, ansioso demais para agradar, tendência a capacho, subserviência, facilmente explorado.

    Hollly - ciúme, ódio e inveja.

    Walnut - hipersensibilidade para idéias e influências externas fortes; para mudanças importantes da vida (por exemplo, puberdade e menopausa).

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    sexta-feira, 8 de junho de 2007

    Florais de Bach buscam o equilíbrio emocional - Parte 2


    Homeopatia x Florais de Bach

    Os Florais de Bach preparados líquidos e naturais, feitos a partir de flores de arbustos e árvores silvestres não são iguais aos remédios homeopáticos. Veja as diferenças:

    Na Homeopatia, forma terapêutico-médica de tratamento que estuda o corpo como um todo e não trata as doenças ou sintomas isoladamente, há vários níveis de diluições de remédios. Nas essências florais, há somente um nível de diluição;

    A Homeopatia trabalha com os três reinos: mineral, vegetal e animal. As essências florais trabalham apenas com o reino vegetal;

    A Homeopatia pode agir no físico, no mental e no emocional. As essências florais atuam especificamente no emocional (refletindo em outros corpos ou níveis).

    Os remédios homeopáticos são prescritos pelo princípio da semelhança. Por exemplo: o veneno de abelha (apitoxina) causa inchaço e irritação na pele e é usado homeopaticamente para tratar sintomas parecidos, como alergia.


    Já a prescrição dos Florais de Bach é mais intuitiva. O terapeuta tem que detectar o problema emocional do paciente, para receitar os florais.

    Fontes: Flávio Dantas, clínico geral, com formação homeopática, e Josef Karel Tlach, terapeuta floral e ex-professor da Fundanção Edward Bach, da Inglaterra.

    As 38 essências de Florais de Bach

    Essas 38 essências são subdivididas em sete categorias, cada qual com suas especificidades:


    1- Desalento e Desespero (8 essências)

    Crab Apple - impurezas na mente e no corpo, autodesprezo, remédio depurador.

    Elm - sentimento temporário de se sentir assoberbado de responsabilidade.

    Larch - falta de confiança, antecipação do fracasso impedindo a ação, inferioridade.

    Oak - desânimo pela falta de progresso, labutando e lutando contra todas as possibilidades.

    Pine - sentimento de culpa, autocondenação, autodesvalorização, assumindo a culpa pelos erros dos outros.

    Star of Bethlehem - efeito retardado de choque mental, emocional e físico.

    Sweet Chestnut - desespero, angústia mental extrema e desolação (não-suicida).

    Willow - mágoa, ressentimento e amargura.

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    quinta-feira, 7 de junho de 2007

    Florais de Bach buscam o equilíbrio emocional - Parte 1




    Em um contexto em que estresse, violência e competitividade fazem parte da rotina das pessoas, as terapias alternativas se tornam uma válvula de escape e são cada vez mais requisitadas. É o caso dos Florais de Bach, terapia criada a partir da essência de 38 flores que busca equilibrar as emoções e trazer o bem-estar físico.
    "Os florais são preparados líquidos naturais feitos a partir de flores de arbustos e árvores silvestres. Não contêm química e podem ser usados por todo tipo de pessoa, inclusive bebês. Animais e plantas também são beneficiados pelo uso das essências", afirma a terapeuta floral Valquiria Geraldini, de São Paulo.

    As essências são recomendadas para sintomas emocionais, como ansiedade e dor de cabeça. Essas indisposições podem refletir na saúde física, causando as chamadas doenças psicossomáticas.

    "Os florais são coadjuvantes em um tratamento médico. Se um pessoa sofre de gastrite, ela precisa procurar um especialista. Nós vamos tratar os fatores emocionais que a levaram a aumentar a acidez no estômago, geralmente a ansiedade e o nervosismo", explica o terapeuta Josef Karel Tlach, ex-professor da Fundanção Edward Bach, da Inglaterra. Ele completa: "Os florais são também preventivos. Não precisa chegar ao desequilíbrio para tomá-los".

    Segundo os terapeutas, não há contra indicações para os Florais de Bach e eles não causam dependência química.

    De acordo com Maria Aparecida das Neves, educadora do Programa Internacional de Educação de Florais de Bach no Brasil, a terapia foi criada em 1928 pelo médico inglês Edward Bach, que descobriu que flores e plantas têm características semelhantes aos humanos, no entanto, elas mesmas produzem antídotos para seus problemas: "Se uma pessoa é impaciente, vai tomar uma essência para relaxar que foi produzida pelo próprio vegetal para fazer efeito nele mesmo".

    Para o problema específico de cada pessoa, é indicado um tipo ou uma combinação de florais. Ao todo, podem ser combinadas, no máximo, seis essências. O processo de descoberta dos problemas do paciente é feito durante as sessões da terapia, que duram em média uma hora e custam de R$50 a R$300.

    Auto-conhecimento e transformação

    "Mais do que auto-ajuda, a terapia dos florais é auto-conhecimento. O paciente tem que saber ou descobrir o que o faz sofrer", ressalta Maria Aparecida.

    Para ela, a terapia dos florais tem um poder de transformações: "A pessoa busca tornar positivo tudo o que tem de negativo. Isso já vale a terapia".

    Como é feito o tratamento?

    "O paciente vai ter passar um sessão de terapia, em que reflete sobre quais os problemas que o desagradam. Cada sessão dura, em média, uma hora", explica Maria Aparecida das Neves, psicóloga e educadora do Programa Internacional de Educação de Florais de Bach no Brasil. Para cada pessoa e tipo de problema são recomendadas uma ou mais essências dos Florais de Bach.
    Segundo a terapeuta, a durabilidade do tratamento varia de pessoa para pessoa: "Geralmente, o dura de 3 a 6 meses. Primeiro definimos o foco do problema, depois o tempo".

    São recomendadas, normalmente, quatro gotas quatro vezes ao dia para o tratamento dos florais, preparados líquidos e naturais feitos a partir de flores de arbustos e árvores silvestres.

    Pode-se também colocá-los na água de beber, em banhos ou borrifá-los nos ambientes entre outras formas de utilização.

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    quarta-feira, 6 de junho de 2007

    Reflexão Econômica

    "Não existe almoço grátis"
    Milton Friedmann

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    terça-feira, 5 de junho de 2007

    A HIPNOSE REALMENTE FUNCIONA?



    Registros confiáveis apontam que sim. A hipnose é hoje reconhecida como importante ferramenta para tratar dores e vencer medos, podendo ser usada para aplacar o sofrimento de pacientes com câncer terminal, diminuir o temor dos tratamentos dentários ou enfrentar fobias e depressão. "O estado hipnótico é uma condição mental em que o cérebro apresenta alta atividade psíquica. É uma arma terapêutica poderosa, porque a pessoa pode se desligar da realidade e até ver imagens que não existem", afirma o hipnoterapeuta Odair José Comin, de São Paulo. Nas sessões hipnóticas, o objetivo é fazer o paciente relaxar, seja pelo método clássico de fixar a atenção em um objeto ou por meio das palavras do hipnotizador. Quando a pessoa está totalmente relaxada, começa o transe hipnótico, que desencadeia importantes reações cerebrais.

    "Ocorre um aumento na produção de neurotransmissores como a serotonina, que libera estímulos de bem-estar, combatendo a depressão, e a noradrenalina, que ajuda na cura de doenças ao fortalecer o sistema imunológico", diz a psicóloga Kátia Maria Takeuti, de São Paulo. Nos transes mais profundos, é possível fazer uma dor muito forte desaparecer temporariamente. Em 1998, essa técnica foi investigada por um grupo de prestigiados psiquiatras e neurologistas americanos. Com o uso de exames de tomografia computadorizada, eles comprovaram que o cérebro humano pode mesmo ser enganado pelos comandos de um hipnotizador. Ao longo do século 20, porém, a hipnose foi vista com ceticismo e até com certo descrédito, principalmente por causa da ação de charlatães, que se apresentavam em praça pública, transformando a possível terapia em espetáculos de mágica. Hoje, esse tipo de show é proibido em muitos países.
    "Ninguém é hipnotizado contra a vontade, mas o mau uso da técnica pode ser perigoso. Por isso, antes do tratamento, é importante saber se o profissional tem especialização na área", afirma Odair.

    Terapia milenar

    1550 a.C. - ORIGEM EGÍPCIA

    A compilação de textos médicos mais antiga de que se tem notícia são os papiros de Ebers, produzidos no Egito. Entre as centenas de remédios e sugestões para curar todo tipo de doença, há registros de sacerdotes que induziam seus pacientes a um estado hipnótico para aliviar a dor

    Século 11 - IMAGINAÇÃO SALVADORA

    O médico e filósofo árabe Avicena escreveu O Livro das Curas, um tratado pioneiro sobre a saúde da mente. Avicena acreditava que muitas doenças podiam ser curadas pela vontade do paciente e pela persuasão. Esses conceitos são a base da hipnose e da auto-sugestão

    Século 18 - MAGNETISMO E MÚSICA

    Considerado o precursor da hipnose científica, o psiquiatra austríaco Franz Mesmer defendia que uma espécie de magnetismo animal era capaz de curar as pessoas. Em seus tratamentos, ele mesclava o uso de ferro imantado com músicas relaxantes. Mesmer caiu em descrédito em 1784, quando ficou provado que o magnetismo animal não existia

    1998 - COMPROVAÇÃO DECISIVA

    Uma equipe liderada por médicos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, viu, pela primeira vez, o comportamento de um cérebro hipnotizado. Em transe, voluntários olhavam uma figura em preto-e-branco e diziam que ela era colorida. A tomografia mostrou que a área do cérebro responsável pela cor fora ativada pelas sugestões de um hipnotizador

    Século 19 - BATISMO EQUIVOCADO

    Reformulando a teoria de Mesmer, o médico inglês James Braid afirmava que a hipnose era uma espécie de estado de sono do sistema nervoso. Na verdade, descobriu-se depois que no estado hipnótico há intensa atividade cerebral. Mas o termo "hipnose" - derivado de Hypnos (deus grego do sono) - foi lançado por Braid em 1843 e se popularizou

    Década de 1910 - AUTODEFESA CEREBRAL

    O primeiro especialista a estudar a hipnose do ponto de vista neurofisiológico foi o médico russo Ivan Pavlov. Em suas pesquisas sobre reflexos condicionados, Pavlov descobriu que a hipnose é uma resposta natural do sistema nervoso central para proteger o cérebro de algumas situações em que há excesso de estímulos externos

    Década de 1920 - CURA PELA MENTE

    Paralisado pela poliomielite e desenganado pelos médicos, o psiquiatra americano Milton Hyland Erickson usou técnicas de concentração mental para recuperar os movimentos. Tido como o pai da hipnose moderna, ele revolucionou as sessões de tratamento ao deixar os pacientes livres para experimentarem sensações por conta própria, e não só as sugeridas pelo terapeuta

    Ferramenta multiuso

    Foi-se o tempo em que a hipnose era exclusividade de divã de psicanalista. Em alguns consultórios de medicina tradicional, seu principal uso é no alívio à dor, responsável por 80% das queixas nos hospitais. A técnica atua como uma espécie de analgésico, pois relaxa a musculatura e diminui a ansiedade. Essa é a mesma estratégia utilizada na hipnodontia, método hipnótico aplicado na área da odontologia. Na cadeira do dentista, ela também serve para diminuir o temor na hora das injeções de anestesia ou do uso do pavoroso motorzinho de obturação. Outra aplicação atual é na medicina fetal. "A hipnose pode estimular a ovulação, a recepção do esperma e a fixação do embrião no útero", diz a psicóloga Clystina Abram, do Instituto Brasileiro de Hipnose Aplicada, no Rio de Janeiro.

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    segunda-feira, 4 de junho de 2007

    Duran Duran - A View To A Kill




    Meeting you with a view to a kill
    face to face in secret places feel the chill
    Nightfall covers me but you know the plans I'm making
    Still over sea could it be the whole earth opening
    wide
    A sacred why a mystery gaping inside
    the weekends why until we
    Dance into the fire that fatal kiss is all we need
    Dance in the the fire to fatal sounds of broken
    dreams
    Dance in to the fire that fatal kiss is all we need
    dance into the fire
    Choice for you is the view to a kill between the
    shades assassination standing still
    First crystal tears fall of snowflakes on your body
    First time in years to drench your skin with lovers
    rosy stain
    A chance to find a phoenix for the flame a chance to
    die but can we
    Dance into the fire that fatal kiss is all we need
    Dance into the fire to fatal sounds of broken dreams
    Dance into the fire that fatal kiss is all we need
    Dance into the fire when all we see is the view to a
    kill

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    domingo, 3 de junho de 2007

    A Moratória - Final


    A Moratória - Jorge de Andrade

    Encenado pela primeira vez em 1955, A Moratória mostra como seu autor, Jorge Andrade, tem perfeito domínio do que se espera de uma peça teatral a ponto de conseguir inovar imensamente sem perder de vista a característica essencial do gênero: a valorização da encenação.

    Moratória: dilatação de prazo concedida pelo credor ao devolver para o pagamento de uma dívida.

    Conforme brilhante resumo de Célia A. N. Passoni da Editora Núcleo, comenta a professora que a peça A Moratória constitui-se em três atos, tendo o cenário dividido em dois planos. Em um, uma sala espaçosa de uma antiga e tradicional fazenda de café; em outro, uma sala modesta mobiliada onde se vê, em primeiro plano, uma máquina de costura. É através desses dois cenários que o autor consegue fazer o presente e o passado próximo. O espectador, em um mesmo instante, através da mudança de planos, entra em contato com duas realidades distintas, ligada somente pelas personagens. Para efeito do resultado, a estória será narrada linearmente.

    Quim [Joaquim] é fazendeiro de café, afeiçoado a terra, mas acaba sendo levado à ruína, por maus negócios. Tem setenta anos e representa o orgulho de um nome, já sem encontrar respaldo entre os cidadãos de uma cidade que está transformada com a presença de elementos estranhos à casta tradicional. Diz Joaquim: 'Não sei como, minha filha, mas de repente, senti como se estivesse só naquela cidade. Parecia que todas as portas estavam fechadas para mim. Eu não conhecia mais ninguém. Percebia que atrás das janelas todos me olhavam e... ninguém... ninguém...' Mergulhado em sua solidão, nutrido pela esperança de recuperação, só encontra amparo na família. A mulher Helena é a mais corajosa, soube enfrentar melhor a situação, e a filha Lucília tornou-se o arrimo da família, agora vivendo dos proventos de sua costura, uma vez que o irmão, Marcelo, não se adapta a nenhum emprego.

    Fora da família estão Olímpio, advogado, filho do rival político de Quim, mas apaixonado Poe Lucília. Elvira, irmã de Quim, mulher rica e 'caridosa' que entrega café e outras coisas que vêm da fazenda em troca das costuras 'grátis' da sobrinha. Não tem filhos e vive envolvida com a assistência dada a um asilo. Nesse pequeno universo, as personagens vão sendo colocadas à mercê de um destino cruel. Quim, em torno do qual a história gira, alimenta uma esperança de retornar à fazenda, que foi à praça, para saldar as dívidas. A crise do café não permitiu a venda, a florada não foi boa; a chuva tardou, o governo não fixou um teto mínimo para o café, não há dinheiro. Só resta a esperança de poder recuperar a fazenda, a esperança de uma moratória que todos sabem não vir.

    A obra de Jorge Andrade constitui um ato de reflexão sobre a realidade paulista em seus aspectos sociais, morais e psicológicos. O tema da decadência dos latifúndios cafeeiro representa o fim de toda uma classe patriarcal e semifeudal de aristocratas sucumbidos à crise econômica de 1929 e a nova ordem social imposta por Vargas em 1930. ao mesmo tempo, focaliza em seu interior o conflito de gerações, o conflito de valores tradicionais em uma sociedade que vive a rápida mudança provocada pelo êxodo rural, pelo dilatamento das cidades e pelas mudanças das elites. Marcelo é o filho desesperançado, inadaptado, aquele que vive uma outra realidade que na a do pai, aquele que é capaz de proferir palavras rudes e no entanto, verdadeiras, apontando a terrível realidade: 'O senhor finge não perceber que não fazemos mais parte de nada, que nosso mundo está irremediavelmente destruído... As regras para viver são outras, regras que não compreendemos nem aceitamos... tudo agora é diferente, tudo mudou. Só nós é que não. Estamos aqui morrendo lentamente...'

    Lucília é filha solteirona que vê seu casamento com Olímpio frustrado pelo autoritarismo paterno. Não se entrega aos sonhos e às esperanças do pai, que acha poder reaver a fazenda. É ela que, com força e convicção, recupera a dignidade da família, costurando furiosamente. É ela que procura lutar pela realidade bruta, protegendo o pai contra as intempéries:

    'Se a senhora [Elvira] merecesse respeito, teria tido um pouco de amor por seu irmão, piedade ao menos. Gostaria que tivesse assistido à chegada deles, quando vieram da fazenda. Só aí poderia compreender até que ponto sofreram! Com o relógio, os quadros e esse... esse galho de jabuticabeira nas mãos... pareciam duas crianças assustadas, com medo de serem repreendidas. Através de cada gesto, de cada olhar, havia um pedido de perdão, como se eu... eu pudesse censurá-los em alguma coisa. Egoísta! A senhora é uma mulher má. Papai é mesmo de boa-fé, tem bom coração, caso contrário teria posto à senhora daqui para fora. O que eles sofreram, você e tio Augusto hão de pagar.'

    Com simplicidade, Jorge Andrade vai chegando ao clímax da peça, a hora da revelação e, conseqüentemente, a hora em que Joaquim se depara com a verdade / realidade, que nós, espectadores, conhecemos desde o primeiro momento. É pujante a dor de homem e a ela estamos irmanados pela indescritível capacidade da arte de fazer o tempo / espaço identificar-se com outro espaço / tempo do espectador.

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    sábado, 2 de junho de 2007

    A Moratória - Parte 1


    (...)
    " Elvira
    Vamos atravessar uma grande crise.

    Joaquim ( primeiro plano )
    Lucília!

    Helena ( segundo plano )
    Crise?

    Elvira ( segundo plano )
    O café caiu a zero.

    Joaquim ( primeiro plano )
    Lucília!

    Helena ( segundo plano ) ( aturdida )
    Caiu?

    Elvira ( segundo plano )
    Os lavradores foram abandonados pelo Governo.

    Lucília ( primeiro plano ) ( entrando )
    Que foi, papai?

    Helena ( segundo plano )
    Não é possível

    Joaquim ( primeiro plano )
    Minha filha! ( Joaquim fica olhando para Lucília sem poder falar )

    Elvira ( segundo plano )
    O Governo não pôde sustentar a política de defesa do café e...

    Lucília ( primeiro plano ) ( preocupada )
    Que está acontecendo, papai?

    Helena ( segundo plano )
    Diga, Elvira!

    Joaquim ( primeiro plano )
    Não disse que íamos voltar para a fazenda?

    Elvira ( segundo plano )
    ...e os preços caíram vertiginosamente. Vamos todos à ruína.

    Lucília ( primeiro plano )
    Já pedi tanto ao senhor que não fale mais nisto!

    Helena ( segundo plano )
    Meu Deus! Que será de nós!

    Joaquim ( primeiro plano )
    Moratória! Moratória, minha filha!

    Lucília ( primeiro plano )
    O que é isto?

    Elvira ( segundo plano )
    É preciso ânimo, Helena!

    Joaquim ( primeiro plano )
    Prazo! Prazo de dez anos aos lavradores.

    Lucília ( primeiro plano )
    Dez anos?!

    Helena ( segundo plano ) ( procurando à sua volta )
    É preciso... É preciso...

    Elvira ( segundo plano )
    Já pedi ao Augusto para...

    Joaquim ( primeiro plano )
    Não disse, minha filha...

    Elvira ( segundo plano )
    ... para não protestar nada.

    Joaquim ( primeiro plano )
    ... que tivessem esperança?"
    (...)

    ANDRADE, Jorge de. A Moratória. Rio de Janeiro, Livraria Agir Editora, 1995, pág. 82

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    sexta-feira, 1 de junho de 2007

    HP LaserJet 1022 - Impressora a Laser


    Velocidade de Impressão 19 ppm

    Velocidade de Impressão, em Preto,Normal Até 19 ppm

    Ciclo de trabalho 8.000 páginas por mês

    Resolução 1200 x 1200 dpi

    Impressão dúplex Manual (fornecido suporte de driver)

    Capacidade de Saída, Máxima Até 150 folhas

    Capacidade para mídia 7,6 x 12,7 a 21,6 x 35,6 cm

    Cartuchos de Impressão, Padrão 1 (preto)

    Conectividade 1 USB ( USB + rede no modelo N)

    Memória Padrão 8 MB

    Memória máxima 8 MB

    Processador processador RISC 266 mhz

    Sistemas Operacionais Compatíveis Microsoft® Windows® 98 SE, Me, 2000, XP 32 bit, Mac OS X v 10.2

    Compatível com Mac Sim

    Cabo In Box Não

    Faixa de Umidade Recomendada para Operação 20 a 80% RH

    Faixa de Temperatura de Operação, Celsius 10ºC a 32,5ºC

    Alimentação 110 a 127 VAC (+/- 10%), 50/60 Hz(+/- 2 Hz), 4 amps; 220 a 240 VAC(+/- 10%), 50/60 Hz(+/- 2 Hz), 2.5 amps

    Dimensões, Métricas 37 x 24,5 x 24,1 cm

    Peso 5,5 kg

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