quinta-feira, 31 de maio de 2007

Veja Essa


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quarta-feira, 30 de maio de 2007

Flan light de laranja com calda de hortelã


Ingredientes:


flan


1 envelope (12 g) de gelatina em pó incolor e sem sabor

4 colheres (sopa) de suco de laranja concentrado

1 xícara (chá) de leite desnatado

2 colheres (sopa) de adoçante para culinária

1/2 kg de iogurte polpa light com raspas de casca de laranja


calda de hortelã


folhas de 6 ramos de hortelã

3 colheres (sopa) de adoçante para culinária


Modo de Preparo:


Flan:


numa tigela refratária, hidrate a gelatina no suco de laranja e, em seguida, dissolva-a em banho-maria.

Acrescente o leite e o adoçante e bata, com um batedor manual, até ficar homogêneo.

Junte o iogurte e bata por mais 1 minuto.

Distribua a mistura em 4 fôrmas com furo no meio, com capacidade para 200 ml cada uma, umedecidas com água.

Leve à geladeira por 2 horas, ou até ficar firme.


Calda de hortelã:


coloque as folhas de hortelã numa panela com 100 ml de água fervente.

Retire do fogo depois de 1 minuto, coloque a panela dentro de uma tigela com água gelada e deixe por 5 minutos.

Em seguida, bata a mistura no liquidificador com o adoçante e despeje numa panela.

Leve ao fogo e cozinhe, mexendo de vez em quando, por 7 minutos, ou até obter uma calda.

No momento de servir, desenforme o flan e regue com a calda de hortelã.

Se preferir, decore com rodelas de laranja.

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terça-feira, 29 de maio de 2007

Filósofo do Mês: Immanuel Kant


Kant (1724-1804), filósofo alemão. É considerado por muitos o pensador mais influente da Idade Moderna.
A pedra angular de sua filosofia está colocada na obra Crítica da razão pura (1781), em que examinou as bases do conhecimento humano e criou uma epistemologia individual. Para Kant, todas as proposições comuns que resultam da experiência de mundo são sintéticas: não se pode chegar a elas apenas pela análise, embora também possam ser empíricas ou a posteriori. O mesmo se dá com as que surgem a priori, que não se baseiam na percepção e cuja validade é essencial.
A tese proposta na Crítica estabelece a possibilidade de formular juízos sintéticos a priori. Em Metafísica da ética (1797), expõe seu sistema ético, fundamentado na liberdade fundamental do indivíduo e na idéia de que a razão é a autoridade última da moral. Descreve os dois tipos de ordens dadas pela razão: o imperativo hipotético, que visa a um fim específico; e o imperativo categórico, que impõe uma trajetória de ação que tem de ser seguida por sua adequação e sua necessidade.
Este último é a base da moral e foi por ele resumido nos seguintes termos: “Age de forma que a máxima de tua conduta possa ser sempre um princípio de Lei natural e universal.”
Além de seus trabalhos sobre filosofia, escreveu inúmeros tratados sobre diversas matérias científicas, sobretudo na área da geografia física, em que se destaca sua História universal da natureza e teoria celeste (1755).


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segunda-feira, 28 de maio de 2007

Dica de um DVD: O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias



de Cao Hamburger (Brasil, 2006). Drama.



A mais recente investida do diretor paulistano, já disponível em DVD, é um caloroso, nostálgico e impecável registro dos anos 70. Tem como pano de fundo o regime militar à caça de ativistas políticos de esquerda, como o casal Bia (Simone Spoladore) e Daniel (Eduardo Moreira). Em fuga, eles saem de Belo Horizonte e deixam o filho de 12 anos, Mauro (a revelação Michel Joelsas), aos cuidados do avô judeu (Paulo Autran) em São Paulo. No bairro do Bom Retiro, Mauro faz novas amizades, descobre as diferenças do sexo oposto, vibra com o Mundial e, no decorrer do tempo, sente uma saudade danada dos pais que o deixaram. Com Germano Haiut, Caio Blat e Daniela Piepszyk (103min). 10 anos.

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domingo, 27 de maio de 2007

Ayrton Senna - Entrevista concedida a Veja (25/09/1985), em seu segundo ano na Fórmula 1 - Final


Veja - Não é meio frustrante para o piloto saber que está sendo comandado pelo computador?
SENNA - É meio frustrante sim. Mas com os dados do computador você acaba tendo um controle e um domínio sobre a máquina muito maiores. E ninguém melhor do que o piloto sabe interpretar o que o computador quer dizer.

Veja - A eletrônica não vai diminuir o interesse do piloto pela mecânica?
SENNA - A gente acaba se envolvendo também com a eletrônica, começa a fazer parte dela. Mas, mesmo não sendo piloto profissional, é bom saber como são feitos os carros modernos. Se você tem um carro europeu, uma Mercedes último modelo, por exemplo, e este carro enguiçar na rua, melhor desistir de tentar dar um jeito. Não tem mais aquela de verificar o platinado, a bombinha de gasolina entupida, o distribuidor molhado. Quando pifa a parte eletrônica não tem curioso que ache o defeito.

Veja - Em que você fica pensando nas 2 horas que dura uma corrida?
SENNA - Não penso em nada. A cabeça fica a 1000 por hora, mas absolutamente concentrada na corrida. O piloto fica completamente amarrado dentro do carro, preso pelo abdômen, pernas e braços, controlando a própria respiração. Quanto mais imóvel seu corpo, mais estabilidade terá para dirigir. Na corrida chego ao limite da resistência física e psicológica. Emoção só sinto depois de passar a linha de chegada. E dor também, porque geralmente o corpo fica todo dolorido.

Veja - Com todo o avanço tecnológico, qual o papel reservado ainda para o piloto?
SENNA - Em treinos normalmente instala-se mais de uma dezena de reloginhos no painel do carro e o piloto tem de ficar atento a tudo. Nas provas é um pouco menos, mas ele tem de cuidar também da tática de corrida. Por isso o esgotamento mental depois de uma corrida é maior do que o físico. Durante 2 horas a cabeça não se pode desligar nem por 1 segundo do que está acontecendo na pista e no carro. E tão importante quanto a marcação do painel é a sensibilidade do piloto. É ele que sente e entende os freios, o balanceamento do carro, a aderência dos pneus, as vibrações do chassi, o ruído do motor - parâmetros que variam de acordo com as circunstâncias. Então ele tem de anotar tudo isso no computador de sua cabeça e traduzir para compreender o que está acontecendo.

Veja - Qual é o momento de maior tensão numa corrida?
SENNA - É na largada. Você tem de ficar atento ao sinal luminoso que dá a largada e as outros carros. Você não pode sair mais rápido do que o da frente nem mais lento que o de trás. Com alguma freqüência um carro apaga na hora da saída e você precisa evitá-lo. Além disso o piloto tem de controlar o giro do motor. Se a rotação subir muito, os pneus patinam no mesmo lugar; se baixar, o motor morre. É muito complicado.

Veja - E o medo de bater?
SENNA - As coisas acontecem muito rápido na pista. Mal da tempo, por exemplo, para o piloto ler a placa de informações que a equipe mostra nos boxes. Numa batida não dá para sentir nada. Só depois que o carro pára é que sinto um frio na barriga.

Veja - Onde está a graça em tudo isso?
SENNA - Em guiar o carro. O melhor mesmo é guiar em treinos. É ali que experimento a sensação do limite frear 10 metros depois da entrada da curva e, se o carro resistir, na próxima vez, ir um pouco além, pisar mais forte no acelerador. É nos treinos que sinto o volante nas mãos, a pressão dos pedais. Andar no limite é que dá prazer. Na corrida não dá para fazer isso porque o mais importante é manter a posição, não dá para arriscar uma rodada na curva.

Veja - Como é o dia-a-dia na vida de um piloto de Fórmula 1?
SENNA - Não é tão fascinante como parece. Quase sempre, quando não tem corrida, levanto-me às 5 horas da manhã, viajo 2 horas, treino mais l0, sem tempo nem para comer, e vou dormir à meia-noite. Quando não tenho treino de pista, então preciso cuidar da minha máquina. Aproveito para fazer ginástica de acordo com uma programação feita por Nuno Cobra, professor de Educação Física em São Paulo. Se existe a vantagem de não haver rotina - cada dia estou num lugar, fazendo coisas diferentes -, há também o inconveniente das viagens. O que mais faço na vida é arrumar e desarrumar malas. Chego ao ponto de não suportar mais ver avião.

Veja - Como você enfrentou o problema da paralisia facial que o afetou no início do ano?
SENNA - Foi bom para sentir o quanto somos insignificantes. Por mais que você programe sua vida, a qualquer momento tudo pode mudar. Na época eu tinha acabado de assinar contrato com a Lotus, o passo mais importante da minha carreira, e de repente senti minha profissão acabada. Eu mesmo, como pessoa, me senti balançar.

Veja - E como é o homem Ayrton SENNA?
SENNA - Tive uma infância normal e já de pequeno senti gosto especial pelo esporte - desde bolinha de gude até futebol. Com 4 anos ganhei meu primeiro veículo a motor - um kart construído pelo meu pai. Hoje imagino que seria difícil viver sem guiar carros. Sempre tive todo o apoio da minha família e ainda hoje continuo muito ligado a meus pais e meus irmãos. E faço o que gosto - minha profissão é também o meu lazer.

Veja - Como você procura preservar sua privacidade na Fórmula 1, em que tudo está exposto no máximo?
SENNA - Entendo que existe uma necessidade de cuidar da minha imagem porque o que conta não são apenas os meus interesses - existe também o interesse do patrocinador. Então procuro atender a todos de maneira gentil imprensa, fãs, mecânicos. Tenho uma ótima assessoria que trabalha comigo para construir uma boa imagem. Mas na pista tenho de cuidar de mim mesmo, do carro. Nesses momentos as vezes somos obrigados a tomar atitudes antipáticas.

Veja - Você tem intenção de ir morar em Mônaco, como Piquet?
SENNA - Agora não. Estou tão envolvido no meu trabalho que prefiro ficar na Inglaterra, próximo da minha equipe.

Veja - Você vai correr na África do Sul?
SENNA - Sou contra a situação existente lá e acho que a prova não deveria ser realizada, já por razões de segurança. Se o governo brasileiro baixar uma lei me proibindo de ir lá, essa lei é mais importante do que o meu contrato com a Lotus e vou acatá-la. Antes de tudo eu sou brasileiro.

Veja-Você está satisfeito na Lotus?
SENNA - Ganhei dois Grandes Prêmios, fiz cinco pole-positions, andei mais quilômetros em primeiro lugar do que qualquer outro piloto. Estou contente. Poderia ter sido melhor. Naquela seqüência de corridas inacabadas o Petar Warr, chefe da equipe, me disse: "Tudo bem, nós acreditamos em você e por isso fizemos um contrato de dois anos. O primeiro era para você se encontrar na equipe, aprender, fazer os erros que todo mundo faz. O segundo ano vai ser o seu ano bom". E eu, irritado com os problemas, respondi: "Olha, tem uma correção aí. Este ano já foi o meu ano bom. Se não foi melhor foi porque o carro teve problemas". Mas estou contente porque progredi, desenvolvi meu potencial.

Veja - Sua carreira sempre foi metodicamente programada por você. O ano que vem é o ano do título mundial?
SENNA - Vontade de ser campeão eu já tenho desde agora.

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sábado, 26 de maio de 2007

Ayrton Senna - Entrevista concedida a Veja (25/09/1985), em seu segundo ano na Fórmula 1 - Parte 1



Veja - Depois de duas temporadas na Fórmula 1, a imprensa internacional já o compara ao escocês Jim Clark, um dos maiores talentos da história do automobilismo. Como você recebe esse tipo de comentário?
SENNA - Não conheci o Clark nem o vi competindo, mas sei que ele era um gênio. Então é um privilégio poder ser comparado a ele. Não fiz ainda nem um quarto do que ele alcançou, mas se alguém vê semelhanças entre nós é porque tenho mostrado algo de bom.

Veja - Quem é o melhor piloto do mundo hoje?
SENNA - As diferenças entre os carros são tão grandes que fica difícil dizer quem é o melhor, mas existem uns cinco pilotos que são superiores: o Nélson Piquet, o Keke Rosberg, o Alain Prost e o Niki Lauda, que se está despedindo do automobilismo.

Veja - Falta um...
SENNA- Então são quatro.

Veja - Você não se coloca no mesmo nível desses quatro que citou?
SENNA - Todos eles já foram campeões do mundo, menos o Prost, que deverá ser este ano e já tem 21 vitórias na Fórmula 1. Então eu ainda preciso realizar muita coisa para dizer que estou no nível deles. Acho que estou na direção certa, mas tenho ainda um longo caminho a percorrer.

Veja - No início dessa temporada, em suas primeiras corridas pela Lotus, pilotos mais experientes passaram a criticá-lo com alguma freqüência. Faziam restrições ao seu comportamento na pista. Até seu companheiro de equipe, Elio de Angelis, declarou que não continuaria na mesma equipe que você no próximo ano. Como você explica essa situação?
SENNA - Entendo que a chegada de um novo piloto representa uma ameaça para os outros. Afinal, numa pista cabem apenas 26 pilotos e os que contam mesmo não passam de oito. Aí chega um piloto de apenas 24 anos de idade e, com apenas quatro anos no automobilismo de competição, vai para a Lotus, uma equipe de ponta. É evidente que este piloto incomoda - afinal ele está tirando o lugar de alguém que está há muito tempo esperando uma oportunidade.

Veja - Você se sentiu pressionado?
SENNA - Houve um tipo de campanha, os pilotos iam se revezando. Davam declarações, jogavam indiretas, numa tentativa de me diminuir. Mas de certa forma isso até me ajudou, porque eu deixei bem claro que não estava gostando nem aceitando as insinuações. Mas sabia que só poderia desfazer esse clima hostil com meu trabalho na pista.

Veja - Agora você já é mais respeitado?
SENNA - Acredito que sim. Um caso concreto se deu com o Keke Rosberg. Existia uma certa incompatibilidade entre nós dois. No Grande Prêmio do Canadá nos encontramos na pista. Não tínhamos chances de vitória ou mesmo marcar pontos e fizemos uma disputa particular, correndo o tempo todo junto, um contra o outro,
sensacional. Depois da corrida ressaltei em minhas declarações o que mais me impressionara na prova a maneira veloz, precisa e correta como o Keke dirige. Ele, que nunca me fizera um elogio antes, retribuiu da mesma forma.

Veja - Como é o seu relacionamento com o Piquet?
SENNA - Não diria que somos amigos. Somos apenas colegas de profissão.

Veja - Existe amizade entre os pilotos?
SENNA - É difícil ter amigos na Fórmula 1, porque não existe convivência. Quando estamos juntos, estamos competindo, cada um tem de se dedicar inteiramente ao seu carro, à sua equipe. Então não dá para ficar batendo papo. Tenho amigos do meio automobilístico, como o Chico Serra, Maurizio Sala e o Mauricio Gugelmin, com quem divido minha casa em Londres. Mas ficamos amigos muito mais pelas dificuldades que
enfrentamos juntos ao chegar a um país estranho para tentar uma profissão árdua.

Veja - Existe muita deslealdade nas pistas?
SENNA - Está cheio de pilotos desleais na Fórmula 1. E não é como na Fórmula 3, na qual um piloto prejudica o outro mais por afoiteza ou inexperiência. Na Fórmula 1 são todos maduros e sabem muito bem o que é correto e o que não é.

Veja - E onde fica a fronteira entre a rivalidade e a deslealdade?
SENNA - Você pode tornar a corrida difícil para seu adversário lealmente e nem sempre quando se usa a deslealdade se obtém um bom resultado. Mas a mentalidade que prevalece hoje é não deixar passar quem vem atrás a qualquer custo. Mesmo os retardatários fazem isso. Às vezes você vai ultrapassar um carro numa curva e ele corta a sua frente de maneira imprevisível. Se você não cede, a corrida acaba para os dois.

Veja - Mas são raras as batidas nessas circunstâncias.
SENNA - Quase sempre se dá um jeitinho. Este ano já evitei vários acidentes, e outros pilotos também evitaram, tentando ultrapassar retardatários, às vezes pilotos de nome. Mas depois da corrida eu sempre cobro uma satisfação. É uma maneira de conhecer meus adversários. Da outra vez que acontecer você tem condições de evitar um acidente ou então tirar proveito da situação.

Veja - Este ano, quando o carro não quebrou, você subiu ao pódio. Não é uma performance muito irregular?
SENNA - Quem me viu parando na pista numa seqüência incrível de sete corridas deve ter pensado que eu sou muito afoito, que não sei dosar o ritmo e arrebento o carro por causa de minha inexperiência. Na verdade eu dirigi sempre da mesma maneira, apliquei sempre a mesma tática de corrida. O que aconteceu é que, no primeiro semestre, o carro andou apresentando problemas incríveis, quase sempre falhas simples, mas que me
impediram de completar as provas.

Veja - Parece jogador de futebol que quando perde sempre culpa o juiz.
SENNA - Se fosse torcedor eu também pensaria assim. Eu cometi erros. Em Detroit, por exemplo, descuidei do freio, entrei direto numa curva e bati. Erro meu, não tem desculpa. Mas prova por prova fica bem claro. Fiquei sem gasolina em Ímola, a três voltas do final, porque o motor era incompatível, um modelo antigo que consumia demais mesmo. Na Inglaterra, também parei a seis voltas, sem combustível, por um defeito no computador que controla o consumo. Em Mônaco e na Franca, o motor quebrou. No Rio, queimou a bomba de gasolina, no Canadá, uma braçadeira quebrou e o turbo caiu. Na Alemanha, a transmissão derreteu. Em todos estes casos eu não poderia ter feito nada para evitar a falha.

Veja - Não é um paradoxo que os carros Fórmula 1, autênticas jóias da tecnologia, sejam tão frágeis?
SENNA - O que acontece é que a cada prova são incorporados novos componentes, novas tecnologias ao carro. Além disso, os carros estão sempre trabalhando no seu limite de tolerância. E não é só um problema de resistência. É preciso buscar um equilíbrio da resistência com a velocidade. Quando se consegue um, pode-se prejudicar o outro. São tomados todos os cuidados para evitar problemas. Antes de cada corrida, na noite de sábado para domingo, os carros são totalmente desmontados e substituídas todas as peças que sofrem desgaste. A cada corrida é praticamente um carro novo, diferente até mesmo do carro usado nos treinos oficiais.

Veja - Qual é o papel da informática na Fórmula 1?
SENNA - A mecânica dos motores hoje representa 50%, os outros 50% são eletrônica. Tenho um minicomputador no carro que pega as informações de sensores distribuídos por toda a máquina, analisa e manda de volta para controlar seu funcionamento. Temos também um sistema que grava todas estas informações, numa espécie de fita de eletrocardiograma, para serem analisadas no box pela equipe.

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sexta-feira, 25 de maio de 2007

Cidades Brasileiras: Guarujá/SP.


Cidade do litoral do estado de São Paulo. Município criado pelo desmembramento da área de Santos, se caracteriza por ser o principal espaço de lazer praiano das classes média e alta paulistana. O forte incremento das atividades imobiliárias na década de 1980 conduziu o antigo distrito santista a uma posição de destaque nas estratégias dos incorporadores imobiliários, tanto de Santos como de São Paulo. O crescimento de sua população residente vem demonstrando que Guarujá está se tornando muito mais do que apenas uma área de veraneio. Seus sofisticados e abundantes equipamentos de comércio e serviços atendem também, durante a semana, uma importante parcela da população santista. Localizada na ilha de Santo Amaro, seu acesso sempre foi prejudicado pela necessidade do uso de balsas para a travessia do estuário que a separa da cidade de Santos.

População (1996): 226.357 habitantes.

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quinta-feira, 24 de maio de 2007

Imagem do Dia


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quarta-feira, 23 de maio de 2007

Bento 16 e a guerra na igreja



Existem duas posições claramente opostas que, na prática, podem se entrelaçar

LEONARDO BOFF

As guerras não existem apenas no mundo. Dentro da igreja há também uma guerra de baixa intensidade. Ela faz muitas vítimas, com os instrumentos adequados da guerra religiosa, escondidos sob palavras, não raro, piedosas e espirituais. Só para dar um exemplo pessoal: quando fui condenado pelo então cardeal Joseph Ratzinger em 1985 por causa do meu livro "Igreja: carisma e poder", foi-me imposto o que ele denominou de "silêncio obsequioso".
Esse eufemismo implicava muita violência: deposição de cátedra, remoção de editor religioso da Vozes, da redação da "Revista Eclesiástica Brasileira", proibição severa de falar, dar entrevistas, escrever e publicar sobre qualquer assunto.
Objetivamente "obsequioso" não possui nada de obsequioso.
O mesmo ocorreu com o teólogo da libertação Jon Sobrino, de El Salvador, condenado em fevereiro deste ano. Recebeu apenas uma "notificação". Esta inocente palavra, "notificatio", esconde violência porque ele não pode mais falar, nem dar aulas, conceder entrevistas e acompanhar qualquer trabalho pastoral. O vitimado por uma condenação é "moralmente" morto, pois vem colocado sob suspeita geral, tolhido, isolado e psicologicamente submetido a graves transtornos, o que levou a alguns a terem neuroses e a um deles, famoso, perseguido por idéias de suicídio.
Nós fomos, no mínimo, caçados e anulados, pois um teólogo possui apenas como instrumento de trabalho a palavra escrita e falada. E estas lhe foram seqüestradas, coisa que conhecemos das ditaduras militares.
O que foi escrito acima parece irrelevante, pois é algo pessoal, mas não deixa de ser ilustrativo da guerra religiosa vigente dentro da Igreja. Nela o então cardeal Ratzinger era general. Hoje como papa é o comandante em chefe. Qual é este embate? É importante referi-lo para entender palavras e advertências do papa e a partir de que modelo de teologia e de Igreja constrói o seu discurso.
Dito de uma forma simplificadora, mas real: há na igreja duas opções claramente opostas, o que não impede que, na prática, possam se entrelaçar. Face ao mundo, à cultura e à sociedade há a atitude de confronto ou de diálogo.
A partir da Reforma no século 16 predominou na Igreja Católica romana a atitude de confronto: primeiro com as Igrejas protestantes (evangélicas) e depois com a modernidade.
Face à Reforma houve excomunhões, e face à modernidade, anátemas e condenações de coisas que nos parecem até risíveis: contra a ciência, a democracia, os direitos humanos, a industrialização. A Igreja se havia transformado numa fortaleza contra as vagas de reformismo, secularismo, modernismo e relativismo. Missão da igreja, segundo esse modelo do confronto, é testemunhar as verdades eternas, anunciar a Cristo como o único Redentor da humanidade e a Igreja sua única e exclusiva mediadora, fora da qual não há salvação.
Em seu documento de 2000, Dominus Jesus, o cardeal Ratzinger reafirma tal visão com a máxima clareza e laivos de fundamentalismo. Tudo é centralizado no Cristo. Esta atitude belicosa predominou até os anos 60 do século passado quando foi eleito um papa ancião, quase desconhecido, mas cheio de coração e bom senso, João 23. Seu propósito era passar do anátema ao diálogo. Quis escancarar as portas e janelas da Igreja para arejá-la. Considerava blasfêmia contra o Espírito Santo imaginar que os modernos só pensam erros e praticam o mal.
Há bondade no mundo, como há maldade na Igreja. Importa é dialogar, intercambiar e aprender um do outro. A Igreja que evangeliza deve ela mesma ser evangelizada por tudo aquilo que de bom, honesto, verdadeiro e sagrado puder ser identificado na história humana.
Deus mesmo chega sempre antes do missionário, pois o Espírito Criador sopra onde quiser e está sempre presente nas buscas humanas suscitando bondade, justiça, compaixão e amor em todos. A figura do Espírito ganha centralidade.
Fruto da opção pelo diálogo foi o Concílio Vaticano 2º (1962-1965), que representou um acerto de contas com a Reforma pelo ecumenismo e com a modernidade pelo mútuo reconhecimento e pela colaboração em vista de algo maior que a própria Igreja, uma humanidade mais dignificada e uma Terra mais cuidada.
Este "aggiornamento" trouxe grande vitalidade em toda a Igreja, especialmente na América Latina, que criou espaço para aquilo que se chamou de Igreja da base ou da libertação e da Teologia da Libertação. Mas acirrou também as frentes.
Grupos conservadores, especialmente incrustados na burocracia do Vaticano, conseguiram se articular e organizaram um movimento de restauração, de volta à grande tradição.
Este grupo foi enormemente reforçado sob João Paulo 2º, que vinha da resistência polonesa ao marxismo. Chamou como braço direito e principal conselheiro, seu amigo, o teólogo Joseph Ratzinger, elevando-o diretamente ao cardinalato e fazendo-o presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, a ex-Inquisição.
Aí se processou de forma sistemática, vinda de cima, uma verdadeira Contra-Reforma Católica. O próprio cardeal Ratzinger no seu conhecido "Rapporto sulla fede", de 1985, um verdadeiro balanço da fé, dizia claramente: "A restauração que propiciamos busca um novo equilíbrio depois dos exageros e de uma abertura indiscriminada ao mundo".
Ele elaborou teologicamente a opção pelo confronto a partir de sua formação de base, o agostinismo, sobre o qual fez duas teses minuciosamente trabalhadas. Notoriamente Santo Agostinho opera um dualismo na visão do mundo e da Igreja. Por um lado está a cidade de Deus e por outro a cidade dos homens, por uma parte a natureza decaída e por outra, a graça sobrenatural.
O Adão decaído não pode redimir-se por si mesmo, seja pelo trabalho religioso e ético (heresia do pelagianismo) seja por seu empenho social e cultural.
Precisa do Redentor. Ele se continua e se faz presente pela Igreja, sem a qual nada ganha altura sobrenatural e se salva.
Em razão desta chave de leitura, o papa Bento 16 se confronta com a modernidade, vendo nela a arrogância do homem buscando sua emancipação por próprias forças. Por mais valores que ela possa apresentar, não são suficientes, pois não alcançam o nível sobrenatural, único caráter realmente emancipador. Nela vê mais que tudo secularismo, materialismo e relativismo. Essa é também sua dificuldade com a Teologia da Libertação. A libertação social, econômica e política que pretendemos, segundo ele, não é verdadeira libertação, porque não passa pela mediação do sobrenatural.
Para concluir, se o atual papa tivesse assumido uma teologia do Espírito, coisa ausente em sua produção teológica, teria uma leitura menos pessimista da modernidade.
No atual momento se dá o forte embate entre essas duas opções. A Igreja latino-americana pende mais pela opção do diálogo. Esta é mais adequada à cultura brasileira que não é fundamentalista nem dogmática, mas profundamente relacional e dialogal com todas as correntes espirituais.
Somos naturalmente sincréticos na convicção de que em todos os caminhos espirituais há bondade para além dos desvios e que, definitivamente, tudo acaba em Deus.
Não parece ser esta a opção de Bento 16: seus discursos enfatizam a construção da Igreja em sua forte identidade para que seu testemunho seja vigoroso e possa levar valores perenes a um mundo carente deles, como se viu claramente em seu discurso aos bispos brasileiros na catedral de São Paulo.
Essa Igreja é necessariamente de poucos, coisa reafirmada pelo teólogo Ratzinger em muitas de suas obras. Mas esses poucos devem ser santos, zelosos e comprometido com a missão de orientar e conduzir os muitos, sem se deixar contaminar por eles e pelo mundo.
Ocorre que esses poucos nem sempre são bons. Haja vista os padres pedófilos. Por isso, a Igreja precisa renunciar a certa arrogância, ser mais humilde e confiar que o Espírito e o Cristo cósmico dirijam seus passos e os da humanidade por caminhos com sentido e vida.

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terça-feira, 22 de maio de 2007

Papel de Parede Para Sua Área de Trabalho (1024 x 768)


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segunda-feira, 21 de maio de 2007

We Will Rock You - Animation

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domingo, 20 de maio de 2007

PARÁBOLAS DO ZEN - FINAL


Aprendendo a esperar

Devido a uma casualidade que parecia intencional, reunimo-nos, certo dia, o mestre e eu, diante de uma taça de chá. A ocasião me pareceu propícia para um diálogo profundo. Abri meu coração: "Compreendo muito bem que a mão não deve abrir-se bruscamente no ato do disparo, mas, faça o que fizer, sempre me saio mal, não encontro solução. Quando estou com o arco estirado, chega um momento em que sinto que, se não disparar imediatamente, não resistirei mais à tensão. O que sucede, então? Fico sem poder respirar. E sou eu quem deve dispará-lo, porque não consigo esperar mais".

- O senhor acaba de me descrever com perfeição qual é a sua dificuldade. Sabe por que não pode esperar pelo momento exato do disparo e por que perde a respiração? O tiro justo no momento justo não ocorre porque o senhor não sabe desprender-se de si mesmo, um acontecimento que deveria ocorrer de maneira independente, pois, enquanto não suceder, a mão não se abrirá de maneira adequada.

- Então, o que devo fazer?

- Tem que aprender a esperar.

- Como se aprende a esperar?

- Despreendendo-se de si mesmo, deixando para trás tudo o que tem e o que é, de maneira que do senhor nada restará, a não ser a tensão sem nenhuma intenção.

- Quer dizer que devo, intencionalmente, perder a intenção?

- Confesso-lhe que jamais um aluno me fez tal pergunta, de maneira que não sei respondê-la de imediato.

- Quando começaremos com novos exercícios?

- Espere até que chegue o momento.

Esse prolongado diálogo, o primeiro que mantínhamos desde o início da minha admissão às aulas, me deixou perplexo. Finalmente, eu e o mestre tocávamos no tema pelo qual eu me interessava ao decidir estudar a arte do arqueiro.

O primeiro passo já havia sido dado: graças a ele chegáramos ao relaxamento corporal, sem o que não é possível estirar o arco adequadamente. Porém, para que o tiro ocorra de forma apropriada, o relaxamento físico precisa se entrelaçar com o relaxamento psico-espiritual, com a finalidade não só de agilizar, como de liberar o espírito. Esse estado, em que não se pensa nada de definido, em que nada se projeta, aspira, deseja ou espera, e que não aponta em nenhuma direção determinada (e não obstante, pela plenitude da sua energia, se sabe que é capaz do possível e do impossível), esse estado, fundamentalmente livre da intenção e do eu, é o que o mestre chama de espiritual. Com efeito, ele está carregado de vigília espiritual e recebe também a denominação de verdadeira presença de espírito. Dia após dia, eu ia penetrando com maior facilidade na interpretação e na prática do tiro com arco e a executava sem esforço, como se o estivesse praticando num sonho.

Contudo, não conseguia me concentrar além do momento do disparo.

- Deixe de pensar no disparo - exclamava o mestre. - Assim, não há como evitar o fracasso.

- Eu não consigo evitar - repliquei. - A tensão é insuportavelmente dolorosa.

- Isso acontece porque o senhor não está realmente despreendido de si mesmo. Contudo, é tão simples... Uma simples folha de bambu pode ensiná-lo. Com o peso da neve, ela vai se inclinando aos poucos, até que, de repente, a neve escorrega e cai, sem que a folha tenha se movido. Como ela, permaneça na maior tensão até que o disparo caia: quando a tensão está no máximo, o tiro tem que cair, tem que se desprender do arqueiro como a neve da folha, antes mesmo que ele tenha pensado nisso.

Apesar de todos os meus esforços de abstenção e de não-intervenção, eu continuava a provocar o tiro deliberadamente, sem esperar que ele caísse. Esse fracasso continuado me deprimia muito, principalmente porque havia três anos eu me exercitava. Não nego que atravessei momentos penosos, durante os quais me perguntava se sacrificar o tempo daquela maneira - contra tudo o que eu aprendera até então - era justificável.

O bambu e a neve que cai

Veio-me à memória a observação jocosa de um compatriota. Ele me perguntou se não haveria no Japão algo mais valioso para fazer do que dedicar-se , anos a fio, a essa arte improdutiva. Na ocasião, achei a pergunta um tanto absurda, mas estava prestes a mudar de idéia.

Eu me preocupava com a realização do disparo verdadeiro, uma idéia fixa que me fazia esquecer cada vez mais o conselho do mestre, segundo o qual deveríamos praticá-lo única e exclusivamente com um recolhimento liberador. Analisando todas as possibilidades que pudessem explicar meus fracassos, cheguei à conclusão de que eles não se deviam à causa apontada pelo mestre, ou seja, à minha incapacidade de liberar-me de toda intenção e do meu próprio eu, mas porque os dedos da mão direita prendiam o polegar com firmeza excessiva. Eis aqui o ponto onde devo concentrar meus esforços, pensei. Eu havia encontrado uma solução simples para o problema. Se, uma vez estirado o arco, eu soltasse cuidadosa e lentamente os dedos que prendiam o polegar, chegaria o momento em que este, libertado, seria arrancado automaticamente da sua posição. O tiro, disparado de maneira fulminante, "cairia como a neve acumulada na folha de bambu".

Ao se iniciarem as aulas, o primeiro tiro já me pareceu excelente. Desprendeu-se suave e sem esforço. O mestre me olhou por um momento e, hesitante, como quem não crê no que está vendo, ordenou. "Mais uma vez, por favor!" O segundo tiro me pareceu superar o primeiro. Então, sem dizer uma única palavra, o mestre se aproximou, tomou o arco das minhas mãos e, dando-me as costas, sentou-se numa almofada. Compreendi o que isso significava e retirei-me.

No dia seguinte, o mestre, por intermédio do professor Komachiya, avisava-me de que se recusava a continuar com suas lições porque eu o havia enganado. Entristecido por essa interpretação do mestre, expliquei ao seu mensageiro como me havia ocorrido aquela maneira de disparar. Graças à sua intervenção, o mestre reconsiderou sua atitude, mas com a condição expressa de que eu prometesse jamais violar o espírito da Doutrina Magna.

Continuava impossível para mim permanecer sem intenção dentro, como se fosse possível escapar de um caminho por demais viciado, até que, um dia, perguntei ao mestre:

- Como o disparo pode ocorrer se não for eu que o fizer acontecer?

- Algo dispara - respondeu-me.

- Já ouvi essa resposta outras vezes. Modifico a pergunta: como posso esperar pelo disparo, esquecido de mim, se não posso estar presente?

- Algo permanece na tensão máxima.

- E o que é esse algo?

- Quando o senhor souber a resposta não precisará mais de mim. E se eu lhe der alguma pista, poupando-o da experiência pessoal, serei o pior dos mestres. Por isso, não falemos mais. Pratiquemos!

Certo dia, depois de um tiro executado por mim, o mestre fez uma profunda reverência e deu a aula por terminada. Diante do meu olhar perplexo, disse: "Algo acaba de atirar".

Como era possível que os tiros se produzissem sem minha intervenção, por si mesmos? Como era possível que minha mão direita, firmemente fechada, se abrisse sem que eu soubesse e ainda não saiba explicar? A verdade é que era dessa forma que as coisas ocorriam. E isso é o que importa.

O alvo e a flecha

Ao anunciar que iríamos passar para a prática de novos exercícios, disse-nos o mestre: "Parece-me que a parte mais difícil terminou. Trataremos, agora, de praticar o tiro ao alvo". Até então, o alvo era um disco de palha prensada, apoiado num cavalete de madeira, distante do arqueiro o equivalente ao comprimento de duas flechas. O novo alvo, porém, estava a distância de 60 metros, apoiado numa colina de areia com uma larga base, cercado por três paredes.

O mestre nos demonstrou o tiro no novo alvo: suas duas flechas se cravaram bem no centro. Em seguida, convidou-nos a executar a cerimônia, sem nos deixar influenciar pela presença do alvo. Nossas delgadas flechas de bambu não atingiam sequer o banco de areia, fincando-se no chão alguns metros antes.

- Suas flechas não atingem o alvo - observou o mestre - porque espiritualmente não percorrem grandes distâncias. Comportam-se como se o alvo estivesse a uma distância infinita.

Com o tempo, meus tiros já não eram tão curtos, apesar de não atingirem o alvo. Foi isso que me fez perguntar ao mestre por que não nos havia ensinado como mirar. Deveria existir uma relação entre o alvo e a ponta da flecha.

- Naturalmente que existe - afirmou o mestre. - E não lhe será difícil descobrir por si mesmo. Porém, se quase todas as suas flechas atingirem o alvo, o senhor não será outra coisa além de um artista que se exibe ao público.

Durante aquele período, cursei a escola mais dura da minha vida e se ainda me era difícil adaptar-me, compreendia, com o passar do tempo, o quanto devia ao mestre. Suas lições aniquilaram em mim os últimos vestígios da necessidade de me ocupar comigo mesmo e com as flutuações do meu estado de espírito.

- Compreende agora - perguntou-me o mestre certo dia, depois de eu haver dado um tiro especialmente feliz - o que quer dizer algo dispara, algo acerta?

- Temo - respondi-lhe - que já não compreendo nada. O mais simples me parece o mais confuso. Sou eu quem estira o arco ou é o arco que me leva ao estado de tensão? Sou eu quem acerta no alvo ou é o alvo que acerta em mim? O algo é espiritual, visto com os olhos do corpo, ou é corporal, visto com os do espírito? São as duas coisas ao mesmo tempo ou nenhuma? Todas essas coisas, o arco, a flecha, o alvo e eu estamos enredados de tal maneira que não consigo separá-las. E até o desejo de fazê-lo desapareceu. Porque, quando seguro o arco e disparo, tudo fica tão claro, tão unívoco, tão ridiculamente simples...
- Nesse exato momento - interrompeu-me o mestre - a corda do arco acaba de atravessá-lo por inteiro.

Frases

"Concentre-se só na respiração, como se não tivesse de fazer mais nada"

"Não compreendo mais nada. Sou eu quem acerta o alvo ou é o alvo que acerta em mim?"

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sábado, 19 de maio de 2007

PARÁBOLAS DO ZEN - PARTE 1



É curioso que uma das obras mais marcantes do conhecimento oriental tenha sido escrita por um filósofo alemão. Mas é decerto isso mesmo que faz de A Arte Cavalheiresca do Arqueiro Zen uma leitura tão proveitosa para nós, no Ocidente. O professor Eugen Herrigel (1885-1955) interessou-se pelo misticismo oriental ainda bem jovem. Em 1924, teve a oportunidade de ser convidado a dar aulas numa universidade do Japão, onde viveu durante quase seis anos. Nesse período, dedicou-se a praticar o tiro com arco, uma tradição dos antigos guerreiros japoneses, que a chamaram de "Doutrina Magna". A bordo de raciocínios lógicos, cartesianos, Herrigel se submeteu às exigências enigmáticas de um sábio mestre-arqueiro japonês, conseguindo não apenas transformar suas próprias crenças, como também produzir uma esclarecedora narrativa sobre os princípios do zen e sua aplicação em nossas vidas.

Embora trate das dificuldades e resistências do autor durante o aprendizado da arte da arqueria, os parágrafos deste livro são como parábolas, úteis para qualquer pessoa, em qualquer situação ou contexto. Publicada originalmente em 1948, a obra não perde seu magnífico frescor. É leitura obrigatória para quem pretende começar com o pé direito no assunto, e também um manual de consulta entre os iniciados.

Já nos meus tempos de universitário, ocupava-me com o estudo do misticismo. Mas, apesar de todos os meus esforços, sempre tive consciência de que não poderia apreender os ensinamentos místicos de um ponto de vista externo. Na abundante literatura sobre o misticismo, não encontrei o que buscava. Compreendera que não havia outro caminho a não ser o da própria vivência e o do sofrimento. Se faltam essas premissas, fica apenas o inconseqüente palavrório. Assim, logo depois de ter sido designado professor-adjunto, quando me foi oferecida uma cátedra de História da Filosofia na Universidade Imperial de Tohoku, recebi a oportunidade de conhecer o Japão e os japoneses e de entrar em relação com o budismo, suas práticas contemplativas, sua mística. Eu já sabia que existiam no Japão uma tradição cuidadosamente conservada, uma prática viva do zen, uma didática consagrada pelos séculos e, mais importante ainda, mestres com assombrosa experiência na arte de orientação espiritual.

Tão logo me instalei no meu novo ambiente, tratei de concretizar os meus desejos. Um de meus colegas, professor de Direito, considerado o melhor conhecedor de tiro com arco na Universidade, me recomendou como aluno ao seu preceptor, o célebre mestre Kenzo Awa.

De início, o famoso mestre recusou o meu pedido, alegando que já se havia deixado convencer por um estrangeiro para ensiná-lo e que os resultados tinham sido muito desagradáveis. Por isso, não estava disposto a aceitar um novo pedido, pois temia prejudicar o aluno com o espírito peculiar dessa arte. Somente quando lhe assegurei que um mestre que tomava tão a sério sua missão tinha o direito de tratar-me como o mais jovem dos discípulos - porque eu não desejava aprender a arte para me divertir, mas para penetrar na Doutrina Magna -, ele me aceitou.

Desde a primeira aula fomos alertados de que o caminho que conduz à arte sem arte é áspero. Primeiramente o mestre nos mostrou os arcos japoneses e nos explicou que a extraordinária elasticidade era resultado da sua construção peculiar e das características do bambu, ou seja, do material de que eram construídos. Depois, ele nos chamou a atenção para a forma nobre que o arco tem, com quase dois metros de comprimento, quando armado com a corda, e que se manifesta de maneira surpreendente quanto mais é tensionado. "Quando estiramos a corda ao máximo", disse-nos o mestre, "o arco abarca o universo e, por isso, é importante saber curvá-lo adequadamente." Em seguida, escolheu o melhor e o mais resistente de seus arcos e, numa atitude solene, fez a corda vibrar repetidas vezes, extraindo um som ao mesmo tempo grave e agudo que, depois de se escutar algumas vezes, jamais se esquece, tão original e irresistível é a maneira como ele chega ao coração.

Depois dessa significativa introdução, o mestre nos convidou a observá-lo atentamente. Colocou uma flecha, estirou o arco de tal maneira que cheguei a temer que não resistisse a encerrar o universo e, finalmente, disparou. A cena não só pareceu muito bela, como fácil de ser imitada. Então, nos ordenou: "Façam o mesmo, mas lembrem-se de que o tiro com arco não é destinado a fortalecer os músculos. Não estirem a corda usando todas as suas forças, mas procurando dar trabalho unicamente às mãos, enquanto os músculos dos braços e dos ombros ficam relaxados, como se estivessem contemplando a ação, sem nela intervir. Somente quando tiverem aprendido isso é que cumprirão uma das condições para que o tiro se espiritualize".

Logo depois de pronunciar tais palavras, tomou minhas mãos e guiou-as lentamente pelas fases do movimento que, em seguida, teriam que executar, como para acostumar-me àquela nova experiência.

O segredo do grande mestre

Logo na primeira tentativa, realizada com um arco de resistência média, percebi que precisava empregar muita força para curvá-lo. A isso somava a dificuldade de que o centro do arco japonês, ao contrário do europeu, não se encontra na altura dos ombros, não oferecendo, por isso, uma espécie de ponto de apoio. Assim, uma vez colocada a flecha, temos que erguê-lo com os braços quase estendidos, de tal maneira que as mãos do arqueiro fiquem acima da sua cabeça. A ponta da flecha, de quase um metro de comprimento, sobressai muito pouco da borda exterior do arco, tão grande é sua envergadura.

Por conseguinte, não se pode fazer outra coisa a não ser separá-las uniformemente, à direita e à esquerda e, quanto mais se afastam uma da outra, mais descem, descrevendo curvas, até que a esquerda, que sustenta o arco, se encontra com o braço estendido à altura dos olhos, e a direita, que estira a corda, com o braço dobrado à altura da articulação do ombro.

O arqueiro deve permanecer nessa posição durante alguns momentos antes de disparar. A força necessária para sustentar o arco de maneira tão insólita fez com que minhas mãos começassem a tremer e a respiração ficasse mais difícil.

Não me é possível recordar aqueles dias sem deixar de lembrar como era árduo, no princípio, fazer com que a respiração surtisse o efeito desejado pelo mestre. Eu respirava de forma tecnicamente correta, mas quando, ao estirar o arco, me concentrava para que os músculos dos braços e dos ombros permanecessem relaxados, a musculatura das pernas se contraía independentemente. Muitas vezes, o mestre não tinha outro remédio a não ser apertar de súbito algum músculo das minhas pernas, em pontos particularmente sensíveis. Quando, numa dessas ocasiões, eu lhe disse, à guisa de desculpa, que estava me esforçando para permanecer relaxado, replicou: "Esse é seu maior erro: o senhor se esforça, só pensa nisso. Concentre-se apenas na respiração, como se não tivesse de fazer mais nada!" Passou muito tempo até que conseguisse atender suas exigências

Certa ocasião, durante uma longa conversa com o professor Komachiya, perguntei-lhe por que o mestre havia observado impassivelmente e, durante tanto tempo, meus esforços infrutíferos para estirar o arco espiritualmente. Não teria sido mais fácil que ele tivesse me ensinado, desde o princípio, a respiração certa? "Um grande mestre", respondeu-me, "tem que ser ao mesmo tempo um grande educador, pois para nós esses atributos são inseparáveis. Se o aprendizado tivesse sido iniciado com os exercícios respiratórios, jamais o senhor se convenceria da sua influência decisiva. Era preciso que o senhor naufragasse nos próprios fracassos para aceitar o colete salva-vidas que ele lhe lançou."

Certo dia, quando não encontrava mais nenhum vício na minha postura, disse-me o mestre: "Tudo o que o senhor aprendeu até agora não foram mais do que exercícios preparatórios para o disparo. Começaremos agora uma nova etapa, particularmente difícil, através da qual atingiremos um novo nível na arte do tiro com arco". Eu continuava me exercitando com afinco, segundo todos os ensinamentos do mestre, mas meus esforços eram em vão. Tive a impressão de que, antes, quando disparava com espontaneidade, obtia resultados melhores. Eu não podia abrir sem esforço a mão direita e a conseqüência era uma sacudidela que desviava a flecha no momento do disparo.

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sexta-feira, 18 de maio de 2007

Há 10 Anos Atrás

18.Maio.97

Colisão de aviões mata 13 pessoas em Santa Catarina

Um bimotor Cessna 310 e um monomotor Cessna 182 chocam-se no ar sobre o Aeroclube de Lajes (SC), matando 13 pessoas, uma delas em terra. Segundo testemunhas, o bimotor, que fazia um vôo panorâmico com 7 passageiros durante a festa de aniversário do aeroclube, preparava-se para aterrissar, mas subiu de repente. Nesse movimento, bateu na lateral do monomotor, que estava decolando com dois pára-quedistas. O Ministério da Aeronáutica abriu investigação para determinar a causa do acidente.

Saiba Mais:

VÍTIMAS RECEBERÃO INDENIZAÇÃO

Seis anos depois: foi expedida sentença de cinco processos gerados a partir do acidente aéreo de 1997 O juiz da 2ª Vara Cível da Comarca de Lages, Antônio Carlos Junks dos Santos, expediu as sentenças dos cinco processos gerados a partir do acidente aéreo que aconteceu no dia 18 de maio de 1997, em comemoração aos 55 anos do Aeroclube de Lages e que matou 13 pessoas.
Os réus citados nos processos, a antiga empresa Celucat S.A., o Aeroclube de Lages e o Espólio do piloto Pedro Sérgio Fernandes, terão que pagar indenizações a quatro das vítimas.
Das treze vítimas do acidente, apenas quatro recorreram à Justiça para buscar seus direitos, sendo que os autores das ações Daniel Kauling e Zilma Macedo Kauling (vítima - Paulo Roberto Kauling), Angelita Lisboa Fabre Cevei (vítimas - Andressa Raimundo Cevei e Odil Raimundo Cevei), Anair Fabre dos Santos (vítima - Andreilla Fabre Santos) e Adão Clair Couto (vítima - Janete Fátima de Souza) receberão 500 salários-mínimos de indenização pela morte dos familiares, mais a pensão que cada uma das vítimas teria direito.
A antiga Celucat, que também consta como autora de um dos processos, terá direito a receber os valores correspondentes aos prejuízos causados ao avião que cedeu para as apresentações realizadas no Aeroporto Correia Pinto. O valor dessa indenização é de US$ 60.500,00.O juiz Antônio Carlos explica que todos os processos foram concluídos, mas ainda são passíveis de recurso. "Se a sentença for mantida, esses serão os valores que os familiares das vítimas receberão", explicou. (12/12/03)

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quinta-feira, 17 de maio de 2007

O QUE DEFINE O GRAU DAS QUEIMADURAS?


Elas recebem essa classificação conforme a gravidade e a profundidade do ferimento. Quanto mais profunda a queimadura, maior o estrago. A de primeiro grau é superficial e causa apenas vermelhidão na pele, resultado da dilatação das veias o que geralmente acontece quando tomamos muito sol. Na de segundo grau, os vasos se dilatam mais e parte do líquido em seu interior escapa, provocando bolhas. Água ou gordura ferventes sobre a pele ou mesmo muitas horas de exposição ao sol podem causar esse tipo de queimadura. Na de terceiro grau, parte do tecido chega a ser destruído e é atingida também a camada de gordura logo abaixo da pele: a hipoderme. Há ainda as queimaduras de quarto grau, que atacam até os ossos e costumam acontecer em acidentes sérios como incêndios e explosões, que deixam a vítima carbonizada.
"Mas a gravidade de uma queimadura não depende apenas da profundidade, mas também da extensão", diz o dermatologista Luiz Carlos Cucê, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Uma queimadura de segundo grau que atinge o corpo todo pode, assim, ser muito pior do que uma de terceiro grau localizada na mão.

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quarta-feira, 16 de maio de 2007

Que Sejas


Que a PAZ seja sua meta

A paciência seja seu instrumento

O bom pensamento seja sua canção

O bem seja seu caminho

Seja surdo pra calunias

Cego pra atitudes mesquinhas

Mudo pra dizer coisas torpes

Tenha braços para aceitar

Palavras doces pra animar

Esperança nos olhos que lhe vêem

Muito amor em tudo que fizer

Ser amigo pra derrubar barreiras

Ser gente pra Unir

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terça-feira, 15 de maio de 2007

VICIADOS EM SEXO

1. A Organização Mundial da Saúde alerta: sexo pode criar dependência. O nome oficial da doença é "impulso sexual excessivo" e essa fissura descontrolada não é motivo de orgulho para ninguém. Duvida? Então, vamos lá: a pessoa doente pode ser prejudicada no trabalho ou nos estudos (pois não pensa em mais nada a não ser "naquilo"), passa a ter dificuldade de manter vínculos afetivos e ainda corre sério risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis - afinal, na "hora do aperto", ela transa mesmo se não tiver uma camisinha à mão.

2. Para diagnosticar a doença sem erros, só mesmo batendo um bom papo com um psicólogo ou psiquiatra. Mas o americano Eli Coleman, psicólogo da Universidade de Minnesota, elaborou uma lista de sinais que ajudam a identificar um potencial viciado em sexo. Essa pessoa.... busca com freqüência novas(os) parceiras(os) ... usa acessórios eróticos de forma compulsiva ... navega na internet várias horas ao dia em busca de sites pornográficos ... exige da(o) parceira(o) sexo o tempo todo - às vezes até com ameaças físicas.

3. Um estudo publicado por pesquisadores americanos em 1991 mostrou que entre 3% e 6% da população dos Estados Unidos tem algum grau de dependência em sexo. Esse número engloba todos os dependentes, desde aqueles com uma leve tendência ao descontrole do impulso sexual até os compulsivos, que não conseguem levar uma vida normal por causa do vício. Não existe nenhuma pesquisa desse tipo no Brasil, mas os médicos acreditam que esse número não deve ser muito diferente.

4. O tratamento dos dependentes varia conforme o diagnóstico. Se ele tiver apenas um desequilíbrio psicológico, a terapia costuma resolver. Mas, como em qualquer outro vício, não dá para garantir que a pessoa vá ficar totalmente curada após algumas sessões com um psicólogo. O certo é que pelo menos a terapia irá aliviar o sofrimento. Remédios podem ser úteis quando há outra doença psiquiátrica associada ao vício, como a depressão.

5. A auto-ajuda também é uma forma de lidar com o problema. Você pode não acreditar, mas existe um grupo parecido com os Alcoólicos Anônimos (AA) que reúne apenas viciados no rala-e-rola. O grupo Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (Dasa) usa a troca de experiências entre os seus integrantes para combater o vício e, como no AA, valoriza cada segundo livre da "tentação". Os médicos aceitam esse tratamento, mas não recomendam para todos, pois o tom moralista de alguns encontros - certas reuniões são realizadas em espaços cedidos por igrejas - pode não funcionar com boa parte dos pacientes.

6. O viciado em sexo mais famoso do mundo é o ator Michael Douglas, marido da gatíssima Catherine Zeta-Jones. Após contracenar com Sharon Stone durante as filmagens de Instinto Selvagem, de 1992, ele precisou se internar numa clínica de recuperação de dependentes para controlar sua compulsão - também, com uma colega de trabalho daquelas... Para se precaver do vício do marido, Zeta-Jones tomou certos cuidados num contrato que eles firmaram antes do casamento. Ela exigiu uma cláusula que prevê o recebimento de uma indenização milionária caso Michael Douglas a traia...

7. Vários personagens históricos também ganharam a fama de compulsivos na cama. Um dos exemplos mais antigos é o de Messalina, esposa do imperador romano Cláudio, que viveu no primeiro século da era cristã. Sua luxúria fez com que seu nome virasse sinônimo de prostituta. Já Catarina, imperatriz da Rússia entre 1762 e 1796, era tão obcecada pelo tema que mandou construir um quarto com pinturas e esculturas com cenas sexuais. Perto de figuras assim, o ex-presidente americano Bill Clinton - e sua folclórica fama de paquerador incontrolável - não passa de um principiante no assunto...

8. O nome dado a mulheres como Messalina e Catarina é ninfomaníaca. E os homens insaciáveis? Esses podem ser chamados de satíricos. As duas palavras nasceram da mitologia grega: as ninfas e os sátiros eram divindades associadas à fertilidade e à luxúria. Os especialistas ainda usam mais um termo para se referir a um distúrbio parecido com o impulso sexual excessivo. É o donjuanismo, relacionado aos homens que têm uma necessidade incontrolável de paquerar e conquistar mulheres, sem necessariamente transar com elas. Essa expressão vem de Don Juan, personagem sedutor citado em vários romances europeus escritos a partir do século 17.

9. Outro termo estranho relacionado ao assunto é síndrome de Kluver-Bucy. Trata-se de uma doença neurológica rara que leva a pessoa a ter um comportamento parecido ao de um viciado em sexo. Além da vontade exagerada de transar, quem sofre desse mal também pode ter outros sintomas ainda mais esquisitos, como um descontrole que leva o doente a lamber tudo que encontra pela frente!

10. A dependência de sexo, claro, também tem um lado bem mais barra-pesada. As parafilias ou perversões são distúrbios que podem levar a atos criminosos contra terceiros. É o que ocorre com os pedófilos - que gostam de fazer sexo com crianças - e os necrófilos - que fazem sexo com cadáveres. Nessas situações, a doença vira, literalmente, um caso de polícia.

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segunda-feira, 14 de maio de 2007

No Doubt - Don't Speak

You and me
We used to be together
Every day together always
I really feel
that I'm losing my best friend
I can't believe
This could be the end
It looks as though you're letting go
And if it's real,
Well I don't want to know

*CHORUS*

Don't speak
I know just what you're saying
So please stop explaining
Don't tell me 'cause it hurts
Don't speak
I know what you're thinking
I don't need your reasons
Don't tell me 'cause it hurts
Our memories
They can be inviting
But some are altogether
Mighty frightening
As we die, both you and I
With my head in my hands
I sit and cry

*CHORUS*

It's all ending
I gotta stop pretending who we are...
You and me
I can see us dying ... are we?

*CHORUS*

I know you're good
I know you're good
I know you're real good oh
La da da da da da
La da da da da da
Don't, don't
Ohh Ohh
Hush me hush me darling
Hush me hush me darling
Hush me hush me, don't tell me 'cause it hurts (2x)

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domingo, 13 de maio de 2007

A Teus Pés - Ana Cristina César - Final

FLORES DO MAIS

devagar escreva uma primeira letra
escreva nas imediações construídas
pelos furacões; devagar meça
a primeira pássara bisonha que
riscar o pano de boca
aberto sobre os vendavais;
devagar imponha o pulso
que melhor souber sangrar
sobre a faca das marés;
devagar imprima o primeiro
olhar sobre o galope molhado
dos animais; devagar peça mais
e mais e mais”

Ana Cristina Cesar
Biografia:


Nasceu em 1952, no Rio de Janeiro. Criou-se entre Niterói, Copacabana e os jardins do velho Bennet. Depois de 68, um ano em Londres, primeiras viagens pelo mundo, e na volta deu aulas, traduziu, fez letras, escreveu para revistas e jornais alternativos, saiu na antologia 26 Poetas Hoje, de Heloísa Buarque, publicou, pela Funarte, pesquisa sobre literatura e cinema, fez mestrado em comunicação, lançou seus primeiros livros em edições independentes: Cenas de Abril e Correspondência Completa. Dez anos depois, outra vez a Inglaterra, onde, às voltas com um M.A. em tradução literária, escreveu muitas cartas e editou Luvas de Pelica. Ao retornar, descobriu São Paulo e fixou residência no Rio. Trabalhou em jornalismo, televisão e escreveu A Teus Pés. Suicidou-se no dia 29 de outubro de 1983.

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sábado, 12 de maio de 2007

A Teus Pés - Ana Cristina César - Parte 1



(...)
“Enquanto leio meus seios estão a descoberto. É difícil concentrar-me ao ver seus bicos. Então rabisco as folhas deste álbum. Poética
quebrada pelo meio.”
(...)
“Enquanto leio meus textos se fazem descobertos. É difícil escondê-los no meio dessas letras. Então me nutro das tetas dos poetas
pensados no meu seio.”
(...)
“POESIA

jardins inabitados pensamentos
pretensas palavras em
pedaços
jardins ausenta-se
a lua figura de
uma falta contemplada
jardins extremos dessa ausência
de jardins anteriores que
recuam
ausência freqüentada sem mistério
céu que recua
sem pergunta

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sexta-feira, 11 de maio de 2007

Entenda como funciona uma impressora a laser



Entender como funciona uma impressora jato de tinta é mais fácil do que entender uma a laser. Na jato de tinta as cabeças de impressão jogam pequenos jatos de tinta sobre o papel formando o desenho da página montada no computador. Mas como o laser pode fazer uma impressão?


Um dos princípios básicos de uma impressora a laser é a eletricidade estática. Ela é simplesmente uma carga elétrica feita sobre um objeto com isolamento. Como átomos eletrificados com cargas opostas são atraídos, objetos com campos de eletricidade estática opostas também se juntam. Esse sistema é chamado nas impressoras a laser de "cola temporária".

O ponto principal deste sistema é o fotoreceptor, que envolve o cilindro ou tambor que compõe a impressora a laser. Este conjunto do cilindro é revestido de material altamente fotocondutor, que é atingido por luz fóton.

Inicialmente o cilindro recebe uma carga total positiva. Conforme o cilindro vai girando, um faixo de luz laser vai atingindo o cilindro em determinados pontos, "desenhando" as fontes e imagens que compõem a página que vai ser impressa. O laser acerta o cilindro onde há imagens, e deixa incólume os trechos do cilindro que não devem imprimir nada.

Quando toda a página já está gravada no cilindro, ele é coberto pelo toner. Como o toner tem carga positiva, ele adere às áreas negativas do cilindro —ou seja, onde o laser marcou os pontos. Para entender melhor, é como se você pegasse um rolo de macarrão e passasse manteiga em alguns pontos e depois rolasse sobre a farinha. Onde houver manteiga, a farinha fica "colada".

Então, com o toner fixado sobre seu corpo, o cilindro rola sobre a folha de papel, que se movimenta sobre uma cinta abaixo dele. Antes de entrar na cinta, o papel recebe uma carga negativa de eletricidade. Como ela é maior que a imagem eletrostática, o papel "puxa" o toner para si conforme o cilindro gira. Para que o toner não seja atraído de volta para o cilindro, o papel é "descarregado" imediatamente após ficar com o toner.

Finalmente o papel passa por um fusor, dispositivo que emite calor para fundir o toner com as fibras do papel. É por isso que, quando o papel chega à bandeja de saída da impressora, ele sempre está quente.

A temperatura para fusão é bem alta, e o papel só não pega fogo por causa da velocidade com que passa pelo fusor.

Depois que o toner fica no papel, uma lâmpada de descarga aplica uma luz muito intensa sobre o cilindro para apagar a imagem que estava gravada. Em seguida, ele recebe novamente uma carga elétrica positiva para a próxima impressão.

Mesma língua

Mas para que tudo isso ocorra, é preciso que o computador e a impressora se entendam para que o trabalho saia impresso. Eles precisam falar a mesma língua, chamada de "Page Description Language" (Página de Descrição de Imagem).

Em tempos mais antigos isso não era um problema, pois os computadores só necessitavam enviar algumas fontes e poucos códigos para montar a página que seria impressa. Com a evolução dos programas, tem-se à disposição inúmeras fontes e não se deixa de usar imagens gráficas complexas e fotos com alta resolução.

Para isso, foram desenvolvidas linguagens que pudessem resolver este problema. As duas mais utilizadas hoje em dia são a PCL, desenvolvida pela HP, e a Postscript, criada pela Adobe. As duas trabalham descrevendo as páginas em vetores, ou seja, o que vai ser impresso é transformado em valores matemáticos para as formas geométricas ao invés de pontos (bitmaps).

Então, assim que recebe o trabalho, a impressora converte os vetores de uma dessas linguagens em imagens bitmap, o que permite utilizar toda a sua resolução sem distorcer o trabalho original.

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quinta-feira, 10 de maio de 2007

Tudo é Uma Questão de Perspectiva


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quarta-feira, 9 de maio de 2007

Salada de alface, rúcula, ovos e pimentão


Ingredientes:

3 dentes de alho descascados picados

5 colheres (sopa) de azeite de oliva

1 pé de alface crespa

1 maço pequeno de rúcula

12 ovos de codorna cozidos e sem casca

1 pimentão em conserva cortado em tiras finas

100 g de azeitonas pretas médiassal a gosto


Modo de Preparo:


Frite o alho no azeite de oliva até dourar. Retire do fogo, misture o sal e deixe amornar.
Lave a alface e a rúcula e seque com toalha de papel. Disponha numa saladeira, distribua os ovos inteiros ou partidos ao meio, o pimentão e as azeitonas.
Regue com o alho frito e o azeite.
Sirva com Torrada com Creme de Anchova: ligue o forno à temperatura média.
Corte 1/2 pão italiano em 15 fatias de 0,5 cm de espessura e pincele com 2 colheres (sopa) de azeite de oliva.
Coloque numa assadeira e leve ao forno por 15 minutos, ou até dourar. Retire do forno e reserve. Com um socador, amasse num pilão 2 gemas cozidas e 5 filés de anchovas em conserva, até ficar homogêneo.
Sem parar de misturar, adicione em fio 3 colheres (sopa) de azeite de oliva, até obter um creme. Distribua sobre as torradas e sirva em seguida com salada.

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terça-feira, 8 de maio de 2007

O QUE É LÓGICA ARISTOTÉLICA?




Trata-se de uma teoria clássica para explicar como é formulado o raciocínio humano. Desenvolvida pelo grego Aristóteles (384-322 a.C.), um dos pensadores mais influentes em toda a história da filosofia ocidental, essa teoria prevê basicamente que é possível chegar a certas conclusões a partir de noções preliminares sobre um assunto específico. O exemplo clássico que resume o funcionamento da dedução na lógica aristotélica diz o seguinte: "Todos os homens são mortais. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal". Os filósofos costumam dividir essa lógica em dois princípios básicos: o silogismo e a não-contradição.
O primeiro é o processo de argumentação exemplificado acima: a partir de duas verdades chega-se a uma terceira, a conclusão. Já a não-contradição, como o próprio nome diz, busca a especificidade de cada coisa: é impossível que ela seja e não seja ao mesmo tempo. "A lógica aristotélica baseia-se no pressuposto de que a razão humana é capaz de deduzir conclusões a partir de afirmações ou negações anteriores. Se as premissas forem verdadeiras, as conclusões também serão",

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segunda-feira, 7 de maio de 2007

30 Links Úteis


01. Quando for comprar qualquer coisa não deixe de consultar o site Gastar Pouco.http://www.gastarpouco.com/


02. Serviço dos cartórios de todo o Brasil, que permite solicitar documentos via internet:www.cartorio24horas.com.br/index.php


03. Site de procura e reserva de hotéis em todo o Brasil ,por cidade, por faixa de preços, reservas etc.:http://www.hotelinsite.com.br/


04. Site que permite encontrar o transporte terrestre entre duas cidades, a transportadora, preços e horários:https://appweb.antt.gov.br/transp/secao_duas_localidades.asp


05 . Encontre a Legislação Federal e Estadual por assunto ou por número, além de súmulas dos STF, STJ e TST:http://www.soleis.adv.br/


06. Tenha a telinha do aeroporto de sua cidade em sua casa,chegadas e partidas: www.infraero.gov.br/pls/sivnet/voo_top3v.inip_cd_aeroporto_ini


07. Encontre a melhor operadora para utilizar em suas chamadas telefônicas: http://sistemas.anatel.gov.br/sipt/Atualizacao/Importante.aspp


08. Encontre a melhor rota entre dois locais em uma mesma cidade ou entre duas cidades, sua distância, além de localizar a rua de sua cidade: http://www.mapafacil.com.br/


09. Encontre o mapa da rua das cidades, além de localizar cidades:



10 Confira as condições das estradas do Brasil, além da distância entre as cidades:



11. Caso tenha seu veiculo furtado, antes mesmo de registrar ocorrência na polícia, informe neste site o furto.O comunicado às viaturas da DPRF é imediato:
www.dprf.gov.br/ver.cfmlink==form_alerta


12. Tenha o catálogo telefônico do Brasil inteiro em sua casa. Procure o telefone daquele amigo que estudou contigo no colégio:


13. Confira os melhores cruzeiros,datas, duração,preços, roteiros, etc.:



14. Vacina anti-câncer (pele e rins). OBS: ESTA VACINA DEVE SER SOLICITADA PELO MÉDICO ONCOLOGISTA:



15. Indexador de imagens do Google - captura tudo que é foto e filme de dentro de seu computador e os agrupa, como você desejar:



16. Semelhante ao Internet Explorer , porem muito mais rápido e eficiente, e lhe permite adicionar os botões que desejar, ou seja, manipulado como você o desejar:



17. Site de procura, semelhante ao GOOGLE:



18 . Site que lhe dá as horas em qualquer lugar do mundo:



19. Site que lhe permite fazer pesquisas dentro de livros:



20. Site que lhe diz tudo do Brasil desde o descobrimento por Cabral:



21. Site que o ajuda a conjugar verbos em 102 Idiomas:



22. Site de conversão de Unidades:



23. Site para envio de e-mails pesados, acima de 50Mb:



24. Site para envio de e-mails pesados, sem limite de capacidade:



25. Site que calcula qualquer correção desde 1940 até hoje, informando todos os índices disponíveis no mercado financeiro. Grátis para Pessoa Física



26. Site que lhe permite falar e ver pela internet com outros computadores,ou LHE PERMITE FALAR DE SEU COMPUTADOR COM TELEFONES FIXOS E CELULARES EM QUALQUER LUGAR DO MUNDO GRÁTIS ? De computador para computador, voz + imagem. De computador para telefone fixo ou celular:



27. Site que lhe permite ler jornais e revistas de todo o mundo.



28. Site de procura de pessoas e empresas nos EUA. Só para achar a pessoa ou a empresa com endereço e telefone-GRÁTIS. Se quiser levantamento completo de tudo o que a pessoa tem como patrimônio, tudo que teve de problema judicial e financeiro, e outras coisas mais, ai pode custar até US$80,00 com valores intermediários:



29. Site de câmaras virtuais, funcionando 24 h por dia ao redor do mundo:



30. Site de mapas que identificam endereços do Brasil inteiro e dá sugestões de rotas:
http://www.ondeestou.com.br/

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domingo, 6 de maio de 2007

Chacrinha - Entrevista concedida a Veja (6/08/1969), a Tárik de Souza, na época em que é um dos maiores fenômenos da televisão brasileira. - Final


Veja - E o seu pessimismo?
CHACRINHA - Não sei, não sei. Com esse negócio de Chacrinha eu perdi minha personalidade, fiquei com dupla personalidade. Sou obrigado a rir pra todo mundo, tenho que ser Chacrinha em todo canto, na rua, em qualquer lugar. Meu médico acha que sou um cara realmente nervoso, excessivamente nervoso.

Veja - O que acontece quando você chega em casa e tira a roupa de Chacrinha?
CHACRINHA - Não sinto nada. Eu visto aquilo com tanta naturalidade, boto e tiro a roupa com a maior naturalidade do mundo. O que acontece quando acaba um programa e chego em casa é que sinto um alívio desgraçado. Já começo a pensar no outro, porque até eu fazer o programa meu sistema nervoso está a todo vapor. E fico excessivamente nervoso antes de fazer meu programa.

Veja - Você tem medo de que o seu programa caia um dia de audiência?
CHACRINHA - Tenho. Por isso eu luto. Acho que todos os programas caem, não só o meu. Um dia eu outro, todos caem. O povo chega a um ponto que não gosta mais. Então o povo liquida.

Veja - Por que você joga comida no seu público?
CHACRINHA - Não é bem isso, não. O negócio é que eu faço propaganda das Casas da Banha, que vendem gêneros alimentícios - feijão, arroz, feijoada, macarronada, carne-seca. Vocês querem caaaaarne? Vocês querem feijããããão? Entendeu? Houve uma época em que eu dava comida ao povo, não jogava. É que interpretavam mal. Eu fazia aquilo com finalidade de propaganda. Se amanhã eu passar a anunciar sapatos,
começo a gritar. Quem quer sapato aiiii? E dou sapato pro pessoal. Dou geladeira.

Veja - Que acha você de uma TV cultural, sem propaganda, feita para educar?
CHACRINHA - Acho formidável, é uma grande idéia. Porque realmente é preciso uma TV neste sentido, educativa e do Governo. Mas é preciso que o Governo bote gente boa lá, para ensinar o povo, com muita didática. Nas próprias escolas os métodos de ensino estão transformados, não é mesmo? Até menina estuda junto com menino. Quer dizer, tudo mudou, não mudou? Não é mais aquele tempo antigo em que a professora
batia cascudo na gente. Mas não basta só dizer: Vou fazer uma TV educativa, é necessário que se façam programas que atinjam o povo, eduquem o povo e pelo menos levem o povo por um determinado caminho.

Veja - Se fosse convidado, você aceitaria fazer TV educativa? Como faria?
CHACRINHA - Aceitaria, sim. Fazia um programa usando meu vocabulário, minha brincadeira numa fala, minhas coisas. Ensinaria o sujeito a gostar de música, a falar sobre música, a gostar e falar de discos. Porque gostar de música não é só gostar de Beethoven, não.

Veja - É sua esta frase: Deve se dar ao povo aquilo que ele pede?
CHACRINHA - Não falo isso não. Eu dou o que as pesquisas dão ao povo. Entenda bem: se a pesquisa diz que Sentado à Beira do Caminho está em primeiro lugar, é que o povo quer essa música. Então eu dou essa música ao povo. Chego no IBOPE (me dá a minha pasta ..... Eu ando com o IBOPE na mão. E por isso que sei o que o povo quer. E burro seria se não desse o que o IBOPE registra.

Veja - Mas de certa forma o que o IBOPE dá é o que o povo quer, não acha?
CRACRINHA - Sim, mas não é bem isso. O IBOPE é pesquisa. Tudo hoje é pesquisa. Quem não pesquisar, está roubado. Você vai programar o teu gosto? Ah, porque eu gosto de Fulano o povo também tem que gostar. Não adianta, você tem que pesquisar para fazer o negócio.

Veja - É verdade que você não vai dormir sem saber os resultados do IBOPE de seus programas?
CHACRINHA - Não, porque aí eu não dormiria. Mas vou dormir pensando no IBOPE, isto sim.

Veja - A TV é uma grande máquina e você apenas uma peça desta máquina. Você tem consciência disso?
CHACRINHA - Sei, a TV é uma máquina, é uma indústria, é uma fábrica, e eu sou uma peça desta fábrica, desta indústria.

Veja - E você não tem medo disso?
CHACRINHA - Não, não tenho medo pelo seguinte: eu sou muito prevenido. Graças a Deus. Não sei se é por dom ou por necessidade. Ou se é por ver o que acontece com os outros. Então eu procuro me renovar
constantemente. E Deus deu a mim a idéia de fazer dois programas que podem ser renovados constantemente. É só você não ser auto-suficiente, não querer esnobar, ter humildade, trabalhar muito, não ter panelinha, não ter injunções. Está entendendo? Trabalhar com a cabeça fria.

Veja - Você se considera um homem livre?
CHACRINHA - Livre. Livre. Graças a Deus. Sou noventa por cento livre. Mas sou mesmo livre. E infeliz daquele que não for livre.

Veja - Se você se considera uma peça de uma máquina como é que alega ser noventa por cento livre? Ou pretende chegar a ser o dono da máquina?
CHACRINHA - Não, nada disso. Eu quero ser uma peça da máquina. Não nasci para ser diretor de nada, não quero ser nada, nem pretendo ser mais do que eu sou. Aliás, quero que você diga bem aí, esta situa... não foi criada por mim. Essa situação foi feita pelo público, pelos donos e pelo povo da televisão. Quer dizer, devido ao povo gostar de mim, os donos da TV tiveram que... foram obrigados a me aceitar e a me dar o que eles me dão (tosse). Está entendendo? A me dar a importância de ser uma peça nesta máquina.

Veja - Um jornal publicou outra frase sua: No dia em que o público for mais alfabetizado, eu mudo o meu programa.
CHACRINHA - Não, nunca falei isso. Eu acho o seguinte. Todos os povos têm o lado popular da vida. Em todos os países do mundo tem Beatles, tem Johnny Rivers, Johnny Mathis, Elis Regina, Altemar Dutra. O povo quer diversão. Todo povo tem cervejaria, tem Beco, tem Canecão.

Veja - Que tal lançar no Brasil inteiro um programa de alfabetização promovido pelo popular Chacrinha? Não acha uma boa idéia?
CHACRINHA - É uma ótima idéia. Me bota na TV educativa, me convida, me faça porque eu não posso escrever um programa destes, bota uma pessoa para escrever que eu irei apresentar o programa. De bom grado.

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sábado, 5 de maio de 2007

Chacrinha - Entrevista concedida a Veja (6/08/1969), a Tárik de Souza, na época em que é um dos maiores fenômenos da televisão brasileira. – Parte 1



Veja – Chacrinha, você foi até o terceiro ano de Medicina. Não acha que como médico seria mais útil ao Brasil do que como animador de TV?
CHACRINHA - É uma resposta que só a Deus pertence. Não sei, eu poderia ser útil ao Brasil, mas poderia também ser um médico ruim pra burro...

Veja - Segundo um psicólogo, você estimula o espírito de competição das pessoas através de seus concursos e sua buzina é um verdadeiro grito de guerra. Que acha disso?
CHACRINHA - Em todo e qualquer programa de calouros tem que haver competição. Tudo na vida é uma competição. O calouro se sente bem, o público gosta e participa. Talvez o meu grande defeito seja ter a coragem de buzinar o calouro. Eu jogo o meu nome, o pouco nome que tenho, numa buzina. E quando buzino o calouro, buzino com o coração. Não buzino o calouro com raiva, nem quero humilhar. Por isso todos os calouros voltam ao meu programa. Eu poderia botar uma pessoa para buzinar, como existia o macalé do gongo, o pato que fazia qüém, qüém, qüém, como tem programas de buzina por aí em que o camarada - prrrréc! - só aperta um botão. Fiz A Hora da Buzina baseado na Hora do Pato do rádio. Como não tinha o pato, usei a buzina. Todo
sujeito que vê, diz: Ah, o Chacrinha é um cara chato, um cara horrível, ele buzina. Toda a raiva do povo é porque eu buzino o calouro. Se eu botasse uma outra pessoa para buzinar seria mais cômodo para mim - aí eu passaria a ser um grande cara.

Veja - Você gosta que os carros buzinem nas ruas? Ou acha que isso deve ser proibido?
CHACRINHA - Acho que devia ser proibido buzinar nas ruas. Faz muito barulho. Ou só buzinar comedidamente. Na hora exata, de maneira sensata, não buzinar com nervosismo, aquilo irrita. É prova evidente do nervoso da pessoa. Se o trânsito está parado, você vai buzinar pra quê?

Veja - Antigamente você era considerado um grosso por toda a imprensa. Hoje os jornais o chamam de grande comunicador, fenômeno da comunicação de massas. Como explica isso?
CHACRINHA - Tudo que eu faço hoje na TV eu sempre fiz. A mesma coisa. No rádio, quando comecei com O Cassino do Chacrinha, só havia programas de penumbra, de poesia e de tangos, para o pessoal dormir. Então eu inventei um programa para acordar o povo: eu batia lata, apertava buzina, tocava sino, fingia que tinha gente dançando - aqueles troços todos. Já naquele tempo todo mundo me achava um louco. Meu maior desejo na vida, que levei vinte anos para concretizar, era que o povo reconhecesse que eu fazia apenas um papel como qualquer outro. Pense bem, não é possível: um cara de noite sozinho dentro de um estúdio de rádio, de cuecas, tocando sino, batendo gongo, gritando Tereziiiiinha!, interrompido por anúncios e começando tudo de novo com
gargalhadas e ruídos de grilos no meio do mato, vozes cochichando num salão de baile, etc. Aquilo não existia naquele tempo... A mesma coisa fiz quando comecei na TV. Me chamaram de doido, de grosso, porque fui o primeiro cara na TV que fugiu da marcação de câmara. Eu não aceitava a câmara, não aceitava nada. Defendia meus pontos de vista para ver se o povo me aceitava. Aos poucos foram aparecendo esses estudos aí de
psicó1ogos, essas coisas todas, e foram descobrindo que eu fazia esta loucura por fazer uma loucura, por ser um palhaço. Ora, se o Charles Chaplin veste roupa, se o Golias veste roupa, por que é que eu também não posso vestir uma roupa? É um tipo que criei e tinha certeza de que um dia o povo ia me aceitar.

Veja - Afinal, você conhece seu público? Quem faz parte dele?
CHACRINHA - O público mesmo. Todos os públicos fazem parte do meu público. Quer dizer, modéstia à parte, não estou aqui para querer me enaltecer, me vangloriar. Mas em qualquer lugar que vou sinto profundamente as reações. Vamos supor que o auditório não dá o trono para aquela caloura final. Quando vou chegando em casa a
reação é a mesma, a do porteiro do edifício, a do médico meu vizinho, a da namorada do meu filho, a do professor do meu filho: Mas Chacrinha, como é possível, aquela moça não podia perder... Meu médico faz a pergunta, meu chofer também. O meu grande público, quando o cara não quer dizer que é ele mesmo, diz: Chacrinha, a minha mãe te adora, é uma velhinha... e o meu filho... No fundo, a família dele me adora. Porque a
mãe é a principal coisa que um cara tem, ou não é verdade? Eu faço rir a mãe, faço rir o pai, dou momentos de alegria.

Veja - Os anúncios de jornal dizem que os programas do Chacrinha são recomendados pelo analista para divertir e acalmar. Mas psicanalista é para as classes mais privilegiadas. Você atinge também esse público?
CHACRINHA - Olhe, na verdade os grã-finos são tão fãs quanto os fãs pobres. Quando vem um artista estrangeiro, um Sammy Davis Jr, por exemplo, você encontra filas de automóveis, Oôou! beijinhos, abracinhos, vai-jantar-lá-em-casa. Você vai na Boate Sucata, a boate bem do Rio, é igualzinho. Cantando Gal Costa na Sucata, a reação do público é a mesma que cantando Jerry Adriani em Madureira. É a mesmíssima coisa. Elis! Elis! Elis! É só grito e assovio, sendo que na classe rica é pior, porque assoviam. Assoviam mesmo, a gente vê pelos festivais. No fundo, é a mesma coisa quando chega um artista lá em Pernambuco.

Veja - Você ganha 80 milhões por mês só na TV. Isso representa oitocentas vezes a renda média de cada brasileiro. Como você se sente em relação a seu auditório, que é um auditório pobre?
CHACRINHA - Na pior das hipóteses, estou dando àquelas 1 500 pessoas alguma coisa para elas verem, se distraírem. Eu dou a eles o Jair Rodrigues, dou a Gal Costa, dou Ed Lincoln, dou Marcos Valle, dou a Elis Regina pra ver, dou a Eliana Pittman, Os Caçulas, Os Demônios da Garoa. Artista custa dinheiro. Eles pagam 1 conto de réis para assistir tudo aquilo. Não é bom? Pelo menos estão se divertindo, coitados... Não podem ir para Teresópolis, nem para Petrópolis, Friburgo ou Guarujá. Têm que ver aquilo ali. É melhor do que ir ao cinema, que sai mais caro. E afinal meu auditório não é assim tão pobre. O pobre que vai ali é o pobre que tem 1 conto de réis para pagar a entrada.

Veja - Um sociólogo escreveu que você não passava de um maestro regendo o grande espetáculo do sado-masoquismo brasileiro.
CHACRINHA - Como é que é mesmo? Não sei nem o que quer dizer isso, palavra de honra.

Veja - O espectador vibra e se diverte à custa do sofrimento do calouro.
CHACRINHA - Mas o calouro não sofre apenas. Ele se realiza. Ele ganha.

Veja - E quando perde? A maioria perde.
CHACRINHA - Sim, mas em tudo na vida existe o ganha e perde, não é verdade? Não faço o programa com a intenção de humilhar ninguém. Por exemplo, nunca permiti cantar gente com defeito físico, cego nem aleijado.
Não é questão de imagem negativa. É que eu não vou buzinar uma pessoa defeituosa. Botar uma pessoa defeituosa cantando mal não fica bem, não é?

Veja - E aquelas velhinhas que você colocou no concurso da mãe mais idosa?
CHACRINHA - Mas eu não explorei as velhinhas. Apenas dirigi a escolha. Quem é a mãe mais velha? A senhora? Sua idade? 63 anos. E a sua? Setenta anos. Muito obrigado. Paaaalmas para ela!... Agora, eu não pego a velhinha, não mostro a ferida da velhinha, onde é que ela mora, se está mal de vida. Não entro naqueles detalhes de manchete de jornal. Não me comovo nem faço o povo se comover.

Veja - De que é que você tem medo? Da velhice? Da morte?
CHACRINHA - Tenho muito medo da velhice. Mas estou sabendo envelhecer. O medo é de não poder fazer mais o que faço, de ter que deixar esta vida trepidante, para lá e para cá. Da morte, sim, tenho muito medo, porque sou um cara eminentemente pessimista.

Veja - Mas seus programas são justamente o contrário: você se diz um animador, um sujeito alegre.
CHACRINHA - Pois é, não é? Como explicar isso?

Veja - Você se considera jovem?
CHACRINHA - De espírito, sim. Fisicamente, já dobrei o cabo da Boa Esperança.

Veja - Está cicatriz que você tem nas costas o que é?
CHACRINHA - Foi uma operação no pulmão,

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sexta-feira, 4 de maio de 2007

Cidades Brasileiras: Poços de Caldas/MG


Cidade que constitui um importante centro turístico e capital regional na área de fronteira entre o sul de Minas Gerais, onde está situada, e São Paulo. As recentes transformações econômicas ocorridas, tanto no interior de São Paulo quanto no sul de Minas Gerais, alteraram fortemente as ligações comerciais e de demanda de serviços nessas regiões. Na década de 80, Poços de Caldas subordinava-se economicamente à rede urbana comandada por Ribeirão Preto, enquanto nos anos 90 as maiores vinculações se dão com Campinas. Situada numa província geológica de características vulcânicas, a cidade atrai um grande fluxo turístico em função de suas fontes hidrominerais e de sua rede hoteleira bem estruturada. Em 1996 sua população era de 117.094 habitantes.


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quinta-feira, 3 de maio de 2007

Tira - Dilbert

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quarta-feira, 2 de maio de 2007

QUANTA INFORMAÇÃO O CÉREBRO PODE ARMAZENAR?




Os especialistas afirmam que não há uma resposta exata para essa pergunta. "É impossível comparar o cérebro do homem a uma máquina, porque a quantidade de informações que guardamos não pode ser quantificada. Quem falar em números estará mentindo", diz o neurologista Ivan Izquierdo, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ao longo da evolução, o cérebro humano aumentou de tamanho e aprimorou suas funções, mas a capacidade de armazenar e recordar fatos é um enigma não totalmente desvendado pela ciência. E esse mistério vem de longe. No século 4 a.C., o filósofo grego Platão comparava a memória a uma lâmina riscada, que mantinha a impressão até ser apagada pelo desgaste do tempo, e Aristóteles pensava que era o coração quem controlava as lembranças. Hoje, sabe-se que o cérebro é quem retém as informações e as divide em dois tipos principais de memória.

A primeira, de curto prazo, armazena apenas de seis a sete itens - como nomes ou números de telefones por pouquíssimo tempo, às vezes, por segundos. A segunda, de longo prazo, mantém assuntos de destaque ou dados que precisamos lembrar sempre. "Recordamos com mais facilidade algo que associamos a um contexto ou que tenha importância emocional", diz o psicólogo Orlando Bueno, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Na memória de longo prazo, as lembranças que podem ser descritas por palavras - como o pedido de um chefe ou o endereço da namorada - ficam guardadas na memória explícita. Outra parte, a implícita, é responsável por tarefas automáticas como ler, escrever ou passar as marchas do carro sem pensar antes. A memória parece uma habilidade infalível, mas o fato é que quando lembramos de algo nunca reconstruímos a cena com fidelidade.
"O cérebro guarda apenas fragmentos do que aconteceu e, na hora de montar o quebra-cabeça das lembranças, contam as emoções e a maneira como a pessoa percebeu o fato ocorrido. Quem tem memória é o computador. O que nós temos é uma vaga lembrança", afirma o neurofisiologista Luiz Eugênio Mello,

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terça-feira, 1 de maio de 2007

MOTO-CONHECIMENTO - FINAL

A razão da máquina

Mas eu me lembro que uma vez, em frente a um bar em Savage, no Estado de Minnesota, num dia de calor infernal, quase me traí. Ficamos no bar mais ou menos uma hora e quando saímos as motos estavam tão quentes que quase nem se podia sentar nelas.
Eu ligo a minha e quando estou prontinho para sair vejo o John acionando repetidamente o pedal do kick. O fedor de gasolina é tão forte que se diria estarmos ao lado de uma refinaria. Eu digo isso, achando que é suficiente para informá-lo de que o motor está afogado.
- Também estou sentindo o cheiro - confirma ele, continuando a quicar. E fica ali, quicando, quicando, saltando e quicando, e eu sem saber mais o que dizer. Por fim, ei-lo todo esbaforido, com a cara pingando de suor, sem poder tentar mais nem uma vez. Sugiro, então, que retire as velas para que elas sequem e os cilindros arejem, enquanto a gente toma outra cerveja.
Ah! meu Deus! E não é que ele não queria se dar a todo aquele trabalho?!
- Mas que trabalho?
- Ah, tirar as ferramentas, essas coisas todas. A máquina não tem razão nenhuma para não pegar. É novinha em folha, eu sigo as instruções ao pé da letra. Veja, está com o afogador aberto, como eles recomendam.
- Afogador aberto?
- É o que recomendam as instruções.
- Isso a gente faz quando o motor está frio!
- Mas estivemos no bar uma meia hora, pelo menos - justifica ele.
Aquilo mexeu comigo.
- John, hoje está quente. O motor leva mais tempo para esfriar mesmo num dia gelado.
Ele coça a cabeça.
- Bom, mas por que não avisam isso no manual?
Fecha o afogador e a moto pega na segunda tentativa.
- É, acho que era isso mesmo - reconhece, alegremente.
Eu poderia ter pensado que essa maneira de agir do John e da Sylvia se relacionava apenas com as motocicletas, mas, mais tarde, descobri que incluía outras coisas´

Inventando hippies

Certa manhã, na cozinha deles, enquanto esperava que se aprontassem para uma de nossas viagens, percebi que a torneira da pia estava pingando e me lembrei de que já a vira pingando há um bom tempo. Falei com o John, que disse ter tentado consertá-la, trocando a arruela, sem obter nenhum resultado. E ficou nisso. Subentendia-se que o assunto terminava ali. Se a gente tenta consertar uma torneira e o conserto não dá certo é porque nosso destino é viver de torneira quebrada.
Senti, então, que aquilo combinava com a história da manutenção das motocicletas; aí acendeu-se na minha cabeça uma daquelas lampadazinhas e eu exclamei: "Aaaahhhh!"
Não se trata da manutenção das motocicletas, nem das torneiras. É a tecnologia como um todo que eles não aceitam. Então, todas as peças se encaixaram nos seus devidos lugares e eu entendi tudo. A irritação de Sylvia com um amigo que achava a programação de computadores um trabalho "criativo". Os desenhos, as pinturas e as fotos sem nenhum vestígio de tecnologia.
É claro que Sylvia não ia demonstrar a raiva que sentia da torneira, pensei. A gente sempre reprime uma raiva momentânea contra coisas que detestamos de maneira profunda e incondicional. É claro que John vai se esquivar sempre que surgir o assunto do conserto das motos, mesmo que isso, obviamente, o faça sofrer. É tudo tecnologia.
É claro, notório, cristalino! Quando a gente percebe, fica bem mais simples. Fugir da tecnologia para o interior, em busca de sol e do ar fresco é a principal razão pela qual viajam de moto. Creio que mencioná-la exatamente no lugar onde eles pensam que finalmente escaparam da tecnologia literalmente os paralisa. Eis porque a conversa sempre esfria quando se toca no assunto.
Não é difícil assumir tal posição. É só entrar na zona industrial de uma cidade grande que se poderá contemplar a tecnologia, nua e crua, cercada por altas cercas de arame farpado, portões trancados, avisos de ENTRADA PROIBIDA, além dos quais se divisam, envolvidas pelo ar poluído, estranhas formas de metal e tijolos, de propósito desconhecido, cujos donos jamais serão vistos.
E, assim, resta um sentimento de hostilidade, que creio ser o que se manifesta na maneira de pensar de meus amigos; não há outra explicação. Qualquer coisa que se relacione com válvulas, eixos ou chaves faz parte daquele mundo desumanizado que eles querem esquecer e do qual não querem fazer parte.
Inventaram e continuam a inventar clichês e estereótipos como beatnik ou hippie para designar os antitecnológicos, os oposicionistas do sistema. Todavia, não se transformam indivíduos em massas simplesmente criando uma expressão massificadora.

Buda em todo lugar

John e Sylvia não pertencem a uma massa, assim como a maioria daqueles que seguem o mesmo caminho. Eles parecem revoltar-se justamente contra a massificação. E como sentem que a tecnologia tem muito a ver com as forças que estão tentando massificá-los, não gostam disso. Até agora, em geral, essa resistência tem sido passiva: fuga para as áreas rurais, quando possível, e coisas parecidas. No entanto, não precisariam ser tão passivos assim.
Não concordo com eles em relação à manutenção das motos, não porque não simpatize com seus sentimentos a respeito da tecnologia. Acho apenas que essa fuga e esse ódio à tecnologia são contraproducentes. O Buda, a divindade, mora tão confortavelmente nos circuitos de um computador digital ou nas engrenagens de uma transmissão de motocicleta quanto no pico de uma montanha ou nas pétalas de uma flor. Pensar de outra maneira é aviltar o Buda - o que significa aviltar-se a si mesmo. Eis exatamente o que desejo explicar nesta chautauqua.
Embora não haja mais pântanos, o ar está tão úmido que a gente pode olhar diretamente para o disco amarelo do Sol, como se houvesse fumaça ou poluição na atmosfera. Só que, agora, estamos atravessando campos verdes.
As casas das fazendas são limpas, brancas, diferentes. E não há fumaça, nem poluição.

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