sábado, 31 de março de 2007

Entrevista concedida a Veja (12/12/1973), a Maria Helena Dutra(Bidu Sayão), ao visitar o Brasil, depois de 20 anos morando no exterior - Parte 1


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Veja - Sua carreira foi toda feita no exterior. Dez anos na Itália e 22 nos Estados Unidos. Aos brasileiros, restaram apenas poucas récitas e alguns discos importados. Isso não lhe parece injusto para com o seu país?
BIDU - Os brasileiros mais jovens realmente podem reclamar. Os mais velhos, não. Cantei muito por aqui até me despedir fazendo a "Manon" de Massenet, em 1937. E só não voltei ao Brasil porque, depois daquela data, tive uma série de concertos e recitais que não me deram mais um momento livre. Em 1935 e 1936, em todo caso, participei de duas enormes turnês pelo país, indo de Manaus a Santana do Livramento. E não fiquei só nas grandes cidades ou no litoral. Fui a uma infinidade de cidades do interior. Cantei em teatros, em cinemas. E em algumas cidades menores cantei ao ar livre, em cima de um tablado, junto ao piano. Entrava quem podia e quem não podia pagar. Era um negócio muito mais patriótico do que lucrativo. Nas cidades onde não havia hotel,
eu ficava em pensão ou em casas de pessoas que gostavam de música. As duas viagens, porém, foram grandes sucessos. Fico ofendida quando dizem que não sou patriota. Sempre representei minha terra com muita dignidade. Todas as minhas colegas do Metropolitan Opera House eram americanas naturalizadas. Menos eu, que vivo há 35 anos nos Estados Unidos.

Veja - Os críticos costumam dizer que, embora segura e elaborada, sua voz é pequena. E que você teria feito sucesso porque conseguira compensar tudo com sua ótima presença como atriz. Isso é verdade? E o contrário: uma voz excepcional dispensa um bom ator?
BIDU - Nunca. Qualquer arte, para ser bem realizada, precisa ser estudada com aciência e sacrifício. E a arte lírica pressupõe o aprimoramento dos dois dotes: cantor e ator. No meu caso pessoal, eu queria ser primeiramente uma atriz, apesar da influência do meu tio Alberto Costa, médico de profissão, mas músico instintivo que mais tarde compôs várias canções para eu cantar. Na época, porém, por vários preconceitos, considerava-se uma desonra para a família ter uma atriz entre seus integrantes. Ainda mais eu que não tinha pai. Ele morreu quando fiz 4 anos de idade. E minha mãe e meu irmão, quinze anos mais velho, nem discutiam o assunto. Em todo caso, aos 13 anos acompanhei uma colega, Germana Mallet, a suas aulas de canto. Gostei do que vi e ouvi. E resolvi fazer um teste. Eu não tinha voz alguma quando comecei. Os professores me disseram que eu era muito nova ainda, que minha família ia gastar dinheiro à toa. Mas eu insisti, chorei muito, garanti que não me importava com bailes, namorados, festas. E comecei a cantar. De fato, minha voz nunca foi especialmente privilegiada. Mas consegui, primeiro com meus professores, depois com o auxílio de meu segundo marido, o barítono Giuseppe Danise, trabalhar e elaborar minha voz e ser capaz de cantar peças mais difíceis. Acredito que uma atriz precise da mesma elaboração. No meu caso, felizmente, sempre fui uma atriz instintiva. Nunca tive uma lição de cena. Mesmo assim, os maestros quase nunca me corrigiram, porque eu sempre acertava.

Veja - Você voltou ao Brasil para ser presidente de honra do júri de um concurso de canto, no recentemente encerrado Festival Villa-Lobos de 1973. Chegou a sentir nos jovens concorrentes a mesma perseverança e talento que a levaram ao sucesso?
BIDU - A gente sente o cantor quase na primeira audição. Foi o que aconteceu com a russa Nina Lebedeva, vencedora do Festival, solista de várias óperas no Teatro Bolshoi. Aliás, ela continuou a tradição de artistas socialistas vencerem concursos de canto no Brasil. Sem saber português, falando apenas duas frases de francês, Lebedeva apresentou uma "Bachiana nº. 5" de Villa-Lobos, de grande qualidade. Senti que ela tinha escutado minha gravação. Eu me ouvia a mim mesma num estilo que só consegui alcançar ao ser dirigida pelo próprio Villa. O segundo prêmio ficou com a brasileira Marlene Guerra Ulhoa, sem tanta estilo e voz mas com qualidade. E o terceiro com a chilena Mary Ann Fones, a melhor das semifinais, mas muito nervosa nas "Bachianas" da finalíssima.

Veja - Você conhece outra Bidu Sayão entre os novos brasileiros? E música brasileira ainda atrai suas atenções?
BIDU - Eu sempre tive esperança de que alguma jovem brasileira viesse a tomar meu lugar. E quando encontrei Maria Lúcia Godoy, soube que não precisava procurar mais. Sou muito assediada por iniciantes, principalmente brasileiros, e costumo agir impiedosamente porque acho um crime alimentar pretensões. Sem possibilidades,
não dou esperança. Exatamente o contrário aconteceu com a Maria Lúcia - e eu fiquei de boca aberta quando a ouvi cantar. Quanto à música brasileira, eu a considero a mais espontânea, alegre e variada da América Latina, tanto no campo erudito como no popular. No meu tempo, além de Villa, é lógico, interpretei muitas canções de
Francisco Mignone, Ernâni Braga, Lorenzo Fernandes e Barroso Neto. Dos eruditos contemporâneos pouco conheço. Mas existem dois compositores populares brasileiros que, juro, se ainda cantasse, interpretaria com prazer: Antônio Carlos Jobim e Dorival Caymmi.

Veja - Você se confessa sem mágoas e ressentimentos do Brasil. Mas sofreu violenta vaia no Municipal em 1937. Logo após Bidu Sayão se despediu dos palcos brasileiros e terminou sua carreira sem sequer fazer um recital por aqui. Coincidência apenas?
BIDU - Apenas isso. As pessoas que fazem sucesso logicamente têm inimizades. E a vaia do Municipal foi causada e dirigida por Gabriela Besanzoni Lage, uma milionária que morreu na miséria na Itália. Tinha sido uma cantora magnífica, a melhor "Carmen" que já vi. Mas, embora não mais trabalhasse, morria de ciúme de todos os que apareciam. Quando fiz o "Guarani", de Carlos Gomes, no Rio, ela organizou um pessoal para me vaiar. O teatro inteiro, porém, começou a aplaudir e a vaia acabou. Gabriela, inclusive, fugiu do camarote em que se encontrava. Isso, em todo caso, foi uma coisa pequena, sem importância, que recordo sem raiva porque nunca tive inveja de ninguém. Depois dessa vaia ainda cantei, no Brasil, "La Bohème", "Romeu e Julieta", "Manon" e "Pelléas et Melisande". E fui contratada pelo Metropolitan de Nova York. Os compromissos me impediram de voltar. Só retornei ao Brasil em 1952, incógnita, para acompanhar os últimos momentos de vida de meu irmão. Depois, nos Estados Unidos, continuei minha carreira. Sempre pensei em voltar ao Brasil para me retirar. Em 1953, no entanto, deixei o Metropolitan aproveitando o ensejo de cantar novamente a "Manon". Sempre achei que dava sorte começar e terminar uma etapa com a mesma música - e eu tinha estreado no Met com a "Manon". Depois apenas dei concertos até 1958, quando me senti cansadíssima apesar de continuar em boas condições vocais. E numa inspiração de momento decidi acabar com minha carreira em três concertos no
Carnegie Hall, onde cantei a "Demoiselle Elue", de Claude Debussy, a primeira peça que havia cantado nos Estados Unidos. Esta decisão foi causada, também, porque minha mãe já estava muito doente e com 90 anos. E meu marido se queixava muito de solidão, porque eu tinha uma vida de cigana. Considerei, então, que minha família valia mais. Compramos uma casa no Maine e encerrei a vida profissional. Por isso não pude fazer uma programação maior que incluísse o Brasil. Passei então a fumar, a tomar meus coquetéis, o que a profissão antes impedia mas foi muito duro parar. Eu vivia cheia de glórias, circundada de jornalistas. Na hora de me retirar, contudo, de repente ficou tudo vazio. Foi duro, mas escolhi essa solução.

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sexta-feira, 30 de março de 2007

O QUE É A CABALA?




É um conjunto de ensinamentos que explicam os segredos da formação do universo. Compõe a parte mística da Torá, o livro sagrado do Judaísmo e foi transmitida oralmente desde o início dos tempos. Um dos primeiros textos sagrados sobre o assunto foi o Sêfer Raziel, entregue por um anjo a Adão, o homem primordial. Originada do hebraico le Kabel, a palavra "cabalá" significa recebimento, por ser um conhecimento que a humanidade recebeu de Deus. Os textos da Bíblia judaica, portanto, trazem mensagens ocultas, decifráveis apenas por meio do estudo da Cabala.
Os cabalistas acreditam que o mundo é formado pela combinação das letras hebraicas, que funcionam como um código genético. "As 22 letras do alfabeto hebraico são a representação gráfica das 22 energias primárias que, combinadas, originaram o mundo", diz Cristina Tehilá, coordenadora da Academia de Cabala Rav Meir, no Rio de Janeiro. Os cabalistas são capazes de modificar o curso natural dos acontecimentos ao manipular as letras hebraicas. No caso de um doente, por exemplo, a cura é possível através da visualização de uma seqüência de letras. "Mas nada é mágico e nem acontece de uma hora para outra. A pessoa deve mudar sua conduta, estudar e entender a Cabala. É como adotar um novo sistema de vida", afirma Cristina.
No Talmude, livro que ajuda a interpretar trechos da Torá, há narrações do poder das letras cabalísticas. "Os textos bíblicos contam que Jacó, o terceiro patriarca do povo judeu, pediu ao sogro algumas cabeças de gado. O velho respondeu que só lhe daria os bezerros que nascessem com determinadas características físicas. Jacó, então, ordenou as letras sagradas em um pedaço de madeira e as colocou onde o gado bebia água. Os bezerros nasceram como o sogro havia descrito", diz o historiador da ciência José Luiz Goldfarb, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Hoje, os cientistas fazem o mesmo com a ajuda da engenharia genética.
Apenas poucos estudiosos conseguem praticar os profundos ensinamentos da Cabala. "A teoria fala sobre a criação do universo, a vida após a morte e a evolução espiritual. A prática, que ensina a modificar a estrutura e o rumo das coisas, é algo para pouquíssimos no mundo", diz o rabino ortodoxo Yakof Gerenstadt, de São Paulo. Conta a tradição que, quando o Talmude foi escrito, quatro sábios começaram a estudar a Cabala prática, mas apenas um deles se tornou cabalista. "Essa tarefa não é para qualquer um. Exige uma elevação espiritual muito grande, difícil de alcançar", afirma Yakof.
Os cabalistas usam a chamada árvore da vida, um desenho das conexões das energias que existem no universo, para representar graficamente a realidade. Cada tronco dessa árvore indica uma sefirot, um aspecto da manifestação de Deus nos seres humanos e no mundo - como a sabedoria, o entendimento e o amor. "Um eletrodoméstico explodiria se o ligássemos em uma hidrelétrica. Por isso, usamos as tomadas", afirma Cristina Tehilá. "As dez sefirot da árvore da vida são as tomadas da energia do universo. Para refinar o espírito, devemos nos aprimorar em cada uma delas."

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quinta-feira, 29 de março de 2007

Maioridade penal e hipocrisia

Nossa alma "generosa" dorme melhor com a idéia de que a prisão é reeducativa

Um adolescente de 16 anos fazia parte da quadrilha que arrastou o corpo de João Hélio, 6 anos, pelas ruas do Rio.
A cada vez que um menor comete um crime repugnante (homicídio, estupro, latrocínio), volta o debate sobre a maioridade penal.
Em geral, o essencial é dito e repetido. E não acontece nada. Aos poucos, o horror do crime é esquecido. Não é por preguiça, é por hipocrisia. Preferimos deixar para lá, até a próxima, covardemente, porque custamos a contrariar alguns lugares-comuns de nossa maneira de pensar. 1) A prisão é uma instituição hipócrita desde sua invenção moderna.
Ela protege o cidadão, evitando que os lobos circulem pelas ruas, e pune o criminoso, constrangendo seu corpo. Mas nossa alma "generosa" dorme melhor com a idéia de que a prisão é um empreendimento reeducativo, no qual a sociedade emenda suas ovelhas desgarradas.
A versão nacional dessa hipocrisia diz que a reeducação falha porque nosso sistema carcerário é brutal e inadequado. Essa caracterização é exata, mas qualquer pesquisa, pelo mundo afora, reconhece que mesmo o melhor sistema carcerário só consegue "recuperar" (eventualmente) os criminosos responsáveis por crimes não-hediondos. Quanto aos outros, a prisão serve para punir o réu e proteger a sociedade.
Essa constatação frustra as ambições do poder moderno, que (como mostrou Michel Foucault em "Vigiar e Punir") aposta na capacidade de educar e reeducar os espíritos. A idéia de apenas segregar os criminosos nos repugna porque diz que somos incapazes de convertê-los.
Detalhe: Foucault denunciou (com razão) a instituição carcerária, mas, na hora de propor alternativas (conferência de Montreal, em 1975), sua contribuição era balbuciante.
2) Em geral, para evitarmos admitir que a prisão serve para punir e proteger a sociedade (e não para educar), muda-se o foco da atenção: "Esqueça a prisão, pense nas causas". Preferimos, em suma, a má consciência pela desigualdade social à má consciência por punir e segregar os criminosos. Ora, a miséria pode ser a causa de crimes leves contra o patrimônio, mas o psicopata, que estupra e mata para roubar, não é fruto da dureza de sua vida.
Por exemplo, no último número da "Revista de Psiquiatria Clínica" (vol. 33, 2006), uma pesquisa de Schmitt, Pinto, Gomes, Quevedo e Stein mostra que "adolescentes infratores graves (autores de homicídio, estupro e latrocínio) possuem personalidade psicopática e risco aumentado de reincidência criminal, mas não apresentam maior prevalência de história de abuso na infância do que outros adolescentes infratores".
3) A má consciência por punir e segregar é especialmente ativa quando se trata de menores criminosos, pois, com crianças e adolescentes, temos uma ambição ortopédica desmedida: queremos acreditar que podemos educá-los e reeducá-los, sempre -e rapidamente, viu?
No fim de 2003, outra quadrilha, liderada por um adolescente, massacrou dois jovens, Liana e Felipe, que passavam o fim de semana numa barraca, no Embu-Guaçu. Depois desse crime, na mesma "Revista de Psiquiatria Clínica" (vol. 31, 2004), Jorge Wohney Ferreira Amaro publicou uma crítica fundamentada e radical do Estatuto da Criança e do Adolescente. Resumindo suas conclusões:
Ou o menor é consciente de seu ato, e, portanto, imputável como um adulto;
Ou seu desenvolvimento é incompleto, e, nesse caso, nada garante que ele se complete num máximo de três anos;
Ou, então, o jovem sofre de um Transtorno da Personalidade Anti-Social (psicopatia), cuja cura (quando acontece) exige raramente menos de uma década de esforços.
Em suma, a maioridade penal poderia ser reduzida para 16 ou 14 anos, mas não é isso que realmente importa. A hipocrisia está no artigo 121 do Estatuto da Criança e do Adolescente, segundo o qual, para um menor, "em nenhuma hipótese, o período máximo de internação excederá a três anos".
Ora, a decência, o bom senso e a coerência pedem que uma comissão, um juiz especializado ou mesmo um júri popular decidam, antes de mais nada, se o menor acusado deve ser julgado como adulto ou não. Caso ele seja reconhecido como menor ou como portador de um transtorno da personalidade, o jovem só deveria ser devolvido à sociedade uma vez "completado" seu desenvolvimento ou sua cura -que isso leve três anos, ou dez, ou 50.

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quarta-feira, 28 de março de 2007

Garfield II

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terça-feira, 27 de março de 2007

Divisão dos Bens

Dois amigos se encontram depois de muitos e muitos anos. Mas muitos anos mesmo, assim...

— Caramba, Maurício! Como é que vai você, rapaz? Que você fez da vida em todos esse anos?

— Ahh, vou indo, Luís. Eu já casei, tive filhos, me separei e já foi feita até a partilha dos bens.

— E as crianças?

— Bom, o juiz decidiu que ficariam com aquele que mais bens recebeu.

— Então elas ficaram com a mãe?

— Não, na verdade elas ficaram com nosso advogado.

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segunda-feira, 26 de março de 2007

Se Liga Brasil!

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domingo, 25 de março de 2007

A química (e a física) do sexo - Final

Boca

A endorfina é tão abrangente que faz com que você salive mais. É por isso que sua boca permanece aberta e tem-se a vontade de sussurar, gemer, falar que ela é tudo na vida.

Coração

Bate com mais intensidade, à medida que os hormônios jorram pelo corpo e o sangue circula com velocidade maior.

Pênis

Estimulada pelos hormônios, a pressão arterial se eleva, atinge os corpos cavernosos e os enche de sangue para então fazer o pênis ficar ereto. O neurotransmissor que age na ereção chama-se acetilcolina. A testosterona também é fundamental no processo. A substância faz liberar óxido nítrico agente vasodilatador nas artérias. Essa química complicada, que depende de uma interação perfeita entre os sistemas vascular, neurológico e endocrinológico, é o que faz o sangue se espalhar pelo pênis, levantando-o.

O orgasmo

Esse estágio fervilhante de excitação resulta no clímax - sensação de prazer absoluto que se dá a partir de uma onda de descargas elétricas vindas do cérebro e de produção ainda maior de endorfina, substância que acaba anestesiando o organismo por completo. Antes da ejaculação, a vasocongestão e as contrações musculares atingem seu pico mais alto. Durante o orgasmo, o corpo está na plenitude do bem-estar. Ele é breve (mas a sensação, intensa). Segue-se então uma queda rápida dos níveis de excitação.

Pênis Seguido ou simultaneamente ao orgasmo, acontece então a ejaculação A liberação do líquido seminal formado durante o processo de excitação e com a função natural de fertilizar a mulher pela uretra, canal no interior do pênis. Esse líquido primordial é uma combinação de secreções que nascem na próstata, em glândulas nos genitais, e também nos testículos. A ejaculação, que acontece geralmente na forma de três pequenos jatos, libera um volume equivalente entre 2,5 e 5 mililitros de esperma e até 300 milhões de espermatozóides.

Cérebro Nos homens, as áreas cerebrais que mais atuam durante o orgasmo são as instintivas - as mesmas que proporcionam o sentimento de impulsividade. O lado cerebral responsável pela atenção e raciocínio quase não se manifesta. Daí a sensação de abandono, de prazer contínuo e de fuga momentânea e prazerosa da consciência.

Bem melhor que academia

TRANSAR, VOCÊ SABE, TRAZ BENEFÍCIOS À SAÚDE. SAIBA QUAIS SÃO, TODOS CIENTIFICAMENTE COMPROVADOS

• Perda de calorias: Uma relação sexual pode queimar até 200 calorias, em 15 minutos de atividade. A pulsação aumenta - na mesma medida que um atleta em esforço contínuo. Em pesquisa recente, cientistas britânicos concluíram que o equivalente a seis Big Macs são queimados em três transas.

• Trabalho muscular: A contratação de músculos durante o sexo aperfeiçoa e molda, durante uma vida sexual ativa (no mínimo uma transa por semana entre 20 e 45 anos - três seria o ideal), pélvis, braços, pescoço e coxas.

• Coração: A circulação intensa do sangue faz o coração trabalhar mais. Segundo cientistas, a atividade cardiovascular poderia reduzir o risco de infartos.

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sábado, 24 de março de 2007

A química (e a física) do sexo - Parte 1

Para que ocorram o estímulo, o orgasmo e a aquela sensação de abandono pós-transa seu corpo realiza uma grandiosa operação que envolve hormônios, glândulas, ações simultâneas de órgãos e músculos - mais uma intensa atividade cerebral, respiratória e circulatória. Saiba o que acontece no seu corpo na cama e como esse processo beneficia, rejuvenesce e revigora seu organismo

Com auxílio de computadores e máquinas poderosas e precisas, a cada ano cientistas descobrem mais detalhes dos genes humanos e do intricado funcionamento de órgãos vitais, músculos, veias, artérias e estruturas hormonais. A ciência também vem revelando com minúcias surpreendentes o que ocorre dentro do corpo durante o momento mais irresistível e fundamental do sal da vida - aquele momento em (e a física) do que você sente atração, fica excitado por uma mulher, vai para a cama com ela e, transido de prazer, chega ao orgasmo. Sabe-se hoje, exatamente, como o ato sexual promove uma sinergia impressionante no seu organismo. Ela envolve tecidos, veias, artérias, genitais, pêlos, produção de hormônios, atividade cerebral, respiratória e do coração e uma profunda e deliciosa alteração sensorial. Para nós, essa intensidade dura alguns minutos que atingem um apogeu, durante o clímax - apoteose que a matemática estipula como alguns segundos mas uma conta que sempre dá a impressão, por causa da veemência de energia, de durar muito mais tempo. Para facilitar o entendimento desse fascinante enredo fisiológico que o sexo desperta no corpo, médicos dividem a relação sexual em três fases. É um ciclo, mecânico e químico, que passa por desejo, excitação e orgasmo. Imagine sua recente ou a mais histórica transa - o que vem a seguir aconteceu exatamente com você.

O desejo

A estimulação pode ser corriqueira - a mulher que você acabou de conhecer no bar - ou intensamente romântica. Quanto maior o desejo, maior, claro, o grau de excitação. Começa então o processo que vai transformar seu organismo. Ondas de hormônios começam a ser produzidas, glândulas ficam em estado de alerta, ligações elétricas iniciam as transmissões para o sangue e, bom, veja tudo a seguir.

O cérebro A estrutura mais complexa do organismo - num espaço de um metro quadrado, há milhares e milhares de nervos e células responsáveis pelo pensamento lógico, pela criatividade, coordenação motora, equilíbrio e postura corporal - é a área em que se inicia o ato sexual. É que, com os sinais do desejo, o cérebro produz neurotransmissores. São substâncias químicas liberadas pelos neurônios, as células nervosas cerebrais. Por meio dos neurotransmissores, a informação do desejo vai ser passada para outras áreas do organismo. Os estímulos vão percorrer a medula espinhal (pense na sensação máxima de prazer - é esse momento). Outras substâncias são produzidas: os hormônios ocitocina, vasopressina, acetilcolina, epinefrina e serotonina, que se espalham freneticamente pelo corpo. O processo químico continua. Há ainda a produção de dopamina (substância responsável pelo prazer) e testosterona - o hormônio que vai ajudar você a começar a pensar em tirar a roupa dela. Ou seja, que vai ajudar a fantasiar. Só de você se interessar sexualmente por uma mulher existe, segundo estudos científicos recentes, um aumento de 30% da quantidade de testosterona. Se você está perto de transar, esse número aumenta ainda mais - o dobro ou o triplo de testosterona, dependendo do organismo. Você começa então a sentir euforia e bem-estar.

Pulmão

Tanta liberação de hormônio faz acelerar a respiração. Excitado, você fica ofegante. Não é o mesmo de quando você faz exercícios - porque uma sensação de prazer acompanha a respiração acelerada.

Pulsação

Seu pulso já está batendo mais rapidamente - quase duas vezes mais que o normal. Você não vê a hora de tirar a roupa dela. Ou quer estender essa sensação redentora, olhando para o corpo dela, para os seios, para os ombros, para a boca, braços ou, claro, para os pés.

Excitação

Seu corpo é levado pela onda de euforia e prazer inicial. A produção hormonal vai transformar seu corpo momentaneamente - e aumentar o prazer ainda mais. Acontecem dois processos: a vasocongestão, que faz os vasos e órgãos do corpo ficarem cheios de sangue, e a miotonia, que consiste na contração e espasmos involuntários de tecidos musculares.

Pele

Surgem manchas de cor levemente avermelhada, no rosto, no peito e nas costas. Elas irão sumir exatamente após o orgasmo. As glândulas da pele, quentes por causa do calor provocado pela circulação intensa, fazem você transpirar. Os pêlos ficam eriçados

Olhos

Pupilas se dilatam, por causa da circulação. Isso acontece ainda porque há uma reação natural para esse sentido, o da visão, ficar mais ativado e assim você aumentar a estimulação.

Músculos

Eles se contorcem. Outra vez, é a atividade intensa do sangue e a produção de hormônios. Uma dessas substâncias, a endorfina, anestesia o organismo, para evitar um colapso.

Cérebro

Ainda liberando e regulando hormônios distribuídos pelo corpo, o cérebro provoca uma sensação em que a maioria dos homens não percebe mais barulhos externos, qualquer dor é minimizada (ou até anulada), apagamse resquícios de problemas ou preocupações.

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sexta-feira, 23 de março de 2007

Filósofo do Mês: Demócrito


Demócrito (c. 460 a.C.-370 a.C.), filósofo grego. Desenvolveu a teoria atômica concebida por Leucipo. Segundo esta, o universo é formado por partículas diminutas, invisíveis e indestrutíveis chamadas átomos. Antecipou os modernos princípios da conservação da energia e da irredutibilidade da matéria.


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quinta-feira, 22 de março de 2007

Para Refletir


"Amar quem te ama é fácil... quero ver amar quem te odeia..."
Roger

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quarta-feira, 21 de março de 2007

Roubo de Direito


Dois advogados estão na fila do banco, quando um bando de assaltantes invade a agência.
Disfarçadamente, um dos advogados põe a mão no bolso da calça e passa uma nota de 100 reais pro outro, e explica:
— Luis, essa é aquela grana que eu estava te devendo da semana passada.

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terça-feira, 20 de março de 2007

Cactáceas


Nome de uma família de plantas que inclui certas espécies espinhosas de aspecto peculiar. Denominadas cactos, costumam ter caules espinhosos e carnosos adaptados para a acumulação de água e as folhas são, em geral, muito reduzidas, faltam por completo ou se transformaram em espinhos. As flores dos cactos costumam ser grandes e vistosas.

Muitas espécies de cactáceas são cultivadas pela diversidade de formas, cores e espinhos que exibem. A figueira-da-índia é uma cactácea que produz frutos comestíveis chamados de figos-da-índia. No Brasil, o mandacaru serve de alimento para o gado na caatinga nordestina. De porte arbóreo, tronco grosso e ramificado, tem grandes flores brancas que se abrem à noite.

Classificação científica: Família das Cactáceas. As espécies de figueira-da-índia são Opuntia ficus-indica e Opuntia vulgaris. O mandacaru é a espécie Cereus jamacaru.


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segunda-feira, 19 de março de 2007

Fama e Narcisismo




Em uma "sociedade narcisista", a invisibilidade é mais intolerável que a prisão

Na conversa leiga, "Fulano é narcisista" significa que ele adora se ver no espelho e nunca pensa nos outros.
Na clínica, o sentido da expressão é diferente: o traço dominante da "personalidade narcisista" é a insegurança. Narcisista é quem está sempre se questionando: "O que os outros enxergam em mim? Será que gostam do que vêem?".
Em ambos os casos, o narcisista se preocupa com sua imagem. Mas, na conversa leiga, ele seria apaixonado por ela (como o Narciso do mito), enquanto, segundo a clínica, ele seria dramaticamente atormentado pelo sentimento de que sua imagem depende do olhar dos outros.
De fato, a clínica tem razão: no espelho, enxergamos sempre e apenas o que os outros vêem (ou o que imaginamos que eles vejam). O mesmo mal-entendido aparece quando a gente constata que vive numa "sociedade narcisista".
Na conversa leiga, essa constatação soa como uma queixa moral: estaríamos vivendo no mundo do "cada um por si". A clínica sugere o contrário: numa sociedade narcisista, cada um depende excessivamente dos outros. Somos desprovidos de essência: sou filho SE meus pais me amam, sou pai SE meus filhos gostam de mim, sou psicanalista SE pacientes e colegas me reconhecem, sou colunista SE você agüentou ler até aqui. O espelho que nos define não é o de Narciso, é o da bruxa de Branca de Neve, um espelho que interrogamos, ansiosos.
Ora, recentemente, assisti, fascinado, ao processo de seleção da sexta temporada do programa "American Idol" (no canal Sony). É um programa parecido com "Fama", da Globo de dois ou três anos atrás, e com "Ídolos", do SBT. Trata-se de descobrir novos cantores e cantoras.
O vencedor é eleito pelo público da TV, mas o que me cativou foi a longa fase inicial, em que os finalistas são selecionados por um júri, entre milhares de jovens concorrentes.
Todos os candidatos parecem entusiasticamente certos de que serão o futuro ídolo, mas a audição da grandíssima maioria é propriamente constrangedora.
No mesmo canal, há outro programa parecido: "American Inventor", em que desfilam inventores convencidos de que seu achado mudará o mundo, mesmo que se trate da máquina acariciadora de cachorro para dono preguiçoso (uma das invenções propostas).
O que leva milhares de sujeitos a encarar uma espécie de humilhação pública? Será que eles são narcisistas à moda da conversa leiga, enamorados de si mesmos a ponto de perder toda autocrítica? Por algum milagre do amor materno, eles guardariam uma imagem de si positiva e imperturbável: "Deixe o mundo falar, pois eu fui, sou e sempre serei o ídolo da minha mãe" (alguns concorrentes, aliás, compareciam acompanhados por uma mãe embevecida).
É possível. Mas, nas palavras de muitos candidatos entrevistados, aparecia outra coisa: uma vontade dolorosa de despertar um olhar de reconhecimento não só no público, mas nos seus familiares, ausentes e indiferentes. Era como se eles estivessem dispostos a qualquer coisa para deixar, enfim, de ser invisíveis: "Riam de mim, mas ao menos me vejam". Pode parecer paradoxal que alguém tente chamar a atenção (do pai, da mãe, da irmã e do mundo) expondo-se ao ridículo e ao fracasso.
Mas, aparentemente, acontece que escárnio e zombaria são um preço aceitável por um (triste) momento de fama.
Uma analogia talvez nos ajude a entender. As estatísticas dizem que há mais jovens que adultos delinqüentes. Justificação tradicional (além da "testosterona" da adolescência): os jovens andam em grupo.
Portanto, é freqüente, no caso deles, que haja mais de um réu por crime.
Certo. Mas também tudo indica que os jovens delinqüentes são presos mais facilmente que os adultos. Não é imperícia: parece que, de uma certa forma, eles se deixam prender, como se seu gesto transgressor tivesse como finalidade última o encontro com a polícia e o juiz. Por quê?
Para a dramática insegurança do narcisismo (aqui no sentido clínico), uma condenação ou um fracasso humilhante apresentam uma vantagem parecida: ambos são preferíveis ao silêncio do outro. Num mundo em que a gente só existe pelo olhar alheio, a invisibilidade é mais intolerável do que o escárnio ou a prisão.

Contardo Calligaris

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domingo, 18 de março de 2007

Crítica Construtiva - Final


CRITICANDO O SUBORDINADO

* Todo chefe deve orientar. Por isso você tem obrigação de apontar caminhos para que o funcionário possa se aprimorar nos pontos em que foi alvo de críticas.
* Coloque-se à disposição para aprofundar a discussão se o subordinado quiser.
* Fuja de ironias e críticas camufladas em piadas e brincadeiras de mau gosto. Tenha uma conversa franca com o subordinado.
* Seja preciso. "O funcionário tem seu emprego nas mãos do superior, por isso o chefe precisa ser muito claro em suas colocações", diz Carmem Lúcia Rittner, professora de psicologia organizacional e do trabalho da PUC São Paulo.
* Não critique o que não se pode mudar. "Não adianta dizer que a voz do funcionário é muito aguda para trabalhar com telemarketing", afirma Carmem Lúcia. "Uma Alternativa é reforçar as habilidades dele para conversar com clientes e sugerir um curso de dicção."
* Elogie quando o funcionário merecer. "Muitos chefes não têm o costume de reconhecer o trabalho da equipe", diz Benedito Rodrigues Pontes, da Faap.

CRITICANDO O COLEGA

Explique que você não é o único da equipe a sofrer com a dificuldade do colega para executar determinada tarefa. Isso ajuda a reforçar a crítica.
* Não se concentre apenas nos pontos fracos. Mostre que você percebe as boas contribuições do seu par para a equipe.
* Não use a crítica para se mostrar superior ao colega de trabalho. Se as suas intenções são realmente as melhores, converse com ele de igual para igual.
• Esteja aberto a críticas. "Você deve ouvir o retorno do outro", diz Benedito Rodrigues Pontes, da Faap


CRITICANDO O CHEFE

* Ajuste a sua comunicação ao estilo do seu chefe. "Se ele for muito objetivo, respeite essa característica e aja da mesma forma", diz a consultora Simone Lasagno, da Career Center.
* Seja descritivo e não se expresse de forma emocional. "O ideal é usar termos como 'na minha opinião' ou 'no meu ponto de vista', fugindo de colocações do tipo 'esse projeto não vai dar certo'", afirma a professora Carmem Lúcia Rittner, da PUC São Paulo. Evite usar palavras negativas, que possam soar como um ataque ao comportamento do seu chefe.
* Procure sentar em posição de igualdade e olhe o seu chefe nos olhos enquanto fala com ele. "Linguagem corporal é um aspecto muito importante. Quem fala deve estar com o corpo voltado para o outro e demonstrar atenção", recomenda Marcelo Cardoso, da consultoria DBM.

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sábado, 17 de março de 2007

Crítica Construtiva - Parte 1




Como apontar falhas do chefe, do colega e do subordinado sem agredir ninguém

Se existe uma lição que o carioca André Marques, de 37 anos, guardou de seu primeiro cargo de chefia, há dez anos, foi a de que criticar com agressividade é um erro grave para qualquer gestor. Até hoje ele não esquece as conseqüências desastrosas de uma bronca que deu num profissional da equipe, quando trabalhava numa empresa de TV por assinatura, como gerente financeiro. "O funcionário não entregou o trabalho da maneira esperada e eu o critiquei de forma incisiva, arrogante", conta André. "Com isso, aquele profissional passou a ficar distante, desmotivado, o que só piorou as coisas." Agora, como diretor de operações financeiras da Intelig, André se sente bem mais maduro e tem um comportamento completamente diferente na hora de apontar os pontos fracos do time. Uma de suas práticas é a chamada "tática do sanduíche". "Entre uma crítica e outra, aponto as características positivas de cada um. O resultado é bem mais eficaz." André aprendeu a lição. Mas e você? Sabe criticar? Aponta falhas com respeito, de forma objetiva e séria?
Tema delicado em qualquer ambiente de trabalho, a habilidade de fazer críticas é um assunto que envolve muitos desdobramentos, além da regra básica que recomenda franqueza e educação na hora de expor deficiências alheias. Por mais democrática e aberta que seja a organização, a linha que separa a avaliação profissional dos julgamentos pessoais é tênue. E pode gerar conflitos de todo tipo no escritório. Por isso, atenção para a regra número um do crítico eficiente: concentre-se nos fatos e nas suas conseqüências profissionais, evitando classificar o comportamento pessoal de quem quer que seja. "Muita gente usa as críticas como um canal para expressar antipatias baseadas em opiniões, não em atos", afirma Marcelo Cardoso, presidente da consultoria DBM, de São Paulo. "Fazer colocações pontuais é difícil, mas falar mal é muito fácil." Para não cair em ciladas como essa, nada melhor do que tentar se colocar no lugar do outro antes de abrir a boca. "Pergunte a si mesmo como gostaria de ouvir o que você tem a dizer. Isso sempre funciona", recomenda Marcelo.

Além de se imaginar na pele de quem vai receber a crítica, é importante estabelecer uma relação de credibilidade com o alvo das suas observações. "Para surtir efeito e realmente ajudar alguém a crescer, os argumentos precisam ser baseados num clima de confiança, franqueza e afetividade", afirma Benedito Rodrigues Pontes, coordenador da pós-graduação em recursos humanos da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), em São Paulo. "Sem isso, dificilmente o outro vai prestar atenção e acreditar que quem critica não está agindo de má-fé." Mesmo que o seu interlocutor confie em você, chame-o para conversar apenas quando estiver seguro e bem informado a respeito dos aspectos que pretende levantar. "A pior coisa que se pode fazer ao criticar uma pessoa é ser genérico", afirma Simone Lasagno, diretora da consultoria de carreira Career Center, de São Paulo.

Confira na parte final desta postagem, sugestões para não escorregar na hora de criticar o chefe, os colegas e os subordinados. Três regras valem para todas as situações: escolha o melhor momento para a conversa (dias de fechamento de balanço e comemoração no escritório, por exemplo, não são nada indicados), procure um local reservado (em público, apenas elogios são permitidos) e seja educado. "O respeito é a base de tudo. Criticar de forma seca não agrega valor nenhum ao crescimento do profissional", diz Eulália de Moraes, gerente de RH da fabricante de embalagens Zaraplast, em São Paulo.

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sexta-feira, 16 de março de 2007

Bom Final de Semana

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quinta-feira, 15 de março de 2007

Maionese Zás-trás


Ingredientes:

- 350 gr de seleta de legumes congelada(s)
- 50 gr de batata palha
- 50 gr de azeitona verde picada(s)
- 1 1/2 xícara(s) (chá) de maionese
- quanto baste de salsinha picada(s)

Modo de Preparo:


Coloque os legumes congelados em um refratário. Tampe e leve ao microondas por 8 a 10 minutos na potência alta. Vire na metade do tempo. Retire, aguarde esfriar e acrescente os demais ingredientes. Sirva gelada.

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quarta-feira, 14 de março de 2007

Indignação!

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terça-feira, 13 de março de 2007

Home Theater no PC


Características:

Sistema de som 5.1 profissional com 6 canais de som independente, controle de volume independente. Efeito surround automático, compatível com Dolby Digital. Potência de 4000W PMPO, controle de volume independente. Confeccionado em madeira padrão mogno. Compatível com DVD, TV,VCR, PC. PCs requerem uma placa de som de 6 canais instalada

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segunda-feira, 12 de março de 2007

Reflexão Diária


Teus passos ficaram. Olhes para trás... mas vá em frente pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te."

Charles Chaplin

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domingo, 11 de março de 2007

De Onde Vem a Consciência Individual e Única? - Final

Experimento com ratos

Embora haja enfermidades relacionadas a um único gene, como a doença de Huntington, a coisa não é tão simples.

Um experimento com ratos que possuíam o gene dessa doença degenerativa confinou metade dos animais em ambiente com apenas água e comida. O restante ficou num ambiente enriquecido com atividades que estimulavam a ação, como rodas e labirintos.

Os ratos no ambiente enriquecido desenvolveram a doença mais tarde e em velocidade muito mais lenta. Para a pesquisadora Susan, isso mostra como o ambiente é determinante.

O corpo humano possui cerca de 30 mil genes, enquanto o cérebro tem em torno de 10 milhões de conexões. "Certamente, o gene não pode ser o centro da pessoa que você é", diz Susan.

Drogas desmontam a consciência

O ser humano nasce com todas as células cerebrais, mas suas conexões aumentam incrivelmente nos dois primeiros anos de vida.

Quanto maior o número de conexões, maior o repertório mental e maior a individualidade daquela pessoa. É ali que a consciência acontece. Cada pensamento muda as conexões cerebrais e a experiência pode aumentá-las.

Doenças como o mal de Alzheimer e a demência desmontam essas conexões e a pessoa vai perdendo a individualidade. Mas, em geral, quanto mais o doente exercita a mente, mais devagar ocorre o desmonte.

Além das doenças, a ação das drogas também impede as conexões e causa esse efeito de perda da individualidade.

Onde mora a mente

O cérebro humano tem apenas 25% de sua área cortical ocupada com o processamento dos sentidos, estímulos e respostas motoras. O restante é ocupado pelo córtex pré-frontal. Essa é a área que está relacionada ao caráter e à individualidade mas não se sabe ainda como isso acontece.

O córtex pré-frontal, onde fica a maior parte dos neurônios, forma áreas de associação que integram informações novas com outras preexistentes, emocionais e cognitivas.

Com a chegada de estímulos externos ou internos, os neurônios são recrutados em uma espécie de "assembléia". Essa atuação em uníssono é que gera o pensamento consciente.

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sábado, 10 de março de 2007

De Onde Vem a Consciência Individual e Única? - Parte 1

O cérebro de cada ser humano é especial e corresponde a uma consciência individual única. O que os cientistas se perguntam é como esse órgão de bilhões de terminais nervosos se torna uma mente.

Essa questão ainda desafia a ciência, mas as últimas pesquisas indicam que a resposta está nas conexões entre as células cerebrais.

Existem áreas do córtex cerebral relacionadas a determinadas funções, como tato, fala ou visão, mas a correspondência entre funções e regiões cerebrais não é exclusiva.

Como numa orquestra

Cada região trabalha como um instrumento de uma orquestra, que atua na hora certa para combinar-se com várias outras e realizar uma função.

A função da fala ativa ao mesmo tempo regiões diferentes do córtex - nem sempre as mesmas. Conforme cada ação relacionada - escutar, falar ou pensar as palavras - as regiões ativadas variam.

"O resultado total é maior do que a soma das partes. Por isso, não podemos isolar as atividades cerebrais", diz Susan Greenfield, neurocientista da Universidade de Oxford, na Inglaterra e diretora do Royal Institution, um centro científico britânico de 207 anos .

Primorosa combinação individual

Por esse motivo, não parece sensato acreditar que a ciência um dia descobrirá um jeito de influenciar características, como habilidade para música ou tendências criminosas, a partir da intervenção no cérebro.

O cérebro é uma primorosa combinação individual, sensível ao ambiente externo. Podem-se estimular partes dele, mas não enfocar funções, que são produtos da totalidade.

"Ao alterar um componente, mexemos em todos os outros", acrescenta a professora. Também não se pode esperar que haja ligação direta entre características genéticas e funções mentais.

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sexta-feira, 9 de março de 2007

A Piada do Dia....

Uma velhota, durante a missa, inclina-se e diz ao ouvido do seu marido:
- Acabo de soltar um peido silencioso. Que achas que devemos fazer?
Responde o velho:
- Agora nada. Mas quando sairmos, vamos comprar pilhas novas para o teu
aparelho auditivo...

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quinta-feira, 8 de março de 2007

Imagem da Semana

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quarta-feira, 7 de março de 2007

Reflexão da Quinzena


Há alguns anos, nas olimpíadas especiais de Seattle, 9 participantes, todos com deficiência mental, alinharam-se para a largada da corrida dos 100 metros rasos. Ao sinal, todos partiram, não exatamente em disparada, mas com vontade de dar o melhor de si, terminar a corrida e ganhar. Um dos garotos tropeçou, caiu e começou a chorar. Os outros 8 ouviram o choro, diminuíram o passo e olharam para trás. Então viraram e voltaram.

Todos eles. Uma das meninas com Síndrome de Down ajoelhou, deu um beijo no garoto e disse:

- Pronto, agora vai sarar! E todos os 9 competidores deram os braços e andaram juntos até a linha de chegada. O estádio inteiro levantou e os aplausos duraram muitos minutos... Talvez os atletas fossem deficientes mentais... Mas com certeza, não eram deficientes de espírito. Mais do que ganhar sozinho é ajudar os outros a vencer, mesmo que isso signifique diminuir os nossos passos...

“Procure ser uma pessoa de valor, em vez de procurar ser uma pessoa de sucesso. O sucesso é conseqüência."

(Albert Einstein)

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terça-feira, 6 de março de 2007

Túnel do Tempo - Há 25 Anos Atrás...

06.Mar.1982

Naufrágio mata mais de cem no canal da Mancha.

Uma barca de transporte de veículos naufragou a cerca de um quilômetro do porto belga de Zeebrugge, de onde zarpara em direção a Dover, na Grã-Bretanha. A polícia britânica calculou em 134 o número de mortos, número que o ministro dos Transportes da Bélgica corrigiu para 209. A barca levava pelo menos 545 pessoas. A operação de salvamento envolveu navios e helicópteros belgas, holandeses, franceses e britânicos. Segundo revelou o inquérito, a causa do acidente foi a entrada de água nos compartimentos de carga, devido à negligência de um marinheiro.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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segunda-feira, 5 de março de 2007

The Eagles - Take it Easy



Well, I'm running down the road
tryin' to loosen my load
I've got seven women on
my mind,
Four that wanna own me,
Two that wanna stone me,
One says she's a friend of mine
Take It easy, take it easy
Don't let the sound of your own wheels
drive you crazy
Lighten up while you still can
don't even try to understand
Just find a place to make your stand
and take it easy
Well, I'm a standing on a corner
in Winslow, Arizona
and such a fine sight to see
It's a girl, my Lord, in a flatbed
Ford slowin' down to take a look at me
Come on, baby, don't say maybe
I gotta know if your sweet love is
gonna save me
We may lose and we may win though
we will never be here again
so open up, I'm climbin' in,
so take it easy
Well I'm running down the road trying to loosen
my load, got a world of trouble on my mind
lookin' for a lover who won't blow my
cover, she's so hard to find
Take it easy, take it easy
don't let the sound of your own
wheels make you crazy
come on baby, don't say maybe
I gotta know if your sweet love is
gonna save me, oh oh oh
Oh we got it easy

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domingo, 4 de março de 2007

Entrevista do Mês: Roger Waters (Pink Floyd) - Final

FOLHA - Muitas canções do disco tratam de sociedades opressoras, do individualismo, do poder do capitalismo... O mundo mudou muito em relação àquela época?
WATERS - Há coisas que eu falava em 1973 que são mais fáceis de se ver hoje. Ou, melhor, que são mais difíceis de serem escondidas. A idéia de poderosos mudando o esquema do jogo em benefício próprio... Isso existia na época, mas hoje está mais escancarado. Muito por culpa da internet. Trinta anos atrás eu não poderia saber o que as pessoas no Rio ou em São Paulo achavam do meu trabalho, por exemplo. Pessoas como eu... somos uma minoria, mas uma minoria que está crescendo. Talvez entenderão que o modelo materialista e capitalista adotado por muitas nações em desenvolvimento não necessariamente trará felicidade à maioria das pessoas. A queda do comunismo no Leste Europeu não foi uma vitória do capitalismo. Isso é algo que estão entendendo hoje.

FOLHA - O jornalista John Harris, no livro que ele escreveu sobre "Dark Side...", afirma que esse álbum marca o final da influência de Syd Barrett sobre o Pink Floyd. Você concorda? "Dark Side..." iniciava um novo período?
WATERS - Não concordo. Depois de "A Saurcerful of Secrets" [segundo disco do Floyd], Syd não teve quase nenhuma influência na banda. Entretanto, você pode dizer que conceitualmente "Dark Side..." teve origem em "Echoes", que estava em "Meddle" [com mais de 23 minutos de duração, "Echoes" encerra o disco "Meddle", de 1971]. Há versos em Echoes que dizem: "Strangers passing in the street/ By chance two separate glances meet/ And I am you and what I see is me" [Estranhos caminhando pela rua; por acaso dois olhares se cruzam; e eu sou você e o que eu vejo sou eu]. As idéias a respeito de individualismo e de opressão, que estão em "Dark Side...", vêm dali. Mas não quero diminuir a contribuição de Syd ao Pink Floyd. Sem ele o Pink Floyd nunca teria acontecido.

FOLHA - Hoje está havendo uma reavaliação do papel do Pink Floyd no rock. Você acha que a banda foi injustiçada no aparecimento do punk, quando vocês foram classificados como banda que representava tudo o que estava errado no rock?
WATERS - No rock and roll, algumas pessoas têm essa idéia de que se você está nesse negócio por mais de dez anos, então você já é algo do passado. Porque rock and roll, supostamente, é coisa de radicais, de mudanças, de revoluções... Se olhassem o que fazíamos, o que escrevíamos, veriam que eram coisas radicais, que iam contra o sistema estabelecido. E esse radicalismo durou até eu sair da banda, em 1985. Houve um erro de avaliação dos jornalistas e daquela geração que se auto-intitulava punk. Eles entenderam tudo errado.

FOLHA - Gostou da reunião do Pink Floyd no Live8 [evento beneficente ocorrido em várias cidades do mundo em 2005]?
WATERS - Foi emocionante. Faria de novo. Ouvir aquelas canções, com todos juntos novamente... Pessoalmente, acho que seria uma boa se fizéssemos de novo.

FOLHA - Então há esperanças de uma reunião do Pink Floyd?
WATERS - Não acho que David Gilmour se entusiasmaria com a idéia... Alguém deve perguntar a ele. Acho que ele não gostou muito do Live8. Li algumas entrevistas que ele deu depois em que dizia: "Seria a mesma coisa se Roger Waters não estivesse lá"... Ele ainda parece querer se segurar ao poder. Mas, não sei, de repente ele se aproxima e quem sabe? Seria uma coisa boa.

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sábado, 3 de março de 2007

Entrevista do Mês: Roger Waters (Pink Floyd) - Parte 1


Em 1985, Roger Waters anunciou o fim do Pink Floyd. David Gilmour, Rick Wright e Nick Mason pensavam diferente. O caso foi parar na Justiça britânica. Com a iminência da derrota, Waters, resignado, fez um acordo extrajudicial e o Pink Floyd, tocado por seus outros integrantes, seguiu em frente. Vinte anos depois, Waters reclama o legado do grupo para si.
Baixista, fundador e principal compositor do Pink Floyd entre 1968 e 1985 (entre 1965 e 1967, a banda era levada principalmente por Syd Barrett, que deixou o Floyd nessa época; ele morreu no ano passado), Waters se apresenta no Brasil nos próximos dias 23 (na praça da Apoteose, no Rio) e 24 (estádio do Morumbi, em São Paulo).
Ele já tocou no país -em 2003. Mas, desta vez, retorna com um projeto especial: além dos antigos sucessos de seu ex-grupo, tocará todas as canções de "Dark Side of the Moon", emblemático disco de 1973 do Pink Floyd. Escorado por músicas como "Money", "Breathe", "Time" e "The Great Gig in the Sky", o "álbum com a capa do prisma" tornou-se um ícone da cultura pop.
"Dark Side..." já havia sido apresentado ao vivo, na íntegra, pelos "outros" do Pink Floyd, em 1994. Para Roger Waters, é um fato que praticamente não existiu. Trinta e quatro anos depois, ele se coloca como o real autor do disco -e justifica dizendo ser o principal compositor e arranjador das canções.
Aos 63 anos, articulado, sua voz serena não combina com os disparos que têm como alvo seus ex-companheiros de banda, os punks e até mesmo Syd Barrett, cuja posição dentro da história do Pink Floyd é relativizada por Waters. A seguir, a entrevista concedida à Folha, por telefone.


FOLHA - Os shows no Brasil terão a mesma produção dos shows europeus, com luzes, efeitos?
ROGER WATERS - Os shows serão ainda mais desenvolvidos. Temos um enorme telão de última geração e um novo tipo de projeção de luzes e imagens que utilizaremos durante a execução das músicas de "Dark Side of the Moon". Isso vai estrear na próxima sexta [hoje] no México. É meio... dramático. Acho que vão gostar.
FOLHA - Você consegue recriar ao vivo todas as particularidades das músicas de "Dark Side..."?
WATERS - Você pode ir à internet e ler as críticas. Verá que fazemos isso perfeitamente. Trato "Dark Side..." quase como uma peça erudita. Sou bem fiel ao disco. Nos shows, sinto que há uma comunhão entre os fãs, eles conhecem o disco muito bem e apreciam o fato de que quem está lá sou eu. Pois eu escrevi as letras e arranjei a maior parte das músicas. Mais de 30 anos depois, as pessoas ainda se empolgam com essas canções.

FOLHA - O que "Dark Side..." tem de tão especial para você tocá-lo por inteiro hoje?
WATERS - É um disco musicalmente avançado, foi um ato corajoso lançar algo do tipo à época. Liricamente, os sentimentos que eu tinha em 1973 ainda são relevantes para as pessoas hoje. É sobre não se acomodar com o que está aí, não desistir de suas convicções, resistir às pressões... É sobre situações que estão muito mais presentes hoje do que anos atrás. Não quero soar pomposo, mas acho que as novas gerações simpatizam com o teor político e filosófico do disco.

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sexta-feira, 2 de março de 2007

Cidades Brasileiras:São José dos Campos/SP.

Centro industrial do vale do Paraíba do Sul, no estado de São Paulo, na região Sudeste do Brasil. É considerado um dos mais modernos centros de alta tecnologia do Brasil. A combinação de escolas de nível superior de alta qualidade de ensino, institutos de pesquisa e de empresas industriais que absorvem tecnologia de ponta, fizeram de São José dos Campos uma referência internacional em termos de construção aeronáutica, material bélico, construção de satélites de comunicação e de observação do meio ambiente, mecânica fina, eletrônica e robótica. Além disso, a cidade abriga também centenas de indústrias convencionais que vão da fabricação de motores automobilísticos, até implementos agrícolas, passando por uma vasta gama de setores industriais como química, mecânica, material elétrico, construção civil, minerais não metálicos e outras. Sua fundação está registrada em 1767, quando foi elevada à categoria de vila com o nome de São José do Paraíba. Embora não existindo documentos que provem com exatidão o início de sua formação, sabe-se que as origens remontam ao século XVI, quando o padre José de Anchieta batizou um aldeamento de índios guaianases com o nome de Vilha Velha. Em 1660 os padres jesuítas criaram outra povoação com o nome de Vila Nova de São José. Com a expulsão dos jesuítas em 1769, alguns brancos misturados com índios tomaram conta da povoação, que em 1871 foi elevada à categoria de província com a denominação atual. No início do século XX, período em que a produção do café tomou conta da economia do vale do Paraíba, São José dos Campos viveu dias de riqueza; posteriormente, nos anos 40 e 50, veio a decadência, e somente após a década de 1970 é que a cidade recobrou o seu poder. No censo demográfico de 1991 a cidade possuía 442.728 habitantes.


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quinta-feira, 1 de março de 2007

Dicas de Português

Impor algo (a alguém)

A língua portuguesa possui alguns verbos que admitem dois complementos, um com preposição, outro sem. "Impor" é um desses casos. Uma das possibilidades de regência é impor algo a alguém. Dois exemplos (tirados do "Dicionário Prático de Regência Verbal", de Celso Luft):

- Impuseram-lhe (= a ele) um apelido ou nome

- Impôs-lhe (=a ele) silêncio

A explicação é para antecipar uma questão referente a esta manchete:

- China impõe ainda mais restrições a mídia estrangeira

Alguém impõe algo a alguém. Em outras palavras: China impõe restrições à (a + a) mídia estrangeira. Faltou a crase na manchete acima:

- China impõe ainda mais restrições à mídia estrangeira

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