quinta-feira, 30 de novembro de 2006

Direto do Túnel do Tempo (Há 20 Anos Atrás)

30.Nov.1986

Rio Grande do Norte sofre terremoto.
Um terremoto de 5,3 graus na escala Richter danificou centenas de prédios em João Câmara, a 75km de Natal RN. Cinco mil pessoas ficaram desabrigadas. Foi o tremor de terra mais forte registrado no Brasil desde a década de 1950 e chegou a ser sentido até no Recife. Durante vários dias outros abalos se fizeram sentir na localidade, o que obrigou muitos habitantes a deixarem o local.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Abacaxi com Gelatina

Ingredientes:
- 1 unidade(s) de abacaxi picado(s)
- 2 caixinha(s) de gelatina sabor abacaxi
- 10 colher(es) (sopa) de açúcar
- 1 lata(s) de creme de leite

Modo de Preparo:
Ferva o abacaxi em meio litro de água com açúcar. Acrescente a gelatina à calda com os pedaços de abacaxi e coloque em um refratário, jogue o creme de leite por cima e coloque na geladeira.

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terça-feira, 28 de novembro de 2006

Tira da Semana

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segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Paraíso agora

Em "O que nos Faz Felizes", professor de psicologia em Harvard aborda como e por que o cérebro engana quando o ser humano imagina o futuro

O coração leva a fama de traiçoeiro, mas é o cérebro, com a sagacidade que lhe é peculiar, quem engana o mais racional dos humanos. É por isso que -não importa se você tem certeza de que vai adorar cada momento das férias ou prevê que irá se entediar vendo TV hoje à noite- apenas uma coisa é certa: há grandes chances de a previsão estar errada. O veredicto é resultado de uma década e meia de pesquisas conduzidas pelo professor de psicologia em Harvard Daniel Gilbert e que estão condensadas em "O que nos Faz Felizes - O Futuro Nem Sempre É o que Imaginamos", livro recentemente lançado no Brasil. Surpreso por não haver desmoronado quando, há 15 anos, sua vida afetiva e profissional entrou em colapso ao mesmo tempo, Gilbert, 49, decidiu investigar por que havia se equivocado sobre as próprias reações. Testes, pesquisas e leituras de diversos trabalhos de neurociência, psicologia e ciência cognitiva depois, concluiu que imaginar o futuro habilidade exclusiva dos humanos é um hábito ininterrupto, muitas vezes imperceptível e definitivamente insidioso. Além disso, no fundo de cada previsão está a busca por uma vida mais feliz. Eis por que, defende Gilbert, as pessoas estão dispostas, por exemplo, a pagar anos de previdência com abnegação ou a mergulhar estoicamente em um sem-fim de dietas, guiadas pelo projeto de serem aposentados despreocupados e magros satisfeitos. Em resumo, o futuro não será nem o paraíso nem o inferno que se imagina. Até porque, diz o professor, quando chegarmos lá, seremos todos outras pessoas. Leia a seguir trechos da entrevista


FOLHA - Saber como funcionam os mecanismos mentais de planejamento do futuro ajuda a diminuir frustrações?
DANIEL GILBERT - As pessoas têm escrito livros que prometem ajudar as outras a ser mais felizes há uns 200 anos, e o resultado tem sido um monte de gente infeliz e um monte de árvores derrubadas. "O que nos Faz Felizes" não é um livro de auto-ajuda que vai te transformar em um dalai-lama com melhor corte de cabelo. Descreve o que a ciência moderna tem a nos dizer sobre como e com que capacidade o cérebro humano pode imaginar seu próprio futuro e prever de qual futuro gostará mais. As pessoas dão como normal a capacidade de imaginar o futuro, mas essa é uma das habilidades mais recentes adquiridas pela nossa espécie, há não mais do que 3 milhões de anos. Não é de surpreender que cometamos erros tão grosseiros.

FOLHA - O sr. afirma que os graus de felicidade almejados dependem da "régua" que cada um tem para medir suas experiências de vida. Podemos pensar que um povo tende a se considerar mais feliz quando tem menos "ferramentas de comparação" com outros lugares?
GILBERT - Todo mundo naturalmente se compara aos outros e é difícil imaginar uma circunstância sob a qual isso não aconteceria. A pesquisa mostra que a riqueza de uma pessoa é um indicador insuficiente de sua felicidade, mas a riqueza dessa pessoa em relação à de sua vizinhança é um índice muito bom. Em outras palavras, não importa o quanto você ganha: importa somente quanto mais você ganha do que os outros.

FOLHA - Os brasileiros costumam ser vistos como um povo alegre, por exemplo. Esses mecanismos mentais são válidos na construção de imagens coletivas?
GILBERT - Há diferenças na felicidade das pessoas em diferentes países, mas elas tendem a não ser tão grandes como se imagina. Alguns estudos mediram o grau de felicidade de estudantes latino-americanos e anglo-saxões por uma semana, e depois foi pedido a eles que detalhassem seus estados de espírito naquele período. Descobriu-se que as diferenças de fato foram poucas, mas que os estudantes registravam maior disparidade quanto à lembrança dessa experiência. Os entrevistados latinos se lembraram de haver estado mais felizes. Então a noção de que "os brasileiros são alegres" influencia fortemente a forma como brasileiros felizes dizem que são e influencia muito pouco o quanto eles são felizes de fato.

FOLHA - O sr. é feliz?
GILBERT - Em geral, as pessoas são um desastre em lembrar o quão felizes eram, em prever o quão felizes serão ou em julgar o quão felizes são. Podem, entretanto, dizer o quão felizes são no exato momento em que você lhes pergunta. Então, neste momento, sou, de 0 a 10, um homem feliz com 6,5 na minha escala. Por quê? Essa é outra pergunta que dá trabalho para responder. Creio que minha linda mulher e minha linda neta são duas das maiores fontes de felicidade para mim, mas não me surpreenderia se um cientista chegasse agora e provasse que minha felicidade reside na verdade no fato de eu estar calçando sapatos confortáveis. A ciência da felicidade indica que intuições e dados se chocam com freqüência. Quando isso acontece, eu acredito nos dados.
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O que nos Faz Felizes - O Futuro nem Sempre É o que Imaginamos
Autor: Daniel Gilbert. Ed. Campus/ Elsevier. Quanto: R$ 44 (288 págs.).

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domingo, 26 de novembro de 2006

Leitura do Fim de Semana - Final

No Brasil, a prática aiurvédica chegou primeiro às camadas populares. Há 18 anos, o Hospital de Medicina Alternativa de Goiânia faz tratamentos fitoterápicos de medicina aiurvédica, pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos tempos, a medicina indiana tem sido adotada por uma clientela disposta a investir em saúde. Em 1998, quando a professora Márcia De Luca, aluna do próprio Chopra, abriu o Centro Integrado de Yoga, Meditação e Ayurveda (Ciymam), em São Paulo, a procura pelas terapias indianas era tão pequena que ela teve de vender o carro para pagar as contas. Hoje, dirige um espaço de 300 metros quadrados, onde mais de 500 pacientes receberam tratamentos aiurvédicos nos últimos anos.

O sucesso da medicina aiurvédica pode ser explicado por um motivo simples: o meio científico ocidental começou a aceitar e a comprovar a eficácia de práticas medicinais indianas de mais de 5 mil anos. Um exemplo é o chá tomado por Felipe Saigh para tratar o câncer. É um remédio à base de cúrcuma longa, ou açafrão, tempero usado tradicionalmente na Índia e na China para prevenir e tratar de câncer. Quem receitou o chá foi o médico Antônio Carlos Buzaid, diretor-geral do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, um dos melhores do país. "Tenho testado em pacientes para os quais a medicina convencional não apresenta mais saída", diz Buzaid.
Para experimentar a cúrcuma longa, Buzaid se respaldou em pesquisas realizadas pelo M.D. Anderson Cancer Center, em Houston, no Texas. O centro americano é referência mundial em oncologia. Um dos estudos, feito com ratos, mostra que a curcumina, substância presente no açafrão, ajuda a evitar metástase do câncer de mama para o pulmão. "Temos de garantir a segurança das formulações", diz o médico Paulo de Tarso Lima, especialista em medicina integrativa, uma tentativa de aliar as modernas técnicas ocidentais aos tratamentos alternativos. "As pessoas compram remédios importados com o nome de uma erva qualquer. Qual a garantia de que a erva está mesmo na fórmula?" Uma pesquisa recente publicada no Journal of the American Medical Association mostrou que, em 20% dos remédios vendidos como aiurvédicos nos Estados Unidos, havia metais pesados nocivos à saúde.
Na Índia, os médicos costumam cursar faculdade de medicina aiurvédica e fazem até residência. E aprendem também a medicina ocidental. "Nas universidades de lá, há pesquisas sérias para comprovar a eficiência das práticas", diz o médico mineiro José Ruguê Ribeiro Júnior, especialista em medicina intensiva, cujo currículo inclui um curso de aiurvédica na universidade indiana de Puna. Ruguê é diretor do Ashram Suddha Sabha, fundação de Uberlândia que pesquisa a adaptação de ervas medicinais. Para ele, várias práticas indianas ainda permanecem sem comprovação científica por falta de financiamento para pesquisas. "É uma questão de prioridade", diz Flávio Dantas, professor de Homeopatia na Unifesp, em São Paulo. Dantas afirma que é preferível investir na pesquisa sobre as tradições medicinais brasileiras. Mas, a julgar pelo sucesso da medicina aiurvédica, também nesse campo a Índia está ganhando a corrida do Brasil.

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sábado, 25 de novembro de 2006

Leitura do Fim de Semana - Parte 1

Quando descobriu um câncer no intestino, aos 40 anos, o administrador de empresas paulistano Felipe Saigh nem pensou em apelar para terapias alternativas. Passados dois anos e meio do diagnóstico inicial, Saigh continua fazendo quimioterapia. Mas se trata também com a medicina aiurvédica, tradicional sistema indiano. E diz estar se sentindo melhor. No caminho entre o ceticismo e a confiança naquilo que não é explicado pela ciência ocidental, Saigh passou por cirurgias, quimioterapia com efeitos colaterais terríveis, reincidências da doença e prognósticos nada animadores. "Quando meu médico não tinha mais nada a fazer, me receitou um chá", diz Saigh. "O tumor parou de crescer, e isso abriu minha cabeça." Já fazia acupuntura, começou a ter aulas de ioga. Partiu para o tratamento aiurvédico. "A quimioterapia não me deixa tão prostrado", afirma.

A medicina indiana conhecida como aiurveda ganha cada vez mais popularidade no Ocidente. Nos Estados Unidos e na Europa, não faltam spas e clínicas particulares oferecendo massagens e tratamentos. Entre os pacientes, astros como Demi Moore e Sting ajudam a divulgar a idéia. O sucesso do guru Deepak Chopra, um dos maiores divulgadores da aiurveda, comprova o interesse do público: os 35 livros escritos pelo médico indiano radicado nos Estados Unidos foram traduzidos para 35 idiomas e venderam mais de 20 milhões de exemplares.

Aiurveda é um termo que, em sânscrito, significa "conhecimento da vida". Trata-se de um conjunto de técnicas médicas voltadas para a prevenção, cuja proposta é ensinar o paciente a levar uma vida equilibrada. O tratamento visa cuidar do corpo como um todo, não apenas da parte afetada pela doença. A farmacêutica paulista Stella Kirkelisbingre, de 55 anos, procurou o médico César Devesa, pesquisador do Instituto do Coração, em São Paulo, e especialista em aiurveda, para se livrar de um inchaço. Mas diz que acabou se curando também de uma enxaqueca que a perseguia havia anos. "Depois do tratamento, nunca mais tive uma crise", afirma Stella.

Como na medicina chinesa, a principal idéia do sistema indiano é manter o ser vivo em harmonia com o cosmo. Para os aiurvédicos, pessoas e coisas dividem-se em três tipos, conhecidos como doshas (veja o quadro nesta matéria). Apesar de cada indivíduo ter um ou dois doshas predominantes, dizem os aiurvédicos, todos têm um pouco dos três dentro de si. A doença, segundo eles, surge quando a relação natural entre esses doshas entra em desequilíbrio.

No corpo, segundo os escritos aiurvédicos, há canais e pontos de energia semelhantes aos da acupuntura, chamados marmas. Terapias como massagens e fios de óleo procuram restabelecer o fluxo de energia do corpo por estimulação de alguns desses pontos. A medicina aiurvédica também presta atenção à dieta do paciente. A maior parte dos médicos que adotam técnicas aiurvédicas milenares não dispensa conhecimentos ocidentais e recursos tecnológicos modernos. "Faço o diagnóstico pelo pulso, observando, olhando a língua e conversando com o paciente", diz Devesa. "Mas, se necessário, peço exames de laboratório para confirmar o quadro."

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sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Papel de Parede para o seu PC



Instruções:
-Dê um duplo-clique na imagem
-clique com o botão esquerdo do apontador sobre a imagem definindo-a como "plano de fundo"
-Divirta-se!

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quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Generosidade Masculina

É tão generalizada a visão de que os homens em geral são egoístas, gananciosos e que só pensam em si, que fico até constrangido em tentar mostrar alguns fatos e dados que colocam essas generalizações ofensivas ao gênero masculino em xeque.

Antigamente, um dos critérios que as mulheres usavam para escolher seus pares era justamente a generosidade masculina. Elas ficavam muito atentas em detectar homens generosos. Aqueles que pagavam a conta num jantar (dele e dela), as levavam a lugares caros, um teatro ou concerto, os que davam flores todos os dias, jóias e presentes caríssimos.

Elas procuravam um par que estivesse ganhando muito mais do que precisava para viver sozinho. Que tivesse excedentes quando solteiro e lastro para cuidar de mais pessoas no futuro. No fundo, elas estavam avaliando a capacidade do par sustentá-las e aos futuros cinco filhos.

Procuravam homens que não iriam se sentir mais pobres depois do casamento e que não reclamariam todos os dias dos gastos da mulher. Aqueles já acostumados a gastar mais com os outros, do que consigo. Não é coincidência de que “generosidade” advém do termo “gênero”.

Pode-se argumentar que a generosidade masculina é uma conseqüência feminina, uma característica construída ao longo de gerações pelas mulheres. Mas, afirmar que os homens são todos canalhas e egoístas não confere com o passado de nossas avós.

Sem dúvida, alguns homens se aproveitaram do critério de seleção. Deram jóias falsas, compraram a crédito, deram golpes na praça, algo muito retratado na literatura e nas novelas até hoje.

Infelizmente, esse método de seleção passou a ser “politicamente correto”. Muitas mulheres passaram a considerar a generosidade masculina uma opressão machista ou uma estratégia de poder. Elas passaram a exigir a divisão da conta, meio a meio. A generosidade masculina deixou de ser critério de seleção. Pelo contrário, virou critério de exclusão. Em suma, foi um tiro no pé.

As mulheres de hoje foram induzidas a casar com homens bem menos generosos, profissionalmente menos competentes e com menos capacidade de cuidar de uma família depois do casamento. Muitas, já casaram com homens egoístas, o que somente reforçou a imagem negativa inicial que muitas ativistas já tinham do gênero masculino. Tanto é, que o número de casamentos fracassados e divórcios não parou de subir nos últimos trinta anos.

Mas, há uma segunda conseqüência ainda mais nefasta. Os homens profissionalmente competentes, agora excluídos e rejeitados, passaram a gastar não mais com as mulheres como antigamente, mas consigo. Passaram a comprar canetas Mont Blanc, sapatos e roupas de grife, em vez de rosas e presentes caros para elas. Continuaram tentando mostrar às mulheres que eles ganham muito mais do que precisam para viver, e que a maioria dos seus gastos são supérfluos e desnecessários. Razão pela qual, as mulheres os adoram.

Só que isto transformou o homem generoso de antigamente, no homem narcisista de hoje. Toda essa ostentação e consumo supérfluo não é fruto do capitalismo neoliberal, mas de uma visão equivocada do que é “politicamente correto” nas relações de gênero.

A nova geração de mulheres terá enormes dificuldades em convencer seus mauricinhos recém-casados a trocar o Audi A4, quando chegar o futuro carrinho de bebê.

Se você pretende se casar com um homem inteligente, competente e generoso, e que não vai eternamente controlar os seus gastos, procure os homens à moda antiga. Aqueles que ganham mais do que precisam para viver, os que são extremamente generosos com relação ao dinheiro, os que têm prazer em gastar com as mulheres ou os que fazem filantropia - não com o dinheiro dos outros, mas com dinheiro próprio. Você terá um marido inteligente, um pai carinhoso e uma vida financeira saudável.

Se você acredita que todo homem nasce egoísta, ganancioso, que só pensa em si, e que ele só paga o jantar porque pensa em levá-la para a cama; você está com uma concepção equivocada de como todo este processo histórico começou.

Converse com as mulheres politicamente corretas, as que dividem o jantar meio a meio, e você vai descobrir que as intenções deles não mudaram em nada, mesmo com você pagando o jantar.


Stephen Kanitz

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quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Dica de Link Interessante

Imaginem um lugar onde se pode ler gratuitamente, as obras de Fernando
Pessoa, Machado de Assis, ou A Divina Comédia, ou ter acesso a contos
infantis de todos os tempos.

Um lugar que lhe mostrasse as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci, onde
se pode escutar músicas em MP3 de alta qualidade.

Esse lugar existe!
O ministério da educação brasileiro disponibiliza tudo isso, basta acessar
o site:
http://www.dominiopublico.gov.br/

Só de literatura portuguesa são 732 obras!

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terça-feira, 21 de novembro de 2006

Imagem do Dia


Foto Tirada do espaço onde vemos o norte da África e parte da Europa Ocidental ao anoitecer.

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segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Homem de cor?

Escrito por uma criança africana....
Pensamento surpreendente!!!


Quando eu nasci, era Preto;
Quando cresci, era Preto;
Quando pego sol, fico Preto.
Quando sinto frio, continuo Preto.
Quando estou assustado, também fico Preto.
Quando estou doente, Preto;
E, quando eu morrer, continuarei preto!

E voce, cara Branco,
Quando nasce, você é rosa;
Quando cresce, você é Branco;
Quando você pega sol, fica Vermelho;
Quando sente frio, você fica roxo;
Quando você se assusta fica Amarelo;
Quando está doente, fica verde;
Quando você morrer, você ficará cinzento.

E você vem me chamar de Homem de Cor?

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domingo, 19 de novembro de 2006

O novo código da infidelidade - Final

Segundo a psicanalista e sexóloga carioca Regina Navarro Lins, autora de "O Sexo no Casamento" (Editora Best Seller), não existe essa divisão entre mundo real e virtual. Ela defende que o que se busca na internet, em uma sala de bate-papo, é o mesmo que se procura quando se vai a um barzinho para paquerar. "Em ambos, o que se está querendo é um envolvimento", diz. "No caso dos envolvimentos por computador, a maioria não fica só no virtual, acaba trazendo esses relacionamentos para a vida real." Mas Regina não chama nem uma coisa nem outra de infidelidade. "Sexo extraconjugal não é traição, não é sinal de que algo não está bom. As pessoas precisam parar de pensar assim e deixar o ciúme de lado", afirma. "Todo mundo enjoa com o tempo e precisa experimentar outras coisas."

Existe hoje uma turma de jovens casais que compartilha dessa opinião e, por isso, tenta resgatar, com ajustes particulares, aquele modelo de "relação aberta" propagado pelo movimento hippie. Com o atual namorado, com quem está há apenas seis meses, a estudante Tatiana., de 20 anos, estabeleceu regras mais liberais do que a média: os dois podem ter outros relacionamentos não só no mundo virtual, mas também no real. No segundo caso, porém, os encontros não podem terminar na cama. Vale só paquerar, beijar e até dar "uns amassos". Transar não.

Tatiana conta que em seu relacionamento anterior ela sentia um ciúme excessivo e que decidiu experimentar um acordo amoroso mais moderno justamente para tentar mudar. "Meu último namoro durou um ano e meio. Ele terminou tudo do nada. Acho que cansou do meu jeito ciumento", diz. "Hoje, com meu atual namorado, não rola ciúme. Temos a maior cumplicidade." Mas, para evitar reações ou comentários preconceituosos, o casal não revela aos amigos o acordo que mantém. "A mulher acaba sendo taxada de vagabunda", diz ela.

A Psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora-geral do Programa de Sexualidade (ProSex), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, vê com certa cautela a relação aberta. "É uma forma de envolvimento que exige um grande grau de desprendimento e confiança mútua", diz. Segundo ela, na prática, essa história funciona apenas por um tempo. "Depois, pelo menos um dos dois não aceita mais. Apesar de existir um acordo, é inevitável o surgimento de mágoas."

A relação aberta da estudante de publicidade Thays., de 22 anos, durou apenas três meses. Era aberta de fato: valia tudo. Mas a estudante diz que o namorado aproveitava bem menos o pacto amoroso permissivo. "Ele quase não saiu com ninguém. Já eu saí com outros seis caras enquanto estávamos juntos", diz. "Depois, eu contava o que tinha feito, porque era esse o nosso combinado, mas ele ficava com um pouco de ciúme." Alguns dos seus casos ela conheceu na internet. Por um, se apaixonou. "A única regra que tínhamos era não ter um outro relacionamento sério e foi justamente isso que aconteceu", diz. Há um mês, a estudante de publicidade terminou o namoro para ficar com a nova paixão. Ao menos por enquanto, é um romance à moda antiga. "Ainda não conversamos sobre relação aberta", diz. "Nem sei se vou partir para essa novamente."

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sábado, 18 de novembro de 2006

O novo código da infidelidade - Parte 1

Fazer sexo virtual com gente desconhecida é traição? A internet está forçando jovens casais a repensar as regras da relação e até estabelecer acordos mais permissivos
Se a internet é um ótimo "lugar" para conhecer pessoas para qualquer finalidade, de trocar informações profissionais a conseguir um par para fazer sexo casual , ela é também, descobriu-se depois, um facilitador para a infidelidade, virtual e real. Em um estudo feito na Universidade da Flórida, nos Estados Unidos, foram entrevistados 76 homens e 10 mulheres, todos casados e usuários de salas de bate-papo específicas para comprometidos. Do total, 60 só tinham ficado mesmo na brincadeira pelo computador. Mas 26 já haviam encontrado, ao vivo, a pessoa com quem no início só se relacionava online. E, entre estes que partiram para o corpo-a-corpo, apenas dois não começaram uma relação extraconjugal. Trocando em miúdos, a rede de computadores tem balançado as estruturas das relações estáveis e está forçando os casais a rever valores, repensar as regras para o romance e até estabelecer novos acordos.

Será que fazer sexo pelo computador com gente desconhecida, que nunca se viu nem se pretende conhecer na vida real, deve mesmo ser considerado traição, a ponto de se pensar em uma separação? E deixar um perfil de "solteiro" em um site de relacionamento, ainda que seja por pura diversão, só para ver no que dá? Em uma pesquisa feita com 4.774 mulheres, 51% optaram pelo sim na primeira pergunta, enquanto 49% responderam da mesma forma à segunda. O resultado mostra que ainda não há um consenso em torno dessas questões amorosas e sexuais envolvendo internet: se quase metade considerou que as duas situações são traição, é porque existe uma outra metade que acha que não. Já diante da pergunta se beijar na balada, sem a intenção de depois topar com o casinho por aí, é traição, a turma do sim foi bem mais numerosa: 74%.

Para o psiquiatra Jairo Bouer, que apresenta o "Ao Ponto", programa que discute temas do universo jovem no canal pago Futura, a resposta é: depende até onde se vai, ou seja, depende se a troca fica só no computador ou se acaba se transformando em algo mais concreto. "O uso da internet às vezes se assemelha a um game, nem importa muito quem está do outro lado", diz. "Se for uma brincadeira, acho que não é traição. Mas, se for para um degrau maior, como trocar telefones, aí é, sim."

Por experiência própria, Ana Lúcia de 23 anos, casada com Roberto, desde os 15, quando engravidou, acha que escapadas virtuais são traição, mas não tão graves quanto as reais, embora possam também ferir bastante. Há três meses, depois de bancar a detetive, ela descobriu que o marido usava um e-mail alternativo com a identidade de "gato dotado" para participar de brincadeiras sexuais via internet. "Certa vez, ele ligou o computador na minha frente e o tal e-mail apareceu no programa de troca de mensagens. Perguntei o que era e ele me falou que era de um amigo gay do escritório", conta. Desconfiada, Ana decidiu levantar melhor a história. "No outro dia, esperei o Roberto sair para trabalhar e invadi o e-mail dele. Descobri uma lista de sites de sacanagem, muita pornografia e mensagens que mostravam que ele fazia sexo virtual com desconhecidas."

Ana conta que Roberto jurou nunca ter encontrado com nenhuma daquelas mulheres e prometeu que as infidelidades virtuais não se repetiriam. Ela o perdoou. Mas ainda hoje se sente magoada e acha que a confiança entre eles ficou abalada. "Me pergunto por que isso aconteceu. Será que deixei de fazer algo, a ponto de ele procurar outro meio de se satisfazer sexualmente? Às vezes, eu queria transar e era ele quem não queria."

"É difícil dizer por que as pessoas traem", afirma o psiquiatra Bouer. Segundo ele, há três possíveis razões: desgaste no relacionamento, curiosidade de viver outras experiências e dificuldade em manter compromisso e ser fiel. Para Penélope Nova, apresentadora do programa "Ponto Pê", na MTV, no qual tira dúvidas de telespectadores sobre sexo e relacionamento, homens e mulheres traem por motivos diferentes. "A infidelidade masculina comprova a natureza do 'macho caçador'. A feminina acontece porque as mulheres buscam fora o que não encontram mais em casa, como paixão, sedução, tesão. O homem trai porque trai, não precisa desse estímulo."

Na opinião da enfermeira Fabiana, de 23 anos, ficar só na balbúrdia virtual não é traição. É uma distração, que deve ser liberada para os dois. Solteira e agora sem namorado, ela já teve um relacionamento no qual amizade colorida pelo computador e sexo virtual eram permitidos. "Eu tinha meus papos quentes online e ele, os dele. Às vezes fazíamos isso juntos, inclusive usando uma webcam apontada para os genitais dele", conta. "Nunca houve ciúme, mas nunca saímos do virtual, apesar das oportunidades."

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sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Uso e Recomendo: Norton Antispam


Principais recursos

* O mecanismo de filtragem analisa as mensagens enviadas para aprender sobre o que você considera correio legítimo.
* O Bloqueio de anúncios diminui o tempo de download das páginas da Web e reduz o acúmulo de anúncios na tela e as janelas pop-up e pop-under.
* Funciona com programas de e-mail POP3 padrão e adiciona automaticamente botões contra spam à barra de ferramentas do Microsoft Outlook, Microsoft Outlook Express e Eudora.
* Permite que os usuários do Outlook filtrem e-mails indesejados em contas do Hotmail® e MSN® Mail.
* A lista de itens bloqueados permite que você filtre mensagens de endereços de e-mail específicos ou de todo um domínio da Internet.
* O LiveUpdate™ verifica automaticamente as novas atualizações de proteção, quando você estiver on-line.*

Novos recursos

* Filtra e-mails que chegam em contas de e-mail do Yahoo!
* Reduz a exposição a e-mails fraudulentos.
* Filtragem baseada em idiomas permite bloquear mensagens criadas em idiomas específicos.
* Sincroniza automaticamente sua lista de itens permitidos com o catálogo de endereços do Microsoft® Outlook®, Microsoft Outlook Express ou Eudora®.

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quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Vídeo: Capas de DVDs

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quarta-feira, 15 de novembro de 2006

A Princesa da Casa


Atende pelo nome de Deusa

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terça-feira, 14 de novembro de 2006

"DIFERENÇAS ENTRE PRESÍDIO E TRABALHO".....

PRESÍDIO
Você passa a maior parte do tempo numa cela 5x6m.

TRABALHO
Você passa a maior parte do tempo numa sala 3x4m.
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PRESÍDIO
Você recebe três refeições por dia de graça.

TRABALHO
Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela.
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PRESÍDIO
Você é liberado por bom comportamento.

TRABALHO
Você ganha mais trabalho com bom comportamento.
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PRESÍDIO
Um guarda abre e fecha todas as portas para você.

TRABALHO
Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por
ter esquecido o crachá.
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PRESÍDIO
Você assiste TV e joga baralho, bola, dama...

TRABALHO
Você é demitido se assistir TV e jogar qualquer coisa.
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PRESÍDIO
Você pode receber a visita de amigos e parentes.

TRABALHO
Você não tem nem tempo de lembrar deles.
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PRESÍDIO
Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço.

TRABALHO
Você tem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas
deduzidas de seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos..
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PRESÍDIO
Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos...

TRABALHO
Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente,
Diretor, Chefe...

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PRESÍDIO
Você tem todo o tempo para ler piadinhas.

TRABALHO
Ah, se te pegarem...


TEMPO DE PENA
No presídio, eles saem em 15 anos.

No trabalho você tem que cumprir 35
anos, e não adianta ter bom comportamento.
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segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Caminhada

Não existe um exercício mais democrático que a caminhada, trata-se de um exercício aberto
a qualquer pessoa fisicamente sadia e que não tenha problemas articulares principalmente nos quadris, pés e joelhos.
O exercício de caminhar não significa, simplesmente, sair andando por aí. Ele tem regras básicas que devem ser observadas para que os benefícios cardiovasculares sejam alcançados:

A frequência mínima é de 3-6 vezes por semana (inciante), intercalando-se os dias; deve-se escolher locais pouco poluídos;
Os melhores horários são antes das 10:00 e depois das 16:00 (devendo ser convertido em horários de verão) para se evitar os efeitos indesejáveis dos raios solares mais fortes;
Preferir pisos macios quando possível (ou um bom tênis esportivo);
Usar roupas leves e de cores claras; dispensar roupas sintéticas que evitam a transpiração (nada de cintas ou plásticos atados ao corpo !);
Ter postura ereta com certa retração do abdome; manter os braços descontraídos e em movimentos rítmicos (quando mexemos os braços aumentamos o gasto calórico e frequência cardíaca);
A distância inicial deve ser de 1500 em 15 min.;
Para saber qual a distância percorrer divida seu peso corporal por 300. Ex: uma pessoa que pese 60 kg deve caminhar em média 5 km.
A progressão pode ser pela distância, pelo tempo (comece com 15 min e vá progredindo) ou por ambos; mas a velocidade e duração personalizada somente poderá ser escolhida fidedignamente através da frequência do pulso que deverá ser de 65% a 85% da Frequência Cardíaca Máxima; ou através da Tabela Percepção Subjetiva do Esforço;
Pode-se fazer caminhadas em companhia de outra pessoa e ter conversas amenas e despreocupantes; pode-se fazer o que quiser desde que mantenha o ritmo e não perca a postura;
Faça um aquecimento prévio caminhando em ritmo mais lento por 5 minutos e alongue os grandes grupos musculares;
É recomendável beber água antes, durante (facultativo em dias frios) e após a caminhada.

Observação:
Nunca comece seus exercícios em jejum (isso não vai fazer você perder mais peso e seu organismo vai precisar de energia pra gastar), mas não quer dizer que deva tomar um café/almoço, ou seja exagerado. Use o bom senso e coma alimentos de fácil digestão, antes de sua caminhada;
Caminhada


Se estiver chovendo, pode-se optar por caminhar em locais cobertos como, shopping centers e garagens de prédio (aproveite e suba escadas e rampas) mas sem se distrair ou perder o ritmo;

Anote em uma tabela a evolução do seu treinamento. Isso vai aumentar sua motivação;

Faça uma avaliação física com um professor de Educação Física, nível superior, e uma cardiológica se necessário for, com seu médico;

Obs: somente passar para "jogging" e corridas quando o praticante conseguir um bom condicionamento físico, ou seja, quando observar que o percurso está fácil e/ou o aumento do tempo de caminhada já não estiver sendo sobrecarga.

Mantenha-se ativo (a)!

Vejamos: O ato de caminhar, é recomendado especialmente para para iniciantes, gestantes e idosos por ser de fácil execução, não exigindo habilidade especial, não ter contra-indicações em indivíduos normais e o risco de lesões articulares ser muito baixo. Devemos, no entanto, começar devagar e gradualmente ir aumentando o ritmo e a duração da caminhada. Por exemplo, pode-se começar a exercitar, três vezes por semana durante 20 minutos cada dia e então ir aumentando o tempo de acordo com seu desempenho, a fim de que possa usufruir dos benefícios fisiológicos e também obter uma sensação de bem estar da atividade. Os médicos costumam aconselhar uma hora para seus pacientes, mas respeite seu nível de treinamento antes de qualquer coisa.

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domingo, 12 de novembro de 2006

Algumas coisas não têm preço - Final

O enriquecimento rápido, dizem pesquisas, traz apenas um estado de euforia passageiro. Um estudo dos anos 70, por exemplo, mostra que a felicidade que vem com um bilhete premiado de loteria não dura mais do que alguns meses. É a chamada esteira hedonista. Segundo essa teoria, bens e serviços adicionais dão um prazer extra, mas transitório, pois a pessoa logo se adapta ao novo padrão e não dá mais tanto valor a isso. "É o que faz com que se queira sempre mais", diz Frey. Para a professora de Filosofia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Dulce Critelli, o que acontece é que confundimos felicidade com satisfação, e isso traz frustração. "Dinheiro traz saciedade, e ela é tão viciante quanto as drogas", diz. "Mas a felicidade mesmo tem a ver com realização pessoal", diz Dulce, também coordenadora do Existentia Centro de Orientação e Estudos da Condição Humana.

A empresária Doris Barg, de 48 anos, percebeu essa diferença quando largou um emprego que lhe pagava o equivalente a um carro popular por mês para montar o próprio negócio, bem menos lucrativo. "Eu trabalhava tanto que me apegava à idéia do 'eu mereço' e comprava recompensas para mim. Era frustrante, porque eu tinha que 'merecer' sempre mais", conta. Doris viveu por dois anos com o salário do marido enquanto seu negócio, um espaço para gestantes, não engrenava. Engrenou, mas ainda não rende tanto quanto o antigo emprego. "Tenho certeza de que estou no caminho certo", diz ela. "Hoje me sinto mais tranqüila e muito mais realizada. Posso dizer que sou realmente feliz, mesmo sem alguns luxos."

"Uma vida feliz não depende somente da prosperidade material, mas sim do nosso pensamento", disse o líder budista Dalai Lama, autor do livro "A Arte da Felicidade", com mais de 220 mil exemplares vendidos no Brasil.. "Tenho alguns amigos muito ricos, bilionários, mas, como pessoas, são muito infelizes, não têm paz interior." Aos 21 anos, a estudante de psicologia Marília Motta, concorda que paz interior tem mais a ver com felicidade do que com qualquer outra coisa e foi por isso que, há dois anos, ela começou a praticar meditação. "Estou numa fase da vida em que a insegurança é grande. Não temos certeza se estamos no caminho certo ou como que vai ser o futuro", diz. "São tantas preoupações que só a serenidade e o equilíbrio que vêm com a técnica já deixam a vida muito mais fácil e feliz."

O neurocientista americano Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin-Madison, pesquisou os efeitos dessa prática comparando o cérebro de um monge que já havia meditado por mais de 10 mil horas com o de 150 pessoas comuns. O lado do cérebro predominante nos otimistas era também muito mais ativo no monge. Outros estudos, como o do americano David Lykken com pares de gêmeos criados em famílias diferentes, indicam que algumas pessoas já nascem com o cérebro mais preparado para a felicidade. Mas a verdade é que não existe uma receita garantida para alcançar esse estado. "A felicidade é um sentimento de que a vida que eu levo é a que mais tem a ver comigo. Cada um vai encontrar o seu caminho", diz a filósofa Dulce.

Segundo o historiador americano Darrin McMahon, autor de "Happiness: a History" (Felicidade: uma História), livro que chega ao Brasil mês que vem pela Editora Globo, a felicidade virou um direito natural de todos somente no século 18. Antes, o quadro era outro: "As pessoas não esperavam ser felizes. Se fossem, eram consideradas sortudas, abençoadas por Deus ou extremamente virtuosas. Eram a exceção", diz. Hoje, é o contrário: todo mundo espera, deseja e busca ser feliz - o que pode se tornar uma fonte de frustração. "Quando se busca demais a felicidade, ela acaba minada", diz o historiador. "Felicidade é aprender a se deixar levar pela vida."

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sábado, 11 de novembro de 2006

Algumas coisas não têm preço - Parte 1

O dinheiro, sozinho, pode trazer felicidade? Para alcançar esse estado cobiçado por todos, ele é mais importante do que fazer o que se gosta ou ter amigos? Novas pesquisas tentam resolver essas questões

É algo que todo mundo quer, mas ninguém tem a receita. Não por acaso, a felicidade é um dos temas mais explorados pelo mercado de auto-ajuda, em livros que acenam com fórmulas supostamente capazes de fazer qualquer um atingir esse estado e em palestras ministradas por "gurus" cheios de promessas. Mas, afinal, o que traz felicidade? O dinheiro, como prega muita gente? É essa questão que novas pesquisas algumas conduzidas por economistas, em vez de psicólogos tentam desvendar.

Vários dos estudos mais recentes estão reunidos no livro "Happiness, Lessons from a New Science" (Felicidade, Lições de uma Nova Ciência), lançado este ano nos Estados Unidos e ainda não publicado no Brasil. Seu autor, o economista inglês Richard Layard, constata que o desenvolvimento econômico de um país não leva à felicidade. "Há um paradoxo no cerne de nossa civilização. Nossa sociedade ficou mais rica nos últimos 50 anos, mas as pessoas não se tornaram mais felizes", escreve Layard. Ainda assim, outras pesquisas recentes mostram que, até certo ponto, o dinheiro traz, sim, felicidade. "Em média, pessoas mais ricas relatam maior bem-estar subjetivo. Estatisticamente, nesse sentido, o dinheiro compra a felicidade", diz o economista suíço Bruno S. Frey, da Universidade de Zurich. "É que uma boa renda garante mais saúde e os direitos humanos básicos." Segundo ele, dizer que as pessoas nos países pobres são mais felizes porque vivem em condições mais "naturais" e menos estressantes é um equívoco.

No entanto, uma vez atendidas as necessidades básicas, dinheiro adicional não aumenta a felicidade na mesma proporção. Levantamentos realizados em todo o mundo mostram que o valor da renda per capita influi no nível de satisfação com a vida até o limite de ganhos de 15 mil dólares ao ano e faz pouca diferença acima disso. Ou seja, depois de ter atingido um nível razoável de conforto, ninguém se torna mais feliz se passar a ganhar mais. Um estudo feito no Brasil pelo instituto Target Group Index - Ibope Media comprova a tese internacional. Os brasileiros mais ricos têm os menores índices de satisfação, enquanto a renda familiar média mensal das pessoas que se declararam totalmente satisfeitas é de R$ 1.694.


Os pesquisadores ainda tentam achar explicações para isso. Um estudo sugere que indivíduos que prezam muito os bens materiais tendem a ser substancialmente menos felizes. O mesmo vale para os que buscam apenas sucesso financeiro ou aprovação social. Para o psicólogo social americano Jonathan Haidt, da Universidade da Virgínia, os mais ricos não são mais felizes porque, para ganhar bem, sacrificam o tempo com a família e os amigos. E não é só: "Se bem gasto, o dinheiro pode nos livrar de problemas e preocupações. Mas se mal gasto, apenas em símbolos de status, pode nos afastar dos outros", diz Haidt, autor de "The Happiness Hypothesis" (A Hipótese da Felicidade), não publicado no Brasil.

A cabeleireira Luciana Alvarez, de 37 anos, diz que sentiu na pele o impacto que o enriquecimento pode ter sobre as relações pessoais. Há cinco anos, ligar para um serviço delivery para pedir comida era considerado um luxo para Luciana, que morava em uma casa emprestada pela sogra, com o marido e dois filhos. Seu padrão de vida mudou radicalmente quando ela conseguiu a representação no Brasil de um método italiano de alongamento capilar. "Eu não tinha dinheiro para viajar, fazer o curso e muito menos para a máquina. Então, vendi o serviço para meus clientes antes mesmo de ter", conta. Hoje, é ela quem alonga os cabelos de atrizes para novelas da Globo e da Record. Comprou a casa dos sonhos, com cinco quartos e piscina, o primeiro carro zero (um Renault Scénic) e realizou um desejo de infância em sua lua-de-mel: viajar para a Disney. "Foi incrível. Já voltei quatro vezes e vou de novo com meus filhos este ano", diz. Nada disso garantiu felicidade. Nos primeiros anos, ela perdeu contato com os amigos e a vida familiar. Até uma amizade de 14 anos acabou. "Eu trocaria tudo o que tenho hoje pela minha vida de antes. A gente perde a pureza, se torna mais fria, mais individualista."

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sexta-feira, 10 de novembro de 2006

Configuração do meu PC

-AMD Atlhon 3000 64 bits 1,8 GHZ
-1,5 GB de Memória RAM
-HD de 80 GB 7200 RPM
-HD de 20 GB 5200 RPM
-Placa Nvidia 5500 256 MB
-Gravador de DVD LG
-Leitor de DVD LG
-Monitor CRT 17" LG
-Home Theater Goldship 4000 Watts PMPO
-Multifuncional HP 1410
-Conexão de 1 Mega
-Leitor de Cartões
-Gabinete XBlade
-Placa-mãe Asus Ai

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quinta-feira, 9 de novembro de 2006

The Doors - The End (Jim Morrison)

This is the end
Beautiful friend
This is the end
My only friend, the end
Of our elaborate plans, the end
Of everything that stands, the end
No safety or surprise, the end
I'll never look into your eyes...again
Can you picture what will be
So limitless and free
Desperately in need...of some...stranger's hand
In a...desperate land ?

Lost in a Roman...wilderness of pain
And all the children are insane
All the children are insane
Waiting for the summer rain, yeah
There's danger on the edge of town
Ride the King's highway, baby
Weird scenes inside the gold mine
Ride the highway west, baby
Ride the snake, ride the snake
To the lake, the ancient lake, baby
The snake is long, seven miles
Ride the snake...he's old, and his skin is cold
The west is the best
The west is the best
Get here, and we'll do the rest
The blue bus is callin' us
The blue bus is callin' us
Driver, where you taken' us ?

The killer awoke before dawn, he put his boots on
He took a face from the ancient gallery
And he walked on down the hall
He went into the room where his sister lived,
and...then he
Paid a visit to his brother, and then he
He walked on down the hall, and
And he came to a door...and he looked inside
"Father ?", "yes son", "I want to kill you"
"Mother...I want to...fuck you"

C'mon baby, take a chance with us X3
And meet me at the back of the blue bus
Doin' a blue rock, On a blue bus
Doin' a blue rock, C'mon, yeah
Kill, kill, kill, kill, kill, kill

This is the end, Beautiful friend
This is the end, My only friend, the end
It hurts to set you free
But you'll never follow me
The end of laughter and soft lies
The end of nights we tried to die
This is the end

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quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Cidades Brasileiras: Indaiatuba/SP

Cidade e município do estado de São Paulo, pertencente à aglomeração metropolitana de Campinas, situada sobre a rodovia SP-79, que faz a ligação Campinas–Sorocaba. A função de núcleo dormitório é acrescida das atividades industriais que se estabeleceram nos eixos rodoviários que estão próximos a Campinas, evitando assim os altos preços dos terrenos junto à metrópole.

Sua população em 1996 atingiu 119.346 habitantes.


Microsoft ® Encarta ® Encyclopedia 2002. © 1993-2001 Microsoft Corporation. Todos os direitos reservados.

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terça-feira, 7 de novembro de 2006

TAPOÉ

VOCÊ SABE O QUE É TAPOÉ ?????

ALGUM DIA VOCÊ JÁ VIU UM TAPOÉ?

OU SERÁ QUE SUA MÃE SEMPRE ESCONDEU O TAPOÉ DE VOCÊ?

VEJA A FOTO DE UM LEGÍTIMO TAPOÉ.




P.S: NÃO SERIA TUPPERWARE?

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segunda-feira, 6 de novembro de 2006

O Livro que estou a ler

" Ao atravessar o longo canteiro de relva que dava para praia, eu saltava os cacos brilhantes e punha o pé sobre as pedras escuras. Avistando o mar, compreendia que seria necessário cegar os meus olhos a fim de suportar a intensidade do idioma desconhecido. E foi na área concentrada do terrorismo da beleza que erigiu-se o meu primeiro rosto."

(Trecho de Certeza do Agora, de Juliano Garcia Pessanha)

Sinopse do livro:
Último livro da trilogia composta por "Sabedoria do nunca", de 1999 e "Ignorância do sempre", de 2000. Juliano Garcia trabalha com vários registros poético, teórico e ficcional para mostrar a situação de exílio e exclusão do homem

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domingo, 5 de novembro de 2006

POR QUE UMA PESSOA SE MATA? - FINAL

"O sistema mata!"

Mesmo sendo resultado de uma escolha individual, o suicídio também é visto como uma questão social. O pioneiro no estudo desse campo foi o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), com o clássico O Suicídio, de 1897. "Existem vários estudos comprovando a influência da cultura, do ambiente e da religião sobre as taxas de suicídio, seja como facilitadores, seja como limitantes", afirma José Manoel Bertolote. Ele e a equipe do Departamento de Saúde Mental e Toxicomanias da OMS publicaram recentemente um estudo, numa revista científica norueguesa, mostrando que as taxas de suicídio mais baixas encontram-se em países islâmicos, seguidos de países hinduístas, cristãos (mais baixas em católicos que em protestantes) e budistas, nessa ordem.

As taxas mais altas vêm de países "ateus", que compunham o antigo bloco comunista: Lituânia, Letônia, Estônia, Rússia, Cuba e China. A religião aparece, portanto, como um mecanismo de "proteção" contra o comportamento suicida (todas as crenças religiosas condenam, em maior ou menor grau, o suicídio).

Combinada a outras influências, a religião pode ser também fator de estímulo para os "suicídios altruístas ou heróicos", na definição de Durkheim. Cada membro do grupo está disposto a sacrificar a sua vida em prol das crenças. "Os casos mais recentes são os dos homens-bomba entre os palestinos e dos suicidas de 11 de setembro, relacionados a situações políticas muito específicas e à crença religiosa islâmica", afirma Maria Cecília de Souza Minayo, doutora em Saúde Pública e professora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Embora as mulheres sejam mais propícias a ter pensamentos suicidas que os homens, as taxas de suicídio masculino são mais elevadas. E os métodos que eles usam são mais definitivos e violentos, como uso de arma de fogo e enforcamento. Em média, ocorrem cerca de três suicídios masculinos para um feminino - com exceção de algumas regiões da Ásia, em especial na China, onde o número de mulheres que se matam supera o de homens e há mais casos no meio rural que nas cidades -, o que também contraria o padrão mundial.

Cada sociedade tem uma taxa mais ou menos constante de suicídios. No caso do Brasil, a média é de 4,5 suicídios por 100 mil habitantes nos últimos 20 anos. Número relativamente baixo, se comparado à taxa da Finlândia, por exemplo, que é de 23,4 casos em 100 mil pessoas. As taxas brasileiras de suicídio se elevam conforme a idade dos indivíduos, até atingir sua máxima expressão na faixa de 70 anos ou mais, quando chegam a 7,3 suicídios em 100 mil habitantes. Dentro de um país, o Brasil ou outro, as taxas mais altas vêm da comunidade indígena e dos imigrantes, principalmente dos núcleos que perderam muito da sua identidade cultural. Segundo a OMS, há fatores que claramente aumentam a probabilidade de suicídio no grupo social. Taxas de suicídio são altas durante épocas de recessão econômica e de forte desemprego. Também se elevam em períodos de desintegração social e instabilidade política.

"A adolescência e a velhice são os dois momentos mais propícios tanto para a ideação e as tentativas de suicídio quanto para concretização do ato, por razões diferentes", diz Cecília. Na velhice, os motivos com freqüência se devem à depressão, a sentimentos de rejeição e abandono e à dificuldade de aceitar certas enfermidades dolorosas e incapacitantes, como o câncer. "Na adolescência, os problemas de conflito familiar, de dificuldades de identificação, os sentimentos de perda ou de inferioridade, a baixa auto-estima, em casos específicos de personalidades com tendências depressivas e de isolamento, podem se associar e resultar em tentativas ou em atos de suicídio", afirma ela.

O cansaço existencial e as crises constantes também alimentam o desejo de morrer.

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sábado, 4 de novembro de 2006

POR QUE UMA PESSOA SE MATA? - PARTE 3

"Desculpa, não consegui"

O escritor italiano Cesare Pavese (1908-1950), 12 anos antes de se matar com barbitúricos, tinha escrito: "Ninguém nunca deixa de ter um bom motivo para o suicídio". A angústia existencial do suicida sempre vai fornecer justificativas para a sua morte. Ele sempre poderá enxergar a vida sem sentido ou ver prevalecer em si um sentimento neurótico de desvalia, derrota e de baixa auto-estima. Daí a criação de fantasias em torno da morte. Como se trata de um fenômeno pouco entendido e também considerado tabu, o suicídio geralmente é recriado de acordo com as expectativas do indivíduo. O suicida não pensa, por exemplo, que vai se decompor e virar pó.

"O suicídio é um ato de linguagem, de comunicação. Como vivemos numa rede de relacionamentos, a nossa morte significa algo para as outras pessoas", diz a psicóloga Maria Luiza Dias Garcia, coordenadora da Clínica de Psicoterapia Laços, em São Paulo, que analisou mensagens (bilhetes, cartas, gravações) deixadas por suicidas no livro Suicídio - Testemunhos do Adeus. "Constatei, pelos discursos, que o suicida está num quadro de embotamento, como se estivesse afogado nas próprias emoções. Ele não aproveita os vínculos sociais para partilhar seus sentimentos e vê o mundo de uma maneira muito própria." O suicídio, então, torna-se um meio de expressão, uma fala que não pôde ser dita.

Os especialistas costumam diferenciar as tentativas de suicídio do ato em si, uma vez que, de acordo com a intencionalidade e a letalidade, o gesto pode assumir sentidos diferentes. As tentativas de se matar são vistas como um grito por ajuda, sintoma de uma falha tanto no sistema familiar quanto no grupo social. "O indivíduo não consegue pedir socorro de outro modo, então opta por um ato extremo", diz a psicóloga Denise Gimenez Ramos, da PUC de São Paulo. "Por que ele não foi ouvido? Todos dão conselhos, mas ninguém ouve o que ele tem a dizer. Esse indivíduo, portanto, fica com a impressão de que não existe para o mundo."

Incapazes de comunicar a própria dor, os suicidas recorrem a algumas fantasias para justificar a si mesmos a autodestruição. A busca de uma outra vida é uma das mais comuns. O indivíduo enxerga no suicídio a oportunidade de interromper uma existência infeliz e recomeçar, com uma nova chance para acertar. Matar-se também pode ser um jeito de acelerar o reencontro com pessoas queridas já mortas - o pai, a avó, um amigo, o cônjuge. Outras fantasias comuns acerca do suicídio: gesto de vingança ou rebeldia, castigo e autopenitência. "A idéia da não-existência é tão insuportável que a mente humana inevitavelmente recorre às fantasias para levar adiante o projeto de auto-aniquilamento", diz Roosevelt Cassorla. Mas o indivíduo nem sempre tem acesso consciente a essas fantasias.

O psicólogo Valdemar Angerami-Camon, do Centro de Psicoterapia Existencial, chefiou por quatro anos o Serviço de Atendimento aos Casos de Urgência e Suicídio da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e constatou como tais fantasias estão presentes na mente daqueles que querem se matar. "O que me impressionava eram as pessoas que tentavam suicídio dizerem que não queriam morrer", diz Valdemar. "Como alguém tenta o suicídio e diz que não quer morrer? Na verdade, queriam acabar com uma situação de desespero. Como não conseguiam ver outra alternativa, recorriam ao suicídio. Mas, ao depararem com a possibilidade concreta da morte, percebiam que não queriam, de fato, morrer."

O psiquiatra Claudemir Rapeli, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), autor de dois extensos trabalhos sobre suicídio, também constatou esse sentimento em boa parte dos suicidas que atendeu no Hospital das Clínicas de Campinas. "O arrependimento é imediato. Reconhecem que foi uma atitude impulsiva, desesperada, ansiosa." Claudemir conta a história de um rapaz de 18 anos que tentou suicídio tomando um agrotóxico letal. (A substância provoca, em algumas semanas, uma espécie de fibrose pulmonar que impede a respiração normal e o indivíduo morre sufocado.) "Quando ele começou a sentir que não ia melhorar, que os médicos não podiam fazer mais nada, o pânico dele foi comovente", afirma. "A motivação foi banal - uma briga com a namorada por achar que ela o estava traindo. Tomou o veneno para livrar-se da rejeição, mas não queria a morte. Ele pedia a todos os médicos que não o deixassem morrer."

Você pode argumentar que muita gente se vê em situações de grande desespero ou solidão existencial e, mesmo assim, não busca o suicídio. O que faz a diferença? Na verdade, não existe uma personalidade suicida - existe, sim, uma vulnerabilidade emocional (que pode ser trabalhada com o apoio de um parente, um psicoterapeuta ou um amigo). "Quem tem uma estrutura de ego frágil pode não suportar uma grande perda ou um momento de crise e, num impulso, acaba cometendo o suicídio", diz Ingrid Esslinger. O ego se constitui a partir dos primeiros vínculos afetivos, do modo com que o bebê foi cuidado pelas figuras de apego e da educação que a criança recebeu. Um ego fraco não tolera a frustração, não tem capacidade de espera, não suporta lidar com a impotência, com os limites e com os "nãos" que a vida impõe.

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sexta-feira, 3 de novembro de 2006

POR QUE UMA PESSOA SE MATA? - PARTE 2

"Minha cabeça não recupera"

Dados da OMS indicam que o suicídio geralmente aparece associado a doenças mentais sendo que a mais comum, atualmente, é a depressão, responsável por 30% dos casos relatados em todo o mundo. Estima-se que uma em cada quatro pessoas sofrerá de depressão ao longo da vida. Entre os subtipos, a depressão bipolar - em que fases de euforia e apatia profundas se alternam - parece ser a de maior risco. O alcoolismo responde por 18% dos casos de suicídio, a esquizofrenia por 14% e os transtornos de personalidade como a personalidade limítrofe e a personalidade anti-social por 13%. Os casos restantes são relacionados a outros diagnósticos psiquiátricos.

Estudos de autópsia psicológica (feitos com base em entrevistas com amigos, familiares e médicos do suicida) mostram que mais de 90% das pessoas que se mataram no mundo tinham alguma doença mental. Entretanto, doenças psiquiátricas não são condição suficiente para o comportamento suicida, já que outros fatores emocionais, socioculturais e filosóficos também entram em jogo. Na verdade, essas doenças provocam uma vulnerabilidade maior ao suicídio. "É comum que a pessoa, quando está com depressão, tenha pensamentos pessimistas, ache que a vida não vale a pena e que talvez fosse melhor morrer", diz o psiquiatra Humberto Corrêa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Mas a maioria dos deprimidos não tentará se matar. Somente os mais impulsivos e agressivos procuram o suicídio."

Hoje, sabe-se que indivíduos com alteração no metabolismo da serotonina um dos mensageiros químicos mais importantes do nosso cérebro apresentam maior risco de suicídio que os demais. Em sua pesquisa sobre a genética do comportamento suicida, Humberto analisou pacientes com depressão e esquizofrenia e constatou que todos aqueles que haviam tentado se matar tinham a chamada função serotoninérgica diminuída. (Ou seja, problemas no conjunto das etapas que envolvem a participação da serotonina: sua síntese, sua ligação com os receptores celulares e seu transporte. Se há falha em alguma etapa, a atuação desse neurotransmissor se reduz.)

"Quanto maior a intencionalidade suicida e mais letal o método usado, menor a função cerebral da serotonina", diz Humberto. O próximo passo é pesquisar que genes ligados ao funcionamento da serotonina - são mais de 20 - poderiam estar mais associados ao comportamento suicida. Diversos grupos internacionais dedicam-se a estudos desse tipo. O psiquiatra Pavel Hrdina, diretor do Laboratório de Neurofarmacologia da Universidade de Ottawa, Canadá, descobriu que pacientes depressivos portadores de uma mutação no gene responsável por codificar um dos receptores da serotonina apresentavam duas vezes mais chances de cometer suicídio que aqueles sem a mutação. "A alteração nesse gene aumenta o risco de ideação suicida e de tentativas de autodestruição em casos de depressão grave", diz Hrdina. Os cientistas tentam agora entender a relação direta entre a serotonina e o suicídio.

"Há uma forte evidência de que a serotonina inibe o comportamento violento, agressivo e impulsivo. Mas o que sabemos sobre a ligação entre esses comportamentos e o suicídio?", escreve a psiquiatra americana Kay Redfield Jamison, portadora de depressão bipolar, familiarizada com a ideação suicida (ela mesma já tentou se matar) e autora do livro Quando a Noite Cai. "Embora muitos pacientes tenham planos bem formulados para o suicídio, a cronometragem definitiva e a decisão final para a ação costumam ser determinadas por impulso." Portanto, os fatores biológicos são particularmente importantes para a decisão sobre quando apertar o botão "morrer".

A participação genética no suicídio vem sendo pesquisada desde a década de 1920. Um estudo feito na Dinamarca mostrou que os parentes biológicos de pessoas que foram adotadas quando recém-nascidas e que se suicidaram posteriormente tinham taxas de suicídio significativamente maiores que as observadas entre os parentes adotivos. Entre gêmeos idênticos, de acordo com uma pesquisa americana, a possibilidade de um irmão se matar caso o outro já tenha se suicidado gira em torno de 15%. Para os gêmeos não-idênticos, a taxa cai para 2% ou 3%.

Tal componente genético poderia explicar, em parte, os casos de suicídio numa mesma família. Filhos de pais depressivos teriam uma predisposição maior à doença. Por isso, muitos especialistas incluem os parentes de um suicida no grupo de risco. Mas, no caso de padrão familiar para o suicídio, não só a genética pode exercer influência sobre o comportamento, mas também o modelo presente naquele núcleo social. Filhos podem se inspirar na solução que pais suicidas encontraram, por exemplo, de usar a morte como saída para um conflito.

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quinta-feira, 2 de novembro de 2006

POR QUE UMA PESSOA SE MATA? - PARTE 1

A cada 40 segundos alguém se suicida em algum lugar do mundo. Uma das principais causas de morte entre os humanos, o suicídio estarrece, incomoda, silencia. Entenda o que gera o comportamento suicida e como esse gesto externo pode ser evitado



O desespero beira o insuportável. A cada dia, o sofrimento físico ou emocional fica mais intenso e viver torna-se um fardo pesado e angustiante. Sua dor parece incomunicável; por mais que você tente expressar a tristeza que sente, ninguém parece escutá-lo ou compreendê-lo. A vida perde o sentido. O mundo ao seu redor fica insosso. Você sonha com a possibilidade de fechar os olhos e acordar num mundo totalmente diferente, no qual suas necessidades sejam saciadas e você se sinta outro. Será que a morte é o passaporte para essa nova vida?

Atire a primeira pedra quem nunca pensou em morrer para escapar de uma sensação de dor ou de impotência extremas. Parece comum ao ser humano experimentar, pelo menos uma vez na vida, um momento de profundo desespero e de grande falta de esperança. Os adjetivos são mesmo esses: extremo, insuportável, profundo. Mas, aos poucos, os seus sentimentos e idéias se reorganizam. Suas experiências cotidianas passam a fazer sentido novamente e você consegue restabelecer a confiança em si mesmo. Você descobre uma saída, procura apoio, encontra compreensão. Aquele desejo autodestrutivo, aquela vontade de resolver todos os problemas num golpe só, se dilui. E você segue adiante. Muitos, no entanto, não conseguem encontrar uma alternativa. O suicídio, para esses, parece ser a última cartada, o xeque-mate contra o sofrimento, um gran finale para uma vida aparentemente sem sentido, para um presente pesado demais ou para um futuro por demais amedrontador. E eles se matam.

Imperscrutável, no limite, o suicídio não tem explicações objetivas. Agride, estarrece, silencia. Continua sendo tabu, motivo de vergonha ou de condenação, sinônimo de loucura, assunto proibido na conversa com filhos, pais, amigos e até mesmo com o terapeuta. Mas as estatísticas mostram que o suicídio precisa, sim, ser discutido. Trata-se, além de uma expressão inequívoca de sofrimento individual, de um sério problema de saúde pública. Segundo o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 815 mil pessoas se mataram no ano 2000 em todo o mundo - uma taxa de 14,5 para cada 100 mil habitantes. Isso significa um suicídio a cada 40 segundos. A "violência autodirigida", como o suicídio é classificado pela OMS, é hoje a 14ª causa de morte no mundo inteiro. E a terceira entre pessoas de 15 a 44 anos, de ambos os sexos. Não pode mais ser ignorada.

Casos de suicídio muitas vezes são deliberadamente mascarados nas estatísticas oficiais. Suicídios de crianças tidos como morte acidental ou acidentes de automóvel, causados por jovens que dirigem alcoolizados e em alta velocidade: para os especialistas, esses são, sim, atos suicidas. "Se você investigar a vida dessas crianças e jovens semanas ou meses antes da morte, pode identificar sinais de que algo não ia bem", diz a psicóloga Ingrid Esslinger, do Laboratório de Estudos sobre a Morte da Universidade de São Paulo (USP). A poeta americana Sylvia Plath (1932-1963) tentou se matar duas vezes antes de concretizar o suicídio (tais experiências levaram-na a escrever o romance A Redoma de Vidro). Uma das vezes foi um "acidente de carro". Aparentemente, Sylvia perdera os sentidos no volante e deixara o carro sair da estrada e ir ao encontro de um aeródromo. Segundo o crítico literário Alfred Alvarez, amigo da poeta, a própria Sylvia admitiu que saíra intencionalmente da estrada, com o objetivo de morrer.

"Todos já pensamos em suicídio em algum momento na vida. É um pensamento humano. Se não desejamos nos matar, ao menos cogitamos morrer - morrer para escapar do sofrimento, para nos vingar, para chamar a atenção ou para ficar na história", diz o psiquiatra e psicanalista Roosevelt Smeke Cassorla, da Sociedade Brasileira de Psicanálise, um dos maiores especialistas brasileiros em suicídio. "Mas resolvemos continuar vivos e melhorar as nossas condições de vida. O suicídio, então, soa como um desatino. A pergunta que fica é: por que algumas pessoas desistem e outras não?"

Por trás do comportamento suicida há uma combinação de fatores biológicos, emocionais, socioculturais, filosóficos e até religiosos que, embaralhados, culminam numa manifestação exacerbada contra si mesmo. Para decifrá-los, os estudiosos recorrem à "autópsia psicológica", um procedimento que tem por finalidade reconstruir a biografia da pessoa falecida por meio de entrevistas e, assim, delinear as características psicossociais que a levaram à morte violenta.

"Existem causas imediatas predisponentes como perda do emprego, fracasso amoroso, morte de um ente querido ou falência financeira que agem como o último empurrão para o suicídio", diz a psicóloga Blanca Guevara Werlang, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), especialista em autópsia psicológica. "A análise das características psicossociais do indivíduo, porém, revela os motivos que, ao longo da vida, o auxiliaram a estruturar o comportamento suicida. Pode mostrar as razões para morrer que estavam enraizadas no estilo de vida e na personalidade."

Fenômeno complexo, o suicídio configura um assassinato, em que vítima e agressor são a mesma pessoa. "A definição de suicídio implica necessariamente um desejo consciente de morrer e a noção clara de que o ato executado pode resultar nisso. Caso contrário, é considerado morte por acidente ou negligência", diz o psiquiatra José Manoel Bertolote, líder da Equipe de Controle de Transtornos Mentais e Cerebrais do Departamento de Saúde Mental e Toxicomanias da OMS.

O fato de estar consciente de que vai efetuar um ato suicida não elimina, no entanto, o estado de confusão mental que o indivíduo experimenta momentos antes da ação. "Ele não sabe se quer morrer ou viver, se quer dormir ou ficar acordado, fugir da dor, agredir outra pessoa ou, de fato, encontrar o mundo com o qual fantasia", diz Roosevelt. Afinal, o suicida tem diante de si duas iniciativas complexas e contraditórias a conciliar naquele momento: tirar a vida e morrer. O suicídio ocorreria, então, num instante em que a pessoa se encontra quase fora de si, fragmentada, com os mecanismos de defesa do ego abalados e, por isso, "livre" para atacar a si mesma.

Há suicídios e suicídios. Por isso, os especialistas costumam avaliar a tentativa de se matar ou o ato propriamente dito a partir de duas variáveis: a intencionalidade e a letalidade. A primeira diz respeito à consciência e à voluntariedade no planejamento e na preparação do ato suicida. A segunda, ao grau de prejuízo físico que a pessoa se inflige. Existem casos em que o indivíduo demonstra evidente intenção de morrer e alto grau de letalidade, ao optar por um método eficiente. Em outras ocorrências, a vontade de morrer é fraca, apesar de voluntária, e o método escolhido é pouco prejudicial. Ou seja: há casos de suicidas propriamente ditos. E há casos em que a pessoa só está pedindo socorro, implorando para ser resgatada. Claro que há quem não queira enfaticamente a morte mas, por usar um meio perigoso, acabe sendo bem-sucedido.

E outros, cujo objetivo é mesmo acabar com a própria vida, por desconhecimento da maneira mais efetiva de causar danos graves a si mesmos, acabam sobrevivendo. (Aliás, esses, se não receberem tratamento adequado, são candidatos a uma nova tentativa.)

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quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Novembro

Décimo primeiro mês do calendário gregoriano. Para os romanos, era o nono mês (em latim, novem) de um ano composto de 10 meses.


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