terça-feira, 31 de outubro de 2006

Quem é ou o Que é Lula?

Molusco carnívoro pertencente à mesma classe do náutilo, sépia (ou siba) e do polvo. Possui ao redor da boca, dez tentáculos com ventosas, que utiliza para capturar suas presas. Quando se sente ameaçado, lança uma nuvem de tinta.

Classificação científica: ordem Tenthoidea, classe Cephalopoda.


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segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Estado de Graça

"Quem já conheceu o estado de graça reconhecerá o que vou dizer. Não me
refiro à inspiração, que é uma graça especial que tantas vezes acontece
aos que lidam com arte.
O estado de graça de que falo não é usado para nada. É como se viesse
apenas para que se soubesse que realmente se existe. Nesse estado, além
da tranqüila felicidade que se irradia de pessoas e coisas, há uma
lucidez que só chamo de leve porque na graça tudo é tão, tão leve. É
uma lucidez de quem não adivinha mais: sem esforço, sabe. Apenas isso:
sabe. Não perguntem o quê, porque só posso responder do mesmo modo
infantil: sem esforço, sabe-se.
Há uma bem-aventurança física que a nada se compara. O corpo se
transforma num dom. E se sente que é um dom por que se está
experimentando, numa fonte direta, a dádiva indubitável de existir
materialmente.
No estado de graça vê-se às vezes a profunda beleza, antes inatingível,
de outra pessoa. Tudo, aliás, ganha uma espécie de nimbo que não é
imaginário: vem do esplendor da irradiação quase matemática das coisas
e das pessoas. Passa-se a sentir que tudo o que existe - pessoa ou
coisa - respira e exala uma espécie de finíssimo resplendor de energia.
A verdade do mundo é impalpável.
[...]
Sai-se do estado de graça com o rosto liso, os olhos abertos e
pensativos e, embora não se tenha sorrido, é como se o corpo todo
viesse de um sorriso suave. E sai-se melhor criatura do que se entrou.
Experimentou-se alguma coisa que parece redimir a condição humana,
embora ao mesmo tempo fiquem acentuados os estreitos limites dessa
condição. E exatamente porque depois da graça a condição humana se
revela na sua pobreza implorante, aprende-se a amar mais, a perdoar
mais, a esperar mais. Passa-se a ter uma espécie de confiança no
sofrimento e em seus caminhos tanta vezes intoleráveis."

(Clarice Lispector)

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domingo, 29 de outubro de 2006

O NOME DOS NÚMEROS - FINAL

"Mas extrapolar a técnica para todo o universo de um indivíduo é criar um jogo de interpretações infinito", diz Bonder. Certamente não é a opinião dos numerologistas, como o carioca João Bosco Cavalero Viegas, judeu convertido, que começou a estudar cabala há 23 anos, graças ao bisavô materno, um espanhol maçom que lhe deixou uma biblioteca de herança. Bosco já foi jornalista e produtor de moda. Hoje, porém, dá cursos e atende clientes em busca de mapas numerológicos.

"Sei quem me procura de cara", comenta como propaganda de suas habilidades, referindo-se, é claro, ao número da pessoa. Ele próprio, por exemplo, é 3 daí justifica "fazer mil coisas ao mesmo tempo, falar várias línguas". Embora garanta acertar no julgamento que faz dos clientes, o que Bosco lhe oferece são números com duas versões uma, das qualidades que todos gostariam de possuir; outra, dos defeitos inerentes àquele algarismo. Há números, de acordo com ele, positivos apenas em certos casos. Exemplifica: " O número 4 é ótimo para nome de loja, pois dá estabilidade financeira. Mas alguém com um nome 4 é estagnado".

O conceito de que números são forças e que os nomes pelo fato de se associar a um algarismo representam a união de tais forças é antigo na magia. Seu equivalente pode ser encontrado nos contos infantis, com seus sinsalabins, abre-te-sésamos e abracadabras todas palavras dotadas de poderes mágicos. Bosco admite ser muito místico e aproveita qualquer ocasião "até tomando um chope" para divulgar a idéia de que o nome faz a pessoa e ainda imprime o seu destino, junto com a data do aniversário. Mesmo assim, evita rebatizar as pessoas - a última moda em misticismo aplicado, especialidade de outro numerologista carioca, Gilson Chveid Oen (nome verdadeiro).
Por sua causa, a cantora Sandra Sá hoje é Sandra de Sá, o humorista Chico Anísio virou Chico Anysio e provavelmente para decepção de suas fãs o compositor e cantor Jorge Ben quer agora ser chamado de Jorge Benjor. São exemplos de gente conhecida entre as quase 5 mil pessoas que, segundo Gilson, mudaram o nome após visitá-lo. Ele diz se identificar como numerologista "apenas para vender o meu peixe". Então, o que Gilson faz? Sua resposta é que estuda o que chama arcanos cerebrais, de acordo com uma teoria de sua própria lavra que, compara sem corar, é "tão revolucionária quanto a da Relatividade".

Durante dezessete anos esse ex-engenheiro diz ter estudado os símbolos que envolvem o ser humano nas diferentes culturas e depois passou a associar os mesmos símbolos a números de 0 a 9. "O cérebro faz isso, porque como o homem tem dez dedos aprendeu a raciocinar sobre essa base." Dessa maneira, segundo ele, o homem está ligado ao 1 porque, em todas as versões sobre a sua origem, ele chegou antes da mulher. Mas as associações podem durar décadas ou milênios: "Se a mulher dominar o mundo, talvez após mil anos ela deixe de ser associada ao número 2 e passe a ser número 1".
Para Gilson, todo pensamento, som ou imagem tocaria os arcanos cerebrais por suas letras assim como um pianista dedilha as teclas. Se a música em questão aparecer a toda hora, acabará fazendo parte da, digamos, trilha sonora de cada um. Em outras palavras, os estímulos que um nome provoca no cérebro acabariam sendo incorporados por ele.
"São como mantras", diz Gilson, fazendo uma analogia com a tradição hindu de entoar sons que teriam efeitos sobre o corpo e a mente. Um mantra negativo e "moderníssimo" é a palavra futebol, pronunciada em todas as esquinas. "Ela só mexe com arcanos emocionais, e é por isso que todos perdem a cabeça num jogo ou numa discussão sobre o assunto", comenta. Mas o futebol brasileiro, de acordo com essa teoria, ainda se salva pela letra E, do arcano 5 do prazer daí o seu espírito alegre. Em inglês a palavra não tem E e sim A (football), letra inexistente na versão portuguesa e que, segundo Gilson, é do arcano do individualismo - algo aparentemente incompatível com um esporte coletivo. Continuando nesses jogos, a natação soma o mesmo 9 da agressiva luta livre; idem tênis e hóquei, que somam 5.

Certamente, um numerologista justificaria as diferenças fazendo outras análises. Afinal, seu ganha-pão consiste justamente em montar e desmontar palavras, inverter o sentido de sílabas, fazer pirâmides numéricas somando os números dos nomes de dois em dois até restar um. Quem quiser chame isso de ciência. Já em relação à numerologia mística, que não se pretende ciência, é simples questão de fé. O homem é um criador de símbolos, algo que o distingue de todos os outros seres. Assim, quando o numerologista diz que o nome da pessoa que o consulta tem o mesmo número que chuva, maçã, cinza, verão, andorinha ou o que for, o cliente seguramente acabará fazendo uma associação e dará ao nome uma interpretação simbólica. Esta, de uma forma ou de outra, acabará fazendo sentido - porque todas as pessoas são um pouco feias, um pouco alegres, um pouco deprimidas, um pouco céticas, um pouco crédulas.

Os números dos nomes

Para os numerologistas, todas as letras de um nome, somadas e reduzidas a um único algarismo, geram determinada personalidade. Quando a soma é 10, o número é 1. Se for 11, porém, não se faz a redução para 2, porque a numerologia considera esse número sagrado.
1 Trabalha com afinco e consegue o que quer; egoísta, prefere agir sozinho. Por exemplo: Maguila, Fausto Silva, Carlos Drummond de Andrade.
2 Diplomático, pode se tornar um maria-vai-com-as-outras. Perfeccionista, adora conhecer pessoas, desde que não tenha de falar de si. Sigmund Freud, Fernando Sabino.
3 Sempre alegre, é um verdadeiro artista. Não resiste ao esoterismo. Donald Trump, Sílvio Santos, Jô Soares.
4 Lento, detesta novidades. Prefere uma árdua discussão filosófica a um bate-papo descontraído. Ringo Starr, Luíza Brunet, Joelmir Beting.
5 Leviano, adora aventuras. Apesar de inquieto e nervoso, é cheio de magnetismo, especialmente com o sexo oposto. Stephen William Hawking, Gilberto Gil, José Sarney.
6 Símbolo da família, gosta de um lar, doce lar. Odeia bagunça: quer pôr ordem na casa e no mundo. Walt Disney, Sting, Ivo Pitanguy.
7 Pessoa com senso estético apuradíssimo e dona de sentimentos elevados. Mas é péssima para negócios, sendo a vítima ideal para trambiqueiros. Steven Spielberg, Rita Lee.
8 O que ele quer é poder e para isso usa o espírito prático. É especialista em se aproximar de quem possa ajudá-lo a fazer sucesso. Ayrton Senna, Roberto Carlos, Cláudia Raia.
9 Símbolo da loucura, o portador desse número quer ser onipotente e onipresente a qualquer custo. Albert Einstein, Lobão.
11 Responsável por grandes revelações, com vocação para a pesquisa. Nunca lhe falta inspiração. Leonardo da Vinci, Adolph Hitler, Hector Babenco.

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sábado, 28 de outubro de 2006

O NOME DOS NÚMEROS - PARTE 1

Ser o número 1 nisto ou naquilo, no fundo é o que a maioria das pessoas sempre quer. Mas querer não é poder. Quem não pode trate de mudar de nome ou vá comemorar o aniversário em outro dia. Ao menos, é a solução radical que os numerologistas encontram para todo e qualquer problema: relacionando as letras do alfabeto a algarismos, eles calculam todos os números que são parte da vida de uma pessoa. Então, através de análises complicadas, fazem uma série de combinações, subtraem letras aqui, somam letras acolá, resultando desse coquetel de cifras um novo nome, graças ao qual o inocente usuário espera que 1, 2, 3, já a vida, como num passe de mágica, fique cem vezes melhor.

Para a numerologia, que vem contabilizando um número crescente de adeptos, cada algarismo tem significados próprios, positivos e negativos. As letras, por sua vez, são enumeradas de 1 a 9 conforme a ordem alfabética: assim o A tem valor igual a 1; o B, igual a 2; o C, igual a 3; o I, igual a 9; o J, igual a 1 novamente, sempre reiniciando o ciclo, até a última letra, Z. Quando a soma dos valores de um nome ou de uma data resulta em mais de um algarismo, os numerologistas fazem uma redução: por exemplo, 23 transforma-se em 5, porque equivale a 2 mais 3.

Nos receituários dos praticantes dessa modalidade de esporte místico, para conhecer as características da personalidade manda-se somar as letras do nome completo; já os desejos seriam revelados pela soma das vogais; a aparência seria o resultado das consoantes somadas; a data de aniversário representaria o destino. E assim por diante, são tiradas um sem-número de conclusões. No final das contas, essa nova mania é, talvez, uma das mais velhas fascinações do homem - brincar com os números que ele próprio criou atribuindo-lhes poderes e significados muito além da mera expressão de certas quantidades.

É bem verdade que o homem primitivo se veria diante de um problema insolúvel se tivesse de responder quantos lados tem um quadrado. Pois, como os antropólogos descobriram, para ele só havia o 1 e o 2, sendo o 3 literalmente demais. Portanto, desde as sociedades antigas, a idéia de 3 é a do infinito daí, quem sabe, tenha surgido a trindade Pai, Filho e Espírito Santo do cristianismo ou o ato de bater três vezes na madeira, como fazem os supersticiosos ao querer afastar algo para sempre. Foi na Grécia, no século VI a.C., porém, que surgiu um verdadeiro encantamento pelos números, formando-se até uma sociedade secreta, em que os iniciados chegavam a fazer voto de silêncio por vários anos a escola pitagórica.

"Pitágoras ( que viveu entre 580 a 500 a.C., aproximadamente) ficou conhecido como matemático, mas, antes de tudo, era um místico", define o uruguaio César Polcino Milies, que leciona História da Matemática na Universidade de São Paulo. Muito do que hoje é para os cientistas a teoria dos números - que estuda as suas propriedades - foram conceitos que Pitágoras criou, na tentativa ao mesmo tempo religiosa e filosófica de compreender o Universo.

Para os pitagóricos, cada número tinha atributos que se comunicavam às coisas, através das medidas de suas dimensões, por exemplo. E, como "tudo é número"- o lema de Pitágoras -, tudo era animado e divino. O 1, por ser imutável, seria a razão; o 2, que pode mudar, porque dividido por si mesmo dá 1 e multiplicado dá 4, seria a opinião; o 3 seria a criatividade que leva à expansão, porque é o primeiro número que multiplicado por si mesmo dá um resultado 9 maior do que somado, 6; a justiça seria o 4, pois o quadrado tem quatro lados iguais.

Ao descobrir a raiz quadrada de 2, Pitágoras achou que tinha encontrado um número maldito, que não era criação dos deuses porque parecia inexistir na natureza. Diz a lenda que os discípulos do matemático que contassem esse segredo eram condenados à morte. Hoje, ninguém pensaria em usar um amuleto contra a maldição do número 1,4142135. Mas não falta quem prefira se precaver em relação ao 13, azarento de marca maior, abolido das fileiras numeradas de teatros e até de aviões em alguns países. Na hora das refeições, tremem os supersticiosos, o 13 produz os efeitos mais devastadores: se esse for o número de pessoas à mesa, uma delas irá certamente morrer.

A bobagem já dura quase 2 mil anos, pois se acredita que tenha surgido quando Cristo se reuniu aos doze discípulos na Última Ceia, antes de morrer na cruz. A Bíblia, por sinal, é fonte de muitos números místicos, como o 7 das virtudes e também dos pecados capitais ou ainda o 10, dos mandamentos. Interpretando seus textos, um teólogo alemão do século XVI, Peter Bungus, consumiu mais de seiscentas das setecentas páginas que escreveu sobre numerologia para defender a tese de que o número do demônio era 666. Como bom católico, Bungus aproveitou para concluir que o nome do líder de Reforma Protestante, Martinho Lutero (1483-1546) tinha o mesmo valor. Lutero, que não desdenhava uma boa querela, respondeu que 666 era a duração do regime papal, alegrando-se com a idéia de que o papado estaria no fim. Essa briga do diabo é exemplo do uso aleatório da chamada numerologia cabalística, uma invenção dos antigos hebreus para interpretar textos sagrados, mediante a associação de letras e números.
Além do fascínio pitagórico pelos números, a numerologia que hoje se pratica em consultórios - onde um diagnóstico de personalidade ou uma descrição de futuro saía, em fins de maio, por cerca de 100 cruzados novos - também foi influenciada pela cabala.

Cabalisticamente, frases com o mesmo número de palavras do mesmo valor numérico, embora não pareçam ter correlação, podem ser interpretadas juntas. Assim, quando a Bíblia menciona que Eleazar reuniu 318 soldados para salvar Lot, sobrinho do patriarca Abraão, o tamanho da tropa pôde chamar a atenção por ser tão preciso. "É que o valor numérico de Eleazar é 318", explica César Polcino, que apesar de matemático se interessa por misticismo e até acredita que cada número é uma espécie de força - confissão um tanto herética na sala onde ele trabalha, repleta de severos livros de Álgebra.

De seu lado, embora admita conhecer pouco a nova numerologia, o carioca Nilton Bonder não tem a mesma fé de que por trás de seu nome - cuja soma é 4 - existam números responsáveis, por exemplo, por seu gosto pelo surfe. Sua opinião é alicerçada pelo conhecimento do judaísmo que sua função de rabino exige. "A numerologia da cabala serve para inúmeros jogos de interpretação", nota ele. "Mas tudo é feito dentro de um contexto limitado, como os versículos bíblicos. Então, se brinco com números e chego a outro número, isso tem de fazer sentido no texto." Ele cita o exemplo da palavra crianças em hebraico (ieladim), cujo valor é a soma de pai (aba) e mãe (íma) nessa língua, como se também aí a união do casal gerasse filhos.

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sexta-feira, 27 de outubro de 2006

A mística linguagem da cabala


Pode-se dizer que a cabala é uma ciência milenar que trata sobre o conhecimento da palavra. O cabalista se interessa, ante de tudo, pelo uso prático da palavra universal e, em conseqüência, do uso das letras que conduz ao conhecimento da linguagem cósmica. A mística cabalística tem sua origem no oriente e existe desde os tempos mais primitivos.

Desde o surgimento da humanidade, os iniciados transmitem a mística cabalística, como se ela fosse uma tradição, passando-a de uma raça para outra.
Cabala é a ciência das letras, a ciência da palavra e da linguagem. No entanto, de forma alguma, é a ciência da linguagem intelectual, mas da universal. A denominação cabala é de origem hebraica, mas, na mística judaica, o conhecimento sobre a cabala encontra sua origem no antigo Egito. Alguns sistemas religiosos possuem outra denominação para esta ciência. Assim, por exemplo, na Índia e no Tibete a ciência da palavra se denomina "Tantra". Em outros sistemas religiosos, existem as "fórmulas", e assim por diante.

A verdadeira cabalística das letras está construída sobre as analogias das leis universais. A mística cabalística universal é algo muito diferente da pura exercitação do deslocamento da consciência, à margem de que para isso sejam utilizam só letras isoladas ou mantras. As leis universais e suas analogias devem ser levadas em consideração no espírito, alma e corpo, quando se trabalha de forma prática.

Na mística cabalística, o cabalista não trabalha só com a consciência; aprende a empregar na prática letras e depois palavras compostas (fórmulas) com as quatro propriedades fundamentais de seu espírito, ou seja, com a vontade, o intelecto, o sentimento e a consciência (imaginação).

O fato de que no início devem-se manter separadas as quatro propriedades fundamentais do espírito para poder depois projetar na esfera do espírito, da alma e da matéria uma letra, suas energias e correspondências, com as quatro propriedades fundamentais do espírito em conjunto, em si mesmo e fora de si mesmo, se corresponde com a construção da verdadeira cabala, da verdadeira mística cabalística

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quinta-feira, 26 de outubro de 2006

O Procurado


O sujeito vai pedir aumento pro chefe:

— Eu acho melhor o senhor me promover! Tem muitas empresas me procurando...

— É mesmo? — pergunta o chefe, irônico — Quais são essas empresas?

— A empresa de eletricidade, a empresa de saneamento, a empresa de telefone e as maiores empresas de cobrança do país!

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quarta-feira, 25 de outubro de 2006

DEDICAÇÃO


Roberto Shinyashiki



Dedicação é a capacidade de se entregar à realização de um objetivo.

Não conheço ninguém que tenha progredido na carreira sem trabalhar pelo menos doze horas por dia nos primeiros anos.

Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.

Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá de se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.

Se quiser um casamento gratificante, terá de investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.

O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem.

Mas, para conseguir um resultado diferente da maioria, você tem de ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.

Não se compare à maioria, pois, infelizmente, ela não é modelo de sucesso.

Se você quiser atingir uma meta especial, terá de estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.

Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.

Terá de trabalhar, enquanto os outros tomam sol à beira da piscina.

A realização de um sonho depende da dedicação.

Há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica.

Mas toda mágica é ilusão.

A ilusão não tira ninguém do lugar onde está.

Ilusão é combustível de perdedores.


"Quem quer fazer alguma coisa encontra um meio.

Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa".

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terça-feira, 24 de outubro de 2006

ARROZ CARRETEIRO

INGREDIENTES:

- 5 kg de Arroz
- 1 1/2 kg de bacon
- 4 kg de carne seca
- 2 kg de lingüiça calabresa defumada
- 2 kg de lingüiça mista
- 1 kg de cebola
- 2 cabeça(s) de alho
- 1 litro(s) de óleo de soja

MODO DE PREPARO:

Corte a Carne Seca em cubo e ferva 2 vezes trocando de água a cada fervura para retirar o excesso de sal.

Fritar o bacon até dourar e reserve, frite as lingüiças e reserve.

Em seguida colocar o alho e depois a cebola e deixe refogar até dar o ponto.

Em seguida coloque a carne seca ,a lingüiça e o bacon, deixe dar uma boa refogada depois coloque o arroz, e frite.

Coloque a água fervente o necessário e deixe secar até servi-lo.

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segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Tartaruga em cima do poste...

Enquanto suturava uma laceração na mão de um velho lavrador (ferido por um caco de vidro indevidamente deitado na terra), o médico e o doente começaram a conversar sobre o Lula.
E o velhinho disse:
- Bom, o senhor sabe...o Lula é uma tartaruga num poste...
Sem saber o que o camponês quer dizer, o médico perguntou o que era uma tartaruga num poste.
A resposta foi:
- É quando o senhor vai por uma estradinha e vê um poste da vedação de arame farpado com uma tartaruga equilibrando-se em cima dele. Isto é uma tartaruga num poste...
O velho camponês olhou para a cara de espanto do médico e continuou com a explicação:
- Você não entende como ela chegou lá;
- Você não acredita que ela esteja lá;
- Você sabe que ela não subiu lá sozinha;
- Você sabe que ela não deveria nem poderia estar lá;
- Você sabe que ela não vai conseguir fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
- Então tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá!

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domingo, 22 de outubro de 2006

O FUTURO DO TELEFONE - FINAL

O napster do telefone

É claro que, se você está fazendo ligações quase de graça, alguém está deixando de ganhar dinheiro com isso. Por esse motivo, empresas telefônicas de todo o mundo pressionam as autoridades para que criem regras específicas para VoIP. Além de levantar questões como segurança e privacidade do novo serviço, o que está em jogo é uma longa tradição de concessões, monopólios e muito, muito dinheiro para quem manda nesse mercado.

A polêmica é parecida com aquela que surgiu no nascimento do Napster, o clássico programa de troca de arquivos de música. Não por acaso, o criador do Skype, o sueco Niklas Zennström, também ajudou a desenvolver o Kazaa, um dos programas P2P mais usados em todo o mundo para trocar músicas pela Internet. No caso da música, as gravadoras haviam investido milhões para criar discos que estavam sendo distribuídos de graça por pequenas empresas na internet. Na telefonia, as operadoras tradicionais investiram milhões para criar uma infra-estrutura que transmite voz e dados. Só que as empresas de VoIP usam essa mesma rede para distribuir a um custo baixíssimo as mesmas ligações. O mais assustador para qualquer operadora é que, hoje, qualquer pessoa, no país em que estiver, pode criar uma operadora de telefone de alcance mundial. Crie um bom programa, junte a tecnologia necessária e saia vendendo ligações a preços baixos.

É claro que isso ia terminar em disputas legais furiosas. O primeiro país a se levantar contra a novidade foi a Costa Rica, que propôs a criação de uma legislação que transformava uma simples ligação VoIP em crime. Detalhe: segundo o jornal local La Nación, cerca de 20% das ligações internacionais que partem do país já ocorrem via Skype. Mas o centro de todas as discussões são, evidentemente, os Estados Unidos. Por enquanto, prevalece lá a idéia de que o VoIP é um serviço de dados e, portanto, deve sofrer a mesma regulação que os e-mails (ou seja, quase nenhuma). Uma operadora da Carolina do Norte chegou a ser multada por bloquear tráfego de ligações VoIP. No Brasil, a situação é parecida: apesar de muita polêmica, não há ainda regras específicas. Detalhe picante: a própria Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) usa VoIP para interligar seus escritórios.

Apesar de tanto barulho, já dá para apostar que as ligações baratas tenham vindo para ficar. Assim como o Kazaa e outros serviços de troca de músicas pela internet, que se instalaram em países onde as leis são favoráveis a seus negócios, o VoIP sempre conseguirá achar onde crescer. E, de lá, todo o mundo poderá acessar o serviço de telefonemas de baixo custo. Talvez você não soubesse ainda, mas o mundo do telefone já mudou.

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sábado, 21 de outubro de 2006

O FUTURO DO TELEFONE - PARTE 1

A partir de hoje, a sua conta de telefone pode ficar mais barata. Só depende de você e de uma série de programas de computador. Talvez pareça estranho, mas a internet, até então famosa por aumentar as contas de telefone de quem fica muito tempo online, está levando milhões de pessoas em todo o mundo a fazer ligações quase de graça. E não é só isso: em breve, ela pode revolucionar a forma como usamos o telefone, o computador e até a televisão.

É o novo mundo da telefonia via internet ou VoIP, sigla em inglês para "voz sobre protocolo de internet". São softwares que convertem a voz em pacotes de dados que são enviados pela rede à qualquer parte do mundo. A tecnologia existe há mais de uma década, mas só no último ano amadureceu a ponto de oferecer uma boa qualidade de som e de ser fácil de usar. A resposta do público tem sido rápida: o software mais popular de VoIP, o Skype, ganha 155 mil adeptos a cada dia e já reúne 290 milhões de usuários no mundo 4 milhões deles no Brasil, segundo o Ibope. Até grandes provedores de internet americanos já começam a oferecer serviços parecidos.

Entrar nessa onda não é difícil: basta ter uma conexão com a web, microfone, caixas de som e um programa que faça ligações. Enquanto os telefones comuns precisam transformar sua voz em impulsos elétricos e encaminhá-la por várias centrais até achar o destinatário, o VoIP faz uma ligação como se ela fosse um e-mail. A principal vantagem é o preço. Uma chamada de dez minutos para Tóquio, que custaria cerca de 19 reais no telefone comum, sai de graça na internet se as duas pessoas tiverem o mesmo programa. Se não, elas ainda podem fazer ligações para telefones comuns ao custo de alguns centavos por minuto, não importa o lugar do mundo para onde se está ligando.

O sucesso da tecnologia tem aberto novas portas. Já existem um adaptador (chamado ATA), que conecta um aparelho comum à internet ou a uma rede local especialmente para fazer ligações. Também já estão à venda telefones desenvolvidos exclusivamente para ligações por internet. A única diferença é que, em vez daquela tomada quadradinha, eles possuem uma tomada de rede, que os liga diretamente à web. E, nos próximos anos, pode esperar celulares e até televisores prontos para conversas por internet.

Muda tudo

Junte um telefone e um computador e você terá um monte de recursos legais. Alguns dos sistemas, por exemplo, enviam por e-mail as mensagens de voz que chegam à sua caixa postal. Em breve, você poderá anexar arquivos a ligações telefônicas, da mesma forma como fazemos hoje com o correio eletrônico. Também vai dar para unir voz e dados para facilitar a hora de fazer pedidos ou preencher formulários em pizzarias, hospitais e órgãos governamentais. Isso sem falar em jogos online que combinem conversas e imagens.

É provável que, em breve, outro fator entre na brincadeira: a televisão. Se algumas operadoras de TV a cabo já oferecem serviços de internet, por que não incluir o telefone no pacote? Dessa união pode sair, por exemplo, a possibilidade de fazer videoconferências pela televisão ou pelo computador algo que já existe há algum tempo, mas ainda se restringe a algumas salas de bate-papo com vídeo na internet. Além disso, se o telefone tocasse no meio da novela, uma mensagem na TV poderia dar o número da pessoa que está chamando.

O passo seguinte será entrar no mercado de telefonia celular. Já existem alguns lugares públicos nas grandes cidades onde é possível acessar a internet por meio de ondas de rádio e a tendência é que, nos próximos anos, a cobertura desse tipo de serviço aumente. Na Filadélfia, Estados Unidos, a prefeitura espera implantar já nas próximas semanas uma rede sem-fio que cobrirá os 350 quilômetros quadrados da cidade. Em toda essa região, qualquer um poderá acessar a internet de graça. Basta então um telefone sem-fio equipado com VoIP para ligar de forma barata em qualquer canto da cidade.

Mas existem riscos. Por ser uma tecnologia ainda pouco estudada, ninguém sabe muito bem o quanto ela é vulnerável a ataques. O telefone poderia ser usado para espalhar vírus, por exemplo, ou como porta de entrada para os sistemas eletrônicos de empresas. E quanto mais pessoas em mais lugares usarem a nova tecnologia, maiores serão os prejuízos no caso de um ataque em massa. Esse medo tem levado a grandes investimentos para melhorar a tecnologia e tem aumentado bastante as polêmicas, que já não eram poucas.

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sexta-feira, 20 de outubro de 2006

Reflexão Diária


"Aquele que mais estima o ouro do que a virtude há de perder a ambos."

Confúcio

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quinta-feira, 19 de outubro de 2006

Imagem do Dia


Gol - Linhas Aéreas Inteligentes S/A - conhecida como "Aeropovo"

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quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Numa Tacada só

Veja o que se faz com apenas uma tacada!

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terça-feira, 17 de outubro de 2006

Não Perca!

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domingo, 15 de outubro de 2006

Bom Início de Semana

O que me tranqüiliza é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.
O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.
Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.
O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.
Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

(Clarice Lispector)

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Medicina Ayurveda - Final

O relógio da natureza

Se fosse para seguir os Vedas ao pé da letra, teríamos de nos aquietar como os passarinhos depois do pôr-do-sol. Mas como conseguir isso, se já tem luz elétrica na aldeia e a agenda tem mais compromissos do que horas do dia disponíveis?
A alternância de ação e repouso, proposta na rotina ayurvêdica, é um tremendo desafio, mais premente que nunca. Só muito recolhimento e muita meditação para fazer frente a esse tempo nervoso - um típico distúrbio coletivo do dosha Vata, na análise do médico Aderson Moreira da Rocha, presidente da Associação Brasileira de Ayurveda.

"Como tudo é cíclico, o que virá depois dessa loucura será um retorno aos hábitos simples", afirma a professora Márcia De Luca. Segundo ela, quem não aprender a se aquietar vai sucumbir. "O futuro pede intuição, criatividade, competências desenvolvidas no silêncio, na meditação, de dentro para fora. Já nos afastamos demais de nós e da natureza. Toda doença é saudade do lar."

Muito além da saúde, essa volta para casa promete felicidade mesmo, acesso pleno ao poder sem tamanho do universo. O caminho, invariavelmente, é o do autoconhecimento, esse "remediozinho ayurvêdico" sem contra-indicação nem prazo de validade, que vem sendo receitado há uns cinco mil anos.

vata - O humor do movimento

Vata governa a circulação, a respiração, o fluxo de idéias, sentimentos e pensamentos. A pessoa é agitada, magra, com estrutura física leve e organismo seco. Tem olhos pequenos e lábios finos.

Sente muito frio e odeia vento. Os passos são rápidos. É tagarela e não escuta os outros. É instável no apetite, no sexo e no humor. Em desequilíbrio, é ansiosa e sofre de insônia. Em equilíbrio é entusiasmada, muito criativa, ágil e comunicativa.

Vata se desequilibra no outono e deve evitar agitação.

kapha - O humor da estabilidade

Kapha governa a estrutura corporal.

A pessoa tem constituição pesada, ombros e quadris largos. Tem tendência a engordar e, às vezes, é atarracada. A pele, os olhos e os cabelos são bonitos, lubrificados.

Os lábios, grossos. A digestão é lenta e as ações idem. Apresenta letargia matinal, tende à depressão e é sensível à umidade e ao frio. No amor e no sexo é constante e sensual. Em equilíbrio, é diplomática, amorosa e tolerante - finalmente, um dosha que sabe ouvir. Em desequilíbrio, é preguiçosa, pessimista e apegada ao passado. Kapha se desequilibra no inverno e deve evitar buscar conforto emocional na comida.

pitta - O humor do fogo

Pitta rege o metabolismo, as transformações químicas do corpo, a fome, a sede, a energia e a temperatura corporal. A pessoa tem estrutura média, não é gorda nem magra.
A pele é clara e quase sempre com sardas. Tem muito apetite, é sensível ao calor e transpira demais. Extrapola na comida (mas não engorda), no sexo e no trabalho. Fala menos que Vata, mas também não escuta o outro, porque se sente superior.

Em desequilíbrio, tem temperamento inflamado: julga e critica, é intolerante e irritada. Em equilíbrio é perfeccionista e determinada. Pitta se desequilibra no verão e não pode abusar do sol.

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sábado, 14 de outubro de 2006

Medicina Ayurveda - Parte 3

A busca da pureza

O segredo da saúde, nessa medicina, é reconhecer, eliminar e reduzir a captação de toxinas, que bloqueiam o fluxo da energia vital. É claro que um médico pode fazer muito para que cheguemos lá, mas o auto-estudo é fundamental: cada um precisa aprender a ligar seu próprio detector de venenos.
Na guerra às toxinas, a meditação é arma obrigatória, indicada como prática diária para higienizar a mente. A dieta alimentar, que é adequada a cada dosha, é outra forma de controlar o acúmulo de impurezas.

Acontece que um filme de ação pode ser mais tóxico que uma feijoada - isso depende da sensibilidade de cada um. Podemos não perceber como a saúde é afetada por uma cena na TV ou uma palavra atravessada, mas o saber hindu dá extrema importância ao que entra pelos buracos da nossa cabeça. Como é através dos sentidos que se conversa com o universo, as práticas da ayuverda querem refiná-los, para que sempre extraiam do meio um máximo de energia e um mínimo de toxinas. Natural que a massagem tenha tanta ênfase: a pele, além de ser nossa proteção, é o maior órgão dos sentidos.

Massagem na alma

Você pode ler a teoria, mas outra coisa é deitar, fechar os olhos e se entregar, por exemplo, ao conforto que vem de um fio de óleo morno, descendo contínua e lentamente sobre a testa. Esse toque curativo, sem mãos, chama-se "shirodara" e é só isso mesmo: sobre a cabeça do felizardo, a tigela presa a um suporte verte um preparado de ervas medicinais.

Na sessão, a percepção vai sendo atraída, suavemente, para o ponto, entre as sobrancelhas, que está sendo acariciado pelo calor e a viscosidade do líquido. O relaxamento é tanto que há um vislumbre de expansão de consciência, talvez porque o estímulo esteja localizado na região conhecida como "terceiro olho" o chakra ligado à nossa espiritualidade.

Naqueles 60 minutos, nada mais existe, só o prazer de estar ali. Não há turbulência mental que resista ao poder de shirodara. A técnica harmoniza os hemisférios cerebrais, combate estresse, depressão e insônia.

Todo mundo merece, também, passar pela "abhyanga" (que significa "mãos amorosas"), a massagem ayurvêdica mais difundida. A pessoa é banhada em muito óleo morninho e tem os dois lados do corpo friccionados ao mesmo tempo, por quatro mãos sincronizadas.

A técnica, usada para acelerar a liberação de toxinas e fortalecer o sistema imunológico, tem uma versão de automassagem, para ser feita todo dia, e uma dedicada aos bebês.

E é mesmo como um bebê que a pessoa é recebida e cuidada, na versão da abhyanga a quatro mãos. É fácil regredir ao útero em meio a tanta proteção, num leito quente e inundado de óleo. As manobras ritmadas dos terapeutas, um à esquerda, outro à direita da maca, dão mais coerência ao corpo. É como se tudo se encaixasse quando os seus dois lados ganham toques simultâneos. É como se você deixasse de ser cabeça, tronco e membros para se sentir um todo.

Outra delícia é a massagem que ativa os "marmas", os centros de energia vital onde os tecidos do corpo se encontram, na definição do doutor Bokulla. Os marmas, também vistos como elos entre matéria e consciência, correspondem aos pontos trabalhados na medicina chinesa.

Como há por aí um uso não lá muito ético do nome da ayurveda, antes de deitar e relaxar é melhor perguntar como, onde, com quem e em quanto tempo o massagista se formou. Não custa saber que o Estado de Keralla, no sul da Índia, é o berço e a cena dessa ciência; que a Califórnia é o grande centro de estudos e difusão; que os médicos norte-americanos David Frawley e Vasant Lad são os únicos ocidentais considerados no métier e, principalmente, que ninguém vira terapeuta ayurvêdico após um workshop de fim de semana.

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sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Medicina Ayurveda - Parte 2

Os três humores

Combinações entre os elementos geram os três princípios da ayurveda: são os "doshas" (tipos), ou humores, através dos quais a inteligência do universo se expressa nas pessoas.

Espaço mais Ar dão o biótipo "Vata", que representa movimento, agilidade. É a instabilidade do vento. Fogo e (pouca) Água dão "Pitta", que representa metabolismo, irritabilidade. É a combustão do fogo. Terra e (muita) Água dão "Kapha", que representa estrutura, estabilidade. É o peso da lama.

Uma piada ayurvêdica ajuda a entender como esses humores nos regem. Se um avião atrasa, o passageiro do tipo Vata reage preocupado, antevê um desastre na sua agenda e dá um jeitinho de se culpar pelo incidente: "Eu devia ter previsto isso. E agora?" O passageiro Pitta, decerto irritadíssimo, ameaça o representante da companhia e cobra uma solução, com o rosto rubro de raiva. O passageiro Kapha, bem zen, aproveita a confusão e faz uma boquinha na lanchonete.

Cada dosha tem comportamento, traços físicos e metabolismo próprios. Não que a ayurveda catalogue toda a fauna humana em três estereótipos. Ao contrário, cada pessoa é tratada como única a grande diferença em relação à medicina ocidental. Um médico indiano não cura nem gripe usando a mesma receita para dois indivíduos.

Todo mundo recebe influências de Vata, Pitta e Kapha, em proporções diferentes. É mais comum a pessoa ter um dosha dominante e outro em proporção elevada. Nesse caso é classificada como Vata-Pitta, Kapha-Vata etc. A leitura da descrição de cada dosha ajuda na identificação mas para um diagnóstico preciso só mesmo numa consulta ao vivo.

Serpente, rã e cisne

Sempre se espera um pouco, num velho sofá coberto por um pano: estamos na clínica-casa do professor-doutor Bokulla Ramachandra Reddy, maior autoridade em ayurveda em nosso continente, o único médico indiano radicado no Brasil. É dono de um monte de títulos, mas não tem jeito de medalhão. Ele mesmo atende o telefone, ele mesmo abre o portão para os pacientes. E chama a todos de "amigo" e "amiga". Na despedida, inclina-se e junta as mãos no peito em clássica saudação de "namastê" (o mesmo que "o Deus que mora em mim saúda o Deus que mora em você").

A mesa do doutor Bokulla pode ser pequena para tanto papel, mas é boa porque deixa mínima distância entre quem senta atrás e à frente dela. Fica protegida pela imagem de Ganesh, o removedor de obstáculos da mitologia hindu. Nas paredes, há fotos do médico abraçado com o amigo Deepak Chopra e com a amiga Márcia De Luca. Num sotaque forte, às vezes duro de entender, ele fala baixo e pouco, mas o que interessa mesmo é que observa, e muito.

O diagnóstico começa com o exame do pulso. Bokulla usa os dedos indicador, médio e anular para perceber as freqüências de Vata, Pitta e Kapha os três diferentes humores da ayurveda.

Com diferentes pressões, mede 15 pulsações, rastreando a situação de órgãos e tecidos e detectando desequilíbrios, antes que virem doença. "O pulso de Vata é rápido e irregular, igual ao deslizar da serpente. O de Pitta é quente e ativo como os pulos de uma rã. A pulsação de Kapha é lenta, estável como um cisne nadando", afirma.

Para o seu olhar treinado, o rosto é outro mapa do estado físico e emocional: "Rugas revelam tudo. Se houver distúrbio, estará indicado na face, o espelho da mente". Da sua visão não escapa, por exemplo, aquela linha vertical entre as sobrancelhas, que do lado direito indica emoções reprimidas no fígado, mas do lado esquerdo aponta problemas no baço.

Depois do diagnóstico, Bokulla monta um tratamento com dietas, massagens, exercícios, meditação e remédios de ervas. Tudo para purificar corpo, mente e espírito.

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quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Medicina Ayurveda - Parte 1

O nome é áspero ao ouvido ocidental, a teoria é vasta e a embalagem, exótica. Mas a ayurveda, ou "ciência da vida", é simples. Tem um pouco dela nos hábitos da roça, nos conselhos das mães e em toda cura baseada na observação da natureza, como a praticada pelos índios.

Antigüidade não é selo de qualidade. O que fascina na medicina indiana não é tanto a origem milenar mas a facilidade de se renovar e adaptar a culturas e épocas. Sua força não está no passado, tem a ver com o presente. Hoje, a ayurveda é a segunda razão que leva turistas à Índia (a primeira é a busca religiosa). Na Europa e nos Estados Unidos, há um mercado forte de remédios, temperos e cosméticos dessa linha terapêutica.

Por aqui, a despeito de termos 80% das plantas usadas na Índia, a ayurveda ainda é coisa de spa de luxo e clínica de beleza. E é pena que um método preventivo e barato fique restrito à elite e à estética, quando até a Organização Mundial de Saúde o recomenda aos países pobres.

O rejuvenescimento é só o efeito mais vistoso de um sistema completo, que trata corpo, mente e espírito. De início, a teoria diz o óbvio: somos parte da natureza, devemos nos alinhar a ela para viver mais e melhor. Saúde pede integração. E conhecimento.

A cartilha ayurvêdica classifica de "ignorância" a aceitação do mundo físico como única realidade. Nosso corpo (e toda a Criação) seria a manifestação restrita e transitória de uma consciência maior. A matéria é tida apenas como uma espécie de ilusão. Essa concepção vem dos Vedas, os velhos textos hindus que nos mandam levantar o véu de "maya" (ilusão), ou seja, ver a essência por trás da aparência.

Por aqui essa história pode soar religiosa demais, mas graças a Deus o médico indiano Deepak Chopra já adaptou a coisa toda à mentalidade ocidental. Usando conceitos da física de ponta, ele mostrou que a ayurveda não faz mágica quando altera a matéria alterando a energia, já que esta vem antes daquela. "O corpo físico é um rio de átomos, a mente é um rio de pensamentos e o que os mantém unidos é um rio de inteligência", escreveu ele no livro O Caminho da Cura (Editora Rocco).

Entrando no fluxo

Chopra gosta de dar o exemplo dos ossos, que, apesar da aparente solidez, se renovam a cada três meses, célula por célula. É mais que um exemplo, é um alento para quem quer transformação. Parece tarefa hercúlea mudar o corpo, o estado de espírito, a vida? A ayurveda diz assim: olha como tudo muda o tempo todo no universo; aproveite, entre no fluxo, seja o universo e mude você também.

É essa "genial simplicidade" que torna a tradição tão atual, nas palavras do médico ayurvêdico Danilo Maciel Carneiro: "A física quântica já mostra que matéria e energia são uma coisa só". É a ciência atravessando o véu de maya.

A consciência que move o mundo, na visão ayurvêdica, se manifesta por meio de Espaço, Ar, Fogo, Água e Terra. A "matéria-prima" é sempre essa, mas reunida de formas diferentes, o que resulta na diversidade que vemos.

Comprar essa idéia é meio como assumir a responsabilidade pelo cosmo, porque se você e eu e tudo o mais somos os cinco elementos, estamos conectados para o bem e para o mal, sujeitos às mesmas forças.

Cada ação individual pode gerar saúde ou desequilíbrio, para o indivíduo e a humanidade inteira. "Um pensamento negativo aqui causa um ato violento lá na China", afirma a consultora de ayurveda Márcia De Luca, autora do livro A Idade do Poder (Tornado Editorial).

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quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Reflexão do Dia


"Há muitas pessoas vivendo numa prisão imaginária, são os prisioneiros de suas próprias mentes, ali jogados pelas limitações impostas a sí mesmas, aceitando a pobreza e a derrota."

Andrew Carnegie

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terça-feira, 10 de outubro de 2006

FELICIDADE


Um sonho é para ser realizado, e o seu está cada vez mais maduro.

Tenha atitudes positivas: a noite você sonha, de dia realize.

Leve seu pensamento a Deus diariamente e agradeça tudo que conquistar.

Por favor, não se compare com ninguém. Entenda de uma vez por todas que você é único.

Lance seu desafio ao Universo e diga: - Agora é a minha vez!

Sua determinação é do tamanho da sua necessidade.

Uma estrada só se vence quando se dá o primeiro passo e sem olhar para a distância.

As boas novas se conquistam com pequenos gestos.

Faça de cada dia, um novo dia de vitória. Esqueça o passado, perdoe !

Liberte-se de qualquer amarra que possa te segurar no cais da tristeza.

Insista mais um pouco, dê mais um passo. Cuide de seus pensamentos e suas palavras.

Use tudo com bom senso. Invista na sua paz, diga 'não', quando precisar.

Dedique alguns minutos para cuidar de você diariamente.

Apaixone-se por tudo o que for fazer.

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segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Legião Urbana - Ainda é cedo

Uma menina me ensinou
Quase tudo que eu sei
Era quase escravidão
Mas ela me tratava como um rei
Ela fazia muitos planos
Eu só queria estar ali
Sempre ao lado dela
Eu não tinha aonde ir
Mas, egoísta que eu sou,
Me esqueci de ajudar
A ela como ela me ajudou
E não quis me separar
Ela também estava perdida
E por isso se agarrava a mim também
E eu me agarrava a ela
Porque eu não tinha mais ninguém
E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo

Sei que ela terminou
O que eu não comecei
E o que ela descobriu
Eu aprendi também, eu sei
Ela falou: - Você tem medo
Aí eu disse: - Quem tem medo é você
Falamos o que não devia
Nunca ser dito por ninguém
Ela me disse:
- Eu não sei mais o que eu
sinto por você. Vamos dar
um tempo, um dia a gente se vê

E eu dizia: - Ainda é cedo
cedo, cedo, cedo, cedo

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domingo, 8 de outubro de 2006

ESSA ONDA PEGOU - FINAL

Já a teoria apresentada por Schrödiner no ano seguinte, ao assumir como verdade física a hipótese da natureza ondulatória do elétron proposta por De Broglie, partia de idéias muito familiares aos cientistas da década de 20.

O próprio Schrödinger perceberia mais tarde que, embora partissem de pressupostos diferentes, as duas interpretações chegavam a equações absolutamente equivalentes. Era como se a realidade respondesse da mesma maneira, não importando a forma como a pergunta fosse feita. Conceitos como partículas e ondas são analogias talvez necessárias para se imaginar o mundo do átomo; mas é preciso ter claro que não são mais do que analogias. Como afirma o físico inglês John Gribbin, autor do livro À procura do gato de Schrödinger, "os átomos se parecem com átomos, e nada mais".

A dualidade da matéria, que ora se comporta como partícula ora como onda, cria situações inimagináveis ao nosso senso comum. Um efeito quase fantasmagórico é o que ocorre, por exemplo, na própria emissão daquelas partículas alfa descobertas por Rutherford. As partículas alfa estão longe de ter um nível de energia suficiente para ultrapassar o poderosíssimo campo de força que mantém os núcleos atômicos coesos: sua emissão, portanto, seria simplesmente impossível nos termos na Física clássica. Mas o caráter de onda de que também as partículas alfa são dotadas possibilita a passagem. O fenômeno, que ocorre com outras partículas subatômicas, como o elétron, é conhecido como efeito túnel e só pode ser explicado a partir da Mecânica Quântica.

Esses fatos todos parecem paradoxais porque nosso senso comum foi formado a partir de experiências cotidianas que não têm nada a ver com a realidade existente na escala do átomo. Conceitos como partícula e onda, tomados de empréstimo ao arsenal de idéias derivadas de experiências macroscópicas, permitem apenas uma explicação muito imperfeita do menos que microscópico mundo subatômico. A rigor, um elétron não é nem uma partícula nem uma onda, mas um outro nível de realidade, cujo comportamento às vezes pode ser associado ao de uma partícula e às vezes ao de uma onda.

A precariedade dos conhecimentos sobre o mundo subatômico não impede, porém, que tiremos bom proveito deles. Uma das aplicações tecnológicas do efeito túnel ocorre com o microscópio eletrônico, que substitui com grande vantagem os microscópios óticos. Nestes, os raios de luz são aproveitados através de lentes. Nos outros, feixes de elétrons são aproveitados através de campos eletromagnéticos. Como o comprimento das ondas eletrônicas é muito menor que o das ondas luminosas, o microscópio eletrônico acaba tendo um grau de definição muito maior que o dos microscópios óticos.

Será que a natureza ondulatória da matéria se restringe ao mundo subatômico?

Aparentemente, não. Ela já foi verificada também em relação a átomos completos. em princípio, não é fora de propósito dizer que todos os corpos do Universo têm uma onda associada: isso vale para os seres vivos como para os planetas, estrelas, galáxias e o Universo inteiro. Por que então não se pode perceber a onda de um homem ou de um planeta? O motivo é simples. O comprimento de onda diminui à medida que a quantidade de movimento do corpo aumenta. E esta depende não apenas da velocidade do corpo, mas também de sua massa. Como a massa de um corpo humano para não falar na de um planeta -é fantasticamente superior à de um elétron, o comprimento da onda associada ao homem é tão pequeno que escapa à detecção mais acurada.

O gato morto-vivo

Pegue um gato, um frasco de veneno-cianureto de potássio, por exemplo-, um martelo, um contador Geiger usado para medir radiatividade e, por fim, certa quantidade de material radiativo. Coloque tudo isso numa caixa e feche. Agora imagine: quando o material radiativo emitir uma partícula alfa, o contador Geiger registrará o fato e acionará um mecanismo que fará o martelo quebrar o vidro de cianureto. Resultado: o gato morre. Não há nenhuma lei da Física que informe o momento exato em que a partícula vai ser emitida. Imagine então que a probabilidade do material emitir a partícula em qualquer momento seja exatamente 50 por cento. O que estará acontecendo com o gato?

Se a partícula foi emitida, o contador registrou, o martelo quebrou o frasco e o gato morreu. Se a partícula não foi emitida, nada disso aconteceu e o gato deve estar pensando: "Que mal eu fiz para me enfiarem dentro desta caixa?" Um cientista, do lado de fora, não tem como saber se ocorreu uma situação ou outra. Enquanto não abrir a caixa, não poderá dizer se o gato está vivo ou morto. É como se ele estivesse num absurdo estado intermediário entre a vida e a morte.

Essa experiência evidentemente uma experiência mental foi proposta pelo físico Schrödinger para ironizar a idéia de indeterminação que Impregna todos os poros da Mecânica Quântica. Para ele, era evidente que o gato ou estava vivo ou estava morto, embora o cientista não pudesse saber a verdade. Da mesma forma pensava Schrödinger , é evidente que o elétron ou seria uma partícula ou uma onda, não as duas coisas ao mesmo tempo. Infelizmente para o físico, o mundo das partículas sub atômicas provou ser bem menos compreensível pelo senso comum que o mundo dos gatos. As sucessivas interpretações da Mecânica Quântica viriam mostrar, com clareza cada vez maior, que a dualidade partícula-onda e todo o indeterminismo da nova teoria decorrem não da ignorância do observador, como na experiência do gato, mas da própria natureza dos fenômenos observados.

A luz em pacotes

A mecânica Quântica só se desenvolveu graças a uma descoberta-chave feita em 1900 pelo físico alemão Max Planck (1858-1947). Ele constatou que qualquer tipo de radiação - a luz, por exemplo-só pode ser emitida, transmitida e absorvida em quantidades discretas de energia. Isso significa que o fluxo de energia é formado por uma quantidade de pequenos pacotes indivisíveis de energia os quanta (plural de quantum). A energia de cada quantum é igual à freqüência da radiação multiplicada por um valor constante, chamado constante de Planck e representado nas fórmulas pela letra h.

A descoberta de Planck permitiu que em 1905 Albert Einstein explicasse o efeito fotoelétrico, que intrigava os físicos da época. Esse efeito ocorre quando uma placa de metal recebe luz e emite elétrons, como se a força da luz expulsasse parte dos elétrons existentes nos átomos de metal. Einstein mostrou que o fenômeno só podia ser explicado se se pensasse a luz não como uma onda contínua, como a considerava a Física clássica, mas como um jorro de partículas os fótons, o que estava de acordo com a natureza quântica da energia descoberta por Planck.

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sábado, 7 de outubro de 2006

ESSA ONDA PEGOU - PARTE 1

No mundo infinitamente pequeno dos átomos, as coisas acontecem de um modo que nada tem a ver com a realidade que conhecemos. A teoria quântica imagina, por exemplo, que a matéria se comporta como uma onda.

De que são feitos nossos corpos? E o mundo em que vivemos? De átomos, todos sabem. Mas nem todos sabem que o conceito de átomo com que trabalham os cientistas de hoje tem muito pouco a ver com os duros e indivisíveis grãos de matéria imaginados pelos filósofos da velha Grécia. A nova visão do átomo é basicamente fruto de uma teoria a Mecânica Quântica que, a partir dos anos 20, bombardeou algumas das idéias mais consolidadas da Física.

Nesse estranho mundo, o senso comum não é uma bússola confiável. Alguns componentes do átomo, por exemplo, ora se comportam como partículas, feito bolinha de gude, ora como ondas, iguais às que se produzem na superfície da água. O caminho percorrido pela nova teoria é tão fascinante quanto suas próprias afirmações.
Por que os números e os ponteiros de certos relógios brilham no escuro? A pergunta parece banal. A resposta, entretanto, pode ser o ponto de partida para uma viagem à natureza íntima da matéria que constitui o Universo. O relógio brilha por causa de um fenômeno conhecido desde o começo do século a radiatividade. Os átomos pesados e instáveis de elementos químicos como o rádio e o urânio emitem partículas carregadas de alta energia. Essas partículas foram batizadas com o nome de radiação alfa.
O descobridor das partículas alfa, o físico neozelandês radicado na Inglaterra Ernest Rutherford (1871-1937), teve certo dia a idéia de utilizar essas ínfimas partículas, menores que um átomo, para estudar os segredos do próprio átomo.

Isso lhe permitiu, de saída, uma descoberta sensacional: a de que, ao contrário do que se pensava, os minúsculos átomos são constituídos de imensos espaços vazios; a maior parte da massa atômica se concentra num núcleo central, de carga elétrica positiva; ao redor desse núcleo e a determinada distância dele ficam os elétrons, de carga negativa. Essa descoberta permitiu a Rutheford comparar os átomos ao sistema solar: o núcleo seria o Sol e os elétrons, movendo-se em órbitas precisas ao seu redor, seriam os planetas.

Esse modelo esbarrava, porém, numa séria dificuldade: é que, de acordo com a teoria clássica, ao se moverem ao redor do núcleo, os elétrons deveriam perder continuamente parte de sua energia, transformada em radiação eletromagnética. O resultado disso seria nada menos que uma tragédia: literalmente, o fim do mundo. Pois, à medida que fossem perdendo energia, os elétrons passariam a circular em órbitas cada vez mais próximas do núcleo, até finalmente chocar-se com ele. Assim, se a comparação de Rutherford fosse correta, todo átomo deveria desabar sobre si mesmo. Para felicidade geral do Universo, não é isso o que acontece: os elétrons mantêm-se em movimento sem nenhuma perda de energia.

O primeiro a querer explicar esse fenômeno que violava as leis da Física conhecida no começo do século foi o dinamarquês Niels Bohr (1885-1962) Após visitar Rutherford em Manchester, na Inglaterra, em 1912, Bohr conseguiu deduzir uma fórmula para determinar os diferentes níveis de energia que poderiam ser ocupados pelo elétron no mais simples dos átomos, o do hidrogênio, que tem um só próton no núcleo e um só elétron em volta dele.

Esses níveis seguem uma regra básica: a diferença entre um e outro é sempre um múltiplo inteiro de um valor constante; pode ser igual a duas, três ou sete vezes esse valor, mas jamais será igual à metade, um terço ou um sétimo, por exemplo.
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Isso significa que o elétron tem um comportamento surpreendente: quando o átomo recebe do exterior um acréscimo de energia dado, por exemplo, por um raio de luz, o elétron salta de um nível energético para outro mais alto, sem passar por nenhum espaço intermediário. É como se ele simplesmente desaparecesse de um nível para aparecer instantaneamente em outro nível de maior energia. Passado um tempo imprevisível, o elétron salta de volta ao nível anterior e o átomo reenvia ao exterior à energia excedente. Tudo isso intrigava os físicos: por que diabos, eles ficaram se perguntando, apenas determinados níveis de energia são permitidos aos elétrons e os níveis intermediários lhes são interditados?

Doze anos depois da descoberta de De Bohr, em 1924, um jovem físico e aristocrata francês, Louis de Broglie, que ganharia o prêmio Nobel de Física de 1929, propôs uma resposta audaciosa para o enigma. Einstein havia demonstrado que a luz, que sempre fora concebida como uma onda se comportava às vezes como um jorro de partículas ou fótons. De Broglie fez então o raciocínio inverso: se assim é, por que o elétron.

Concebido como uma partícula. Não poderia se comportar como uma onda?

Ele deduziu, então, uma fórmula simples para calcular o comprimento de onda do elétron quanto maior a quantidade de movimento do elétron, mais curto o seu comprimento de onda.

A hipótese de De Broglie fornecia uma explicação confortável para a pergunta que intrigava os físicos: por que os elétrons podiam ocupar apenas determinados níveis de energia no átomo de Bohr? Pois, se o elétron pode ser pensado como uma onda, ele se comporta, quando confinado no interior do átomo, como uma onda estacionária, isto é, que se propaga num meio limitado, como ocorre com as ondas produzidas na água de um tanque quando atiramos nela uma pedra.

Essa onda se propaga até as bordas do tanque e então, ao ser refletida, volta sobre si mesma. Se os picos da onda inicial e da onda refletida coincidem, eles se reforçam; porém, se os picos da onda inicial coincidem com os vales da onda refletida, eles se anulam. O mesmo ocorreria com o elétron confinado, pensou De Broglie: os níveis de energia permitidos no modelo de Bohr correspondem às regiões em que os picos se somam. Essas regiões ocorrem sempre em distâncias que correspondem a um número inteiro de vezes o comprimento de onda.

O que De Broglie formulou como pura hipótese matemática teve importantes conseqüências na investigação da estrutura do átomo. O físico austríaco Erwin Schrödinger (1887-1961) deduziu, a partir da hipótese de De Broglie, uma equação de onda que logo se transformaria numa das fórmulas mais usadas em toda a Física Schrödinger estava firmemente convencido de que a onda proposta por De Broglie para explicar o elétron não era apenas uma simples analogia matemática, mas uma realidade física.

Mais tarde, o físico alemão Max Born (1882-1970) deu uma passo além: demonstrou que a equação de Schrödinger poderia ser utilizada mesmo que o elétron fosse concebido como uma partícula. Bastava pensar a onda que ele descreve não como uma onda material, como a que se forma no tanque de água, mas como uma onda de probabilidade: ela nos informaria em que pontos do espaço ao redor do núcleo seria possível encontrar o elétron e, mais ainda, em quais dos pontos possíveis a presença do elétron seria mais provável.

Pensar no elétron como uma onda, semelhante às que se formam na água, pode parecer uma idéia extremamente ousada e revolucionária. Entretanto na história da Física do século XX, seu papel foi essencialmente conservador. Ao formular sua célebre equação, o que Schrödinger tinha em mente era salvar as boas e velhas idéias da Física clássica, ameaçadas pelo insólito comportamento do elétron, que fazia coisas tão impensáveis quanto desaparecer de uma órbita para aparecer na órbita seguinte sem passar pelo espaço intermediário. E, pior ainda, fazia isso mais rápido que um relâmpago, contrariando assim a Teoria da Relatividade de Einstein, segundo a qual nenhum corpo pode se deslocar no Universo com velocidade superior à da luz.

Em 1925, o físico alemão Werner Heisenberg (1901-1976) havia proposto uma explicação do comportamento dos elétrons que evitava estabelecer qualquer analogia com os conceitos herdados de nosso mundo macroscópico, como partícula ou onda. A teoria de Heisenberg logo seguida por Paul Dirac, na Inglaterra, e Max Born, na Alemanha tinha, porém, um caráter altamente abstrato e exigia um tratamento matemático extremamente complicado.

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sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Clodovil em Brasilia

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quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Links Interessantes Sobre Dança

www.mariafux.it
Site em italiano sobre a dançarina-terapeuta Maria Fux e a Dançaterapia.

www.ivaldobertazzo.com.br
Site sobre o dançarino Ivaldo Bertazzo e a Escola de Reestruturação do Movimento do corpo.

www.anaesmeralda.com.br
Site da Associação de Cultura e Arte Flamenca de São Paulo, capital e sobre sua fundadora, a dançarina espanhola Ana Esmeralda.

www.movimentomudanza.com.br
Site do Movimento Mudanza, criado pelas bailarinas e coreógrafas Adriana di Cillo La Pimienta e Fabiana Patri Guirar, que promove a aliança multicultural de diferentes formas de arte partindo da dança como premissa.

www.salsacongress.com.br
Site do Congresso Mundial de Salsa, que acontece anualmente em São Paulo.

www.salsa.com.br
Portal brasileiro de salsa.

www.semeiadanca.com.br
Site do projeto Semeiadança de Danças Circulares Sagradas e da Paz Universal.

www.brasilica.com.br
Site da escola Brasílica Música e Dança, que promove semanalmente a Sexta-Festa de ritmos regionais.

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quarta-feira, 4 de outubro de 2006

Papel de Parede para sua área de trabalho!


Instruções:

-Dê um duplo-clique na imagem.

-Clique com o botão esquerdo do apontador definindo a imagem como plano de fundo.

-Divirta-se!

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terça-feira, 3 de outubro de 2006

Direto do Túnel do Tempo (Há 15 Anos Atrás)


03 de Outubro de 1991

Sul-africana ganha Nobel de literatura.

Nadine Gordimer, escritora sul-africana que aborda a questão racial em todos os seus romances, tornou-se a sétima mulher a ganhar o Prêmio Nobel de literatura. Descendente de judeus, Gordimer é uma ativa participante da luta contra a segregação racial, tendo chegado a depor em juízo como testemunha de defesa dos negros acusados de terrorismo.

©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

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segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Outubro

Décimo mês do calendário gregoriano. Como revela o seu nome (em latim octo, “oito”), era o oitavo mês do antigo calendário romano.

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domingo, 1 de outubro de 2006

O Que é Democracia? - Final

Obrigatoriedade do voto

Em alguns países, o voto não é um direito, e sim uma obrigação. A prática do voto obrigatório remonta à Grécia Antiga, quando o legislador ateniense Sólon fez aprovar uma lei específica obrigando os cidadãos a escolher um dos partidos, caso não quisessem perder seus direitos de cidadãos. A medida foi parte de uma reforma política que visava conter a radicalização das disputas entre facções que dividiam a pólis. Além de abolir a escravidão por dívidas e redistribuir a população de acordo com a renda, criou também uma lei que impedia os cidadãos de se absterem nas votações da assembléia, sob risco de perderem seus direitos.

No Brasil, o voto é obrigatório para cidadãos entre 18 e 65 anos, e opcional para cidadãos de 16, 17 ou acima de 65 anos. Críticos dessa lei argumentam que ela facilita a criação de currais eleitorais, onde eleitores de baixo nível educacional e social são facilmente corrompidos por políticos de maior poder financeiro, que usam técnicas de marketing (quando não dinheiro vivo ou favores diretos) para cooptá-los. Ainda de acordo com os críticos, o voto obrigatório é uma distorção: o voto é um direito, e a população não pode ser coagida a exercê-lo.


Exclusão Étnica

Muitas sociedades no passado negaram a pessoas o direito de votar baseadas no grupo étnico. Exemplo disso é a exclusão de pessoas com descendência Africana das urnas, na era anterior à dos direitos civis, e na época do apartheid na África do Sul.

A maioria das sociedades hoje não mantêm essas exclusão, mas algumas ainda o fazem. Por exemplo, Fiji reserva um certo número de cadeiras no Parlamento para cada um dos principais grupos étnicos; essas exclusões foram adotadas para discriminar entre índios em favor dos grupos étnicos fijianos.

Exclusão de classes

Até o século XIX, muitas democracias ocidentais tinham propriedades de qualificação nas suas leis eleitorais, o que significava que apenas pessoas com um certo grau de riqueza podiam votar. Hoje essas leis foram amplamente abolidas.

Exclusões de gênero

Outra exclusão que durou muito tempo foi a baseada no sexo. Todas as democracias proibiam as mulheres de votar até 1893, quando a Nova Zelândia se tornou o primeiro país do mundo a dar às mulheres o direito de voto nos mesmos termos dos homens. Isso aconteceu devido ao sucesso do movimento feminino pelo direito de voto. Hoje praticamente todos os estados permitem que mulheres votem; as únicas exceções são sete estados muçulmanos, principalmente no Oriente Médio: Arábia Saudita, Barein, Brunei, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

Direito de Voto Hoje

Hoje, em muitas democracias, o direito de voto é garantido sem discriminação de raça, grupo étnico, classe ou sexo. No entanto, o direito de voto ainda não é universal. É restrito a pessoas que atingem uma certa idade, normalmente 18 (embora em alguns lugares possa ser 16 -- como no Brasil -- ou 21). Somente cidadãos de um país normalmente podem votar em suas eleições, embora alguns países façam exceções a cidadãos de outros países com que tenham laços próximos (p.ex., alguns membros da Comunidade Britânica, e membros da União Européia.

O direito de voto normalmente é negado a prisioneiros. Alguns países também negam o direito a voto para aqueles condenados por crimes graves, mesmo depois de libertados. Em alguns casos (p.ex. em muitos estados dos Estados Unidos) a negação do direito de voto é automático na condenação de qualquer crime sério; em outros casos (p.ex. em países da Europa) a negação do direito de voto é uma penalidade adicional que a corte pode escolher por impor, além da pena do aprisionamento. Democracia direta se refere ao sistema onde os cidadãos decidem diretamente cada assunto por votação. Em democracias representativas, em contraste, os cidadãos elegem representantes em intervalos regulares, que então votam os assuntos em seu favor.

A democracia direta se tornou cada vez mais difícil, e necessariamente se aproxima mais da democracia representativa, quando o número de cidadãos cresce. Historicamente, as democracias mais diretas incluem o encontro municipal de Nova Inglaterra (dentro dos Estados Unidos), e o antigo sistema político de Atenas. Nenhum destes se enquadraria bem para uma grande população (embora a população de Atenas fosse grande, a maioria da população não era composta de pessoas consideradas como cidadãs, que, portanto, não tinha direitos políticos; não os tinham mulheres, escravos e crianças).

É questionável se já houve algum dia uma democracia puramente direta de qualquer tamanho considerável. Na prática, sociedades de qualquer complexidade sempre precisam de uma especialização de tarefas, inclusive das administrativas; e portanto uma democracia direta precisa de oficiais eleitos. (Embora alguém possa tentar manter todas as decisões importantes feitas por voto direto, com os oficiais meramente implementando essas decisões).

Do mesmo modo, muitas democracias representativas modernas incorporam alguns elementos da democracia direta, normalmente referenda.

Nós podemos ver democracias diretas e indiretas como os tipos ideais, com as democracias reais se aproximando umas das outras. Algumas entidades políticas modernas, como a Suíça ou alguns estados americanos, onde é freqüente o uso de referenda iniciada por petição (chamada referenda por demanda popular) ao invés de membros da legislatura ou do governo. A última forma, que é freqüentemente conhecida por plebiscito, permite ao governo escolher se e quando manter um referendum, e também como a questão deve ser abordada. Em contraste, a Alemanha está muito próxima de uma democracia representativa ideal: na Alemanha as referendas são proibidas -- em parte devido à memória de como Adolf Hitler usou isso para manipular plebiscitos em favor de seu governo.

O sistema de eleições que foi usado em alguns países comunistas, chamado centralismo democrático, pode ser considerado como uma forma extrema de democracia representativa, onde o povo elegia representantes locais, que por sua vez elegiam representantes regionais, que por sua vez elegiam a assembléia nacional, que finalmente elegia os que iam governar o país. No entanto, alguns consideram que esses sistemas não são democráticos na verdade, mesmo que as pessoas possam votar, já que a grande distância entre o indivíduo eleitor e o governo permite que se tornasse fácil manipular o processo. Outros contrapõem, dizendo que a grande distância entre eleitor e governo é uma característica comum em sistemas eleitorais desenhados para nações gigantescas (os Estados Unidos e algumas potências européias, só para dar algums exemplos considerados inequivocamente democráticos, têm problemas sérios na democraticidade das suas instituições de topo), e que o grande problema do sistema soviético e de outros países comunistas, aquilo que o tornava verdadeiramente não-democrático, era que, em vez de serem escolhidos pelo povo, os candidatos eram impostos pelo partido dirigente

Democracias ao redor do Mundo

É difícil precisar o número de democracias atualmente. A linha que divide regimes democráticos dos regimes autocráticos é tênue. Muitos países (p.ex. Singapura) têm supostamente eleições livres, onde o partido do governo sempre vence, normalmente acompanhado por alegações ou evidências de repressão a qualquer oposição ao governo. Nesses países parece haver as chamadas "democracias de um só partido"(se é que os termos democracia e monopartidarismo não são antagônicos) .

No entanto, tentativas houve de determinar o número de democracias. De acordo com a Casa da Liberdade, no fim do ano 2000 havia 120 democracias no mundo.

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