quinta-feira, 31 de agosto de 2006

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quarta-feira, 30 de agosto de 2006

Bo-Zushi


Ingredientes:
- 300 gr de salmão limpo(s)
- 500 gr de arroz japonês
- quanto baste de wasabi


Modo de Preparo:
Coloque o filé do salmão com o lado da pele para cima (sem pele). Com a faca deitada, corte fatias bem finas e largas da parte superior do filé e reserve. Coloque o plástico sobre a esteira de sushi. Disponha as fatias sobre o plástico uma do lado da outra cobrindo levemente a fatia ao lado. Molde um bloco de arroz e coloque sobre o peixe. Enrole o plástico para prender o salmão com o arroz, vire ao contrário e molde com a esteira dando um formato quadrado ou retangular. Corte em fatias de 3 cm e sirva com shoyu e wasabi.


Dicas

- Para facilitar o corte e não desmanchar o sushi, mantenha o plástico na hora de cortar.

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terça-feira, 29 de agosto de 2006

Foto da Semana

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segunda-feira, 28 de agosto de 2006

Polícia - Ninguém disponível






Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei
que havia alguém andando sorrateiramente no quintal
de casa.

Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves
ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta
passando pela janela do banheiro. Como minha casa era
muito segura, com grades nas janelas e trancas
internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas
era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,
espiando tranquilamente.

Liguei baixinho para a polícia e informei a situação
e o meu endereço.

Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou se já
estava no interior da casa. Esclareci que não e
disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto
para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que
fosse possível.


Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz
calma:
- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu
quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o
ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho
guardado em casa para estas situações. O tiro fez um
estrago danado no cara!

Passados menos de três minutos, estavam na minha rua
cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade
do resgate , uma equipe de TV e a turma dos direitos
humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.


Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava
olhando tudo com cara de assombrado. Talvez ele
estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante
da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e
disse: - Pensei que tivesse dito que tinha matado o
ladrão.

Eu respondi: - Pensei que tivesse dito que não havia
ninguém disponível.


Luís Fernando Veríssimo

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domingo, 27 de agosto de 2006

LENDAS URBANAS - FINAL


Homem do Saco

A lenda: Versão moderna do bicho- papão. Trata-se de um transeunte que leva um suspeito saco nas costas, destinado a esconder as crianças roubadas por ele. O que ele fazia com tanta criança? Vendia, diziam uns. Ou simplesmente continuava a andar carregando um peso extra.

Mistério insolúvel: Por que as crianças simplesmente não esperneavam e gritavam por socorro?



Loira do Banheiro

A lenda: Uma garota loira matava aula no banheiro da escola quando escorregou, bateu a cabeça e morreu. Inconformado, seu espírito continua a freqüentar banheiros de colégios. Ela pode ser invocada pela repetição do seu nome e aparece para os alunos com bolotas de algodão enfiadas no nariz, a fim de estancar o sangue. Brrrrrr!

Mistério insolúvel: Se era apenas um espírito, como aparecia em banheiros de todos os colégios do Brasil?



Músicas do demo

A lenda: Se rodadas ao contrário na vitrola, músicas de Xuxa e Menudo trazem mensagens ocultas. O refrão de "Doce Mel", que abria o programa da loira, traz a repetição da palavra "sangue". Já o hit oitentista "Não se Reprima", maior sucesso do grupo porto-riquenho, revela a terrível mensagem "Satanás vive".
Mistério insolúvel: Não bastava ouvir esses discos de cabo a rabo, como a gente ainda tinha paciência para ouvi-los ao contrário?

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sábado, 26 de agosto de 2006

LENDAS URBANAS - PARTE 1




Com a ajuda da internet, as lendas urbanas passaram a ser espalhadas com uma velocidade incrível basta dar um "encaminhar" num e-mail sobre algum "causo" e sua lista de amigos ficará por dentro dos últimos acontecimentos sobre as mitologias do cotidiano. Tal facilidade, porém, é uma via de mão dupla: ao mesmo tempo em que ganham em velocidade, perdem em eficácia. As lendas urbanas mais famosas - e que ainda encontram adeptos - nasceram e se multiplicaram na época da divulgação boca a boca. Alguém no bairro vizinho ouvia (ou inventava) uma história macabra e logo todo mundo estava morrendo de medo. Normalmente, os contos chegavam ao nosso ouvido vindos de algum colega na escola ou algum amigo da rua. A pessoa se aproximava, baixava a voz e dizia, em tom confidencial: "Você está sabendo da história do...". Pronto. Estava lançada a semente para todas as lendas a seguir.





Gangue do palhaço

A lenda: Ao que consta, uma Kombi dirigida por um palhaço e uma bailarina era vista rondando as saídas de colégio em busca de alunos inocentes. O infante era atraído para dentro do veículo e tinha seus órgãos extirpados para serem vendidos.

Mistério insolúvel: Como uma Kombi dirigida por um palhaço e uma bailarina passa despercebida bem na hora mais movimentada da escola?



Bonecos Assassinos

A lenda: Os brinquedos feitos à imagem e semelhança de Xuxa eram perigosíssimos. A menor arranhava as crianças à noite. A maior as enforcava com seus longos braços e pernas! Já o boneco do Fofão, da Turma do Balão Mágico, trazia uma faca e uma vela dentro do estofo. Prova de pacto com o demo.

Mistérios insolúveis: Como a boneca arranhava crianças se não tinha unhas? Para que rechear o Fofão com objetos pontiagudos se o boneco já era suficientemente assustador e demoníaco?



Numa banheira de gelo

A lenda: Um jovem é convidado por uma desconhecida para uma festa. Depois de se drogar, ele apaga. Acorda no dia seguinte, nu e deitado numa banheira cheia de gelo. Ao ligar para a emergência, constata-se que seus rins haviam sido usurpados. A festa era uma emboscada.

Mistério insolúvel: Como sobreviver a horas em uma banheira com gelo?



Pipoca com cocaína

A lenda: Artimanha de traficantes ávidos por nova clientela, eles salpicavam a pipoca vendida nas portas das escolas com cocaína, em vez do tradicional sal. A ingestão da substância ilegal faria com que o petiz, enroscado na armadilha do vício, voltasse a comprar pipoca sempre do mesmo vendedor. E cada vez mais!

Mistério insolúvel: O lucro do pipoqueiro seria suficiente para comprar quilos de cocaína?



Tatuagens de LSD

A lenda: Após a apreensão nos EUA, em 1980, de 4 mil cartelas de ácido lisérgico com a cara de Mickey Mouse, a história diz que traficantes vendiam transfers com desenhos infantis nas portas das escolas - mas as figuras viriam, digamos, "batizadas".

Mistério insolúvel: Uma tatuagem com LSD não ficaria cara demais para comercializar em porta de escola?

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sexta-feira, 25 de agosto de 2006

O Que é Semiótica?


Semiótica é a ciência que estuda os signos e as diversas formas com que eles são criados, transmitidos e interpretados. É também, conhecida como semiologia. Seu objeto de estudo envolve todos os sistemas de comunicação, sejam eles verbais ou não. Na Grécia antiga já existia o conceito de semiótica, mas tratava-se do que hoje, nas ciências médicas, é conhecido como sintomatologia. O primeiro a emprestar o nome semiótica ao estudo dos signos foi o filósofo inglês John Locke. Os principais fundadores da semiótica moderna foram Charles Sanders Peirce e Ferdinand de Saussure. Ambos baseiam suas teorias na distinção entre significante e significado, isto é, entre a imagem acústica do signo e o conceito.

As teorias do significado influenciaram a teoria literária com Roland Barthes, a antropologia com Claude Lévi-Strauss e a psicanálise com Jacques Lacan.


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quinta-feira, 24 de agosto de 2006

Há 2.085 Anos Atrás.


Vesúvio, vulcão do sul da Itália, próximo à baía e à cidade de Nápoles. Este vulcão ativo, o único do continente europeu, levanta-se com 1.277 m de altitude na planície de Campania e é coroado por dois cumes. Em 24 de agosto do ano 79 d.C., uma grande erupção arruinou as cidades de Herculano, Pompeya e Stabiae.

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quarta-feira, 23 de agosto de 2006

Tira - Dilbert (Duplo-Clique para melhor visualização)

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terça-feira, 22 de agosto de 2006

Frase

"É preciso que a partitura respeite o poema, e o poema respeite a partitura. É como se a voz fosse também um instrumento. O poema não é declamado, ele é quase conduzido, como se o pianista fosse um maestro".

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FERNANDA MONTENEGRO
atriz

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segunda-feira, 21 de agosto de 2006

A Morte do Senador

Um senador está andando tranqüilamente quando é

atropelado e morre. A alma dele chega ao Paraíso e dá

de cara com São Pedro na entrada.



-"Bem-vindo ao Paraíso!"; diz São Pedro. "Antes que

você entre, há um probleminha. Raramente vemos

parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o

que fazer com você".



-"Não vejo problema, é só me deixar entrar", diz o

antigo senador.



-"Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores.

Vamos fazer o seguinte: Você passa um dia no Inferno e

um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar

a eternidade".



-"Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso",

diz o senador.



-"Desculpe, mas temos as nossas regras."



Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele

desce, desce, desce até o Inferno. A porta se abre e

ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.



Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e

outros políticos com os quais havia trabalhado.

Todos muito felizes em traje social.



Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar

sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas

do povo. Jogam uma partida descontraída e depois comem

lagosta e caviar.



Quem também está presente é o diabo, um cara muito

amigável que passa o tempo todo trazendo belas

garotas.



Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já

é hora de ir embora. Todos se despedem dele com

abraços e acenam enquanto o elevador sobe.



Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São

Pedro está esperando por ele. Agora é a vez de visitar

o Paraíso.



Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes

que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e

cantando. Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba,

o dia se acaba e São Pedro retorna.



-" E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no

Paraíso. Agora escolha a sua casa eterna."



Ele pensa um minuto e responde:

-"Olha, eu nunca pensei ... O Paraíso é muito bom, mas

eu acho que vou ficar melhor no Inferno."



Então, São Pedro o leva de volta ao elevador e ele

desce, desce, desce até Inferno. A porta abre e ele se

vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.



Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas

catando o entulho e colocando em sacos pretos.



O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro

do senador.



-" Não estou entendendo", - gagueja o senador - "Ontem

mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um

clube, lagosta, caviar, e nós dançamos com belas

garotas e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo

esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos

arrasados!!!"



O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:

-"Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o

seu voto..."

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domingo, 20 de agosto de 2006

Entrevista: Barbara Kennington - Final

Quais são as tendências para a decoração?
A imperfeição dá o tom, fugindo da simetria e da limpeza do minimalismo. Por outro lado, também buscamos serenidade, o que é expresso na estética dos países orientais. Não podemos ignorar ainda a tecnologia, que invade o ambiente doméstico tanto nos espaços de trabalho como nos de lazer, como os home theaters. Há três tendências gerais que podemos determinar. A primeira trata da celebração do dia-a-dia e dos objetos cotidianos, familiares, herdados. A segunda aponta para o uso de peças feitas sob medida e para uma releitura do artesanato tradicional. A última delas explora uma estética codificada e pouco óbvia, como uma parede enfeitada com uma frase escrita em outra língua.

E a volta do luxo?
Simultaneamente à celebração do cotidiano, há um desejo pelo luxo. Basta ver a explosão de hotéis assinados por designers e a volta do ornamento em lustres de cristal, talheres de prata, candelabros e espelhos com molduras trabalhadas.

A preocupação com o meio ambiente encontra seu espaço?
Ainda é uma luta e vai levar tempo. O mercado de produtos orgânicos, por exemplo, cresceu muito nos últimos cinco anos. O consumidor está disposto a pensar sobre os temas ecológicos, mas não quer parar de comprar. Mas é um movimento sem volta. As pessoas querem ter voz ativa e cobrar responsabilidade das marcas e do governo.

A vida em casa mudou?
A configuração doméstica se alterou. Os espaços estão integrados, interativos e flexíveis, podendo ser adaptados a diferentes usos. Novas tecnologias permitem o uso racional dos recursos, como água e energia. E, mais do que nunca, as pessoas têm investido dinheiro em suas moradias. A casa se torna uma extensão da personalidade de cada um.

Como será a casa do futuro?
Imagino que ela se comportará intuitivamente, como se pensasse antes de nós para nos poupar tempo. Diferentemente do que se pensa, a tecnologia não deixará os ambientes frios. Ela assumirá o controle de forma discreta, agindo nos bastidores. Materiais como a madeira e as fibras serão bem-vindos ao evocar a natureza da qual nos afastamos.

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sábado, 19 de agosto de 2006

Entrevista: Barbara Kennington - Parte 1

Editora do portal WGSN, a inglesa Barbara Kennington esteve no Brasil em julho para dar palestras e conferir o São Paulo Fashion Week. Criado em 1998 em Londres, o www.wgsn.com é um rastreador de tendências e estilos. Aqui ela conta o que vai estar na moda nos próximos anos.

Como vocês detectam as tendências?
Não acordamos de manhã e imaginamos: "Hum... É a vez do rosa!" Somos uma equipe de 200 profissionais pelo mundo. Todos estão o tempo todo colhendo informações, numa pesquisa que cobre de desfiles de moda a eventos de decoração. Nos baseamos também no que as pessoas estão vestindo nas ruas, em exposições de arte, espetáculos e filmes. Assim, conseguimos determinar o que o consumidor vai querer numa projeção mínima de oito meses.

Qual é o zeitgeist (expressão alemã que significa "o espírito do tempo") de agora?
Está no ar um certo romantismo dark, que tem a ver com a exploração do que é intrigante e misterioso. Não acho que essa tendência se aplica perfeitamente ao Brasil, mas a vejo como um movimento crescente traduzido no interesse por memórias, objetos antigos e peças herdadas dos avós. É um olhar para o passado, que na decoração traz elementos como o crochê e os candelabros e cores como o preto e o branco.

Já faz um tempo, vemos na Europa pessoas com camisetas brasileiras. O Brasil está na moda?
A América Latina suscita interesse e há um movimento forte nessa direção. E o Brasil é uma referência para a moda de verão. As pessoas abriram os olhos para o país há seis anos, quando seus estilistas começaram a aparecer em revistas como a Vogue inglesa.
Por que a América Latina?
As pessoas buscam peças feitas sob medida, artesanais e agradáveis ao toque. É uma reação à indústria de massa e à globalização. Há um desejo maior por identidade e a região atrai por sua energia, paixão e cor. Também tem a ver com uma vibração positiva e espontânea que passa longe do formalismo das culturas européia e americana.
E o minimalismo dos anos 1990, se esgotou?
Hoje, existe um encanto pela idéia do "máximo", da riqueza e do luxo. Ao mesmo tempo, ainda sobrevive o desejo de serenidade como a última herança do minimalismo. Para que a decoração não se torne opressiva, as pessoas querem encontrar o equilíbrio entre o barroco e o clean.

A moda e a decoração andam cada vez mais juntas. Quem influencia quem?
O ciclo de desenvolvimento do produto na moda é muito mais curto do que na decoração. Afinal, ninguém troca os móveis a cada estação, mas pode perfeitamente mudar o humor da casa, substituindo as almofadas, a cor e as fotos na parede. O que percebemos é que a decoração se torna, a cada dia, mais rapidamente reativa, assim como a moda. Os grandes estilistas são muito influentes e vemos nas casas o mesmo acabamento metálico e as mesmas rendas que foram mostrados nas passarelas.

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sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Mas Que Nada - Elza Soares

Oh aria ai o
Oba oba oba
Oh ooooo
Oh aria ai o
Oba oba oba
Mas que nada
Sai da minha frente que eu quero passar
Pois o samba está animado
O que eu quero é sambar
Esse samba é misto de maracatu
É samba de preto velho
É samba de preto tu
Mas que nada
Um samba como este tão legal
Você não vai querer
Que eu chegue no final
Oh aria ai o
Oba oba oba
Oh ooo
Oh aria ai o
Oba oba oba
Mas que nada
Sai da minha frente que eu quero passar
Pois o samba está animado
O que eu quero é sambar
Esse samba é misto de maracatu
É samba de preto velho
É samba de preto tu
Mas que nada
Um samba como este tão legal
Você não vai querer
Que eu chegue no final
Oh aria ai o
Oba oba oba
Oh oooo
Oh aria ai o
Oba oba oba
Oh aria ai o
Oba oba oba
Oh oooo
Oh aria ai o
Oba oba oba

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quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Formas de Meditação

Meditação no som primordial - o campo dos desejos
Teoria A meditação concretiza nossos sonhos, diz Deepak Chopra, autor de
As Sete Leis Espirituais do Sucesso.

Ele diz que a repetição de um som específico nos transporta ao "campo da pura potecialidade" atraindo sincrônicos.

Prática Duas vezes por dia, 30 minutos, em silêncio e na postura ereta. Sons primordiais escolhidos a partir de data, hora e local de nascimento da pessoa. base em cálculos de astrologia oriental.

Meditação dinâmica - a coreografia da consciência
Teoria O indiano Mohan Chandra
Rajneesh, o Osho, desenvolveu várias meditações em movimento, mesclando bioenergética e hinduísmo. O objetivo, além de relaxar os músculos, é manter a mente longe dos pensamentos.

Prática Dura uma hora. O ideal é praticar pelo menos uma vez em grupo, com um instrutor. É feita pela manhã, de estômago vazio e com olhos fechados ou vendados, com muita música e dança.

Meditação no "one" - a busca da neutralidade
Teoria O cardiologista americano Herbert Benson desenvolveu uma técnica não-associada a qualquer tradição religiosa. A repetição da palavra inglesa "one" é usada para reduzir o fluxo de pensamentos. O som "neutro" escolhido lembra "Om", tido como o mais poderoso e sagrado.
Prática "One", ou "um" faz as vezes de mantra e, no resto, a meditação é clássica: pratica-se sentado, com coluna reta e em silêncio, de olhos fechados.

Meditação do budismo tibetano a libertação do ego
Teoria Na visão budista, o cerne da confusão é o ego, que nos parece real, e que nos faz buscar neuroticamente conforto, segurança, prazer. Esse ego, na verdade transitório, não nos protege do sofrimento.
Prática A meditação no budismo tibetano visa duas etapas: a pacificação mental e a "visão superior", que traz o desapego do ego. É feita com diferentes mantras, vocalizados, cantados ou repetidos mentalmente, como o clássico "Om Mani Padme Hum".

O quarto caminho - eu me lembro de mim
Teoria O rumo apontado por Gurdjieff (1877-1949) não é o do mago, nem o do yogue e nem o do faquir, mas o do homem comum. Para ultrapassar o mundo dos sentidos e ganhar outra dimensão existencial, ele deve treinar a atenção, mapeando emoções, pensamentos, sensações, "lembrando-se de si".
Prática No trânsito, ao dirigir, perceba como seus músculos estão crispados e relaxe-os, dividindo a atenção entre a tarefa de guiar e a percepção do estado da sua musculatura.

Meditação transcendental - néctar para céticos
Teoria A meditação mais popular deste hemisfério foi formulada em 1957 pelo mestre Maharishi. Ele adaptou o saber védico à cultura cética usando linguagem científica, abolindo restrições morais e comprovando os efeitos objetivos da técnica. Aqui, não importa se a motivação do iniciante é "material", como reduzir estresse ou combater doenças. "Com a prática surge o homem espiritual, nada mais que alguém capaz de viver feliz sem machucar os outros", diz Marcos Schuler, diretor do centro de MT em São Paulo. Para o guru Maharishi, a dualidade, causa de todo sofrimento, é transcendida na repetição de um som pessoal, dado ao iniciado a partir de critérios secretos.
A técnica dirige a mente "às camadas mais ricas e ordenadas da consciência, sem esforço de concentração", segundo Schuler.

Prática A técnica é transmitida em um curso de seis dias. Depois, deve-se praticar 20 minutos, duas vezes por dia, sempre sentado em posição confortável. "Não existe autodidatismo em meditação", acredita Schuler.

Meditação na respiração - o milagre de existir
Teoria
A energia vital, que no yoga é chamada de "prana", está no ar.

O mero ato de respirar com consciência é suficiente para aumentar a captação dessa energia e alterar o nosso estado físico, mental, emocional.

Prática Sente-se em postura ereta, feche os olhos e observe sua respiração, sem interferir. Não resista se houver qualquer mudança no ritmo, só observe. Quando perceber que se distraiu com algum pensamento, retorne a atenção à respiração, suavemente. Tente ficar assim por 20 minutos, apenas existindo.

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quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Marte do tamanho da Lua em agosto!

O planeta Marte será o mais brilhante no céu noturno a partir de agosto.
Ele poderá ser observado a olho nu, tão grande quanto uma lua cheia,
especialmente no dia 27, quando vai estar mais próximo da Terra.

Não deixe de observar o céu na noite de 27 de agosto, a meia-noite e meia,
você verá duas luas!

Não perca. A próxima vez que Marte vai aparecer assim será em 2287.

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terça-feira, 15 de agosto de 2006

Cidades Brasileiras - Marília/SP.

Cidade localizada na porção centro-ocidental do estado de São Paulo, cuja economia tem como base a agricultura diversificada, sendo a cultura da soja a que mais se destaca. No setor industrial, a área mais importante é a de beneficiamento de alimentos.

Sua função educacional é bastante forte, sobretudo por conta de sua moderna universidade. Marília é uma capital regional que comanda economicamente nove centros, sendo quatro sub-regionais (Assis, Ourinhos, Lins e Tupã), cinco centros locais (Graça, Paraguaçu Paulista, Rancharia, Piraju e Santa Cruz do Prado) e mais 56 municípios. Sua população em 1996 atingiu a marca de 170.746 habitantes.

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segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Reflexão

"Não existe ódio. Existe sim falta de Amor"
Roger

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domingo, 13 de agosto de 2006

Antônio Cândido - Entrevista concedida a Veja (15/10/1975) - Final

Veja - Cassiano Ricardo, entretanto, incorporou muitas das técnicas poéticas de vanguarda e atingiu, ao mesmo tempo, uma boa faixa de público, não?
CANDIDO - Exato. Cassiano encontrou fórmulas acessíveis para as conquistas da vanguarda. Mas o fato de ter sido lido por um público maior mostra que praticou formas nitidamente de compromisso. Como a sua personalidade era plástica, não chegou a definir uma linha predominante e duradoura, tendo sido, na verdade, cinco ou seis poetas. Isto, a meu ver, enfraqueceu-o um pouco.

Veja - Quer dizer que ele tinha um certo senso de oportunismo poético?
CANDIDO - Sim. Quando via uma nova tendência em voga - não por mal nem por motivos subalternos, mas porque tinha uma personalidade plástica -, assimilava-a imediatamente. Daí a sua poesia ser bem mais acessível.

Veja - E Carlos Drummond de Andrade?
CANDIDO - Drummond é completamente diferente. Enquanto Cassiano mudava por estímulos externos, Drummond - que considero o maior poeta vivo do mundo apresenta uma evolução coerente, devido à sua necessidade interior. Hoje sua poesia aparece ao mesmo tempo como lirismo pessoal e sentimento do mundo como senso do homem no cotidiano e no mundo. Este sentido, ele desenvolveu sobretudo quando aprofundou a
poesia social, terreno difícil e duvidoso, no qual atingiu uma altura rara em toda a literatura mundial.

Veja - Como o senhor define sua posição teórica face à literatura?
CANDIDO - Na Universidade de São Paulo procuramos seguir uma linha não-sectária, e sempre dedicamos atenção muito grande à crítica brasileira tradicional. Aliás, nosso projeto implícito é estudar bem a crítica brasileira: Sílvio Romero, José Veríssimo, Araripe Júnior, Tristão de Athayde, Mário de Andrade, Álvaro Lins e outros. Baseados na herança destes críticos, sobretudo no seu desejo de compreender os traços do nosso
país, procuramos adotar uma atitude de assimilação independente dos modelos que vêm de fora. No terreno propriamente teórico, variam as posições de cada um de nós dentro dessa linha geral. Eu, pessoalmente, me preocupo com o problema da constituição da estrutura.

Veja - A palavra estrutura remeteria ao estruturalismo francês?
CANDIDO - Não necessariamente. Para mim, sempre foi fundamental o conceito de estrutura, mas num sentido diferente e, aliás, bem anterior ao desenvolvido pelo estruturalismo francês. Esquematizando, estrutura, para eles, é uma espécie de abstração genérica de grande amplitude. De certo modo, fora da obra. Na análise concreta, cada obra se encaixaria naquele modelo geral. A concepção que adoto é mais tradicional e
corriqueira. Trata-se da articulação orgânica dos significados e seus suportes formais: toda obra é una, isto é, tem sua coerência e individualidade. E a estrutura é a integração dos traços que asseguram esta unidade. Tais traços estão em estado de convergência ou de tensão. Ela é, pois, interior à obra, e cada obra tem sua estrutura, embora haja modelos estruturais genéricos.

Veja - Com relação ao texto literário, o que o senhor acha do livro O Prazer do Texto, do estruturalista francês Rolland Barthes?
CANDIDO - O trabalho universitário não precisa ser frio e austero, mas sim fluir de um prazer que o texto dá ao leitor. No fundo, a nossa escolha é muito ambiciosa: queremos guardar um certo rigor de pesquisa, inclusive histórica, porque não rejeitamos a história literária; queremos ter uma noção rigorosa de estrutura, que não é estruturalista; e, por último, queremos manter uma liberdade que permita o gosto da leitura. É um estado de
espírito, não um método. E esse estado de espírito parece que dá bons resultados. Quanto a Rolland Barthes, parece que com seu livro O Prazer do Texto praticamente se afastou do estruturalismo, como se não se interessasse mais pelos conceitos que ajudou a elaborar. A atitude que preconiza atualmente comporta uma certa disponibilidade que acaba gerando uma outra forma de impressionismo. Será talvez uma atitude em parte
polêmica, mas é muito curiosa. O fato de esse homem de raro talento haver como que mudado de casca deve ter deixado perplexos muitos estruturalistas.

Veja - Como anda a crítica universitária no Brasil?
CANDIDO - Os centros principais são Rio de Janeiro e São Paulo. Na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo há um grupo muito marcado pelo formalismo russo e a semiótica. O grupo da PUC-Rio é também formalista, num sentido mais estruturalista, e ambos são excelentes. O rigor com que utilizam os modelos
vindos de fora, tanto de aspiração lingüística quanto antropológica, os faz correrem o risco de permanecerem um pouco fechados. Mas, ao mesmo tempo, ganharam com isso uma seriedade teórica bastante interessante. Na Universidade de São Paulo há uma atitude que considero integrativa. Até 1969 existiu um grupo forte no Rio Grande do Sul, basicamente voltado para a crítica de inspiração filosófica, liderado pelo professor Angelo Ricci. Infelizmente ele foi dissolvido. Em outros lugares há mais manifestações individuais. De grupos, propriamente, não tenho conhecimento. Fora da universidade, eu mencionaria o grupo em torno do jovem pensador Carlos Nélson Coutinho.

Veja - E a crítica literária em jornais e revistas?
CANDIDO - No Brasil, até trinta anos atrás, a crítica se fazia em artigos de cinco a dez páginas nos rodapés dos jornais, semanalmente. Escritos por pessoas intelectualmente sérias, produziam uma visão empenhada, que ao mesmo tempo informava e formava o leitor. Isso acabou. O último crítico desse tipo foi Wilson Martins, que encerrou suas atividades no ano passado, juntamente com o desaparecimento do Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo.

Veja - O aparecimento da crítica universitária contribuiu para isso?
CANDIDO - Sim. E o rodapé revelou-se insuficiente face às suas exigências. Se, de um lado, ela se fortaleceu, através da publicação de livros e revistas especializadas em crítica literária, de outro se enfraqueceu, com o êxodo dos universitários. O vazio nos jornais e revistas passou, então, a ser preenchido através do colunismo literário - a pessoa recebe o material enviado pelos próprios editores, retira uma ou outra frase e faz sua coluna. Não há dúvida de que isso é muito útil para informar o público, e não vejo mal nenhum nisso. O caso é que sente-se falta de uma nova fórmula, curta mas com tônus, músculos críticos mais acentuados.

Veja - Há exceções?
CANDIDO - Sim, diversas, inclusive nesta revista. Nota-se que alguns desses críticos têm formação intelectual sólida e se baseiam nela para chegar até o público, numa linguagem acessível, mas de boa qualidade crítica. Isto, a meu ver, estabelece a ponte necessária entre a produção intelectual e um público que precisa ser esclarecido de maneira não-técnica.

Veja - E qual seria sua opinião sobre a chamada imprensa nanica?
CANDIDO - Há grande participação nela de jovens de formação universitária, conscientes da sua função, o que parece ter raízes profundas. Na verdade, o intelectual brasileiro quase sempre se inclina para as diferentes formas de oposição. Parece que a postura crítica lhe facilita as coisas. Ex-, O Pasquim, Opinião, Movimento estão penetrando com muitas dificuldades no sistema e representam uma preservação da atitude crítica a duras penas, além de uma certa esperança do intelectual e do jovem de poder abrir um pouco a situação. Essa esperança dá muito alento; e bendito seja quem a mantém.

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sábado, 12 de agosto de 2006

Antônio Candido - Entrevista concedida a Veja (15/10/1975) - Parte 1

Veja - Que clima vive a literatura brasileira atualmente?
CANDIDO - Ela anda às voltas com grandes dificuldades de comunicação. Isto, com o passar do tempo, pode desencorajar a produção literária.

Veja - Qual o significado do recente debate sobre literatura brasileira no Teatro Casa Grande, no Rio de Janeiro?
CANDIDO - A difusão da cultura está se tornando cada dia mais difícil. O teatro, por exemplo, está em decadência, e a literatura, um pouco desnorteada. Nessas condições, o debate crítico fica bastante diminuído. No debate do Teatro Casa Grande, pude ver que periodicamente é possível a ocorrência de grandes momentos de abertura, mas isso é recebido como uma festa. Tais explosões constituem exceção, quando deveriam ser uma possibilidade cotidiana.

Veja - E a situação do escritor?
CANDIDO - Talvez ele não abdique de dizer tudo o que quer, isto é, talvez não o seja sua intenção; mas de quem traça os limites do que pode dizer. A conseqüência mais terrível desse estado de coisas é a chamada migração interior. A pessoa não emigra nem para fora de sua cidade nem para fora de seu país, mas para dentro de si mesma, fechando-se totalmente para o mundo e apresentando uma máscara de conformismo.

Veja - E como ela evoluirá?
CANDIDO - Esperamos que as poluições possam ser eliminadas e que os escritores aspirem e expirem com maior desafogo. Às vezes surgem oportunidades inesperadas que alteram os termos do diálogo.

Veja - Por que o conto é atualmente a principal forma de expressão da literatura brasileira?
CANDIDO - As formas tradicionais da literatura foram postas em dúvida desde o Modernismo, e talvez as formas novas ainda não tenham alcançado uma plenitude equivalente à delas. Daí o gosto pelas formas fluidas ou desmontáveis.

Veja - Quer dizer que estamos numa fase de transição?
CANDIDO - Eu não a classificaria assim. Um amigo costuma dizer que toda fase é de transição, e é mesmo. Por isso, eu diria que é uma fase de experimentação e de grandes tentativas. Mas toda experimentação sempre arrisca não produzir obras-primas; aliás, nem quer.

Veja - Como se enquadraria o conto nesse panorama?
CANDIDO - Talvez o gosto pelo conto reflita o profundo reajuste da literatura como linguagem. Hoje não há mais gêneros literários. Esta crise nos gêneros favorece no escritor o gosto de uma liberdade desejada mas incômoda, pois, não havendo a escora dos gêneros literários fixos, torna-se necessário des-cobrir até certo ponto o próprio enquadramento. Até o Modernismo, o escritor tinha muitas convenções a seu dispor e elas davam uma grande comunicabilidade ao que fazia. Em compensação, rotinizavam demais. O movimento de 1922 instaurou a liberdade na criação literária e originou algo que só agora estamos sentido plenamente: o escritor está entregue à sua própria liberdade. Daí, não apenas a possibilidade, mas a necessidade da experimentação. Nesse panorama, o conto tem uma grande virtude: ele pode ser tudo o que o autor quiser. Hoje
em dia chama-se de conto qualquer escrito, incorporando a substância do que antes se chamaria, de preferência, crônica, impressão, flagrante do cotidiano, história, novela. O conto é curto e se encaixa perfeitamente dentro do espírito moderno, de muita rapidez, mantendo o elemento ficcional do romance sem o compromisso da extensão. E, porque permite uma grande injeção de poesia, é uma forma mais ou menos ideal para as fases de experimentação.

Veja - Pode-se traçar um paralelo entre a literatura e a atual situação das artes plásticas no Brasil, em que a gravura tem sido privilegiada como forma de expressão em relação à pintura?
CANDIDO - Sim, e o conto e a gravura, sendo formas consideradas menores, menos solenes, permitem que a experimentação se desenvolva com maior liberdade.

Veja - Dalton Trevisan seria um caso-limite?
CANDIDO - Considero-o um excelente contista, que se mantém num caminho firme. Ele teve a coragem de adotar a narrativa curta num tempo em que esta ainda não era predominante, desrespeitando as normas do gênero e chamando de conto aquilo que lhe interessasse, e que geralmente incorporava tonalidades de notícia, crônica, reportagem. Com uma linguagem extremamente livre, sem convenções, Trevisan liberou a crueldade do nosso tempo, não só no seu temário mas em sua prosa, contundente e penetrante.

Veja - Como o senhor caracteriza essa crueldade?
CANDIDO - Antigamente a violência, sintoma da crueldade, era confinada. O pobre era espezinhado, o delinqüente torturado, o adversário assassinado, mas isso não aparecia tanto. O que acontece no nosso tempo é uma espécie de violência aberta e geral que mortifica a carne de tudo.

Veja - E a poesia, seguiu idênticos caminhos?
CANDIDO - Ela foi o setor mais avançado em termos de experimentação com o grupo concretista e outros, paralelos, antagônicos, divergentes, mas freqüentemente ligados por certos modos comuns, como o desejo de superar o verso e às vezes o poema, de fazer uma poesia ajustada à era industrial. Tudo isso possui uma riqueza teórica muito grande, mas tais grupos dão a impressão de não terem chegado a realizações de alta
categoria.

Veja - Por quê?
CANDIDO - Não acho que seja porque seus componentes são inferiores aos outros. A razão talvez esteja ligada à crise dos gêneros, que favorece neste caso o advento de uma poesia visceralmente transitória, como parece estar em alguns de seus postulados.

Veja - Por isso esses grupos não conseguiram atingir o público?
CANDIDO - Acho que não. Este é um fenômeno próprio de quase toda a poesia moderna. As atuais formas poéticas quase nunca atingem um público extenso.

Veja - A poesia deveria encontrar um meio de atingir tal público, ou seu objetivo real não seria esse?
CANDIDO - Tenho a impressão de que seu objetivo não é esse. Mas o que ela preconiza acaba alcançando o grande público por outras vias. Pela canção popular, por exemplo, ou pelo conto. As necessidades poéticas das massas são hoje preenchidas pela música de Caetano Veloso, Chico Buarque de Holanda e outros.

Veja - O senhor os classificaria, com rigor, como cultura de massa?
CANDIDO - Não, não creio que se possa chamar Chico Buarque de cultura de massa. Eles são cultura propriamente dita; só que revestindo formas de comunicação que alcançam o grande público. As produções de ambos alcançam a massa, sem ser cultura de massa. Para mim, esta representa algo negativo, refletindo uma cultura dirigida, de má qualidade, cujo parâmetro fundamental é a quantidade.

Veja - Seguindo o seu raciocínio, o tropicalismo seria, então, um movimento importante?
CANDIDO - Realmente. Entre 1964 e 1968, período em que ocorreu o tropicalismo, houve grandes manifestações culturais, numa espécie de grande explosão consentida. Além da música, é preciso mencionar, no teatro, a montagem de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade, por José Celso Martinez Correa, que divulgou uma imagem parcial e efervescente do Modernismo.

Veja - O tropicalismo pode, pois, ser apontado como a faísca que fez explodir a nostalgia modernista no Brasil?
CANDIDO - Não creio, apesar de ter chamado a atenção de grande público para essa versão do Modernismo. Ele consiste em dar realce privilegiado à contribuição de Oswald, cuja importância como criador de linguagem tinha sido estudada pelos poetas concretistas. Mas é preciso não esquecer que Mário de Andrade representa uma visão muito mais completa, e que a sua obra não se reduz à dimensão pré-tropicalista.

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sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Meu Mapa Numerológico


Planeta regente :Lua
Elemento: Fogo
Número de Ambição : 1

Número de Personalidade : 1

Número de Expressão: 11

Número de Destino: 6

Segundo seu dia de nascimento.....

Você nasceu sob a influencia do 22, um número principal. Conforme seu modo de encarar as coisas, poderá sentir-se feliz ou infeliz: todavia, e difícil você chegar sozinho a uma conclusão. Você gostaria de encontrar um mundo melhor, permitindo-lhe manter o equilíbrio mental e os pés na terra. Mostre ao mundo o seu interesse pelas coisas públicas, já que as causas humanitárias e os movimentos de ajuda se adaptam a suas qualidades. Suas ideias te levam a buscar horizontes mais amplos do que a expectativa média das pessoas, mas você precisará de coragem e decisão para manter os olhos nos seus ideais e os pés terra.

A sua ambição é ....

Realizar coisas, assim como de encorajar, aconselhar e orientar outras pessoas.

Você é...

Dinâmica, independente, original, criativo e muito trabalhador. Demonstra coragem, liderança, decisão e desejo de poder.

Segundo seu número de Expressão....

Procurando sempre a verdade, por não gostar de caminhos já determinados e desejar chegar ao sucesso em campos pouco comuns. Não se deixe influenciar pelo que os outros pensam de você.

Segundo seu número de Destino ...

Ser responsável. Pelo menos algumas das angústias do mundo serão suas, pois você nasceu para ser o confortador, o diplomata, aquele que ajuda as situações desarmoniosas. Você deve aprender a servir com amor, com alegria, com eficiência, dentro do lar, onde a felicidade e o conforto de cada um dependem da sua habilidade e sabedoria, num circulo mais amplo ou na comunidade. Sem a sua capacidade de amor e a sua simpatia, o mundo, sem dúvida, seria um lugar triste. Não importa o quão independente você seja, seu destino sempre o levar a assumir a responsabilidade e as angústias de outrem, quer no casamento, quer no campo profissional ou comercial. Seu sucesso dependerá do amor com que os outros o encararem, assim como das compensações financeiras que você vier a conseguir. Você poderá falhar se não aceitar responsabilidades, se for uma pessoa dominadora ou possessiva com relação aos outros, tentando forçá-los a aceitar o seu modo de pensar e tornando-os, emocionalmente, dependentes de você.

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quinta-feira, 10 de agosto de 2006

O MAIOR DOS PUXA-SACOS



O cara era um tremendo puxa-saco do patrão. Daqueles que todo dia elogiavam a roupa, levavam cafezinho e diziam frases do tipo "Se espirrar, saúde", manja?
Um dia, esgotado seu estoque de frases de efeito endeusando o chefe, o puxa-saco teve uma sacada genial. Entrou na sala do poderoso e disse:

- Chefinho, eu tenho muitos amigos e entes queridos. Mas só amo e adoro MESMO duas pessoas nesse mundo!

- Bem... Essas pessoas devem ser sua mulher e seu filho! - retrucou o chefe, constrangido.

- Imagina, chefinho! A primeira, acima de todas as outras, é o SENHOR!

- E quem seria segunda? - perguntou o patrão, surpreso.

- Ora, QUEM O SENHOR INDICAR!!!

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quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Faça cópia de segurança de suas mensagens de e-mail

Em casa e no trabalho, o correio eletrônico é uma das mais importantes aplicações usadas no cotidiano de quem está conectado à internet.Os dados contidos nas mensagens de e-mail e os contatos armazenados em seus arquivos constituem um acervo valioso, contendo o histórico de transações comerciais e pessoais ao longo do tempo.

Cuidar dos arquivos criados pelos programas de e-mail é uma tarefa muito importante e fazer cópias de segurança desses dados é fundamental. Já pensou perder sua caixa de entrada ou e-mails importantes?Algum problema que obrigue a formatação do disco rígido ou uma simples troca de máquina são duas situações que tornam essencial poder recuperar tais informações.Nessas duas situações, o usuário precisa copiar determinados arquivos criados por esses programas para um disquete, CD ou outro micro da rede.

Acontece que esses arquivos não são fáceis de achar e, em alguns casos, estão espalhados por pastas diversas.Se o usuário mantém várias contas de e-mail, a complexidade aumenta. Para auxiliar os leitores que utilizam o Outlook Express 6, descreveremos como criar cópias das mensagens e dos contatos.O Outlook Express tem uma opção chamada Exportar, no menu Arquivo.

Mas ela serve apenas para exportar as mensagens para o seu irmão maior, o Outlook, que acompanha o pacote Office, também criado pela Microsoft.O programa não possui um recurso que exporte diretamente os arquivos de mensagens e os contatos para uma pasta específica do Windows.

No caso de o usuário ter várias identidades no Outlook Express, os passos descritos a seguir devem ser executados para cada uma das identidades registradas.Os procedimentos para a criação de arquivos de backup (ou de cópias de segurança) consistem em copiar os arquivos de e-mail para uma pasta previamente criada em um disco removível (disquete, CD ou DVD), cartões de memória ou drive de rede.

Também devem ser exportados os arquivos de contatos, as informações sobre as contas de correio eletrônico e os grupos de notícias.O procedimento de restauração consiste na operação inversa, importando ou copiando os arquivos da pasta usada para armazenar o backup.Para realizar a cópia das mensagens, o leitor deve seguir atentamente os passos descritos abaixo:

-No menu Ferramentas, clique em opções. Clique na guia Manutenção e no botão Pasta de armazenamento.
-Selecione todo o texto do campo que aparece no meio da caixa de diálogo e pressione as teclas CTRL+C para copiá-lo.
-Clique em Cancelar nessa janela e novamente na caixa de diálogo anterior.
Abra o Meu computador e cole no campo Endereço o texto que foi copiado. Pressione o botão Ir.
-Na pasta que é aberta, você verá os arquivos correspondentes a todas as pastas do Outlook Express, como Caixa de entrada, Itens enviados etc.
-Agora é só copiar esses arquivos para um lugar seguro usando qualquer método de cópia do Windows, como o descrito a seguir.
-Clique no menu Editar e em Selecionar tudo. Em seguida, clique novamente no menu Editar e em Copiar para pasta. Selecione o drive onde os dados serão copiados e clique no botão Criar pasta. Selecione a pasta criada, pressione F2 e digite um nome para a pasta CopiaEmail, por exemplo.
-Clique em copiar. Pronto, seus preciosos e-mails e contatos estão salvos.Importando mensagens Para importar as mensagens de e-mail, siga os passos seguintes:
-No menu Arquivo, selecione Importar e Mensagens. Selecione Microsoft Outlook Express 5 ou Microsoft Outlook Express 6 e clique em Avançar.
-Se você usou diversas identidades, selecione aquela de que deseja recuperar as mensagens ou marque Importar correio de uma pasta de armazenamento do OE6 e clique em OK.
-Na caixa de diálogo que se abre, clique em Procurar e selecione a pasta de backup que foi usada -neste exemplo, a CopiaEmail.
-Clique em OK e, em seguida, em Avançar.
-Clique em todas as pastas se quiser importar tudo ou selecione apenas aquelas que desejar.
-Clique em Avançar e, finalmente, em Concluir.

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terça-feira, 8 de agosto de 2006

A Liberdade da Borboleta


Você vê uma borboleta e a toma em suas mãos. Você vê sua beleza e a coloca no seu coração. Desejando mantê-la consigo, Você fecha as mãos em torno dela, com receio de que voe e se vá. Com grande alegria você pensa: "Agora posso tê-la para sempre". Logo a alegria se vai,pois a beleza da borboleta já não é mais a mesma. Parte de sua beleza era a sua liberdade! A borboleta sente-se traída. Alguma coisa cruel afastou-a de sua liberdade. Em pânico,ela se debate para libertar-se, apenas fazendo você apertá-la mais forte. Percebendo como a borboleta deve estar se sentindo você abre suas mãos. Ela voa novamente para longe, agradecida por sentir-se livre outra vez. Você, então, pensa em palavras que há muito havia esquecido: Se você ama alguma coisa, deixe-a livre. Se voltar, é sua. Se não voltar, nunca foi.

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segunda-feira, 7 de agosto de 2006

FEIO, DURO, PORÉM NUTRITIVO

Por que o arroz é polido?



Para ficar branquinho e fácil de cozinhar. Bonitinho e ordinário, porque o arroz branco é quase puro amido, sem valor nutritivo. O seu polimento joga fora as vitaminas e fibras. "Trata-se de retirar a camada fina que fica entre a casca e o grão, o perisperma", explica o engenheiro químico Eduardo Batista, da empresa de arroz Effen, de Porto Alegre.

Joga-se arroz descascado em uma grande pedra áspera giratória, que arranca a película de perisperma. O resultado é o grão branco, preferido por 80% dos brasileiros. Ele cozinha rápido, em 20 minutos. O arroz integral requer 45 minutos de cozimento, mas é muito mais nutritivo e saudável, por conter fibras que regulam o funcionamento do sistema digestivo.

Tudo bem, talvez não seja tão gostoso. Um meio-termo é o arroz parboilizado que é mergulhado em água quente antes do polimento para o grão absorver parte dos nutrientes do perisperma.



Veja as diferenças entre o arroz integral e o branco.


A cada 100 gramas

arroz integral arroz branco

Fibras 0,7 grama 0,3 grama

Proteínas 8,1 gramas 7,2 gramas

Carboidratos 77,4 gramas 79,7 gramas

Gordura 2,1 gramas 1,1 grama

Vitaminas do complexo B 5,0 gramas 1,3 grama

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domingo, 6 de agosto de 2006

A CIÊNCIA DO EQUILIBRIO - FINAL


O roqueiro alemão Kalau certamente foi tratado por um mestre de Qigong. Os chineses, dizem os mestres dessa espécie de massagem sem força mecânica, aprendem a acumular energia, a fim de passá-la, através das mãos, para o corpo da pessoa doente ou com dor. Atualmente, o Qigong já é ensinado nas faculdades de Medicina tradicional da China, mas durante muito tempo os seus segredos eram passados de mestre para discípulo, como uma iniciação da qual, aliás, as mulheres estavam excluídas. Até hoje, só 20 por cento dos massagistas de Qigong têm formação médica.
É o caso de Kong Li Chi, ex-médico de várias seleções olímpicas chinesas, que veio ao Brasil em maio último. O Qigong faz parte de sua vida desde a infância, quando observava o avô materno exercitar-se. "Ainda treino de uma a duas horas por dia", conta ele, aos 44 anos. Quem o vê nesses momentos tem a impressão de que está apenas fazendo leves movimentos circulares com os braços. Mas a aparência engana: ao tocá-lo, nota-se que emprega toda a sua força muscular nesses movimentos. Para manter a energia que capta com esses exercícios, um mestre de Qigong não pode fumar nem beber, deve dormir no mínimo oito horas por dia e, se adoecer, mesmo que se trate de um reles resfriado, não pode fazer a massagem, porque deve passar uma energia absolutamente saudável para os outros.
A existência dessa energia já foi registrada por aparelhos sofisticados como os de ressonância magnética, que utilizam ímãs poderosos para obter imagens do organismo. A Academia de Ciências da China compara a energia do Qigong à radiação infravermelha de baixa freqüência. Tamanho é o prestígio do Qigong ali que as grandes estrelas do esporte chinês têm um massagista dessa técnica em sua equipe. Pois se acredita que o Qigong não só resolve problemas como distensões e torções mas também elimina dores e dá energia extra para o atleta competir.
Nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, Kong foi massagista do ginasta chinês Li Ning. Talvez não por acaso, Li conquistou três medalhas de ouro e uma de prata, sendo chamado pela imprensa americana de "a torre de força". Outras massagens orientais diferem do Qigong por não transferir a energia de uma pessoa para outra e sim desbloquear a própria energia: e o caso do Shiatsu e do Do-in - este, uma automassagem -, já bastante difundidos no Ocidente. Essas massagens são feitas sobre os meridianos, os canais por onde, segundo os chineses, passa a energia do corpo.
Existem catorze meridianos principais. Quando a energia se desequilibra ou fica bloqueada em um deles, então adoecem os seus órgãos correspondentes. Os chineses acreditam que a aplicação de calor sobre determinados pontos dos meridianos pode fazer tudo voltar ao normal, por isso queimam bolas de ervas compactadas, chamadas moxas, sobre a pele. Mas, em geral, os pacientes preferem as célebres agulhas da acupuntura. Os médicos ocidentais sabem até por que a acupuntura funciona em casos de dor, pois constataram que ela ajuda o cérebro a liberar endorfina, o analgésico natural do organismo.
"Associadas a pequenos estímulos elétricos, durante meia hora, as agulhas permitem que uma mulher suporte uma cesariana", informa o médico Jou Eel Jia. O médico paulista Júlio Abramczyk conta, impressionado, que num congresso internacional de Cardiologia, em Washington, há dois anos, os chineses relataram um estudo sobre mil casos de cirurgia de troca de válvulas cardíacas. Em todos eles, sem exceção, a única anestesia usada foi a acupuntura.
Mas ainda não está claro para os ocidentais se e como as agulhas funcionam em casos que não envolvem dor. Não se sabe, por exemplo, por que uma agulha espetada no pulso cura bronquite. Para os chineses, esse é um falso problema: a resposta, como sempre, está no Yin e Yang, os dois pólos da energia vital, postos em equilíbrio no ponto do pulso correspondente ao pulmão. "Da mesma forma como posso provocar a produção de endorfinas, posso estimular a produção de qualquer hormônio", desafia Jou. Ele conta que, certa vez, trabalhando no ambulatório de um hospital em São Paulo, espetou duas agulhas numa mulher que não tinha leite para o filho recém-nascido. "Vinte minutos depois, os seios começaram a inchar e liberar leite. As agulhas só fizeram estimular a produção do hormônio prolactina."
Desde a recente abertura chinesa para o mundo, os próprios orientais passaram a buscar explicações para a sua Medicina nos conceitos da Medicina convencional do Ocidente. Da mesma forma, nos Estados Unidos, França e Alemanha, uma batelada de pesquisas ainda não concluídas trata de observar as alegadas maravilhas da Medicina chinesa com olhos ocidentais. Uma grande preocupação dos cientistas é separar nitidamente técnicas médicas de eficiência comprovada (embora sustentadas em teorias algo nebulosas) da simples charlatanice, como a que se pratica em certos consultórios de fundo de quintal, a título de Medicina chinesa.


Energia no computador

Pode a Informática ter alguma utilidade para a milenar Medicina oriental? O fisiologista Marco Aurélio Dornelles, da Unicamp, acha que sim. Tanto que resolveu criar um programa de computador, que está sendo usado experimentalmente, capaz de analisar a energia em cada meridiano do paciente. A inspiração surgiu no Japão, onde Dornelles estagiou após ter estudado Medicina tradicional na China. Foram cientistas japoneses que, em meados da década de 50, provaram que existe uma variação na eletrocondutividade da pele - coincidência ou não, ela é maior justamente nos pontos de acupuntura identificados pelos antigos chineses.
A descoberta dos japoneses permitiu avaliar a energia dos meridianos com um aparelho simples: um medidor de microampères ligado a dois eletrodos - um na mão do paciente e outro, com forma de martelo, que encosta nos pontos. Dornelles usa esse equipamento para medir 24 pontos nas mãos e nos pés, selecionados como chaves para se ter uma idéia geral do estado de saúde do organismo. O valor de cada ponto é teclado no computador, que então calcula o valor geral médio. "Não importa se a média é alta ou baixa", explica Dornelles, "mas todos os pontos devem estar dentro dela." Se isso não acontece, o programa indica com precisão que pontos devem ser sedados ou tonificados. "Isso não substitui a percepção do médico", diz Dornelles, "mas sem dúvida é um importante instrumento de diagnóstico."

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sábado, 5 de agosto de 2006

A CIÊNCIA DO EQUILÍBRIO - PARTE 1




A Medicina chinesa é muito mais do que acupuntura e muito menos misteriosa do que parece. Depois de milhares de anos, o Ocidente começa a descobrir os segredos do Yin e do Yang a chave da saúde.

Problemas não escolhem hora nem lugar, diz o ditado. Assim, no meio de uma visita à China, em 1972, o jornalista americano James Reston, vítima de uma súbita apendicite, teve que ser internado às pressas. O hospital era tão bem equipado quanto qualquer outro do Ocidente e a cirurgia poderia ser chamada de convencional, não fosse o fato de Reston ter permanecido acordado e de as drogas anestésicas terem sido substituídas por algumas agulhas espetadas em seus braços.
Mais notável ainda é o caso do guitarrista Kalau, pseudônimo de Christian Keul, líder da BAP, a primeira banda alemã de rock a se apresentar na China, há um ano. Pouco antes de começar o concerto, Kalau caiu do palco, batendo o joelho no cimento com tanta força que quase desmaiou de dor. O espetáculo seria cancelado, quando um chinês, de 30 e poucos anos, ofereceu ajuda. "Ele passava a mão sobre o joelho sem tocá-lo e quando, finalmente, jogou algo imaginário no machucado, as dores desapareceram", conta o roqueiro, que, então, pôde voltar ao palco.
Os episódios refletem uma bifurcação existente na China, onde o paciente pode escolher entre tratamentos da Medicina ocidental como cirurgias e terapias milenarmente usadas pelos orientais como massagens. Os médicos chineses também podem optar por uma formação ou por outra, pois existem tanto faculdades de Medicina ocidental quanto de Medicina tradicional. Mas o que se ensina nelas é bastante diferente, a começar pelas técnicas de diagnóstico. Quem cursa a faculdade de Medicina tradicional, por exemplo, leva cinco anos aprendendo a perceber detalhes de seus futuros pacientes, como a aparência da pele, o jeito de andar, o aspecto da língua e os 28 tipos de pulsação descritos pelos chineses.
As noções de fisiologia da Medicina tradicional chinesa também são completamente diferentes. É onde entram os conceitos, cada vez mais falados no Ocidente, de Yin e Yang. Há quatro anos o fisiologista Marco Aurélio Dornelles, da Universidade de Campinas, embarcou para a China, a fim de fazer um curso de Medicina tradicional, com duração de quatro meses. "Metade desse tempo eu perdi só para assimilar Yin e Yang", conta ele com voz mansa e forte sotaque gaúcho. Yin e Yang, segundo os orientais, são pólos opostos de uma energia chamada Qi (pronuncia-se "tchi"),que está presente em tudo no Universo.
Saúde, por este ponto de vista, é a energia interna do organismo equilibrada e em harmonia com as energias do ambiente. Alguém com muito Yang, por exemplo, será agitado; muito Yin, porém, leva a estados de desanimo. O balanço adequado de Yin e Yang, contudo, ainda não é suficiente. Entre um extremo e outro, de acordo com a Filosofia chinesa, existem cinco diferentes estados de energia, correspondentes a cinco elementos: madeira terra, metal, água e fogo.
Parece um jogo infantil: a madeira alimenta o fogo; o fogo, por intermédio da cinza, forma a terra; a terra gera o metal; o metal derrete e vira água; e a água alimenta a madeira. Mas, ao mesmo tempo que um elemento produz o outro, eles também se anulam: o fogo derrete o metal e este corta a madeira; a madeira invade a terra, que represa a água; a água finalmente apaga o fogo. Isso, aparentemente, nada tem a ver com Medicina. Para os chineses porém, sem isso nem há Medicina. Pois cada uma dessas energias, para eles, controla um dos órgãos que regem a orquestra do organismo os rins, o baço, o fígado, os pulmões e o coração. Estes, por seu lado, governam cada qual uma série de outros órgãos.
Por isso, para a Medicina chinesa, uma doença nunca afeta uma parte do corpo isoladamente. Por exemplo: o pulmão é metal; logo, ele alimenta os rins, que são água. Isso significa que um pulmão fraco enfraquece os rins. E, como os rins controlam os ossos, estes também se prejudicam. Reumatologistas franceses constataram recentemente que pessoas que sofreram na infância de problemas pulmonares, como bronquites, costumam ter doenças nos ossos entre os 50 e 60 anos de idade. O que os cientistas constatam hoje já foi observado há quase 5 mil anos, no Nei ching ("O tratado interno"), o primeiro livro conhecido sobre acupuntura, a terapia baseada na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Nele já se descrevia o câncer - explicado como conseqüência de emoções reprimidas, que acabariam por criar uma energia autodestrutiva no organismo.
Para os chineses, corpo e mente são inseparáveis. "Até hoje, não entendo como se tratam úlceras com medicamentos para o estômago, quando todos estão cansados de saber que ela é uma doença ligada à ansiedade", reclama, inconformado, o médico Jou Eel Jia. Chinês da província sulina de Zhuangzu, com 33 anos, formou-se no Brasil e voltou ao seu país para se especializar em Medicina tradicional. Desde 1981, clinica em São Paulo.
"A maioria das pessoas presume que um tratamento se faz exclusivamente à base de agulhas", explica ele. "Mas, além da acupuntura, a Medicina chinesa conjuga dietas, exercícios, massagens e, principalmente, ervas." Os chineses, que conhecem quase 6 mil espécies de ervas, acreditam que há sempre um chá capaz de resolver um problema. Assim, dente-de-leão, que no Ocidente é considerado capim, para os chineses é um ótimo regulador de hormônios. Em casos de artrite, a beberagem é uma infusão de angélicas. Já folhas de cebola são eficazes para estancar hemorragias - e por aí afora. Uma típica receita de chá combina, em média, de três a quinze ervas, para que uma corte os possíveis efeitos colaterais da outra.
As grandes farmácias, na China, chegam a aviar 2 mil receitas dessas diariamente. Com a modernização do país nos últimos anos, algumas farmácias já estão automatizadas, com máquinas que distribuem as ervas nas proporções indicadas pela receita, sem contato manual. O uso de ervas na Medicina oriental não se confunde, porém, com o da homeopatia, modalidade de Medicina ocidental que também lança mão de medicamentos naturais. "Uma erva e uma pílula feita à base dessa erva não são idênticas", explica Jou. "As duas terão o mesmo efeito sobre certo sintoma, já que os radicais (átomos que determinam as características da substância) de suas fórmulas químicas são iguais. Mas a erva, por ter ainda a energia, ou o Qi, agirá sobre as causas."
Os exercícios físicos também são uma importante terapia para os orientais. Na Medicina chinesa, movimentar-se é deixar fluir a energia do corpo - e nesse fluir está a saúde: Assim todas as manhãs, milhões de chineses podem ser vistos em lugares públicos, praticando sossegadamente o Tai Chi Chuan ("O máximo do extremo") uma ginástica que mais lembra um balé em câmera lenta. Mas o chinês imóvel, de olhos fechados em plena rua, que de repente faz um movimento brusco, quase espasmódico, não está fazendo propriamente ginástica. Ele está, isto sim, exercitando-se nas arcaras artes do Qigong (que significa "a técnica da energia" e pronuncia-se "tchigon"), talvez a mais procurada forma de tratamento na China, depois das ervas.

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sexta-feira, 4 de agosto de 2006

As Três Peneiras...


Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta: - Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, e o chefe, apartou: - Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, Chefe?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro. - Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que... E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, Chefe!
- diz Olavo, assustado.
- Então,
- continua o chefe
- sua história vazou a segunda peneira.Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não chefe. Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar.
- Fala Olavo, surpreendido. Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras
- diz o chefe sorrindo e continua:
- Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo das Três Peneiras:
VERDADE - BONDADE - NECESSIDADE
Antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:
PESSOAS INTELIGENTES FALAM SOBRE IDÉIAS, PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS E PESSOAS MESQUINHAS FALAM SOBRE PESSOAS

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quinta-feira, 3 de agosto de 2006

Pipocas da vida...


Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo, fica do mesmo jeito a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.

Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos: a dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe, perder o emprego ou ficar pobre. Pode ser fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento, cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo! Sem fogo o sofrimento diminui.

Com isso, a possibilidade da grande transformação também. Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer. Dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode imaginar um destino diferente para si. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela. A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.

Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM! E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente, algo que ela mesma nunca havia sonhado. Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a estourar. São como aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar.

Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito delas serem. A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura. No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira. Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva. Não vão dar alegria para ninguém.

Extraído do livro "O amor que acende a lua" de Rubem Alves

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quarta-feira, 2 de agosto de 2006

Video do Semestre: Goleiro Bom Prá Cachorro

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terça-feira, 1 de agosto de 2006

Agosto


Oitavo mês do ano. Era o sexto no calendário romano e, originalmente, chamava-se Sextilis. O nome atual é uma homenagem a Caio Júlio César Otávio Augusto.

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