segunda-feira, 31 de julho de 2006

Medicina Ayurvédica

Praticar yoga e meditação são dois preceitos básicos da medicina ayurvédica. As duas rotinas são formas de manter o corpo e a mente em equilíbrio com o cosmo. Isso ajuda, segundos os antigos indianos, a garantir uma saúde perfeita. Baseada na idéia de que as pessoas são diferentes e, por isso, as posturas e respirações que garantem essa harmonia variam, Márcia De Luca, diretora do Ciymam, fez o DVD Yoga Integrado, Ayur Yoga, explicando as diferentes posturas e respirações que harmonizam vata, pitta ou kapha.

“Na Índia, os bons mestres de yoga sabem os doshas de seus alunos só de conviver com eles e, naturalmente, os instruem para fazer os exercícios mais adequados”, diz Márcia. “É o que eu faço com os meus alunos em sala de aula. O Ayur-Yoga é simplesmente uma forma de sistematizar isso para que as pessoas tomem consciência do que é melhor para elas.”

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domingo, 30 de julho de 2006

Elogio da Gratuidade - Final

Mundo digital e outras trincheiras

Estará a gratuidade condenada a ficar na defensiva? O advento da internet, que abre a possibilidade de partilhar universal e quase gratuitamente bens culturais, relança a questão de maneira certamente confusa, iconoclasta e inquietante para os confortáveis e elegantes salões. Após ter globalizado seu reino, o mercado não cessa de nos importunar com a insuperável superioridade de suas capacidades para o livre comércio, e eis que se vê forçado a fazer contorsões deseperadas para impedir a fluidez.

Descobrindo nos bens culturais uma fonte fabulosa para seus lucros, o capitalismo financeiro já nos anunciava que não deixaria nada fora de sua voracidade. Eis que se vê forçado a fazer barricadas nos seus antigos ofícios e encarar seriamente que o futuro lhe escapa pelos dedos. Em todo caso, a gratuidade terá conexão com o futuro, seja ela levada pelo poder dos dígitos ou imposta pelo arrombamento, graças à engenhosidade dos ciberpiratas ou ambas as coisas.

Este sopro de juventude desperta uma velha evidência, conduzida por uma existência social longa e frutífera. A gratuidade é indispensável para o exercício de direitos essenciais, tanto para o desenvolvimento individual como para a vida coletiva.

Quando a lei reconhece o direito a um teto, como ir além da fórmula mágica sem caminhar em direção a algo como seguridade social da moradia? Os seguros particulares propostos aos que têm acesso à propriedade já não mostram, aliás, que isso é perfeitamente possível? Se queremos restabelecer o espaço comum e baixar a panela de pressão da repressão anti-pobres, por que os transportes públicos não poderiam tornar-se gratuitos — ao menos para os jovens, antes que tenham um emprego? Já não é gratuito, sem provocar revolta, o bastante oneroso serviço de limpeza pública? O direito à educação, igualdade e liberdade de acesso aos serviços de saúde, mesmo imperfeitos, criticados e distorcidos como são, mostram o caminho: é possível, pode dar certo e faz bem.

Concretizar o direito a uma gratuidade é sair da assistência social e produzir instituições não mais sociais, mas sim políticas quer dizer, instituições que promovam verdadeiramente a igualdade de condições.

Transformações radicais já inscritas no quotidiano

A instituição da verdadeira gratuidade não se serve de rodeios, não se contenta em mudar o estatuto da propriedade das empresas, mas libera-se a si mesma da relação comercial. Ela esvazia o lugar até então ocupado pelo mercado, desviando riquezas, às vezes consideráveis, da esfera de valorização do capital. Quando ela é conquistada, fixa-se nos corações e mentes e aí produz evidências tão fortes como as do mercado. Aquele ou aquela que tem mais tempo disponível reconhece que ele não tem preço sem esquecer, no entanto, que vale dinheiro no mercado de trabalho.
Esta é a razão por que as gratuidades instituídas se encaixam na história das sociedades. Pudemos, sem grande resistência, privatizar os bancos públicos. Mas a própria idéia de apresentar a Educação como uma empresa privada parece, na França, uma obscenidade.

Tudo isso oferece uma bússola para repensar transformações que são radicais mas estão inscritas no presente, na concretude. Aqui e agora: de cada um, segundo suas capacidades, a cada um conforme suas necessidades. Os que pilotam o sistema têm dúvidas? Durante um debate sobre a lei de direitos autorais, Renaud Donnedieu de Vabres, ministro da Cultura da França, valeu-se de toda a sua grandiloqüência para sugeri-lo, declarando: “Tenho diante de mim um inimigo perigoso: o sonho da gratuidade.”

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sábado, 29 de julho de 2006

Elogio da Gratuidade - Parte 1

Deturpado pelo marketing, ou visto como sinal de populismo, o ato de oferecer sem exigir contrapartida financeira continua ocupando lugar central na existência humana. E é pista para transformações radicais da sociedade

Jornais gratuitos. 20% de produto grátis... Tem-se a impressão de que a palavra “gratuito” encontra-se em toda parte e a realidade em lugar nenhum. Profanada pelo marketing, que a invoca a fim de estimular a demanda, a gratuidade, porém, quase desapareceu da oferta política. Subsiste ainda em algumas denominações institucionais como “escola gratuita”, expressão consagrada por um século de liturgia republicana e que não se ousa retificar, substituindo-a por “escola dispendiosa”. Mas quando o debate não é inibido pela indulgência e o respeito que inspiram as velhas senhoras, a maioria dos responsáveis pelos bens públicos reprova o termo gratuidade. Populista, enganador, quase sinônimo de incivismo. Como reconhecer o valor das coisas quando esquecemos que elas custam esforço e dinheiro?

O apelo publicitário sabe tirar proveito da gratuidade. Tomados por grande depressão política, os representantes do bem comum, que antigamente se orgulhavam de propor serviços públicos gratuitos, não querem mais saber disso. O que aconteceu?

Desfaçamos primeiramente o paradoxo ofuscanate, transmitido com insistência por empresas capitalistas, que fizeram da gratuidade seu principal argumento comercial. TF1, M6, Le Quotidien 20 minutes e alguna outros fazem parte de uma mídia empenhada em uma função bastante sensível: produzir signos, símbolos, linguagem, através de um serviço de informação ou de entretenimento oferecido gratuitamente ao público. Atrás da aparência, existe uma transação comercial clássica, com cliente, fornecedor e mercadoria.
O cliente é um anunciante publicitário; o fornecedor, um difusor de programas; e a mercadoria, um telespectador ou um leitor. O que o cliente compra do fornecedor é o “tempo de cérebro disponível”, segundo a expressão consagrada, após Patrick Le Lay, presidente da TF1, ter feito a cínica oferta aos editorialistas. O conteúdo é gratuito, o que é bem normal, porque o conteúdo é a isca. O pescador não exige do peixe que financie a isca. Gratuito para o peixe, mas financiado pelo pescador e por aqueles que apreciam e compram o peixe. Transação 100% comercial. Gratuidade zero.
O que o marketing não consegue esconder

Eis o lado obscuro: asfixia potencial do espaço comum pela privação de gratuidade. Mas a despeito destas deturpações devastadoras, a gratuidade existe e constitui um precioso fio de Ariadne para reexplorar as vias da transformação social. Todos nós compartilhamos uma experiência paradoxal, neste mundo onde o dinheiro parece submergir tudo: a convicção de que a gratuidade não se encontra na periferia, mas no centro de nossa existência.

Certamente, perturbados pelo ocultamento comercial e pelo marketing que banaliza o termo gratuidade, evitamos admiti-la. Isso não nos impede, no entanto, de reconhecer o lugar eminente daquilo que não tem preço: o amor, a amizade, o envolvimento dos pais na educação dos filhos, a luz do sol, a contemplação das paisagens, os presentes que recebemos e cujo valor sentimental ultrapassa imediatamente o caráter de um bem permutável...

O espaço público empobreceu, reduziu-se cada vez mais a parte comum de uma co-propriedade, simples apêndice do domínio privado. Mas onde foram constituídas grandes gratuidades que se solidarizam, a resistência é maior. A previdência social e o sistema público de ensino instalaram-se na paisagem social com uma naturalidade que às vezes faz esquecer como foi árduo conquistá-los. Quando são atacados, a reação é ainda forte. Gratuidades produtoras do sentimento comum: as pessoas que não saem à noite, não se queixam de contribuir para a iluminação pública.

Nosso tempo não escapa ao ocultamento comercial. Segundo o discurso dominante, seria necessário, por razão e virtude, que dedicássemos mais tempo ao trabalho. E assim nos deixamos levar, aceitando às vezes até cobrir nossa atividade de terminologias obscenas: “aprender a se vender bem”, “valer 300 mil euros por ano”. Mas quando aí se projeta a luz da gratuidade, tudo se esclarece de maneira diferente. “Tempo de trabalho” pode ser dito também “tempo vendido”, mercadoria submetida à boa vontade do comprador. O contrário do tempo gratuito, aberto por natureza à atividade livre. De um lado, o instrumento; de outro o objetivo. De um lado, a necessidade; de outro a liberdade.

Certamente, podemos nos desenvolver também no tempo vendido, mas é por uma coincidência que sempre excede o contrato salarial. Esta possibilidade de desenvolvimento pessoal dentro do tempo vendido constitui suplemento inalienável, gratuito e, aliás, aleatório, que exige a subordinação salarial. Suplemento ameaçado: flexibilidade, sub-emprego crônico.

Uma pressão muito forte nos convida a nos esvaziarmos de nossa autonomia biográfica e substituí-la por uma subjetividade cada vez mais submissa aos objetivos da empresa. Que sentido queremos dar ao nosso tempo, à nossa vida? Que parte estamos dispostos a vender? De qual outra queremos preservar a gratuidade sem preço?

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sexta-feira, 28 de julho de 2006

O Trânisto em SP ás 08:00 Horas

Corredor: Consolação

Sentido: Paulista
Trecho AV SÃO LUIZ: Livre
Trecho AV IPIRANGA: Livre
Trecho PÇA ROOSEVELT: Livre
Trecho R MARIA ANTONIA: Livre
Trecho R DONA ANTONIA DE QUEIROZ: Livre
Trecho R SERGIPE: Livre
Trecho R MACEIÓ: Livre
Sentido: Centro
Trecho AV PAULISTA: Livre
Trecho R ANTONIO CARLOS: Livre
Trecho R MATIAS AIRES: Livre
Trecho R FERNANDO DE ALBUQUERQUE: Livre
Trecho R DONA ANTONIA DE QUEIRÓZ: Livre
Trecho PÇA ROOSEVELT: Livre

Corredor: Braz Leme

Sentido: Santana
Trecho PTE CASA VERDE: Livre
Trecho R MARAMBAIA: Livre
Trecho R TIBAES: Livre
Trecho R SÓROR ANGÉLICA: Livre
Trecho R HELIODORA: Livre
Trecho AV SANTOS DUMONT: Livre
Sentido: Marginal
Trecho R VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA: Livre
Trecho AV SANTOS DUMONT: Livre
Trecho R COM JOAQUIM MONTEIRO: Livre
Trecho R DR CÉSAR: Livre
Trecho R HELIODORA: Livre
Trecho R SÓROR ANGÉLICA: Livre
Trecho R SANTO ANSELMO: Livre
Trecho R MARAMBAIA: Livre

Corredor: Sumaré

Sentido: Lapa
Trecho VD DR ARNALDO: Livre
Trecho PÇA RICARDO RAMOS: Livre
Trecho R MINISTRO GODÓI: Livre
Trecho R CIUBI: Livre
Trecho R JOÃO RAMALHO: Livre
Trecho R PROF JOÃO ARRUDA: Livre
Sentido: Pinheiros
Trecho R TURIAÇU: Livre
Trecho R AIMBERÉ: Livre
Trecho R APIACÁS: Livre
Trecho R CAIUBI: Livre
Trecho R MIN GASTÃO MESQUITA: Livre
Trecho R VARGINHA: Livre
Trecho PÇA ANA MARIA POPPOVIC: Livre

Corredor: Ermano Marchetti-Marques De São Vicente

Sentido: Barra Funda
Trecho R DOS AMERICANOS: Livre
Trecho R ENG ALBERTIN: Livre
Trecho R TEN LANDI: Livre
Trecho PÇA JACOMO ZANELLA: Livre
Trecho PÇA PEDRO CORAZZA: Livre
Trecho PÇA JOSÉ V CARVALHO MESQUITA: Livre
Trecho PÇA PASCOAL MARTINS: Livre
Trecho PÇA LUÍS CARLOS MESQUITA: Livre
Trecho PÇA IRIS MEIMBERG: Livre
Sentido: Lapa
Trecho AV RUDGE: Livre
Trecho MARG TIETÊ: Livre
Trecho R DOS AMERICANOS: Livre
Trecho PÇA IRIS MEIMBERG: Livre
Trecho PÇA LUÍS CARLOS MESQUITA: Livre
Trecho PÇA PASCOAL MARTINS: Livre
Trecho PÇA JOSÉ V DE CARVALHO MESQUITA: Livre
Trecho PÇA PEDRO CORAZZA: Livre
Trecho PÇA JÁCOMO ZANELLA: Livre
Trecho R ENG ALBERTIN: Livre

Corredor: Inajar De Souza

Sentido: Bairro
Trecho PTE FREGUESIA DO Ó: Livre
Trecho AV N SRA DO Ó: Livre
Trecho R BARTOLOMEU DO CANTO: Livre
Sentido: Centro
Trecho R MÁRIO MALDONADO: Livre
Trecho R ANTONIO DE COUROS: Livre
Trecho AV N SRA DO Ó: Livre

Corredor: Francisco Matarazo-Elev Costa E Silva

Sentido: Lapa
Trecho PÇA ROOSEVELT: Livre
Trecho R ANA CINTRA: Livre
Trecho AL GLETE: Livre
Trecho LGO PE PÉRICLES: Livre
Trecho R ADOLFO PINTO: Livre
Trecho R GERMAINE BURCHARD: Livre
Trecho AV ANTÁRTICA: Livre
Sentido: Penha
Trecho AV POMPÉIA: Livre
Trecho AV ANTÁRTICA: Livre
Trecho R GERMAINE BURCHARD: Livre
Trecho R LINCOLN ALBUQUERQUE: Livre
Trecho LG PE PÉRICLES: Livre
Trecho AL GLETE: Livre
Trecho R ANA CINTRA: Livre

Corredor: Guaicurus

Sentido: Bairro
Trecho AV POMPÉIA: Livre
Trecho R FAUSTOLO: Livre
Trecho R TIBÉRIO: Livre
Trecho R DUÍLIO: Livre
Trecho R CAIO GRACO: Livre
Trecho R VESPAZIANO: Livre
Trecho R AURÉLIA: Livre
Trecho R SCIPIÃO: Livre
Trecho R CATÃO: Livre

Corredor: Clélia

Sentido: Centro
Trecho PIO XI: Livre
Trecho R VENÂNCIO AIRES: Livre
Trecho R BARÃO DO BANANAL: Livre
Trecho R MONTEIRO DE MELO: Livre
Trecho R JEROAQUARA: Livre
Trecho R SCIPIÃO: Livre
Trecho R AURÉLIA: Livre
Trecho R VESPASIANO: Livre
Trecho R CAIO GRACO: Livre
Trecho R DUÍLIO: Livre
Trecho R CLÁUDIO: Livre

Corredor: Cruzeiro Do Sul

Sentido: Bairro
Trecho AV DO ESTADO: Livre
Trecho R VIDAL DE NEGREIROS: Livre
Trecho R PEDRO VICENTE: Livre
Trecho PTE CRUZEIRO DO SUL: Livre
Trecho AV ZAKI NARCHI: Livre
Trecho AV ATALIBA LEONEL: Livre
Trecho R DARZAN: Livre
Sentido: Centro
Trecho R CONS SARAIVA: Livre
Trecho R ALFREDO PUJOL: Livre
Trecho AV BRAZ LEME: Livre
Trecho AV ATALIBA LEONEL: Livre
Trecho R SANTA EULÁLIA: Livre
Trecho PTE CRUZEIRO DO SUL: Livre
Trecho R PEDRO VICENTE: Livre

Corredor: Marginal Tietê (Expressa)

Sentido: Castelo Branco
Trecho PTE FREGUESIA DO Ó: Livre
Sentido: Ayrton Senna
Trecho PTE FREG DO Ó: Livre

Corredor: Dr Arnaldo-Heitor Penteado

Sentido: Sumaré
Trecho COMPLEXO VIÁRIO: Livre
Trecho R APINAGÉS: Livre
Trecho R CAYOWWÁ: Livre
Trecho MAJOR NATANAEL: Livre
Trecho TEODORO SAMPAIO: Livre
Trecho CARDEAL ARCOVERDE: Livre
Trecho CARDOSO DE ALMEIDA: Livre
Trecho AV PAULO VI: Livre
Trecho R ALEGRETE: Livre
Trecho R TREMEMBÉ: Livre
Trecho R TABOÃO: Livre
Sentido: Paulista
Trecho AV POMPÉIA: Livre
Trecho TEODORO SAMPAIO: Livre
Trecho HOSPITAL DAS CLÍNICAS: Livre
Trecho PÇA AMERICO JACOMINO: Livre
Trecho R LUMINÁRIAS: Livre
Trecho R ABEGOARIA: Livre
Trecho R MIRANDA MONTE NEGRO: Livre
Trecho R CAPOTE VALENTE: Livre
Trecho R OSCAR FREIRE: Livre
Trecho R GALENO DE ALMEIDA: Livre
Trecho CARDEAL ARCOVERDE: Livre

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quinta-feira, 27 de julho de 2006

Frase do Semestre

"Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos. É justamente
porque não ousamos que tais coisas são difíceis."

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quarta-feira, 26 de julho de 2006

Tira da Quinzena

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terça-feira, 25 de julho de 2006

O ar

Preste atenção na sua respiração. Observe o trabalho do seu corpo.

Não é interessante perceber que à medida que volta a atenção para os movimentos do tórax, mesmo que continue lendo, algo muda? Conte alguns segundos enquanto observa o movimento.

Pois não é que você pode estar, neste momento, melhorando sua postura, ampliando a respiração, dilatando mais as narinas e aumentando a quantidade de ar que inspira?

E como estava sua respiração antes? Curta? Você quase não expirava? Difícil lembrar?

A questão mais importante sobre a respiração se resume em uma palavra: Atenção.

Desde o primeiro suspiro até hoje, seu pulmão só parece `respirar sozinho` - na verdade, ele tem um duplo comando: um automático, que faz com que você continue respirando mesmo durante o sono; outro que pode ser influenciado e comandado por processos conscientes.

Com isso, quando você foca a consciência na respiração, pode controlar o ritmo e a intensidade do processo. De uma hora para outra, o que funciona sem que você tenha sequer que pensar a respeito torna-se consciente. Mais que isso: ajustável.

Preste atenção mais uma vez. O ar chega até o tórax percorrendo nariz, faringe, laringe, traquéia, brônquios e bronquíolos. O tempo todo, sem parar, nosso sistema respiratório entra em contato com o ambiente externo e toma emprestada parte da atmosfera. No microcosmo do nosso corpo é possível imaginar uma corrente de vida misturando-se às células, tomando parte em nós.

Inspire de novo. Sinta. Há quem perceba nisso o sopro de Deus.

Os pulmões contêm uma estrutura semelhante a uma esponja, com cerca de 300 milhões de sacos microscópicos, os alvéolos, extremamente finos e irrigados por pequenos vasos sangüíneos. "A superfície total, se esticada, alcançaria 100 metros quadrados de área", explica Geraldo Lorenzi Filho, pneumologista da Universidade de São Paulo (USP). Nos alvéolos o ar inspirado e o sangue são colocados em contato, separados por uma distância que praticamente só existe no papel - apenas 0,0001 metro. Nesse encontro, as moléculas de oxigênio migram para as células sangüíneas a bordo das quais partem para uma jornada pelo corpo humano.

O sangue, portanto, embarca nos pulmões o oxigênio e, com seu ilustre passageiro, percorre nosso cérebro, nossos órgãos, braços e pernas, deixando moléculas de O2 em cada uma das células do corpo. Por fim, passa novamente pelos pulmões, trazendo o produto da combustão das células, o CO2 dióxido de carbono, que é expelido para dar lugar novamente às moléculas de O2.

E depois tudo de novo e de novo...

Em apenas um minuto, ocorrem cerca de 12 respirações completas. Em média, inspiramos e expiramos 17 280 vezes por dia, fazendo circular quase 7 mil litros de ar em nosso corpo - inalamos cerca de 400 mililitros a cada inspiração. Ocorre que a capacidade vital do pulmão é muito maior: 4 litros de ar. Inalamos 400 mililitros, mas nossos pulmões poderiam, no máximo da expiração e inspiração, dez vezes mais!

No dia-a-dia, uma respiração sem tensões poderia alcançar entre 800 e 1 600 mililitros. Por outro lado, quando estamos estressados, respiramos apenas 100 mililitros de ar. Nesse território imenso, entre os 100 mililitros e os 4 litros, pode estar um dos maiores "segredos" da saúde e do bem-estar do ser humano.

Em muitas culturas, respirar é a chave para alcançar integração com a natureza, o equilíbrio corpo-mente, a iluminação espiritual. Iogues, budistas, sufistas, taoístas, monges zen, cristãos e todos que buscam o sagrado sabem que é preciso respirar da melhor forma possível. Não só pelo precioso oxigênio.

Em meditações ch'an (zen), a respiração é essencial para a absorção do ch'i - nada menos que a energia celestial. `Com essa força circulando pelo corpo, podemos transformar a mente e alcançar o vazio, a iluminação`z, diz Jou Eel Jia, médico acupunturista e mestre ch'an. "Quando estamos calmos, a respiração é lenta e tranqüila. Se ficamos angustiados, o movimento torna-se curto e brusco. A respiração reflete nosso estado emocional interior."

O ch'i, que os hindus chamam de prana, é tido como uma energia pura e límpida presente em toda a natureza e que tem a propriedade de nos manter vitalizados, plenos de entusiasmo. Essa energia é responsável pela harmonia do corpo e também por nossas boas vibrações. Sem dúvida, você já a sentiu. Lembre-se de como um pequeno passeio ao ar livre, longe do ar-condicionado, refaz seu dia. Ou do bem-estar trazido pelo ar das montanhas, pela brisa de um beira-mar. Nesses locais o prana está mais puro, mais vibrante. É fácil absorvê-lo.

A prática hindu de respiração é chamada pranayama. Envolve o controle do mecanismo respiratório através da restrição e da suspensão da inspiração ou expiração. É um conhecimento muito antigo, anterior mesmo aos primeiros registros no Rig Veda, as escrituras sagradas dos hindus, que contam mais de 5 000 anos. Às vezes, exercita-se o fluxo de ar em uma só narina. Ou se encosta a língua no céu da boca. Há técnicas que exigem total imobilidade, outras com atividades físicas - a yoga, por exemplo. Pode-se praticar em silêncio ou entoando cânticos, os mantras. A essência dos exercícios está na pausa respiratória. Gerenciar o processo nos obriga a focar a atenção e assim diminuir a agitação mental, criando condições para a meditação. Faz todo sentido.

Shotaro Shimada, professor de yoga há 44 anos, recomenda um pranayama muito simples para quem quer experimentar a respiração dos iogues (veja quadro ao lado). Basta contar o tempo.

Um simples exercício como esse mostra muitas coisas. Por exemplo, que nossa expiração é muito rápida (na maioria dos casos é). Em nível biológico, a respiração curta dificulta a troca gasosa descrita anteriormente. Algumas células podem demorar para eliminar o CO2 e assim envelhecem bem mais depressa.

Mas não faltam razões para irmos além da matéria, do corpo. `Respirar é estar conectado a toda a criação divina`, diz o reverendo Edmundo Pelizari, da Igreja Nacional Jansenista da Holanda e estudioso do Cristianismo primitivo. Essa compreensão é comum a inúmeras culturas e sociedades e está registrada no significado das palavras. Em hebraico, "respirar" vem de ruach, que significa "alma e espírito, sopro e alento". Em latim temos spirare, que gerou spiritus. Em grego, psyche significa ao mesmo tempo "respiração e alma". O mesmo para atman, na língua hindu.

Nas antigas tradições cristãs, o vento trazia a inspiração, o transe, a mensagem. `Os primeiros adeptos do Cristianismo praticavam técnicas de respiração para acessar o mundo interior, em busca de visões e até mesmo de encontros com Deus", comenta o reverendo. Segundo Pelizari, no batismo original uma das técnicas utilizadas era assoprar o rosto da criança. Aliás, desde o princípio...

`E o Senhor Deus formou o homem Do barro da terra E inspirou-lhe nas narinas O sopro da vida. E o homem se tornou um ser vivente.` Gênesis 2:7

Na Palestina, entre o século I e II, utilizava-se o terço para inspirar e expirar calmamente, contando uma respiração a cada conta. No século IX, alguns praticantes se dirigiram até a Grécia, no Monte Atos, onde sons e outras técnicas foram adicionados. Na inspiração pronunciava-se a sílaba "je", na expiração "sus". Alguns praticantes buscavam sincronizar as fases da respiração com as batidas do coração. Faziam dietas, adotavam posturas e ensaiavam projeção mental. Os cristãos da Grécia "respiravam" o ícone de adoração (Jesus ou Maria). Durante a respiração, o movimento simbolizava fluxo e refluxo entre o praticante e a imagem. Acreditava-se que os adeptos absorviam a força divina. É muito semelhante a algumas respirações praticadas no Budismo tibetano.

Com a respiração absorvemos o ambiente ao redor, interagimos com ele - mas isso pode ser bom e pode ser ruim.

Porque nem tudo o que está ao nosso redor queremos absorver. Para não enfrentar uma nuvem de fumaça e também tensões emocionais ou psicológicas, muitas vezes prendemos a respiração. Com medo de sentir, para evitar sensações desagradáveis ou ameaçadoras, paramos de respirar por segundos. Como se nos anestesiássemos. E isso prende as emoções no corpo. "Uma respiração curta reprime não apenas as sensações desagradáveis, como também as agradáveis", diz a psicóloga Dulci Duek. "Quem não consegue respirar profundamente, acaba tornando-se incapaz de sentir prazer. Ou amor."

Esse é um aspecto muito interessante. A cultura ocidental nos ensina duas formas de trazer ar aos pulmões. A mais conhecida é traduzida pela expressão "barriga pra dentro, peito pra fora" - a chamada respiração torácica. O outro modelo, a respiração abdominal, centra-se na expansão e na contração do diafragma, algo fácil de ser observado na calma de uma criança dormindo. É a barriga que se movimenta, muito mais que o peito. Porém, se essa criança toma um susto e começa a chorar, o peito incha e desata em espasmos.

É sempre assim? Com essa enorme diferença entre as formas de respirar?

Basta uma curta caminhada ou um lance de degraus para descobrir: a respiração alterna-se inúmeras vezes entre o modelo torácico e o abdominal para viabilizar mecanicamente o que estamos fazendo. Quando andamos é de um jeito. E de outro quando dirigimos, comemos, tomamos banho, corremos, fazemos amor, dormimos...

Os músculos das regiões torácica e abdominal estão dimensionados para alongar admiravelmente. Com uma expansão pequena, eles se atrofiam. Pouco, mas o suficiente para virar armadilha, uma gaiola que dificultará ainda mais a expansão do pulmão. Sem a elasticidade natural do conjunto, o diafragma deixa de realizar plenamente uma massagem natural no miocárdio, principal músculo do coração. Que, simbolicamente, é a emoção. Ou amor.

Dulci Duek utiliza a respiração holotrópica com seus clientes, uma técnica desenvolvida na Califórnia pelo psicólogo Stanislav Grof no final da década de 60. O paciente fica deitado de uma a duas horas, respirando de forma mais acelerada que o normal, o que o induz a um estado alterado de consciência. Antigos traumas e sentimentos são liberados. Tem semelhanças com o rebirthing - renascimento - que também surgiu na Califórnia nos anos 60. O terapeuta Leonard Orr propôs uma respiração diferente da que usamos no dia-a-dia. Mais fluida, como a de um bebê. "Mal termina a inspiração, já começa a expiração. Não há pausas", explica Tárika Lima, do Instituto de Renascimento de São Paulo. "Ao respirar, a pessoa pode dissolver tensões que ela mesma prendeu no corpo."

Pra lá da Califórnia, a sagrada mitologia hindu afirma que tudo que somos, vivemos, sentimos e amamos desde o início dos tempos, não é nada senão a ocorrência ínfima de uma grande respiração. Brahman, a divindade universal, essência do cosmo, cria todo o universo e as formas de vida em uma única expiração - que, nas contas terrenas, dura bilhões de anos. Hoje estaríamos próximos do final de uma dessas magníficas expansões.

Em seguida, conta-se que Brahman irá inspirar a criação, trazê-la de volta ao seu interior. Então, irá expirar de novo e de novo e assim continuamente. Imitando a gente.

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segunda-feira, 24 de julho de 2006

O pão de cada dia

O melhor caminho é aquele por onde teu coração
estabelece-te, por onde a tua rotina é presente,
por onde teus pés caminham.
O teu caminho torna-se sagrado pelo simples fato
de estares inserido nele.
Nele estão todos os teus humores, tuas vontades,
teus sonhos, tuas alegrias, tuas dores.
Questões já assumidas, outras ainda por trabalhar e outras tantas já esquecidas em algum lugar do teu ser...
Nele tens a capacidade de girar a roda quando desejares, escolhendo outros rumos, outras coisas.
Já pensaste quantos espaços dentro de ti
estão à espera dos teus pincéis,
das tuas tintas, da tua criação?
Já sentiste que tens todos os meios para te lançares naquilo que o teu coração tanto anseia?
Seja um perdão, um pouco de silêncio,
um pouco mais de compreensão, paciência, discernimento, alegria...
Muitas vezes, fechas os olhos para esta realidade,
entregando-te nas mãos de outros para que te cuidem,
indiquem-te o caminho a seguir.
Culpas a vida por sentir-te excluído, esquecido,
por não seres agraciado...
Quem pode, realmente. fazer algo por ti,
se tudo depende da tua vontade, do teu querer?
Não há remédio...
Tens que arregaçar as mangas,
sacudir a poeira dos teus pés e prosseguir.
Prosseguir nem que seja no escuro,
sem saber ao certo para onde estás indo...
O importante é não desistires, não estagnares.
Mesmo nos momentos onde te sentes perdido, completamente sem direção, há algo que trabalha em ti
e por ti de uma forma constante.
Lá, por trás das inúmeras sombras, medos
e decepções, algo ilumina...
Algo aprende, algo organiza...
E então, num belo dia, acordas sentindo que
a tempestade passou, que uma leveza encerra
o teu coração num doce balanço...
É... a vida prossegue, mesmo quando tendes a acreditar
que as tuas forças ficaram lá trás.
Abençoa-te, revigora teu caminho,
pois ele te pertence
e está, definitivamente, sob os teus cuidados.
Não há "outro" para cuidar da tua jornada.
Somente tu podes percorrê-la e vivenciá-la.
Este é o pão de cada dia.

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domingo, 23 de julho de 2006

Cidades Brasileiras: Campinas/SP

Cidade situada no sudeste do Brasil, nas terras altas do estado de São Paulo, na principal rodovia que liga São Paulo a Brasília. A cidade é um importante centro fabril e comercial da rica região agrícola onde predominam o café, a cana-de-açúcar e o algodão. São fabricados produtos têxteis, maquinaria e material agrícola.

Campinas se transformou num centro de ensino destacado a partir da criação do Instituto Agronômico, em 1887, que atualmente é o maior centro de pesquisa agropecuária do país, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, em 1941, e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp, de 1962), reconhecida como um dos centros de excelência entre as universidades brasileiras. Fundada em 1721 a partir de um alojamento de tropeiros que levavam gado para Mato Grosso, Campinas cresceu rapidamente durante o apogeu do café, no final do século XIX e início do XX.

População (1991) 846.424 habitantes.


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sábado, 22 de julho de 2006

Há 40 anos Passados...


Aos 20 minutos no Hospital Universitário da Unicamp (Campinas/SP) a configuração astrólogica era a mostrada acima.

Feliz Anivérsárioo!

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sexta-feira, 21 de julho de 2006

Dalai (Dê um "Duplo-Clique" na imagem)

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quinta-feira, 20 de julho de 2006

Hexa já Era

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quarta-feira, 19 de julho de 2006

Aqui Jaz Fumantes


Sensacional esta sacada da agência "Everest Brand Solutions" de Mumbai/Índia, criada para uma instituição de prevenção ao câncer.
Este big-poster foi colocado no teto de uma típica área destinada a fumantes.

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terça-feira, 18 de julho de 2006

Marcas de batom no banheiro...

Numa escola pública estava ocorrendo uma situação inusitada: Uma turma de meninas de 12 anos que usavam batom todos os dias removiam o excesso beijando o espelho do banheiro.
O diretor andava bastante aborrecido, porque o zelador tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao final do dia. Mas, como sempre, na tarde seguinte, lá estavam as mesmas marcas de batom...
Um dia o diretor juntou o bando de meninas no banheiro, explicou pacientemente que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam.Fez uma palestra de uma hora.
No dia seguinte as marcas de batom no banheiro reapareceram. O diretor juntou o bando de meninas e o Zelador no banheiro, e pediu ao zelador para demonstrar a dificuldade do trabalho.
O zelador imediatamente pegou um pano, molhou no vaso sanitário e passou no espelho. Nunca mais apareceram marcas no espelho!
Há professores e há educadores...

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segunda-feira, 17 de julho de 2006

O Quase...

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase.

É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto.

A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados.

Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.

Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.

Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.

O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé move montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é

desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

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domingo, 16 de julho de 2006

Foto do Dia

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sábado, 15 de julho de 2006

Poker - Final

Apostas - Primeira rodada - Antes de receber cartas, cada participante deposita um "pingo" no centro da mesa. Estas fichas serão disputadas durante o jogo. O jogo corre, como a distribuição de cartas, no sentido horário (da esquerda para direita). Assim, o jogador à esquerda do carteador será o primeiro a falar. As opções são as seguintes:

1) Pensa que não conseguirá formar um bom jogo e "passa" ou "sai" , pondo duas cartas fechadas sobre a mesa;
2) Diz "mesa", para verificar a situação dos demais, antes de apostar. Com isso, transfere o direito de falar em primeiro lugar ao jogador à sua esquerda, conservando o direito de falar posteriormente, se alguém "abrir";
3) gosta de seu jogo e faz uma aposta inicial.

Às vezes o limite das apostas não é estabelecido, mas em geral as apostas são combinadas antes do início do jogo, fixando-se o limite mínimo e o máximo. Se o primeiro jogador "passar" ou disser "mesa", o segundo terá as mesmas opções, e assim por diante, até chegar ao carteador. Se todos passarem, as cartas serão reunidas e o segundo jogador da mesa procederá a nova distribuição.

As fichas continuarão na mesa e serão apontadas pelos novos "pingos". Se o primeiro jogador apostar, o segundo terá de decidir se acompanha, sai ou aumenta a aposta (repique). Se algum jogador repicar, qualquer outro poderá contra-repicar (aumentar novamente a aposta). Se alguém abrir e os outros apenas acompanharem, o abridor não poderá repicar a própria aposta inicial.

Se alguém repicar ou contra-repicar, os que já acompanharam terão de decidir se desejam completar suas apostas ou se desejam sair. Para participar, todos deverão ter apostado a mesma quantidade de fichas. Se algum jogador disse "mesa" inicialmente, após a "abertura" terá de decidir, na sua vez de falar, se deseja acompanhar ou se prefere sair.

Troca de cartas - Quando as apostas terminarem os jogadores que continuarem no jogo poderão trocar cartas. Esta troca é feita uma única vez. É raro algum jogador desejar trocar quatro cartas, pois isto reduziria a possibilidade de melhorar a mão. Em alguns lugares só se permite a troca de quatro cartas ao primeiro jogador. Em geral os jogadores trocam uma, duas ou três cartas. Se alguém receber um jogo feito, não precisará trocar cartas.

O carteador distribuirá as novas cartas, utilizando as que haviam sobrado na distribuição inicial, mais as recolhidas dos que "saíram", embaralhando-as novamente e dando-as a cortar, sempre em sentido horário, de acordo com o pedido de cada jogador. Na sua vez de pedir, cada jogador deverá anunciar quanta cartas deseja, destacando de sua mão igual número de cartas, jogando-as fechadas sobre a mesa, antes de receber as novas. Se as cartas não forem suficientes para as trocas, o carteador recolherá as cartas já descartadas, embaralhando-as, para distribuí-las aos que ainda não trocaram cartas.

Apostas - Segunda rodada - Já com o novo jogo, o jogador que iniciou as primeiras apostas, isto é, quem abriu o jogo, deverá ser o primeiro a falar. Se houver repiques, o último repicador falará primeiro. Poderá dizer "mesa" ou apostar. O seguinte poderá dizer "mesa", se o primeiro também o fez, ou sair, acompanhar a aposta ou aumentá-la. Se todos disserem mesa, quem tiver o melhor jogo recolherá as fichas.

Se houver apostas (simples, repicadas ou contra-repicadas), os que ficarem no jogo verificarão entre si quem tem a melhor mão. Se algum jogador apostar e nenhum dos outros pagar , recolherá as fichas sem mostrar seu jogo. A abertura mínima, na primeira distribuição, é um par de Valetes; se todos passarem, na segunda, par de Damas, e assim por diante, até chegar a dois pares. Em alguns círculos a abertura é livre.

Blefe - É um recurso muito empregado no Pôquer, tendo por finalidade ganhar com jogo pequeno, fingindo ter um grande jogo. Isto é feito por meio de aposta elevadas; se os demais tiverem jogo fraco ou apenas razoável, não pagarão e, nesse caso, o blefador não precisará mostrar suas cartas. O blefe exige experiência e sangue frio.

O blefador sistemático, que fica conhecido por nunca blefar, também levará desvantagem, pois quando apostar, ninguém pagará, sabendo que seu jogo é muito grande. É preciso saber dosar e variar, não estabelecendo um padrão de jogo.

Escuro - É apenas uma variante no sistema de aposta. O "pingo" inicial é, por convenção, proporcionalmente crescente. O carteador põe uma ficha, o primeiro à sua esquerda porá duas, o seguinte quatro etc. Para o jogo não ficar muito violento, o escuro geralmente é feito por três ou quatro jogadores apenas. O último a pingar é chamado de "dono do escuro" ou "escurante".

Ele terá o direito de aumentar as apostas, se quiser, antes da troca de cartas. Assim, distribuídas as cartas, o jogador seguinte ao escurante deverá decidir se acompanhará o jogo; se desejar fazê-lo, porá na mesa o mesmo número de fichas que o escurante. Da mesma forma agirão os outros. Os que já tiverem pingado uma ou duas fichas, deverão completar ou sair, perdendo o que já jogaram.

O carteador, antes de proceder à troca de cartas, deve consultar o escurante, pois este poderá aumentar as apostas. Após a troca, o dono do escuro será o último a falar e só terá direito a aumentar qualquer aposta que seja feita pelos demais. Se o escurante repicar, o contra-repique será livre.

Variações

a) Pôquer com curinga - Às cartas normais, acrescenta-se um curinga, que assumirá o valor de qualquer carta. A escala de valores das mãos é alterada, pois logo abaixo do Royal Straight Flush o maior jogo será o de cinco cartas do mesmo valor. (Exemplo: 4 Reis e um curinga, valendo como cinco Reis).

b) Pôquer miséria - A ordem de valores dos jogos é invertida, ganhando sempre que tiver a pior mão. Alguns grupos jogam o que se chama "Quem dá, manda", isto é, o jogo varia a cada mão, de acordo com a vontade do distribuidor, que deverá anunciar, enquanto as cartas, que modalidade deseja jogar.
PÔQUER ABERTO (STICK POKER OU STUD POKER)
Pode ser jogado com cinco ou sete cartas (modalidades mais comuns).
Stick de Cinco Cartas (mais comum no Brasil)

É um jogo bastante violento, pois o volume de apostas pode ser muito grande. O valor dos jogos é o mesmo do Pôquer. No Brasil costuma-se considerar no Stick apenas os jogos de pares (par, dois, pares, trinca, fullhand, quadra). O jogo completo, em que valem todas as combinações, é chamado "Sticão". Como não há troca de cartas, o número de participantes pode ser maior. Geralmente os seis e até mesmo os sete não são utilizados, se o grupo for composto de seis ou sete jogadores. As apostas são feitas após o recebimento de cada carta.

Cada jogador recebe uma carta fechada e uma aberta. Após examinar a carta fechada, cada jogador aposta, de acordo com a possibilidade de formar um jogo vencedor com as cartas que ainda receberá. O primeiro a apostar será aquele que tiver a maior carta aberta, seguindo-se então o sentido horário.

O carteador costuma indicar quem será o primeiro a falar , dizendo "Fala o Às", ou "Fala o Rei", se esta for a carta aberta de maior valor. Se houver empate nas cartas expostas, deverá falar primeiro o jogador mais próximo do carteador, à sua esquerda. Para receber cartas, todos apostam um valor mínimo (pingo). Após receber a primeira carta fechada, cada jogador, a partir de quem tiver a carta maior, deverá apostar ou sair, ou aumentar a aposta de algum jogador que o procedeu.

Geralmente se convenciona que, na primeira volta, quem receber figura será obrigado a acompanhar as apostas. Uma segunda carta aberta é distribuída e as apostas serão reiniciadas, novamente a partir de quem tiver a melhor combinação de cartas. O carteador indicará, por exemplo: "Fala Às e Rei", ou "Fala o par de Damas". Se estiverem jogando o "Sticão", em que valem todas as combinações, nesta fase ainda não se consideram as seguidas e os flushes para abertura das apostas. Uma nova carta (terceira aberta e quarta do jogo) é distribuída; novamente abrem-se as apostas. Se estiverem jogando "sticão". Agora já serão levadas em conta as possibilidades de seqüências e flushes.

O carteador dirá, por exemplo - "Fala a seqüência possível", para o jogador cujas três cartas abertas estão em seqüência, se este for o maior jogo à vista. A quinta carta, também aberta, obrigará à repetição do processo. As apostas, escalonadas, elevam bastante o nível do jogo; assim, os inexperientes devem tomar bastante cuidado. Se for combinado antes do jogo, quem desejar poderá receber uma outra carta fechada, desde que abra a primeira, pois cada um só poderá receber uma carta fechada.

Stick de Sete Cartas

A troca de cartas é permitida e, em conseqüência, o volume de apostas pode ser ainda maior. Cada jogador recebe três cartas, duas fechadas e uma aberta. Abrem-se então as apostas, como no stick de cinco cartas. A quarta e a quinta cartas são distribuídas da mesma forma, interrompidas pelas apostas. Cada jogador poderá então trocar uma carta, aberta ou fechada, dependendo da carta que devolver ao carteador. Se separou uma carta fechada, receberá outra fechada e vice-versa.

Novas apostas são feitas, procedendo-se então à última troca, obedecidas as mesmas normas. São feitas então as apostas finais, as cartas expostas e o vencedor recolhe as fichas. Para que o jogo não fique muito violento, costuma-se controlar o volume de apostas, estabelecendo-se um limite para as apostas iniciai
High-Low

É uma variante do Pôquer que se assemelha também ao Pôquer Miséria, pois ganham as mãos de maior e menor valor. As fichas são divididas entre o pior e o melhor jogo da mesa, ficando com o melhor a ficha que por acaso restar na divisão. É permitida a troca de cinco cartas. As demais regras são iguais às do Pôquer comum

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sexta-feira, 14 de julho de 2006

Poker - Parte 1

Regras

Desenvolveu-se nos Estados Unidos e desde logo tornou-se o jogo favorito dos norte-americanos, especialmente dos pioneiros do Oeste. A origem do Pôquer é muito antiga e está ligada a vários outros jogos que também se baseiam em combinações de cartas do mesmo valor e que apresentam um sistema de apostas muito semelhante ao do Pôquer atual.

Desses jogos o mais antigo é o Ás-Nas, de origem persa, criado há muitos séculos: O Pôquer desenvolveu-se nos Estados Unidos, tornando-se desde logo o favorito dos norte-americanos, especialmente dos pioneiros do Oeste, que se atiravam a ele em apostas vultosas e emocionantes, como se além da "febre do ouro", também sofressem da "febre do pôquer". Recebeu o nome até hoje adotado por volta de 1830 e, no início era praticamente igual ao Ás-Nas.

Recebeu contribuições de muitos países e de muitos outros jogos, mas as combinações parecem ter vindo de jogos chineses muito antigos, dos quais se originaram também o Mah-Jong e o Rommy. O Pochen (blefe) e o Pacaire, jogos respectivamente alemão e francês, parecem - segundo alguns autores - ser versões locais do Pôquer americano, que parece ser o jogo que apresenta maior número de variedades em todo o mundo.

Os dois tipos básicos de combinações de cartas do jogo atual são a seqüência (conjunto de cinco cartas de valores diferentes) e a reunião de cartas do mesmo valor. A forma mais conhecida das inúmeras variantes é o Straight Poker (Pôquer de Sequência), cujos princípios básicos são os mesmos de todos os outros tipos.

A principal divisão do Pôquer compreende dois grupos: o Draw Poker (Pôquer Fechado) e o Stud Poker ou Stick Poker (Pôquer Aberto). O ato de "filar" (pegar as cartas de forma que só a primeira seja visível, puxando as demais vagarosamente, para que os símbolos que as identificam vão aparecendo aos poucos, a fim de proporcionar emoção ao jogador), uma das características do Pôquer, foi o responsável por uma das mais importantes inovações introduzidas nos baralhos: a colocação no canto das cartas do número ou símbolo correspondente ao seu valor, como K ou R nos Reis, Q ou D nas Damas, J ou V nos Valetes e A nos Ases. Dois fatores muito importantes no Pôquer, além da sorte, são a malícia e a experiência, razão pela qual os jogadores experientes levam muita vantagem sobre os demais.
Regras do Pôquer Fechado

Nos Estados Unidos utiliza-se um baralho comum de 52 cartas. No Brasil as cartas de valor mais baixo são retiradas, de acordo com o número de participantes. Com quatro participantes utilizam-se as cartas do 7 ao Ás; com cinco jogadores, do 6 ao Ás. Embora os grupos possam ser constituídos de dois até oito jogadores, as mesas formadas de quatro a sete são consideradas ideais. Para cada jogador a mais no grupo, uma outra carta será acrescentada. Assim, se forem seis os participantes, incluir-se-á o cinco etc. O Ás é a carta mais alta, mas também pode entrar nas seqüências como a mais baixa. Exemplo: se o 7 estiver no jogo, a seqüência máxima será A-R-D-V-10 e a mínima 10-9-8-7-Ás.

Distribuição:
- Antes de iniciar o jogo, os jogadores devem estabelecer o valor do cacife, ou seja, as fichas necessárias para as apostas que serão feitas no correr do jogo. O primeiro carteador será aquele que tirar a carta mais alta, sorteada apenas para efeito de distribuição das cartas.

A seguir, será substituído a cada rodada pelo jogador mais à esquerda. Por se tratar de um jogo de apostas, o Pôquer tem convenções rigorosas sobre o embaralhamento, corte e distribuição das cartas. Antes da distribuição as cartas devem ser embaralhadas no mínimo três vezes. Qualquer jogador pode participar do embaralhamento, desde que peça ao carteador que será, porém, o último a embaralhar.
O baralho deve ser oferecido ao jogador da direita para o corte. Se este não quiser, qualquer outro jogador poderá cortar.
As cartas serão cortadas uma única vez, a menos que ocorra alguma irregularidade.
Se alguma carta virar durante o corte, as cartas deverão ser novamente embaralhadas e dadas a cortar. Se nenhum jogador cortar, o carteador não poderá mais embaralhar e deverá proceder à distribuição.
A distribuição é feita no sentido horário, uma por vez, fechadas, cinco para cada jogador. As cartas que sobrarem ficarão ao lado do carteador, para serem usadas posteriormente.
As "mãos"- Cada jogador procurará formar um jogo ou mão (combinação de cartas) com as cinco cartas recebidas. Do valor das mãos dependerá o valor das apostas, que devem ser fixadas antes do início do jogo. Todos os naipes têm igual valor.

Os valores do jogos ou mãos, em ordem decrescente, são os seguintes:
1) Straight Flush: cinco cartas do mesmo naipe, em seqüência. O Straight Flush mais alto, chamado Royal Straight Flush, é formado por Ás, Rei, Dama, Valete e Dez. O menor, dependendo da menor carta utilizada (6 ou 7), é 10, 9, 8, 7 e Ás ou 9, 8, 7, 6 e Ás. Entre dois ou mais flusches, ganha o que for encabeçado pela carta mais alta.
2) Quadra: quatro cartas do mesmo valor - 4 Ases, 4 Reis etc. Entre duas ou mais quadras, ganhará a que for formada pelas cartas mais altas.
3) Flush: cinco cartas do mesmo naipe, que não formam seqüência. Se houver dois ou mais flushes, ganhará o que for encabeçado pela carta mais alta; se estas forem iguais, considerar-se-á a segunda maior, a terceira, se houver necessidade, e assim por diante. Só haverá empate se as cinco cartas de dois jogadores tiverem os mesmos valores.
4) Full hand, full house ou full: um terno (três cartas do mesmo valor) e um par. Exemplo: Dama, Dama, Dama, 9 e 9. Entre dois fulls ganhará aquele que tiver o terno maior.
5) Seguida, seqüência ou straight: cinco cartas em seqüência, independentemente dos naipes. Entre duas seguidas, ganhará a que for encabeçada pela carta de maior valor. Exemplo: A, R, D, V, 10 e 10, 9, 8, 7, Ás (valendo como seis) - vence a primeira.
6) Terno ou trinca: três cartas do mesmo valor. Ganha a trinca mais alta.
7) Dois pares: duas cartas do mesmo valor, outras duas do mesmo valor e uma quinta carta qualquer. Exemplo: 10, 10, 7, 7 e Ás. Se dois jogadores tiverem dois pares, ganhará aquele que tiver o par maior. Se este empatar, considerar-se-á o segundo par. Se este também empatar, ganhará quem tiver a quinta carta maior.
8) Um par: duas cartas do mesmo valor e outras três cartas de valores diferentes entre si. Exemplo: Rei, Rei, 9, 7, 6. Quando dois jogadores tiverem um par, ganhará quem tiver o par de maior valor. Se ambos tiverem o mesmo par, serão consideradas as cartas restantes. Exemplo: 8-8-Ás, 10, 9 ganha de 8-8-Ás-10, 7. Se todas as cartas de duas mãos forem exatamente iguais, as fichas apostadas serão divididas.

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quinta-feira, 13 de julho de 2006

Só Faltava Essa!!

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quarta-feira, 12 de julho de 2006

fazer amor é....

Fazer amor é caminhar juntos na vida, superando os obstáculos que a vida pode presentear, é crescer juntos espiritual e intelectualmente, evolucionar unidos, fortalecer os laços em comum com pequenos detalhes que algumas vezes nos parecem bobos e insignificantes, mas que todavia, são tão importantes para evitar a rotina que é a mais cruel inimiga do amor.

Quando se sente triste, quando se sente feliz, quando se sente deprimido, quando está doente, quando se sente saudável e sempre sente essa pessoa ao seu lado, dizendo "te amo" e respondendo-lhe “eu te amo mais"... nesses momentos você pode dizer “eu fiz amor".

Fazer amor é chegar ao final de sua vida ao lado dessa pessoa que durante anos lhe conquistou e que lhe fez sentir-se o ser mais feliz e querido sobre a terra.

Aproveite a vida fazendo muito amor...

Viva com intensidade...

Busque a felicidade...

E que você encontre alguém que te diga:

“Eu te amo”

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terça-feira, 11 de julho de 2006

Fondue de Camarão


Ingredientes:

- 12 unidade(s) de camarão cinza
- quanto baste de suco de limão
- quanto baste de sal
- quanto baste de pimenta-do-reino branca
- quanto baste de farinha de trigo para empanar
- quanto baste de óleo de soja Sadia para fritar


Molho
- 1 xícara(s) (chá) de maionese
- 1 xícara(s) (chá) de vinagre branco
- 1 colher(es) (chá) de mostarda
- 3 colher(es) (sopa) de catchup
- 1 colher(es) (sobremesa) de gengibre ralado(s)
- quanto baste de sal
- quanto baste de pimenta-do-reino branca

Modo de Preparo:

Limpe os camarões. Tempere com limão, sal e pimenta-do-reino. Deixe escorrer alguns minutos e passe na farinha de trigo. Sirva os camarões crus. Frite-os na hora de comer já na mesa.

Molho:

Misture todos os ingredientes. Sirva em uma cabuquinha

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segunda-feira, 10 de julho de 2006

No Stranger To Love

[Iommi/Hughes]

Cold is the night
Lonely till dawn
Cry for the light
For my love that won't come
Said that you'd never
Leave me alone

I gave you my heart
You cried for my soul
An angel won't come
This devil won't go
Something is wrong
But I just can't get away

Living on the streets, I'm no stranger to love
Why can't you see I'm no stranger to love
Living on the streets, I'm no stranger to love
I'm a stranger in your arms
Yes, I'm a stranger in your arms
Maybe it's right
But I just don't understand
The hurt that I feel
For my love second hand
I know I should leave
But I just can't go away

Living on the streets, I'm no stranger to love
Why can't you see I'm no stranger to love
Living on the street, I'm no stranger to love
I'm a stranger in your arms
I'm a stranger in your arms

Living on the street, I'm no stranger to love
Why can't you see I'm no stranger to love

I'm a stranger in your heart

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domingo, 9 de julho de 2006

SOM NA CAIXA - FINAL

Acordes milenares

- O matemático grego Pitágoras (572 a.C.- 493 a.C.) desenvolveu um conceito de cura pelos intervalos e ritmos de uma melodia e formulou uma relação matemática entre os números e as notas musicais. Para ele, a música mostraria aos homens a harmonia do universo.

- Para outro grego, o filósofo Platão (428 a.C.-348 a.C.), a música tinha a ver com política. "Não se pode mudar o que quer que seja nos modos da música sem abalar a estabilidade do Estado", dizia. Ele acreditava também que a música pode "formar o juízo" das crianças, ligando noções de moral ao seu prazer.

- Seu colega Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) tinha idéias parecidas. Para ele, as harmonias muito tensas, em tom agudo, levam ao despotismo. Já as hamonias mais relaxantes, de sons graves, conduzem à anarquia. O ideal seria que se ouvissem melodias em tom intermediário - estas, sim, levariam ao regime político perfeito. Aristóteles afirmou também que a música suscita nas mentes perturbadas uma espécie de crise que favoreceria o retorno ao seu estado normal. A essa operação espiritual ele deu o nome de kátharsis, ou catarse, um conceito fundamental na estrutura do teatro ocidental, da qual foi o primeiro teórico.

- Os gregos antigos também ouviam cítara durante as refeições, convencidos do seu poder digestivo.

- Segundo a Bíblia, Davi tocava lira para acalmar o rei hebreu Saul durante suas crises de melancolia. Isso o tornou o predileto do rei, a ponto de enfrentar o gigante Golias e tornar-se o sucessor de Saul. O sucessor de Davi, Salomão, também era amante da música. Durante seu reinado, o templo de Jerusalém teria tido 4 000 músicos e cantores.

- O filósofo chinês Confúcio (551 a.C.-478 a.C.) acreditava que a música tinha valor espiritual e que alguns instrumentos musicais guardavam a pureza dos objetos sagrados. Por isso, dizia que para um homem ser verdadeiramente instruído em todas as coisas "é preciso estudar com cuidado a música e seus princípios naturais".

- Na Idade Média, qualquer engano na música do culto religioso tornaria inválida a missa, que teria de ser repetida. Assim, a Igreja Católica investiu em rigorosas escolas de música.

- Santo Adelmo (640-709), bispo em Sherborne, Inglaterra, atraía fiéis para as missas tocando harpa, pois seu rebanho só ouvia os sermões com atenção se fossem prefaciados com música.

- O italiano Carlo Bronschi (1705-1782), mais conhecido como Farinelli, teve o saco escrotal cortado para que sua voz afinasse, numa prática que originou uma categoria de cantores, os castratti. Era capaz de sustentar uma nota por mais de 1 minuto.

É bom para o corpo...

Som anestésico

Dois hospitais parisienses, o Armand-Trousseau e o Necker, usam a música na preparação das cirurgias pediátricas. Melodias harmoniosas e reconfortantes acompanham as crianças pelos elevadores e corredores até a sala de operação. Médicos dos dois hospitais concluíram que a música aumenta o grau de sucesso das anestesias e ajuda a criança a se recuperar do trauma da operação.

De boca aberta

Num estudo feito em 1993 em consultórios dentários que utilizam a música como meio auxiliar no tratamento odontológico de crianças, a pesquisadora Erly Silva, da Escola de Farmácia e Odontologia de Alfenas (MG), verificou um efeito bom ou excelente em 63,3% dos casos. No ano anterior, a dentista Gisele Bustillo avaliou o uso de musicoterapia em consultórios odontopediátricos e verificou que 92% das crianças ficaram relaxadas durante o tratamento. Pesquisa semelhante foi realizada com 600 voluntários nos Estados Unidos. Resultado: 60% disseram não ter sentido dor durante o tratamento odontológico feito com fundo musical.

Para enturmar

A música também é uma alternativa no tratamento de psicóticos, doentes mentais que geralmente têm dificuldade para manter a comunicação verbal. Em 1987, após gravar as imagens e o som produzidos por 39 pacientes do Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a musicoterapeuta Maria Clarice Costa notou que a realização de uma tarefa em grupo, como tocar instrumentos, faz com que o psicótico sinta necessidade

Epilepsia sob controle

No ano passado a equipe do neurofisiologista John Hughes, diretor da Universidade de Illinois (EUA), tocou para pacientes epiléticos a Sonata para dois pianos em ré maior, de Mozart. As descargas elétricas em seu cérebro, muito maiores do que em quem não têm o problema, diminuíram drasticamente durante e depois da audição. O gráfico abaixo mostra as descargas em um desses pacientes, de 47 anos, antes, durante e depois da audição. A Universidade Federal de São Paulo está fazendo o mesmo tipo de pesquisa, com resultados semelhantes.

...E bom para a mente

Acalmando as feras

Crianças hiperativas são anormais? A psicóloga paulista Vera Helena Pessôa de Souza acha que não. Para sustentar seu ponto de vista, ela realizou na Universidade de São Paulo, em 1995, uma pesquisa com crianças de 9 e 10 anos consideradas hiperativas por professores e médicos. Elas foram filmadas ao lado de crianças "normais" ao copiar desenhos de uma lousa antes e depois de ouvir a música Trilogy, do roqueiro sueco Yngwie Malmsteen. No final, as hiperativas concentraram-se muito mais na atividade, enquanto a concentração das demais diminuiu. "A música fez com que, de alguma forma, as hiperativas direcionassem sua atenção para a atividade, ao contrário da habitual dispersão", explicou Vera. "Isso demonstra que elas são capazes, sim, de se concentrar." Ela recomenda aos pais que não censurem os filhos que estudam com o som ligado. "Se verificarem a produção dessas crianças enquanto ouvem música, podem ter uma bela surpresa. "

Efeito Mozart

Os neurologistas americanos Gordon Shaw, da Universidade da Califórnia, e Frances Rauscher, da Universidade do Wisconsin, descobriram o que, nos meios médicos, é chamado de Efeito Mozart. Eles foram os primeiros a utilizar, em 1993, uma música do compositor Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) em testes de inteligência em crianças. Tocaram a Sonata para dois pianos em ré maior antes e depois de aplicar testes de raciocínio relacionados com a resolução de questões matemáticas. O resultado da segunda bateria de testes foi muito melhor. A partir daí, vários cientistas passaram a utilizar essa música em experiências (veja o texto ao lado) também no Brasil. O compositor de música erudita Edmundo Villani-Côrtes, de São Paulo, não entende por que justamente essa música teria um efeito especial. "Ela não difere do estilo habitual de Mozart, com uma frase musical que se repete em seqüências ascendentes." Ele arrisca uma explicação. "Talvez deixe as pessoas num bom estado porque o ritmo, em ré maior, traz uma mensagem alegre e extrovertida e, por isso, atraente", diz.

Tão agudo que dá medo

As trilhas sonoras dos filmes são escolhidas a partir de um cuidadoso planejamento do efeito que podem causar na platéia. Sabe-se que sons agudos atingem a parte lobo-temporal do cérebro, responsável pela excitabilidade e pelos sinais de alerta. Lá, eles se relacionam com o sistema nervoso central, criando expectativas. Por isso algumas cenas se tornaram famosas pelo medo que causam, como a do chuveiro no filme Psicose, de Alfred Hitchcock (1899-1980), acompanhada de estridentes violinos. Já os sons graves atingem a região médio-basal do cérebro, relacionada a respostas neurovegetativas como os batimentos cardíacos. Por isso, os graves são sempre utilizados quando se quer obter concentração ou relaxamento. É o que acontece nos mantras do zen-budismo

A viagem do som, da orelha aos pés

Portal de entrada

O som bate no pavilhão da orelha e segue por um duto até o tímpano , que é uma membrana esticada com cerca de 1 centímetro de diâmetro. O tímpano vibra e provoca o movimento de três dos menores ossos do corpo: martelo , bigorna e estribo . Movendo-se em conjunto, esse trio envia vibrações por meio de um fluido à cóclea , tubo enrolado e cheio de pêlos, que ficam eriçados. A essa altura, o som se transforma em impulsos que chegam ao nervo auditivo e serão conduzidos ao cérebro, que os decodificará.

Mesa de som

As mensagens nervosas entram no cérebro pelo córtex auditivo e dali são distribuídas para outras regiões cerebrais. Mas há divergência entre os especialistas sobre o caminho feito a partir daí. O certo é que os impulsos provocam um enorme número de conexões e reações químicas no cérebro, dependendo do tipo de música - se já é conhecida, se é alegre ou triste e assim por diante. O cérebro reage a esses estímulos acionando neurônios que, por meio do cerebelo e da ponte , chegam à medula espinhal e, daí, vão se comunicar com resto do corpo.
Balanço irresistível

Quando os estímulos causados pela música atingem a medula espinhal, ela ativa uma rede de terminações nervosas espalhada pelo corpo. Por meio desses nervos, a mensagem musical é levada até os músculos . As fibras musculares, recebendo essas mensagens, movem-se de acordo com o tipo de música - acelerada ou lenta. Nesse momento, os estímulos se incorporam aos movimentos internos do organismo. É aí que a música externa se junta à música "interna" dos nossos órgãos, ou seja, o nosso próprio ritmo.

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sábado, 8 de julho de 2006

SOM NA CAIXA - PARTE 1

Boa notícia para os pais que se aborrecem quando o filho agitadão faz o dever de casa ouvindo rock: um estudo feito no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo mostrou que crianças hiperativas concentram-se mais em atividades motoras e não-verbais quando ouvem esse tipo de som. A música usada na pesquisa foi Trilogy, do roqueiro sueco Yngwie Malmsteen, um adepto do barulhento estilo heavy-metal. Para quem prefere os clássicos, as novidades também são animadoras. Em diversos países, como os Estados Unidos, a França, a Rússia e o Brasil, os cientistas que estudam a mente humana andam interessadíssimos na alegre Sonata para dois pianos em ré maior, que Wolfgang Amadeus Mozart compôs em 1784, aos 28 anos. Experiências com estudantes concluíram que ela aumenta o número de conexões dos neurônios e melhora o raciocínio matemático.

O interesse da ciência pelos efeitos sonoros aumentou com o auxílio decisivo da nova geração de aparelhos de diagnóstico por imagem. São máquinas capazes de detectar, com perfeição, quais partes do cérebro funcionam mais durante uma atividade (é o que fazem os equipamentos de imagem por tomografia nuclear) ou registrar as atividades elétricas do cérebro em milésimos de segundo (como faz o neuro scan, a versão mais avançada do tradicional eletroencefalograma). Apoiados nessa tecnologia, os pesquisadores estão descobrindo um mundo antes inacessível. E despertaram para a capacidade que a música tem de mexer fisiologicamente com a gente.

Bate, bate, coração

"A música não é apenas um som que entra por um ouvido e sai pelo outro", diz o neurologista Mauro Muszkat, professor de pós-graduação da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). "Ela pode interagir com a atividade biológica dos órgãos do nosso corpo", explica. "Assim como a música, o organismo também tem um ritmo." Os pesquisadores acreditam que o corpo, tal como uma orquestra, funciona com uma regularidade sonora, formando uma cadência. É o caso dos sistemas nervoso, endócrino e digestivo, além das ondas cerebrais, do batimento cardíaco, da pressão sanguínea e do fluxo de entrada e saída do ar nos pulmões. "As vibrações sonoras de uma música entram em ressonância com essas vibrações internas do organismo e podem causar diversas reações motoras e psíquicas, ajustando o que estiver em desordem", diz a musicoterapeuta Cleo Monteiro Corrêa, também da Unifesp, que prepara uma tese de doutorado sobre a influência do som no sistema nervoso central.

A musicoterapia, aliás, está longe de ser apenas um tratamento para o paciente por meio de uma melodia suave. "É uma linha de pesquisa muito séria, que ainda tem muito a oferecer à Medicina", diz Muszkat. A música já é empregada no tratamento de derrames cerebrais e de doenças como epilepsia, males de Alzheimer e de Parkinson, autismo, esquizofrenia e depressão. Nessas terapias, não importa tanto o tipo de música ou de ritmo que o paciente ouve, e sim o modo como ele ouve ou seja, a atividade mental que faz enquanto a música toca. No caso do mal de Alzheimer, uma doença em que o cérebro se deteriora a um tal ponto que não se consegue nem lembrar o próprio nome, os terapeutas estimulam a memória com músicas que o paciente reconheça facilmente. Para o derrame, procuram-se atividades e músicas que acionem a parte do cérebro afetada. Os autistas, indiferentes a tudo, reagiram muito bem nas experiências com sons graves e de baixa freqüência, como o de batimentos cardíacos ou de água em movimento.

No outro lado do mundo, médicos do Centro de Estudos do Sono de Moscou, na Rússia, divulgaram no ano passado um método capaz de transformar em música, por meio de um computador, os gráficos de um eletroencefalograma. Com esse sistema, os pesquisadores tocaram para pacientes com insônia a música produzida pela atividade de seu próprio cérebro. Resultado: a qualidade do repouso melhorou em 88% dos casos, aumentando o sono, em média, de 5 horas e 20 minutos para 7 horas e 10. Esse indicador da combinação entre mente e música também ajuda a explicar por que alguns gagos pronunciam frases com dificuldade mas conseguem a façanha de cantar muito bem, como acontecia com o célebre Nelson Gonçalves (1919-1998). Ao cantar, o gago aciona uma parte cerebral (o hemisfério direito do cérebro, ligado às emoções) diferente da que é usada para falar (o hemisfério esquerdo, mais lógico e racional).

O neurologista Cláudio Guimarães dos Santos, do Laboratório de Investigações Médicas da Universidade de São Paulo (USP), também é um entusiasta do uso da música em tratamentos. Mas alerta: esse é um campo de pesquisa inexplorado e a terapia depende da análise do caso de cada paciente. "Ainda não dá para pensar em fórmulas prontas e sair por aí prescrevendo a um doente Beethoven três vezes por dia ou Bach após as refeições", diz.

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sexta-feira, 7 de julho de 2006

A VIDA

A vida são deveres que nós trouxemos pra fazer em casa.
Quando se vê já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frentee iria jogando, pelo caminho,a casca dourada inútil das horas...
Dessa forma eu digo:
não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo.
A única falta que terá, será desse tempo que infelizmente... não voltará mais.

Mario Quintana

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quinta-feira, 6 de julho de 2006

VEGETARIANISMO RADICAL

O cheiro de sangue é forte e pode ser sentido de longe. No mercado a céu aberto, o cliente escolhe o animal que lhe parece mais suculento. O golpe na virilha do cachorro é rápido, mas a morte não vem depressa. O sofrimento dura alguns minutos. Os animais que recebem o golpe na jugular têm mais sorte. Mas os abatedores de cães temem a mordida e preferem atacar o animal por trás.

Essa cena se repete diariamente na China. "Que absurdo", diriam os ocidentais, para quem os cães são animais de estimação. O mesmo diria um indiano diante da forma como tratamos bois e vacas. Não há diferença entre matar um boi e um cachorro para comer. O raciocínio vale também para o esfolamento de galinhas, porcos e outros animais.

Tortura, dor, sofrimento, desolação. Animais de várias espécies são tratados como mercadoria, apenas mais um bem de consumo. Morrem covardemente e seus cadáveres são vendidos aos pedaços. Crescem em ambientes artificiais, agressivos à sua natureza. Como pode um animal tão dócil quanto uma vaca ser privado do seu instinto materno só porque a indústria requer que se separe da sua cria quando esta tem apenas alguns dias de vida? Como as aves, animais territoriais, podem viver à razão de oito animais por metro quadrado e não se tornarem neuróticas? Isso para não falar das torturas exercidas nos testes dos laboratórios científicos, mesmo existindo alternativas para o desenvolvimento de novos produtos.

Há quem ache um direito natural do homem submeter os animais a todo tipo de crueldade, assim como já foi natural, no passado, que algumas pessoas se julgassem superiores às outras pela diferença da cor da pele ou do credo religioso. Foi preciso que grupos abolicionistas e humanistas surgissem, mesmo sendo ridicularizados e discriminados no início, para que os homens enxergassem o absurdo na forma como tratavam outros seres humanos. Haverá um momento em que o homem, auxiliado por um novo tipo de abolicionistas - que falam por seres que não podem falar por si saberá que os outros animais não são sua propriedade. São seres com direito à vida.

Enquanto esse dia não chega, pagamos um alto preço sofrendo de doenças ligadas ao consumo de produtos animais. Obesidade, doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, alergias e outros problemas de saúde que afetam boa parte da população de países desenvolvidos como os Estados Unidos. Bactérias se tornam mais resistentes graças ao uso em massa de antibióticos nos sistemas intensivos de criação animal.

A sociedade ganha uma dose extra de violência com rodeios, farras do boi, rinhas de cães e outras atrocidades em que as crianças aprendem desde cedo qual é a lei que impera no reinado humano. Um império cuja herança é incerta, já que 30% da devastação da floresta amazônica é destinada à formação de pastos para o gado. A população de animais de corte nos EUA produz 130 vezes mais lixo que a população humana daquele país. É sabido que quando consumimos na escala mais baixa da cadeia alimentar (vegetais), reduzimos o consumo dos recursos naturais em até 90%.

Esses são alguns dos motivos pelos quais me abstenho do consumo de qualquer produto animal, incluindo leite, ovos, mel, couro, lã, seda, cosméticos que tenham sido testados em animais etc. O termo atribuído a esse estilo de vida é vegan, chamado por alguns de vegetarianismo radical apesar de não sermos tão radicais quanto aqueles que estouram os miolos de um animal inocente apenas para sentir o sabor de sua carne por alguns segundos.

Como nutricionista, e apoiado por vasta literatura científica, posso dizer que o único produto animal essencial à nutrição humana é o leite que deve ser o da própria espécie e ingerido apenas durante o período de amamentação. Depois dessa fase, os alimentos de origem vegetal são capazes de suprir todas as necessidades nutricionais de qualquer pessoa. E com vantagens, por se tratar de uma dieta isenta de colesterol e rica em fibras, vitaminas e minerais. Para aqueles que acreditam que os alimentos de origem animal são necessários para suprir as necessidades de proteína, ferro e cálcio, recomendo um estudo mais aprofundado. É muito fácil desenhar uma dieta vegan com 200% das recomendações de ferro, 150% de proteína e 100% de cálcio. É preciso que o debate seja informado pela literatura científica e não por campanhas publicitárias pagas pela indústria da carne e do leite.



George Guimarães Nutricionista, especialista em nutrição clínica e nutrição vegetariana

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quarta-feira, 5 de julho de 2006

Várias Formas de se Contar Uma Estória

Um homem passeia tranquilamente por um parque em Nova York quando de repente vê um cachorro raivoso a ponto de atacar uma aterrorizada menininha de 7 anos.
Os curiosos olham de longe, mas mortos de medo não fazem nada. O homem não titubeia e se lança sobre o cachorro, toma-lhe a garganta e o mata.
Um policial que viu o ocorrido se aproxima, maravilhado, dizendo-lhe:
- O senhor é um herói! Amanhã todos poderão ler na primeira página dos jornais: "Um valente novaiorquino salva a vida de uma menininha."
O homem responde:
- Obrigado, mas eu não sou de Nova York.
- Bom - diz o policial - Então dirão: "Um valente americano salva a vida de uma menininha."
- Mas é que eu não sou americano - insiste o homem.
- Bom, isso é o de menos... E de onde você é?
- Sou árabe - responde o valente.
No dia seguinte os jornais publicam:
"Terrorista árabe massacra de maneira selvagem um cachorro americano de pura raça, em plena luz do dia e em frente a uma menininha de 7 anos que chorava aterrorizada."

terça-feira, 4 de julho de 2006

Vídeo do Mês: Uma Bala em "Slow Motion"

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segunda-feira, 3 de julho de 2006

Julho

Sétimo mês do ano no calendário moderno; tem 31 dias. Era o quinto mês do ano no calendário romano e, por isso, era chamado de Quintilis. Recebeu o nome de julho em homenagem a Júlio César.

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domingo, 2 de julho de 2006

O Monge Cientista - Final

Antoine Lutz, cientista associado ao Centro Waisman, da Universidade de Wisconsin, discorda. 'Houve um mal-entendido. O Dalai Lama é um humanista e tinha uma mensagem sobre a importância da pesquisa científica', diz Lutz, que já participou de dois encontros do Instituto Mind and Life. E a mensagem que o Dalai Lama passou, em sua controversa palestra, foi de novo a necessidade de aproximação entre as disciplinas. 'Embora a tradição contemplativa budista e a ciência moderna tenham evoluído a partir de raízes históricas, intelectuais e culturais diferentes, acredito que compartilhem aspectos significativos, especialmente na perspectiva filosófica e na metodologia', declarou.
Cientistas próximos ao Dalai Lama não estão livres de críticas de colegas. Um estudo de Antoine Lutz, em parceria com o psiquiatra Richard Davidson, foi alvo de controvérsias. Os pesquisadores investigaram a mente de oito monges budistas enquanto eles meditavam sobre compaixão.
Os resultados foram comparados com os de um grupo de dez colegiais, que haviam aprendido a meditar pouco antes do experimento. Os autores concluíram que os monges produziram padrões de ondas gama - associadas à concentração e ao controle emocional - muito mais fortes que os dos estudantes. Porém críticos alegam que diversos fatores, como diferença de idade entre os voluntários, podem ter influenciado o resultado. Para eles, o estudo não prova que a meditação promove emoções positivas.
'É importante preservar os rigores científicos enquanto mantemos os componentes espirituais dessas práticas. Do contrário, podemos medir algo diferente daquilo que intencionamos', pondera Andrew Newberg, professor de psiquiatria da Universidade da Pensilvânia.
Não é à toa que a meditação é um forte ponto de encontro entre budistas e cientistas. Para Daniel Goleman, todas as pesquisas relacionadas à prática possuem um objetivo comum: testar a maleabilidade do cérebro. 'Há uma década, os neurocientistas acreditavam que nossos neurônios não se modificavam ao longo da vida. Hoje já sabemos que isso não é verdade, e ganham força os estudos sobre neuroplasticidade: a noção de que o cérebro muda conforme nossas experiências', conta Goleman no livro 'Emoções Destrutivas', em que descreve os debates ocorridos em um dos encontros do Mind and Life.
Se o treino mental pode ajudar a produzir emoções positivas, a meditação parece ser a melhor 'ginástica' para atingir esse objetivo. Associadas ou não à religiosidade, as práticas meditativas são variadas. 'Algumas focam frases, imagens ou palavras, enquanto outras trabalham em uma 'limpeza' da mente e descanso no sentido de atingir a consciência pura', diz Newberg. 'Praticar meditação é questionar-se', complementa a monja zen Coen Sensei.
Outro estudo que despertou interesse na comunidade científica foi o da neurocientista Sara Lazar. Ela desenvolveu a hipótese de que a meditação não somente alteraria ondas cerebrais, mas também poderia modificar estruturas físicas do cérebro. Para testar sua idéia, mediu a espessura do córtex, a parte mais externa do cérebro, de voluntários com e sem experiência nas práticas meditativas. Sua equipe descobriu que áreas associadas à atenção e ao processamento sensorial no córtex eram mais espessas nos meditadores. Além disso, o estudo mostrou que a diferença era maior nos mais velhos, sugerindo que a regularidade da meditação pode minimizar o estreitamento do córtex, natural no envelhecimento. 'Nossas descobertas são consistentes com outros relatos, que demonstram que hábitos como tocar um instrumento musical também estão vinculados a um ganho de espessura do córtex', afirmam os autores.
Além de afetar ondas, função e estrutura, a meditação pode interferir na química cerebral. Um estudo do Instituto John F. Kennedy, na Dinamarca, demonstrou que, durante a prática, o nível de dopamina no cérebro aumenta. Esse neurotransmissor é relacionado a sensações de prazer e motivação. Embora seja importante confirmar os resultados, outros trabalhos sugerem que a meditação ajuda a reduzir o estresse e melhora o sistema imunológico. Alguns planos de saúde nos Estados Unidos já oferecem descontos para os associados que a exercitam com regularidade.
'Como a ciência ainda não dispõe de instrumentos para mensurar objetivamente nosso mundo interior, as práticas meditativas, não apenas do budismo, fornecem importantes informações sobre esse aspecto de nossa natureza', diz a psicobióloga Elisa Kazasa, pesquisadora da Unifesp. 'Elas podem complementar informações obtidas por meio de instrumentos científicos, como inventários psicológicos, aparelhos de registro fisiológico e a moderna neuroimagem funcional', opina. É o que também pensa Alan Wallace, ex-monge tibetano e um dos intérpretes do Dalai Lama nos encontros do Mind and Life. Wallace compara as práticas meditativas com um telescópio destinado a 'olhar para dentro', para que possamos conhecer nossa consciência.

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sábado, 1 de julho de 2006

O monge cientista - Parte 1

O líder espiritual e político dos tibetanos é um defensor e admirador da ciência, como método complementar ao budismo na busca pela verdade

Se não fosse um religioso, o 14º Dalai Lama poderia ter se tornado um pesquisador. Desde criança, o monge gostava de mirar as estrelas com seu telescópio. Sem estudo científico prévio, deduziu, ao observar as sombras na superfície da Lua, que o corpo celeste não emitia luminosidade, ao contrário do que ensinavam alguns textos budistas.
Foi só o começo de sua relação com a ciência, que se consolidou em outubro de 1987. Nessa data, passou uma semana reunido com cinco cientistas ocidentais na Índia. A proximidade entre o budismo e as ciências cognitivas, pauta das discussões, deu origem ao Instituto Mind and Life (Mente e Vida), sediado nos EUA.
A associação, dedicada a investigar a mente por meio das tradições científicas e budistas, promove encontros anuais entre o religioso e homens da ciência. 'Em vista de alguns elementos dos ensinamentos de Buda serem incompatíveis com nosso atual conhecimento do mundo, a validação final dependerá da autoridade do raciocínio e da lógica', declarou o Dalai Lama no primeiro encontro com pesquisadores. Afinal, o próprio Buda estimulava seus discípulos a testar suas afirmações.
Qualquer semelhança com o método científico é uma coincidência muito bem-vinda, que o Dalai Lama celebra em 'The Universe in a Single Atom' (O Universo em um Único Átomo), seu livro mais recente
Por que um líder espiritual, porém, estaria tão interessado em desvendar os mistérios da física, química, cosmologia e neurobiologia? Certa vez, o Dalai Lama disse ao psicólogo Daniel Goleman, autor de 'Inteligência Emocional', que o budismo e a ciência não são perspectivas conflitantes acerca do mundo, mas métodos diferentes de chegar ao mesmo objetivo: a busca pela verdade. Para ele, investigar a realidade é essencial ao budista, e a pesquisa científica pode expandir seus conhecimentos.
Entretanto, o religioso explica que sua meta ao colaborar com pesquisas neurocientíficas principalmente as que estudam a meditação não é aprimorar o budismo, mas contribuir para o benefício da sociedade, pois ele acredita que, com a educação da mente, as pessoas podem lidar melhor com suas emoções destrutivas.
O Dalai Lama já declarou diversas vezes e reafirma em seu novo livro que, se a ciência provar que algum preceito budista é incoerente, ele deve ser alterado. Um exemplo disso é o 'sistema Abhidharma', uma das tradições da cosmologia no budismo. O Abhidharma descreve um planeta Terra chato, ao redor do qual corpos celestes como a Lua e o Sol revolvem. 'O budismo deveria abandonar muitos aspectos da cosmologia Abhidharma', escreve em 'The Universe in a Single Atom'.
O mestre procura não apenas entender as descobertas científicas, mas também compará-las com as lições milenares do budismo. 'A descrição do comportamento de partículas subatômicas nos níveis mais diminutos possíveis traz o ensinamento de Buda sobre a natureza transitória de todas as coisas', relaciona.
Em outros aspectos, budismo e ciência divergem. O lama (mestre) conta que, certa vez, um neurocientista lhe disse que todos os estados mentais se originam de estados físicos, e nunca no caminho contrário. 'A visão de que todos os processos mentais são necessariamente físicos é uma suposição metafísica, não um fato científico. Sob o espírito da investigação científica, é fundamental que a questão continue aberta', registra na obra.
O Dalai Lama lembra que, de acordo com o paradigma corrente da ciência, o único conhecimento válido é aquele derivado de um método estritamente empírico, apoiado pela observação, inferência e verificação experimental
Porém, em sua opinião, muitos aspectos da realidade, como a distinção entre o bom e o mau, a espiritualidade e a criatividade artística, caem inevitavelmente fora do escopo desse método.
Outra questão enfatizada no livro é a importância da observação individual, invalidada cientificamente, mas crucial no processo de autoconhecimento budista. 'O método de 'primeira-pessoa' é essencial. A experiência de felicidade pode coincidir com certas reações químicas no cérebro, como aumento no nível de serotonina, mas nenhuma descrição bioquímica e neurobiológica pode explicar o que é a felicidade', justifica.
Apesar de sua relação próxima com cientistas, o Dalai Lama teve de enfrentar oposição de alguns deles em novembro do ano passado, quando foi convidado a discursar na reunião da Sociedade para a Neurociência, em Washington. Uma petição propondo o cancelamento da palestra do religioso foi elaborada por um grupo de cientistas - muitos dos quais chineses, adversários políticos do governo tibetano no exílio. 'Foi uma piada', critica Sara Lazar, da Universidade de Harvard. 'A maioria dos nomes na petição era falsa. O fato de que 15.000 pessoas assistiram à palestra mostra o interesse da comunidade científica em escutá-lo', afirma.
O neurocientista Zvani Rossetti, da Universidade de Cagliari, Itália, diz que o evento não é o local adequado para um religioso. 'Por mais interessante que sua palestra tenha sido, não foi científica', declara. 'A meditação pode ser definida como a habilidade de direcionar o pensamento e a atenção, e é uma propriedade do cérebro, não do budismo. A alucinação é importante para a neurociência. Devemos convidar o papa para falar sobre milagres?', questiona.

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