quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Amor Eterno

"O Amor é eterno quando se renova no dia-a-dia"
Roger

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terça-feira, 29 de novembro de 2005

Frases & Frases

"Tática é saber o que fazer quando existe algo a ser feito. Estratégia é saber o que fazer quando não há nada a fazer."
--Savielly Tartakover

"Se você não pode convencê-los, confunda-os."
--Harry Truman

"Somente os tolos repetem as mesmas coisas continuamente, esperando obter resultados diferentes."
--George Bernard Shaw

"...ainda que eu falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria..."
--Renato Russo

"Por ser exato, o amor não cabe em si, Por ser encantado, o amor revela-se, Por ser amor, invade e fim."
--Djavan

"Há tanta suavidade em nada dizer/ E tudo se entender."
--Fernando Pessoa

"O amor é como uma borboleta: segure-o muito apertado e ele se romperá, deixe-o muito solto e ele voará."
--Anônimo

"Eu lavo as minhas mãos em relação àqueles que imaginam que falar seja conhecimento, que silêncio seja ignorância, e que indecisão seja arte."
--Kahlil Gibran

"Não há nada mais assustador que a ignorância em ação."
--Johann von Goethe

"Se você pega um cachorro faminto e o torna próspero, ele não morderá você. Esta é a principal diferença entre um cachorro e um homem."
--Mark Twain

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segunda-feira, 28 de novembro de 2005

Salmo 23

" O Senhor é meu pastor e nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome. Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo, a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.""
"Hoje talvez haja paz. Confie com toda sua força que você está exatamente onde deveria estar...
Não se esqueça das infinitas possibilidades que podem nascer da FÉ.
Use as graças que receber e as passe com o mesmo amor com que foram dadas a você.
Fique contente por saber que você é um filho de Deus...
Deixe essa presença penetrar em seus ossos e permita a sua alma a liberdade de cantar, dançar,se divertir e amar.
Ela está lá para cada um de vocês..."

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domingo, 27 de novembro de 2005

A FELCIIDADE TEM LÓGICA, SIM (PARTE 2)

De bem com o mundo

Quem inventou a felicidade fez questão de jogar fora a fórmula. O resultado é que, para alcançá-la, cada um deve encontrar o caminho por si mesmo. "Cada indivíduo experimenta a felicidade de um jeito diferente", opina o psicanalista Luciano Colella, de São Paulo.
"Ela não é algo que se obtenha seguindo determinadas regras." Os psicólogos recomendam, no entanto, algumas atitudes que podem ajudar você a aumentar a satisfação pessoal. Experimente. Elas só podem lhe fazer bem.



COMEMORE CADA VITÓRIA

Quando você está empenhado na busca de algum objetivo, alegre-se com cada avanço parcial em vez de postergar a sua satisfação até a vitória definitiva. Na preparação para um exame vestibular, comemore cada novo conhecimento, cada boa nota num teste. Sem essa de "estou me guardando pra quando o Carnaval chegar".



CONHECE-TE A TI MESMO

É o mais famoso ensinamento de Sócrates, filósofo grego do século V antes de Cristo. Avalie corretamente suas possibilidades e suas limitações. Isso lhe permitirá traçar metas realistas. Defina com a maior clareza possível os seus valores pessoais, ou seja, o que é realmente importante para você e o que não é.



ACEITE AS EMOÇÕES NEGATIVAS

Tenha consciência dos seus sentimentos. É normal ter angústia ou tristeza de vez em quando. O importante é aprender a lidar com essas situações e buscar novos meios de se sentir bem. Os maus momentos, no final das contas, até podem ajudar você a apreciar as ocasiões mais favoráveis.



APROVEITE CADA DIA

Quantas vezes você já ouviu alguém dizer que "era feliz e não sabia"? Trate, então, de perceber o valor dos pequenos prazeres do cotidiano. Saboreá-los pode propiciar um intenso bem-estar.



RELACIONE-SE

O amor, a amizade e o relacionamento familiar são importantíssimos. Se você não tiver um parceiro ou uma parceira, procure, mesmo assim, conviver intensamente com os demais. Você pode até querer ficar sozinho de vez em quando. Mas não se isole.

A alegria que o dinheiro proporciona logo se desfaz

O dinheiro, diz a piada, não traz a felicidade manda buscar. Tudo bem, ele pode até satisfazer desejos e necessidades imediatas, mas não deixa ninguém feliz por muito tempo. "O ser humano pode se acostumar depressa aos acontecimentos favoráveis ou desfavoráveis", disse o psicólogo Ed Diener, da Universidade de Chicago, que estuda o assunto há dez anos. "Os fatores externos fazem diferença, mas não tanta quanto se imagina." Você pode desejar ardentemente um iate ou um carro luxuoso. Mas, um ano depois de ganhá-lo, seu grau de satisfação não será muito diferente do atual. "Os novos milionários estão só um pouquinho mais felizes do que a média", garante Diener.
Os estudos do psicólogo americano desmentem a idéia de que só seremos felizes com a posse do que não temos. "O mais importante é a satisfação interna", assinala o psiquiatra Claudio Lyra Bastos, da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. Obviamente, não há como se sentir bem se a geladeira está vazia ou falta dinheiro para comprar remédio. Em maio de 1997, o Datafolha, instituto de pesquisas paulista, perguntou a 2 698 brasileiros que idéias associavam à felicidade. Ganhou a saúde, com 24% das respostas. Em segundo lugar, com 10%, ficaram a harmonia familiar, a estabilidade financeira e o "estar bem consigo mesmo".

É importante lembrar que uma pessoa saudável precisa experimentar tanto as emoções positivas quanto as negativas. "Só pode ser feliz quem vive intensamente o que sente, tendo consciência disso", diz Bastos. É aí que os seres humanos se diferenciam radicalmente dos bichos. Todos os mamíferos passam pelas mesmas reações químicas quando o cérebro experimenta a sensação de prazer. Mas só os homens têm consciência de que são felizes. Ou infelizes.

Alegria generosa

Formada em Arquitetura, a baiana Júlia Meireles se dedica há quinze anos às causas na quais acredita. "O trabalho voluntário me traz uma grande felicidade", diz. Ela está ligada atualmente a uma organização não-governamental voltada para a proteção da natureza. Uma iniciativa recente de que participou foi a capacitação de monitores ambientais de cidades próximas às unidades de conservação do Vale do Ribeira, região pobre do interior paulista. "É uma satisfação imensa ver que você conseguiu dar um caminho profissional para 160 jovens que poderiam hoje estar sem trabalho, vivendo em condições difíceis", orgulha-se. No tempo livre, Júlia participa de uma associação do bairro onde mora e se dedica a uma entidade que abriga crianças com deficiência mental. "É penoso levar adiante um trabalho social", diz. "Sinto-me exausta, mas o esforço vale a pena."

Desfilando nas nuvens

"Experimento as maiores sensações de felicidade no esporte e no samba", conta Mafalda Soares. Ela desfila na escola de samba Vai-Vai, de São Paulo, e é atleta. Nem problemas familiares nem contas atrasadas conseguem atrapalhar o seu desempenho nas competições de arremesso de dardo, disco e martelo, modalidades em que é campeã brasileira de veteranos. "Na hora, dou um clic e me desligo das preocupações", diz. "Só penso no que estou fazendo." A sensação depois do último arremesso é de contentamento, mesmo que não vença a prova. Isso também acontece no Carnaval. Mafalda permanece atenta à evolução da sua ala, a das baianas, e não pára de cantar o samba-enredo. "No fim do desfile, parece que estou nas nuvens", afirma.

O convívio com os demais é um ingrediente essencial

A música de Tom Jobim acerta em cheio quando diz que é impossível ser feliz sozinho. "A felicidade", concorda o psiquiatra gaúcho Rubens Mazzini Rodrigues, "é diretamente proporcional à capacidade de estabelecer vínculos afetivos em todas as áreas - a família, o trabalho, o lazer, a sociedade." Esses laços podem ser criados de várias maneiras. "No mundo inteiro, 92% dos indivíduos se casam ao menos uma vez", informa o psicólogo Aílton Amélio da Silva, coordenador do Centro de Estudos da Timidez e do Amor, da Universidade de São Paulo. "Quem não se casa, com exceções, começa a se comparar com os demais e a sentir solidão", completa.
Há quem encontre na fé o sentido da existência. "As religiões sempre tiveram a função de mostrar que todos podem ser felizes desde que vivam em comunhão uns com os outros", afirma o sociólogo Pedro Ribeiro de Oliveira, professor da Universidade Católica de Brasília. Também o engajamento em trabalhos sociais pode contribuir para a satisfação pessoal, segundo os psicólogos. O inverso também acontece. "Os indivíduos felizes estão mais dispostos a ajudar quem precisa", constata o americano Ed Diener.

Qualquer que seja o caminho, o tão desejado estado de fluxo que o pesquisador Csizkszentmihalyi aponta como estreitamente vinculado ao ideal da felicidade é uma meta ao alcance de todos. Não depende da idade, da classe social ou do nível de intrução, e sim do engajamento consciente nos desafios do dia-a-dia. Nessa busca, nem tudo é agradável, mas o resultado vale a pena, conforme atesta o escritor gaúcho Érico Veríssimo (1905-1975) em seu livro Olhai os Lírios do Campo: "Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente."

Pode rir à vontade

O ser humano é o único animal que ri. Ele começa logo cedo, quando o bebê tem seus 2 ou 3 meses de vida. O sorriso é a primeira manifestação emocional da criança, que se alegra ao reconhecer o rosto da mãe, do pai e de todos os que a rodeiam. Os cientistas acreditam que as estruturas frontais do cérebro, mais sofisticadas, estejam associadas ao riso. Durante a risada, ocorre a liberação da serotonina, um dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar. Por isso, só os movimentos musculares do sorriso já são capazes de melhorar um pouco o humor, ativando os centros cerebrais que vão liberar a serotonina. Vale a pena, até, olhar para si mesmo no espelho e esboçar um sorriso. A propósito, quando foi a última vez que você deu uma boa risada, hein?


A visão dos filósofos

Tales de Mileto (624-545 a.C.), um dos primeiros filósofos gregos, não distinguia a felicidade do prazer sensual e da saúde física. Feliz, para ele, é "aquele que tem o corpo sadio, forte, e uma alma bem formada".
Para Platão (427-347 a.C.), porém, a felicidade está relacionada com a virtude, e não com o prazer. Na sociedade grega da época, virtuoso era quem seguia os preceitos da moral e cumpria seus deveres. Aristóteles (384-322 a.C.) identificou vários graus de felicidade e atribuiu o valor máximo à sabedoria.

Um dos maiores filósofos cristãos da Idade Média, o italiano Santo Tomás de Aquino (1228-1274), definiu a felicidade como "beatitude", a comunhão total com Deus. Ela não tem, portanto, qualquer relação com os bens terrenos e só pode ser obtida como uma dádiva divina.

A partir do Renascimento, a noção de felicidade voltou a ser vinculada ao prazer, como era na Grécia antes de Platão. O inglês John Locke (1632-1704) afirmou que a felicidade "é o maior prazer de que somos capazes, e a infelicidade a maior pena". O alemão Gottfried Wilhelm Leibniz (1646-1716) concordava, e a definiu como "um prazer durável, o que não pode acontecer sem um progresso contínuo em direção a novos prazeres". Com a escola utilitarista, a idéia ganhou um cunho social. O inglês Jeremy Bentham (1748-1832) tornou célebre sua fórmula segundo a qual "o objetivo correto de qualquer ação é o de produzir a maior felicidade para o maior número de indivíduos". Para o seu compatriota John Stuart Mill (1806-1873), a felicidade depende de circunstâncias objetivas e, por isso, só pode ser obtida pelo homem enquanto membro da sociedade.

Já o alemão Immanuel Kant (1724-1804) a via como uma meta inatingível, já que depende da realização de todas as necessidades, inclinações e desejos do homem. Também alemão, Arthur Schopenhauer (1788-1860) era ainda mais pessimista. Para ele, o que existe é apenas a ausência de dor ou de privação, à qual se seguirá, infalivelmente, um novo sofrimento.

A filosofia do século XX dá pouca importância ao assunto. O francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) se interessava mais pela angústia, apontada como uma conseqüência inevitável do fato de o homem ser livre para fazer suas próprias escolhas.

Em compensação, a felicidade se tornou um dos temas prioritários na obra do austríaco Sigmund Freud (1856-1939), o fundador da Psicanálise. Segundo Freud, "o conjunto da nossa atividade psíquica tem por objetivo nos proporcionar o prazer e fazer-nos evitar o desprazer."

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sábado, 26 de novembro de 2005

FELICIDADE TEM LÓGICA, SIM (PARTE 1)

Se você pudesse fazer três pedidos ao gênio da lâmpada, quais seriam eles? Um saldo bancário de 1 bilhão de dólares? Uma ilha paradisíaca só para você? Ou conquistar alguém muito especial? Agora, pense. Por que, afinal, você quer tudo isso? Para se sentir feliz, claro. Seria difícil uma resposta diferente. De todas as metas que se pode almejar, a felicidade é a única que possui valor em si mesma. Todas as outras amor, dinheiro, beleza, saúde, poder só fazem sentido como meio para atingi-la.

Desde que os antigos gregos criaram a palavra felicidade, por volta do século VII antes de Cristo, seu sentido sempre foi nebuloso, abstrato. Assunto para filósofos, poetas e místicos nunca para os cientistas, sempre às voltas com problemas objetivos. Pois agora a ciência resolveu destrinchar a questão. Depois de duas décadas de pesquisas, um psicólogo americano, de origem húngara, conseguiu demonstrar que a felicidade é um estado de espírito que pode ser explicado, medido e alcançado, por meio de um esforço racional.

O autor da proeza se chama Mihaly Csizkszentmihalyi pronuncia-se "mirrái tchic-sentmirrái", um pesquisador da Universidade de Chicago. Segundo ele, nós desfrutamos a sensação de felicidade quando estamos imersos, completamente concentrados, em atividades nas quais encontramos desafios e possibilidade de crescimento pessoal. A palavra com que Csikszentmihalyi define esse estado da mente é fluxo.

Para entender, imagine-se aprendendo um esporte o futebol, por exemplo, que hoje atrai também um número cada vez maior de mulheres. No momento em que você consegue dominar a bola, chutar com uma certa precisão para o gol e fazer embaixadas, experimenta o fluxo, um estado de satisfação intensa. Mas depois de um tempo isso perde a graça, torna-se rotineiro. Você busca novos desafios. Ingressa em um time para testar suas habilidades em campo e procura adversários de um nível equivalente ao seu. Nem importa o placar. Novamente você entra em fluxo. A sucessão de pequenos progressos o faz se sentir feliz.

Um método que detecta e analisa o bem-estar pessoal

Costuma-se falar da felicidade como algo misterioso. Ela nunca vem quando você chama, escapa facilmente e pode ser confiscada a qualquer hora pelos mesmos que detêm o poder de concedê-la. Csizkszentmihalyi discorda. "A felicidade não é a sorte grande na loteria nem um fruto do acaso", escreveu em seu livro Flow: The Psychology of the Optimal Experience, de 1990, publicado nos Estados Unidos. "Tampouco é algo que o dinheiro compre. Não depende de eventos externos, mas sim de como nós os interpretamos." Essa idéia guiou suas pesquisas dali em diante. Ele desenvolveu uma técnica que permite registrar, com exatidão, os estados de espírito que se sucedem no cotidiano. Voluntários de vários países foram munidos de um pager e de um caderno. Oito vezes ao dia, por uma semana, eram enviados sinais aos aparelhos. Nessas horas, os participantes anotavam o lugar onde se encontravam, o que estavam fazendo, com quem e como se sentiam.
As descrições do estado de intenso bem-estar eram sempre muito semelhantes. Dessa maneira, Csizkszentmihalyi chegou à definição de fluxo. "Os melhores momentos geralmente ocorrem quando o corpo ou a mente estão no limite de sua capacidade, num esforço voluntário de realizar algo difícil e que valha a pena." Exatamente como o escritor inglês Aldous Huxley (1894-1964) já havia definido em seu livro Contraponto, de 1928. "A felicidade é um subproduto de alguma outra coisa que a gente está fazendo", escreveu.

O prazer dos desafios

O show pode até durar a noite toda que o saxofonista Carlinhos Moreira não se importa. "Nas minhas apresentações, experimento momentos de pura felicidade", conta. Durante o último ano e meio, liderou uma banda de jazz, composta por outros quatro músicos amigos. "Nós trabalhávamos e nos divertíamos muito ao mesmo tempo", diz.
Ele conta que nem todas as músicas são fáceis de executar. "Certos trechos só saem depois de tentar muitas vezes", explica. "Quando isso acontece, é uma verdadeira satisfação." Além de tocar, Moreira dá aulas de música e compõe. "São desafios que me fazem muito bem", explica. "Qualquer trabalho que envolva criação é muito angustiante. Mas, quando a gente aprende a lidar com a angústia, aprende também a ser feliz."

Atenção em cada passo

Antes de entrar em cena, a bailarina Erika Ishimaru repassa mentalmente a coreografia. Para driblar o nervosismo, procura imaginar-se no contexto da história. "Não penso em mais nada quando começo a dançar", conta. "Esqueço o mundo lá fora, os meus problemas, e fico extremamente concentrada. No fim, tenho aquela sensação de missão cumprida, sinto um prazer indescritível." Integrante do Balé da Cidade de São Paulo, Erika trabalha duro. São exercícios físicos, aulas de dança e ensaios diários que exigem dedicação intensa. "Às vezes preciso dar uma desligada", diz. Por isso, tem aulas de inglês e de circo. "Mas faço o que gosto e com muita satisfação."

Gooooooooool!

A bola entra no gol e Pelé salta para comemorar, com seu clássico gesto do soco no ar. Só uma fração de segundo separa esses dois momentos. No intervalo, diversas partes do cérebro do atleta se encarregam de receber a informação, analisá-la e agregar a ela a emoção correspondente. Só aí é dada a ordem para o resto do corpo expressar a alegria.
1. O nervo óptico transforma em impulsos nervosos a imagem captada pela visão.

2. O córtex visual decodifica a informação e a envia para o tálamo, sede do sistema límbico, responsável pelas emoções.

3. O tálamo intervém várias vezes no circuito. É uma central de distribuição dos impulsos nervosos no sistema límbico.

4. O hipocampo, principal órgão da memória, compara as informações recebidas com as que tem arquivadas. O gol é associado com as boas recordações de gols anteriores.

5. Na amígdala, a informação recebe um conteúdo emocional, com base nas associações feitas no hipocampo. É como se ela passasse do branco-e-preto para o colorido. Como o gol está ligado a lembranças positivas,a emoção é de euforia.

6. Depois de percorrer várias estruturas do sistema límbico e de passar novamente pelo tálamo, os impulsos chegam ao córtex pré-frontal, onde são analisados racionalmente.

7. A mistura de razão e emoção que daí resulta é enviada para o septo, que também faz parte do sistema límbico. Lá se forma a intensa sensação de alegria que explode na festa do gol.

O primeiro passo é prestar atenção no que se faz

É difícil experimentar o fluxo quando a atenção está diluída. "Às vezes a gente se deixa vencer pelos entraves do dia-a-dia e não investe nas situações que podem nos trazer satisfação", afirma a psicoterapeuta Vivien Bonafer Ponzoni, de São Paulo. É a situação de uma atriz que sobe no palco pensando no contrato perto do fim, na filha doente, nas contas a pagar. Ela não se concentra. Por isso, pode ter um desempenho abaixo de suas expectativas e se sentir frustrada.
Você só fica feliz, diz Csizkszentmihalyi, quando se volta plenamente para uma tarefa que envolva desafio. Não é preciso escalar o Monte Everest. Uma dona de casa pode entrar em fluxo preparando um bolo. A capacidade de desfrutar esses momentos depende, em parte, dos genes. "Alguns indivíduos ficam deprimidos mais facilmente que outros", observa o psiquiatra Henrique del Nero, da Universidade de São Paulo. Assim, eles nem chegam perto do fluxo. Os psicólogos americanos David Lykken e Auke Tellegen, da Universidade de Minnesota, perguntaram a 254 gêmeos sobre o seu estado do ânimo habitual. As respostas dos idênticos, com a mesma herança genética, foram as mais parecidas entre si. Os pesquisadores atribuem 50% da satisfação a fatores hereditários e os outros 50% ao modo como cada um encara suas experiências.

A diversão no trabalho

São mais de duas décadas de profissão e o gastrenterolgista Thomas Szego continua a se encantar com o que faz. "É fantástico saber que, na maioria das vezes, posso acabar com o sofrimento do paciente." Cada operação é um desafio. "Elas exigem atenção total", conta. Depois, vem a sensação de bem-estar. "Às vezes eu até brinco: ´E ainda me pagam para fazer isso!´" Szego tem uma rotina agitada, mas reserva tempo para a família e para si mesmo. "Faço ginástica e não abro mão disso", diz. "Também acho que consigo ser feliz porque sempre me proponho metas atingíveis, o que não quer dizer que eu não tenha de lutar para chegar até elas."

A receita do sofrimento

Ninguém gosta de se sentir infeliz. Mesmo assim, tem gente que até parece que sofre de propósito. "Muitas vezes a infelicidade depende da disposição mental do indivíduo, da sua maneira de ver o mundo e de reagir às diferentes situações", observa o psiquiatra Rubens Rodrigues, de Porto Alegre. Para quem quiser tornar amarga a sua passagem pelo mundo, os especialistas dão algumas dicas infalíveis.


INVENTE PROBLEMAS

Encha seu cotidiano de complicações reais ou fictícias e procure dar muita importância aos insucessos. Se os seus próprios problemas já não forem suficientes, assuma os dos outros como se fossem seus. Nunca faltará motivo para você se sentir deprimido.



TENHA SEMPRE RAZÃO

Não tente compreender o ponto de vista dos outros. Evite ampliar sua visão de mundo e mantenha-se o dono da verdade. Essa atitude afastará seus amigos e colegas, e seus familiares irão achá-lo um chato.



SÓ PENSE NO FUTURO

Despreze o presente e jogue sempre seus objetivos para a frente, longe de você. Cultive o pessimismo, veja sempre a metade vazia do copo. Acredite que as coisas sempre vão dar errado. Assim você desistirá facilmente de seus objetivos e se sentirá um fracassado por antecipação.



SEJA SEU PRÓPRIO CARRASCO

Nunca perdoe suas próprias falhas e limitações. Escolha um erro que você cometeu no passado e lembre-se dele o tempo todo. Se alguém ponderar que às vezes a situação foge do controle e que ninguém precisa ser perfeito, duvide. Seja mau com você mesmo. Nunca ache tempo livre para fazer as coisas de que gosta.



DESVALORIZE-SE

Jogue sua auto-estima no chão. Desdenhe de suas conquistas e duvide de qualquer elogio que porventura façam a você. Tudo o que você faz bem não é nada mais do que sua obrigação. Só dê ouvidos às críticas. De tanto dizer a si mesmo que é um incompetente, você acabará acertando.

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sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Feng Shui

(風水 — literalmente, vento e água, cuja a pronúncia é "fon suei") é um conhecimento de mais de 3000 anos que visa a harmonizar o espaço físico com certas influências naturais sutis, e é fundamentado na observação da Natureza e na experimentação que combina elementos de diversas áreas (Arquitetura, Astrologia, Matemática, etc...).

Os mestres Chineses de Feng Shui reconhecem que cada edificação, terreno ou área natural possui sua própria vibração (chamada qi), e está sujeito a várias influências do ambiente que o circunda. Compreendem a importância de uma correta localização de edificações, móveis e objetos, e sabem que certos tipos de vibrações dentro do ambiente e no seu entorno são benéficos enquanto outros podem proporcionar dificuldades para o corpo e a mente. Quando as pessoas buscam o equilíbrio com as forças benéficas da Natureza, gozam de boa sorte, saúde e prosperidade. Quando se alinham com influências nocivas experimentam dificuldades e obstáculos.

A origem da expressão "Feng Shui" está no Zang Shu (O Livro dos Enterros) escrito pelo Mestre Guo Pu (276-324 d.C). A sentença diz:

O Qi é disperso pelo vento (Feng) e contido pela água (Shui).

Traduzido de modo literal, os ideogramas Feng e Shui significam Vento e Água. Entretanto, na simplicidade destas palavras repousam conhecimentos para direcionar e conservar as influências positivas ou benéficas. O principal objetivo do Feng Shui é guardar a boa influência de modo a permitir que permaneça e se distribua suavemente pela edificação. O segundo objetivo é reduzir os efeitos negativos das influências nocivas. O terceiro objetivo é implementar "curas" – através da forma, da cor, do posicionamento, das alterações arquitetônicas - que podem estimular ou engrandecer as características benéficas a fim de produzir resultados em termos de saúde, bem-estar e harmonia para os moradores. Cada avaliação de Feng Shui é única, pois exibe situações de acordo com as influências magnéticas do local, da edificação e de seus habitantes.

O Feng Shui se apresenta em dois diferentes níveis ou aspectos: o aspecto ‘visível’ que se refere ao que podemos ver, ou seja, às formas: a porta principal alinhada com a porta dos fundos, a escada alinhada à porta de entrada, objetos pontiagudos ou de aparência desagradável na direção de portas ou janelas, entre outros. Estas características são relativamente fáceis de remediar e, com freqüência, apresentam resultados efetivos.

O aspecto "invisível" não pode ser percebido pelos sentidos. Seu "mapeamento" é realizado através de cálculos matemáticos que descrevem o campo magnético existente. Temos apenas o resultado de sua influência através de uma vitalidade para as realizações do dia a dia, um sentimento de paz e tranqüilidade quando tais aspectos são benéficos. Caso contrário, manifestam-se através de doenças, indisposição, má sorte. As influências invisíveis descrevem a característica magnética do local ou ambiente seja ele benéfico ou não. Isso explica porque certas áreas da edificação são pouco ou nunca ocupadas, ou porque alguns moradores estão sempre adoentados. Ou ainda quando nos sentimos confortáveis em determinado ambiente. As pessoas reagem intuitivamente freqüentando ou evitando aquele espaço. As influências invisíveis também explicam certas edificações ou áreas em uma cidade que são bem ocupadas enquanto outras são evitadas pelos habitantes.

Os aspectos invisíveis são mais importantes que os aspectos visíveis. Não é possível corrigir problemas sem que sejam determinados, ou "mapeados", os aspectos invisíveis. Se isso não ocorre, não importa o que tenha sido feito no nível do visível, os resultados não serão efetivos. As influências nocivas invisíveis precisam ser corrigidas no nível visível – cor, forma, número -, de outro modo, a solução não acontecerá.

Somente os métodos mais elaborados do Feng Shui são capazes de detectar as influências invisíveis de uma edificação. Ao longo dos séculos, os sábios Chineses desenvolveram métodos e sistemas matemáticos para mapear as características magnéticas de uma edificação, mesmo que ela ainda não tenha sido construída. A base para o entendimento dos aspectos invisíveis do Feng Shui é a compreensão de que o alinhamento (orientação magnética do imóvel) e a época em que foi construído contribuirão para que o mesmo atraia certos tipos de vibrações. As influências visíveis indicam o que pode estar errado. As influências invisíveis explicam porque sentimos que alguns ambientes ou locais são “ruins”, enquanto outros são “bons”.

Os Chineses comparam o Feng Shui a uma Acupuntura do espaço. Da mesma forma que o Acupunturista aplica finas agulhas em uma parte do corpo para curar uma outra parte ou órgão, o Consultor de Feng Shui sabe como detectar as influências invisíveis e recomendar curas para uma área particular do imóvel. Esta aplicação é capaz de alterar a característica vibracional do ambiente. Os Chineses antigos buscavam o entendimento e o tratamento das influências vibracionais sutis. Como resultado de séculos de pesquisa e estudo, temos na atualidade um valioso conjunto de conhecimentos que podem nos auxiliar a construir ambientes mais confortáveis. De forma semelhante à Acupuntura, talvez nunca compreenderemos completamente o conhecimento dos mestres antigos sobre o Feng Shui, no entanto suas técnicas são efetivas e podemos nos beneficiar delas se soubermos como aplicá-las adequadamente

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quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Aniversário do Poeta

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a
maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
(Fernando Pessoa)

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quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Instante

De repente desse lado de cá do mundo
Flutuando sob sua sombra o mundo adormece.
E minh'alma vagando quieta observa.
E nem se assombra com os pesadelos desse mundo que dorme.
O infinito é enorme e tanto temos a percorrer
Para que correr se o tempo ultrapassa.
E se todos somos essa nave que passa.
Só a Deus devemos recorrer

(Klecius A.)

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terça-feira, 22 de novembro de 2005

O ''MENSALÃO" DE TODOS NÓS

Numa manhã de sábado, recebi um telefonema de um amigo me convidando para ir a um churrasco na sua casa. Acontece que na naquele sábado eu tinha que ir aula na faculdade. O problema é que eu queria ir ao churrasco e, como solucionar o problema de uma forma que eu ganhasse nas duas frentes era o que eu tinha que fazer. Mas, como?

Bem, eu agi como, geralmente, todos nós agimos: fiz de conta que estava cumprindo com a minha obrigação quando, na verdade, fui de encontro à satisfação do meu prazer. O churrasco iria começar às nove horas da manhã e a aula às sete e meia. Ora, fui para a faculdade, assinei a lista de chamada e depois disso, saí para o churrasco querendo acreditar que havia cumprido religiosamente com o meu dever de aluno.

No churrasco, fiquei numa mesa com o dono da casa, que é médico, o amigo que estava sendo homenageado, que é policial, um amigo do homenageado que é advogado e político e a sua esposa que é universitária e estuda no período da noite. Entre muita cerveja e pouca carne o assunto era um só: a roubalheira dos nossos políticos e a passividade da sociedade (todos nós) mediante a podridão do episódio do mensalão. Todos nós estávamos revoltados e propondo soluções para o melhor funcionamento da máquina pública e para o resgate da ética entre a classe política.

Num dado momento, o telefone do dono da casa tocou e ele se afastou um pouco para atender. Cerca de um minuto depois ele retornou à mesa e, com raiva, falou que "não dava para trabalhar com certas pessoas". O telefonema que ele havia recebido era do hospital. Naquela noite ele estava de plantão, mas ele já havia passado no trabalho. Chegou cedo no hospital, visitou alguns pacientes e leu "por cima", os prontuários dos outros. Depois de uma hora foi para casa e deixou a seguinte recomendação: "só me liguem em caso de extrema emergência ou se aparecer pacientes particulares". Sendo assim, era um absurdo a enfermeira lhe telefonar só porque chegara um senhor de sessenta e quatro anos de idade com suspeita de infarto. Ele "receitou" alguns medicamentos pelo telefone e disse que a enfermeira podia retornar a ligação (se ela tivesse coragem para isso), caso acontecesse alguma coisa.

Na tentativa de aliviar o clima, perguntei ao amigo que estava recebendo a homenagem se ele já havia feito a sua mudança. Ele respondeu que sim e, satisfeitíssimo, contou que a mesma não tinha lhe custado nada. Segundo ele, o dono de uma transportadora lhe havia retribuído "um favor", já que ele, meses antes, tinha "resolvido" uns probleminhas de multas nos seus carros que poderiam lhe custar a habilitação e, até mesmo, a sua empresa!

De repente, a esposa do político liga para uma colega que estava assistindo aula para saber se tinha dado certo "aquele plano". Ou seja, o plano da colega assinar a chamada por ela enquanto ela estava no churrasco, pois ela já estava "pendurada nas faltas" na disciplina em questão e não poderia, "por nada", ser reprovada. E, toda feliz, sorriu com a assertiva da colega. O plano havia dado certo.

Em um outro momento, o anfitrião pergunta ao político como iria ficar o caso de uma determinada pessoa. E ele respondeu que tudo estava indo bem. O único problema era que na secretaria almejada já havia alguém concursado ocupando cargo que tal pessoa pleiteava, mas que ele não se preocupasse, pois estavam estudando uma medida legal (?) para transferir o "dito cujo" de função ou de setor para a vaga "do fulano" ser ocupada por ele.

"Ele é um que não pode ficar de fora, pois foi comprometido com a gente até o fim", finalizou.

Em meio a tudo isso, não deixávamos de falar das CPI’s, da corrupção dos políticos e da cumplicidade da sociedade que, apática, não movia uma palha para mudar nada.

Chegando em casa fui pensar naquele fim de sábado em tudo o que havia presenciado. De repente, me dei conta que o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro está certo quando diz que "nós vivemos num ambiente de lassitude moral que se estende a todas as camadas da sociedade e que esse negócio de dizer que as elites são corruptas mas que o povo é honesto é conversa fiada. Nós somos um povo de comportamento desonesto de maneira geral, ou pelo menos um comportamento pouco recomendável".

O melhor era que eu não precisava pesquisar em nenhuma fonte bibliográfica para concordar com o escritor. A sua afirmação estava magistralmente retratada no meu comportamento e no comportamento dos meus amigos naquele churrasco que eu havia freqüentado. Para começar, eu roubei o professor ao fazer de conta que estava na aula quando na verdade não estava.


E o que dizer do anfitrião da festa? Do médico que estava "tirando plantão" e que, portanto, estava ganhando o seu salário e reclamou por ser incomodado, apenas porque um senhor de idade estava com suspeita de infarto? Somos tão imersos na nossa convicção de que somos bons, quando na verdade não somos, que o médico chegou a dizer que, se ao menos o ancião tivesse sido diagnosticado por um profissional, então ele se sentiria na obrigação de ir atendê-lo. Ele só esqueceu de um detalhe: se o plantonista do hospital que, por sinal era ele, estivesse cumprindo o seu plantão, o senhor de sessenta e quatro anos de idade, casado, pai de seis filhos, aposentado e que trabalhava desde os doze anos de idade e contribuía com a previdência há trinta, talvez tivesse sido atendido por um profissional e não tivesse sofrido um derrame cerebral.

É interessante vermos, também, o caso da universitária, a defensora dos valores morais. E, aqui eu pergunto: quais valores seriam esses? O valor que nós damos ao "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?" O valor que depositamos nos nossos desejos pessoais e nas nossas vontades de uma maneira tão absoluta e absurda que, simplesmente, esquecemos que não vivemos sozinhos "nesse mundão de meu Deus?" O valor que damos ao famoso jeitinho brasileiro que, não custa lembrar, só virou instituição nacional porque nós lhe damos vida com as nossas atitudes?

Sim, porque se formos honestos e verdadeiros com nós mesmos, somos obrigados a admitir que, no geral, esses são os nossos valores porque é assim que nós somos e é assim que nós fazemos, com raríssimas exceções. Os valores que almejamos como ideais, infelizmente, só existem no mundo das nossas idéias e/ou como metas a serem atingidas pelos outros e não por nós.

No caso do policial, ele me mostrou uma coisa bastante óbvia: que é fácil fazer favores com o esforço que não é nosso para sermos merecedores de créditos que também não nos pertencem, para depois declararmos que o nosso país é o país da impunidade, pois os outros, e não nós, são larápios da coisa pública. Por isso que ele resolveu alguns problemas de um amigo onerando o erário, para ser recompensado depois. Ou seja, roubou o coletivo para ser beneficiado no particular.

A mesma coisa se aplica ao político que, lembrando mais uma vez, é também advogado, defensor da lei e da justiça. Pode?

Vergonhosamente, pode sim. E, a prova de que isso é verdade está na própria justiça que fazemos. Uma justiça que liberta uma jovem que confessa o planejamento e o assassinato dos pais baseado em um argumento que ninguém sabe qual é e que, por mais legal que possa ser, é imoral e totalmente fora do bom senso; uma justiça que prende as pessoas que filmaram e denunciaram um esquema de corrupção nos correios enquanto deixa em liberdade o corrupto que foi filmado recebendo propina; uma justiça que manda para as cadeias apenas os pobres e os negros; uma justiça que sempre solta os ricos que são presos (quando são) e que é extremamente distante do povo que a mantém; uma justiça, enfim, injusta e, porque não dizer, muitas vezes criminosa.

Acredito que mais uma vez o Brasil passa por uma oportunidade de ouro para rever-se como país e sair crescido e melhorado de toda essa crise. O grande problema está nas pessoas. Em mim, em você, nos nossos familiares, colegas, amigos e inimigos, parentes e aderentes. Isso, porque, se quisermos realmente uma nação melhor temos que assumir que nós também somos recebedores do mensalão e que, portanto, cada um de nós também é merecedor de sentar nas cadeiras da CPI.

Recebemos o mensalão quando sonegamos imposto, quando matamos aula e inventamos uma justificativa para não levarmos falta, quando faltamos ao trabalho e fazemos de conta que não faltamos (como eu fiz) ganhando o que é indevido, quando copiamos ou compramos CD’s piratas, quando pagamos propinas ao guarda de trânsito para ele não nos aplicar uma multa que ele deveria aplicar, enfim, todos nós, cada um a seu modo e com o seu preço, também é culpado, pessoalmente, por tudo isso que está acontecendo no nosso país.

Finalizando, é bom não esquecermos que os nossos políticos não vieram de marte; não vieram de uma outra galáxia ou do céu, mas do nosso meio, um meio que é corrompido por nós, pois somos, também, corruptos e corruptores. É bom não esquecermos, de igual modo, que esse é o real motivo para a sociedade (nós) assistir apática a toda essa decadência, pois no fundo, não é apatia, mas cumplicidade. Nenhum de nós toma uma atitude de mudança porque acreditamos (ou temos a certeza) que se um dia estivermos no lugar dos políticos, faremos a mesma coisa que eles fazem, aumentando o nosso mensalão. Como disse Freud, "seríamos bem melhores se não quiséssemos ser tão bons", e ele estava certo. Bom seria se tivéssemos a honradez de olhar para essa verdade constantemente.

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segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Desordem no tribunal

Estas são piadas retiradas do livro "Desordem no tribunal". São coisas
que as pessoas disseram, e que foram transcritas textualmente pelos
taquígrafos, que tiveram que permanecer calmos enquanto estes diálogos
realmente aconteciam à sua frente.

Advogado : Qual é a data do seu aniversário?
Testemunha: 15 de julho.
Advogado : Que ano?
Testemunha: Todo ano.
____________________________________________

Advogado : Essa doença, a miastenia gravis, afeta sua memória?
Testemunha: Sim.
Advogado : E de que modo ela afeta sua memória?
Testemunha: Eu esqueço das coisas.
Advogado : Você esquece... Pode nos dar um exemplo de algo que você
tenha esquecido?
_____________________________________

Advogado : Que idade tem seu filho?
Testemunha: 38 ou 35, não me lembro.
Advogado : Há quanto tempo ele mora com você?
Testemunha: Há 45 anos.
____________________________________________

Advogado : Qual foi a primeira coisa que seu marido disse quando acordou
aquela manhã?
Testemunha: Ele disse, "Onde estou, Bete?"
Advogado : E por que você se aborreceu?
Testemunha: Meu nome é Célia.
____________________________________________

Advogado : Seu filho mais novo, o de 20 anos....
Testemunha: Sim.
Advogado : Que idade ele tem?
______________________________________________

Advogado : Sobre esta foto sua...o senhor estava presente quando ela foi
tirada?
_______________________________________________

Advogado : Então, a data de concepção do seu bebê foi 08 de agosto?
Testemunha: Sim, foi.
Advogado : E o que você estava fazendo nesse dia?
_______________________________________________

Advogado : Ela tinha 3 filhos, certo?
Testemunha: Certo.
Advogado : Quantos meninos?
Testemunha: Nenhum
Advogado : E quantas eram meninas?
_______________________________________________

Advogado : Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento?
Testemunha: Por morte do cônjuge.
Advogado : E por morte de que cônjuge ele acabou?
_______________________________________________

Advogado : Poderia descrever o suspeito?
Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava barba.
Advogado : E era um homem ou uma mulher?
_______________________________________________

Advogado : Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas
mortas?
Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas...
_______________________________________________

Advogado : Aqui na corte, para cada pergunta que eu lhe fizer,sua
resposta deve ser oral, Ok? Que escola você freqüenta?
Testemunha: Oral.
_______________________________________________

Advogado : Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar
o corpo da vitima?
Testemunha: Sim, a autópsia começou às 20:30 h.
Advogado : E o sr. Décio já estava morto a essa hora?
Testemunha: Não... Ele estava sentado na maca, se perguntando porque eu
estava fazendo aquela autópsia nele.
_____________________________________________

Advogado : O senhor está qualificado para nos fornecer uma amostra de
urina?
_______________________________________________

Essa é a melhor

Advogado : Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da
vítima?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a pressão arterial?
Testemunha: Não.
Advogado : O senhor checou a respiração?
Testemunha: Não.
Advogado : Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a
autópsia começou?
Testemunha: Não.
Advogado : Como o senhor pode ter essa certeza?
Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa.

Advogado : Mas ele poderia estar vivo mesmo assim?

Testemunha: Sim,é possível que ele estivesse vivo e cursando Direito em
algum lugar!!!

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domingo, 20 de novembro de 2005

Gestos, Pensamentos & sentimentos

“Uma fagulha de Amor é capaz de iluminar o mundo.”
Roger

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sábado, 19 de novembro de 2005

O TAO DO SEXO

Conta-se que, ao distribuir as características que distinguiriam os homens das mulheres (e vice-versa), Deus teria perguntado: "Tenho aqui duas qualidades sensacionais. Quem gostaria, por exemplo, de fazer xixi em pé?" Os homens gritaram em uníssono: "Eu, eu, eu!" O Criador concordou, sorrindo, e disse: "Tudo bem, então. As mulheres ficam com os orgasmos múltiplos..."
Essa piada engraçadinha resume o que todo mundo acha que sabe que orgasmo múltiplo é coisa para mulher e o prazer fulminante (seis segundos, no máximo) é característica do homem. E se não for assim? E se o homem for capaz de ter vários orgasmos em um mesmo encontro, mantendo durante horas seu pênis ereto?
Pois bem, isso é possível, sim. Essa verdadeira pepita de ouro do prazer sensual é conhecida por poucos felizardos no Ocidente, mas faz parte da sabedoria do Oriente e lá é praticada por milhões de pessoas. Nós é que, nesses assuntos, parece que sempre pegamos o bonde andando.
Fiz uma rápida pesquisa entre meus amigos: você sabia que é possível gozar sem ejacular? Dez deles começaram a frase com a mesma expressão: "O quêêê...?!" (vale dizer que conheço um monte de gente razoavelmente bem informada,). Ninguém tinha a mais remota idéia dessa possibilidade, embora um ou outro já tivesse ouvido falar da relação sexual sem emissão de esperma. "Mas eu imaginava que, sem ejaculação, não era possível ter orgasmo, por isso nem me interessei tanto pelo assunto...", admitiu um deles, candidamente.
Honrosa exceção, um dos meus amigos já tinha ouvido falar do "tao do amor", o conjunto de técnicas sexuais utilizadas na China desde mais de 2 500 anos. E, ao se aprofundar nesse assunto, havia passado rapidamente da teoria para a prática. Giorgio, é o maior buscador que já conheci. Ele acabou encontrando o tao do amor porque se interessa por tudo o que se relaciona com a espiritualidade, do I Ching ao Corão, da dança dos dervixes à meditação tântrica tibetana. Estudando o Taoísmo, chegou às práticas sexuais dos antigos mestres chineses.
Não foi, portanto, para melhorar sua performance na cama embora isso tivesse acontecido naturalmente, ele me garante, em conseqüência das práticas. Ter vários ápices numa relação (uma hora e meia de duração, em média) foi se tornando normal para ele e sua companheira. E olha que meu amigo italiano já tem quase 60 anos! Ele dá uma sugestão: podemos percorrer os mesmos passos com alguém com quem a gente se dá bem, bons livros e muita prática. É só começar.
Quem pode dizer que conhece realmente as inúmeras possibilidades do sexo? Os pretensiosos, sem dúvida. É verdade que, na internet, podem ser encontradas mais de 158 mil descrições de cunnilingus ou 359 mil posições sexuais diferentes. Mas não é esse o ponto.
As técnicas do Oriente não servem para quem quer ganhar concursos de proezas. As técnicas conduzem a uma relação mais profunda e espiritual. Essa é a base. Depois disso, aí sim, é que acontecem as variações, como numa melodia.

Técnica só não vale
esse é o primeiro mandamento de qualquer manual erótico oriental. Jolan Chang, um gênio na descrição do tao do amor, diz que, para conhecer o amor prazeroso, é preciso saber apreciar o pôr-do-sol dourado após um dia de chuva, a alegria de sentar-se sob uma árvore florida num vale cercado de montanhas ou de entrar debaixo da água gelada de uma cachoeira. Em outras palavras, é preciso ter os sentidos abertos, tesão pela vida.
Por isso, Chang recomenda aguçar o tato, o paladar, a audição e a visão como primeiro exercício para a arte amorosa (está tudo no livro dele O Taoísmo do Amor e do Sexo, editora Nórdica). Isso porque o prazer sexual, diz ele, está profundamente ligado à apreciação poética de cada momento.
Outra afirmação básica do tao do amor: a emissão de ching, ou esperma, é um golpe mortal na vitalidade masculina, um veneno. Calma, isso não quer dizer que o homem não possa ejacular nunca. Mas, sim, que quanto menos ejacular, melhor.
Jolan Chang recomenda uma tabelinha. Um rapaz de 20 anos, por exemplo, pode ter uma emissão a cada quatro dias. Um homem de 30, deve tê-la a cada oito dias. Um de 40, a cada dez dias. E um de 50, a cada 20. O homem de 60 anos não deveria ejacular mais. Porém, se for muito forte e saudável, pode fazê-lo apenas uma vez por mês.
Mas que fique bem claro: as relações sexuais ficam completamente liberadas, até diversas vezes por dia! O que o homem não pode é emitir (mais um pouquinho e explicamos como...).
Se as práticas taoístas são tão boas assim para manter a saúde e a energia vital do homem, por que que essa "novidade" ainda não saiu numa manchete do The New York Times? O pior ou o melhor é que já saiu, sim. As pesquisas do doutor Wayne van Voorthies, da Universidade do Arizona, ocuparam a primeira página do prestigiado jornal americano no dia 3 de dezembro de 1992.

Minhocas orgasmáticas
Ao estudar minhocas nematóides - que muitas vezes substituem os ratinhos em pesquisas científicas, porque também têm similaridades com nossos processos bioquímicos, o doutor van Voorthies descobriu um fato surpreendente. As minhocas do primeiro grupo do seu estudo - que podiam copular livremente e esgotar seu estoque de esperma - viveram 8,1 dias; as do segundo grupo, que podiam ser chamadas de minhocas "monásticas", pois não mantinham relação sexual, viveram 11,1 dias. Já as do terceiro grupo, que o cientista batizou de minhocas "orgasmáticas", que não produziam esperma mas que podiam copular sempre que quisessem, sobreviveram 14 dias, 50% a mais que as minhocas do primeiro grupo!
O doutor van Voorthies se surpreendeu tanto que refez seu estudo quatro vezes para se certificar dos resultados. O artigo do The New York Times concluiu que "gerar esperma é muito mais difícil do que os cientistas imaginavam. Isso requer um desvio de recursos que pode vir a prejudicar a saúde masculina a longo prazo". Touché! É o que repetem, há milênios, os taoístas chineses.
A notícia está citada no livro Orgasmos Múltiplos do Homem - Os Segredos do Prazer Prolongado (editora Objetiva), uma verdadeira Bíblia das práticas sexuais do tao do amor, escrito por Mantak Chia, mestre em sexualidade taoísta e qi gong , e Douglas Abrams Arava, da Universidade da Califórnia. Uma obra que não pode faltar na estante do seu quarto, eu sugiro.

O pico de jade
Para conhecer a linguagem dos livros que falam da arte de não emitir, é preciso compreender sua terminologia peculiar. Quando o livro é técnico, como as várias obras da médica americana Barbara Keesling, de cara a gente fica sabendo que "PC" não é um computador, mas sim o músculo pubococcígeo que comanda as contrações genitais. O PC está presente em 90% das páginas dos manuais eróticos ocidentais.
Há muitos exercícios para melhorar a performance desse músculo. E fazendo isso, garante Keesling, autora de Como fazer Amor a Noite Toda... e Levar uma Mulher à Loucura (editora Record), uma vagina pode se tornar mais apertada e estimulante, ou o homem terá mais facilidade para contrair o músculo certo na hora de evitar a emissão.
Já quando a obra se refere a práticas taoístas da antiga China, as palavras empregadas são saborosíssimas. "Pico de jade" é fácil de adivinhar. "Portão escuro" também. Fica mais difícil entender que "pico do lótus vermelho" são os lábios ou que "flor do luar" se refere à lubrificação feminina. Em todo caso, sempre há uma explicação para o leitor, entre parênteses, quando aparecem esses termos mais difíceis.
Os nomes das posições sexuais também são encantadores. Quando a mulher usa as duas mãos para agarrar o pescoço do parceiro e entrelaça os pés nas suas costas está na posição "bicho-de-seda tecendo o casulo". E por aí vai: martins-pescadores unidos, borboletas em vôo, cão de outono, bambus perto do altar, fênix segurando sua galinha, macaco que canta na árvore ou gaivotas voadoras são algumas das outras variações.

A hora da verdade
Nas obras taoístas, particulariza-se com detalhes a quantidade das estocadas. A seqüência duas rasas e uma profunda é a mais clássica, e pode se transformar, por exemplo, em nove rasas e uma profunda. Os chineses também ensinam que as estocadas podem ser diretas, indiretas, enviezadas para a direita, para a esquerda, ou até circulares. E não para ganhar medalha de atletismo, mas porque existe aí uma função terapêutica.
Cada diferente tipo de estocada massageia um ponto, no pênis ou na vagina, que está relacionado a um órgão do corpo. Por isso, afirmam os conhecedores dessa arte, é que as relações sexuais são tão benéficas: elas ajudam a tonificar todos os órgãos. Se outros motivos não existissem, esse só já bastava. Ora´ existe melhor maneira de fazer massagem do que com os órgãos sexuais?
Então, neste ritmo de duas estocadas rasas e uma profunda, o homem chegará a um momento em que terá vontade de ejacular. É a hora da verdade. Antes de chegar a um ponto sem retorno, ele vai sentir que o orgasmo se aproxima. Exercícios, feitos anteriormente a solo (sozinho), ajudam a identificar esse momento vital. A parceira, que é cúmplice e, logicamente, também segue as muito sábias instruções do tao, saberá que a hora X chegou.

Ondas de prazer
Muitas técnicas costumam ajudar nesse momento. O homem pode, simplesmente, retirar o pênis da vagina por alguns segundos, que é a chamada técnica do cadeado. Também pode deslocar a atenção para a sua respiração, que fica mais profunda. Há também a opção dele, ou de sua parceira, de pressionar o períneo (ponto que fica entre o ânus e o escroto) e desviar a energia dos genitais para a espinha dorsal. Ou, ainda, é possível apertar, com os dedos em forma de anel, a base do pênis (por favor, se quiser tentar essas técnicas, compre os bons livros e leia-os antes de se aventurar).
Passado o perigo, volta então o ritmo anterior de duas estocadas rasas e uma profunda. Outras posições podem ser tentadas mas não se aconselha, no começo, as mais profundas, pois assim o homem terá muita vontade de emitir. Nesse vaivém tranqüilo, o homem se nutre da energia yin feminina e a mulher, da força yang masculina.
Disse o mestre Osho, autor da obra Do Sexo à Supraconsciência, editora Cultrix, que se for possível manter uma união sexual por uma hora ou mais, uma verdadeira corrente elétrica alimentará os dois amantes de vitalidade e energia.
E os orgasmos masculinos múltiplos? Eles começam a acontecer quando se pratica a não-emissão e se percebe que, antes da ejaculação, é possivel desviar a energia para os orgasmos - e não para o ato de ejacular.
Segundo o mestre Mantak Chia, o orgasmo não-ejaculatório pode ser sentido tanto na pélvis quanto em outras partes do corpo - os taoístas dizem que é possível sentir as contrações orgasmásticas até dentro do cérebro. Parece ficção científica mas ele jura que é verdade.
Mantak também afirma que tanto homens quanto mulheres podem ter orgasmos múltiplos discretos (com um clímax seguido de outros ápices mais suaves) bem como orgasmos contínuos (em que cada ápice é mais forte que o outro). Contudo, para chegar a isso, a maioria das mulheres precisará de estímulo durante muito tempo - simbolicamente, mais de mil estocadas, ou cerca de duas horas, pelos meus cálculos. O seu parceiro, portanto, terá de estar bem preparado para a maratona.
Concluindo, o homem que aprende a manter a ereção e a aproveitar sua natureza multiprazerosa é o par perfeito da mulher que também deseja usufruir da alegria dos orgasmos múltiplos. Foram feitos um para o outro.
Dizem nossos irmãos da China que todos podemos ser esse homem ou essa mulher. Para isso, é só mergulhar num clima terno e amoroso, quase meditativo, ter tempo e conhecer algumas técnicas essenciais. Portanto, mesmo não sendo mestre e sem precisar lançar mão de nada muito exótico ou difícil, com calma, aos poucos, qualquer um pode chegar lá. Sem gozação.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Abraço

Dizem os orientais que, quando abraçarmos uma pessoa querida a quem amamos, devemos fazer da seguinte forma: inspirando e expirando três vezes, e aí sua felicidade se multiplicará pelo menos dez vezes.
O efeito terapêutico do abraço é inegável.
Diante disso não podemos esperar para abraçarmos a quem queremos bem. Se você estiver sentindo um vazio interior, tente abraçar o seu amigo, deslizando delicadamente a mão sobre as costas dele, para que o possa sentir junto a você.
Nos momentos de dor ou de alegria é que vemos o bem que um grande e demorado abraço nos causa. Pelo abraço, transmitimos emoções, recebemos carinho, trocamos afeto, compartilhamos alegria, amenizamos dores, demonstramos amizade, doamos amor, expressamos nossa humanidade. É tempo de enlaçarmos nossos braços num terno, profundo e afetuoso abraço.

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quinta-feira, 17 de novembro de 2005

SETE LIVROS DO TIBET

O décimo quarto Dalai Lama vive no exílio desde 1959. Sua luta não-violenta pela libertação do Tibet, ocupado pela China desde 1950, contribuiu para que ele se tornasse um fenômeno: um líder espiritual que transcende sua religião e se comunica, com espantosa clareza, com as mentes ocidentais. O que ele diz é prático: uma disposição mental tranqüila e afetuosa produz efeitos benéficos para a saúde e o bem-estar físico. Na esteira do sucesso, as prateleiras das livrarias se encheram de obras do Dalai - muitas das quais alcançaram as listas dos mais vendidos. No meio de tanto livro, fica difícil saber qual ler. Conheça aqui sete deles e escolha o seu caminho para a sabedoria.



A Arte da Felicidade

(Martins Fontes) é um guia para a vida cotidiana. O psiquiatra americano Howard Cuttler e o Dalai Lama travam um diálogo inspirador entre a moderna ciência ocidental e a milenar sabedoria budista.



O Livro da Sabedoria

(Martins Fontes) é o Dalai de bolso. Traz trechos de uma palestra feita em 1993, em Londres, e sugere técnicas de transformação mental para viver melhor.



Uma Ética para o Novo Milênio

(Sextante) tem muita coisa que deveria ser ensinada na escola. Ética aqui é o cultivo daquelas qualidades que têm o poder de trazer felicidade - como paciência, tolerância e capacidade de perdoar.



O Caminho da Tranqüilidade

(Sextante) reúne citações de livros, palestras e artigos produzidos pelo Dalai. Do leitor só se pede que abra as páginas ao acaso e medite com citações como: "A felicidade é sempre o resultado da atividade criativa".



Emoções que Curam

(Rocco) é uma coleção de discussões organizada por Daniel Goleman, autor de Inteligência Emocional, sobre como a ciência interpreta os vínculos entre mente e saúde.



Transformando a Mente

(Martins Fontes) talvez seja o mais budista dos livros do Dalai disponíveis no Brasil. Aqui ele expõe e interpreta um texto inspirador da literatura tibetana, As Oito Estrofes Sobre a Transformação da Mente.



Pacificando o Espírito

(Bertrand Brasil) é uma transcrição de conferências feitas na França sobre as quatro nobres verdades de Buda: "Reconhecer o sofrimento, eliminar sua origem, pôr em prática a cessação, meditar sobre a via". Ao contrário das demais obras, não é um livro de fácil compreensão.

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quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Origem da Palavra Sincera

"Sincera é uma palavra doce e confiável.
Sincera é uma palavra que acolhe .

E essa é uma palavra que deveria estar no vocabulário de toda alma.
Sincera foi uma palavra inventada pelos romanos.
Sincero vem do velho, do velhíssimo latim...


Eis a poética viagem que fez sincero de Roma até aqui:
Os romanos fabricavam certos vasos de uma cera especial.
Essa cera era, às vezes, tão pura e perfeita

que os vasos se tornavam transparentes.
Em alguns casos, chegava-se a se distinguir um objeto
- um colar, uma pulseira ou um dado -
que estivesse colocado no interior do vaso.


Para o vaso, assim fino e límpido, dizia o romano vaidoso:

- Como é lindo... parece até que não tem cera!
"Sine-cera" queria dizer: "sem cera",

uma qualidade de vaso perfeito, finíssimo, delicado,
que deixava ver através de suas paredes.


Da antiga cerâmica romana, o vocábulo passou a
ter um significado muito mais elevado.

Sincero é aquele que é franco, leal, verdadeiro, que não oculta,
que não usa disfarces, malícias ou dissimulações.
O sincero, à semelhança do vaso, deixa ver, através de suas palavras, os nobres sentimentos de seu coração."

Malba Tahan

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terça-feira, 15 de novembro de 2005

ESPIRITISMO. .QUE RELIGIÃO É ESSA?

Criado por um pedagogo, o Espiritismo surgiu na França no século XIX. Hoje, o Brasil possui a maior comunidade espírita do mundo. Saiba tudo sobre a religião que considera a morte apenas uma etapa da evolução pessoal e que acredita na vida em outros planetas

Jesus Cristo não é o enviado de Deus à Terra. É apenas um espírito mais evoluído que serve de guia para toda a humanidade.

A morte de um ente querido, por mais dolorosa que seja não deve ser encarada de forma absolutamente negativa. Muitas vezes, é apenas o encerramento de uma missão no mundo dos vivos.

Vivemos cercados de espíritos, alguns bons, outros ruins.

As afirmações acima que batem de frente com os princípios fundadores de muitos credos, entre eles a fé católica e todas as demais religiões dela derivadas costumam ser proferidas de maneira desassombrada pelos espíritas em centenas de centros espalhados pelo Brasil. Pudera. Fazem parte das idéias básicas de uma religião professada por 2,3 milhões de brasileiros, segundo o último censo do IBGE.

A enorme receptividade do Espiritismo no Brasil é mais um dos inúmeros paradoxos da fé em terras tupiniquins. Embora a pátria-mãe do Espiritismo seja a França - país de Allan Kardec, o homem que, no século XIX, compilou e decodificou os princípios que até hoje orientam os 15 milhões de adeptos no mundo todo, foi no Brasil que essa religião, gestada numa era em que a ciência se desenvolvia vertiginosamente, encontrou terreno fértil para se alastrar do Oiapoque ao Chuí. Por quê? A resposta está tanto no Espiritismo quanto no povo brasileiro.

O QUE É

Religião ou doutrina? Se você perguntar a algum freqüentador assíduo de centro espírita, provavelmente receberá a seguinte resposta: o Espiritismo é uma doutrina revelada pelos espíritos superiores a Allan Kardec, que a codificou em cinco obras: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1859), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1863), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868).

Mas isso explica muito pouco. Doutrinas há de todas as cores e matizes ideológicos. O Marxismo também é uma doutrina baseada em um livro fundamental (no caso, O Capital, de Karl Marx), mas nem por isso deve ser encarado como uma religião. A Psicanálise, também. Assim ocorre com outras filosofias. A diferença básica está na forma de encarar a realidade. "Se você explica a realidade social pela realidade transcendente, sua visão é religiosa", afirma Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti, professora do Departamento de Antropologia Cultural da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estudiosa do Espiritismo no Brasil. Isso quer dizer que, sim, o Espiritismo é uma religião pois apresenta toda uma série de explicações espirituais e divinas para eventos tão comezinhos quanto o mau humor do seu vizinho e tão devastadores quanto a morte de alguém em sua família.

Típico rebento do século XIX o mesmo das teorias evolucionistas de Charles Darwin, da Tabela Periódica, da redescoberta das filosofias orientais e do Positivismo de Auguste Comte, o Espiritismo consegue a proeza de mesclar Catolicismo primitivo (caridade), Budismo (reencarnações), Darwin (evolucionismo) e um caldeirão de credos esotéricos que estavam em plena voga nos anos 1800 e que geraram filosofias tão diversas como o Espiritualismo de Emannuel Swedenborg e a Teosofia de Madame Blavatsky. "É uma religião de síntese", afirma Maria Laura.

E só poderia ser assim mesmo. Seu iniciador, Allan Kardec (1804-1869), era um pedagogo que fundou na própria casa um curso gratuito de Química, Física, Anatomia e outras ciências que galvanizaram as mentes curiosas do século XIX e ajudaram a preparar o terreno para as revoluções científicas da nossa era. Kardec inclusive chegou a estudar Medicina, mas logo abandonou os planos de atuar nessa profissão. É por essa razão que, desde o início do movimento espírita, ele sempre fez questão de apresentar, com um vocabulário inspirado nas ciências, eventos como comunicação com espíritos e o movimento de objetos sem ação humana aparente. Num texto bastante famoso, o iniciador do Espiritismo explica seu método: "Apliquei a esta nova ciência, como tinha feito até então, o método de experimentação; nunca elaborei teorias preconcebidas: eu observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências...".

A identificação explícita com o método de dedução científica foi uma tentativa de livrar o Espiritismo da pecha de irracionalidade num tempo em que a Razão era um verdadeiro dogma. E também foi numa estratégia inversa uma afirmação do Espiritismo como reunião de doutrinas religiosas, científicas e filosóficas para fazer frente às verdades incontestáveis da Igreja Católica. E essa, logo iria mostrar seu desagrado com a nova religião. Porque a afirmação do Espiritismo foi uma luta difícil e demorada, como se verá a seguir.

COMO SURGIU

Um dia, andando pelas ruas de Paris, Hippolyte Léon Denizard Rivail encontrou-se com um amigo de nome Carlotti, que lhe descreveu uma série de eventos extraordinários, supostamente provocados pela ação direta de espíritos.

Curioso e ainda descrente, Rivail começou a freqüentar algumas reuniões - e teria visto seu ceticismo virar picadinho ao observar mesas e outros objetos ganharem movimento sem a ajuda de qualquer pessoa ou mecanismo especial. Disposto a entender esses fenômenos, Rivail mergulhou no estudo de várias correntes do misticismo e começou (num gesto que viria confirmar suas inclinações científicas) a experimentar e repetir vários daqueles que seriam fenômenos de comunicação com o mundo dos mortos.

Numa das sessões que presenciava, Rivail ouviu de um médium que ele já fora um celta chamado Allan Kardec. E que, como Kardec, ele deveria reunir os muitos ensinamentos e conclusões dos últimos séculos numa doutrina que propagasse os ideais de Cristo e trouxesse alívio para os corações dos homens. Imbuído desse espírito (sem trocadilhos), Kardec começou a trabalhar na síntese que gerou o Espiritismo.

Em 1857, Kardec trouxe à luz O Livro dos Espíritos. É a partir dessa obra que se pode falar em Espiritismo (a palavra, aliás, é um neologismo cunhado pelo próprio Kardec para diferenciar a nova religião dos inúmeros espiritualismos que estavam na moda). E outro elemento de diferenciação com as demais religiões tinha a retórica livremente inspirada no vocabulário e no método expositivo dos livros de ciências naturais do século XIX. Uma linguagem sintética, facilmente compreensível e nada hermética.

Contudo, a nova religião iria despertar a fúria da Igreja Católica. Os motivos dão força a um debate que, mesmo hoje, mais de cem anos depois, ainda inflamam adeptos e estudiosos acadêmicos. Primeiro motivo: no Espiritismo, Cristo não é o filho de Deus mas um espírito mais evoluído. Segundo motivo: a Redenção no Catolicismo é um evento único, total, universal. No Espiritismo ela se dá em conta-gotas, a cada passo da evolução de cada um dos espíritos.

Só essas duas diferenças já serviriam para provocar uma cisão. Sem falar na possibilidade de reencarnação, que não existe no Catolicismo. Mas pelo menos entre os espíritas a identificação com a fé cristã é total. "A fé espírita é baseada nos ensinamentos de Jesus: logo, é uma religião cristã", afirma Durval Ciamponi, presidente da Federação Espírita do Estado de São Paulo.

"O Espiritismo não é uma religião cristã", diz Antônio Flávio Pierucci, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e um dos maiores estudiosos da religiosidade brasileira. "Os espíritas utilizam o Cristianismo para se legitimarem." Pierucci vai mais longe. Afirma que esse vínculo com a Igreja Católica pregado pelos espíritas serviu, durante décadas, para lutar contra a discriminação: "O Espiritismo faz força para não parecer uma religião exótica".

Esse alinhamento com os evangelhos pode ser explicado pelas perseguições sofridas pelos adeptos do Espiritismo. Já em 1861, o bispo de Barcelona, na Espanha, promoveu um auto-de-fé com livros espíritas. Uma enorme fogueira queimou os livros de Kardec. Junto com a Igreja, nessa mesma época cientistas e políticos europeus (influenciados pela Igreja ou não encontrando na doutrina o rigor que ela declarava ter) iniciaram uma poderosa campanha de difamação do Espiritismo.

No final das contas, grande parte dos estudiosos acadêmicos do Espiritismo considera a religião uma espécie de neocristianismo. "Jesus

Cristo é um elemento comum entre as duas religiões. As diferenças não apagam as semelhanças", afirma Maria Laura.

E assim, identificado com o Cristianismo, o novo credo se alastrou pelo mundo. Chegando ao Brasil em 1860, o Espiritismo logo foi adotado por intelectuais, militares e funcionários públicos. Porém, o rastro de perseguição também chegou até aqui. O Código Penal de 1890 classificava o Espiritismo como crime. Apesar disso, a religião se fortalecia e expunha à população um dos seus lados mais meritórios: a caridade. E o ato de fazer bem às comunidades próximas dos centros espíritas se tornou uma marca tão forte no Espiritismo brasileiro que ajudou a transformar a religião e a lhe emprestar uma face tipicamente verde-amarela. É isso, em parte, que ajuda a explicar o salto quantitativo do Espiritismo no Brasil.

Há até uma cidade fundada exclusivamente por espíritas. Palmelo, a 200 quilômetros de Goiânia, GO, surgiu a partir da criação de um centro espírita, em 1929. Recebendo cerca de 50 000 visitantes todos os anos, que ali procuram consolo para inúmeras aflições físicas e espirituais, Palmelo (que foi emancipada em 1953) não permite a venda de bebidas alcoólicas e, em suas ruas, placas apresentam "pílulas" de ensinamentos espíritas extraídos dos livros de Allan Kardec.

A cidade goiana, porém, é um fato isolado. No resto do Brasil, os agrupamentos espíritas distinguem-se pela sobriedade e pelos baixos níveis de proselitismo. E mesmo com sua enorme difusão em terras brasileiras, a religião continua sendo, até hoje, uma fé professada pela classe média urbana (que, por receio de discriminação, não costuma ostentar traço algum da sua opção religiosa). "O Espiritismo difundiu-se entre profissionais liberais e pessoas da classe média dos centros urbanos porque exige leitura e instrução", afirma Marcelo Camurça, professor de Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais.

Quem já freqüentou um centro espírita sabe disso. A atmosfera lembra ligeiramente um congresso universitário. Um auditório atento, muitas vezes municiado de algum dos livros de Kardec, escuta as leituras e os comentários feitos por um ou mais "palestrantes" reunidos em uma mesa. Tudo de um modo sóbrio e nada espetaculoso. "A sobriedade é uma das maiores fontes de identificação do Espiritismo entre a classe média", afirma Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti.

A disciplina é outra exigência não assumidamente declarada. Vai daí o grande número de militares que, desde os primórdios, mergulhou nos ensinamentos de Kardec. Um dos mais famosos espíritas fardados do Brasil é o general Alberto Cardoso, ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional e líder de um centro espírita na capital federal.

Por causa de suas origens declaradamente científicas e pelo discurso que prega a racionalidade, o Espiritismo vem atraindo médicos céticos diplomados e profissionais nas últimas décadas. Fundada em 1968, a Associação dos Médicos Espíritas do Brasil (Amebrasil) reúne cerca de 1 200 médicos que estudam e tentam transpor para a prática diária da Medicina alguns dos princípios do Espiritismo.

É uma questão polêmica. O Espiritismo prega o tratamento homeopático e são célebres na trajetória brasileira da religião os casos de médiuns (como o mineiro José Arigó, que incorporava um suposto doutor Fritz e, inspirado por ele, fazia escatológicas cirurgias em milhares de pessoas entre os anos 50 e 70) que reúnem multidões de desvalidos em operações de fundo de quintal. Está-se falando de dois elementos que configuram prática ilegal da Medicina: receitar remédios e operar doentes sem licença para isso.

No entanto, esses aspectos não são levados em conta pelos médicos espíritas. "Sempre usei a alopatia e o próprio Chico Xavier sempre se operou pela Medicina tradicional", afirma Marlene Rossi Severino Nobre, médica aposentada pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de São Paulo e presidente da Amebrasil. Marlene que trabalhou com Chico em Uberaba no início da década de 60 e com ele chegou a psicografar algumas obras não divisa conflito algum entre Medicina e Espiritismo. "O médico espírita leva aos seus pacientes os ideais de caridade da doutrina Espírita", diz. "A Medicina é muito reducionista", afirma. Para ela, a única explicação para a vida biológica, para o surgimento das células e para a evolução do Homem é a ação de forças superiores, ainda pouco compreendidas pela humanidade.

Nos próximos anos, os médicos da Amebrasil pretendem intensificar uma série de experimentos para comprovar eventos como campo magnético e experiências de quase-morte, até hoje inexplicados pela ciência tradicional. Sem contar com aval universitário algum, nem com qualquer tipo de estímulo de órgãos tradicionais de fomento à pesquisa como Capes e CNPq, a Amebrasil equilibra-se numa corda-bamba entre ciência e fé. É uma polêmica que promete esquentar os meios médicos e espíritas brasileiros num futuro próximo.

Mas um comportamento sóbrio, a prática da caridade e a adesão crescente de setores da Medicina não explicam totalmente o ibope do Espiritismo no Brasil. A fé espírita germinou aqui mais do que em qualquer outro lugar porque encontrou um terreno fértil para grande parte de seus princípios. Uma mistura muito brasileira de crenças católicas populares herdadas de Portugal, adoração aos mortos e religiosidades indígena e negra ajudou a alastrar o alcance da fé.

E foi no Brasil que surgiu o maior médium desde Allan Kardec. Francisco Cândido Xavier (1910-2002), franzino e modesto, com uma saúde combalida desde sempre, encarnou como ninguém os ideais de comedimento, benevolência e austeridade do Espiritismo. Sua adesão à fé obedeceu aos insondáveis princípios de uma predestinação.

Órfão ainda na infância, Chico teria começado a se comunicar e a se aconselhar com o espírito da mãe. Na escola, durante as comemorações do Centenário da Independência, em 1922, a turma de Chico deveria escrever uma redação sobre o acontecimento nacional. Durante a aula, o menino teria se perturbado com a presença de um homem ao seu lado, ditando-lhe o texto que obteve menção honrosa.

Com 18 anos e buscando uma explicação para os fenômenos que o teriam acompanhado desde a infância, Chico já é um freqüentador de centros espíritas. E logo fica bem claro para todos que aquele rapaz de saúde frágil é um médium destinado a limpar as últimas nódoas de marginalidade que ainda recobrem o Espiritismo no Brasil. É a partir desse momento que ele teria entrado em contato com as primeiras manifestações do espírito Emmanuel - o que lhe renderia o posto de "co-autor" de nada menos que cerca de 400 títulos por ele psicografados sob inspiração do espírito e que venderam 25 milhões de livros em todo o mundo.

Com Emmanuel (que teria sido o senador romano Publius, depois um escravo cristão dilacerado por leões e, finalmente, o padre Manuel da Nóbrega, já em terras brasileiras), Chico realizou vários avanços na doutrina formada por Kardec, alastrando a sabedoria espírita para outros campos, como ciências sociais e economia. Imbuído do espírito de caridade, Chico destinou toda a renda a entidades sociais e aposentou-se com um modesto salário de funcionário público.

Quando morreu, em 30 de junho de 2002, deixou uma multidão de seguidores e leitores em todos os cantos do planeta e uma lição de humildade e amor ao próximo que transcende os limites do Espiritismo.

O QUE PREGA

Para entender o Espiritismo, é preciso saber que a base de toda a religião está exposta nas cinco obras seminais de Allan Kardec. Desde esse nascimento na França oitocentista, o Espiritismo reivindica não apenas um status de religião, mas também de ciência e de filosofia. Ou seja: é uma fé e uma doutrina cujas manifestações - contato com espíritos, regressões a vidas passadas e textos psicografados - poderiam ser comprovadas através do método dedutivo herdado da ciência.

Segundo o Espiritismo, todo homem é um médium, um canal de comunicação entre os vivos e os espíritos. Por isso, não existe um papa espírita nem qualquer tipo de hierarquia dentro da religião (a ausência de paramentos e cerimoniais também é uma característica "racionalista" dentro da fé espírita). Nos centros espíritas, por exemplo, a função de liderança geralmente está reservada ao médium mais experiente ou ao próprio fundador do centro.

A simplicidade pregada pelo Espiritismo também estaria explicitada pela inexistência de grandes rituais de passagem como casamentos, batismos e enterros. Isso porque os espíritas acreditam ser desnecessário o vínculo com Deus - "a inteligência suprema", como prega Allan Kardec. Céu, inferno e diabo virtualmente não existem no horizonte espírita. Isso porque o Bem e o Mal podem estar dentro de cada um, sem que haja a necessidade de uma localização para cada um.

Os médiuns comunicam-se com os espíritos das mais diversas maneiras. Houve um tempo em que a comunicação se dava por meio de batidinhas na parede, mas hoje, na maioria dos centros espíritas, as principais formas de comunicação costumam ser a psicografia e a incorporação. Em sessões chamadas de "desobsessão" (quando um espírito cheio de más intenções incomoda uma pessoa), os médiuns incorporam essas entidades chamadas "obsessoras" e procuram convencê-las da falta de sentido em assombrar a vida dos "encarnados".

O Espiritismo acredita que os espíritos são criados numa espécie de "ponto zero", onde todos são imperfeitos e devem chegar - ao longo de várias e sucessivas encarnações - à perfeição. A cada encarnação o espírito aprende um pouco mais sobre bondade, tolerância e caridade. Claro que nem todos são "santos": o livre-arbítrio (a capacidade de cada um escolher o seu destino) é um elemento importante da religião. Por isso, haveria espíritos deliberadamente "maléficos" fadados a intermináveis (e sofridas) encarnações na Terra. Os espíritos só se tornarão mais iluminados e superiores na medida em que forem eliminando seus maus hábitos, os aspectos ruins do seu caráter e passarem a praticar o bem.

Um fato curioso é a crença dos espíritas na vida em outros planetas. "Os espíritos são intergalácticos", afirma Durval Ciamponi, da Federação Espírita de São Paulo. Isso não significa, necessariamente, a existência de ETs pilotando discos voadores pelo espaço sideral: mas formas de vida inclusive minerais que são habitadas por espíritos em diferentes estágios de evolução em lugares tão inóspitos quanto Saturno ou Plutão. Essa crença numa força divina interplanetária fez do Espiritismo, desde a década de 1960, um dos elementos que ajudaram a compor as religiões new age. "O Espiritismo antecipa toda essa onda de religiões e doutrinas da Nova Era", afirma Marcelo Camurça, da UFJF.

Kardec fatiou o homem em três porções básicas: espírito ("essência imortal"), corpo ("invólucro material") e perispírito ("corpo" que reveste o espírito). Quando uma pessoa morre, sua alma e seu perispírito libertam-se do corpo e passam a seguir um trajeto rumo à reencarnação. Um espírito irá encarnar tantas vezes quantas forem necessárias para atingir a perfeição. O mundo material, portanto, seria uma espécie de universidade onde os espíritos aprendem com as provações.

É nesse mundo que nos coube viver que cada ação seria avaliada como mais um aspecto da evolução pessoal. O velho adágio "aqui se faz, aqui se paga" recebe, no Espiritismo, uma validade bastante concreta. E são essas "dívidas" que explicariam, por exemplo, o nascimento de uma criança sem cérebro ou a paralisia de um adulto: tragédias pessoais que, do ponto de vista da doutrina, seriam necessárias para que o espírito refletisse e compreendesse que todos os reveses acontecem para seu benefício durante a evolução.

Temas incandescentes como aborto, eutanásia e suicídio são condenados como na maior parte das religiões, mas sua possibilidade existe porque cada um conta com o livre-arbítrio.

O percurso evolutivo de cada um explica as diferenças sociais, de saúde ou de capacidade intelectual. As benesses ou tragédias de cada um fazem parte do carma que pode ser revertido graças a ações meritórias. Pois fazer o bem para os outros, no Espiritismo, é fazer o bem para si mesmo. Por isso a caridade é um dos elementos mais importantes da religião: ela serve para amenizar o sofrimento alheio e "conta pontos" na evolução de quem a pratica.
"Fora da caridade não há salvação", prega a mais famosa frase de Allan Kardec. Pode-se discordar ou mesmo refutar desdenhosamente os princípios do Espiritismo. Porém, é virtualmente impossível fazer troça ou ignorar o legado de respeito ao próximo difundido por essa religião. Um princípio que, tranqüilamente, pode ser seguido por qualquer um que habite o nosso planeta. Acredite em Deus ou não.

Frases

O "passe" é um dos elementos mais fortes do Espiritismo. Durante a sessão, o médium transmitiria a outras pessoas forças consideradas benéficas para sua saúde física e espiritual


A leitura dos livros básicos do Espiritismo é uma das exigências da religião iniciada por Allan Kardec


Kardec chegou a estudar Medicina, mas logo perdeu o interesse pelo mundo concreto


Nos primórdios do Espiritismo, a Igreja Católica queimava os livros de Kardec nas praças


O mundo dos espíritos a alma de pessoas que morreram comunica-se com os vivos por meio do pensamento e de textos psicografados


Alguns espíritos considerados mais evoluídos transmitiriam ensinamentos e contariam histórias através da psicografia. Somente Chico Xavier, que teria incorporado Emmanuel, publicou mais de 400 livros

No Brasil, grande parte dos conflitos religiosos foram amenizados pelo sincretismo

Os espíritas acreditam que um copo d’água como este pode ser energizado durante as sessões

Pequeno vocabulário espírita


Nas cinco obras que deixou para a posteridade, Allan Kardec estabeleceu os princípios básicos da doutrina espírita. Uma curiosa mistura de conceitos religiosos com alguma terminologia científica do século XIX. Conheça alguns dos principais termos do Espiritismo:


Universo

Criação de Deus. Todos os seres racionais e irracionais, animados e inanimados fazem parte dele. Comporta vários mundos habitados com seres em diferentes graus de evolução.


Deus

É considerado uma forma de inteligência suprema. Eterno, imutável, imaterial, justo, bom e onipotente.


Cristo

Ao contrário do que pregam a maior parte das religiões cristãs, Jesus Cristo não é o filho de Deus, mas um espírito mais evoluído. E um modelo para toda a humanidade.


Espíritos

Seres inteligentes da criação. São criados ignorantes e evoluem ao longo de várias vidas até alcançarem a perfeição. Dividem-se em "espíritos puros" (perfeição máxima), "bons espíritos" (em que predomina o desejo do bem) e "espíritos imperfeitos" (caracterizados pelo desejo do Mal).


Homem

Espírito encarnado em um corpo material.


Reencarnação

O espírito atravessa várias existências como encarnado. Cada uma delas é um estágio evolutivo rumo à perfeição.


Desencarnar

A morte (desencarnação) é encarada como apenas mais um estágio da vida espiritual considerada a verdadeira vida. Não é compreendida como uma cisão definitiva entre as pessoas que se amam, mas apenas uma separação temporária no mundo físico.


Livre-arbítrio

O homem tem várias escolhas na vida, mas responde por todas as suas ações.


Prece
A prece torna melhor o homem e é um ato de adoração a Deus.

Abençoado por Deus


Paradoxos do país tropical: a maior nação católica do mundo (cerca de 125 milhões de praticantes, segundo o censo do IBGE) ofereceu, desde os primórdios da colonização, um terreno fértil para a mistura de credos e favoreceu o surgimento de modalidades de fé genuinamente brasileiras. Religiões tão diversas quanto Candomblé, Catimbó, Pajelança, Tambor de Mina, Umbanda e a face nacional do Espiritismo formaram-se a partir de elementos comuns.

Uma das maiores explicações para o sincretismo brasileiro estaria no Catolicismo legado pelos portugueses. A fé católica que veio de além-mar é muito mais "íntima" e "pessoal" do que a de outros países cristãos da Europa. Em Portugal e, em seguida, no Brasil, a relação dos homens com Deus geralmente é filtrada pelo santo da predileção de cada um. Antes de recorrer a Deus, portugueses e brasileiros vão bater na porta do santo mais próximo. A profusão de anjos da guarda, de rezas particulares e de toda uma sorte de benzeduras favoreceu a mescla de elementos cristãos com outros originários dos rituais indígenas e africanos.

Outro elemento do Catolicismo popular que iria ser combinado com práticas religiosas nativas é a adoração aos mortos. Procissões populares e mesmo o hábito de "conversar" ao pé do túmulo de um ente querido favoreceram a penetração de credos em que o contato com o mundo dos mortos é um dos elementos básicos como o Espiritismo.

Assim como, no campo racial, a mestiçagem serviu para anestesiar certos conflitos, a Igreja portuguesa soube incorporar - ou, no mínimo estrategicamente, não quis condenar - algumas manifestações religiosas inspiradas no Catolicismo que surgiram ao longo da história brasileira. Festas populares repletas de elementos de outros credos, divindades africanas que poderiam ser "permutadas" por equivalentes na fé cristã (Oxalá Jovem = Menino Jesus) e o saudável livre-trânsito, tipicamente nacional, entre mundos religiosos paralelos (milhões de brasileiros comparecem às quartas no terreiro e aos domingos na missa), forjaram a democracia religiosa nacional.

"O Catolicismo no Brasil sempre favoreceu a mistura", diz a médica e pesquisadora Eneida D. Gaspar, autora do Guia de Religiões Populares do Brasil. Eneida afirma que foi graças a essa postura mais flexível da Igreja que religiões como Umbanda uma mistura de elementos cristãos, espíritas e africanos ganharam forma no início do século XX.

Mas nem tudo são flores na trajetória das religiões brasileiras. A maior parte delas foi condenada no início justamente porque apresentava forte influência africana. Terreiros de Candomblé eram sistematicamente fechados pela polícia ainda nos anos 50.

A forma encontrada para o fim da discriminação diz muito sobre a alma brasileira: quando brancos de classe média, com conhecimento do Espiritismo, ingressaram nos terreiros, a nuvem de preconceito rapidamente se dissipou.

A Umbanda é um caso exemplar dessas transformações da religiosidade brasileira. Mesclando os principais ensinamentos do Espiritismo com o ritualismo e a força teatral do Candomblé, a Umbanda fez com que o preconceito contra práticas africanas no idioma da discriminação, todas as religiões negras são "macumba" fosse diminuindo com o passar dos anos graças à freqüência de um público de maior poder aquisitivo.
Paradoxalmente, no momento em que a Igreja parou de discriminar outras crenças, incorporando elementos africanos e indígenas, as igrejas neopentecostais ou evangélicas desestimulam seus fiéis à prática do sincretismo. Associam-no à prática de satanismo.


Para saber mais


Na livraria

Espiritismo, Eduardo Araia, Ática, São Paulo, 1996

Guia de Religiões Populares do Brasil, Eneida D. Gaspar, Pallas, Rio de Janeiro, 2002

O Que é Espiritismo, Allan Kardec, Instituto de Difusão Espirita, Araras, 1990

A Realidade Social das Religiões no Brasil, Antônio Flávio Pierucci e Reginaldo Prandi, Hucitec, São Paulo, 1996

A Magia, Antônio Flávio Pierucci, Publifolha, São Paulo, 2001



Na Internet
www.febrasil.org.br

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segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Lembre-se de que...

A Imaginação é mais importante que conhecimento.

Albert Einstein

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domingo, 13 de novembro de 2005

Bilhete

Se tu me amas, ama-me baixinho
não o grites de cima dos telhados
deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim !
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve,
e o amor mais breve ainda...

Mário Quintana

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sábado, 12 de novembro de 2005

Moça Furada

Em uma destas cidades do sertão, um senhor, após enviuvar, arranjou uma namorada. Toda a cidade comentava sobre a má fama da moça.
Então, um amigo do viúvo lhe disse:
- Olha, tá todo mundo dizendo que esta moça já é furada.
Enfurecido, o viúvo responde:
- Eu quero assim mesmo. É pra casar, e não para carregar água.

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sexta-feira, 11 de novembro de 2005

COMO SURGIRAM OS NOMES DAS NOTAS MUSICAIS?

Os nomes usados para designar as notas musicais tiveram origem nas letras dos diferentes alfabetos, como ainda hoje se usa nos países anglo-saxões, onde o A corresponde ao lá, o B ao si, o C ao do, o D ao ré, o E ao mi, o F ao fá e o 6 ao sol. Nos países latinos e eslavos, a denominação das notas musicais deve-se ao monge italiano Guido Drs&quo;Arezzo, que viveu no século XI. Em seus tratados, ele idealizou um sistema para recordar os tons das sete notas. Para isso, usou as sílabas iniciais de cada verso do Hino a São João Batista: Ut queant laxis/Resonare fibris/Mira gestorum/Famuli tuorum/Solve polluit/Labii reatum/Sancti loannis. Assim surgiram ut, ré, mi, fá, sol, lá - e o si, formado pelas iniciais do nome do santo. Seis séculos mais tarde, em 1693, o nome ut, que era difícil de pronunciar no solfejo - leitura ou entonação dos nomes das notas de uma peça musical -, foi substituído por dó. No entanto, em alguns países, como a França, por exemplo, a primeira nota da escala continua sendo chamada de ut.

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quinta-feira, 10 de novembro de 2005

Frase Pessoal

"Tudo que fizeres, faças com Amor..."
Roger

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quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Atire a primeira flor

Quando tudo for pedra... atire a primeira flor.
Quando tudo parecer caminhar errado,
seja você a tentar o primeiro passo certo.
Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto,
acenda você a primeira luz.
Traga você para a treva a primeira pequena lâmpada.

Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso.
Talvez não na forma de lábios sorridentes,
mas na de um coração que compreenda, de braços que confortem.
Se a vida inteira for um imenso não,
não pare você na busca do primeiro sim,
ao qual tudo de positivo deverá seguir-se.

Quando ninguém souber coisa alguma e você souber um pouquinho,
seja o primeiro a ensinar.
Começando por aprender você mesmo,
corrigindo-se a si mesmo.
Quando alguém estiver angustiado, procurando sem saber o que,
consulte bem o que se passa.
Talvez seja em busca de você mesmo que este seu irmão esteja.
Daí, portanto, você deve ser o primeiro a aparecer,
o primeiro a mostrar que pode ser o único
e mais sério ainda, talvez o último.

Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la.
Quando a flor se sufocar na urze e no espinho,
que sua mão seja a primeira a separar o joio, a arrancar a praga,
a afagar a pétala, a acariciar a flor.
Se a porta estiver fechada, de você venha a primeira chave.
Se o vento sopra frio, que o calor de sua lareira
seja a primeira proteção e primeiro abrigo.
Se o pão for apenas massa e não estiver cozido,
seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.

Não atire a primeira pedra em quem erra.
De acusadores o mundo esta cheio.
Nem por outro lado, aplauda o erro,
dentro em pouco a ovação será ensurdecedora.
Ofereça sua mão primeiro para levantar quem caiu.
Sua atenção primeiro para aquele que foi esquecido,
seja você o primeiro para aquele que não tem ninguém.

Quando tudo for espinho atire a primeira flor,
seja o primeiro a mostrar que há caminho de volta.
Compreendendo que o perdão regenera, que a compreensão edifica,
que o auxilio possibilita, que o entendimento reconstrói.
Atire você, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor...

(autoria desconhecida)

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terça-feira, 8 de novembro de 2005

É preciso não esquecer nada

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.
É preciso não esquecer de ver
a nova borboleta
nem o céu de sempre.
O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz,
o ritmo do nosso pulso.
O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.
O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence

Cecília Meireles

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segunda-feira, 7 de novembro de 2005

A SEMANA

A Semana é...
Para um preso, menos
7dias
Para os felizes, 7 motivos
Para os tristes, mais 7 dias
Para a esperança, 7 novas manhãs
Para a insônia, 7 longas
noites
Para os sozinhos, 7 chances
Para os ausentes, 7 culpas
Para os empresários,25% do mês
Para os economistas, 0,019
do ano
Para o pessimista, 7riscos
Para o otimista, 7 oportunidades
Para a terra, 7 voltas
Para cumprir o prazo,
pouco
Para criar o mundo, o suficiente
Para uma gripe, a cura
Para a história, nada
Para a
vida....Tudo!
Faça de cada dia desta semana um dia especial!
Tenha uma excelente semana...
ou sete dias maravilhosos...
Depende de você!

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domingo, 6 de novembro de 2005

Sorria.......

Sorrir ate nao poder mais, gargalhe se quiser,
Sorrir faz bem pra alma, quando voce sorri 176 musculos do seu corpo farão exercicio, sorrir contagia, é um contagio gostoso, não mata, não precisa de vacina, e faz um bem danado....

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sábado, 5 de novembro de 2005

Frases Sobre Casamento

O primeiro ano é o mais difícil.... Os restantes são impossíveis.
(Isidoro Loi)

Não te cases por dinheiro, podes conseguir um empréstimo mais barato.
(provérbio escocês)

Quando um casal de recém casados sorri, todo mundo sabe por quê. Quando um casal com mais de dez anos de casados sorri, todo mundo pergunta por quê.
(anônimo)

O amor é cego, mas o matrimônio devolve a visão.
(refrão normando)

Quando um homem abre a porta do carro à sua esposa, podes estar certo de uma coisa: ou o carro é novo, ou a esposa.
(anônimo)

Casar pela segunda vez é o triunfo da esperança sobre a experiência.
(Samuel Johnson)

Na Antigüidade, os sacrifícios se faziam no altar. Atualmente esse costume perdura.
(Helen Rowland)

Estou apaixonado pela mesma mulher faz 40 anos. Se a minha esposa souber, me mata.
(Henny Youngman)

Os solteiros deveriam pagar mais impostos; não é justo que alguns homens sejam mais felizes que outros.
(Oscar Wilde)

Casar é bom. Morrer queimado é melhor.
(Fábio Gamboa)

Quando me casei, descobri a felicidade. Mas aí, já era tarde demais...
(Fernando - Batata - Rapôso)

Casar é a metade do divertimento pelo dobro do preço
(anônimo)

Quer conhecer tua namorada?... CASA!!! Quer conhecer tua mulher?... SEPARA!!!!

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sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Inferno

Um homem mau, ao morrer, encontra um anjo na porta do inferno.
O anjo lhe diz: - Basta você ter feito alguma coisa boa nesta vida, e esta coisa boa o ajudar .
O homem responde:
- Nunca fiz nada de bom nesta vida.
- Pense bem - insiste o anjo.
O homem então se lembra de que, certa vez, enquanto andava por uma floresta, viu uma aranha em seu caminho - e deu a volta, evitando pisá-la.
O anjo sorri e um fio de aranha desce dos céus, permitindo que o homem suba até o Paraíso. Outros condenados aproveitam para subir também - mas o homem se vira e começa a empurrá-los, pois tem medo que o fio se rompa.
Neste momento o fio arrebenta, e o homem é de novo projetado no inferno.
- Que pena - o homem escuta o anjo dizer. - Seu egoísmo transformou em mal a única coisa boa que você fez.

Autor Desconhecido

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quinta-feira, 3 de novembro de 2005

O QUE É CORPO ASTRAL?

"É um campo de luz de forma ovóide que circunda o corpo humano, visível apenas às pessoas clarividentes", de acordo com o criador da expressão, o médico suíço Philippus Paracelsus (1493-1541). Segundo ele, as doenças se manifestam nesse corpo invisível antes de aparecerem no corpo físico.
Os antigos indianos também tinham conhecimento desse campo de energia, acreditando que o corpo físico se
comunica com o corpo astral por meio de um sistema de sete redemoinhos de energia - os chakras. A idéia de corpo astral ganhou força no século XIX principalmente por meio da teosofia, doutrina fundada pela russa Helena Blavatsky. Para os teosofistas, no corpo astral estão registradas as emoções e as sensações do ser humano, que se manifestam por meio das cores e das formas observadas pelos clarividentes. No século XX, os Kirlian, casal de cientistas russos, inventaram uma máquina fotográfica que registra uma aura colorida em torno das pessoas. Segundo os meios científicos, a câmera Kirlian registra apenas fatores físicos, como umidade e calor do corpo.
"Não há nenhum instrumento capaz de provar a existência do corpo astral. Essa possibilidade pertence a outra abordagem, também respeitável, mas que não está vinculada à ciência oficial", resume o astrônomo Amâncio Friaça, do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP.

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quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Ceder

Ceder não significa parar de me preocupar; significa que eu não posso resolver os problemas de outra pessoa.
Ceder não significa isolar-me; significa que não posso controlar a vida de outra pessoa.
Ceder não é tornar as coisas mais fáceis, mas extrair lições das conseqüências dos nossos atos.
Ceder é admitir que tenho limitações, o que significa que o resultado final não depende só de mim.
Ceder é não tentar modificar ou culpar outras pessoas: eu só posso modificar a mim mesmo.
Ceder não significa deixar de prestar assistência; significa continuar a demonstrar interesse.
Ceder não é jogar a culpa no outro, mas ter espírito de solidariedade.
Ceder não é julgar, mas admitir que a outra pessoa é um ser humano.
Ceder é não intrometer-se tentando resolver problemas alheios; é permitir que as pessoas encontrem as soluções por conta própria.
Ceder é deixar de ser protetor; é permitir que a outra pessoa enfrente a realidade.
Ceder não é rejeitar, mas aceitar.
Ceder não significa resmungar, censurar ou discutir; significa aceitar as próprias falhas e corrigi-las.
Ceder não significa adpatar tudo conforme meus desejos, mas aceitar cada dia como ele é e apreciar cada momento.
Ceder não é crititar nem controlar o outro, mas tentar me transformar na pessoa que eu gostaria de ser.
Ceder não é arrepender-se do passado, mas adquirir experiência e viver para o futuro.
Ceder é temer menos e amar mais
Pense nisto!!!!

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