domingo, 31 de julho de 2005

É POSSÍVEL MORRER DE RIR?

Por incrível que pareça, existem relatos de pessoas que morreram dessa forma estranha. O clínico geral e homeopata Eduardo Lambert, autor do livro A Terapia do Riso - A Cura pela Alegria, conta uma dessas histórias, que teria acontecido com um de seus pacientes: "Ele tinha vários problemas de saúde e muita depressão, que começou a melhorar com tratamento homeopático. Um dia, num reencontro entre velhos amigos, teve um acesso de riso, caiu no chão de tanto rir e acabou morrendo". Porém, tudo indica que mortes desse tipo ocorrem não por causa do riso em si, mas por algum tipo de problema cardíaco prévio ou porque a pessoa se engasgou seriamente. Por isso, não dá para colocar uma bela risada no banco dos réus. Pelo contrário, o ato de rir costuma ser considerado um aliado da boa saúde. "Ele estimula nosso cérebro a produzir mais endorfinas, substâncias químicas que dão a sensação de bem-estar mental e corporal, protegem o coração contra infartos, o cérebro contra derrames e ainda fortalecem a defesa imunológica do organismo", diz Eduardo. Para quem enfrenta problemas com a balança, é bom anotar: uma risada bem gostosa trabalha 28 músculos faciais e pode queimar cerca de 10 calorias. Outra curiosidade é que o riso em excesso também pode ser sintoma de algumas doenças, como certos tipos de epilepsia, que causam surtos de gargalhadas.

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sábado, 30 de julho de 2005

COMO OS SUBMARINOS CONSEGUEM FICAR DEBAIXO D’ÁGUA?

Justamente enchendo uma parte da embarcação com água. O raciocínio é simples: quando está na superfície, um submarino funciona exatamente como um navio. Como seu peso é igual ao da massa líquida deslocada, ele flutua. Para afundar, porém, é preciso torná-lo mais pesado e o único jeito de conseguir isso é completar com a água do mar os tanques de ar que ficam entre a parte interna e externa do casco. É a mesma técnica usada desde a criação dos modelos rudimentares, nos séculos 17 e 18, com o inconveniente de que os submarinos pioneiros desciam no máximo 5 metros e não possuíam esses tanques de ar. O famoso Turtle, utilizado na Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783), tinha que inundar a cabine para submergir, deixando seu piloto com água pelos joelhos! Outro problema é que as hélices dessas máquinas ancestrais eram impulsionadas no braço. Na época, até já existiam barcos a vapor, mas o motor consumia todo o ar disponível para a tripulação. A situação melhorou no final do século 19 com os motores elétricos. Entretanto, como eles duravam poucas horas, o submarino precisava emergir o tempo todo para recarregar as baterias. A autonomia total só veio na década de 50, com a invenção dos submarinos nucleares. Movidos por reatores, eles podem ficar mergulhados por tempo indeterminado. A velocidade também aumentou: os elétricos raramente passavam de 18 km/h, mas os nucleares chegam a 78 km/h. Quanto à profundidade, nem se fala: os melhores modelos elétricos chegavam a 260 metros. Hoje, alguns submarinos nucleares russos atingem 850 metros.

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sexta-feira, 29 de julho de 2005

Pensando…





Certa vez um grego disse: "O pensamento é o passeio da alma". Com isso quis dizer que o pensamento é a maneira como nosso espírito parece sair de dentro de si mesmo e percorrer o mundo para conhecê-lo. Assim como no passeio levamos nosso corpo a toda parte, no pensamento levamos nossa alma a toda parte e mais longe do que o corpo, pois a alma não encontra obstáculos físicos para seu caminhar.

O pensamento é essa curiosa atividade na qual saímos de nós mesmos sem sairmos de nosso interior. Por isso, outro filósofo escreveu que pensar é a maneira pela qual sair de si e entrar em si são uma só e mesma coisa. Como um vôo sem sair do lugar.

Em nosso cotidiano usamos as palavras pensar e pensamento em sentidos variados e múltiplos. Podemos chegar a uma pessoa amiga, vê-la silenciosa e dizer-lhe: "Por favor, diga-me seu pensamento, em que você está pensando?". Com isso, reconhecemos uma atividade solitária, invisível para nós e que precisa ser proferida para ser compartilhada.

Outras vezes, porém, podemos dizer a essa mesma pessoa: "Você pensa que não sei o que você está pensando?". Agora, damos a entender que dispomos de sinais - alguma coisa que foi dita, um gesto, um olhar, uma expressão fisionômica - que nos permitem "ver" o pensamento de alguém e, portanto, acreditamos que pensar também se traduz em sinais corporais e visíveis. O pensamento é menos solitário e menos secreto do que se poderia supor.

Algumas vezes, chegamos para alguém e indagamos: "Como é, pensou?", e ouvimos a resposta: "Sim. Vamos fazer o trabalho". Ou então: "Ainda estou pensando no assunto. Vamos ver depois". Nesses casos, pensar é tomado por nós como sinônimo de deliberação e de decisão, como algo que resulta numa ação.

Muitas vezes, podem dizer-nos: "Você pensa demais, não faz bem à saúde". Ou ouvimos a frase: "Ela ficou parada lá na esquina, quieta, pensando, pensando". Podemos falar: "Por mais que pense nisso não consigo acreditar e, quanto mais penso, menos acredito". Agora, pensar é visto como preocupação (fazendo mal à saúde), cisma (ficar parada, quieta, cismando), dúvida (quanto mais penso, menos acredito).

Alguns jornais costumam publicar algo que alguém disse com o título: "O pensamento do dia é…", querendo dizer com isso que uma determinada idéia, definindo algum assunto, foi publicamente anunciada. Essa mesma identificação entre pensamento e idéia pode aparecer quando, por exemplo, um crítico literário escreve: "O livro de Fulano tem alguns bons pensamentos, mas tem outros banais", classificando idéias em "boas" e "banais", isto é, umas que dizem algo novo e interessante e outras que repetem lugares-comuns ou frivolidades. Supomos, dessa maneira, que há bons e maus pensamentos, tanto assim que falamos em "pensamento positivo" e em "afastar os maus pensamentos".

Um professor pode criticar o trabalho de um aluno dizendo-lhe: "Esse trabalho mostra que você não quis pensar". Aqui, pensar não é só ter idéias, mas também algo que se pode querer ou não querer, algo voluntário e deliberado, uma forma de atenção e concentração. Essa imagem de concentração aparece, por exemplo, quando alguém se zanga e diz: "Querem, por favor, fazer silêncio? Não estão vendo que estou pensando?".

E já mencionamos o célebre "Penso, logo existo" (Cogito, ergo sum), de Descartes, e a definição do homem como "caniço pensante", feita por Pascal. Aqui, pensar e pensamento indicam a própria essência da natureza humana.

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quinta-feira, 28 de julho de 2005

Sempre Alerta


" Vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras;
Vigie suas palavras, pois elas se tornarão atos;
Vigie seus atos, pois eles se tornarão seus hábitos;
Vigie seus hábitos, pois eles se tornarão seu caráter;
Vigie seu caráter - porque ele será o seu destino ".

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quarta-feira, 27 de julho de 2005

Deus

Se todos vivessem suas vidas e deixassem que os outros fizessem o mesmo, Deus estaria em cada instante, em cada grão de mostarda, no pedaço de nuvem que se mostra e se desfaz no momento seguinte.
Deus está ali, e mesmo assim as pessoas acreditam que é preciso continuar procurando, porque parece simples demais aceitar que a vida é um ato de fé.

Paulo Coelho

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terça-feira, 26 de julho de 2005

Trabalho-Escravo


No passado, o homem trabalhava para produzir o que consumia, seja em roupas, alimentos ou moradia.
Ao constituir as primeiras sociedades, ou povos, o trabalho era recompensado por mercadorias (escambo), como uma espécie de troca.
Até então, era possível obter um trabalho através de uma simples conversa, sem exigir qualquer tipo de documentação ou comprovação de experiência anterior.



Com a introdução da pirâmide social, aos menos favorecidos, foram atribuidos trabalhos sem remuneração, e em geral sequer recebiam em contrapartida, moradia e alimentação para a sua subsistência.
Predominavam os deveres do trabalhador, sem direito algum.



Com a chegada da industrialização, a partir do século XVIII e XIX, foi criado o trabalho formal, onde eram definidos as tarefas e a remuneracao devida.



No século XX, foi instituido o contrato de trabalho, contendo regras que regem os direitos e deveres entre patrões e empregados.
Criou-se então, as primeiras classes trabalhadoras, com a classificação em cargos, funções, atribuições e salários.


No Brasil, mais especificamente no Governo de Getúlio Vargas, foi instituida a maior legislação trabalhista do País, a CLT - Consolidação das Leis Trabalhistas, representada pela popular carteira de trabalho, onde o trabalhador brasileiro passou a ser reconhecido pelos seus direitos, além de receber benefícios como férias, décimo-terceiro salário, FGTS, aposentadoria, entre outros.
Foi uma solução para garantir um sustento mínimo para as necessidades do trabalhador e de sua família, frente ao capitalismo selvagem, voltada a vida de consumo crescente.


05/07/1962 - Introduzido o 13º salário
13/09/1966 - É criado o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço)


A partir de 1980, diante de um mercado competitivo, as empresas passaram a atuar com foco dirigido tão somente ao negócio.
Todas as outras atividades, consideradas de apoio, foram trasferidas paulatinamente para empresas externas, processo esse denominado de terceirização.
Isso resultou em um deslocamento da mão-de-obra das empresas para as chamadas consultorias externas ou empresas de prestadora de serviços.



Diante de um mercado recessivo, com muito mais demissões que contratações, surgiu o trabalho informal, através de serviços sem documentação ou qualquer tipo de registro.
Embora sem direitos ou garantias do amanhã, para muitos foi a única saída.


Devido ao aumento da classe trabalhadora sem registro em carteira, muitos com os chamados de "contratos de gaveta", e até com vínculo informal, foi constituido um novo setor na absorção da mão-de-obra, o das cooperativas de trabalho.
É uma forma de contratação oficial, através da própria carteira de trabalho, onde o trabalhador contratado por uma determinada cooperativa, fica lotado na empresa contratante dos serviços desta.
Todo tipo de vínculo, sejam documental, direitos, deveres ou benefícios é entre o trabalhador e a cooperativa.




Com o surgimento do computador, e o crescente uso da tecnologia no trabalho, ela (a tecnologia) tem auxiliado e até substituido o homem em muitas de suas tarefas.
Assim, o trabalho no mundo moderno exige cada dia mais uma qualificação do trabalhador.
Aqueles que não conseguem a qualificação exigida, estão a mercê do desemprego.
Trata-se de um realidade cruel.

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segunda-feira, 25 de julho de 2005

Algoritmos do amor ajudam na busca pelo parceiro perfeito

 

Os dois estudantes do sul da Califórnia acabaram de ser apresentados durante uma experiência para testar a sua "química interpessoal". O homem, um estudante de pós-graduação, obedientemente perguntou à estudante de graduação quais eram as áreas de concentração dos seus estudos.
"Espanhol e sociologia", respondeu ela.
"Interessante", disse ele. "Eu também fiz disciplinas de sociologia. O que você vai fazer com isso?"
"Você pergunta demais".
"É verdade".
"A minha paixão sempre foi espanhol, tanto a língua quanto a cultura. Adoro viajar e conhecer novas culturas e lugares".
Não se tratava de uma dupla do tipo Bogart e Bacall. Mas Gian Gonzaga, um psicólogo social, pôde enxergar possibilidades para este casal, ao assistir à conversa gravada em uma tela de televisão.
Eles estão concordando e sorrindo simultaneamente, e a mulher sacudiu os cabelos e lambeu rapidamente os lábios - sinais positivos de alquimia amorosa que serão sistematicamente registrados nessa experiência no laboratório do eHarmony. Ao comparar os resultados com as respostas do casal a centenas de outras questões, os pesquisadores esperam chegar mais perto de um novo e extremamente lucrativo objetivo - emparelhar indivíduos formando o casal perfeito.
Antigamente, a descoberta de um parceiro ou parceira era algo considerado muito importante para ser deixado a cargo de pessoas sob a influência de hormônios efervescentes. Os pais, às vezes auxiliados por astrólogos e casamenteiros, supervisionaram os namoros até que os costumes mudaram no Ocidente, devido àquela que foi chamada de revolução Romeu e Julieta. Adultos, deixem as crianças em paz.
Mas agora alguns cientistas sociais redescobriram as vantagens da supervisão por parte de adultos - contanto que os adultos possuam doutorados e uma grande quantidade de dados psicométricos. A busca de parceiros on-line se transformou em uma indústria de crescimento explosivo enquanto cientistas rivais testam os seus algoritmos para encontrar o amor.
A líder neste campo é o eHarmony, empresa que foi a pioneira do sistema "não-tente-isto-você-próprio" oito anos atrás, ao recusar-se a deixar os seus clientes on-line procurarem os seus próprios dados. Exige-se deles que respondam a um teste de personalidade de 258 questões, e a seguir a empresa seleciona os potenciais parceiros. A companhia calcula, com base em uma pesquisa nacional Harris que encomendou, que esse sistema foi responsável por cerca de 2% dos casamentos ocorridos nos Estados Unidos no ano passado, o que significa quase 120 casamentos por dia.
Uma outra companhia, a Perfectmatch.com, está usando um algoritmo criado por Pepper Schwartz, um sociólogo da Universidade de Washington em Seattle. O Match.com, que tornou-se o maior serviço de encontros on-line ao deixar que as pessoas procurassem os seus próprios parceiros, criou um novo serviço de busca da cara-metade, o Chemistry.com, usando um algoritmo criado por Helen E. Fisher, antropóloga da Universidade Rutgers, que estudou a química neural das pessoas apaixonadas.
Enquanto as firmas especializadas em busca de parceiros competem por clientes - e atacam a metodologia usada pelos concorrentes - a batalha intriga pesquisadores acadêmicos que estudam esse jogo da busca do par perfeito. Por um lado eles mostram-se céticos, já que os algoritmos e os resultados não foram publicados para possibilitar a revisão por parte da comunidade acadêmica. Mas eles também percebem que essas companhias on-line proporcionam aos cientistas uma oportunidade notável de coletar uma quantidade enorme de dados e testar as suas teorias em campo. O eHarmony diz que mais de 19 milhões de pessoas preencheram o seu questionário.
O algoritmo da firma foi criado uma década atrás por Galen Buckwalter, um psicólogo que anteriormente foi professor e pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia. Baseando-se em evidências anteriores de que similaridades de personalidade prevêem felicidade em um relacionamento, ele submeteu centenas de questões relativas à personalidade a 5.000 casais (casados) e fez correlações entre as respostas e a felicidade conjugal dos casais, baseados nas medições feitas com um instrumento chamado de escala de ajustamento diádico.
O resultado foi um algoritmo que, presumivelmente, emparelha pessoas com base em 29 "traços centrais", como estilo social ou temperamento emocional, e "atributos vitais" como habilidades para relacionamento (para detalhes veja o site http://tierneylab.blogs.nytimes.com).
"Não estamos procurando clones, mas os nossos modelos enfatizam similaridades em personalidade e valores", diz Buckwalter. "É bem comum que as diferenças possam ser a princípio atraentes, mas elas não atraem tanto após dois anos de relacionamento. Se você encontra alguém do Tipo A e que seja realmente ativo, é melhor emparelhar essa pessoa com alguém do mesmo tipo. É bem mais fácil para as pessoas se relacionarem quando não têm que negociar todas essas diferenças".
E o método realmente funciona? Em tese, graças aos milhões de clientes e as mensalidades que estes pagam (de até US$ 60), o eHarmony possui dados e recursos para realizar pesquisa de ponta. A companhia conta com um comitê de assessoria composto por cientistas sociais proeminentes e um novo laboratório com pesquisadores atraídos do meio acadêmico, como Gonzaga, que anteriormente trabalhava em um laboratório de pesquisa do casamento na Universidade da Califórnia em Los Angeles.
Até o momento, exceto por uma apresentação em uma conferência de psicólogos, a companhia não apresentou muita evidência científica de que o sistema funciona. Ela deu início a um estudo longitudinal comparando os casais do eHarmony com um grupo de controle, e Buckwalter afirma que a firma está decidida a publicar os resultados da pesquisa para avaliação acadêmica, sem entretanto divulgar detalhes do seu algoritmo. O segredo pode ser uma jogada empresarial inteligente, mas faz do eHarmony um alvo de críticos da comunidade científica, isso para não mencionar as empresas rivais.
Na batalha dos casamenteiros, o Chemistry.com vem publicando comerciais que criticam a eHarmony por se recusar a encontrar parceiros gays (a eHarmony diz que não é capaz de fazer isso porque o seu algoritmo baseia-se em dados relativos a heterossexuais), e o eHarmony solicitou ao Departamento por Melhores Negócios que impeça o Chemistry.com de alegar que o seu algoritmo foi cientificamente validado. O departamento concordou que não há provas suficientes, e o Chemistry.com concordou em parar de fazer propaganda dizendo que o método de Fisher baseia-se na "mais recente ciência da atração".
Agora Fisher diz que a pressão feita contra ela no ano passado fazia sentido porque à época o seu algoritmo ainda era um trabalho em andamento, enquanto ela fazia correlações entre medidas sociológicas e psicológicas, e avaliava indicadores vinculados a sistemas químicos no cérebro. Mas agora, ela diz ter evidências obtidas a partir dos usuários do Chemistry.com para validar o método, e pretende publicá-lo juntamente com os detalhes do algoritmo.
"Acredito em transparência", afirma Fisher, dando uma cutucada no eHarmony. "Quero compartilhar os meus dados de forma que possa contar com avaliação acadêmica".
Até que cientistas externos dêem uma boa olhada nos números, ninguém poderá saber até que ponto tais algoritmos são efetivos, mas uma coisa já está clara. As pessoas não têm muito talento na hora de escolher seus próprios parceiros on-line. Os pesquisadores que estudaram relacionamentos baseados na Internet descobriram que os clientes geralmente acabam saindo com menos de 1% das pessoas cujos perfis estudaram, e que esses encontros freqüentemente acabam em tremendas decepções. "As pessoas fazem listas impossíveis no que diz respeito àquilo que desejam em um parceiro", explica Eli Finkel, psicólogo que estuda encontros amorosos no Laboratório de Relacionamentos da Universidade Northwestern.
"Essas pessoas acham que sabem o que querem", diz Finkel. "Mas encontrar alguém que possui as características que essas pessoas alegam ser tão importantes é algo bem menos inspirador do que elas prevêem".
As novas empresas especializadas em encontros podem ou não contar com a fórmula certa. Mas pelo menos os computadores delas sabem algo mais do que simplesmente fornecer às pessoas aquilo que elas dizem que querem.

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domingo, 24 de julho de 2005

Ser Zen


O Zen é uma técnica. O Zen é uma atitude. O Zen pode até mesmo ser uma filosofia. Não no sentido clássico, mas no sentido vulgar de filosofia de vida, mas essencialmente o zen é budismo, e, portanto uma religião. Ser Zen é adotar uma atitude mental de "não sei", sempre e sobre tudo. Ser Zen é tentar ver a vida como ela é, sem fantasias e sem pré-disposição ou preconceito. Ser Zen, enfim, é aceitar a vida e a morte como fenômenos que caracterizam uma fase da matéria. Em tudo que se faz na vida, em todos os lugares, em todos os momentos, pode-se adotar uma atitude Zen de não esperar nada e estar preparado para tudo. A atitude Zen é fazer uma coisa de cada vez, e fazê-la bem. Se você está dormindo, então durma; se está correndo, então corra; se está escrevendo, então escreva... ou seja, coloque sua mente e seu corpo inteiramente naquilo que está fazendo. E faça uma coisa de cada vez. O Zen é, também, a arte de fazer sem fazer. É a arte de fazer com que as coisas se façam a si próprias. Para a maioria das pessoas isto é o mais difícil de entender, pois esta atitude não é -- e não aceita -- uma atitude de indiferença, inação, aceitação ou subserviência. Ao contrário, a atitude Zen implica que cada um e todos devem tomar o seu destino -- e o destino dos outros -- em suas próprias mãos. E responsabilizar-se pessoalmente por tudo que acontece. Como técnica, o Zen está baseado na meditação. E meditar é manter uma mente relaxada, aberta, concentrada, mas sem tensão. A meta final do Zen é a iluminação. A iluminação consiste em tornar-se como um espelho totalmente polido e totalmente limpo: ele reflete com perfeição a realidade. Este estado de perfeita limpeza dos pensamentos e abandono completo de corpo e mente só pode ser reconhecido por um mestre que já o haja atingido anteriormente.

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sábado, 23 de julho de 2005

Mas, como podemos usar a astrologia na construção do nosso projeto de vida?



É simples, se no mapa natal estão delineados nossos dons e desafios pessoais juntamente com o projeto de nossas vidas, nos trânsitos astrológicos está delineado o cronograma de execução do projeto de nossas vidas. Os trânsitos astrológicos individuais definem o conjunto de experiências que nossa psique necessita para que possamos caminhar na direção do caminho da nossa evolução consciente, ou seja, quais as experiências necessárias para a construção do nosso projeto de vida.

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sexta-feira, 22 de julho de 2005

Conclusão



Depois de ler seu mapa natal, você pode ter a sensação de que a alma humana é muito complexa, com vários setores para serem vivenciados, e com várias energias dispersas pelas várias áreas de experiência da vida, afinal são muitos os planetas; e alguns estão em harmonia, enquanto outros estão em conflito uns com os outros, trazendo facilidades ou dificuldades para sua vida. Assim é a nossa alma, repleta de energias e de necessidades de viver experiências que se relacionam umas com as outras de infinitas maneiras. Mas você deve se lembrar que todas as fontes de energia dispersas do seu mapa devem ser combinadas para que você possa caminhar em direção ao seu Nodo Norte, porque lá está a construção do seu projeto de vida. Contudo, a grande fonte de energia que vai iluminar o caminho da sua transcendência e vai guiar todos os outros planetas para esse objetivo comum é o Sol. Ele é nossa grande fonte de energia, e é ele que nos traz o princípio da consciência. É importante lembrar que o caminho em direção ao Norte só pode ser percorrido conscientemente. Preste bastante atenção na Casa e no signo que está o Sol, pois a área de experiência e as qualidades trazidas pelo signo solar são muito importantes para o processo de coordenar e reger a construção do seu projeto de vida.
Você pode também pedir a um bom locutor para gravar a leitura de seu mapa natal em uma fita cassete para que você possa ouvir em casa ou no carro, enquanto se dirige ao trabalho. É uma experiência fascinante ouvir uma leitura de seu mapa natal bem lida e bem gravada.

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quinta-feira, 21 de julho de 2005

Seqüência da leitura



A primeira Casa do mapa astral é a Casa 1, e a última é a Casa 12, porém o mapa é circular e depois da Casa 12 retornamos à Casa 1. Assim também é a vida, feita de ciclos, de idas e vindas. Por isso a leitura de um mapa astral não precisa ser linear como uma leitura comum. Ela pode ser aleatória, onde se vai de uma Casa à outra sem seguir a ordem numérica das Casas, ou pode ser direta, tanto faz. Ao ler sobre as experiências de uma Casa podemos nos deparar com um re-direcionamento para outra Casa conduzido pelo planeta regente da Casa, onde na outra Casa temos outras experiências complementando as experiências da Casa anterior; e ao ler sobre os planetas podemos nos deparar com um re-direcionamento para outro planeta em outra Casa que complementa a expressão do planeta anterior. Isso pode fazer a leitura do mapa seguir caminhos diferentes, dentro das inúmeras possibilidades que o hipertexto permite. Porém, depois de lidas todas as casas, fazemos uma nova leitura do mapa, e em seguida lemos e relemos. Nunca faremos uma leitura de nosso mapa igual à anterior. A cada leitura que fazemos do nosso mapa natal, estamos entrando dentro de nossa alma, estamos nos conhecendo de uma nova maneira.
A composição Santo Astral é estruturada em HTML, e por isso ela proporciona uma leitura ordenada e flexível, através da navegabilidade do hipertexto, que quando lida no computador, permite uma total compreensão do inter-relacionamento das energias planetárias do mapa natal.

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quarta-feira, 20 de julho de 2005

Contradições

É muito comum percebermos contradições na alma humana. Elas não são obras do acaso e estão perfeitamente delineadas em nosso mapa natal. Podemos nos deparar com contradições causadas pela união de energias contraditórias, como por exemplo, Saturno na mesma Casa que Júpiter. Nesse caso a energia que liberamos para expansão é combinada com a energia que liberamos para a limitação. Então, diante dessa contradição, somos obrigados a conviver com essas duas energias contraditórias em uma mesma área de experiência da vida.


Podemos ter ainda uma contradição motivada pela oposição de planetas, que surge sempre quando nos relacionamos. Esse tipo de contradição é motivada pela necessidade de debate que a contraposição das energias opostas estimulam. Quando temos Urano na Casa 1, oposto a Mercúrio na Casa 7, temos uma necessidade de afirmar nossa individualidade através da contraposição de idéias e é muito comum nesse caso uma atitude contraditória estimulada apenas pela necessidade de debate no âmbito da comunicação e do pensamento.


Temos também contradições motivadas por combinações de energia e setores em nosso mapa. Se, por exemplo, tivermos Júpiter na nossa Casa 7, temos uma grande expansividade para relacionar e formar parcerias. No entanto se tivermos Saturno em quadratura com Vênus, temos também um bloqueio limitando nossa energia para relacionar harmoniosamente e trocar afeto.


Outra contradição que pode surgir em nossos mapas é quando se tem o Nodo Norte em um signo que está em uma Casa oposta ao seu domicílio natural, como por exemplo, o Nodo Norte em Touro, na Casa 8. Neste caso temos um desafio muito interessante, pois a necessidade de se buscar a acumulação, a estabilidade e a capacidade de auto-preservação taurinas está no domicílio do Escorpião, em um setor de desprendimento, de profunda transformação e de liberação dos excessos, portanto o desafio aqui é viver as experiências de empreendimentos em conjunto que sejam confiáveis, estáveis e rentáveis; é se transformar e superar as crises da vida sobrepondo o instinto de preservação ao instinto de aniquilação.

Se ao ler a composição de seu mapa natal você se deparar com alguma contradição, não pense que a astrologia é uma ciência equivocada, que não pode dizer algo coerente. Muito ao contrário, isso só vem reforçar a confiabilidade da astrologia, visto que ela delineia todas as energias e qualidades da alma humana, inclusive as contraditórias. Diante de qualquer configuração contraditória que possa existir em nosso mapa somos obrigados a conviver com essa contradição. Portanto a contradição é inerente à natureza humana, e nos cabe reconhecer quando elas estão presentes em nossa alma e trabalhar essas contradições de modo a conciliar todos os aspectos conflitantes do nosso jeito de ser.

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terça-feira, 19 de julho de 2005

Cidades Brasileiras: Resende/RJ

Cidade do estado do Rio de Janeiro que constitui o centro urbano mais dinâmico do vale do Paraíba do Sul, por seu processo de modernização industrial e o avanço nas estruturas de serviços de telecomunicações. De uma pequena cidade de centralidade fraca, que somente comandava dois municípios, no fim dos anos 70, em meados dos anos 90 está no caminho de se tornar capital regional, disputando com a conurbação Volta Redonda–Barra Mansa o comando econômico do vale do Paraíba fluminense. Sua localização entre essa conurbação especializada em siderurgia e o industrializado vale do Paraíba paulista é justamente o seu maior trunfo. Terrenos ainda baratos, boa infra-estrutura urbana, ótimas comunicações com as principais metrópoles do país, garantem a preferência de localização de grandes empresas industriais, que transformaram o espaço peri-urbano de Resende, ao longo da BR-116 (Rio–São Paulo), num complexo industrial complementar ao de Volta Redonda, porém muito mais moderno, com maiores perspectivas de expansão rápida e com pouco comprometimento ambiental. O setor automobilístico e seu complemento de auto peças é o que apresenta maior dinamismo na área. Sua população em 1996 era de 84.394 habitantes.
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segunda-feira, 18 de julho de 2005

Cidades Brasileiras: Volta Redonda/RJ

Cidade do estado do Rio de Janeiro, na região sudeste do Brasil, situada a uma altitude de 390 m, às margens do rio Paraíba do Sul. Encontra-se a uma distância de 134 km da capital do estado, Rio de Janeiro, com a qual se liga pela rodovia Presidente Dutra. Também comunica-se com o interior do estado através do ramal ferroviário da Estrada de Ferro Central do Brasil, iniciado em 1871. Foi fundada no século XIX, com a expansão cafeeira, que gerou o estabelecimento de várias fazendas de plantações de café, cuja mão-de-obra era escrava. Porto fluvial em 1864, com a decadência do cultivo do café começou a predominar na região, como atividade econômica principal, a criação de gado leiteiro, que abastecia o Rio de Janeiro e São Paulo com leite e seus derivados. Desenvolveu-se a partir de 1941, com a instalação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Atualmente é um grande polo industrial, com fábricas metalúrgicas, mecânicas, químicas e alimentícias. O município foi criado em 1954. População (1991), 220.305 habitantes.
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domingo, 17 de julho de 2005

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE O CD E O DVD?

A capacidade de armazenamento. Apesar de terem o mesmo formato e o mesmo tamanho, um DVD pode guardar muito mais informação que um CD. Isso foi possível graças a avanços nas técnicas de gravação e de leitura ótica. Ambos os tipos de disco têm uma longa seqüência em espiral preenchida por espécies de vales e morrinhos microscópicos, que ajudam a transmitir informações sonoras ou visuais. Até aí, é tudo igual para os dois. A grande diferença é que, na seqüência do DVD, essas saliências e reentrâncias são muito menores e a distância entre elas também. Com isso, cada centímetro quadrado de disco possui 4,5 vezes mais dados que no CD. Outro avanço é que, no CD, os mesmos dados são gravados várias vezes para evitar erros de leitura - se, por exemplo, um minúsculo arranhão fizer um trechinho igualmente microscópico ser lido errado, o aparelho o compara com o outro trecho que deveria ser igual. O DVD não precisa de tanta repetição de dados, pois o método de leitura do aparelho é bem mais preciso, economizando, portanto, ainda mais espaço. Finalmente, o DVD pode ser gravado dos dois lados, como os velhos discos de vinil, sendo que cada face possui duas camadas de dados superpostas, totalizando, na prática, quatro lados. Já o CD só permite a gravação em uma única camada. O resumo de tudo isso é que um disco de DVD pode receber 17 gigabytes de informação contra apenas 0,6 de um CD. É tanta capacidade que nem dá para aproveitar tudo. A maior parte dos DVDs de hoje só usa uma das suas quatro camadas de gravação, o suficiente para armazenar um filme de longa-metragem com legendas em diversos idiomas.

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sábado, 16 de julho de 2005

COMO ERA UMA VIAGEM MARÍTIMA NO TEMPO DOS DESCOBRIMENTOS?

Extremamente desconfortável, insalubre e perigosa. Em média, a cada três navios que partiam de Portugal nos séculos 16 e 17, um afundava. Cerca de 40% da tripulação morria nas viagens, vítimas não só de naufrágios, mas também de ataques piratas, doenças e choques com nativos dos locais visitados. Quem sobrevivia ainda tinha que agüentar o insuportável mau cheiro a bordo e as acomodações precárias. "Nas cobertas inferiores (onde as pessoas dormiam), o ar e a luz eram escassos, sendo fornecidos apenas por fendas entre as madeiras, que deixavam passar também a água do mar, tornando os porões abafados, quentes e úmidos", diz o historiador Fábio Pestana Ramos, da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban). Se o alojamento era ruim, a dieta era pior ainda. As caravelas nunca levavam a quantidade ideal de comida, o que estimulava um mercado negro a bordo. Os oficiais mais graduados controlavam o negócio, vendendo produtos, como frutas, por exemplo, a quem pagasse mais.
Quem não tinha dinheiro e via os alimentos se esgotarem caçava ratos e baratas, que infestavam os navios, para sobreviver. Nesse ambiente de luta pela sobrevivência, os motins se tornavam comuns e eram reprimidos com brutalidade pelos oficiais, que andavam com espada, adaga e pistolas. A falta de segurança ainda era agravada pela má conservação dos barcos, que em muitas ocasiões tinham cascos apodrecidos e velas desgastadas. Mesmo com tantos problemas essas embarcações valiam fortunas. "Em meados do século 16, uma caravela aparelhada para 120 tripulantes custava em torno de 75 quilos de ouro, o equivalente à compra de 758 mil escravos africanos", afirma Fábio. A caravela se tornou o mais famoso tipo de navio usado nas jornadas dos descobrimentos, mas havia também a nau, embarcação mais lenta, mas que possuía maior capacidade de carga e podia levar um número maior de canhões e tripulantes.

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sexta-feira, 15 de julho de 2005

COMO É A VIDA NUMA ESTAÇÃO ESPACIAL?

Não é exatamente uma temporada em um hotel cinco estrelas. Em nome da ciência, os astronautas precisam fazer alguns sacrifícios. Você já imaginou ficar mais de um ano sem tomar um banho de chuveiro? Pois saiba que a falta de uma boa ducha é só o lado mais "porquinho" das privações que os aventureiros siderais enfrentam em órbita. Isso porque, no espaço, a regra de ouro é evitar o desperdício. Por uma questão de peso, a quantidade de suprimentos que o ônibus espacial carrega na decolagem é relativamente pequena. E, como custaria milhões de dólares mandar um ônibus espacial de reabastecimento, os ocupantes precisam racionar comida e reaproveitar tudo o que for possível, principalmente água. É por isso que todo o líquido (sim, até o xixi dos astronautas) é reciclado e usado de novo, seja nos sistemas de resfriamento, seja na higiene pessoal e até para beber. "No momento, temos fartura de água na estação. Mas é melhor não pensar de onde virá o próximo gole...", diz o engenheiro Jim Reuter, líder do grupo de ambiente e suporte de vida da Estação Espacial Internacional (EEI), o mais ambicioso módulo espacial já colocado em órbita pelo homem. Na EEI, o dia-a-dia dos astronautas é bem definido: eles dormem cerca de oito horas e trabalham de dez a 12 horas, incluindo duas sessões de exercícios para evitar o atrofiamento da musculatura pela pouca gravidade. Ainda sobra um tempinho para relaxar, ler um bom livro ou simplesmente olhar pela janela e aproveitar o visual do cosmo. Até hoje, o ser humano que passou mais tempo no espaço foi o russo Sergei Avdeyev, que ficou por 380 dias na estação russa MIR, entre 1998 e 1999. Foi uma temporada cheia de regras, com muito trabalho e pouca diversão. E você sempre quis ser astronauta...

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quinta-feira, 14 de julho de 2005

COMO É FEITA A CACHAÇA?

A cachaça é o caldo de cana fermentado e destilado. Na fermentação, microorganismos conhecidos por leveduras convertem o açúcar da garapa em álcool. O produto resultante, chamado de vinho (como o suco fermentado de uvas) é aquecido em alambiques para finalmente transformar-se em cachaça.
Na destilação, o álcool evaporado se condensa ao passar por uma serpentina. A primeira parte do líquido que pinga deve ser descartada. É a chamada "cachaça de cabeça", cerca de 10% do volume total, que contém alto teor de substâncias voláteis e faz um estrago danado no organismo de quem a consome. Os próximos 80% são o "coração" da cachaça. É pinga da boa. O restante é "água fraca", com baixo teor de álcool. A cachaça, então, pode ser engarrafada imediatamente ou envelhecer em barris.
A boa caninha tem os seus segredos. Como na escolha da uva para o vinho, conta aqui boa qualidade da cana - fatores climáticos e o solo determinam se uma safra será boa ou não. No caso das aguardentes envelhecidas, o produto final depende do tempo de repouso e do tipo de madeira do barril (o mais comum é o carvalho).
A cachaça teria sido inventada ao acaso, no Brasil colonial e açucareiro. Em 1637, o narturalista alemão Georg Marcgrave, da comitiva do holandês Maurício de Nassau, levou a Pernambuco a primeira caldeira para a produção de melado de cana. A borra adocicada que se concentrava sobre a garapa borbulhante era removida pelos escravos com uma escumadeira e jogada numa tábua. Ali, ela fermentava. Um escravo teria experimentado e aprovado o subproduto etílico. "O resto da história não se sabe ao certo. Mas alguém conseguiu destilar a garapa fermentada e produzir a aguardente de cana", afirma o engenheiro químico Octávio Carvalheira, pesquisador do tema.
Não tardou para que a caninha passasse da senzala à casa de engenho. Até mesmo Dom Pedro II teria experimentado um cálice da marvada quando esteve no Engenho Monjope, em Igarassu, Pernambuco. "Foi no fim do século 19 e iniciozinho do 20, com a forte imigração de europeus e sua cultura de vinhos, que a cachaça virou bebida de segunda linha", diz Maria das Vistorias Cavalcanti, presidente do Programa Brasileiro de Desenvolvimento da Cachaça.
Na última década, a pinga retomou seu lugar de direito. Hoje, o país produz 1,3 bilhão de litros de cachaça por ano. Estima-se que existam 30 mil produtores de caninha no Brasil e mais de 400 mil trabalhadores vinculados a essa indústria. Investiu-se na qualidade e na divulgação, aqui e no exterior. Há cachaças que valem mais que um bom uísque escocês - 600 mililitros da Anísio Santiago, produzida em Salinas, MG, são vendidos por cerca de 150 reais. Não é à toa que, hoje em dia, a caipirinha seja um dos drinques da moda na Europa.

Da cana à caninha

Colheita da cana
1. O corte da cana é geralmente feito rente ao chão, com cuidado para não rachar os gomos. A cana para a fabricação de cachaça deve estar madura, fresquinha, limpa e precisa ser espremida dois dias após o corte, no máximo. Quanto mais fresca for a cana, melhor será a garapa

Moagem
2. A cana é levada à moenda, máquina com cilindros giratórios que a espreme. O caldo, aproximadamente 70% da massa da cana, é recolhido para fazer a cachaça. O restante é bagaço - que se usa como combustível para a fornalha do alambique
Fermentação
3. A fermentação ocorre em tanques chamados dornas. Ao caldo de cana, são acrescentados produtos como fubá ou farelo de arroz, que estimulam a multiplicação das leveduras (fungos microscópicos). Essas leveduras transformam o açúcar em álcool. Fermentado, o caldo é chamado de vinho e tem até 12% de álcool
Destilação
4. O vinho é despejado então no alambique, uma espécie de caldeirão metálico aquecido por um fogareiro. Quando o vinho atinge a temperatura de 78,3 oC, o álcool etílico, mais volátil que a água, evapora. O vapor sobe por uma coluna e volta a ficar líquido ao passar em uma serpentina resfriada a água. Está pronta a cachaça, com 38% a 54% de álcool, que pode ser envelhecida em barris de madeira ou engarrafada imediatamente

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quarta-feira, 13 de julho de 2005

A CIÊNCIA DO CHUTE COM EFEITO

Na história do futebol, alguns jogadores ficaram famosos por seus tiros enviesados, que surpreendem os goleiros ao mudar subitamente de rumo. Mas essa invejável habilidade tem explicação científica.
A bola, chutada quase da intermediária, subiu demais, passando por cima da barreira formada a uma distância de 10 metros. Se continuasse nessa trajetória, iria fatalmente para fora do campo. De repente, porém, a bola fez uma curva no ar e pareceu perder força, surpreendendo o goleiro, que nem sequer teve tempo de corrigir seus cálculos e saltar antes que ela caísse suavemente dentro de suas redes. O gol, aos 27 minutos do segundo tempo no jogo com o Peru, classificou o Brasil para a disputa da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. O resto da história todo mundo conhece: Brasil, campeão mundial de futebol revelando ao mundo um meia-esquerda apelidado Pelé.
Mas o gol que levou o Brasil à Suécia nasceu dos pés de um meia-direita. O goleiro peruano foi traído pela folha-seca - a grande especialidade de Valdir Pereira dos Santos, do Botafogo do Rio de Janeiro, conhecido como Didi. É provável que ele não soubesse disso, mas dois fenômenos aerodinâmicos são responsáveis por aquele e dezenas de outros gols parecidos que marcou: a força ascensional, a mesma que.ajuda os aviões a voar, e o chamado efeito Magnus, de onde se originou a expressão tiro com efeito, para designar os chutes enviesados que fazem o desespero dos goleiros.
Atuando sobre um avião em vôo, a força ascensional se manifesta quando o ar que passa ao redor do aparelho alcança uma velocidade maior na parte superior das asas. Isso acontece justamente por causa da forma especial do perfil das asas nos aviões. Segundo uma lei formulada pelo físico e matemático suíço Daniel Bernouilli, no século XVIII, a pressão sobre um gás ou uma superfície será menor quanto maior a velocidade do fluido. Por isso, a pressão na parte superior da asa é menor que na parte inferior. Essa diferença de pressão gera uma força que fornece ao avião seu empuxo aerodinâmico. A força ascensional aerodinâmica pode aparecer também aliada ao efeito Magnus no vôo de uma bola - quando, além de subir, ela gira ao redor de seu próprio eixo. Os jogadores de futebol costumam dizer então que a bola está "envenenada".
Ao girar sobre seu próprio eixo, a superfície da bola sofre o atrito do ar. Isso influi na velocidade com que o ar passa ao seu redor: na parte superior da bola, o ar é mais rápido; na inferior, mais lento. Devido a essa diferença de velocidade - assim como no caso das asas do avião -, ocorre uma diferença de pressão entre a parte de cima e a de baixo; em conseqüência, chutada embaixo, a bola sobe, numa trajetória também determinada pela força de gravidade e a resistência do ar.
Já a intensidade do efeito Magnus e sua influência na trajetória da bola dependem de vários fatores. A superfície áspera da bola e a grande velocidade do giro sobre o próprio eixo, em relação à velocidade de vôo, aumentam o efeito. Já a influência na trajetória aparece principalmente nas bolas mais leves. O efeito Magnus foi observado pela primeira vez em 1852 pelo físico alemão Gustav Magnus - daí o nome -, a pedido da Comissão de Provas da Real Artilharia Prussiana. Pouco a pouco, essas observações começaram a ser aplicadas em vários campos da ciência.
Mas não apenas os cientistas recorreram às descobertas de Gustav Magnus. Desde muito cedo, na história moderna do futebol, também os jogadores aprenderam na prática a chutar com efeito. Os princípios são simples: se a bola é chutada na parte de cima, tende a sofrer uma queda mais acentuada; se o chute é aplicado na parte de baixo, a bola volta para trás - um recurso muito usado na jogada conhecida como "bicicleta", que o atacante brasileiro Leônidas da Silva celebrizou, na década de 30.
Bater na bola lateralmente faz com que, em função do giro sobre seu próprio eixo - para a direita ou para a esquerda -, ela se desvie da trajetória normal. Chutando corretamente a bola - na parte de cima ou de baixo, na lateral direita ou esquerda - é possível fazê-la descrever curvas numa trajetória aparentemente imprevisível. Os jogadores mais habilidosos até conseguem marcar gols em cobrança de escanteio, quando a bola parte da mesma linha onde estão fincadas as traves. E o gol olímpico, assim chamado por ter sido obtido pela primeira vez pela Seleção do Uruguai nos Jogos Olímpicos de 1924.
No Brasil, quem não se lembra das cobranças de falta de Nelinho, no Cruzeiro de Belo Horizonte ou na seleção, há seis anos? "Ele foi o mais impressionante cobrador de faltas que já conheci", lembra o cronista esportivo Vital Bataglia. "Alguns, como Pepe, do Santos, ou Miranda, do Corinthians, até chutavam mais forte; outros, como Ailton Lira, do Santos, e Mário Sérgio, do Grêmio de Porto Alegre e depois do São Paulo, eram virtuoses do efeito. Mas nenhum deles, como Nelinho, combinava perfeitamente as duas coisas a ponto de dar a impressão de que a bola mudava de rumo três vezes no ar."
Para contrabalançar a vantagem que os chutes de Nelinho davam ao time do Cruzeiro, seu arquiinimigo no futebol mineiro, o Atlético, contava com o ponta-esquerda Éder, também ele um artista na cobrança de faltas, com seus chutes fortes e cheios de efeito. Éder, Nelinho e o flamenguista Zico substituíram, na Seleção Brasileira, outros especialistas na arte de envenenar a bola: Gérson e Rivelino, estrelas da seleção que conquistou o tricampeonato mundial em 1970.
A maior dificuldade nesse tipo de chute está em bater na bola com força suficiente para obter uma mudança significativa em sua rota normal. Uma bola oficial de futebol tem um peso relativamente alto - entre 453 e 534 gramas - e não é fácil fazê-la descrever uma curva no ar.
Quem já chutou uma bola de praia sabe como ela descreve as mais estranhas curvas. Isso acontece porque, sendo muito leve, lhe é muito difícil vencer a resistência do ar. Ao ter o movimento de rotação sobre seu próprio eixo interrompido pelo ar, ela muda bruscamente de direção. Alguns jogadores têm um domínio tão grande dos chutes de efeito que não o utilizam apenas na cobrança de faltas, mas também para lançamentos de longa distância aos companheiros.
O mestre de todos eles, Didi, aprendeu a arte com outro gênio em bolas envenenadas: Jair Rosa Pinto, Mestre Jajá, como era chamado, não chegava a impressionar os adversários. Mas de seus pés pequenos, calçados com chuteiras número 37, saíam bolas que ele colocava onde desejava, depois de fazê-las descrever graciosas curvas no ar. Observando Jair Rosa Pinto, Didi desenvolveu sua folha-seca.
Embora teoricamente não tenha segredo para os profissionais do futebol - que o chamam de "três dedos", pela forma com que o pé bate na bola -, o chute de Didi ainda não foi imitado. Elegante, boêmio e sem paciência para as longas sessões de treinamentos físicos - "no futebol, quem deve correr é a bola, não o jogador", dizia -, Didi batia na bola com impulso suficiente para fazê-la chegar até perto do gol adversário, para então perder força, descrever uma curva e cair suavemente, como uma folha seca levada pelo vento.
Ensinamentos do mestre.
Em seu livro, Jogando com Pelé, ele ensina como enviesar um tiro: "Usa-se o dorso interno ou externo do pé para os chutes de curva. A fim de obrigar a bola a fazer uma curva para a esquerda, chuta-se com o dorso interno do pé, visando não o meio, mas o lado direito da bola, no caso de o chute ser feito com o pé direito. Com o esquerdo, a ação é ao contrário. Se você quiser chutar em curva para a direita - com o pé direito -, utilize o dorso externo do pé e a área de impacto é o lado esquerdo da bola. Os lados interno e externo do pé são usados nos chutes próximos à meta, quando o goleiro adversário sai do gol em direção ao atacante.
O goleiro sempre oferece um canto da meta, tentando obrigar-nos a chutar naquele canto, como ele queria. É por isso que, quando próximos da meta, devemos colocar a bola, observando bem a posição do goleiro. Sabe por quê? É muito mais fácil o goleiro defender um chutão do que um chute fraco, mas bem colocado. No chutão, a bola sai violentamente, mas não modifica muito a sua rota, e o chute com menos força, mas colocado, pode modificar o rumo pela maneira como a gente bate na bola. Com a parte interna do pé, é possível colocá-la muito bem, porque a área de contato é maior, portanto a precisão do chute também é maior"

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terça-feira, 12 de julho de 2005

Atração Gravitacional das Cúspides

Quando um planeta se localiza no final de uma Casa e próximo à cúspide da Casa seguinte ele está sofrendo um fenômeno que os astrólogos chamam de “atração gravitacional das cúspides”, que é uma atração da energia desse planeta para ser liberada nas experiências da Casa seguinte.

Quando esse fenômeno estiver presente em seu mapa, você terá a leitura da liberação de energia desse planeta nas duas áreas de experiência em que ele atua. Somente você poderá dizer se alguma dessas duas áreas de experiência está consumindo mais a energia do planeta, ou se ambas estão recebendo por igual essa energia planetária

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segunda-feira, 11 de julho de 2005

Aspectos planetários



Os aspectos definem as formas de interação das energias do nosso mapa, ou seja, como as forças de nossa psique se interagem umas com as outras. Se o aspecto que um planeta faz com o outro é um trígono (ângulo de 120 graus) ou sextil (ângulo de 60 graus), então temos um aspecto harmônico, onde um planeta facilita a liberação de energia do outro, no âmbito da expressão ou no âmbito da compreensão. Já se os planetas estão em quadratura (ângulo de 90 graus) ou oposição (ângulo de 180 graus), então temos um aspecto dinâmico, onde um planeta dificulta e tenciona a liberação de energia do outro, no âmbito da dificuldade interna ou no âmbito da dificuldade de se relacionar. Quando um planeta está conjunto um ao outro, então temos que a liberação de energia de um implica na liberação simultânea da energia do outro.


Supondo que seu Vênus esteja em trígono com seu Marte, então você tem uma facilidade de conciliar a energia afetuosa e harmônica de Vênus com a energia impetuosa e agressiva de Marte. Isso permite você expressar seu afeto de maneira independente e sua auto-afirmação de maneira afetuosa, já que uma energia está em harmonia uma com a outra.Esse aspecto proporciona um equilíbrio entre o impulso sexual de Marte com a necessidade de prazer afetivo de Vênus. Como o trígono é um aspecto muito gostoso, as vezes você pode se esquecer de aproveitar ao máximo os benefícios desse aspecto.


Supondo que seu Vênus esteja em quadratura com seu Marte, então você tem uma dificuldade interna de conciliar a energia afetuosa e harmônica de Vênus com a energia impetuosa e agressiva de Marte. Isso causa uma dificuldade tanto para expressar seu afeto quanto para se auto-afirmar e liberar sua combatividade e agressividade, já que uma energia tensiona a outra. Aqui, pode aparecer um gosto pelos prazeres dolorosos, que pode até mesmo ser manifestado em alguma atitude sado-masoquista. Esse tipo de conflito deve ser trabalhado ao longo da vida e os resultados desse trabalho podem ser bastante proveitosos.


Supondo que seu Vênus esteja em conjunção com seu Marte, então você expressa a energia afetuosa e harmônica de Vênus juntamente com a energia impetuosa e agressiva de Marte. Esse aspecto lhe dá um charme pessoal, e faz de você uma pessoa afetuosa e assertiva ao mesmo tempo, o que pode trazer uma maior intensidade para seus relacionamentos. Não que você tenha tendências sado-masoquistas, uma vez que sua energia para a busca do prazer está atrelada a sua energia para liberar a agressividade, mas, você pode ter um jeito assim meio “entre tapas e beijos” de se relacionar.


Quaisquer aspectos que temos em nosso mapa são dons, não importa se sejam aspectos difíceis ou fáceis. Mesmos os aspectos dinâmicos e geradores de tensões, podem ser extremamente proveitosos em nossas vidas, desde que saibamos trabalhar as dificuldades de suas energias conflitantes, obtendo assim experiências de vida realmente edificantes, resultantes do processo de superação dessas dificuldades. Não devemos encarar os aspectos difíceis de nosso mapa como bloqueios, mas sim como desafios a serem superados para engrandecer nossa trajetória de vida.


As energias planetárias presentes no nosso mapa trazem para os setores que elas se localizam uma capacidade de viver experiências relacionadas com outros setores. São experiências compatíveis com a energia do planeta que está sendo liberada na Casa em que ele está. Se, por exemplo, tivermos um Vênus na Casa 9, então Vênus, que tem uma energia compatível com as experiências de formação de parcerias da Casa 7 e com as experiências de valorização da Casa 2, está trazendo uma energia para se relacionar, buscar o prazer, trocar afeto e valorizar as coisas nessa área de experiência da vida. Portanto no setor onde vivemos as experiências de expansão dos horizontes, da orientação moral e espiritual de nossas vidas poderemos estar vivendo as experiências trazidas pela energia venusiana de se relacionar afetivamente, de buscar o prazer, ou até mesmo de gerar dinheiro ou outros valores. Podemos então viver experiências, como por exemplo, casar com alguém do estrangeiro, ou alguém da nossa universidade, ou alguém que participa da mesma organização religiosa que nós participamos. Podemos ainda ganhar ou gastar algum dinheiro com a busca do conhecimento superior, com expedições, viagens distantes, com palestras, seminários, ou mesmo com religiões.

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domingo, 10 de julho de 2005

Posição das Casas e dos Planetas



O Mapa Astral é calculado com o sistema de casas de Plácidos. As posições planetárias, bem como das cúspides das casas astrais são apresentadas da seguinte forma: 23°Aq12’, indicando os graus e os minutos do signo do zodíaco.

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sábado, 9 de julho de 2005

Planetas Anaréticos



Planetas anaréticos são planetas posicionados no último grau de um signo. Isso causa uma ansiedade na liberação das energias desses planetas.

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sexta-feira, 8 de julho de 2005

Planetas Angulares


Quando um planeta está conjunto a algum dos quatro pontos angulares do seu mapa - Ascendente, Descendente, Fundo do Céu e Meio do Céu - este planeta tem uma presença forte no seu mapa e por isso mesmo a energia desse planeta é muito marcante no seu modo de ser.

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quinta-feira, 7 de julho de 2005

Planetas estacionários



Quando um planeta no céu parece que não está se movendo mais, diminuindo a velocidade de seu movimento direto para iniciar um movimento aparentemente retrógrado, dizemos que este planeta está estacionário. Isso significa que é necessário que você faça um esforço maior para vencer a inércia do planeta e assim conseguir exteriorizar sua energia.

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quarta-feira, 6 de julho de 2005

Planetas retrógrados



Quando um planeta está retrógrado, ou seja, seu movimento aparente no céu está no sentido contrário ao da sua órbita. Isso significa que sua forma de liberação da energia do planeta é interiorizada, sendo necessário você processar mais de uma vez o princípio de atuação do planeta para poder exteriorizar sua energia.

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terça-feira, 5 de julho de 2005

Compartimentação



Se surgir no mapa uma Casa cujo planeta regente esteja dentro da própria Casa e no signo regente da Casa, então essa sua área de experiência da vida é bem compartimentada, sem muita dependência de outras áreas de experiência que complementariam as experiências dessa Casa. Assim, você tende a viver essas experiências de modo pleno e satisfatório. Se, por exemplo, o regente da sua Casa 7 está dentro da própria Casa 7 e em seu signo domiciliar, então, seus casamentos e suas parcerias são experiências que você vive sem a necessidade de vinculá-las com outras áreas da vivência humana. O que seria diferente se o regente da Casa 7 estivesse na Casa 10, e então, para você, as experiências de formar parcerias e casamentos estariam vinculadas às experiências de se projetar socialmente e profissionalmente

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segunda-feira, 4 de julho de 2005

A Casa da Vocação Profissional



Vamos agora exemplificar uma Casa 10 com planetas: Essa é a Casa da vocação profissional. Se sua Casa 10 tem um planeta, então você tem uma energia que é determinante para você viver as experiências dessa Casa. Se Peixes é o signo regente dessa Casa, então Peixes define a abordagem inicial que você faz nessa área de experiência e traz as qualidades iniciais que você dispõe para viver a experiência de estruturar sua profissão e sua projeção social. Já o planeta que está na Casa 10 está liberando uma energia para ajudar você a estruturar sua carreira social e profissional. Este planeta está em algum signo que vai colorir a energia deste planeta com uma série de qualidades. Se, por suposição, este planeta que está na sua Casa 10 é Mercúrio, e está em Áries, então você tem uma energia para trabalhar em profissões que lidam com comunicação, marketing ou algum tipo de comércio bastante competitivo. Mas, o planeta que rege a Casa 10 pode estar em outra Casa. Isso significa que algum direcionamento para essa outra área de experiência da vida pode complementar a estruturação de sua carreira social e profissional. Se você tem Netuno, o regente da Casa 10, na Casa 6, que diz respeito aos cuidados com a saúde, estando este Netuno em Escorpião que é um signo do elemento água, que por isso traz o dom da cura, então o direcionamento da sua carreira profissional para, por exemplo, a área médica, vai ajudar a complementar as experiências da Casa 10. Dessa forma você tem uma série de dons que possibilitam você trabalhar, por exemplo, com vendas de produtos ou serviços para a área médica ou outro segmento da área de saúde, como vendas de planos de assistência médica e hospitalar. Além dessa complementação de experiências, existe uma outra, determinada pelo dispositor do planeta, que é o regente do signo em que se encontra o planeta. Aqui neste caso o dispositor de Mercúrio é Marte, porque Marte rege Áries, que é o signo em que se encontra Mercúrio. Se Marte estiver em Gêmeos na Casa 1, então você tem um outro conjunto de experiências na Casa 1, que também podem complementar as experiências da liberação da energia mercuriana na Casa 10, que aqui poderia ser, por exemplo, a autonomia na sua carreira profissional, onde você teria uma propensão para ser dono do seu próprio negócio.
Mas, estes são apenas exemplos, pois não nos cabe aqui determinar com precisão a vivência das suas experiências de vida, sejam elas sua profissão, seus casamentos ou o que você faz para se divertir. Portanto, nos limitaremos apenas a apontar as áreas de experiência, com as naturezas das energias propulsoras e as qualidades das manifestações dessas energias. Os fatos que você concretiza em sua vida para satisfazer as necessidades que sua psique tem de vivenciar as experiências descritas em seu projeto de vida é de inteira responsabilidade do seu livre arbítrio.

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domingo, 3 de julho de 2005

As áreas de experiência da vida e as energias planetárias



Em seguida falarei sobre as Casas do mapa natal e sobre os planetas dentro de cada Casa. Ao falar sobre cada Casa você estará sabendo dos dons que você tem para viver as diversas experiências da vida humana. O signo que está na cúspide de uma Casa é o signo que rege essa Casa, e por isso ele determina a forma inicial que você aborda as experiências de uma Casa. Quando você tem uma Casa sem planeta, você não tem nenhuma energia vibrando nessa área de experiência da vida, o que não significa que você não vive as experiências dessa Casa, mas que as experiências dessa Casa estão sendo complementadas pelas experiências da Casa na qual está o planeta regente do signo que rege a Casa vazia.
Assim, se houver algum planeta na Casa que você está lendo, você saberá que a energia do planeta está sendo liberada para as vivências das experiências dessa Casa, e que o signo em que o planeta se encontra traz uma série de qualidades para a forma de expressão do planeta. A princípio pode parecer um pouco complicado, mas na verdade é muito simples. Transpondo esse processo para uma sentença, temos o seguinte: Você é o sujeito da oração, o planeta é a ação (o verbo mais os objetos; a ação exprime a energia liberada), a Casa é o adjunto adverbial de lugar (a área de experiência da vida) e o signo é o adjunto adverbial de modo (a forma que o planeta libera sua energia). Se seu Marte está na Casa 1, no signo de Leão, então você manifesta sua combatividade e sua auto-afirmação enquanto vive sua identidade básica e enquanto se apresenta e projeta sua imagem para os outros, isso de um modo leonino, ou seja, de modo expressivo, com um certo orgulho pessoal, e irradiando seu brilho pessoal.
Vamos exemplificar primeiro uma Casa vazia: Se a sua Casa 2 está vazia não significa que você não tem condições de vivenciar a experiência de ganhar seu próprio dinheiro. Significa que o signo que rege essa Casa traz uma série de qualidades que você dispõe para viver a experiência de ganhar o seu dinheiro, e o planeta que rege esse signo vai direcionar você para uma outra área de experiência da vida que você pode atuar para gerar seu dinheiro e adquirir seus recursos. Se o signo regente da sua Casa 2 é Capricórnio, então você tem uma característica de valorizar tudo que traz os atributos da austeridade, da excelência, da competência e da superação humana. E a sua maneira de ganhar dinheiro e gerar recursos tem essas qualidades capricornianas de lidar com os valores de maneira bastante séria e responsável, tirando leite de pedra e valorizando ao máximo os seus bens e os seus recursos. Mas, se Saturno, que rege Capricórnio, está na Casa 7, em Gêmeos, então, existe um direcionamento das experiências da Casa 2 para a Casa 7, onde você estará liberando uma energia saturnina colorida com os atributos geminianos, que neste exemplo poderiam ser as experiências de se associar e estabelecer parcerias comerciais, ou uma outra forma de interação estruturada, que desse modo estariam complementando as suas experiências de geração de valores e recursos dentro da abordagem capricorniana.

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sábado, 2 de julho de 2005

Leitura Psicológica X Leitura Astrológica



A leitura do Mapa Astrológico deve ser uma leitura mais astrológica e menos psicológica, isso porque a leitura psicológica coloca muitos rótulos sobre a personalidade da pessoa, dizendo se a pessoa e otimista, sociável, mente aberta ou mente fechada. Tenho observado que as pessoas não se sentem muito a vontade com esses rótulos psicológicos. O fato é que todos nós temos nosso otimismo, afinal todos nós temos um Júpiter no nosso Mapa. Todos nós nos socializamos, afinal também temos Mercúrio e Vênus no nosso Mapa. Portanto, O importante é saber em qual setor da vida está nosso otimismo e como podemos usá-lo mais fácil ao invés de dizer se somos otimista ou não, pois assim não estamos sendo precisos. Nesse ponto a leitura astrológica proporciona um desenho mais exato e consitente da nossa psique, pois ela não se limita as formas básicas de classificação da leitura psicológica

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sexta-feira, 1 de julho de 2005

Balanço das Modalidades



Existem três modalidades de signos no zodíaco: Cardinal, Fixo e Mutável. Cada uma das modalidades agrupa quatro signos de elementos diferentes, sendo um de fogo, um de terra, um de água e um de ar.

- Áries, Capricórnio, Câncer e Libra são cardinais.
- Leão, Touro, Escorpião e Aquário são fixos.
- Sagitário, Virgem, Peixes e Gêmeos são Mutáveis.

Os signos cardinais se caracterizam pela ação, a impressão de uma nova atitude e de um novo movimento, buscando um desafio. São signos com mais iniciativa que os demais. Os signos fixos se caracterizam pela preservação de sua atitude e de seu movimento inicial. São signos com mais convicção que os demais. Já os signos mutáveis se caracterizam pela adaptabilidade. São signos mais flexíveis que os demais.
Através do balanço das modalidades, na leitura de seu mapa, podemos saber se temos um equilíbrio entre atitude, convicção e flexibilidade, ou se você possui algum desses atributos em maior evidência que os demais.

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